A CRÓNICA: A VITÓRIA DA ESTRATÉGIA

O Tottenham venceu esta noite o Southampton por 3-2 e garantiu a passagem à quinta ronda da FA Cup, depois do empate no primeiro jogo. A primeira parte foi controlada pelo Southampton, com os Saints a terem mais bola (61%) e a criarem mais oportunidades (oito remates contra dois do Tottenham).

O Tottenham não se deu bem com o sistema de três defesas, mas a equipa de José Mourinho até foi a primeira a adiantar-se no marcador, através de um autogolo de Stephens. O Southampton chegou ao empate pouco depois da meia hora, por Long, ele que já tinha enviado uma bola à barra.

No segundo tempo, o Southampton voltou a estar mais por cima e chegou à vantagem aos 72’, num contra-ataque puro, finalizado por Ings. José Mourinho leu bem o jogo e abdicou do sistema de defesa a três nos últimos 15 minutos, mudando para 4-2-3-1, sistema no qual o Tottenham se sentiu mais confortável.

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Esta mudança foi fundamental no destino do jogo, com os Spurs a conseguirem pressionar melhor muito graças ao maior acerto nos posicionamentos. Por isso, foi com naturalidade que a equipa cresceu nos últimos 15 minutos e deu a volta ao resultado, com golos de Lucas Moura e Son.

A FIGURA

Fonte: The Emirates FA Cup

José Mourinho – A vitória do Tottenham tem o dedo do treinador português, que soube ler bem o jogo e mudar a estratégia inicial, que não estava a dar frutos, trocando a equipa para um sistema em que esta se sentia mais confortável. O resultado foi os Spurs terem marcado dois golos em dez minutos, fazendo assim a reviravolta no marcador e carimbando o passaporte para a próxima ronda da taça.

O FORA DE JOGO

Fonte: Premier League

Stephens – Fica ligado ao jogo de forma negativa pelo autogolo e por ter colocado Dele Alli em jogo no segundo golo do Tottenham, uma vez que não subiu rapidamente e não acompanhou a linha defensiva da equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Mourinho apresentou a equipa inicialmente num 3-5-2 que passava a 5-3-2 no momento defensivo. A linha de três defesas com a qual os Spurs começavam a primeira fase de construção era composta por Vertonghen, Alderweireld e Tanganga, com Mourinho a pedir aos laterais para darem profundidade logo nesse momento, aproveitando Lucas Moura para aparecer mais entre linhas de modo a não “desmontar” o meio-campo. Na primeira parte, o Tottenham teve pouca posse de bola e apostou no contra-ataque, mas Lucas Moura e Son surgiram sempre algo desacompanhados. Por outro lado, com as subidas dos laterais Aurier e Sessegnon, a equipa acabou por ficar descompensada nas alas pois estes demoravam a recuperar a posição aquando da perda da bola. Na segunda parte, José Mourinho fez entrar Gedson e retirou Vertonghen, passando os Spurs a jogar em 4-2-3-1 e foi aí que ganhou o jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Aurier (6)

Alderweireld (6)

Vertonghen (5)

Tanganga (5)

Dier (6)

Winks (7)

Ndombele (7)

Sessegnon (6)

Lucas (8)

Son (8)

SUBS UTILIZADOS

Gedson Fernandes (6)

Dele Alli (5)

Sánchéz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SOUTHAMPTON FC

Os Saints surgiram em Londres num 4-4-2 clássico, com Danny Ings e Shane Long a serem os homens mais avançados e a apresentarem sempre muita mobilidade, surgindo com frequência fora da zona central e confundindo as marcações da defensiva do Tottenham. Ao perceber o adiantamento dos laterais dos Spurs, o Southampton começou a jogar de forma mais direta a servir os alas, aproveitando o facto de o Tottenham ficar muitas vezes descompensado nos corredores.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gunn (5)

Ward-Prowse (4)

Jack Stephens (3)

Bednarek (5)

Ryan Bertrand (6)

Hojbjerg (5)

Oriol Romeu (6)

Boufal (6)

Nathan Redmond (7)

Danny Ings (7)

Shane Long (8)

SUBS UTILIZADOS

Vestergaard (6)

Stuart Armstrong (4)

Che Adams (-)

Foto de capa: Tottenham Hotspur FC

Artigo revisto por Diogo Teixeira