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Apesar de haver muitas coisas das quais eu poderia falar, nenhuma notícia abalou mais o mundo do basquetebol – sim, eu disse basquetebol e não só NBA – como a mais recente lesão de Derrick Rose. Uma rotura de ligamentos no joelho direito do antigo MVP acabou com mais uma época inteira da estrela dos Bulls e, provavelmente, com as aspirações de serem campeões. É uma pena sim senhor, mas a liga não pára e as equipas continuam a jogar.

A ausência do base da equipa de Illinois e de Rajon Rondo dos Celtics, ambas por lesão, abriu uma vaga no trono de melhor base da conferência Este. Se analisarmos as competências dos jogadores do hemisfério mais próximo de Portugal, existem 4 bons bases que podem disputar o título de melhor base do lado oriental: Brandon Jennings, Deron Williams, Kyrie Irving e John Wall. Neste conjunto podia incluir George Hill e Mario Chalmers, mas estes não possuem um trabalho fundamental, deixando o principal para as estrelas das suas equipas, Indiana Pacers e Miami Heat respectivamente. Só coloco nesta lista verdadeiros bases porque se não, de acordo com as estatísticas, Paul George e até o próprio Lebron James poderiam estar aqui.

Antes de mais, devo relembrar que isto é uma opinião minha e que muito provavelmente algum dos nomes acima referidos pode não ter o talento necessário para ser coroado. Porém, são jogadores que admiro bastante. Neste seguimento, tenho quase a certeza de que quando Rajon Rondo voltar o lugar será seu, mas neste momento há um défice de qualidade assumida.
Começo por fazer uma análise a Brandon Jenning. Este atleta foi recentemente trocado para os Detroit Pistons e, apesar do início de época abrupto da equipa, tenho um pressentimento de que o grupo tem potencial para ir aos playoffs se conseguir ajustar o poder físico e o talento de Josh Smith, Andre Drummond e Greg Monroe. Se isso acontecer, Brandon Jennings tem um trabalho relativamente fácil. Se agregarmos a sua capacidade inata de juntar assistências à de pontuar com regularidade, Brandon Jennings pode rapidamente tornar-se no melhor base da costa atlântica.

Deron Williams é um jogador deveras interessante de se analisar. Ora faz um jogo em que bate recordes de triplos numa parte e distribui a bola muito bem, ora faz constantemente asneiras e dá o esférico à equipa adversária. Ninguém nega que Deron tem um talento fora do comum. No entanto, é um jogador muito inconstante. Quem sabe se quando ele recuperar da lesão no tornozelo, com ajuda do treinador Jason Kidd – isto, se o último aguentar até lá – Williams poderá florescer e voltar aos tempos que o colocaram na elite, quando este estava nos Utah Jazz. Com um plantel tão experiente como o dos Nets, Deron só terá de fazer o mínimo para conseguir um bom trabalho. Com atletas como Joe Johnson, Paul Pierce e Brook Lopez ao seu lado, o base de Brooklyn tem um trabalho facilitado.

Quando penso no próximo atleta de que vou falar, não me vem à cabeça o seu nome, mas sim a alcunha que este recebeu com um anúncio para a Pepsi, aquela marca que nenhum português deseja ouvir falar agora. Estou a falar de Uncle Drew. Aliás, Kyrie Irving. O base da equipa de Ohio rapidamente conquistou o coração dos fãs. Com a sua reconhecida “ginga” e qualidade de manusear a bola, Irving demonstrou uma maturidade além da expectável, o que poderemos dizer que surpreendeu os críticos. Este, ao contrário dos referidos anteriormente, não está num plantel fabuloso, nem muito bom sequer. Como tal, tem sobre si a batuta de tentar levar os Cleveland Cavaliers ao título, ou pelo menos aos playoffs. Uncle Drew, como já foi imortalizado pela Pepsi, é capaz de humilhar por completo os seus oponentes directos com umas fintas de corpo e com cross-overs gigantes, e fazer grandes assistências. Necessita agora de o fazer com uma maior consistência e de marcar mais pontos. Se Andrew Bynum alcançar a forma que já teve antes das suas constantes lesões, se Anthony Bennett se entender com a competitividade da liga e se Mike Brown se aperceber de como pôr esta equipa a jogar de acordo com o seu potencial, os Cavaliers podem muito bem chegar aos playoffs.

Wall e Irving
Na minha opinião, actualmente, estes dois são os melhores bases da conferência Este
Fonte:kcmsports.com

Em último lugar, vou falar sobre aquele que para mim se tem mostrado em melhor forma, John Wall. O base dos Washington Wizards está numa forma impressionante, marcando imensos pontos, fazendo inúmeras assistências e roubando bolas. Enfim, Wall está a fazer de tudo. Ele não esta incluído num plantel equilibradíssimo, mas joga com um conjunto bastante coeso, com um base-lançador muito eficiente, Bradley Beal, com o brasileiro Nenê também a realizar um início de época muito interessante e com a adição do polaco Marcin Gortat que tem ajudado bastante a defender o cesto.

Para finalizar esta ideia, devo afirmar que John Wall tem o potencial e o talento para se tornar no melhor base da conferência Este da NBA na ausência de Rajon Rondo. No entanto, se Kyrie Irving começar a entrar nos eixos, pode fazer uma luta muito competitiva por esse trono. Brandon Jennings e Deron Williams são incógnitas que não dependem só de si mesmos para entrarem na luta, mas possuem um plantel completo o suficiente para se tornarem muito importantes e poderem ter uma palavra.

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