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Passavam quinze minutos das seis da tarde quando se iniciou a pretendida desforra do Benfica frente ao Rio Ave. Ambos os clubes conquistaram um ponto na primeira volta do campeonato, sendo que os encarnados perderam ali os primeiros pontos da corrida pelo título.

O Benfica entrou em campo com a novidade Zivkovic no miolo, enquanto que o Rio Ave usou Teles na esquerda e Leandrinho no meio do terreno. Zivkovic surge para substituir João Carvalho, Teles para substituir o emprestado do Benfica Yuri Ribeiro e Leandrinho esteve no lugar do castigado Pelé.

Perto dos dez minutos de jogo foi o Rio Ave a chegar ao golo com Guedes a subir mais alto que os defesas da Luz e a marcar de cabeça o primeiro da noite. Minutos depois Bruno Varela voltava a ser surpreendido com remate forte que beijou o ferro direito da baliza. Excelentes dois momentos do Rio Ave frente a um Benfica que não previa o desenrolar deste início de partida.

A primeira parte resumiu-se a um Benfica com bastante posse de bola mas a não conseguir organizar-se no processo ofensivo. A falta de noção de espaço de Zivkovic e a péssima forma de Pizzi fizeram com que o meio-campo dos encarnados fosse apenas Fejsa. Zivkovic, em particular, descaia muito para as alas e fazia o esquema tático descompor-se na sua área.

Defensivamente, nota para o golo sofrido e para a má reação de Rúben Dias que devia superiorizar-se a Guedes no momento do golo. A meio da primeira parte deu-se a segunda dor de cabeça do Benfica: Sálvio lesionou-se e obrigou Rui Vitória a fazer entrar Rafa. O extremo português esteve desaparecido desde a sua entrada e nada deu ao jogo. Se o Benfica teve poucos remates nesta primeira parte, grande parte deles foram parados por um Cássio altamente motivado e numa forma impressionante. O bem conhecido guarda-redes travou até uma bola que vinha desviada da barreira e, no ar, quando menos se esperava, defendeu com uma palmada.

Bruno Varela teve uma noite calma depois dos dois lances de perigo e do golo do Rio Ave no inicio da partida
Fonte: SL Benfica

A segunda parte iniciou-se com o golo do empate. Jardel, também de cabeça, subiu dentro de área e marcou o golo que igualou o marcador. Melhor forma de entrar na segunda parte era impossível.

O Benfica manteve a boa forma de inicio da segunda parte e os cinquenta mil adeptos festejaram o segundo golo minutos depois: Pizzi, depois da assistência de Jonas, encostou para dentro da baliza de Cássio e virou o marcador! O terceiro golo do Benfica ficou a cargo do pistoleiro do costume: Jonas. Canto na direita, Jardel amortece e Jonas dá o simples toque e, sozinho, marca o terceiro para o Benfica. Dois golos de canto para o Benfica, pergunto-me a última vez que isto aconteceu!

O quarto golo do Benfica foi de canto também!! Pizzi cruzou e Rúben Dias, já nos últimos dez minutos, cabeceou e marcou o seu  primeiro golo no campeonato nacional. A segunda parte teve tempo para o quinto golo, desta vez por Raul, que fez abanar as redes da baliza do Rio Ave num remate posterior a uma belíssima jogada de Rafa no flanco direito. A segunda parte nada teve a ver com a primeira para os encarnados. Um Benfica mais atrevido, com rapidez e organização ofensiva fazia desaparecer um Rio Ave que, até ao momento, estava a ser igual áquele que nos habituou ao longo da temporada.

A reação (e que reação) do clube encarnado foi suficiente para golear o Rio Ave, mas a partida de hoje deixa mais uma vez os adeptos benfiquistas em estado de desespero com um meio-campo fraquíssimo e uma falta de organização nos processos mais ofensivos. Para trás fica a conquista de três pontos e mais um degrau conquistado rumo ao penta.

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