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Jogo importantíssimo no que diz respeito à luta pela manutenção- uma final. O Estoril-Praia, último classificado com 21 pontos, recebeu o Paços de Ferreira, décimo quinto classificado com 24 pontos.

Ivo Vieira, técnico dos canarinhos, operou três mexidas no XI inicial comparativamente à ultima jornada (derrota no Bessa por uma bola): Allano, Víctor Andrade e André Claro cederam os respetivos lugares as Eduardo, a Bruno Gomes e a Ewandro.

Por sua vez, e ainda na ressaca da vitória frente ao Futebol Clube do Porto, João Henriques, timoneiro dos castores, optou por uma única alteração: Bruno Moreira entrou para o lugar de Luiz Phellype.

O jogo começou e de que maneira! Logo aos vinte segundos, o Estoril Praia adiantou-se no marcador. Numa bela jogada desenhada por todo o flanco esquerda, Ewandro desbloqueou já junto à área e assistiu Bruno Gomes. Este, solto de marcação e com a baliza escancarada, não vacilou e atirou a contar – grande jogada ofensiva por parte dos homens da casa. É ainda de destacar o facto de este golo ser, até ao momento, o golo mais rápido da Primeira Liga.

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O Estoril ganhou confiança e rapidamente se superiorizou no jogo. Ao sexto minuto, voltou-se a cheirar o golo no António Coimbra da Mota. Ewandro cabeceou na perfeição e Felgueiras brilhou ao sacudir a bola para canto.

A partir daqui, a equipa da linha mandou por completo no jogo. Não houve oportunidades a destacar, mas os comandados por Ivo Vieira estiveram impecáveis em todos os aspetos do jogo: muito coesos defensivamente, pausavam bem o jogo e percebiam os seus momentos. Estava a ser uma primeira parte perfeita para o último classificado.

Porém, os homens que hoje jogavam de branco adormeceram e o Paços espreitou o golo. Ao minuto trinta e oito, num canto batido no lado esquerdo, Quiñones cabeceou à barra. Foi a melhor oportunidade pacense na primeira parte. Dois minutos depois, e após cruzamento de João Góis, Bruno Moreira quase que faturou: atirou ao lado a rasar o poste. Logo de seguida, um minuto depois, Rúben Micael assistiu de forma sublime Xavier. Este atirou de primeira e Renan brilhou – que defesa do guardião brasileiro.

O jogo foi para o intervalo e o Estoril estava em vantagem. Foi a melhor equipa em campo na primeira parte, mas, mal adormeceu, o Paços esteve perto da igualdade. Em suma, o Estoril foi superior, mas ficou provado que o Paços está mais do que vivo.

A segunda parte começou e não foi preciso esperar muito para ver uma oportunidade de golo. À passagem do minuto 52, o António Coimbra assistiu àquele que foi, muito provavelmente, o maio falhanço nesta época. Ewandro recuperou a bola e serviu Bruno Gomes. O ponta de lança brasileiro ganhou a ala e assistiu Eduardo. O médio, com tudo para fazer o golo (sozinho, de baliza aberta e a menos de 5 metros da linha de golo), conseguiu falhar e atirou ao lado.

Dois minutos depois, o Estoril provou da velha máxima do futebol: quem não marca sofre. Num canto batido pelo lado direito, a bola foi rasteira e Miguel Vieira aproveito o facto de a defensiva estorilista estar a dormir: atirou a contar e igualou o marcador.

À passagem da hora de jogo, o Paços estava melhor do que o Estoril. Contudo, o golo sofrido despertou os canarinhos e, em busca da vitória, Ivo Vieira lançou Allano e Kyriakou para os respetivos lugares de Ewandro e de Pêpê.

Fonte: Bola na Rede

O resultado satisfazia mais aos homens da capital do móvel. O antijogo dos pacenses começava e a equipa de João Henriques limitava-se a defender e a segurar o jogo cá atrás.

Por outro, o Estoril lutava mais, mas lutava mal. Havia pouca cabeça e muito coração. Os canarinhos falhavam passes e o discernimento já era pouco.

O jogo terminou e o Estoril só se podia queixar de si próprio. Jogou apenas na primeira parte, decidiu não voltar do intervalo e pagou caro esse adormecimento. O Paços, mal empatou a partida, voltou àquilo a que nos tem habituado: um jogo altamente defensivo e com excessivas perdas de tempo. Este foi um empate com dois sabores bem distintos: para os homens do Norte, e tendo em conta a classificação e o facto de estarem a jogar fora, soube a um ponto ganho; para os homens da linha, soube mais a dois pontos perdidos e a manutenção fica assim muito mais difícil.

 

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