Na passada terça-feira, o Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o CD Mafra, com golos de Andraž Šporar e Bruno Tabata. Com esta vitória, os leões carimbaram acesso para a final-four da Taça da Liga, que se irá realizar em Leiria.
Numa edição diferente da Taça da Liga, em que se qualificaram os seis primeiros da Liga e os dois primeiros classificados da Liga de Honra, à passagem da 10.ª jornada. Assim, além dos clubes do principal escalão do futebol português – Sporting CP, SL Benfica, FC Porto, Vitória SC, FC Paços de Ferreira e SC Braga – disputaram os quartos-de-final, o GD Estoril-Praia SAD e o CD Mafra.
A final-four será disputada entre 19 e 23 de Janeiro de 2021, no Estádio Municipal de Leiria. O Sporting aguarda assim, qual será o seu adversário da meia-final da prova. A Taça da Liga é um dos objetivos dos leões para a presente época, que pretendem estar pela quinta vez na final e vencer o terceiro troféu para o palmarés do clube.
Na partida dos quartos-de-final, o treinador leonino apresentou várias alterações ao “onze” relativamente ao último jogo diante do Paços de Ferreira, a contar para a Taça de Portugal. Ainda assim, o Sporting dominou o encontro e foi um justo vencedor, somando a segunda vitória consecutiva sem sofrer golos.
O jovem treinador leonino promoveu várias alterações frente a um CD Mafra em clara ascensão no Futebol Português Fonte: Bola na Rede
O Sporting Clube de Portugal é, neste momento, o líder do campeonato e a equipa que melhor futebol pratica, em Portugal. Sendo aliás, o melhor ataque com 23 golos marcados e uma das melhores defesas, tendo sofrido apenas sete golos.
Para Ruben Amorim e para os seus jogadores, o objetivo é vencer cada jogo, em todas as competições, independentemente do Estádio e do adversário. Vencendo jogo a jogo, o Sporting Clube de Portugal, com Esforço, Dedicação e Devoção, pode conquistar a Glória dos títulos, tão ambicionados pelos sportinguistas.
A CRÓNICA: A SORTE PROTEGE OS AUDAZES, A VITÓRIA SORRI AOS QUE A PROCURAM
Encontraram-se, esta quarta, em Anfield (Liverpool) os líderes da Premier League. Reds e Spurs chegaram à jornada 13 em igualdade pontual e qualquer resultado que não o empate significaria liderança isolada para a turma vencedora.
A jogar em casa, com a liderança em vista, os de Liverpool assumiram por completo as rédeas da partida. Perante o seu público – ainda longe do ambiente sensacional a que Anfield nos habituou – o primeiro lance caseiro de perigo surgiu aos 11 minutos. Robertson cobrou o livre da esquerda ao qual Firmino respondeu com uma cabeçada forte e colocada, mas Lloris voou para a defesa.
A superioridade dos reds era evidente, mas só aos 21 minutos voltaram a criar relativo perigo; Salah apareceu em zona frontal e rematou muito fraco, à figura. Contudo, cinco minutos mais tarde chegava o golo. A incursão de Curtis Jones foi negada pela defesa adversária, mas Salah aproveitou a bola perdida e rematou de primeira.
Apesar da pouca preparação, a bola sofreu um desvio em Eric Dier e caiu a pingar junto ao poste direito de Lloris, sem grandes hipóteses de reação para o guardião francês. Vantagem ajustada, ainda que tenha surgido no lance de perigo com menos preparação e intenção.
A equipa de Mou, que se remetia quase por completo ao processo defensivo, chegou ao empate no primeiro remate que fez. Já depois da meia hora de jogo, Lo Celso lançou Son na esquerda no limite de fora de jogo e o sul coreano repôs a igualdade só com Alisson pela frente.
Eficácia mortífera dos Spurs a que a equipa de Klopp respondeu prontamente com o mesmo domínio, mas sem voltar a encontrar as redes de Lloris. Além do remate difícil de Firmino aos 35 minutos, não mais se criaram lances de perigo no resto da primeira parte.
A segunda parte trouxe tudo o que a primeira teve, mas levado ao extremo; um Liverpool FC ainda mais dominante, um Tottenham Hotspur FC ainda mais recuado e com ainda menos preocupações ofensivas e ainda menos oportunidades de golo para ambos os lados.
Aos 63 minutos, lá se vislumbrou um ensaio de golo. Lloris iniciou uma jogada de pinball; pontapé de baliza muito longo, Kane desviou de cabeça, Son voltou a desviar de cabeça e Bergwijn ficou isolado frente a Alisson. O holandês fez quase tudo na perfeição, mas colocou o remate em demasia e acertou no poste.
Na sequência do canto cedido por Fabinho, Hojbjerg cabeceou com perigo, ligeiramente por cima da barra. Estavam feitos mais remates na segunda parte do que em toda a primeira; o único sinal positivo da equipa de Londres em toda a segunda parte.
A resposta chegou, mas passou ainda por um processo demorado de posse, criação e destabilização do posicionamento adversário. Aos 73 minutos, Curtis tocou para Mané que rodou sobre si próprio, evitou Aurier e rematou à barra.
As substituições de Mourinho passavam um claro sinal de reforço defensivo, retirando um extremo veloz e colocando outro lateral em campo – Reguilón – mantendo sempre a esperança de poder sair em contra ataque.
Tudo parecia correr de feição aos líderes da Premier League, mas, em cima do minuto 90, Firmino voltou a testar Lloris de cabeça e desta vez levou a melhor. Com uma cabeçada colocada deixou o francês pregado ao solo, o brasileiro marcou apenas o seu terceiro golo no campeonato, mas recuperou a liderança para os campeões em título.
Hugo Lloris – O resultado esteve em discussão até aos 90 minutos – e podia ter terminado empatado – só e apenas graças às intervenções do campeão do mundo pela França. A qualidade de Lloris é sobejamente reconhecida, mas voltou hoje a prová-lo durante todo o jogo. Foram nove defesas, oito delas dentro da área – há muros e paredes mais permeáveis. Adiou o golo enquanto podia e os que sofreu pouco ou nada podia fazer.
Harry Kane – O avançado inglês, capitão e uma das maiores figuras do clube londrino passou ao lado do jogo. Tentou o golo por quatro vezes, mas em nenhuma acertou na baliza de Alisson. Além das dez perdas de posse de bola e dos quatro duelos perdidos em seis disputados, Kane apareceu completamente desligado do jogo. Fruto da estratégia, de uma noite desinspirada ou de um enorme Rhys Williams, Kane não existiu no momento defensivo, excetuando as bolas paradas defensivas, e no momento ofensivo este particularmente apagado. Mais do que pólvora seca, criatividade esgotada.
ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC
Num habitual 4-3-3, Klopp viu-se obrigado a improvisar, uma vez mais, no centro da defesa. Naquele que seria o ponto mais débil da equipa de Liverpool, Fabinho foi adaptado a central e teve como companheiro Rhys Williams.
Se as ações defensivas pudessem representar um problema para esta dupla, a tração defensiva da equipa adversária tratou de lhe retirar o peso de cima e permitiu até perceber uma bela saída de bola do miúdo de 19 anos que cumpriu o nono jogo pela equipa principal do Liverpool.
Na frente, o trio habitual; Salah e Mané nas linhas tentavam combinar com Firmino, o falso ponta de lança. Se Mané passou algo despercebido na partida, muito por culpa da anormal competência de Aurier nesta partida, a outra asa do ataque esteve no polo oposto. O egípcio, além do golo, somou mais quatro remates e mostrou-se em todos os duelos, aparecendo tanto na linha, como no centro do ataque.
O Liverpool de Klopp não efetuou qualquer alteração. Fica a dúvida se seria confiança extrema nos onze que escalou de início ou falta de confiança naqueles que tinha no banco.
11 INICIAL E PONTUAÇÃOES
Alisson (7)
Trent Alexander-Arnold (6)
Rhys Williams (7)
Fabinho (6)
Andrew Robertson (7)
Jordan Henderson (7)
Georginio Wijnaldum (7)
Curtis Jones (7)
Sadio Mané (6)
Mohamed Salah (6)
Roberto Firmino (8)
SUBS UTILIZADOS
Não houve substituições
ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC
O que parecia à partida um 4-2-3-1, rapidamente assumiu a forma de 5-3-2 em organização defensiva e raramente se viu em processos ofensivos. A intenção de Mou era óbvia; fechar completamente os caminhos da baliza de Lloris e entregar a Son, Kane e Bergwijn as despesas da produção ofensiva em contra ataque, que haveria sempre de acontecer.
À habitual linha de quatro, o duplo pivô Sissoko-Hojbjerg desfez-se constantemente para que um deles baixasse e se juntasse aos centrais. Além disso, Lo Cleso e Bergwijn desciam para se juntar ao que sobrava, normalmente Hojbjerg, e formavam nova linha de três, muito junta da anterior. “Na frente” ficavam Kane e Son, desamparados e totalmente desligados do jogo.
O golo foi um “engano” e que nada teve a ver com tática. Lo Celso provou mais uma vez a sua genialidade no passe e Son provou novamente a sua letalidade. Se tivesse resultado, estaríamos provavelmente a falar numa exibição de extrema solidariedade defensiva, mas o golo em cima do minuto 90 trouxe justiça ao marcador e evidencia a ausência de estratégia ofensiva neste jogo por parte da equipa de Londres.
Do castelo de “Onde Nasceu Portugal” veio o Vitória SC. Esta é uma das equipas que menos sofrem golos nas competições nacionais, mas, do outro lado, há uma autêntica fortaleza de manteiga… ou como quem diz: a defesa do SL Benfica. Não foi preciso esperar muito para que esta frase se tornasse tão verdade nesta partida.
Depois de 16 minutos sem qualquer emoção, houve um autêntico desbloquear do jogo. Marcus Edwards “partiu” todo o meio campo encarnado, fez o que quis e passou, em zona avançada, a Rochinha. Depois, o português só teve de ver onde estava Oscar Estupiñán para este marcar o primeiro da partida. Portanto, o habitual cenário, ou seja, vermos os encarnados a sofrer primeiro.
Isto de os jogos serem à quarta-feira e não existir o hino da Liga dos Campeões faz com que isto seja uma daquelas peladinhas que se marca com os amigos. Mas, alguém me diga onde se aluga o Estádio da Luz, pois, não deve ser nada fácil. Via-se um jogo aborrecido e bola para lá e para cá sem qualquer critério ou ideias. Por isso, fez a diferença o golo vitoriano (0-1), a única jogada com cabeça tronco e membros em toda a primeira parte.
Podia continuar a bater na mesma tecla? Podia. Se o vou fazer? Não. Como é que descobrem como foi o início da segunda parte? É só reler a linha três e quatro do terceiro parágrafo. Um exercício tão complicado tal como ser espetador atento deste “belíssimo jogo”.
Pois bem, se não acontecia nada. Houve algo para contar ao minuto 82, visto que foi marcado um castigo máximo contra o Vitória SC. Poha não podia ter entrado melhor na partida (*risos*) e fez aquilo que mais se temia: estragar a pintura que estava a sair tão bem na tela verde da Luz. Já se sabe que Luís Miguel, mais conhecido por Pizzi, raramente falha penaltis e fez o empate (1-1). Digamos que foi o suspiro forte de Jesus e companhia. Sim, um suspiro. Estava longe, mas ouvi.
Um suspiro que se deve ter um autêntico desespero, pois íamos para as grandes penalidades. Já vi grandes penalidades complicadas, mas o Benfica foi muito eficaz do que todos os 90 minutos juntos. Everton, Pizzi, Gabriel e Seferovic introduziram a bola na baliza. Já, do lado do Vitória SC apenas Pepelu marcou, pois André Almeida sonhou com o poste e Poha nem devia ter entrado. A lotaria de Natal chegou mais cedo para o SL Benfica que nos penaltis salvou uma exibição horrível, contudo, segue para a final four da Taça da Liga em Leiria.
Pepelu – A isto chama-se um jogador invisível, ou pelo menos o seu trabalho é. Passou despercebido durante todo o jogo? Sim. Mas foi a peça mais importante naquele meio campo do Vitória? Sem sombra de dúvida. A atacar, mas, principalmente, a defender foi o homem que amais trabalhou durante o jogo. Tem qualidade este jovem espanhol e se já tinha mostrado muito do seu potencial no CD Tondela, tem tudo para voltar a fazê-lo em Guimarães.
Poha – Achava que não havia possibilidade de conseguir haver uma exibição tão má ou pior do que aquela que o coletivo dos encarnados fez. Mas, pelos vistos, o jogador do Vitória SC conseguiu fazê-lo. Entrou aos 80 minutos, aos 82 minutos acaba por cometer um penalti que dá o empate ao Benfica, e depois consegue falhar um penalti no momento mais importante. Foi um descalabro. Arrisco-me a dizer, em jeito de brincadeira, que esta é talvez a pior substituição do Futebol Português.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Jorge Jesus tinha avisado que ia haver alterações no 11 inicial, mas ninguém esperava que seria uma autêntica revolução. Em relação ao último jogo, apenas quatro jogadores resistiram com a titularidade: Helton Leite, Jardel, Nuno Tavares e Rafa. No entanto, a aposta em jogadores já habituados ao 11 inicial, mas não com tantos minutos continuou. Vimos as águias num típico 4-4-2 em que Waldschmidt dava apoio a Darwin e a grande surpresa será talvez a inclusão de Julian Weigl.
Devagar, devagarinho era esta a tática dos encarnados em toda a primeira parte. O tão falado “ataque posicional” verificou-se, mas acho que a equipa de Jorge Jesus não se preparou muito bem, tendo em conta aquilo que praticou durante esta partida. Por isso, na segunda parte houve Seferovic para a posição mais avançada com Darwin a baixar. Depois, houve a entrada de Gilberto, visto que Jorge Jesus não gostou muito da atuação do jovem João Ferreira.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Helton Leite (5)
Nuno Tavares (4)
Jardel (5)
Vertonghen (5)
João Ferreira (5)
Weigl (5)
Adel Taarabt (3)
Everton (4)
Rafa (4)
Waldschmidt (4)
Darwin (5)
SUBS UTILIZADOS
Gilberto (4)
Seferovic (6)
Pizzi (5)
Pedrinho (5)
Gabriel (-)
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC
Se nos encarnados houve uma revolução, João Henriques não quis também ficar atrás no que diz respeito a alterações. Foram seis alterações em relação à última partida para a Taça de Portugal frente ao CD Santa Clara. Porém, a surpresa deve ser, sobretudo, a troca em peso da frente de ataque vimaranense, onde acabaram por entrar Marcus Edwards, Rochinha e Oscar Estupiñán. A baliza também ficou para Trmal, o guarda-redes checo. Ainda assim, continuou o 4-3-3 como já tinha apresentado na última partida.
A nível defensivo, interessante de se verificar que Pepelu é o médio mais recuado e que acabava por ser peça importante no controlo da linha e, sobretudo, para não permitir que os jogadores do Benfica jogassem entrelinhas. Quando esta situação acontecia acabava por os vimaranenses ficar num 4-1-4-1. Uma situação que funcionou muito bem, porque os encarnados estavam a ter dificuldades na tentativa de entrar pelo meio.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Trmal (6)
Falaye Sacko (5)
Abdul Mumin (5)
Jorge Fernandes (5)
Sílvio (5)
Janvier (5)
Miguel Luís (5)
Pepelu (8)
Rochinha (7)
Marcus Edwards (7)
Oscar Estupiñàn (6)
SUBS UTILIZADOS
André Almeida (5)
Quaresma (5)
Lyle Foster (5)
Poha (3)
Maddox (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
Não foi possível fazer pergunta ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.
Vitória SC
BnR: Principalmente, a nível defensivo verificava-se uma situação interessante em que o Vitória acabava por ficar em 4-1-4-1 em que o Pepelu controlava bem as bolas que entravam entrelinhas e também a bola que chegava a Taarabt. Foi esta a intenção inicial?
João Henriques: Já não é a primeira vez que o fazemos. Nós ao fazermos isso era mesmo isto aquilo pretendíamos isso. Era fechar o jogo interior do Benfica, controlar os contramovimentos dos avançados [Darwin e Waldschmidt] e fazer com que esse espaço estivesse preenchido. Baixando a linha defensiva, o objetivo era que quando recuperássemos a bola conseguíssemos explorar as costas dos centrais, procurando o lado contrário e também a profundidade. Todas estas estratégias foram aplicadas com ou menos sucesso, ora devido ao mérito do Benfica ou então demérito nosso. Contudo, estrategicamente a minha equipa esteve muito bem, principalmente a nível defensivo.
O nosso guarda-redes fez três defesas e nenhuma delas é uma extraordinária e foram boas defesas. O Helton Leite fez duas, onde uma foi difícil e outra que não teve muito trabalho. Em termos de remates, estávamos iguais. Claro que o Benfica fez mais remates e esteve por cia, mas isso só aconteceu porque marcámos primeiro e deixámos que isso acontecesse.
Fica um amargo na boca, depois deste resultado, mas ganhámos mais qualquer coisa com este jogo. Vir aqui [ao Estádio da Luz] e fazer este jogo. De estar a ganhar aqui e com tudo o que aconteceu este dias e a equipa foi solidária. Nesse aspeto, olhando para o futuro, nós saímos daqui com um horizonte mais alargado e queremos continuar o nosso objetivo no campeonato para consolidar a posição [5.º lugar].
A CRÓNICA: SEGUNDA PARTE ANIMADA, DEPOIS DE UNS PRIMEIROS 45 MINUTOS FRACOS
Sendo este um jogo a eliminar, com a possibilidade de disputar as meias-finais da Taça da Liga, nem FC Porto, nem FC Paços de Ferreira mostraram grande vontade de atacar de forma muito intensa logo desde o início. Os dois emblemas estavam bastante encaixados um no outro, sem grande espaço para trabalhar bem as jogadas.
Os primeiros 45 minutos acabaram por ter poucas oportunidades, sendo que as incursões de Luis Díaz (também não muito comuns) foram o maior destaque. O colombiano começou o jogo de forma animada, e logo ao minuto 4’ partiu da esquerda para o meio em velocidade, combinou com Corona e depois de um ressalto conseguiu rematar à baliza de Jordi, que foi obrigado a uma boa defesa.
Aos 25’, no seguimento de uma bola parada, Corona cruzou bem pela direita, e Toni Martínez cabeceou ligeiramente por cima. Foram estas as duas melhores ocasiões do FC Porto para abrir o marcador.
No minuto 34, foi a vez do Paços ameaçar a baliza contrária. João Amaral recebeu na direita, cortou para o meio, aproveitando o mau posicionamento defensivo de Uribe e Sérgio Oliveira numa transição, onde tinha bastante espaço. Rematou com força pelo chão, mas a bola saiu ligeiramente ao lado da baliza de Diogo Costa.
O destaque de Luis Díaz na primeira parte foi também evidenciado pela necessidade que Pepa sentiu em fechar mais esse flanco na segunda parte, com a entrada de Fernando Fonseca, um lateral de origem, e a passagem de Uilton para a esquerda.
A segunda metade começou mais animada. João Amaral voltou a destacar-se no ataque pacense, com mais uma boa investida a partir da direita logo aos 48’ minutos. Enfrentou vários jogadores portistas, e conseguiu novo remate à entrada da área, mas o desfecho foi também o mesmo, passando ligeiramente ao lado do poste.
Pouco depois, aos 50’ Nanú faz um cruzamento atrasado e Uribe rematou de fora da área com muito força, forçando Jordi a mostrar os seus bons reflexos. Cinco minutos depois surgiu a melhor jogada de ataque dos Dragões, com Corona muito bem a cortar para dentro da direita e a fazer um passe por cima dos centrais dos Paços para isolar Luis Díaz. O colombiano conseguiu receber, mas estava já muito em cima de Jordi. Tentou então o passe de calcanhar que deixaria Toni Martínez com a baliza ao seu dispor, mas o guarda-redes conseguiu intercetar o passe de forma sublime.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Claramente não satisfeito com o seu ataque, Pepa introduziu dois habituais titulares, Luther Singh e Douglas Tanque, aos 62’.
Aos 63’, Toni Martínez fez abanar a barra da baliza de Jordi, depois de um bom cabeceamento num lançamento longo de Corona. O FC Porto ia criando mais perigo através das bolas paradas e foi precisamente através de uma situação dessas que conseguiu abrir o marcador.
No seguimento de mais um lançamento longo de Tecatito, Pepe faz o primeiro cabeceamento, desviando a bola para o meio da área. Jordi tenta sair para socar, mas a bola acaba por cair nos pés de Sarr, que remata para uma baliza vazia. O central francês marcou o seu primeiro golo ao serviço dos dragões, e abriu o marcador aos 74’.
Logo depois do golo, num ataque rápido do FC Porto, Toni Martínez acabou por se encontrar numa boa situação para atirar à baliza de Jordi, mas rematou mal e a bola saiu ao lado.
Aos 80’, Luis Díaz fez o 2-0 depois de uma boa jogada no ataque portista. Corona recebe de forma brilhante dentro da área, abre em Nanú, que cruza de forma perfeita para o colombiano, que não desperdiçou.
Na fase mais animada do jogo, Adriano Castanheira, que tinha entrado pouco antes, reduziu a vantagem dos Dragões, com um bom golo de fora da área aos 82’. O remate passou muito perto de Malang Sarr, o que acabou por tirar visibilidade a Diogo Costa, que ficou preso ao chão.
O jogo continuou animado até ao fim, com várias oportunidades para ambos os lados. O lance que mais perigo causou surgiu já aos 93’ com um cabeceamento de Eustáquio a bater no poste da baliza portista. Esteve muito perto de conseguir levar o Paços ao desempate por grandes penalidades.
Porto está na final four!
Os “dragões” conquistaram a segunda vaga em Leiria com a vitória sobre o Paços de Ferreira.
Os golos só apareceram na segunda parte do jogo e foram da autoria de Sarr, Luis Díaz e Castanheira.
Luis Díaz – O colombiano foi o mais agitado na primeira parte, com algumas boas incursões partindo da linha do lado esquerdo, cortando para o meio. Perdeu algum destaque na segunda parte com o jogo do FC Porto mais inclinado para o lado direito, mas conseguiu sempre boas ações quando a bola chegava até ele. Para culminar a boa exibição, marcou o segundo golo dos Dragões, garantindo a vitória da equipa.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Toni Martínez – o avançado dos Dragões, que não tem tido muitas oportunidades, voltou a não conseguir fazer uma exibição que colocasse dúvidas da cabeça de Sérgio Conceição quando este escolhe quem joga na frente do ataque portista. Teve várias oportunidades de marcar golo, mas nunca conseguiu finalizar de forma competente, com alguns lances a nem sequer conseguir dar trabalho a Jordi.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
O FC Porto alinhou num 4-2-3-1 com muita mobilidade atrás do avançado. Com três extremos de raiz, Felipe Anderson, Corona e Luis Díaz, havia alguma dúvida sobre quem se iria aproximar mais de Toni Martínez. Entre os três, o mais técnico e com maior capacidade de associação com os colegas é claramente Tecatico, e foi ele a partir mais do meio. Os outros dois, jogadores mais verticais e com mais dificuldade em espaços curtos (apesar de serem os dois muito competentes neste aspecto), alinharam nas alas.
As características dos dois laterais, Nanú e Sarr, forçaram também Sérgio Conceição a optar por um sistema assimétrico. Pela direita, o lateral subia muito e Felipe Anderson aparecia mais vezes no espaço entrelinhas. Enquanto que na esquerda Sarr ficava mais perto dos dois centrais, com Luis Díaz mais colado à linha, sempre com a liberdade de trazer a bola para dentro nas suas habituais conduções de bola.
Desta forma, o FC Porto procurava sempre garantir profundidade nas alas, com Nanú e Díaz, e alguma estabilidade defensiva acrescida devido ao posicionamento mais recuado de Sarr. As “inclinações” de Corona para as alas permitiam também alguma superioridade no lado da bola.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Costa (6)
Nanú (7)
Pepe (7)
Diogo Leite (7)
Malang Sarr (6)
Sérgio Oliveira (6)
Uribe (6)
Felipe Anderson (5)
Jesús Corona (6)
Luis Díaz (8)
Toni Martínez (4)
SUPLENTES UTILIZADOS
Otávio (6)
Manafá (6)
Taremi (-)
Marko Grujic (-)
João Mário (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA
O Paços alinhou no seu 4-3-3 habitual, tentando ser compacto no meio-campo, sem nunca deixar cair demasiado as suas linhas. Sem jogar em pressão-alta, os castores são sempre bastantes incisivos a condicionar os jogadores adversários quando estes entram no seu bloco-médio. Aqui é fulcral a ação de Luiz Carlos e Diaby, muito capazes de cobrir o meio-campo pacense.
No momento ofensivo, são raras as vezes que a equipa de Pêpa sai através de bolas longas. Eustáquio é o primeiro e principal construtor de jogo do Paços, e traz uma qualidade com a bola nos pés muito interessante. Na frente, João Amaral era o extrema que descaía mais para o meio, até pelas suas origens na posição 10.
Foi evidente a falta de Douglas Tanque fez na equipa. O avançado é muito forte nos apoios frontais, permitindo que o Paços suba no relvado com a bola controlada. João Pedro, o avançado titular neste jogo, é mais forte no ataque à profundidade.
O sonho americano começou há menos de um mês para Deni Avdija. O servio-israelita foi escolhido pelos Washington Wizards com a nona escolha do Draft de 2020. Quando muitos achavam que podia estar no Top 5 e consolidar-se como o melhor “estrangeiro” da noite, acabou por cair algumas posições. Na capital dos Estados Unidos, vai tentar provar que as equipas que não acreditaram no seu talento estavam erradas.
Natural de Beit Zera, a norte de Israel, Deni começou por jogar futebol. Não satisfeito com o desporto mais popular do país, apaixonou-se pelo basquetebol pouco depois. E foi com a borracha laranja e preta entre as mãos que começou a espalhar magia pelos pavilhões. O o talento não passou despercebido ao maior clube do Médio Oriente, o Maccabi Tel Aviv, que o recrutou para as suas fileiras.
Strong start to the preseason for Maccabi Tel Aviv 17-year-old Deni Avdija. 12 PTS in 22 MIN in a win over Khimki, 16 PTS in 33 MIN against AEK. Still the preseason but he’s shown he’s more than ready to play at a high level. https://t.co/h2e1RqMR4Kpic.twitter.com/6igXpe7cOc
O percurso foi tudo menos natural na formação. Aos 16 anos e 320 dias, estreou-se na equipa principal do Maccabi, tornando-se o jogador mais novo de sempre a atuar pelo clube. Paulatinamente, os minutos foram aumentando e a confiança trouxe outros atributos ao jovem. Com isso, a fama escapou das fronteiras israelitas e depressa se tornou uma esperança do basquetebol mundial.
O radar nunca mais se desligou. Os anos foram passando e a idade para entrar no Draft (19 anos) tinha chegado. Com o sonho de jogar na NBA, Deni não deixou as raízes sem marcar o basquetebol israelita. Além de ter vencido dois campeonatos da europa na categoria de sub-20 com o seu país, também venceu a nível interno. Este ano, apesar da Covid-19, o Maccabi foi campeão e Avdija foi considerado o MVP.
De Israel a Washington são muitos quilómetros de distância. Estes, foram encurtados quando Adam Silver chamou o nome de Deni Avdija. A partir desse momento, o israelita tornou-se um jogador da melhor liga de basquetebol do mundo. As cores dos Wizards no chapéu oficializaram a mudança, que promete encantar os americanos.
Apesar de ser comparado a Luka Doncic pela história, desenganem-se. Existem alguns pontos de contacto e parecenças entre o esloveno e o israelita, mas os dois estão em patamares muito distintos. Muitas vezes as expectativas criadas mudam, pela negativa, a carreira de um jovem jogador como Deni.
A pandemia que assola o mundo neste momento trouxe consequências que podem ser irreparáveis em vários setores da sociedade. As medidas impostas para travar o agravamento do número de infetados e para se evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde – ainda que com resultados positivos para o seu propósito – serão, certamente, nefastas a curto, médio e longo prazo para o desporto de formação.
Desde março deste ano que milhares de crianças e jovens portugueses estão privados de competir no desporto que praticam e, aqueles que têm treinado, fazem-no com muitas limitações para evitar o contacto entre pessoas, no cumprimento das normas da Direção-Geral de Saúde (DGS). Esta paragem forçada está a ser duramente criticada por vários dirigentes de clubes, uma vez que representam uma interrupção no desenvolvimento enquanto atletas que pode ser irrecuperável, além dos enormes prejuízos financeiros.
No caso dos jovens futebolistas que são juniores, por exemplo, um ano sem competir pode implicar o fim do sonho de progredir para as equipas seniores do seu clube. Como não jogam e sem possibilidade de manterem o ritmo competitivo, não terão a possibilidade de demonstrar o “seu futebol” e de evoluir enquanto jogadores, o que poderá fazer com que percam a oportunidade de serem escolhidos para subir de escalão. O presidente da Confederação do Desporto de Portugal, Carlos Paulo Cardoso, deu conta destas consequências em declarações à Agência Lusa: “Do ponto de vista desportivo, estamos a perder uma geração porque, nestas idades jovens, de 14, 15 ou 16 anos, há um momento em que não fazendo aquilo naquela altura perde-se o desenvolvimento físico das pessoas.” Acrescentou ainda que “há um hiato, uma etapa de desenvolvimento que não se verifica naquele momento e que, não se verificando, não é recuperável mais tarde”.
21 de outubro e ainda não sabemos quando é que o futebol de formação vai voltar, enfim…
A ansiedade que toda esta mudança gera na vida dos atletas de formação é outro dos grandes efeitos negativos do panorama atual. Muitos sentem-se desolados por não conseguirem competir no desporto em que tanto investiram fisicamente, psicologicamente e, claro, financeiramente, uma situação agravada por não terem uma data para que tudo regresse ao normal. “Isto tem sido uma ‘montanha russa’ em termos emocionais. Há uma grande situação de incerteza desde o início da pandemia. Esta incerteza leva à ansiedade, a alguma confusão, a algum desapontamento, à exaustão e, nalguns atletas, até à frustração e à revolta, por não poderem fazer aquilo de que gostam “, afirmou à Agência Lusa o psicólogo, Jorge Silvério.
Tudo isto deverá levar a um grande número de desistências no desporto de formação, com danos irreparáveis tanto no desenvolvimento destas crianças e jovens, como na sustentabilidade dos clubes. Muitas instituições sobrevivem com o dinheiro das mensalidades pago pelos atletas dos escalões de formação, pelo que, uma diminuição significativa do número de inscrições poderá colocar em causa a continuidade destes emblemas e assim, empurrar para o desemprego treinadores, dirigentes e demais funcionários.
Com esta paragem na competição dos escalões de formação apenas estamos a contribuir para o aumento de jovens sedentários e, provavelmente, para um crescimento ainda mais acentuado dos números de obesidade infantil no país, uma vez que está mais que provada a importância do desporto para contrariar estas tendências. É urgente uma reavaliação da situação por parte da DGS e de todos os agentes envolvidos para que possamos continuar a lutar para travar esta pandemia… sem matar o desporto de formação.
Mais uma temporada no futebol português e mais confrontos entre SL Benfica e Vitória SC. Fora os eternos jogos entre Benfica, Sporting e Porto, este é um dos duelos mais jogados desde que há registos.
Esta quarta-feira, no Estádio da Luz, encarnados e vimaranenses defrontam-se novamente, desta vez a contar para os quartos de final da Taça da Liga 2020/2021.
O Bola na Rede apresenta os três principais dados estatísticos que, no meio de um ciclo de jogos frenético, especialmente para as “águias”, pode ter influência no resultado final.
A Taça da Liga ou Allianz Cup, agora com um novo modelo, volta à ribalta já no mês de dezembro com os quartos de final da prova. Totalmente adaptada às novas condicionantes a que a pandemia obriga, decorrerá apenas com oito equipas que irão disputar a chegada à Final Four, desta vez, o FC Porto irá entrar em campo para enfrentar o FC Paços de Ferreira.
Esta disputa está fortemente vincada a um sentimento de “vingança” por parte dos portistas, por, no fim de outubro, em casa dos castores, ter ocorrido umas das performances mais gélidas dos azuis e brancos aquando da derrota por três bolas a duas, um grande revés na corrida pelo primeiro lugar.
No entanto, não se deve descurar o trabalho feito por Pepa à frente deste Paços, a equipa tem fortes dinâmicas de ataque, é totalmente coesa na defesa e joga um futebol empolgante, impedindo o adversário de fazer transições rápidas.
Para este jogo, Sérgio Conceição deve apresentar um onze equivalente àquele que defrontou o CD Tondela no último sábado para a Taça de Portugal. Com uma tática de 4-4-2 com Diogo Costa na baliza; Manafá, Diogo Leite, Mbemba, Corona; Otávio, Sérgio Oliveira, Grujic, Fábio Vieira; Taremi, Marega.
Do lado pacense, Pepa deve entrar com um onze equiparável ao que defrontou o SL Benfica para a última jornada do campeonato. Com um 4-4-2 com Jordi na baliza; Reabcuik, Maracas, Marcelo, Ferreira; Costa, Diaby, Antunes, Castro; Singh, Tanque.
A CRÓNICA: UM SPORTING CP NUMA PRIMEIRA PARTE CINZENTA, OUTRO NUMA SEGUNDA PARTE COLORIDA (E GOLOS)
A tarefa não era fácil, mas os homens de Mafra queriam causar surpresa em Alvalade e ser igualmente gigantes como as pessoas do Povo que ajudaram a erguer um dos grandes símbolos do município que José Saramago retrata na sua grandiosa obra “O Memorial do Convento”. A resistência forasteira durou até aos 64 minutos, altura em que Sporting CP disparou para garantir mais um triunfo, desta vez por 2-0, que garante a passagem verde e branca à Final Four da Taça da Liga pela quarta época consecutiva.
As muitas mudanças feitas por Rúben Amorim para este encontro explicam na perfeição a entrada não tão avassaladora como ocorreu na partida de sexta contra o Paços: a falta de entrosamento e de dinâmicas entre os titulares leoninos fez com que não tivessem sido criadas lances de verdadeiro perigo para a defesa visitante, facto que ajudava o Mafra a acalmar algum tipo de nervosismo que pudesse ter por estar a jogar na casa do atual líder da Primeira Liga.
Se de lance corrido não ia lá, nem de bola parada o Sporting estava a ser capaz de levar perigo ao guardião mafrense Carlos Henriques: num livre em posição frontal ao minuto 30, o regressado Pedro Gonçalves tinha uma ocasião de ouro para abrir o marcador, só que atirou contra a barreira. Esse não aproveitamento do livre pode muito bem sintetizar o jogo verde e branco durante toda primeira parte: estava a faltar criatividade e alguma fluidez para abrir espaços no setor defensivo adversário e o encontro pedia um rasgo de genialidade que pudesse desbloquear o nulo. Plata até poderia ser o elemento capaz de fazer magia e aquecer a noite fria de Alvalade, mas o equatoriano também estava desligado do jogo, um pouco à imagem de toda a sua equipa. O descanso seria certamente útil para o Sporting redefinir a estratégia ofensiva.
Nuno Mendes e Bruno Tabata foram lançados para o jogo no início da segunda parte, numa clara tentativa de trazer outra dinâmica à equipa leonina. As substituições tiveram o efeito pretendido, já que, ao minuto 52, o número sete do Sporting quase fez o primeiro golo, mas o seu remate foi ao poste, naquele que foi o primeiro lance bem trabalhado pelo ataque do conjunto visitado. Aos poucos, os comandados de Rúben Amorim começavam a carregar sobre o Mafra que já não estava a ter tanta facilidade para sair a jogar, optando agora mais pelo futebol direto para impedir falhas na primeira fase de construção.
A resistência visitante só quebrou aos 64’: cruzamento de Daniel Bragança do lado direito a descobrir Nuno Mendes, que assiste para um golo fácil de Sporar, algo que não acontecia desde o dia um de novembro. O 1-0 era algo que o Sporting estava a precisar para conseguir estabilizar o seu jogo e ir em busca de mais golos para fechar a questão do apuramento para a Final Four. E não se teve de esperar muito tempo para ver outro golo em Alvalade…
Lance de insistência em que a formação leonina recuperou a bola já no último do terço do meio-campo defensivo mafrense, onde Plata engana bem João Miguel e cruza para Bruno Tabata cabecear e aumentar a diferença no marcador aos 70 minutos. Apesar da desvantagem, o Mafra não baixou os braços e foi à procura de reduzir a diferença, o que até podia ter acontecido à entrada dos últimos 10 minutos da partida: cruzamento do lado esquerdo, Andrezinho recebe já dentro da grande área e atira de primeira, contudo a bola acaba por sair por cima.
A partida foi-se encaminhando para o seu fim, sem mais motivos de destaque. Vitória justa do Sporting que numa exibição q.b. acabou por justificar o favoritismo antes do jogo. Uma palavra de apreço para o CD Mafra que soube dificultar a vida ao Leão e conseguiu jogar olhos nos olhos contra o conjunto leonino.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Bruno Tabata – O extremo brasileiro tinha feito uma exibição positiva na partida anterior, e hoje voltou a entrar bem no início da segunda parte. A sua entrada trouxe um Sporting mais dinâmico e esclarecido na frente de ataque, o que foi fundamental para aparecerem os golos que ditaram a vitória verde e branca. O número sete foi um dos autores dos tentos leoninos, marcando assim pelo segundo jogo consecutivo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Tiago Tomás – Se contra o Paços foi o destaque da partida, hoje contra o Mafra passou totalmente ao lado do encontro. Novamente a ser titular, o jovem avançado esteve muito escondido do jogo e nunca conseguiu criar espaços na frente de ataque leonina durante toda a primeira parte. Devido a isso, acabou mesmo por ficar no balneário, tendo sido rendido por Bruno Tabata.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
A vitória convincente na partida de sexta-feira da Taça de Portugal abriu boas perspetivas para o encontro que poderia garantir a ida à Final Four pela quarta época consecutiva. O treinador leonino Rúben Amorim tinha prometido várias mudanças no seu já bem trabalhado 3-5-2, com os grandes destaques a serem o regresso de Pedro Gonçalves e as titularidades de Daniel Bragança e Gonzalo Plata. A turma de Alvalade sabia que os visitantes estavam motivados para fazer uma surpresa, mas a vontade em voltar à Final Four era muito elevada.
No primeiro tempo, as várias alterações no onze inicial acabaram por ter um efeito negativo na forma do Sporting jogar e que tem dado bons resultados até ao momento: alguma lentidão, a ausência de criatividade para criar perigo à defesa do Mafra e foi sem surpresas que não houve grandes oportunidades nos primeiros 45 minutos do jogo e foi tudo empatado a zero para a segunda parte.
A segunda parte já foi uma conversa totalmente distinta, em que as entradas de Nuno Mendes e Bruno Tabata ajudaram o Sporting a ser mais perigoso na frente de ataque, e isso acabou por desbloquear a partida para o lado da casa que garante mais uma ida à Final Four.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luís Maximiano (6)
Antunes (5)
Gonçalo Inácio (6)
Cristián Borja (6)
Eduardo Quaresma (5)
Daniel Bragança (7)
Matheus Nunes (5)
Pedro Gonçalves (6)
Gonzalo Plata (7)
Andraz Sporar (6)
Tiago Tomás (4)
SUBS UTILIZADOS
Nuno Mendes (6)
Bruno Tabata (7)
João Mário (5)
Pedro Porro (-)
João Palhinha (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA
Com vontade de fazer história na Taça da Liga, o Mafra veio a Alvalade com o pensamento de tentar causar uma surpresa e chegar pela primeira vez à Final Four da prova. Para isso, o técnico Filipe Cândido apresentou o seu melhor onze no habitual sistema 4-4-2, com o experiente Abel Camará a ter a responsabilidade de tentar voltar a marcar como já havia acontecido no passado.
Durante o primeiro tempo, na transição ataque-defesa, os visitantes passavam a estar dispostos num 4-3-3, com Camará a baixar para extremo direito, de forma a ter mais um homem no miolo e tentar estancar a iniciativa ofensiva pelo meio do Sporting. A estratégia deu frutos já que, durante toda a primeira parte, o atual quarto classificado da Segunda Liga não teve lances de maior perigo junto da sua baliza e conseguiu manter o resultado a zero na ida para o descanso.
A resistência forasteira durou até aos 64 minutos, altura em que Sporar fez o primeiro golo da partida que ajudou o Sporting a passar à próxima fase da Taça da Liga. Mesmo depois de sofrer o 2-0, o Mafra não baixou os braços e ainda tentou fazer o golo de honra, mas sem sucesso. Uma exibição positiva da equipa da Segunda Liga mesmo tendo sofrido um desaire.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Carlos Henriques (5)
Tomás Domingos (5)
João Miguel (5)
Miguel Lourenço (5)
Gui Ferreira (6)
Cuca (5)
João Graça (5)
Carlos Daniel (5)
Rodrigo Martins (6)
Abel Camará (5)
Stevy Okitokandjo (6)
SUBS UTILIZADOS
Rúben Ramos (4)
Kaká (4)
João Cunha (4)
Andrezinho (5)
Nuno Campos (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Sporting CP
Não foi possível colocar pergunta ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim.
CD Mafra
BnR: Apesar da derrota, o Mafra bateu-se com o atual líder da Primeira Liga. Esta exibição positiva dá-lhe ânimo para o futura da sua equipa na Segunda Liga e, quem sabe, atacar a subida, visto que neste momento o Mafra está a quatro pontos do primeiro lugar?
Filipe Cândido: Nem por isso. Desde a primeira hora em que entramos no Mafra, temos os objetivos bem definidos que prendem-se com o atingir o mais depressa possível a manutenção. Eu prefiro sempre entrar forte no campeonato que foi o que fizemos com mérito, fazendo a equipa chegasse a este jogo nesta fase. Aquilo que mais pedi aos jogadores é que eles fossem na mesma fiéis às ideias que temos vindo a desenvolver na nossa Liga, poderem potenciar-se através da exibição coletiva, para depois as individualidades acabassem por se evidenciar e manifestar a qualidade que têm, e foi isso que viemos à procura de fazer. Penso que esse objetivo foi conseguido, e por isso estou feliz com a exibição feita. Obviamente triste pelo resultado, mas a essência do ser humano passa por sonhar e acreditar que é possível mesmo quando se defronta provavelmente a melhor equipa a jogar em Portugal. Isso não vai mudar em nada a nossa postura na nossa Liga, que é muito competitiva e com equipas que efetuaram um investimento mais elevado que o nosso, mas isso não nos amedronta nunca e vamos continuar a ser iguais a nós próprios, tentando valorizar os nossos ativos e, dessa forma, ser mais fortes que os adversários para vencer o máximo de jogos possível e isso é o nosso objetivo.
Chegamos a dezembro com um registo (quase) perfeito. Neste momento, o FC Porto luta por todas as competições em que está inserido, mas, numa fase tão prematura de competições como a Taça de Portugal ou a “nova” Taça da Liga é difícil e de certa forma injusto analisar ou tecer comentários sobre as prestações. Em contrapartida, examinar aquilo que está a ser o Campeonato e a Liga dos Campeões é legítimo pelo número de jogos, bem ou mal conseguidos, pela fase avançada onde se deparam.
Pela revolução a que o plantel foi obrigado – um total de nove entradas e sete saídas – seria de esperar que as dinâmicas de grupo sofressem. Afinal, a perda das peças essenciais do núcleo duro seria, sempre, uma dor de cabeça para o treinador. Foi necessário tempo de adaptação para os novos elementos do grupo, tempo que, na realidade, o clube não tinha. A liga já decorria e tornou-se imperativo não perder mais pontos, tanto para o psicológico competitivo dos jogadores, como para os objetivos cedo traçados pela direção.
Agora, no mês das luzes e do frio gélido, pelo dragão parecem aumentar os dias de sol, pois o conjunto cresce a olhos vistos. Parece que, finalmente, a equipa age como o sentido literal da palavra, unidos, com garra e com um “ser Porto” que tanto faltou em momentos cruciais da história do clube e vem gradualmente sendo estabelecida pelos que cá passam.
Os dragões tropeçaram algumas vezes na Liga, mas na Europa tem sido outra história Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Na liga, e com apenas nove jornadas em andamento, os azuis e brancos encontram-se a quatro pontos do líder Sporting CP. Os tropeços contra o CS Marítimo e contra o FC Paços de Ferreira, autênticos baldes de água fria, tornaram possível esta distância do primeiro lugar, que começa agora a encurtar-se. Com o desejo de fazer a dobradinha no campeonato e com muitas jornadas pela frente, o objetivo passara por subir, o quanto antes, ao primeiro lugar e criar separação pontual suficiente dos principais adversários.
Se no campeonato o FC Porto nem tudo corre de feição, na Liga dos Campeões, apesar do tropeço inglório no primeiro jogo contra o Manchester City FC, o clube atravessa uma das melhores prestações e mais lucrativas de sempre na competição.
Com a passagem aos oitavos-de-final assegurada é impossível prever até onde pode chegar este conjunto. É certo que as partidas começarão a ser cada vez mais complicadas, contudo, não é a primeira vez que os azuis e brancos surpreendem na competição e este ano pode ser um desses momentos “iluminados” que surpreende a Europa.
Em causa fica a condição dos atletas, que com a entrada em ação na Taça de Portugal e a consequente Taça da Liga, o descanso será diminuído pela afluência de jogos correntes. A fatiga pode chegar e com ela lesões que desfalcam a equipa.
É demasiado cedo para alguém cometer o erro de determinar o sucesso desta época, contudo, os indicadores são positivos para uma equipa como a do FC Porto as expectativas são altas. Assim, ganhar as competições em que se está integrado (com exceção da Champions onde o poderio financeiro manda no futebol) deixa de ser uma opção e torna-se um dever.