Cabeçalho Futebol NacionalSob um calor intenso na cidade algarvia de Portimão e com uma fraca assistência, jogou-se a segunda fase da Taça da Liga e nenhuma das equipas da Primeira Liga quis ficar prematuramente de fora da competição. De realçar que tanto o Portimonense como o Chaves vinham de derrotas caseiras para o campeonato, e procuravam um novo alento para continuar a temporada.

O jogo no Portimão Estádio começou logo com uma grande penalidade marcada ao minuto 3’ e a favor do clube flaviense; numa falta sobre Davidson, sem margem para qualquer dúvida e que Tiba converteu com toda a naturalidade, e desta forma inaugurou o marcador, tornando o jogo muito mais “arriscado” de parte a parte.

Estava um jogo muito disputado, aguerrido e de contacto físico exagerado em que ambas as equipas tentavam ter o máximo de posse de bola, mas com mais dificuldades para a equipa algarvia, devido à linha defensiva alta dos flavienses. Os Algarvios criavam maior perigo através de bolas paradas, até que Ricardo Pessoa, capitão do Portimonense, decidiu igualar a partida ao minuto 15’, através de um livre directo à entrada da área, pondo justiça no marcador. Em termos de espectáculo, o mesmo encontrava-se bastante interessante, com dois golos no primeiro quarto de hora.

Ainda assim, o exagerado contacto físico deste encontro chegou ao ponto mais alto quando Matheus Pereira, jogador do Sporting emprestado ao Chaves, elevou em demasia o pé acertando no jogador da casa, Pedro Sá, e acabou por ser expulso com vermelho directo ao minuto 18’.

Com a expulsão de Matheus, a equipa da casa conseguiu paulatinamente assumir o controlo do jogo, conseguindo finalmente entrar mais vezes na área contrária e com maior facilidade. De referir que ao minuto 30’ ocorreu uma pausa para os jogadores se refrescarem, tudo devido ao intenso calor que se faz sentir em Portimão.

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A caminhar para o final da primeira parte, o Portimonense continuava constantemente a falhar ocasiões fulgurantes de golo, algumas mesmo incríveis, tendo havido também uma expulsão perdoada a Rúben Ferreira do Chaves, devido a um ‘carrinho’ agressivo a cinco minutos do intervalo. Após quatro minutos de descontos e de um jogo muito aceso, onde Dener, no último lance da primeira parte, podia ter feito bem melhor, as equipas regressavam para os balneários.

Shoya Nakajima esteve em grande frente ao GD Chaves Fonte: XXX
Shoya Nakajima esteve em grande frente ao GD Chaves
Fonte: Domínio de Bola

Em relação à segunda parte,  a entrada forte do Portimonense foi consagrada com Paulinho a marcar o 2-1 em que o avançado perfurou a defesa e conseguiu fintar o guarda-redes, corria o minuto 50’. A entrada de Shoya Nakajima veio “transtornar” o jogo atacante da equipa da casa, criando muitas dificuldades à equipa orientada por Luís Castro.

O trio Paulinho, Pires e Shoya foi, para a defesa transmontana, um sufoco ao longo da segunda parte, em que todos os intervenientes (anteriormente referidos) tiveram oportunidades claras de golo, destacamos Shoya que é, sem dúvida, um elemento bastante irreverente, capaz de impulsionar o ataque a qualquer momento.

A equipa flaviense só através do contra-ataque conseguia criar algum perigo e, na defesa,  Nuno Coelho “salvou-se” de uma nota negativa. Ainda assim, a verdade é que ao minuto 66’ William introduziu mesmo a bola na baliza algarvia, mas já após o apito do árbitro, após um alegado fora-de-jogo. No entanto, deixando o aviso de que numa bola parada ou de puro contra-ataque poderia igualar a partida.

As intenções do GD Chaves caíram por terra quando Fabrício, num potente remate fora de área, não deu a mínima hipótese a Filipe. O Portimonense marcava assim o 3-1 que ditava a vitória neste encontro, ainda que o esforço algarvio ppudesse ter sido recompensado com a possibilidade de mais golos. O domínio algarvio estendeu-se assim até ao final do encontro, com o Portimonense a jogar com confiança e garra e onde oportunidades para aumentar a vantagem não faltaram. Do lado flaviense, com a expulsão prematura de Matheus, nada se pôde fazer.

Shoya entrou e foi a chave para a vitória da equipa da casa, que ganha assim novo fôlego para o campeonato.