BnR Alumni – Miguel Branco

Miguel Branco

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O Miguel foi comentador e redator do Bola na Rede na secção ‘SL Benfica’. Já passou pelo jornal I e pela Time Out e agora é freelancer no Observador.

Bola na Rede: Por que é que quiseste entrar no Bola na Rede?

Miguel Branco: A primeira e mais óbvio resposta é a mais pura: sou louco por bola, por desporto no geral, ao ponto de odiar perder os mundiais de curling. Depois, claro, senti que era um lugar onde podia partilhar opiniões, dizer mal do Luís Filipe Vieira e idolatrar o Samaris, um dos médios mais brilhantes do futebol português. E isso significava também, em grande parte dos casos, estar com amigos, e poder ser agressivo para os mesmos sem que isso fosse mal interpretado pelos próprios, quando se fala de bola vale tudo, só não vale agressões. Entrei no Bola na Rede com a missão primordial de extinguir a raça do Bruno Alves. Não consegui.

BnR: Que competências é que ganhaste com a tua colaboração no Bola na Rede?

Miguel Branco: Não sei bem. Ganhei, eventualmente, uma facilidade de comunicação perante um grupo de pessoas que me olha atentamente enquanto falo. A isto talvez junte a colocação da voz, em consonância com o microfone. Ah, quase me esquecia, enquanto estive no Bola na Rede ganhei competência no campo da moderação/condução de palestras/entrevistas. Aprendi a fazer o oposto ao Mário, o moderador mais corrupto e parcial da história das rádios universitárias e dos programas de comentário desportivo (sim, pior do que o Paulo Garcia). E, por isso, devo muito ao Mário Cagica. Obrigado, companheiro.

BnR: Achas que o Bola na Rede é uma boa escola de comunicação?

Miguel Branco: Sem dúvida, por tudo o que acabei de dizer e muito mais. E agora sendo um pouco mais sério e rigoroso: qual é o projeto/programa de desporto de faculdade que consegue trazer a estúdio convidados deste nível? Nenhum. O Bola na Rede é, como já referi, uma boa escola de amizade, e a amizade fomenta-se na arte da comunicação. Se sais daqui jornalista? Não, mas isso nem de uma licenciatura sais. O Bola na Rede prepara terreno, afasta o medo.

BnR: Por que é que aconselhavas alguém a entrar no projeto?

Miguel Branco: Bom, a resposta 3 acaba por conclui-lo. Acho que o Bola na Rede te faz testar limites, perceber gostos, faz-te ir menos receoso para um mercado de trabalho selvagem e desesperado. E, também, convenhamos, entre estar num projeto em que partilhas gostos e motivações e estar no desemprego ou num pântano de comodismo…

Miguel Branco