O exemplo de Nicola Jokic

Atualmente na NBA, pela capacidade atlética domina LeBron James tal como no passado o fizeram Karl Malone ou Wilt Chamberlain.

Pela inteligência, sempre gostei de ver Larry Bird, Magic Johnson ou John Stockton e agora sigo com atenção Kevin Durant e o jovem sérvio Nikola Jokic (Denver Nuggets).

Larry Bird (Boston Celtics) disse um dia: “O que mais me irritava quando jogava era ter um atleta branco a defender-me. Para mim era igual se o defesa fosse vermelho, amarelo ou negro, o que eu não queria mesmo era um branco porque isso era desrespeitar o meu jogo. O basquetebol é um jogo de Afro-Americanos.”

Bird não era tão rápido nem saltava tanto como os seus adversários negros, mas era inteligente, dominava no lançamento, no passe, no conhecimento do jogo e na tomada da decisão.

Fonte: Denver Nuggets & NBA

O basquetebol de Nikola Jokic e de Larry Bird caracteriza-se pela  imprevisibilidade e eficiência. Provavelmente enquanto jovens não foram sujeitos a processos de treinos lineares e não lhes destruíram a capacidade improviso e de resposta. Algumas vezes não seguiram certamente as indicações dos treinadores e provavelmente repudiaram as práticas repetitivas de situações invariáveis nos treinos com uma estrutura mecanicista.

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De jogador a treinador, o êxito foi uma constante. Se o Atletismo marcou o início da sua vida desportiva enquanto atleta, foi no Basquetebol que se destacou e ao qual entregou a sua vida, jogando em clubes como o Benfica, CIF – Clube Internacional de Futebol e Estrelas de Alvalade. Mas foi como treinador que se notabilizou, desde a época de 67/68 em que começou a ganhar títulos pelo que do desporto escolar até à Liga Profissional foi um passo. Treinou clubes como o Belenenses, Sporting, Imortal de Albufeira, CAB Madeira – Clube Amigos do Basquete, Seixal, Estrelas da Avenidada, Leiria Basket e Algés. Em Vila Franca de Xira fundou o Clube de Jovens Alves Redol, de quem é ainda hoje Presidente, tendo realizado um trabalho meritório e reconhecido na formação de centenas de jovens atletas, fazendo a ligação perfeita entre o desporto escolar e o desporto federado. De destacar ainda o papel de jornalista e comentador de televisão da modalidade na RTP, Eurosport, Sport TV, onde deu voz a várias edições de Jogos Olímpicos e da NBA. Entusiasmo, dedicação e resultados pautam o percurso profissional de Mário Silva.                                                                                                                                                 O Mário escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.