Ricardo Chéu, antigo treinador do FC Spartak Trnava, foi o convidado do Mourinhos vs. Guardiolas. A experiência por Portugal e no estrangeiro foram os temas mais abordados ao longo do programa, porém, ainda houve tempo para perceber o futuro do treinador, que ainda não está definido.

Com uma carreira “jovem”, Ricardo Chéu tem a convicção de que a ida para Itália foi «o melhor passo da carreira». O treinador português procurava um novo desafio, pois andava sempre em vários clubes da Segunda Liga Portuguesa. Por terras italianas, relembrou as longas viagens pelo país e também o jogo extremamente tático, onde as formações rapidamente trocavam as suas táticas em pleno jogo.

Na Europa de Leste, o treinador comandou o FK Senica e o FC Spartak Trnava, que acabou por abandonar devido às consequências da pandemia de COVID-19 na equipa. Ricardo Chéu facilmente apontou parecenças entre o Futebol da Eslováquia para Portugal, todavia, as diferenças são ainda muito notórias. O treinador português destacou o facto de os jogadores eslovenos terem uma mentalidade de querer evoluir, mas tecnicamente não é muito evoluído. Com um estilo de jogo considerado «agressivo», relembrou que com a entrada de treinadores estrangeiros houve uma mudança, especialmente a nível tático e emocional.

A experiência na Eslováquia, permitiu o treinador falar sobre a «vertente goleadora» de Andraz Sporar, avançado do Sporting CP. Ricardo Chéu tem a certeza que é um jogador que pode numa equipa grande em Portugal, como já está a fazê-lo, porém, não se pode comparar o esloveno com Bas Dost. Quanto ao mercado esloveno, que é ainda desconhecido em Portugal, o treinador vê muito potencial em jogadores da liga e com qualidade suficiente para jogarem no nosso país.

Anúncio Publicitário

No programa, Ricardo Chéu recordou que teve duas abordagens de formações da Primeira Liga Portuguesa e não aceita por achar que naquela altura «não era o timing certo». Para além disso, o treinador sente que o melhor para si é começar um «projeto do zero». Quanto ao futuro, Ricardo Chéu acredita que por todo o seu trabalho que já fez no estrangeiro tem potencial para voltar a Portugal e à Primeira Liga. É o seu objetivo principal, porém, o estrangeiro ainda é opção e com a Eslováquia “à espreita”.

Artigo revisto por Joana Mendes

Comentários