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Olheiro BnR | Sarah Gigante (Ciclismo)

Há um talento especial a despontar na Austrália e, finalmente, vamos poder desfrutar dele regularmente também no velho continente. Aos 20 anos, Sarah Gigante é a maior pérola ciclística a sair da Austrália em muitos anos e tem potencial para marcar uma nova era no ciclismo australiano.

Como apresentação, basta dizer que, apesar da tenra idade, já conta com um título nacional de fundo e é a atual bi-campeã nacional de contrarrelógio. Juntou-se à Team TIBCO em 2020, mas, pelas razões que todos conhecemos, não correu muito, 2021 promete ser difeecente. Recentemente, fez a sua primeira prova World Tour europeia e deu boa conta de si com um lugar entre as 25 primeiras no histórico Trofeo Alfredo Binda, sendo também a melhor Sub23.

Gigante é o protótipo do que chamamos de voltista, sólida no contrarrelógio e a ‘jogar em casa’ quando o terreno empina. Leve e explosiva na montanha, é nesses terrenos mais duros que a australiana mais poderá brilhar, o que a coloca como candidata a vitórias em provas por etapas, mas também a várias clássicas. Provas como a Liège-Bastogne-Liège ou o Trofeo Alfredo Binda têm dureza suficiente para que um ciclistas com as suas características esteja na luta pelo primeiro posto.

O esforço individual é também um ponto a favor de Gigante e que lhe garantirá sempre uma boa defesa quando estiver na luta por classificações gerais. Ainda assim, não é a sua principal arma e os títulos nacionais podem enganar, porque, no lado feminino, o padrão europeu é muito elevado face ao australiano e as indicações são de que Gigante será bom no crono, mas não de topo mundial nesta especialidade.

Um outro fator que se adivinha como útil para a carreira de Sarah Gigante é a sua capacidade tática. A australiana é uma ciclista que não tem medo de atacar, mas que, acima de tudo, sabe quando o fazer. Não é o tipo de atleta que lança ofensiva após ofensiva a ver se pega, Gigante ataca nos momentos certos e quando o faz é para marcar a diferença e isso é um ativo de valor incalculável.

É certo que lhe falta velocidade de ponta e isso pode custar-lhe algumas vitórias e, especialmente, ser penalizador em provas de um dia. Beneficiaremos nós, espectadores, porque isso a forçará a atacar.

Foto de Capa: Cycling Australia

Nets x Sixers: Quem poderá sonhar chegar às Finais? | NBA

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Sem dúvida alguma, o maior obstáculo na conferência Este para os Brooklyn Nets, quando chegarem às playoffs, serão os Philadelphia 76ers.

Salvo alguma lesão catastrófica para alguma destas equipas ou, caso uma equipa como os Bucks ou os Heat tenham uma segunda metade de época fenomenal, parece que os 76ers e os Nets estão numa rota de colisão que culminará nas finais da conferência Este. Os Sixers, neste momento, detêm o melhor recorde da conferência, enquanto os Nets têm, facilmente, três dos melhores quinze jogadores da NBA. Apesar de os Sixers estarem a jogar o seu melhor basquetebol em anos, os Nets parece que vão dominar a segunda metade da época, especialmente devido ao regresso de Kevin Durant à equipa.

Os Nets são liderados pelo seu trio incrível de Kyrie Irving, James Harden e Kevin Durant. Para além deste trio, a equipa de Brooklyn utiliza jogadores como Joe Harris, Jeff Green e Bruce Brown, bem como os ex-Sixers, Landry Shamet e Timothe Luwawu-Cabarrot como lançadores de triplo. Isto, quando as suas estrelas atacam o cesto e aliviam para fora ou então quando sofrem uma double-team.

O único poste verdadeiro desta equipa é DeAndre Jordan, que não será grande desafio para Embiid, no um-para-um. A adição recente de Blake Griffin complica um pouco o cenário para os Sixers, por ser um jogador capaz de produzir cerca de 12 a 17 pontos por jogo e apanhar a sua quota significativa de ressaltos.

Como é que os Sixers podem ganhar uma serie de sete jogos contra os Nets?

A resposta a essa pergunta é simples, a defesa.

Com tantos jogadores capazes de criar o seu lançamento, especialmente de triplo, uma excelente defesa pode ser a chave para a vitória. Colocar Matisse Tybulle no cinco inicial, no lugar de Seth Curry, é uma opção que tem de ser explorada numa possível serie contra os Nets. Ter Matisse Tybulle, um dos melhores defesas da NBA, a defender Harden ou Irving é o que parece fazer mais sentido e Curry pode jogar na segunda unidade com Shake Milton, de forma a expor a falta de profundidade do banco dos Nets.

A estatura dos Sixers também será um problema para os Nets. Independentemente de quem Joe Harris defender num possível confronto contra os Sixers, ele será exposto pelo ataque, dado que é um jogador lento e baixo para acompanhar Simmons ou Harris. A verdadeira forma de derrotar os Brooklyn Nets pode ser tão simples como expor as falhas defensivas desta equipa e jogar Thybulle no cinco inicial.

Assim sendo, é perfeitamente possível que os Sixers possam derrotar os Nets em sete jogos. A equipa de Philadelphia tem jogado de uma forma espetacular e não os vejo a desistir de jogar desse modo. Contudo, devido à experiência dos jogadores dos Nets, vejo esta série a ser ganha pela equipa de Brooklyn. Sem dúvida, caso aconteça, será uma das melhores finais de conferência Este que iremos assistir.

Foto de Capa: NBA

 

As novas dinâmicas de Rúben Amorim | Sporting CP

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Foi um mau fim de semana para quem ainda acha que Ruben Amorim é inflexível e preso sempre às mesmas dinâmicas. A sua preferência pelo 3-4-3 é óbvia, mas a realidade é que, no jogo frente ao Vitória SC, a equipa leonina apresentou-se diferente, e na minha opinião, foi a melhor exibição dos últimos jogos.

Um dos problemas que se verificou frente ao CD Tondela foi a falta de ligação do meio campo com o ataque do Sporting CP. Isto é, muitas vezes Gonçalo Inácio era obrigado a lançar longo para os alas ou extremos interiores, devido à falta de presença no corredor central. Com a entrada de Daniel Bragança no decorrer do jogo, e passando a jogar com um trio no meio-campo, a formação verde e branca impôs-se, teve mais bola e conseguiu vencer mais uma jornada da Liga.

Talvez a ausência de Nuno Santos tenha incentivado ainda mais à utilização do 3-5-2. Ruben Amorim arriscou e deu uma autêntica lição de futebol frente a um Vitória SC incapaz de contrariar a equipa leonina. O Sporting CP apresentou-se com um triângulo no meio-campo, algo que facilitou o recurso ao passe curto e a um maior controlo do jogo; João Palhinha foi importantíssimo ao evitar contra-ataques dos visitantes, enquanto que João Mário e Bragança desempenharam um papel criativo e mais ofensivo. Através desta dinâmica, os leões de Alvalade deram preferência à construção pelo corredor central, ao invés da primazia que regularmente dão às extremidades do campo.

Já em relação aos dois avançados, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás, contribuíram com as suas melhores qualidades para o jogo do Sporting CP. Enquanto que o primeiro realizava apoios frontais, TT aproveitava o espaço nas costas da defesa para desempenhar movimentos de rotura. De destacar o facto de esta tática ser bastante atrativa para jogar com Paulinho e Tiago Tomás em simultâneo, pois o internacional A é muito bom a segurar a bola de costas para a baliza. Havendo a possibilidade de puxar Pote para o trio meio campista, jogar com dois avançados de origem é algo a considerar.

Sporting CP apresentou-se com três médios e dois avançados
Fonte: Transmissão televisiva

Vi muita gente indignada com a jornalista do Canal 11 Sofia Oliveira por ter dito que o Sporting CP, em certos momentos do jogo, se apresentou num 3-4-3 diferente do habitual. Concordo em absoluto. Pedro Gonçalves é um médio disfarçado de avançado, e isso é visível pelos movimentos que apresenta ao longo da partida. Pote tem indicações para baixar no terreno para ir buscar jogo e, na partida do último sábado, não se fez exceção.

A dinâmica cruyffista que os comandados de Rúben Amorim apresentaram, à semelhança daquele que descrevi anteriormente, privilegia a posse de bola no meio-campo. Pote desempenha o papel de número dez da equipa, algo que obriga os alas a passarem da linha média do campo para a linha atacante, em apoio ao solitário avançado, neste caso Tiago Tomás. Claramente que o jovem treinador português inspirou o seu plano de jogo na filosofia de Johan Cruyff, que foi o fundador deste 3-4-3, que é bem diferente do habitual do Sporting CP.

Ao longo da partida, a dinâmica inspirada em Cruyff foi alvo de uso
Fonte: transmissão televisiva

Um dos jogadores que mais me está a surpreender é, sem dúvida, Gonçalo Inácio. O jovem de 19 anos tem sido um elemento de destaque no trio defensivo do Sporting CP, destacando-se pela boa relação com bola, facilidade no passe e bom posicionamento defensivo.

Normalmente, nos mecanismos que Rúben Amorim implementa na sua equipa, o central do meio serve para controlar o equilíbrio defensivo, contando com um papel menos preponderante com bola. O capitão de equipa, Sebastián Coates, costuma ser o jogador encarregue destas funções. Ora, com Inácio, o caso foi o contrário. O atleta, que até tem atuado do lado direito, foi uma espécie de líbero, avançando muitas vezes até à zona do meio-campo, com critério e qualidade, deixando Luís Neto e Feddal como os centrais mais posicionais.

Gonçalo Inácio tem um papel preponderante
Fonte: Transmissão televisiva

Jogar com mais elementos no meio-campo beneficia o jogo dos leões, pois permite um maior controlo da bola e menor utilização dos passes em rotura, que muitas vezes fazem os comandados de Rúben Amorim perderem a bola facilmente.

É muito importante ter várias dinâmicas para os variados momentos que o jogo exige. É bom ver que Rúben Amorim prepara o plantel do Sporting CP para, dentro do modelo de jogo dos três centrais, executar diferentes filosofias. É um treinador com o qual me identifico muito, seja a nível tático ou comunicacional.

Portugal 1-0 Croácia (Sub-21): Três pontos sem brilho

A CRÓNICA: “GAROTOS” DE PORTUGAL ESTREIAM-SE A VENCER

Primeiro jogo de Portugal no Campeonato da Europa de Sub21, num jogo sempre complicado com a Croácia, um país que tem muitos jogadores de qualidade vincados na sua história, algo que a nova geração que enfrenta este Europeu quer honrar. Ambas as Seleções entraram em campo já sabendo que a Suíça estava em primeiro lugar, depois de vencer uma Seleção que, na minha opinião, é uma das principais candidatas a vencer a competição: a Inglaterra.

A toada nos primeiros 20 minutos era de um Portugal pressionante, mais tempo com a bola, a procurar afastar a Croácia da baliza, porque parece-me que havia instruções para isso: o sector defensivo croata é o mais débil e o atacante o mais forte, pelo que sabíamos que ia ser difícil não conceder oportunidades de golo. Ainda assim, a primeira oportunidade da partida, aos 16 minutos, surgiu através de Majer, com um excelente remate de meia-distância a aquecer a luvas a Diogo Costa.

Os primeiros sinais de perigo nacionais aconteceram em lances seguidos, ao minuto 24 do jogo. Primeiro Tiago Tomás a finalizar uma jogada fantástica de Trincão contra Moro e, na sequência do canto, Diogo Queirós atirou ao poste de cabeça. Até ao intervalo, mais três boas oportunidades para Portugal e uma para a Croácia, mas o resultado não se alterou (0-0). Já começava a justificar-se uma vantagem portuguesa, pelo que iam criando em campo.

 

Os segundos 45 minutos começaram da mesma forma que os primeiros, inclusivamente com a Croácia a tentar chegar ao golo primeiro que Portugal. Tentaram-no através de um recurso que utilizaram muito ao longo da partida: o remate de meia-distância. A pontaria não estava assim tão desajustada, pelo que Diogo Costa teve sempre muito trabalho para parar as “bombas” dos croatas.

Quando aos 60 minutos começaram a mexer os bancos e Rui Jorge tira Trincão, Florentino e Tiago Tomás (três dos melhores em campo até aqui, juntamente com Queirós), fiquei perplexo e não entendi. No entanto, sete minutos mais tarde, Dany da Mota fez uma excelente assistência e Fábio Vieira finalizou com qualidade para o primeiro tento do jogo.

A partir daqui, o sentido da partida mudou, a Croácia começou a atacar mais e Portugal a conceder isso, na minha opinião, mal. Se acelerássemos podíamos ter resolvido o jogo mais cedo e ter evitado alguns sobressaltos nos dez minutos finais. Estreia com vitória contra a seleção mais fraca do grupo. A partir daqui, a qualidade dos adversários aumenta e vai ser preciso colocar a bola dentro da baliza mais vezes e não ser tão perdulários, porque temos talento suficiente para passar à próxima fase.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Diogo Costa (Portugal) e Adrian Semper (Croácia) – Os dois melhores em campo, na minha opinião, foram mesmo Semper e Diogo Costa. Sempre bem, concentrados, com uma postura de liderança (apesar de nenhum deles ser o capitão de equipa), algo que culmina sempre na transmissão de confiança para os centrais. Diogo Queirós foi o que melhor aproveitou isso, fazendo também ele uma grande exibição.

 

O FORA DE JOGO

Croácia – Depois do que vi, fico com a sensação de que são capazes de mais e melhor. Têm qualidade para tal. Penso que usaram e abusaram da meia-distância sem necessidade e demonstraram muitas fragilidades defensivas.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL 

Rui Jorge abordou este jogo através de um 4-3-3, com Florentino Luís a assumir-se como o pivot defensivo, Tiago Tomás como ponta-de-lança e encostando Pedro Gonçalves “Pote” a uma das alas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (8)

Dalot (6)

Diogo Leite (6)

Diogo Queirós (7)

Thierry Correia (5)

Florentino (6)

Gedson (7)

Vitinha (6)

Pote (6)

Tiago Tomás (7)

Trincão (7)

SUBS UTILIZADOS

Dany da Mota (6)

Fábio Vieira (7)

Francisco Conceição (5)

Daniel Bragança (6)

Gonçalo Ramos (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CROÁCIA

Igor Biscan optou também por um 4-3-3, onde as maiores estrelas são o lateral Bradaric, o médio defensivo de grande qualidade Moro e ainda Majer, encostado a uma ala. Pelo perfil da equipa, Biscan entra para discutir o jogo com Portugal, apesar de ter uma seleção menos talentosa que a nacional.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Semper (7)

Bradaric (6)

Vuskovic (6)

Erlic (6)

Sverko (7)

Franjic (5)

Moro (6)

Bistrovic (5)

Ivanusec (6)

Kulenovic (6)

Majer (7)

SUBS UTILIZADOS

Vizinger (5)

Babec (5)

Musa (5)

«A minha aventura como treinador começou no primeiro treino a mandar um jogador para o banho»: Abel Ferreira

Orgulho. Foi das primeiras palavras e das mais repetidas por Abel Ferreira no encontro com a imprensa. Orgulho de ser português. Passados 53 dias da conquista da “Glória Eterna” por parte de Abel e da sua equipa técnica, o treinador juntou a paixão do futebol e dos carros antigos para se dirigir aos jornalistas, onde admitiu já sentir algumas “saudades” destes momentos de perguntas. A par da conquista da Copa do Brasil, o dirigente luso venceu a Taça dos Libertadores, que voltou assim para a SE Palmeiras 21 anos depois. Na hora de relembrar os dois trofeus e a condecoração do Presidente da República, Abel Ferreira não fez esquecer quem o acompanhou e afirmou: “não sei se sou merecedor de receber esta medalha sozinho, são muitas as pessoas que contribuíram para que estes feitos fossem conseguidos”.

Abel Ferreira é um treinador que confia no processo, como muitas vezes faz alusão, seja em momentos de vitória ou de derrota. E é com base no método, na disciplina, na exigência, no trabalho, na determinação e na consistência com que se trabalha, que o timoneiro do SE Palmeiras acredita que reside “a diferença entre um campeão e um não campeão”. O treinador luso tem-se revelado muito versátil nas formas de jogar, entende bem os sinais e os momentos de jogo a partir do banco, mas reconhece que a aleatoriedade do futebol acaba por vezes por ultrapassar o controlo que os treinadores tentam ter a partir do banco.

Apesar de “gostar de ensinar o jogo”, Abel Ferreira reconhece que os treinadores estão “sempre nas mãos dos jogadores. Fazemos um estudo exaustivo do adversário, somos metódicos no treino, e depois estás no último segundo da Libertadores quando o teu extremo esquerdo se lembra de vir para o lado direito, e o extremo direito se lembra de ir para a área, e há um cruzamento e há um golo que decide a libertadores”.

A aventura nos bancos não começou fácil, já que no primeiro treino como treinador, Abel Ferreira teve que “mandar um jogador ao banho, o Gael Etock”. Alguns anos depois, no currículo, em equipas principais, já consta o SC Braga, o PAOK e agora a passagem pelo Brasil. O dirigente luso assume-se como treinador de projeto, e não vê outros caminhos tão cedo: “gosto de estar onde me sinto bem, feliz e realizado. Neste momento estou no Palmeiras, tenho contracto, é lá que eles me querem”.

A psicologia é uma área que se nota que Abel Ferreira nutre uma paixão. É um treinador competitivo e, confrontando com algumas dificuldades, por exemplo, de calendário, o jovem treinador encara sempre como desafios. “Eu tive três microciclos, jogo, descanso, jogo, descanso, jogo. Tens duas maneiras de olhar para isto, queixar-te da falta de isto e isto ou encaras isto como desafio. Eu como vim de uma equipa B, onde tive que perceber que hoje treino com 20, amanhã com mais três, depois com 18. Se olhares para isto como um desafio, vais tornar-te muito melhor treinador.”

É também a partir da psicologia que o treinador português tenta estar mais próximo da vitória. “Quando tu chegas a um nível de excelência de recursos humanos, de trabalho, condições de trabalho, estrutura do clube, há algo que faz a diferença que é o que está no meio das nossas orelhas. O nosso limite é que o que está dentro da nossa caixinha bem pequena, é algo que me fascina.”

É a entrar de certa forma na mente dos jogadores que Abel Ferreira conta como “brinca”, às vezes, ao trocar as posições dos jogadores durante os treinos. O dirigente acha que se “os jogadores experimentarem jogar do lado contrário faz sentir a mesma sensação que o outro jogador sente quando estão em funções invertidas. Quando no treino meto um defesa no lugar do medio passa a perceber o cuidado que tem que ter quando passa para o medio.”

A capacidade que o Abel Ferreira tem de gerir o plantel, equilibrar a equipa com jogadores jovens e mais experientes é admirável. E esta capacidade foi também uma solução encontrada no SE Palmeiras e foi, inclusive, falada no encontro com a imprensa. O treinador admitiu que gosta de lançar jovens jogadores, “mas é preciso os jogadores de suporte para fazer crescer os outros.” A passar um bom momento do outro lado do Atlântico, o timoneiro vencedor da última edição da Taça dos Libertadores sabe que haverá um momento em que passará por uma fase menos positiva, mas que faz parte da caminhada.

Bola na Rede: Recentemente abordou a impaciência que os jogadores brasileiros têm para chegar ao último terço do terreno. Falou até de um quadrado que pediu ao Gabriel para imaginar no treino. Como é que foi o desafio de disciplinar taticamente a equipa quando chegou ao Palmeiras? 

Abel Ferreira: É tu teres um diamante em bruto na frente, veres que tem qualidade, e que se o lapidares eles percebem que juntos podemos chegar mais longe que sozinhos. Porque eles sozinhos são realmente muito bons, têm muita qualidade, mas quando estamos todos podemos ir muito mais além. Tu para ensinares o jogo precisas de tempo, e quando não tens tempo, tens que adaptar um bocadinho ao que tens a tua frente. Eu falei no Gabriel Menino, falei do Veron… o jogador brasileiro gosta de correr para cima da bola e tu aqui dizes espera que a bola chegue. “Espero que a bola chegue? Mas eu consigo jogar bem sem tocar na bola?” Consegues, consegues atrair, consegues enganar sem tocar na bola, ainda para mais em equipas que fazem marcação individual. Se começares a correr para a direita e a bola para a esquerda consegues abrir espaço. Portanto, aos pouquinhos, como quem ensina a ler e a andar. Eu não comecei a correr, comecei a gatinhar, depois andar e depois a correr. O processo está mais ou menos aqui a meio. Uma parte eu abdiquei para ir ao encontro deles, e uma parte eles abdicaram para ir ao meu encontro. Apanhei uma equipa com mente e coração aberto para aceitar as ideias do treinador. E o treinador tem que ter a mente e o coração aberto para abdicar de alguns princípios com o objetivo de tirar o máximo de tirar do rendimento dos jogadores que tem para estar mais próximo dos títulos.

Sebastián Villa | De Boca à Luz são 30 milhões de distância

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Sebastián Villa é o mais recente craque apontado ao SL Benfica. O colombiano joga no CA Boca Juniors, ao lado de nomes conhecidos como Carlos Tévez e Eduardo Salvio. Com um valor de mercado a rondar os seis milhões e meio de euros, segundo dados do Transfermarkt, o extremo de 24 anos domina o pé direito, mas atua preferencialmente na ala esquerda.

O que esperar de Villa?

O extremo argentino caracteriza-se pelo seu drible, por segurar e correr com a bola, além de aproveitar o seu pé direito para explorar o jogo interior e rematar em efeito, ou então assistir um colega de equipa melhor posicionado.

Apelidado por alguns de “Sterling colombiano”, o extremo do CA Boca Juniors conta com quatro golos em seis jogos esta época, sendo que três deles foram na Primera División Argentina e apenas um na Copa Libertadores.

Segundo adiantou o jornal “A Marca” há uns dias, a direção de Luís Filipe Vieira já terá contactado o clube argentino e o empresário do jogador colombiano. O seu contrato foi renovado no passado mercado de inverno e contempla uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros, um valor que o SL Benfica vai querer baixar para perto de metade.

Sebastián Villa conta com dois títulos da Primera División Argentina, uma Supercopa Argentina e uma Categoría Primera A (Primeira Liga Colombiana) no seu currículo. Após mais de 80 jogos com a camisola do CA Boca Juniors, o extremo conta com 11 golos e 14 assistências ao serviço do clube de Buenos Aires.

Leões ao serviço da Seleção das Quinas | Sporting CP

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O Sporting Clube de Portugal é o clube com mais jogadores na Seleção “A” , chamados por Fernando Santos – Luís Neto, Nuno Mendes e João Palhinha. Estes atletas foram convocados para os três embates de qualificação para o Mundial 2022 Qatar, diante do Azerbeijão, Sérvia e Luxemburgo.

Nesta paragem para os compromissos internacionais, o plantel de Rúben Amorim regista a ausência de vários internacionais, entre os quais, Pedro Porro, internacional pela Seleção “A” espanhola, Feddal que irá representar Marrocos na qualificação para a CAN, Gonzalo Plata irá disputar dois jogos amigáveis pelo Equador e o capitão Coates irá defrontar a Bolívia e a Argentina, nos confrontos de qualificação para o Mundial 2022.

O Sporting CP tem ainda vários jogadores que foram chamados por Rui Jorge, para disputar a fase de grupos do Campeonato da Europa sub-21. O contingente leonino é composto por Luis Maximiano, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás, registando-se a incompreensível ausência do jovem defesa-central, Gonçalo Inácio que é sem dúvida uma alternativa para o futuro próximo, inclusivamente da Seleção “A”.

A convocatória de Fernando Santos traz dois leões que se poderão estrear na Seleção, João Palhinha e Nuno Mendes. Dessa forma, foi feita justiça ao melhor lateral e ao melhor médio-defensivo da liga portuguesa, dois grande talentos que têm sido fundamentais e titulares indiscutíveis no “onze” do Sporting CP. Luís Neto é um regresso à seleção portuguesa, apesar de ter pedido a titularidade para Gonçalo Inácio, soma 23 jogos nesta temporada. O defesa-central leonino já vestiu a camisola das “Quinas” em 19 ocasiões.

A par de João Palhinha, Nuno Mendes também se estreou na convocatória para a Seleção A
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

O jovem lateral-esquerdo, Nuno Mendes poderá continuar a viver o sonho. Na ausência de Raphael Guerreiro, devido a lesão, o jovem formado em Alcochete poderá ser lançado por Fernando Santos enquanto titular. O número cinco dos leões soma 18 internacionalizações, entre os escalões sub-16 e sub-21 e será, sem margem para dúvidas, o futuro lateral-esquerdo da Seleção. Um enorme talento!

Num futuro próximo, o contigente leonino às ordens de Fernando Santos, poderá ainda ser maior. O ponta-de-lança Paulinho, que nos últimos compromissos internacionais se estreou pela Seleção, tendo apontado dois golos, poderá voltar à seleção em breve. Sendo que, Pedro Gonçalves, o melhor marcador do campeonato, com 15 golos, poderá vir a ser também uma solução para o selecionador nacional.

O bom momento de forma do plantel leonino leva a que dez leões estejam nos compromissos internacionais. Mais uma prova da qualidade, talento e do rendimento que a equipa de Rúben Amorim apresenta esta temporada. Sendo ainda que, na convocatória de Fernando Santos, predominam jogadores formados na Academia de Alcochete.

Gustavo Capdeville e Manuel Gaspar: Certificado de qualidade | Andebol

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Com a partida de Alfredo Quintana e a lesão do veterano Humberto Gomes, Paulo Jorge Pereira viu-se obrigado a uma pequena evolução na posição mais recuada do terreno. No caso de Gustavo Capdeville, o jogador do SL Benfica já era a terceira opção da seleção nacional. Manuel Gaspar, por sua vez, voltava a ser escolha depois da estreia frente a Israel, em novembro passado.

O guardião do Sporting CP começou a formação no União e Progresso. Depois de dar nas vistas no clube do distrito de Setúbal, transferiu-se para os leões no escalão de juvenis. Desde aí, não só foi aposta do clube, como também da Seleção portuguesa. Com alguma concorrência pelo posto nos primeiros anos como sénior, foi emprestado ao Boa Hora durante meia temporada.

Na formação lisboeta, teve mais minutos de jogo e voltou para a casa de partida. A partir da época seguinte, (2019/2020) entrou definitivamente na rotação leonina. Agora, com apenas 22 anos, Manuel Gaspar é uma das esperanças do andebol nacional e, junto a Cudic e Skok, uma das apostas para a baliza do Sporting CP.

Do outro lado da Segunda Circular, apresentamos Gustavo Capdeville. Formado, desde sempre, no SL Benfica, fez o percurso natural dentro das paredes do Pavilhão da Luz. À semelhança do colega de seleção, também rumou, emprestado, a um clube do Andebol1. Neste caso, o Madeira SAD foi o destino para ganhar asas e voar no escalão sénior.

Capdeville atuou no Funchal durante duas épocas. Com quase 100 jogos nesse período, voltou muito mais experiente ao ninho das águias. A certo ponto, foi natural a chamada à Seleção portuguesa como o mais jovem, absorvendo os conselhos dos guarda-redes com mais experiência.

Estes dois guardiões, incluindo Diogo Valério, prometem dar muitas alegrias ao Andebol português. Com a irreverência e qualidades diferentes, complementam-se em diferentes momentos dos jogos. Ambos fazem uma dupla que, provavelmente, vai ajudar Portugal a lutar por medalhas nos Jogos Olímpicos.

Portugal 1-0 Azerbaijão: “Heróis do mar” ultrapassam onda Azerbaijão

A CRÓNICA: VITÓRIA DE PORTUGAL PELA MARGEM MÍNIMA GARANTE TRÊS PONTOS

Portugal e Azerbaijão entraram em campo em pé de igualdade no primeiro jogo da qualificação para o Campeonato do Mundo de 2022. A bola rolava em Turim e a equipa visitante alinhava a sua “muralha” ultradefensiva para travar a formação lusa.

Durante a primeira parte, a superioridade de Portugal era bastante visível, ao protagonizar diversas oportunidades de golo através das faixas laterais. Já seria previsível que o jogo seguisse este caminho. No entanto, assistiu-se a uma tremenda batalha entre o guarda-redes Mahammedeliyev do Azerbaijão e os homens de Fernando Santos. Muitos cruzamentos, muitos remates de fora de área e muitas defesas. O guardião azeri recusava-se a sofrer golo, impedindo qualquer bola que viesse na direção da sua baliza. Até que muita confiança do herói da partida deu errado. Depois de uma saída grosseira, o guarda-redes socou a bola contra o capitão dos azeri e, aos 36 minutos de jogo, avistava-se o 1-0. Um autêntico golo caído do céu colocava a Seleção das Quinas na frente do marcador.

Na segunda parte, entrou em campo um Portugal adormecido e um Azerbaijão mais atrevido no plano ofensivo. Nos restantes 45 minutos de jogo, constatou-se um jogo muito mais equilibrado, não obstante alguns momentos perigosos da Seleção portuguesa.

Portugal foi claramente mais forte, mas podíamos ter assistido a uma grande goleada, se não fosse pela falta de eficácia lusitana e a exibição fantástica de Mahammedeliyev. No entanto, a Seleção das Quinas garantiu os três pontos, o que era essencial para este jogo.

 

A FIGURA

Mahammedeliyev (Azerbaijão) – Embora tenha sido o culpado do único golo da Seleção portuguesa, penso que surpreendeu inúmeros portugueses com as suas habilidades defensivas. Nesta noite, registou 14 defesas – impressionante. Por vezes, confiança em demasia leva ao erro, e foi o que aconteceu. Infelicidade para Mahammedeliyev nessa abordagem, mas irrepreensível no restante jogo.

 

O FORA DE JOGO

Dificuldades de finalização de Portugal – A verdade é que Portugal não conseguiu atirar nenhuma vez a bola para o fundo das redes por si mesmo. Sem aquele “pequeno” erro do Azerbaijão na primeira parte, estaríamos perante uma exibição defensiva “perfeita” por parte da equipa visitante, levando apenas um ponto de Turim. É preciso fazer muito mais nos próximos jogos, especialmente contra a Sérvia.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

A formação de Fernando Santos entrou em campo em 4-3-3 com um plano de jogo muito simples: atacar e marcar o máximo de golos possíveis. Adotando uma tática que se destacava (ofensivamente) pelo envolvimento e combinação nas faixas laterais, a Seleção portuguesa criou inúmeras oportunidades golo. No corredor central, Rúben Neves e João Moutinho davam uma grande estabilidade ao meio-campo lusitano, enquanto Bernardo Silva tinha o papel de condutor e distribuidor de jogo, combinando com os laterais.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anthony Lopes (6)

Nuno Mendes (7)

Domingos Duarte (6)

Rúben Dias (6)

João Cancelo (7)

João Moutinho (7)

Rúben Neves (7)

Pedro Neto (6)

Cristiano Ronaldo (6)

Bernardo Silva (6)

André Silva (5)

SUBS UTILIZADOS 

Bruno Fernandes (8)

Rafa Silva (6)

João Félix (7)

Sérgio Oliveira (-)

João Palhinha (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – AZERBEIJÃO

Conhecendo o jogo da equipa azeri, era de se esperar que adotasse uma postura meramente defensiva. Em 4-4-1-1, procurava também surpreender o adversário no contra-ataque, apesar de ser raríssimo. Até que, na segunda parte, desconstruiu ligeiramente a sua estratégia de jogo e apostou um pouco mais no caudal ofensivo, com Ali Ghobani e Mahir Emreli mais avançados no terreno. Ainda conseguiu criar algumas oportunidades de golo, ameaçando a baliza de Anthony Lopes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sahruddin Mahammedeliyev (9)

Anton Krivotsyuk (7)

Elvin Badalov (6)

Bedavi Huseynov (7)

Makim Medvedv (7)

Azer Salahli (5)

Vugar Mustafayev (5)

Emin Makhmudov (7)

Abbas Huseynov (6)

Mahir Emreli (6)

Ali Ghorbani (6)

SUBS UTILIZADOS

Aleksey Isaev (6)

Ismayil Ibrahimli (6)

Namiq Alasgarov (6)

Anatoli Nuriev (6)

Ramil Sheydaev (5)

Acionar o FC Porto B como espaço a reativar talento e aptidão

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Com o aproximar do findar da época, o FC Porto prepara a próxima temporada de forma estratégica e gradativa. Estando atualmente a dez pontos do primeiro lugar, e a cada jornada que passa mais longe do título, os Dragões reconhecem os erros cometidos a nível interno e projetam a próxima época com uma aposta assente no futuro. Esta projeção futura está bem saliente nas várias ações que o FC Porto tem tomado, como a renovação do contrato de Otávio, um jogador extremamente relevante no plantel portista, a contratação do promissor Pepê ao Grémio de Porto Alegre e a recente subida de Francisco Conceição à equipa principal dos azuis e brancos.

No entanto, a questão que se coloca é sobre os jogadores que outrora já foram um “projeto futuro” ou uma aposta para a próxima temporada: estarão estes incluídos neste novo planeamento dos Dragões para a época que se avizinha? Jogadores como Evanilson, Fábio Vieira e Romário Baró enquadram-se neste panorama de jogadores que foram apostas na presente temporada, no entanto, por algumas razões, não se firmaram no conjunto de primeiras escolhas do treinador da equipa principal, Sérgio Conceição.

Para os leitores menos atentos aos jogos do FC Porto B, os três jogadores citados acima estiveram presentes no jogo do passado domingo contra o SC da Covilhã, a contar para 25.ª jornada da Segunda Liga. Por vezes, jogadores da equipa A que são “convidados” a jogar na equipa B, de certa forma desmotivam-se, pois constatam que, de momento, não têm espaço na equipa ou no plantel principal. No entanto, este não foi o caso de Evanilson, Romário Baró e Fábio Vieira: a cada toque que davam na bola espelhavam a enorme vontade do “eu mereço e quero estar nas primeiras opções da equipa principal”. Este “grito interior” refletiu-se no resultado de 2-1 a favor do FC Porto B, que já não vencia há quatro meses, com Evanilson e Fábio Vieira a faturarem os dois golos, sendo que Romário Baró assistiu para o primeiro golo, com um toque de calcanhar “à craque”.

Para aqueles que desvalorizam, ou dão qualquer um destes jogadores como descartado, lanço o desafio de voltarem o jogo atrás e verem a primeira parte do jogo FC Porto B x SC da Covilhã. É impossível não notar que estes três jogadores se destacam dos demais: a qualidade que apresentam está patente em várias fases e vertentes do jogo. Fábio Vieira, para além do seu fantástico pé esquerdo e da sua técnica espantosa, tem particularidades que, a meu ver, são traços de líder. Para assumir um papel preponderante na equipa, creio que o jogador precisa de mais oportunidades, ou seja, precisa de acreditar que confiam no seu talento para mudar o jogo.

Claro, atualmente, com a forma de Sérgio Oliveira e Uribe torna-se difícil para o jogador entrar no onze inicial, no entanto, pode ser um substituto direto de Otávio, como extremo que parte da direita, mas que funciona muitas vezes como terceiro médio. O jogador precisa da confiança que tem na Seleção Portuguesa de sub-21, onde soma exibições fantásticas, ou da confiança que teve no jogo contra o Manchester City, onde atuou como titular e cumpriu o papel que lhe foi atribuído.

Foto: Diogo Cardoso/FC Porto

A situação de Romário Baró é idêntica, precisa que lhe deem confiança: nas poucas vezes que entrou nos jogos da equipa principal parecia um jogador apático, sem vontade e com medo de errar. É de certo que a lesão que teve fez com que perdesse espaço na equipa, ficando tapado com a entrada de novos jogadores do plantel, porém, todos nós sabemos, e creio que Sérgio Conceição também, que o jogador é diferenciado. Recordo-me da exibição que fez na temporada 2019/20 em pleno Estádio da Luz: todos nós, ao final do jogo, dizíamos que o jogador ficava por terras portuguesas por pouco tempo, até ser contratado por algum gigante europeu.

Evanilson também é outro caso similar. O jogador tem uma característica ou aptidão que poucos têm: está no lugar certo à hora certa. Sempre que entra dentro de campo marca ou está envolvido em algum lance de golo, exemplo disso foi o golo que fez contra o Nacional na Taça de Portugal, com apenas um minuto em campo, que levou o FC Porto a prolongamento. É oportunista, algo vital num ponta de lança, que se torna valioso e consistente caso tenha mais oportunidades a titular.

Com a entrada destes jogadores nos jogos do Porto B, creio que (e quero acreditar que sim) é uma aposta do FC Porto no futuro. Sabendo que têm talento para estar no onze titular, penso que a direção do clube e os responsáveis técnicos lançam estes jogadores na equipa secundária não só como forma de ganharem alguns minutos, mas também como um modo de voltarem à estaca inicial, fase onde se sobressaíram aos outros e mostraram a vontade e o querer de estar na equipa principal. Eventualmente culpamos o treinador por não dar a confiança necessária a estes jogadores, porém, por vezes, estes próprios precisam de ganhar a garra e a petulância que outrora tiveram por si só, para então mostrarem de facto os jogadores que realmente são.