O Bola na Rede teve a oportunidade de entrevistar Cristian Ponde. O avançado português, com raízes romenas, é um dos muitos jovens com potencial “made in” Alcochete. Após doze anos com vinculo ao Sporting Clube de Portugal, procurou outras paragens com o objetivo de ter mais oportunidades para mostrar a sua qualidade e poder, desta forma, relançar a sua carreira, e o destino foi a Ucrânia. Desde os tempos de leão ao peito à atualidade no Futebol, passando pela influência de um treinador e o melhor jogador do campeonato português. Estes são os temas abordados numa entrevista que não vais querer perder.

Bola na Rede (BnR): Cristian, antes de mais quero agradecer por teres aceitado o desafio para esta entrevista. Gostava de começar por te perguntar se as saudades de Portugal já “apertam”?

Cristian Ponde (CP): Obrigado eu pelo convite. Claro que sim, muitas saudades. Há poucos países como Portugal para viver.

BnR: Qual a temporada mais marcante para ti em Portugal?

CP: 2013/2014, quando fiz a pré-temporada com a equipa principal do Sporting.

BnR: Estiveste 12 anos contratualmente ligado ao Sporting Clube de Portugal. Qual o balanço que fazes dessa ligação?

CP: Vejo as coisas pelo lado positivo, foi o clube onde cresci desde pequeno como jogador e como homem. Aprendi muito e tenho de agradecer por isso, mas nos últimos dois/três anos fui mal gerido pelo clube.

BnR: Como te sentes por nunca te ter sido dada uma oportunidade na equipa principal do Sporting CP?

CP: Sinto que saí do Sporting mal aproveitado, estive muito tempo à espera da minha oportunidade e decidi sair e seguir em frente.

BnR: Como surgiu a decisão da rescisão com o clube leonino? De quem partiu essa decisão?

CP: Foi mútuo acordo. No ano passado, o Sporting CP B acabou e não ia ser chamado para começar os trabalhos com a equipa principal. Falámos e foi o melhor para os dois lados.

Ao serviço da formação ucraniana já faturou em cinco ocasiões
Fonte: FK Karpaty

BnR: Como encaraste o desafio de ingressar no FC Karpaty Lviv da Ucrânia? O mister José Morais teve influência na decisão?

CP: Claramente, o mister José Morais foi decisivo para a minha vinda. Passou-me uma mensagem de confiança e a possibilidade de jogar uma primeira liga contra grandes equipas.

BnR: Continuas a acompanhar o campeonato português, sobretudo o Sporting CP?

CP: Sim, costumo ver os jogos.

BnR: Mantens contacto com alguns jogadores do Sporting CP?

CP: Claro, com os jogadores da minha geração, Mauro Riquicho, Domingos Duarte, Podence, etc.

BnR: Como certamente deves saber, o Sporting assegurou a presença no Jamor numa dupla batalha diante do eterno rival SL Benfica. Como vibraste com a vitória no jogo de Alvalade?

CP: Foi um jogo bastante emotivo, fiquei contente por terem chegado à final.

BnR: Ao serviço da equipa ucraniana, já apontaste quatro golos em 14 jogos. O que perspetivas até ao final da temporada, em termos individuais?

CP: Cinco golos, um na taça da Ucrânia. Faltam-nos disputar dez jogos e espero passar a marca dos 10 golos – é o meu principal objetivo.

BnR: Neste momento, o Karpaty luta pela manutenção na Primeira Liga da Ucrânia e irá disputar os quartos de final da Taça da Ucrânia. Consideras que irão conseguir a manutenção? Até onde achas que irão na Taça?

CP: A manutenção é o principal objetivo e acho que vamos consegui-lo com tranquilidade. Na taça, temos muita esperança de fazer uma boa campanha, temos todas as hipóteses de chegar às meias-finais, visto que jogamos contra um adversário da segunda divisão. Se tudo correr bem, esperamos ter sorte no sorteio.

BnR: Queremos, desde já, agradecer a tua disponibilidade e desejar-te o maior sucesso no futuro. Para terminar, desafio-te a elegeres o melhor jogador do campeonato português.

CP: Bruno Fernandes.

Foto de Capa: FK Karpaty

artigo revisto por: Ana Ferreira

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