A CRÓNICA: O EMPATE A CAIR BEM PARA AS DUAS EQUIPAS

Jogo da 30.ª jornada da Segunda Liga, entre CD Mafra e SC Covilhã, desafio onde as equipas queriam ganhar ou no mínimo pontuar e assim amealhar pontos nesta reta final de campeonato, para se poderem afastar dos lugares perigosos na tabela.

Início de jogo muito positivo por parte do Mafra, com excelente circulação de bola, fazendo o primeiro remate logo aos três minutos de jogo. O Covilhã apresentou-se mais na expectativa e na possibilidade de saída rápida de bola. Na sequência deste bom início. o Mafra chega ao golo aos onze minutos, por intermédio de Abel Camará, numa jogada de envolvimento pelo corredor central, culminando com lançamento em profundidade de Carlos Daniel, que numa primeira instância pareceu ser cortado pelo defesa da Covilhã, Jaime Simões. No entanto, este deixou a bola à mercê de Camará que, de primeira, atirou à entrada da área fazendo o primeiro do CD Mafra.

O Covilhã reagiu de imediato – pelos treze minutos, – na sequência de uma bola parada lançada para área, onde a equipa do Mafra não foi lesta a tirar a bola, gerando alguma confusão, aproveitada pelo central André Almeida para, à boca da baliza, empatar a partida.

O Mafra veio para a frente e continuou o bom jogo que vinha fazendo, chegando novamente ao golo ao minuto vinte e dois, por intermédio de Andrezinho. Na sequência de mais uma excelente jogada de envolvimento, com a bola a chegar na linha lateral a Nuno Campos, que correu alguns metros e centrou rasteiro para a concretização ao segundo poste de Andrezinho.

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A vencer, o Mafra adiantou Cuca para pressionar mais a saída de bola do Covilhã e assim condicionar o início de jogo da equipa adversária, no sentido de começar a controlar melhor o jogo. No entanto, e mesmo com o referido controlo de jogo, foi numa saída rápida do Covilhã, pelo ala Jean Filipe, que após cruzamento deste para a área, aparece Wendel solto de marcação e encosta para fazer o empate.

A segunda parte começou com um início mais forte do Covilhã mas efémero, ficando o Mafra mais na expectativa, sendo que só aos doze minutos aparece o primeiro remate do Mafra. As equipas começaram a optar por uma toada mais lenta e controlo de jogo mais eficaz, por forma a não perder o jogo, mais do que a tentar ganhar, parecendo ambas satisfeitas com o resultado.

Apesar desta toada, houve oportunidades para ambas as equipas de desfazer o empate, que foram negadas pelas excelentes intervenções dos dois guarda-redes, nomeadamente à passagem do minuto 61, com dupla intervenção de João Godinho em cima da linha de golo e à passagem do minuto 69 por Leo Navacchio.

O jogo ficaria ainda marcado aos setenta e cinco minutos pela expulsão de Kaká, três minutos após ter entrado e quando o técnico Ricardo Sousa dava sinais de querer os três pontos com a entrada de Kaká e Okitokandjo. Daí até ao final, assistiu-se a um jogo de duas equipas conformadas e satisfeitas com o resultado, que viria a ficar num empate a duas bolas, resultado que no computo geral se aceita como justo.

A FIGURA

Ismael – Foi o pêndulo da equipa tanto na primeira fase de organização ofensiva da equipa mas, e acima de tudo, defensivamente a completar muito bem o eixo defensivo da sua equipa.

O FORA DE JOGO

Passividade das equipas na 2.ª parte – Numa tentativa de não perder, notou-se a ausência de jogo positivo, sendo evidente no tempo de descontos, onde assistimos a variadíssimas substituições apenas para queimar tempo.

ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

O CD Mafra apareceu com um sistema de jogo ligeiramente diferente daquele que utilizava com o mister Filipe Cândido. O Mafra entrou com 4-1-2-2-1.

Na baliza, o regressado João Godinho; nas laterais Nuno Campos à direita e à esquerda Gui Ferreira; com os centrais João Miguel e Pedro Barcelos no eixo. À frente destes apareceu Ismael e mais à frente a dupla Cuca e João Graça. Na esquerda, Andrezinho, na direita Carlos Daniel no apoio ao mais avançado Abel Camará.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Godinho (6)

Nuno Campos (6)

Gui Ferreira (C) (6)

Pedro Barcelos  (5)

João Miguel (6)

Cuca (5)

Ismael (8)

João Graça (6)

Andrezinho (6)

Carlos Daniel (5)

Abel Camará (7)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Neves (-)

Bruno Silva (3)

Rodrigo Martins (1)

Fidelis (3)

Okitokandjo (4)

Kaka (0)

Lee (-)

Tomás Domingos (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

O SC Covilhã apareceu com o guarda-redes Léo Navacchio, depois um quarteto defensivo com Tiago Moreira na direita, Joel na esquerda e os centrais Andre Almeida e Jaime Simoes. Depois, Filipe Cardoso e Vilela na zona central do meio campo, Jean no lado direito, Gilberto a cair para a esquerda no apoio aos homens mais avançados: Wendel e Lewis Enoh.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (6)

Jean Felipe (6)

André Almeida (7)

Jaime Simões (6)

Joel Vital (6)

Tiago Moreira (7)

Gilberto (Cap) (6)

Filipe Cardoso (7)

Jorge Vilela (6)

Wendel Silva (7)

Lewis Enoh (6)

SUBS UTILIZADOS

Igor (-)

Felipe Macedo (-)

Rui Areias (0)

João Cardoso (-)

Hanan (4)

N’Dao Laminé (-)

Léo Cá (2)

Imusah (-)

Bernardo Martins (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD MAFRA

BnR e Futebol On Line: Depois de uma 1.ª parte muito boa entre estas duas equipas, com quatro golos e onde a eficácia de ambas foi muito grande, o que mudou para a 2.ª parte e como viu a expulsão do Kaká três minutos depois de ter entrado?

Ricardo Sousa: Não concordo em relação ao primeiro ponto em que diz que a eficácia foi grande porque nós tivemos muitas oportunidades de golo e o Covilhã só teve duas. Na 2.ª parte entrámos sem a dinâmica que eu gosto de ver as minhas equipas, decidi mudar. Após a expulsão é necessário ser-se inteligente para nos resguardarmos um pouco e perceber que se não podermos ganhar é importante não perder.

 

SC COVILHÃ

BnR e Futebol On Line: Há um momento determinante no jogo que é a resposta do Covilhã ao golo sofrido. Concorda que chegar ao empate no minuto seguinte foi determinante para o desenrolar do jogo?

José Bizarro: Sem dúvida. Quando acontece isto, seja ao Covilhã ou a outra qualquer equipa, é sempre um momento do jogo, porque não chega sequer a viver aqueles momentos de intranquilidade de quem sofre o golo.

Rescaldo da autoria de Hugo Rodrigues, ao abrigo da parceria com o Futebol On Line

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