UM JOGO QUE PROMETIA TANTO… E DEU TÃO POUCO

O King Power Stadium foi o palco do encontro entre o Leicester City e o Manchester City. As duas formações chegavam à 27ª jornada da Premier League separadas por quatro pontos, no segundo e terceiro lugar da tabela classificativa. A chuva foi convidada de honra num jogo pautado, como se esperava, pela intensidade do primeiro ao último minuto.

Os Foxes entraram mais pressionantes perante o portador da bola, e aproveitaram uma má entrada dos Cityzens para criar perigo. Em pouco tempo, a balança equilibrou e os visitantes começaram a abrir asas à criatividade e à boa qualidade individual que contém nas suas fileiras. No final dos 45 minutos, apesar de boas oportunidades de parte a parte, mantinha-se o nulo no marcador.

A segunda parte começou mais morna, com a bola a fixar-se no meio do terreno de jogo. Ambas as equipas estavam expectantes no erro adversário para ir para o ataque. Ao minuto 62, o Manchester City poderia ter saltado para a frente do marcador, mas o dinamarquês Kasper Schmeichel negou o golo de grande penalidade a Kun Aguero. Nos últimos 20 minutos, os pupilos de Pep Guardiola colocaram o pé no acelerador e estiveram mais próximos de chegar à vantagem.

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Depois de tantas tentativas, o substituto Gabriel Jesus entrou para decidir as contas. O avançado brasileiro entrou com a corda toda e expôs o cansaço da defesa do Leicester. No final do encontro, registava-se a vitória do Manchester City por uma bola a zero, colocando-se ainda mais confortável no segundo posto da Liga Inglesa.

A FIGURA

Fonte: Leicester City

Kasper Schmeichel – O guardião do Leicester esteve em “dia sim”. Defendeu uma grande penalidade e negou por várias vezes o golo à ofensiva do Manchester City. O golo de Gabriel Jesus estragou-lhe a exibição perfeita, mas merece esta menção.

O FORA DE JOGO

Fonte: Manchester City FC

Kun Aguero – O eterno goleador dos Cityzens não fez o pior dos jogos, mas faltou a pontaria afinada. Chegou a colocar a bola no fundo das redes, mas foi apanhado na armadilha de fora de jogo. No momento em que todas as luzes dos holofotes apontavam para si, falhou a grande penalidade que poderia ter feito falta nas contas da partida. Pode ter sido mera coincidência, mas o seu substituto, Gabriel Jesus, entrou e fez o golo da vitória.

ANÁLISE TÁTICA- LEICESTER CITY 

O Leicester City apresentou-se num sistema de 3-5-2, onde os laterais tomaram o posto de extremos. Depois de uma fase menos positiva na temporada, os Foxes entraram com uma estratégia de pressão alta para não deixar os homens de Pep Guardiola assentar o modelo de jogo que tanto os caracteriza. Em momentos de maior aperto, os laterais desciam e criavam uma organizada barreira de cinco defesas. Na fase ofensiva, tinham como alvo claro a velocidade de Vardy.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Kasper Schmeichel (8)

Caglar Soyuncu (6)

Jonny Evans (7)

Christian Fuchs (6)

Ricardo Pereira (7)

Ben Chilwell (6)

Dennis Praet (5)

Youri Tielemens (6)

James Maddison (6)

Kelechi Ihenacho (5)

Jamie Vardy (7)

SUBS UTILIZADOS

Harvey Barnes (6)

Dennis Praet (-)

Ayoze Perez (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY

O Manchester City entrou em campo no clássico 4-3-3, com a entrada de Fernandinho para o centro da defesa em detrimento de Otamendi. Sem nunca prescindir da oportunidade de criar através dos espaços interiores para chegar a zonas de finalização, o corredor esquerdo (de Benjamin Mendy e Bernardo Silva) foi quase sempre o predileto para criar perigo à defesa do Leicester. Com Kevin De Bruyne mais ativo na segunda parte, assistiu-se mais à tentativa de jogar entre linhas.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Ederson Moraes (7)

Kyle Walker (7)

Fernandinho (7)

Laporte (6)

Benjamin Mendy (6)

Rodri (8)

Riyad Mahrez (8)

Ilkay Gundogan (6)

Kevin De Bruyne (7)

Bernardo Silva (7)

Kun Aguero (5)

SUBS UTILIZADOS

Nicolas Otamendi (5)

Gabriel Jesus (8)

 

Foto de Capa: Manchester City FC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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