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O estádio Santiago Bernabéu recebeu neste início de tarde um dos jogos da 11ª jornada que merecia especial atenção, colocando frente a frente o Real Madrid CF, que ocupava a decepcionante nona posição, e o surpreendente Real Valladolid CF, que se encontra em grande forma.

Solari, o treinador interino dos merengues, não contou com Carvajal, Marcelo e Varane, optando por Odriozola, Reguilón e Nacho, respectivamente. O treinador argentino deixou Isco no banco de suplentes. Do outro lado, o treinador dos visitantes repetiu o onze inicial que havia alinhado na última ronda da Liga Espanhola.

O Real Madrid entrou muito bem na partida e finalmente parecia dar indícios de melhoria em comparação aos últimos encontros. Benzema, logo aos 4 minutos, já dentro da área, rematou cruzado, mas a bola passou a rasar o poste direito da baliza de Masip.

Foi uma ilusão. O domínio do Real Madrid durou somente 5 minutos e o que se assistiu de seguida foi um Valladolid com personalidade e munido de alguns jogadores de grande qualidade, a resistir facilmente aos ataques pouco lúcidos da equipa de Madrid e a ameaçar sucessivamente no contra-ataque.

O tempo foi passando. Registaram-se apenas mais dois motivos de destaque, um para cada lado, com Bale e Antonito a não conseguirem concretizar devidamente as suas oportunidades. Acabou por se instalar a ideia de que os jogadores merengues jogavam “sob brasas” e nada corria de feição. Com valores de posse de bola astronómicos, a verdade é que ainda assim, o Real Madrid foi uma equipa impotente pois não conseguiu mais voltar a criar perigo junto da baliza adversária.

Terminou assim o primeiro tempo com o nulo no marcador, com 45 minutos de futebol pouco entusiasmante e que nem sequer dignificaram o palco da partida.

Entre assobios e aplausos, os jogadores regressaram dos balneários e esperava-se um Real Madrid muito diferente. Os adeptos enchiam-se de esperança de que o “grito de revolta” fosse dado na segunda parte e, por outro lado, estava bem presente a ideia de que este Valladolid tinha equipa mais que suficiente para sair do Santiago Bernabéu com 3 pontos.

Fonte: La Liga

O Real tornou a entrar muito bem em campo, com um jogo rápido e mais vertical e foi novamente Benzema a dispor de uma oportunidade para colocar a equipa na frente do marcador, mas o remate foi interceptado pela defensiva visitante.

Nos 15 minutos seguintes, assistiu-se à melhor fase do Valladolid, que coleccionou três grandes momentos para fazer golo. O Real esteve à beira do abismo, mas houve algo que o impediu: a barra da baliza de Courtois.

Por duas ocasiões, a remates de Alcaraz e Toni, a bola não quis entrar, segurando assim a ira dos 68 mil adeptos merengues que marcaram presença no jogo desta tarde.

O domínio visitante acabou por se dissipar, o jogo retomou a toada de bastante equilíbrio e Solari necessitou de mexer na equipa para triunfar na competição. A chave da vitória estava, de facto, no banco. Era necessário alguém que entrasse sem qualquer tipo de medo em fazer o seu jogo e tudo isto foi personificado em Vinícius Júnior, que aos 83 minutos, numa jogada individual, contou com um ressalto após o seu remate para fazer golo. O Real Madrid, num lance fortuito e de bastante sorte, conseguiu desbloquear a partida.

O Valladolid deu a partida como perdida e permitiu ainda que o Real Madrid beneficiasse de uma grande penalidade “à Panenka”, convertida pelo capitão Sergio Ramos, que procurou dar confiança e trazer estabilidade à equipa madrilena.

O jogo acabou com um 2-0 favorável ao Real Madrid, que mesmo com mais uma exibição fraquíssima conseguiu regressar às vitórias, somar três pontos e alcançar provisoriamente a sexta posição. O Valladolid pode queixar-se da sorte e considerar o desfecho injusto, mas cai de pé, pois deixou uma excelente imagem num dos maiores palcos do futebol mundial.

Real Madrid: Thibaut Courtois, Sergio Ramos, Nacho Fernández, Álvaro Odriozola, Sergio Reguilón, Toni Kroos, Luka Modric, Casemiro (Isco´56), Karim Benzema, Gareth Bale (Vásquez´71), Marco Asensio (Vinícius ´73)

Valladolid: Jordi Masip, Kiko, Calero, Javi Moyano ( Duje´85), Nacho Martínez, Rubén Alcaraz, Antoñito, Toni Villa (Daniele´69), Míchel Herrero, Enes Unal, Leo Suárez (Óscar´76)

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