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Terminou a aventura da equipa das quinas na Rússia e o que é facto é que a prestação da selecção campeã europeia foi bastante discreta, tanto em termos de resultados como em termos de futebol jogado em si.

Pessoalmente, eu acredito que o público português no geral defende que o seleccionador Fernando Santos merece uma segunda oportunidade e ainda tem algum crédito devido à conquista do europeu. No entanto, nos espaços informativos sobre futebol existentes na televisão, nos jornais e nas redes sociais, foram raros os comentários ou crónicas em que não havia críticas dirigidas ao Engenheiro.

E a verdade, é que os tempos mudam e o nosso futebol cresce, mas a selecção de todos nós teima em repetir erros cometidos em Mundiais anteriores e que acabam por ter papel influente no desenrolar da competição, nomeadamente, a célebre aposta na política de continuidade. E quanto a isso, o Senhor Engenheiro não pode ficar isento de responsabilidades.

José Fonte mostrou que já não tem andamento para este nível competitivo
Fonte: Selecções de Portugal

Começando a olhar para a convocatória, até se verificaram algumas melhorias em relação aos mundiais de 2002 e 2014, com a presença de seis jogadores com uma idade máxima de 23 anos. Por outro lado, persiste a aposta nalguns jogadores que mostraram que já não têm andamento para este nível competitivo, principalmente o caso de José Fonte, que joga no penúltimo classificado da Superliga chinesa. A aposta teimosa em Cedric Soares, quando temos um lateral-direito no campeão espanhol e outro que foi o melhor lateral direito da Seria A e acabou de se transferir para o hepta-campeão italiano, também é bastante questionável.

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Depois, é particularmente importante que o treinador tenha um modelo moldável, que se ajuste às características dos jogadores que tem à disposição e foi aqui que a aposta na continuidade mais se notou. Fernando Santos repetiu o mesmo erro de Paulo Bento em 2014 ao tentar replicar ao máximo o modelo que o fez chegar ao céu em 2016: um modelo em que a equipa abdica da posse de bola e entrega a iniciativa de jogo ao adversário.

O problema aqui é que vários jogadores da equipa nesta época estiveram longe de ter o mesmo desempenho que tiveram há duas épocas atrás, tais como Adrien Silva, João Mário, José Fonte e Raphael Guerreiro. E a quebra de forma desses jogadores resultou numa significativa perda de eficiência desse mesmo modelo, situação que se verificou principalmente na defesa em que a mesma linha defensiva que há dois anos atrás defendia de forma exemplar, passou a cometer sucessivos erros defensivos que nos custaram a eliminação precoce da competição. No entanto, o mais preocupante nem é o que se viu nos jogadores campeões europeus na Rússia, mas sim naqueles que entraram recentemente na selecção, entre os quais Bernardo Silva, que falhou o Europeu devido a lesão.

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