BnR Alumni – Pedro Paupério

 

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O Pedro foi redator de Futebol Nacional no Bola na Rede. Já esteve a estagiar no departamento de comunicação do CD Aves e agora está no departamento de comunicação da Liga Portugal.

Bola na Rede: Por que é que quiseste entrar no Bola na Rede?

Pedro Paupério: Acima de tudo, e sempre o disse, porque antes de pensar em ser redator, era leitor. Aliás, foi assim que descobri que existia a oportunidade de me candidatar à equipa: da mesma forma que me apareciam os artigos, que tantas vezes lia, apareceu-me o anúncio de recrutamento. E claro, a paixão. O amor ao futebol e ao desporto e a vontade constante de me aproximar o mais possível. Mas mais importante do que o que me fez entrar para o Bola na Rede, foi aquilo que fez com que nunca quisesse sair. Foram muitos artigos escritos em alturas em que não era fácil e muitas viagens longas só para cobrir jogos, mas aquilo que a página me acrescentava fazia o esforço valer a pena. Foi por isso que, enquanto pude, nunca pensei sequer em sair.

BnR: Que competências é que ganhaste com a tua colaboração no Bola na Rede?

PP: É difícil enumerar. Mas, na minha opinião, ainda antes das competências “técnicas” mais específicas, que também desenvolvi e devo sempre realçar, o mais importante foi a forma como eu cresci como profissional. Porque o BnR dá verdadeiramente espaço aos redatores para trabalharem e confia neles. Lembro-me perfeitamente do medo que senti quando entrei pela primeira vez num estádio e sabia que estava por minha conta para fazer o rescaldo do jogo e, sobretudo, a conferência. Porque no BnR uma conferência não é feita com as perguntas dos jornalistas mais velhos. O redator tem de interpretar o jogo, pensar na pergunta que faz sentido, encontrar a sua oportunidade e fazê-la aos treinadores. E este traquejo que se ganha é muito importante. Ao fim de algum tempo, o medo desapareceu e eu sentia-me plenamente confortável, fosse a lidar com diretores de comunicação, a conversar com jornalistas de órgãos nacionais ou a colocar questões a treinadores conceituados enquanto havia televisões em direto.

BnR: Achas que o Bola na Rede é uma boa escola de comunicação?

PP: Tenho a certeza. Sobretudo pelo que disse, pela forma como “obriga” os redatores a pôr as mãos na massa. Porque não há melhor escola do que essa. Claro que a teoria é importante, e é sempre bom para quem quer aprender ouvir algumas lições. Mas acredito que não há melhor forma de aprender do que tentar, ganhar experiência, errar algumas vezes – que também faz parte – e aprender com isso. Sinceramente, “tenho medo” de ler o primeiro rescaldo que fiz pelo Bola na Rede, porque tenho a certeza de que muitas coisas não estão tão bem e que, se o escrevesse agora, faria muito melhor. E não é pelos conselhos que fui recebendo dos editores, é porque, de todas as vezes em que cobri um jogo ou escrevi um artigo de opinião, aprendi um pouco com o trabalho que eu próprio fazia.

BnR: Por que é que aconselhavas alguém a entrar no projeto?

PP: Por tudo isto. Acredito que, após as primeiras respostas, não há muito que possa acrescentar aqui. O que posso dizer é que tenho a certeza de que este desenvolvimento profissional que o Bola na Rede proporciona é útil até para quem trabalha em áreas mais afastadas da comunicação. Porque, para os seus redatores, o Bola na Rede é acima de tudo isso: uma escola. E é um sítio onde, para além de se crescer e aprender muito, é bom estar. Além disso, ter sido redator do Bola na Rede abriu-me muitas portas, e já está a ser determinante para o meu futuro profissional. Por isso, embora tenha dado sempre muito à página, tenho a certeza de que recebi ainda mais. E quando assim é só podemos estar certos de que fizemos uma boa escolha e desejar que outros possam ter a mesma oportunidade.