A CRÓNICA: JOGO “MORNO” OFERECEU UM PONTO A CADA LADO

O Estádio do Mar foi palco de mais um encontro da Segunda Liga. Desta vez, a 24ª jornada ditou um duelo entre o Leixões SC e o CD Cova da Piedade. Ainda antes de se ouvir o apito inicial, os jogadores da “Armada do Mar” entraram em campo a exibir uma faixa como demonstração de apoio a Jorge Moreira, presidente do clube de Matosinhos (nota para a não confusão com André Castro, que é presidente da SAD leixonense), que atravessa uma má fase, tendo sido diagnosticado com um linfoma de Hodgkin. O Bola na Rede deseja uma rápida recuperação a Jorge Moreira!

O jogo começou algo “morno”. Aos 15 minutos, um falta de Stefanovic sobre Oliveira, na área, fez levantar o banco, que pediu a marcação de uma grande penalidade, mas o árbitro Cláudio Pereira mandou seguir o jogo. A verdade é que essa grande penalidade acabou por acontecer num lance apenas cinco minutos depois, na consequência de uma falta de Diogo Gomes sobre Cele. Aquele que foi o primeiro remate no jogo acabou por ser defendido pelo guarda-redes do Leixões SC, e a bola continuou a rolar.

O Cova da Piedade esteve por cima durante a maior parte do primeiro tempo e, após uma sequência de poucos minutos do Leixões por cima, acabou por concretizar, pelo pé de Oliveira. A cinco minutos do final da primeira metade, o avançado do Cova da Piedade abriu o marcador e deu vantagem à equipa forasteira.

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Nuns primeiros 45 minutos plenamente dominados pelo Cova da Piedade, a equipa de José Mota teve a sua grande oportunidade de igualar o marcador apenas no último lance antes de recolher aos balneários. Joca Samuel tentou, mas sem sucesso.

As entradas em campo, depois do intervalo, mudaram por completo a estratégia de jogo definida por ambas as equipas. As substituições elaboradas por José Mota foram as mais flagrantes a nível de construção ofensiva: Nenê e Avto.

O Leixões SC começou a pressionar na área do Cova da Piedade, o que resultou mesmo em golo. Aos 58 minutos, essa entrada fulminante da “Armada do Mar” culminou em Belkheir, depois de um passe a rasgar completamente a defesa. Edu Machado acabou por rematar para o fundo das redes de Facchini. Igualdade representada no marcador a uma bola.

Um jogo retratado pelas “duas caras” das duas equipas: um Cova da Piedade aguerrido na primeira parte, mas pouco eficaz na segunda, e um Leixões SC com “falta de comparência” na primeira metade e feroz na segunda. Pouco mais houve a fazer em campo e a dizer: 1-1 foi o resultado do encontro no Estádio do Mar.

 

A FIGURA

Entradas de Avto e Nenê – Depois de uma primeira parte praticamente sem lances de perigo para a equipa de Matosinhos, as entradas de Avto e Nenê reanimaram a esperança e reavivaram a equipa em campo, a nível de construção de jogo ofensivo.

 

O FORA DE JOGO

Leixões SC na primeira parte – Condizendo com aquilo que foi a figura do jogo, retrata-se a forma como o Leixões SC, na primeira parte, como quem diz, aparentou nem se apresentar. Um jogo “morto”, sem qualquer oportunidade flagrante de golo, à exceção do último lance.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

José Mota optou por um 4-3-3 que, à entrada para a segunda parte, se moldou num 4-2-4, com o objetivo de apostar no jogo exterior, mas com o meio-campo destapado no miolo, apenas com as presenças de Nduwarugira e Joca Samuel.

Nota para o ressurgimento de Beto na ficha de jogo e no banco de suplentes. A linha defensiva foi composta, ao longo do encontro, pelo capitão, Pedro Pinto, e Diogo Gomes, na zona central, com apoio nas laterais de Seck e Edu Machado.

O meio-campo começou ocupado por Nduwarugira, Joca Samuel e Rodrigo, mas, mais tarde, moldou-se com as alterações já enunciadas. Na frente, Belkheir alinhou nos 80 minutos, sendo na segunda parte acompanhado por Nenê.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stefanovic (6)

Seck (6)

Pedro Pinto (6)

Diogo Gomes (5)

Edu Machado (6)

Joca Samuel (6)

Nduwarugira (6)

Rodrigo (5)

Kiki (6)

Sapara (5)

Belkheir (6)

SUBS UTILIZADOS

Nenê (6)

Avto (6)

Vando (6)

Bruno Monteiro (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

Mário Nunes apostou num 4-4-2, com a linha de quatro defesas composta por Simão Júnior e João Meira, na zona central, e Cristiano Gomes e Filipe Maio a ocupar as restantes posições.

No setor do meio-campo permaneceram Bruno Alves e Shimabuku, com Cele e Alex Freitas nas alas, encarregues de apoiar os homens mais avançados no terreno: João Vieira e Oliveira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (6)

Cristiano Gomes (6)

Simão Jr. (6)

João Meira (6)

Filipe Maio (6)

Bruno Alves (6)

Shimabuku (5)

Cele (6)

Alex Freitas (6)

João Vieira (6)

Oliveira (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Bernardo (6)

Patrão (6)

Balogun (6)

Cícero (6)

Blondell (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Pedia-lhe uma análise ao jogo e pergunto sobre o “reaparecimento” do Leixões SC em campo, após as entradas de Nenê e Avto em campo?

José Mota: É verdade. As substituições deles os dois fizeram mesmo a diferença. Mas, começando pelo princípio, dou os parabéns ao Cova da Piedade pela primeira parte que fizeram. Chegaram ao primeiro golo, mereceram. Entrámos apáticos, não tivemos grandes oportunidades. E, entre as duas partes, só uma coisa esteve igual: o equipamento dos jogadores em campo. O resto mudou tudo. Na segunda parte, estivemos por cima, marcámos e foi justo. Foi um jogo dividido por ambas as equipas, com cada uma a dominar uma parte capa. Foi, possivelmente, a melhor segunda parte do Leixões desde que aqui estou, contrastando com a pior primeira parte. Agora, vou rever o jogo, encontrar os erros e trabalhar. Nisto, tenho de dar os parabéns aos meus jogadores pela segunda parte que fizeram.

 

CD Cova da Piedade

BnR: Peço-lhe um comentário ao jogo e pergunto-lhe se acredita que o CD Cova da Piedade poderia ter sido mais feliz aqui?

Mário Nunes: Claro que podíamos ser mais felizes, mas, dado aquilo que foi o jogo, seria injusto. Na primeira parte, entrámos bem. Na grande penalidade, existiu mérito do guarda-redes do Leixões. Estivemos por cima. Na segunda parte, o Leixões esteve por cima. As alterações que fizeram surtiram efeito. Tentámos continuar com as mesmas pedras em campo para travar o efeito das substituições. Acabei por não ver o golo do Leixões, porque estava a determinar o que os meus jogadores, que iam entrar, iam fazer em campo. Foi um jogo que acabou por ser dividido. Uma parte foi dominada por uma equipa e a segunda foi dominada pela outra e acabou por ir um ponto para cada lado. No entanto, estou relativamente satisfeito com os meus jogadores.

Artigo revisto por Mariana Plácido

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