A CRÓNICA: FC VIZELA “TODO-O-TERRENO” PARA UM LEIXÕES SC “A VER NAVIOS”

O Estádio do Mar foi presenteado com mais um encontro. Desta vez, e a contar para a 26ª jornada da Segunda Liga, o Leixões SC defrontou o FC Vizela. Duas equipas com ambições diferentes, mas com o mesmo objetivo: o de vencer e arrecadar mais três pontos para o cartório. Do lado matosinhense, avista-se a garantia tranquila da manutenção, enquanto que os visitantes anseiam voos mais altos: o da subida de divisão para a Primeira Liga.

Quem entrou em campo com a verdadeira vontade de vencer e fazer mossa foi, efetivamente, o FC Vizela. Com uma pressão total em todos os setores do campo e em todos os momentos de jogo, a equipa forasteira bloqueou por completo o jogo do Leixões SC.

A equipa de José Mota esteve muito partida e praticamente sem ligação entre setores, o que dificultou por completo a estratégia de jogo. Não tiveram “pedalada” nem jogo suficiente para aguentar o Vizela, que rapidamente fez gosto ao pé.

Anúncio Publicitário

Depois de uma grande jogada coletiva elaborada do lado esquerdo do ataque, Guzzo, com um belo toque, assitiu para Samu. Aos 21 minutos, estava aberto o marcador a favor do Vizela, depois de um remate sem defesa possível de Stefanovic.

E a força ofensiva não parou por aí. Com um Leixões praticamente invisível em campo, maioritariamente a nível ofensivo, a equipa de Álvaro Pacheco sentia que conseguia mais. Peguemos no famoso ditado popular “depois da tempestade vem a bonança” e apliquemo-lo a Cassiano. A tempestade veio aos 35 minutos, quando o jogador estava plenamente isolado à frente da baliza, praticamente em cima da linha de golo, e falhou um golo teoricamente impossível de falhar. A bonança já veio para lá do minute 45 da primeira metade. Cassiano sofreu uma falta de Diogo Gomes dentro da área, o que levou a que o árbitro Iancu Vasilica apontasse para a marca dos onze metros a favor dos vizelenses. Cassiano fez jus ao ditado e aumentou a vantagem da sua equipa para dois golos.

Podia dizer-se que o Leixões precisava do intervalo logo após o primeiro minuto de jogo, mas teve esperar os regulamentados 45 minutos. Mesmo com alterações feitas à volta da meia hora, nada parecia surtir efeito.

E continuou tudo sem surtir efeito. Foram precisos pouco mais de cinco minutos na segunda parte para o Vizela aumentar a vantagem para três golos. Dentro da área, a bola embateu no braço de Diogo Gomes depois de uma tentativa de cruzamento por parte de Kiki (o do Vizela, portanto) e Iancu Vasilica apontou, mias uma vez, para a marca da grande penalidade. Cassiano concretizou novamente, com Stefanovic a errar o lado.

O inferno descia à terra para o Leixões, enquanto o Vizela ascendia aos céus. Com um total desmoronar da defesa e do ataque, e também com Joca a perder a bola em zona proibida, André Soares – acabado de entrar para render Cassiano, substituído por aparente lesão – marcou o quarto golo dos Vizelenses. Sem dó, nem piedade. Ainda faltava mais de um quarto de hora e José Mota continuava sem encontrar qualquer tipo de solução para parar o domínio total do Vizela de Álvaro Pacheco.

Tudo correu bem à equipa de Álvaro Pacheco. Sem mais oportunidades até ao final do encontro, o resultado ficou fechado num 4-0 favorável aos vizelenses que veem o sonho de chegar à Primeira Liga com mais luz.

 

A FIGURA

Pleno domínio do FC Vizela – Uma equipa com muito boa ligação entre setores, sem descer de rendimento e com a capacidade de aplicar uma brutal pressão em todos os momentos do jogo. O resultado foi apenas o culminar da exibição brutal do Vizela no Estádio do Mar.

 

O FORA DE JOGO

Leixões SC – Entre aparecer no jogo e ver o sucedido, acabou por dar tudo no mesmo. Não se viu a garra que a turma do Mar já habituou os seus adeptos e não foram capazes de parar qualquer momento do Vizela.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

José Mota, como habitual, por um 4-3-3. A linha defensiva foi composta, ao longo do encontro, pelo capitão Pedro Pinto e Diogo Gomes, na zona central, com apoio nas laterais de Tiago André Lucas Lopes.

O meio-campo começou ocupado por Bruno Monteiro, Joca Samuel e Rodrigo. Na frente, Avto e Kiki ocuparam posições de extremos com o objetivo de apoiar Belkheir.

Nenê e Seck entraram aos 35 minutos do encontro para compensar a falta de critério ofensivo. Consequentemente, Tiago André e Rodrigo saíram – permanecendo em 4-3-3, mas com um lateral muito mais ofensivo e Nenê a ajudar mais na construção, tendo mais experiência que o jovem Rodrigo, que também já tinha sido admoestado com cartão amarelo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stefanovic (5)

Tiago André (5)

Diogo Gomes (4)

Pedro Pinto (5)

Lucas Lopes (5)

Rodrigo (4)

Bruno Monteiro (6)

Joca Samuel (6)

Avto (4)

Kiki (5)

Belkheir (4)

SUBS UTILIZADOS

Nenê (5)

Seck (6)

Jota (5)

Rafael Furlan (6)

Paulo Machado (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

Álvaro Pacheco moldou a sua equipa num 4-1-4-1 bastante consistente em todos os momentos do jogo. Um Vizela todo-o-terreno com uma capacidade de pressionar o Leixões SC tanto ofensivamente como defensivamente.

A linha defensiva de quatro jogadores foi ocupada por Ofori e Kiki nas laterais, a par de Aidara e Matheus na zona central. Marcos Paulo foi o elemento mais retraído do meio-campo, com a tarefa de ligar o jogo entre o setor defensivo e o meio-campo. Na ligação ao ataque ficaram dispostos Samu e Guzzo no miolo, com Tavinho e Kiko Bondoso a atuar pelas alas. Na frente, Cassiano foi o ponta de serviço.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo (6)

Richard Ofori (6)

Matheus (6)

Aidara (6)

Kiki (6)

Marcos Paulo (6)

Tavinho (7)

Raphael Guzzo (8)

Samu (8)

Kiko Bondoso (7)

Cassiano (8)

SUBS UTILIZADOS

André Soares (7)

Marcelo (6)

Marcelo Oliveira (6)

João Pais (6)

Maviram (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

Leixões SC

Não foi possível colocar questões ao técnico do Leixões SC, José Mota.

 

FC Vizela

BnR: Que análise faz à exibição da sua equipa e qual a importância que atribui a estes três pontos?

Álvaro Pacheco: Durante a semana trabalhámos para melhorar a nossa fluidez no jogo e isso refletiu-se. Foi um bom jogo contra um grande adversário. Controlamos o nosso jogo, nunca o resultado. Continuamos a trabalhar para chegar mais alto e temos de trabalhar para continuar assim. Tentámos controlar o jogo posicional e conseguimos. O resultado foi o acréscimo do que fizemos.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome