Anterior1 de 2Próximo

fc porto cabeçalhoO Dragão vestia-se de gala para mais uma noite europeia. Mesmo com as exibições da equipa no campeonato a não convencerem os adeptos, na Liga dos Campeões tinham chegado aos quartos de final da competição e a casa estava lotada. Pela frente, o poderoso Bayern de Munique. A sentença estava, para muitos, ditada: o FC Porto não tinha muitas (ou nenhumas!) hipóteses de passagem. No entanto, os primeiros dez minutos de jogo bastaram para mostrar que no futebol, tudo é possível.

As jornadas europeias são, por norma, motivo de enchente na casa dos azuis e brancos. A presença na mais importante competição de clubes traz aos adeptos a possibilidade de ver a equipa competir ao mais alto nível, contra as melhores equipas do mundo. O jogo de 15 de Abril de 2015 não foi excepção. Pintado com as cores do clube, o estádio entoava a uma só voz cânticos de apoio, com todos os presentes a acreditarem que era possível terminar a noite com um resultado positivo. Afinal, já tínhamos vencido essa mesma competição contra essa mesma equipa e, no futebol, até ao apito final tudo é possível. Lá em cima, na parte da arquibancada destinada aos adeptos visitantes, os alemães iam-se fazendo ouvir, acreditando, também eles, que levariam para casa a vitória. A presença de Jackson Martínez entre os titulares ia sendo, antes do início da partida, a surpresa da eliminatória. Afastado dos relvados desde o início de Março, devido a lesão, o avançado fazia o seu primeiro jogo desde a recuperação. E logo com entrada directa no onze inicial.

Num ambiente de festa de parte a parte, FC Porto e FC Bayern de Munique sobem enfim ao relvado, ao som do hino da Liga dos Campeões. E, se há momento que realmente impressiona, é ter cerca de 50.000 pessoas de cachecóis ao alto e bandeiras ao vento a vibrarem com esse mítico hino do futebol!!

Fonte: FC Porto

O relógio marcava as 19:45h quando soou o apito inicial. Era hora de acalmar os ânimos, ocupar os lugares, e viver mais 90 minutos de emoção. Mas aquela noite estava destinada a ser mágica e não houve, pelo menos no imediato, tempo para acalmar os ânimos. Não passavam ainda cinco minutos de jogo e Neuer derrebuva Jackson Martínez na sua área. O público pedia a expulsão do guarda redes alemão, assobiava e reclamava. Mas, ao mesmo tempo, vibrava com a possibilidade de poder festejar. Frente a frente, o melhor guardião do mundo e um dos mais acarinhados jogadores portistas. Olhos nos olhos com Neuer, Ricardo Quaresma assumiu a marcação da grande penalidade e não desiludiu. O Dragão explodiu de alegria, num misto de incredulidade e êxtase. Estava feito o um a zero. O golo apanhou de surpresa o Bayern, que certamente não se imaginara em desvantagem tão cedo.

Anterior1 de 2Próximo

Comentários