BnR Alumni – André Maia

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O André foi diretor de Comunicação do Bola na Rede e redator de Futebol Nacional. Agora é jornalista no Observador.

Bola na Rede: Por que é que quiseste entrar no Bola na Rede?

André Maia: Na altura entrei no BnR porque sempre quis seguir jornalismo virado para a vertente desportiva. Sabia que tinham começado na Escola Superior de Comunicação Social, onde estou a tirar o curso de Jornalismo, e isso ajudou. Aliás, tive vários colegas e amigos a recomendar-me o projeto, que, depois de conhecer, me pareceu muito aliciante e inovador.

BnR: Que competências é que ganhaste com a tua colaboração no Bola na Rede?

AM: Poderia estar aqui até amanhã: a principal foi no trabalho de campo. As coberturas ao vivo deram-me capacidade de me habituar ao ritmo da profissão, bem como a de estar preparado para falar em conferências de imprensa com grandes figuras do futebol mundial, sabendo que tinha todo o país a ouvir-me pela televisão. Em termos de redação, aprendi a pesquisar – a fundo – quando tinha de escrever sobre um tema; na área da comunicação foi aprender a “desenrascar-me”. Não sou designer nem tenho formação na área, mas com a capacidade de pesquisa e de curiosidade que ganhei posso dizer que fiz mais de 500 conteúdos audiovisuais para o projeto, com bom feedback. No fundo, é a capacidade de nos preparar para os imprevistos e de nos fazer arranjar alternativas no momento. Nunca me hei de esquecer de fazer uma cobertura via livestream com um telemóvel preso com fita cola a um tripé. Se o consegui fazer assim, quando chegar ao mercado de trabalho, com outro tipo de materiais, não terei qualquer tipo de dificuldade.

BnR: Achas que o Bola na Rede é uma boa escola de comunicação?

AM: Excelente. Pelo que disse antes: prepara-nos a comunicar em escrita, ao vivo e, com um bocadinho de oportunidade, até em vídeo. Agora, claro, isso tem de vir sempre da vontade das pessoas de fazer mais e melhor. De procurarem as oportunidades, de olhar para fora da caixa e de darem tudo o que têm.

BnR: Por que é que aconselhavas alguém a entrar no projeto?

AM: Sem o Bola na Rede não teria tido metade das oportunidades que já tive. Quem entrar terá a oportunidade de escrever num órgão de comunicação social sem burocracias, a oportunidade de ser criativo e não ter imposições editoriais, o que nos ajuda a crescer, e até a oportunidade de realizar sonhos antigos. Nunca esquecerei o dia em que estive com Leo Messi, a noite em que fiz uma pergunta ao Unai Emery ou quando entrevistei o André Villas Boas. Sem o BnR nada disso teria sido possível e estaria agora, no meu emprego, muito mais atrapalhado.