Adam Silver, comissário da NBA, ousou mexer no formato do jogo All-Star e a sua audácia foi recompensada. O jogo das estrelas da NBA foi o mais interessante dos últimos anos, dando vida a um evento que começou com duas noites bem sonolentas. Os maiores protagonistas da liga americana de basquetebol aceitaram o desafio que já vinha sendo proposto pelos adeptos há uns largos anos, jogaram “a sério” e todos nós agradecemos.

O anual fim-de-semana All-Star da NBA decorreu nos últimos dias em Los Angeles, cidade americana do espetáculo. O primeiro dia é sempre o que menos atenções capta e desta vez não foi diferente. O jogo das celebridades antecedeu a partida entre os mais novos da liga, que mais não foi do que uma exibição de afundanços e lançamentos longos com muito pouco esforço.

No sábado, chegavam os primeiros motivos de grande interesse. Um interesse que rapidamente desapareceu. O grande momento do concurso de habilidades foi Embiid a fazer batota. No concurso de triplos, Devin Booker levou o troféu para casa, enquanto que Paul George e Eric Gordon tentaram mostrar que este concurso é capaz de ser para qualquer um… Faltavam os afundanços para salvar a noite. Em relação a este concurso, o seu sucesso ou falta dele é facilmente medido: se a primeira coisa que os espetadores fizerem depois do concurso for ir ver o confronto Lavine/AaronGordon de 2016 ou os afundanços de Vince Carter no youtube, é porque o concurso foi um fiasco. E eu estou em condições de garantir que os vídeos acima mencionados tiveram um ligeiro aumento de visualizações após as 3 da manhã de sábado para domingo. Dennis Smith Jr. executou o melhor afundanço da noite, mas nem chegou à final. Donovan Mitchell ganhou com um monte de afundanços que podemos ver noite sim, noite não em Utah e o júri, em boa parte composto por malta que nada percebe disto, insistia em dar a pontuação máxima a quem, simplesmente, acertasse no cesto.


A Team LeBron festeja efusivamente a vitória no jogo All-Star
Fonte: Cleveland Cavaliers

Restava domingo. Após vários jogos All-Star mal disputados, sem qualquer interesse para quem assistia, a NBA alterou um pouco o evento: em vez de colocar frente-a-frente as duas conferências, Adam Silver deixou os capitães (os dois jogadores mais votados pelos fãs, jogadores e jornalistas) escolherem as suas equipas, dentro dos 22 jogadores pré-selecionados. E a ideia surtiu o efeito desejado. Os artistas puseram um esforço bem maior no jogo, principalmente do lado defensivo e a partida acabou por ser disputada até ao fim. A equipa de LeBron James recuperou de uma desvantagem que durou quase todo o jogo, passou para a frente no fim e impediu a equipa de Stephen Curry de levar o jogo para prolongamento com uma bela jogada defensiva nos últimos segundos.

O jogo All-Star, que vinha sendo criticado nos últimos largos anos pela falta de competitividade ganhou uma nova vida com este novo ar de “jogo de recreio”, em que os jogadores são escolhidos pelos seus capitães e têm de defender a todo o custo a sua equipa (para além do bónus monetário e da ajuda solidária, obviamente). Os concursos de sábado, no entanto, ficaram um pouco abaixo da espetacularidade de outros anos. A falta de criatividade dos afundanços foi o problema mais apontado por fãs e especialistas, num fim-de-semana que acabou por ser salvo pelo evento que mais adeptos vinha perdendo nas últimas edições.

Foto de Capa: USA Today

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Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.