Cabeçalho modalidadesNa NBA, como em qualquer competição desportiva, sem exceção, a imprevisibilidade está sempre presente e todos os competidores têm hipóteses de alcançar a vitória. E não raras vezes os hipotéticos mais fracos superiorizam-se face a adversários mais poderosos. É isso que nos prende como adeptos! Tudo certo. Mas não nos enganemos: na conferência Este da NBA ganha a equipa que tiver o Lebron. É assim há seis anos, e assim deverá ser mais uma vez. Além de todo o potencial e de toda a capacidade de Cleveland, não existe nos seus adversários talento e qualidade para conseguir surpreender. Deverão impor-se, ganhando a fase regular com antecedência suficiente para dar descanso às estrelas. E nos playoffs deverão conseguir chegar a mais uma final – a terceira consecutiva.

Do topo para baixo é que as previsões se complicam. Há varias equipas com um nível bastante semelhante, e outras tantas de que ainda não se conhece o verdadeiro potencial. Houve muitas mudanças neste lado da liga, o que confunde ainda mais: quem será pelo segundo e seguintes lugares? Com maior ou menor facilidade, Toronto, Pacers e Bulls deverão conseguir o seu lugar nos playoffs.

Os canadianos são fortes candidatos a repetir o segundo lugar da época transacta. Caso o poste lituano Jonas Valančiūnas consiga dar o melhor do seu potencial à equipa dificilmente serão superados nessa meta, e podem mesmo enfrentar os Cavs na final de conferência.

O Rei do Este tem um nome: Lebron James Fonte: Lebron James
O Rei do Este tem um nome: Lebron James
Fonte: Lebron James

Em Chicago a falta de spacing salta à vista, mas a qualidade e a experiência de Rondo, Wade e Jimmy Butler serão suficientes para garantir as vitórias suficientes para regressarem aos POs.

Já os Pacers têm as expectativas viradas para uma época sem lesões de Paul Jorge, o que é suficiente, nesta conferência, para seguir em frente.

Wizards, Celtics, Hawks, Knicks e Miami partem na linha da frente para as restantes vagas na fase decisiva, mas Bucks e Detroit terão uma palavra a dizer. Em suma, será uma conferência bastante competitiva, onde do primeiro lugar para baixo não existem surpresas escandalosas.

No que aos jogadores diz respeito, existe uma grande expectativa para ver como as estrelas que mudaram de ares se vão adaptar às novas equipas. Quanto aos outros, vou ficar à espera de boas prestações de Dennis Schroeder e Kristaps Porzingis.

O alemão deverá ser o comandante do ataque de Atlanta Fonte: Atlanta Hawks
O alemão deverá ser o comandante do ataque de Atlanta
Fonte: Atlanta Hawks

O primeiro ganhará bastante destaque em Atlanta, e com a saída de Jeff Teague deverá mesmo ser titular, tendo a sua oportunidade como starter na NBA. A chegada à equipa de Dwight Howard potencia uma grande dupla ofensiva de pick’n rol e deverá elevar ainda mais o seu jogo. Na mesma equipa, Korver, também por tudo o que acrescenta à presença interior de Dwight, tem tudo para voltar às boas prestações.

O segundo lança-se na sua segunda época cheio de ambição, numa equipa à procura de um novo rumo, e uma cidade que deposita em si grandes esperanças futuras. Mostrar todo o trabalho desenvolvido no verão e estofo para suportar a responsabilidade em si depositada são, para já, as suas metas. Deverá conseguir a sua primeira presença no All-Star Game.

De há uns anos para cá que a conferência mais forte da NBA é a Oeste –  o verdadeiro Oeste selvagem –  mas esse paradigma começa a inverter-se e as equipas deste lado começam a conseguir registos cada vez mais interessantes. Para já a tendência mantém-se e o maior número de vitórias deve mesmo vir da costa do Pacífico; ainda assim os motivos de interesse são inúmeros e até poderá sair daqui o novo campeão.

Foto de Capa: NBA

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