Para as laterais, o treinador que na temporada passada levou o SC Braga à conquista da Taça de Portugal não reservou surpresas, entregando o lado direito ao capitão Darijo Srna e o lado esquerdo a Ismaily.

Esta nova forma de defender funcionou quase na perfeição durante este confronto com o gigante da capital não fosse um momento de desatenção do experiente guarda-redes ucraniano Andriy Pyatov, que calculou mal a saída da baliza após um alívio, também ele mal feito, de um colega seu a um canto apontado por Mykola Morozyuk, o que permitiu ao croata Domagoj Vida empatar o jogo ao minuto 79.

Paulo Fonseca antes do seu primeiro treino com o FC  Shakhtar Donetsk Fonte: xsport.ua
Paulo Fonseca antes do seu primeiro treino com o FC Shakhtar Donetsk
Fonte: xsport.ua

Na Super Taça Ucraniana não há lugar a prolongamento e, por isso, após o empate a uma bola no final do tempo regulamentar, o jogo decidiu-se a partir da marca de grande penalidade com o emblema de Kiev a contar com a falta de inspiração do brasileiro Bernard e com a completa dessincronização do poderoso avançado ucraniano Yehven Seleznyov (Denys Garmash também falhou para a formação do Dynamo) para levantar a sexta Super Taça da sua história.

Na conferência de imprensa, visivelmente agastado pela derrota, Paulo Fonseca fez questão de realçar o excelente espetáculo de futebol que as duas equipas proporcionaram e defendeu que os seus homens realizaram não só uma boa exibição, mas que também foram a melhor equipa durante toda a partida. O jovem técnico português não fugiu às questões da imprensa ucraniana sobre a não utilização dos elementos habituais no centro da defesa, alegando que com ele joga quem melhor assimilar as suas ideias e quem melhor as colocar em prática, não importando por isso “se são ucranianos ou brasileiros ou se são solteiros ou casados”.

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