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Com apenas uma alteração no onze (Pepa lançou Jorge Fernandes para o lugar do castigado Icaro – expulso na vitória por duas bolas a zero frente ao Paços de Ferreira), o Tondela recebeu o Sporting naquele que foi o último jogo vigésima terceira jornada. Por sua vez, no sentido de “poupar” a sua equipa e os seus jogadores, Jorge Jesus efetuou quatro substituições em relação ao onze utilizado na última quinta feira para vencer o Astana (3-1). Assim sendo, Fábio Coentrão (castigado) foi substituído por Bruno César, Mathieu jogou no lugar de André Pinto, Bas Dost foi lançado para o lugar de Doumbia e o costa riquinho Bryan Ruiz cedeu o lugar ao colombiano Fredy Montero.

Estando cinco pontos acima da linha de água, a equipa do Tondela entrou para este jogo a respirar calmamente na tabela classificativa e quebrando aquela que foi a tendência das anteriores épocas. Em contrapartida, os leões queriam passar para o segundo posto e pressionar o Futebol Clube do Porto antes da visita ao António Coimbra da Mota. Queriam ainda dar a melhor resposta possível àquele que foi um fim de semana algo atribulado e bastante comentado.

O jogo começou e o nervosismo dos leões também. Notava-se uma equipa algo nervosa e receosa daquilo que poderia acontecer. Assim, a equipa tondelense até começou melhor o jogo. Logo ao minuto doze, num ataque rápido pelo lado esquerdo, Pedro Nuno lançou, com um toque de classe, Tomané na ala. O experiente avançado português assistiu o extremo Miguel Cardoso, que, na cara com Rui Patrício, atirou a contar. As hostilidades estavam abertas no estádio João Cardoso.

O Sporting, tal como tem sindo hábito nesta época, só acordou depois do susto. Passados 6 minutos do golo (’18), Gelson, à entrada da área, rematou forte e rasteiro para uma boa intervenção de Cláudio Ramos.

Sete minutos depois (’25), o Sporting voltou a tentar o golo e acabou mesmo por concretizar. Acuña, encostado à linha lateral, passou (diga-se, com “nota artística”) por Jorge Fernandes e cruzou tenso para um só destinatário: Bas Dost. O avançado holandês, regressado de lesão e à boca da baliza, só teve de encostar e repôs a igualdade no marcador. Típico golo leonino: cruzamento tenso para Bas Dost e o resto, bem, o resto é conversa…!

O golo do Tondela fez bem ao Sporting e a partir desse lance o rei leão mandou no jogo. Contudo, o leão não deixou de apanhar calafrios e à passagem da meia hora o a equipa beirã esteve perto do golo. Tayler Boyd ultrapassou Mathieu e, com um remate fortíssimo, chamou Rui Patrício ao jogo- grande intervenção do guardião português.

A primeira parte acabou com o eco do rugido. Ao minuto 44, Bruno Fernandes recebeu a bola, virou-se e rematou, com o pé esquerdo, para a melhor defesa da partida- grande momento de futebol!

Um minuto depois, quase na “ressaca” do lance, Acuña cruzou para Mathieu. O defesa cabeceou colocadíssimo a rasar a barra- mais um bom lance da turma de Alvalade.

João Capela interrompeu, para intervalo, aquela que foi uma excelente primeira parte de futebol. O jogo estava “mexido”, vivo e cativante. O Sporting soube reagir ao golo sofrido e começou a mandar no jogo. O Tondela, como boa equipa que é, nunca morreu por completo e chegou mesmo a “espreitar” o golo.

A segunda parte começou e as semelhanças para com o primeiro tempo estavam à vista: um ritmo elevado , bola cá bola lá, um jogo intenso e o cheiro a golo sempre presente. Doumbia substituiu ao intervalo Montero, que passou completamente ao lado do jogo.

Os quinze primeiros minutos da derradeira parte do jogo, embora sem lances claros de jogo, foram bem idênticos aos primeiros quarenta e cinco minutos. Todavia, ao minuto 60, Mathieu, num lance completamente infantil e infeliz, “pôs-se a jeito” e foi como se tivesse pedido a expulsão a João Capela.

Esse lance matou por completo o jogo do Sporting. À medida de que o tempo foi passando, e a jogar com menos um jogador, o cansaço era mais do que evidente. Faltava tudo aos comandados por Jorge Jesus: pernas, pulmão e cabeça.

É ainda de valor atribuir mérito a Pepa e à sua equipa. Felizmente, sempre respeitando as normas do verdadeiro “fair-play” e sem nunca entrar nos joguinhos do antijogo, deu uma excelente réplica e em muito dificultou a vida ao Sporting. Demonstrou ainda o porquê de ter 25 pontos e de respirar bem nesta época.

Mas, como a vida nos ensina: o melhor fica sempre para fim. Já em períodos de descontos, derradeira oportunidade para a turma de Alvalade: a bola sobe à área; Bas Dost tenta assistir Doumbia; a bola vai ao poste e, na recarga, Coates fuzila a baliza tondelense. Grande momento teatral no jogo de fecho da vigésima terceira jornada. Fica aqui a questão: trará esta moralizante vitória um novo espírito ao candidato ao título?

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