O Bola na Rede esteve hoje na apresentação da campanha publicitária da Volkswagen para o Euro 2020, cujo embaixador é Luís Figo. Questionado pelos jornalistas presentes no evento, o antigo internacional português falou sobre a contratação de Rúben Amorim, as possibilidades de Portugal revalidar o título de campeão europeu e houve ainda tempo para responder a uma questão do Bola na Rede.

Sobre a recente transferência de Rúben Amorim para o Sporting CP, Luís Figo afirmou que “é uma aposta importante da parte do clube: pela quantia de que estamos a falar, para um país como Portugal e pela situação financeira do Sporting“. Relativamente ao montante envolvido na transferência, na opinião do antigo internacional português “é uma loucura pagar esse valor por um treinador, mas é uma decisão de quem gere o clube e, certamente, tem mais informação do que eu para poder falar sobre a parte financeira.”

Luís Figo falou também sobre as hipóteses da seleção portuguesa no Euro 2020, destacando que Portugal “tem uma das melhores seleções mas está num grupo difícil, o chamado grupo da ‘morte’.” Ainda assim, depois da vitória no Euro 2016, o antigo internacional português acredita que “ temos todas as condições para fazermos um bom torneio”, até porque “Portugal quando joga com seleções teoricamente mais fortes tem melhores resultados.” Recorde-se que Portugal está no mesmo grupo que a Alemanha e a França, aguardando pela quarta seleção, que sairá da fase de playoff.

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No âmbito do Campeonato da Europa que se avizinha, o Bola na Rede questionou Luís Figo sobre um momento histórico da sua carreira, que se passou precisamente no Campeonato da Europa há 20 anos. Portugal derrotou a Inglaterra por 3-2 na primeira jornada do Euro 2000, naquele que é um dos jogos mais memoráveis da nossa história.

A equipa das quinas esteve a perder por dois golos de diferença e Luís Figo foi o autor do golo que deu início à reviravolta de Portugal, um remate extraordinário a cerca de 30 metros da baliza. O Bola na Rede perguntou ao antigo jogador como viveu esse momento e o que lhe passou pela cabeça quando recebeu o passe de Rui Costa.

Luís Figo começou por afirmar que este foi “um jogo histórico e aquilo que pensei foi que já estávamos a perder 2-0 por isso tenho que arriscar”. Nas palavras do próprio, “recebo a bola do Rui, tenho muitos metros à minha frente e decido aproveitar o espaço livre para chegar mais perto da área. Senti que devia arriscar o remate, apesar da distância, e saiu-me bem. O golo permitiu-nos entrar no jogo outra vez e conseguir aquele resultado num jogo que ficou para a história”.

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