Escolhi díficil. O fácil é de todos

Carlos Daniel, um dos meus jornalistas predilectos, disse há pouco tempo que, no contexto em que vivem os Sportinguistas, os Benfiquistas e Portistas provavelmente já não apoiariam as suas equipas como fazem os adeptos leoninos.

A razão, que os entendidos teimam em recusar, é simples: os adeptos são diferentes. De clubes diferentes e, por consequência, com mentalidades diferentes. Os valores pelos quais se regem são, também, distintos. Sem nos afirmarmos melhores ou piores, creio cegamente que a cor clubística influência um sem número de características que nos fazem mais parecidos com os nossos e mais diferentes dos outros.

Eu, João Almeida Rosa, de 21 anos, e coordenador da secção Sporting no novo formato do Bola Na Rede, pretendo, ao longo das semanas, evidenciar essas diferenças através deste espaço. Sempre com a noção de que só quem é frontal e vertical conseguirá destacar-se na área do jornalismo, cá estarei à espera da primeira crítica, da primeira sugestão, da primeira dica que serão essenciais à (nossa) evolução.

De mim poderão esperar olhos abertos e coração cheio. Sem temas tabú, sem pretensiosismos e, sobretudo, sem facciosismos. Com a cor bem carregada mas sem que a mesma transborde para os lados da cegueira. Afinal, somos Sportinguistas. E, se a nós cabe a vontade de nos intitularmos diferentes, a nós caberá a responsabilidade de o justificar todos os dias.

Sportinguistas, Benfiquistas ou Portistas, todos já ouvimos que do Futebol não advém qualquer importância. A nossa missão, enquanto jovens e jornalistas, é fazer pensar sobre se algo que transforma, por si só, um dia bom num dia mau, ou um dia mau num dia bom, merece ou não ser tratado como relevante nas nossas vidas. Aos meus fiéis companheiros de clube posso admitir: hoje estava a ter um dia francamente mau. Mas o Sporting foi ganhar a Braga.

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