A CRÓNICA: CHELSEA FC DE “CABEÇA DURA” NA FINAL DA TAÇA DE INGLATERRA

Segunda meia-final da FA Cup (Taça de Inglaterra) e uma partida crucial para ambos os clubes, que querem terminar o ano com algum troféu ganho. Face a isto, assistimos a uns primeiros minutos onde houve um autêntico jogo de espelhos, com duas ideias semelhantes e pouco risco. Com o andar do relógio, destacou-se pressão alta do Chelsea FC – promovida por Jorginho e Kovacic – que acabou por fazer a diferença, com a equipa de Londres a ser claramente a melhor.

Vimos um primeiro tempo quezilento e com quase 15 minutos de compensação (várias assistências médicas, choques de cabeça e até uma saída em maca por parte de Bailly), com o Manchester United FC a não conseguia produzir lances de grande perigo. Isto porque Lampard estudou bem a lição. Assim que Bruno Fernandes tivesse o esférico, ou passava ele, ou a bola: nunca os dois. O 0-1, numa excelente finalização de Giroud depois de um cruzamento de Azpilicueta, parecia assim natural, apesar de terem havido poucas ocasiões para ambos os lados.

Os segundos 45 minutos começaram desde logo com a alteração tática nos Red Devils, que com a saída de Bailly e entrada de Martial, já em cima do intervalo, fizeram com que Solskjaer optasse por um 4-2-3-1, mais de acordo com o que tem feito nas últimas jornadas de Primeira Liga Inglesa. No entanto, começaram com o pé direito, com uma perda de bola em zona proibida, que deu origem a remate espontâneo de meia-distância de Mason Mount (De Gea fica mal na fotografia).

O problema é que equipa não melhorou e o Chelsea FC controlou o resto da partida a seu belo prazer, fazendo ainda mais um golo, por intermédio de Harry Maguire (auto-golo). O melhor que o Manchester United FC conseguiu fazer, foi reduzir a diferença, através de um penalty convertido por Bruno Fernandes.

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Nos Red Devils, exibições fracas de Dan James, Maguire, Fred, Rashford e Bruno Fernandes (apesar do golo de grande penalidade, esteve errático no passe e sempre muito preso de movimento). De Gea oscilou entre o péssimo e fantástico. Já nos Blues, excelente exibição colectiva, mas com destaque para Mount, Willian e Kovacic.

Temos derby londrino na final de dia 1 de agosto, neste mesmo palco, em Wembley!

A FIGURA

Frank Lampard – Muito bem, a todos os níveis. Para mim, é muito melhor treinador que o seu oponente desta tarde e isso notou-se bem em campo, numa clara lição tática com o tema: “saber utilizar bem uma estratégia com três centrais”.

O inglês não é só a figura deste jogo, mas sim um dos protagonistas desta época em Inglaterra. O que fez nesta sua primeira experiência num clube com ambição de ganhar títulos é excelente. Sem poder contratar e sem se queixar muito disso!

O FORA DE JOGO

Ole Gunnar Solksjaer – Estratégia desastrosa, diria eu. O principal culpado desta derrota. Notava-se pela postura, que mudou radicalmente depois de sofrer dois golos – que não estava à espera de sofrer –, numa tática muito mais preocupada com a defesa do que o ataque. Quem entra a “inventar” e a pensar no 0-0 mais que na vitória, normalmente dá asneira.

Talvez se tivesse entrado com a mesma ideia que teve nos últimos jogos desde a paragem, tivesse conseguido outro resultado.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Ole Gunnar Solskjaer optou pela via conservadora nesta meia-final em Wembley. Alinhou com um 3-5-2, com o centro do terreno bastante povoado e com laterais distintos: Wan-Bissaka defende melhor, jovem Brandon Williams ataca melhor. Na frente de ataque, Daniel James fez dupla com Rashford – algo que não lhe era completamente estranho – e Bruno Fernandes a ser o “10”.

Um onze que é uma mistura entre os mais e os menos utilizados. Fred, James, Williams e Bailly voltaram às opções, dando descanso Greenwood, Martial e Pogba, para citar alguns.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (6)

Wan-Bissaka (5)

Lindelof (5)

Bailly (5)

Maguire (4)

Williams (5)

Matic (5)

Fred (4)

Bruno Fernandes (5)

Daniel James (4)

Rashford (5)

SUBS UTILIZADOS

Martial (5)

Pogba (5)

Greenwood (5)

Ighalo (-)

Mensah (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Parece que combinaram, mas Frank Lampard seguiu a mesma linha de pensamento do seu colega de Manchester, mas com algumas diferenças do meio-campo para a frente. O Chelsea FC alinhou num 3-4-3, com dois laterais muito ofensivos, dois médios fortes na pressão alta, e dois extremos declarados – Mount e Willian –, no apoio ao “9” Olivier Giroud.

Mais uma vez, Zouma agarra a titularidade – tem sido dos melhores quando joga – e com a movimentação de Azpilicueta para central (posição que não lhe é estranha, mas onde rende significativamente menos), abre-se caminho a Reece James. Numa altura em que Kepa é bastante criticado, o veterano Caballero regressou à baliza dos “Blues”. No banco estavam jogadores perigosíssimos, como são Abraham, Hudson-Odoi e Pulisic.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Caballero (6)

James (7)

Azpilicueta (7)

Rudiger (6)

Zouma (6)

Marcos Alonso (6)

Jorginho (6)

Kovacic (7)

Willian (8)

Giroud (7)

Mount (8)

SUBS UTILIZADOS

Hudson-Odoi (4)

Abraham (5)

Loftus-Cheek (-)

Pedro (-)

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