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BnR: Vocês são os principais líderes da equipa. Qual era a palavra de ordem no balneário?

J&R: Acreditar. A palavra de ordem era “acreditar”.

BnR: Qual era o vosso sentimento ao verem tantos portugueses a apoiar a vossa equipa? Ao fim ao cabo, estavam todos a torcer pelo Caldas…

J&R: Há sempre o estigma de apoiar os mais fracos, mas eu prefiro não pensar por aí [risos], mas sim por toda a gente ter reconhecido o mérito do nosso percurso. Foi uma história que tocou muita gente.

É um orgulho enorme, mas termos pessoas assim ajudou-nos a sentirmos mais o apoio no momento e tivemos momentos que nunca iremos esquecer! A saída do hotel para o campo da Mata, neste último jogo, e a entrada no campo com centenas de pessoas que não nos deixavam entrar no estádio, por exemplo. São momentos que vão ficar e nós vamos ficar na história do Caldas e do futebol português.

José e Rui foram os convidados especiais do quarto episódio do Bola ao Centro, o nosso podcast oficial de futebol
Fonte: Bola na Rede/André Maia

BnR: Jorge Jesus disse que o Caldas era o vencedor da Taça. Como é que se sentem ao ouvir isto de um finalista e de uma personagem tão icónica do futebol português?

J&R: Eu sinto uma satisfação especial porque o Jorge Jesus citou aqui o mister [risos]. Foi na conferência de imprensa a seguir ao jogo contra o Feirense que o mister disse isso.

Gostei de ouvir! Ele disse isso na véspera do jogo da Taça e nós vimos passar em rodapé na televisão. Ele falou mesmo várias vezes no Caldas e deu os parabéns aos jogadores, ao clube e à cidade. Foi um orgulho porque é uma pessoa que eu pessoalmente admiro.

BnR: O projeto do Caldas é grande o suficiente para atingir feitos ainda maiores?

J&R: Eu quero acreditar que sim. Quero acreditar que isto não foi o fim, mas sim o início, porque o clube tem de conseguir capitalizar tudo aquilo que fez na Taça de Portugal e exportá-lo para a próxima época.

Tenho o desejo, como sócio, treinador e adepto, de que o Caldas consiga ser diferente. O Caldas já é diferente no próprio campeonato: não é uma SAD, vive essencialmente dos patrocínios da cidade… e se o Caldas conseguir crescer em número de sócios e de adeptos, se conseguirmos ter casas como tivemos nestes últimos jogos – à volta de duas mil pessoas – vamos, de certeza, ser um clube diferente. Se conseguíssemos chegar a um campeonato profissional desta forma era único. Era muito bom mantermos a nossa filosofia e chegarmos lá.

BnR: Para terminar, o que é que diriam aos portugueses?

J&R: Para acreditarem sempre nos sonhos! Não há impossíveis!

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