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Cabeçalho modalidadesPassou mais um ano. Passou mais um Mundial. Mais vitórias, derrotas, safety-cars e acidentes de arrepiar. Mas, desta vez, o campeão não é o do costume.

Nico Rosberg sagrou-se hoje Campeão do Mundo de F1.

O GP de Abu Dhabi, 21.º e último da temporada, foi o palco de todas as decisões. O alemão da Mercedes não deixou escapar a grande oportunidade que tinha nas mãos e leva mesmo o título para casa.

Rosberg levava a vantagem na classificação; Hamilton tinha a pole-position a deixá-lo ligeiramente à frente. Ainda assim, o alemão estava mesmo ao seu lado, na primeira fila da grelha. O último lugar do top3 ficou para Ricciardo, que foi mais rápido que os dois Ferrari nos últimos momentos da qualificação. Verstappen acabou por ficar atrás dos cavalos rampantes, na sexta posição.

Hamilton precisava de ganhar e esperar que Rosberg ficasse fora do pódio. A Rosberg bastava assegurar um dos três primeiros lugares para ser campeão do mundo.

E, para manter a tradição do resto do campeonato, animação logo na primeira volta. Max Verstappen fez um pião e caiu para o último lugar; o Red Bull tocou no Force India de Hulkenberg a seguir à primeira curva. Depois da autêntica escalada de há duas semanas, o holandês voltava a ter um grande desafio pela frente.

Lewis Hamilton, por sua vez, assegurou a liderança, com Nico Rosberg a segui-lo de perto. As entradas e saídas das boxes, para trocar os pneus para macios, levaram Verstappen a um salto para a segunda posição, à frente de Rosberg. Depois de uma tentativa de ultrapassagem por parte do alemão, a Mercedes pediu prudência; naquela altura, Nico era campeão. Não valia a pena correr riscos. Principalmente com Verstappen.

Nico Rosberg sagrou-se campeão do mundo de F1 34 anos depois de o pai ter alcançado o mesmo feito Fonte: F1
Nico Rosberg sagrou-se campeão do mundo de F1 34 anos depois de o pai ter alcançado o mesmo feito
Fonte: F1

O Yas Marina foi também o cenário da derradeira batalha pelo quarto lugar da geral. Vettel e Verstappen disputavam a posição – o alemão acabou por sair vitorioso. Apesar de ter sido o protagonista de mais uma incrível recuperação, o jovem holandês não foi mais rápido do que o Ferrari e contentou-se assim com o quinto lugar da classificação geral. A Red Bull conseguiu roubar o estatuto de “melhor dos outros” à Ferrari, com o pódio de Ricciardo, e ainda conquistou uma posição a Raikkonen. A scuderia termina o ano com um balanço muito positivo, no que toca tanto ao entendimento dos dois pilotos como ao seu aproveitamento individual. Daniel Ricciardo provou que é um piloto a seguir; Max Verstappen foi a revelação do ano e tem os holofotes da F1 sobre si. A luta deixou de ser entre a Mercedes e a Ferrari – a Red Bull chegou para ficar.

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