cab basquetebol nacional

A estátua da nossa pequena personagem bíblica é muito famosa. Quem já teve oportunidade de a ver verificou que ela se encontra no Museu da Academia, na belíssima cidade de Florença. Miguel Ângelo estava numa temporada inspirada. Em pleno Renascimento, e ainda antes de pintar o teto da tão afamada Capela Sistina, o nosso Michelangelo (e não é o mesmo das tartarugas ninja), de um só bloco compacto de mármore, fez a mais aclamada escultura de sua autoria de sempre. Claro que há críticas, nomeadamente ao tamanho algo desproporcional da mão direita. Mas quem não erra? Até Deus falha.

Com o Vitória Sport Clube foi assim. Partindo para o jogo com o campeão nacional e favoritíssimo Benfica, os minhotos venceram em casa e quebraram qualquer barreira de preconceito. Como David, também partiam em desvantagem. Como David, estavam igualmente vulneráveis devido ao gigantismo do oponente Golias. E, tal como o artista e sua obra, é preciso sempre começar por algum lado.

80 – 70. Placard final. Dez pontos de diferença. Números pares. Números redondos. Os vitorianos são líderes isolados do campeonato. Isto à terceira jornada e com seis pontos, mais um que os congéneres Barcelos, Benfica, Oliveirense, Sampaense e Galitos.

Vimaranenses mais fortes noticias.pt.msn.com
Vimaranenses mais fortes
Fonte: noticias.pt.msn.com

As personagens bíblicas estão cheias de histórias de redenção e revolta. De união e de vitória inesperada. Foi o que aconteceu na realidade. Pelo menos, para quem acredita nela. A batalha em campo aberto foi ganha por uma transcendência de várias ordens. Primeiro, a equipa do Benfica tem, de facto, os melhores jogadores do campeonato. Segundo, o próprio clube aufere de orçamentos superiores – e bem superiores – aos restantes. O
Benfica foi de carabina, fato camuflado e granadas. O Vitória apareceu apenas de tronco nu e com uma fisga. E ganhou. Talvez foi de ter a mão quente e grande. Ou então deve-se ao facto de ter tido uma tremenda pontaria.

Comentários