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Num duelo de titãs pelo primeiro lugar do campeonato português, FC Porto e SL Benfica mediram forças no Estádio do Dragão e empataram 0-0. Com Fejsa, Pizzi e Krovinovic no meio-campo e Cervi a ocupar a ala esquerda, o Benfica entrou em campo pronto a lutar pela vitória e a igualar o Sporting na liderança da Primeira Liga.

A primeira oportunidade de golo surgiu logo por parte do Benfica, aos 3 minutos. Num canto favorável aos ‘encarnados’, José Sá evitou um golo de cabeça de Jonas. Com um meio-campo coeso, o Benfica começou o jogo a procurar, a partir daí, circular a bola.

Não houve grandes perigos, até ao minuto 24, quando Danilo, na área do Benfica, atirou por cima, com um pontapé de moinho. Num jogo que vinha tendo um ritmo muito calmo para um clássico, com uma troca de bola bastante dividida, aos 31 minutos chegaram os sobressaltos. Na sequência de um passe de Brahimi, Marega lançou-se em corrida para a área do Benfica, em disputa com Jardel. O avançado portista caiu à entrada da área, sem que Jardel lhe tivesse tocado. No minuto seguinte, Herrera já estava a pressionar Varela, com um remate que valeu uma boa defesa do guarda-redes. O guardião Benfiquista fez mais uma boa intervenção, quando, aos 36 minutos, saiu da área para afastar a bola, apercebendo-se da tentativa de isolamento de Marega.

O FC Porto cresceu em meio-campo e em pressão e, dois minutos depois, já criava de novo perigo na área da equipa de Rui Vitória. Com um remate de Felipe na área, valeu a saída da bola, que chocou com Luisão.

O primeiro tempo não terminou sem que houvesse um lance controverso. Vinda de um cruzamento da direita, a bola ressaltou em Jardel e bateu em Luisão. Os jogadores portistas reclamaram toque de Luisão com o braço, mas Jorge Sousa nada assinalou, depois de análise do VAR. Luisão já tinha visto um cartão amarelo aos 36 minutos, depois de um corte com a mão para travar uma investida de Aboubakar.

Sem alterações na composição das equipas, os dois grandes rivais vieram dos balneários tal como tinham ido: o FC Porto a pressionar e Varela a ser obrigado a ir à bola. Aos 51 minutos, o guarda-redes do Benfica foi a salvação das ‘águias’ num remate muito colocado de Brahimi.

Se a primeira parte havia sido morna, a segunda adivinhava-se de fazer os adeptos levarem as mãos à cabeça. Aos 58 minutos, Jorge Sousa anulou um golo a Herrera, por aparente posição irregular de Aboubakar. Só que não houve qualquer ilegalidade, porque um jogador do Benfica estava mais adiantado do que o avançado portista. Aos 59’, já Marega tentava a sua sorte; o francês atirou à malha lateral, depois de bater Grimaldo na disputa do lance. Varela não tinha a vida facilitada e, cinco minutos depois da última situação de perigo, fez outro grande desvio, anulando o remate de Herrera de fora da área.

A equipa da casa estava claramente por cima no jogo, mas o golo teimava em não aparecer. Não havia sequer movimento no meio-campo do FC Porto, porque o Benfica não conseguia subir no terreno.

Como se a baixa intensidade não bastasse, o Benfica ainda viu um jogador expulso. Zivkovic entrou para o lugar de Cervi e, ao fim de seis minutos, já estava a ver o segundo amarelo.  Era hora de pôr a carne toda no assador: substituição de Jonas por Jiménez, naqueles que eram os minutos finais do clássico na Invicta. Sem uma visão tão clínica como o brasileiro, o mexicano ia ‘lá para dentro’ para fazer o golo. Num tic-tac de oportunidades marcadas pela velocidade, só se pedia tanto aos corações dos adeptos ‘azuis’ como aos dos ‘vermelhos’ que aguentassem.

Nem com quatro minutos de compensação apareceu um golo. Final do jogo no Dragão, que terminava empatado 0-0. O FC Porto divide agora o primeiro lugar com o Sporting, ambos com 33 pontos, enquanto o Benfica fica atrás na perseguição, com 30. Numa partida em que a primeira parte foi bem disputada e a segunda claramente dominada pela equipa de Sérgio Conceição, o Benfica aguentou-se bem no seu 4-3-3, mesmo depois de ficar reduzido a 10. Fica, então, acesa a luta pelo título entre os três grandes.

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