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Os 10 jogadores mais jovens a estrearem-se no século XXI

Quando um jovem se estreia por qualquer equipa que seja, é sempre motivo de notícia e muita especulação. O último dos jovens chega-nos do BVB Dortmund, que tem lugar nesta lista. Em geral, os jogadores que se estreiam com idade precoces acabam por ser associados a craques promissores e a serem comparados a outras grandes estrelas.

O que este ranking nos diz é que a tendência é o atleta não confirmar todo o seu potencial, sendo que outros ainda estão à procura do seu espaço no futebol. Destaque para uma formação italiana, que vais ficar já a conhecer, que parece gostar de lançar jovens. Entre caras mais conhecidas e outras que nos passaram ao lado, que ilações tiras?

Taça 1947 | SL Benfica 3-3 UD Oliveirense (4-2 GP): Encarnados carimbam passagem à final

A CRÓNICA: GRANDES PENALIDADES DÃO BILHETE DA FINAL AO SL BENFICA

A vila do Luso é, durante este fim de semana, o epicentro do Hóquei em Patins nacional com a festa da Taça 1947. Este sábado, o encontro entre o SL Benfica e a UD Oliveirense abriu as hostilidades das meias-finais da Taça 1947. O jogo precisou de grandes penalidades para decidir o resultado, que terminaram com a vitória do SL Benfica.

O primeiro golo do jogo surgiu pouco depois do apito inicial. Aos dois minutos, Eduard Lamas explorou o remate de longe e foi feliz, inaugurando o marcador. Depois do golo, as duas equipas passaram por um deserto de ideias, com poucas chances de perigo. No entanto, nos últimos minutos da primeira parte, a equipa de Oliveira de Azeméis cresceu em termos qualitativos.

Resultado disso, foi o tento que deu o empate. A UD Oliveirense aproveitou um ataque trabalhado, onde esgotou os 45 segundos e Marc Torrá, na insistência, foi o autor do um igual. Até ao intervalo, ainda houve tempo para o SL Benfica voltar à frente do marcador. O capitão dos lisboetas, Valter Neves, fixou o placard dos primeiros 25 minutos em 2-1.

Depois de o ambiente ter aquecido após um golo anulado à UD Oliveirense, o jogo arrefeceu no regresso dos balneários. Foram precisos 11 minutos para vermos novamente um golo. Valter Neves bisou no encontro e dilatou a vantagem encarnada. Depois de uma fase menos assertiva no encontro, a formação de Oliveira de Azeméis encurtou para 3-2 após um excelente golo de Jordi Bargalló.

Quando o resultado parecia fixado, a UD Oliveirense ainda tinha uma palavra a dizer. Após a conversão de um livre direto, Lucas Martínez empatou o jogo a três bolas e, portanto, era preciso jogar mais dez minutos de prolongamento para decidir quem era o primeiro finalista da Taça 1947.

Depois de dez minutos sem golos, as grandes penalidades decidiram o jogo. Pedro Henriques foi o herói e colocou o SL Benfica na final da competição. Agora, os encarnados esperam o vencedor do encontro entre o Sporting CP e o Tomar para saber quem vai ser o adversário na final.

A FIGURA

Valter Neves – O capitão do SL Benfica bisou no encontro e foi o primeiro marcador na lotaria das grandes penalidades. Aos 37 anos, o internacional português continua ao mais alto nível nas quadras nacionais.

O FORA DE JOGO

Desacerto da UD Oliveirense nas Grandes Penalidades – É ingrato ter de escolher um lado negativo neste belo encontro de Hóquei em Patins. A equipa de Oliveira de Azeméis até esteve na frente, mas duas grandes penalidades falhadas colocaram os encarnados na final da competição.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Os encarnados começaram a ganhar e a dominar, mas, principalmente a meio da primeira parte, passaram por dificuldades. Na segunda parte, depois de estar sempre em vantagem, sofreu o empate com dois golos nos minutos finais.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Henriques (7)

Valter Neves (8)

Edu Lamas (6)

Miguel Vieira (6)

Lucas Ordoñez (5)

Sergi Aragonez (-)

Carlos Nicolia (6)

Diogo Rafael (6)

Danilo Rampulla (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

A equipa de Paulo Pereira não entrou bem no encontro. Sofreu um golo cedo e demorou a encontrar a identidade no jogo. Com a entrada de Marc Torrá, a formação de Oliveira de Azeméis cresceu no encontro e criou boas oportunidades de golo. Na segunda parte, estiveram quase sempre em desvantagem, mas chegaram ao empate e obrigaram ao prolongamento.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nélson Filipe (7)

Pedro Moreira (6)

Jorge Silva (6)

Jordi Bargalló (7)

Henrique Magalhães (6)

SUBS UTILIZADOS

Marc Torrá (8)

Lucas Martínez (7)

Vítor Pinto (-)

João Almeida (6)

Foto de capa: SL Benfica

Vasco Seabra não merecia ser despedido do Bessa

A movimentação no mercado do Boavista FC nada fazia prever o desfecho que a nona jornada trouxe; a administração axadrezada acertou a rescisão com Vasco Seabra. Miguel Cardoso e Jesualdo Ferreira são os nomes apontados à liderança do plantel do Bessa. No entanto, nesta altura parece que Jesualdo Ferreira é praticamente um nome certo para a liderança da equipa axadrezada.

Em momento oportuno tracei uma época gloriosa para o clube da cidade invicta, mas se há algo que o futebol rejeita liminarmente são “futurologias”. A qualidade individual que previ no plantel comprovou-se, mas não foi suficiente. Faltou combiná-la e transformá-la num jogo coletivo igualmente forte.

A vitória caseira frente às águias (3-0) na sexta jornada prometia ser o ponto de viragem, mas seguiram-se mais uma derrota, uma vitória e dois empates – o triunfo, no entanto, foi apenas no prolongamento frente ao FC Vizela (0-1), para a Taça de Portugal.

O maior receio que tracei no final de setembro confirmou-se; à mínima instabilidade e escassez pontual, recai tudo sobre o treinador e o chicote estala com a mesma facilidade e leveza com que Alberth Elis passou por Vertonghen e chapelou Vlachodimos.

É certo que os resutados roçam o paupérrimo; dez partidas oficiais, apenas duas vitórias, cinco empates e três derrotas. 11 golos marcados e 15 sofridos. São resultados muito curtos e um desempenho defensivo demasiado frágil para o plantel que apresenta.

No entanto, não é menos verdade que o plantel é praticamente todo novo, com os jogadores a criarem os primeiros laços de química e entrosamento não só entre si, mas também com o treinador. Não seria também de esperar um arranque possivelmente lento, com alguns dissabores?


Novos tempos, novas realidades; à falta de público no estádio, a pressão é agora feita nas redes sociais, nas caixas de comentários, onde se pode ler de tudo. Do zero ao 100 em dois comentários. O mais fácil neste momento será apontar mil e uma razões para o insucesso deste “casamento” de Vasco Seabra com as panteras, mas o principal, parece-me, foi a junção de juventude e falta de experiência da quase totalidade do plantel com a do prórpio treinador.

O que é feito do bom e velho “tempo”? Vasco Seabra é despedido com menos de dez partidas disputadas e isso é insuficiente para implementar uma ideia nova de jogo com um plantel remodelado. Sim, porque a ideia de jogo é completamente diferente da que o Boavista FC propõe há anos e talvez aí esteja a chave para uma decisão precoce e pouco ponderada.

Abandonar o grito e a abordagem aos lances como se fossem o último custa à massa adepta e associativa, mas a nova proposta era mais agradável para quem gosta de futebol. Bola no chão, envolvimentos elaborados e jogadores de enorme qualidade técnica entre linhas.

Convém não esquecer que Angel Gomes tem brilhado pela sua qualidade inata, mas também precisamente por causa da proposta de jogo de Vasco Seabra. Peçam-lhe agora para jogar na raça e no choque e vamos ouvir dizer daqui por uns tempos que afinal era um flop…

Contratar Vasco Seabra prometia ser uma aposta na continuidade, num projeto paciente, demorado e, acima de tudo, palneado. A abordagem ao mercado de transferências apontava também para isso, mas estamos em Portugal, o país à beira mar plantado que espera resultados do dia para a noite. Ao mesmo tempo, é o país que está sempre pronto para bater os recordes de treinadores despedidos ccom poucos meses de trabalho.

Este despedimento diz mais da qualidade do dirigismo português do que da qualidade do Vasco ou do plantel axadrezado. Ombrear com os grandes também exige que se pense comc tal. Veremos o que o futuro reserva a este Boavista FC nesta temporada desportiva.

Sporting CP 3-0 FC Paços de Ferreira: Onde vai um Leão, vão todos em busca de chegar ao Jamor

A CRÓNICA: DEPOIS DO TROPEÇÃO, VEM A REAÇÃO

O mote tinha sido dado por Rúben Amorim depois do tropeção do Sporting em Famalicão, e os jogadores ouviram bem a mensagem: num claro rugido de revolta, o Leão foi demasiado letal e venceu por 3-0 um Castor em claras dificuldades durante todo o encontro, garantido a passagem à próxima eliminatória da Taça. É caso para dizer: “Onde vai um Leão, vão todos em busca de chegar ao Jamor”…

O Sporting entrou com a clara intenção de marcar logo nos primeiros minutos, pressionando altamente o Paços que, ao contrário do que se verificou na Luz, não estava a conseguir impor o seu jogo e sair a jogar. O primeiro lance de perigo surgiu aos 11 minutos pelos pés do espanhol Pedro Porro que se livrou da marcação de três defensores pacenses com uma bela finta de corpo e rematou para uma defesa difícil de Jordi Martins. Três minutos depois, seria o capitão Coates a estar perto de marcar na sequência de um canto, contudo o desejo de celebrar acabou por não se concretizar.

As duas ocasiões para o lado da casa não abalaram o conjunto visitante que conseguiu estabilizar o seu jogo a partir do minuto 20, mas a vontade verde e branca de continuar o caminho até ao Jamor falou mais alto: minuto 27, o cabeceamento de Nuno Santos deixou Tiago Tomás na cara de Jordi, e o avançado não desperdiçou a oportunidade para inaugurar o marcador em Alvalade. O golo marcado veio tranquilizar o Sporting, embora a procura por mais golos não fazia abrandar o ritmo, sobretudo o lado esquerdo formado pela dupla N (Nuno Mendes e Nuno Santos) que estavam em grande plano de evidência até ao momento.

Pela primeira vez titular, Bruno Tabata também estava a exibir-se bem e podia ter celebrado esse facto com um golo à passagem do minuto 41 após uma bela jogada coletiva, só que, em zona de tiro, o seu remate saiu muito por cima. O brasileiro deve ter visto o filme “Déjà Vu” do já falecido realizador britânico Tony Scott, pois voltou a ter um lance (um pouco) idêntico, mas desta vez acabou por dar em golo: após um bom trabalho de Tiago Tomás, o número sete recebeu a bola e atirou em arco para um belíssimo tento que aumentou a diferença para dois golos mesmo antes do descanso.

Bastante descontente com a exibição na primeira parte, Pepa lançou no reatamento da partida Uilton Silva e Mohamed Diaby para os lugares de Hélder Ferreira e Bruno Costa respetivamente. Os visitantes tentaram esboçar uma reação e conseguiram até encostar o Sporting à sua área, trazendo maior interesse a um jogo que já estava bem encaminhado para a turma de Alvalade. A boa intenção forasteira não se estava a traduzir em oportunidades, sendo que o único lance digno de registo foi o livre frontal de Martín Calderón que não causou perigo a Adán ao minuto 62.

Como já estamos habituados à velha máxima “Quem não marca, sofre”, foi sem supresa que apareceu o terceiro: livre batido na perfeição por João Mário para a cabeça de João Palhinha que se estreou a marcar nesta temporada e aumentou a diferença no marcador aos 64’. O alcance do 3-0 permitiu ao técnico Emanuel Ferro fazer mudanças para poupar alguns jogadores como João Mário, e fez entrar Matheus Nunes e Sporar para o que faltava disputar da partida. De seguida, assistiu-se a um pequeno festival de desacerto da dupla atacante entretanto formada por Tiago Tomás e Sporar, o que impediu o aparecimento do quarto golo em quatros lances praticamente seguidos uns dos outros (68’, 71’, 76’ e 83’).

O tempo correu a passos largos para o fim, e, até se ouvir o apito do árbitro para o final do jogo, não aconteceu mais nada que fosse importante registar, a não ser o facto do Sporting garantir a passagem à eliminatória seguinte da “Prova Rainha”. Um triunfo claro e sem grandes motivos de discussão, em que o discurso aguerrido de Rúben Amorim uniu os jogadores para que mostrassem uma face distinta daquela exibida em Famalicão. Onde vai um Leão, vão todos e a ambição em garantir a presença no Jamor fez a diferença na partida em Alvalade.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Tiago Tomás – O regresso à titularidade do jovem avançado leonino foi em grande: desde o triunfo frente ao CD Tondela que o número 19 não começava de início, e aposta foi acertada. Abriu o marcador e assistiu para o 2-0, mostrou sempre disposição para dar uma solução para o jogo leonino ofensivo progredir. Não fosse o desacerto na segunda parte e Tiago Tomás poderia ter festejado por mais vezes no jogo de hoje.

O FORA DE JOGO

Sporting CP x FC Paços de Ferreira
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Bruno Costa – O número dez dos pacenses até tem sido um dos grandes destaques neste excelente início de época da equipa da Cidade do Móvel. Contudo, o médio passou totalmente do jogo, não conseguindo ter bola e isso acabou por ser um dos grandes motivos para o Paços não ter criado qualquer lance de perigo na primeira parte. Foi sem surpresa que acabou por ficar no balneário, tendo sido rendido por Diaby no reatamento da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Após o tropeção em Famalicão, o Sporting pretendia dar uma resposta em grande na eliminatória da Taça de Portugal. Rúben Amorim fez três mudanças face ao jogo anterior: regresso de Nuno Mendes recuperado de lesão, Tabata rendeu o castigado Pedro Gonçalves e Tiago Tomás voltou a ser titular, ocupando o lugar de Sporar. O 3-5-2 leonino continua a mostrar grande qualidade e excelente dinâmica ofensiva, daí que a passagem à próxima eliminatória da Taça nunca tenha estado em verdadeiro perigo.

No primeiro tempo, a dupla N (Nuno Mendes e Nuno Santos) estiveram a todo o vapor no lado esquerdo, sendo que as boas jogadas foram criadas neste flanco. Os dois golos apontados antes do intervalo vieram dar justiça ao resultado que premiava uma exibição positiva até ao descanso. O início da segunda parte pressionante do Paços ainda deixou o Leão em aviso para não relaxar, só que o golo de Palhinha selou completamente a vitória verde e branca. Ainda se assistiu a uma sequência de falhanços de Tiago Tomás e Sporar que impediram o avolumar do marcador.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

António Adán (6)

Pedro Porro (6)

Zouhair Feddal (6)

Sebastián Coates (6)

Luís Neto (6)

Nuno Mendes (7)

João Palhinha (6)

João Mário (6)

Bruno Tabata (7)

Nuno Santos (6)

Tiago Tomás (8)

SUBS UTILIZADOS

Antunes (5)

Matheus Nunes (5)

Andraz Sporar (5)

Gonzalo Plata (-)

Gonçalo Inácio (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Depois da boa exibição conseguida contra o SL Benfica, o conjunto pacense apresentou-se na Luz no seu típico 4-4-3 com três alterações face à última partida: Marco Baixinho, Luiz Carlos e João Amaral foram titulares no encontro da Taça de Portugal. A forma como o Paços jogou fazia prever um jogo disputado em Alvalade, mas as previsões iniciais saíram totalmente erradas…

Talvez algum desgaste da partida na Luz, os comandados de Pepa não evidenciaram a postura irreverente e aguerrida e sentiram grandes dificuldades para criar lances de perigo a Adán. O não aparecimento de Stephen Eustáquio e Bruno Costa pode muito bem explicar esta exibição mais pálida durante os primeiros 45 minutos. O descanso fez bem aos castores que entraram com vontade de reagir à desvantagem no marcador e até conseguiu encostar o Sporting à sua área, mas o golo de Palhinha travou essa tentativa de reação. Um jogo que Pepa quererá rapidamente esquecer certamente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi Martins (5)

Fernando Fonseca (5)

Hélder Baixinho (4)

Marcelo (4)

Oleg (5)

Luiz Carlos (4)

Bruno Costa (3)

Stephen Eustáquio (4)

João Amaral (5)

Hélder Ferreira (4)

Douglas Tanque (4)

SUBS UTILIZADOS

Uilton Silva (4)

Mohamed Diaby (4)

Martín Calderón (4)

Adriano Castanheira (4)

João Pedro (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Focando na exibição de Tiago Tomás, a equipa técnica sente que ele rende mais como a referência do ataque leonino ou a atuar como ala?

Emanuel Ferro: Cada jogo é um jogo, e a estratégia que procuramos implementar é em função dessas caraterísticas e o rendimento de um jogador numa ou outra posição depende muito disso. O Tiago (Tomás) é um avançado que, no nosso modelo, as suas caraterísticas podem funcionar como ponta de lança ou jogando mais a ala, e sentimos que tendo essa polivalência em duas posições ofensivas, a sua contribuição pode ser mais produtiva, em função também dos momentos do jogo. Inclusive já jogou na direita em alguns períodos de jogos anteriores porque o nosso modelo também o permite, e sobretudo a identificação dos jogadores com o mesmo acaba por facilitar a sua integração em diferentes posições.

FC Paços de Ferreira

BnR: Em relação ao jogo na Luz, o Paços de Ferreira sentiu algumas dificuldades para sair a jogar durante o primeiro tempo. Sente que isso foi um dos motivos que explicam a derrota de hoje? E o que disse aos seus jogadores no descanso para mostrarem uma postura mais aguerrida no início da segunda parte?

Pepa: Pagamos muito caro esta frequência de jogos, e, na verdade, já na primeira parte sentimos um desgaste emocional fora do normal. Muita precipitação com bola, não estávamos a conseguir encurtar as segundas bolas, o Sporting conseguia ligar dentro para depois procurar a profundidade com a bola descoberta de uma forma constante e a verdade é que na primeira parte estivemos irreconhecíveis. Sabíamos da dificuldade da sequência de jogos – Benfica, Sporting e Porto na quarta -, mas tínhamos de estar ao nosso melhor nível não só em termos físicos, e, quando digo físicos, advém muita coisa.

A concentração num jogo tem um desgaste tremendo: o facto de ter de estar ligado e concentrado o jogo todo, encurtar espaços e coberturas, e nós sentimos rapidamente desde a primeira parte que isso não estava a acontecer. E quando assim é, encontramos um Sporting que está muito bem e a atravessar uma fase tremenda. Quando não estamos ao nosso melhor nível, torna-se praticamente impossível discutir o jogo e assim foi na primeira parte, em que o jogo ficou praticamente arrumado. No segundo tempo, tentámos reagir, mas mais uma vez sem o discernimento normal, embora fizemos de tudo para fazer um golo e voltar à discussão do resultado, mas sem sucesso.

FC Porto 97-72 UD Oliveirense: Dragões permanecem indomáveis e invencíveis

A CRÓNICA: REGRESSO EM PESO DA EQUIPA DO FC PORTO DITA MAIS UMA VITÓRIA

Quase um mês exato depois do último jogo oficial, a equipa do FC Porto recebeu, no Dragão Arena, a UD Oliveirense num jogo que se previa renhido. Dado o tempo que os dragões levavam sem competir, dado um surto de COVID-19, e a qualidade já reconhecida da equipa de Oliveira de Azeméis, era esperado um encontro bastante equilibrado que podia pender para qualquer um dos lados.

No entanto, a turma de Moncho López quis contrariar as probabilidades e mostrou que ter estado sem jogar não foi impedimento para vencer pela sétima vez consecutiva para o campeonato. A equipa do FC Porto entrou muito forte, também a contar com o regresso de Tanner McGrew mais de um ano depois, e também bastante certeira no encontro.

Apesar da diferença pontual entre ambas as equipas não ter ultrapassado os dez pontos no primeiro período da partida, era notório que os dragões estavam bem alinhados no encontro face a alguma desorganização defensiva da UD Oliveirense. Os primeiros dez minutos do encontro ditaram um 23-18, a favor da equipa da casa.

O segundo quarto transpareceu o mesmo que o primeiro, poucas diferenças se sentiram. A equipa de Norberto Alves começou a apostar em jogadas a nível do contra-ataque e, quando este não era possível, a preferência pelo jogo interior fazia a diferença. Os visitantes conseguiram aproximar-se dos azuis e brancos, estando apenas em desvantagem por três pontos, mas o intervalo chegou e o marcador anunciava um 48-36 favorável ao FC Porto.

Após o descanso, a formação portista tomou pleno controlo do jogo até ao final. Apesar de um terceiro período mais tremido em termos de parcial das equipas (20-18) e a saída forçada de Max Landis por lesão, o FC Porto quase não deu hipótese à UD Oliveirense, dada a exibição dos restantes jogadores de Moncho López.

Os dragões permaneceram sempre em vantagem no encontro e, à medida que os minutos passavam, o resultado estava cada vez mais fechado. O FC Porto venceu a UD Oliveirense, com uma vantagem de 25 pontos, terminando a partida num 97-72 e permanecendo invencível na Liga.

 

A FIGURA

FC Porto Toda a equipa dos dragões, desde o cinco inicial a todos aqueles que entraram para render na quadra, foram imprescindíveis para a exibição e o resultado obtido pelo FC Porto. Depois de não competir oficialmente há um mês, a equipa mostrou que esse fator não foi impedimento para a grande exibição coletiva que demonstraram.

O FORA DE JOGO

Lesão de Max LandisApós um lançamento na passada, já a dois minutos do final do terceiro período, Max Landis encontrou Feliciano Perez no caminho e, ao finalizar a jogada, acabou por apoiar mal o pé direito no solo. Max Landis é, indiscutivelmente, um dos jogadores mais influentes da equipa do FC Porto e a sua lesão podia ter tido outro tipo de repercussões na maneira de jogar da formação de Moncho López.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Moncho López entrou no jogo com o melhor cinco que tinha à sua disponibilidade, dados os constrangimentos que o último mês impôs à equipa. A sorte foi aliada da pontaria dos jogadores, essa que não faltou.

O FC Porto, quando em transições defensivas, marcava em todo o campo e com marcação cerrada homem a homem, trocando bastantes vezes de jogador quando eram necessários bloqueios defensivos. A nível de transições ofensivas, os dragões aproveitavam algumas distrações na defesa da equipa de Oliveira de Azeméis, e optavam bastante pelas jogadores interiores, quer “eurosteps” quer lançamentos mais curtos e à tabela. Quanto estes não eram possíveis, Brad Tinsley era o homem de serviço da linha de três pontos.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Larry Gordon (8)

Max Landis (7)

Miguel Queiroz (6)

Brad Tinsley (7)

Vlad Voytso (5)

SUBS UTILIZADOS

Eric Anderson Jr. (7)

Pedro Pinto (6)

Tanner McGrew (6)

Francisco Amarante (5)

João Torrie (6)

João Soares (7)

Ricardo Neves (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Norberto Alves escolheu o mesmo cinco inicial do último encontro que disputaram frente ao Barreirense e o seu estilo de jogo também permaneceu o mesmo.

Apesar de algumas distrações, a UD Oliveirense recorreu à marcação individual quando necessitava de defender. Poucas trocas eram efetuadas, o que tornou a defesa algo “estática”, mas a igualdade de alturas entre os jogadores de ambas as equipas acabou por ser um fator determinante para essas trocas defensivas não acontecerem.

Nas transições ofensivas, a equipa de Oliveira de Azeméis optava, sempre que possível pelo contra-ataque. Alguns dos jogadores da equipa conseguiam aproveitar a velocidade e a confusão na defesa portista para tirar partido no marcador. Quando o contra-ataque não era possível, Norberto Alves escolhia utilizar o jogo interior da equipa. A utilização de passes rápidos ou de jogadas estudadas foram, muitas vezes, aliadas da UD Oliveirense. Foram consistentes nesses estilos de jogo e também na pontuação (a equipa conseguiu concretizar 18 pontos certos nos quatro períodos do encontro).

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Justin Alston (7)

José Barbosa (5)

Thomas de Thaye (7)

João Grosso (7)

Travis Munnings (6)

SUBS UTILIZADOS

Ec Matthews (8)

João Guerreiro (5)

Renato Azevedo (5)

Rui França (5)

Feliciano Perez (6)

Francisco Albergaria (5)

Académica AAC 77-68 CAB Madeira: CAB foi amigo da Briosa

A CRÓNICA: LÁ VAI UM, LÁ VÃO DOIS… TRÊS JOGOS A GANHAR

Podíamos estar a falar das pombinhas da Catrina, mas é a Académica quem está a voar na Liga Portuguesa de Basquetebol. A equipa de Coimbra arrecadou a terceira vitória consecutiva frente ao CAB Madeira e parece ter-se encontrado consistentemente com os bons resultados.

Num fim de semana de jornada dupla, o Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia recebeu um duelo entre duas equipas envolvidas na mesma luta, o que se notou na intensidade imposta por ambas. De um lado, com duas vitórias consecutivas e a viver o melhor momento da temporada, a Académica, do outro, a tentar reerguer-se do desaire frente ao Imortal, o CAB Madeira.

O primeiro quarto teve sinal mais do CAB. Um ataque agressivo e uma defesa que apanhou a Académica desprevenida foram os fatores que levaram a este bom início. Ivo Rego, técnico da casa, parou o jogo cedo para travar o ímpeto dos visitantes. E assim foi, a Académica melhorou, mas foi o CAB a sair na frente do primeiro período com uma vantagem de 22-21.

Relvão, vindo do banco, e McCoy foram os responsáveis pelo melhor rendimento da Académica no segundo quarto. O primeiro trouxe maior domínio nas zonas interiores e o segundo assumiu as despesas ofensivas da equipa. No entanto, os triplos de Kolstad mantiveram o jogo favorável aos madeirenses. O resultado ao intervalo era de 41-34 para os visitantes.

Para quem queria recuperar de um resultado negativo, a Académica cometeu muitos turnovers no início do segundo tempo. Depois, apareceu Diogo Gameiro de mão quente e a pautar com elegância o jogo da equipa orientada por João Paulo Silva. Num período de altos e baixos, os insulares pareciam ter tudo para fechar o jogo, mas não foi assim. A Académica subiu a defesa para campo todo e conseguiu vários roubos que deram pontos fáceis. Ainda assim, continuava o CAB na frente por 59-55.

A decisão do vencedor ficou assim guardada para o fim. A Académica deu continuidade ao seu bom momento e o CAB perdeu-se no jogo. Completamente galvanizados, os estudantes empenharam-se como nunca na partida e levaram de vencida o seu adversário. A equipa da Madeira teve o jogo na mão, mas deixou-o fugir. O resultado final foi 77-68.

A Académica permanece na senda dos bons resultados e marca posição frente a um adversário direto na luta pelos playoffs. No entanto, não é tempo para descansar. A Académica tem encontro marcado, no domingo, no Algarve (e não é para férias), onde vai jogar frente ao Imortal. O CAB tem que se despachar a fazer as malas e regressar à Madeira, onde, no mesmo dia, vai defrontar o Vitória SC.

 

A FIGURA

Robert McCoy – Os 31 pontos que marcou valeram-lhe o título de melhor marcador do jogo. Foi o mais regular em toda a partida. Mesmo quando a Briosa esteve mal, foi ele a dar o sinal mais e contribuiu muito para a vitória final. Muito eficiente nos triplos (quatro concretizados em cinco tentados) e muito atlético para ajustar os seus tiros perto do cesto quando tinha jogadores mais altos à sua frente. Excelente exibição.

O FORA DE JOGO

Ashford Golden Demasiada desinspiração. Incapaz de desequilibrar através do tiro exterior, não encontrou outra arma para ser influente. Na defesa, ficou constantemente preso nos bloqueios dos adversários e foi demasiado soft.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA AAC

Correr, correr, correr. Foi muito por aí que passou o plano de jogo da Briosa. Dois motivos para isso: não deixar a defesa zona do CAB ser montada e dificultar a vida na recuperação defensiva aos jogadores mais pesados e mais lentos do CAB, nomeadamente os lituanos Grabauskas e Gydra. Para atacar essa mesma zona, a equipa tentou promover passes rápidos pelos seus jogadores para tentar desmontar a estratégia do adversário.

No seu meio-campo, os estudantes ressentiram-se da ausência de Josh McNair e passaram mal na defesa do jogo interior. Para tentar contrariar as adversidades, o treinador da Académica também experimentou a defesa zona 2/3. Ainda assim, foi mesmo com a defesa a campo inteiro que foi buscar o jogo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Malcolm Richardson (5)

Ashford Golden (4)

Robert McCoy (8)

Krassimir Pereira (5)

Bakary Konate (5)

SUBS UTILIZADOS

Paulo Caldeira (6)

André Mendes (6)

Nuno Brito (-)

Daniel Relvão (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CAB MADEIRA

O CAB iniciou o jogo a tentar surpreender com uma defesa zona 2/3 que sortiu efeitos logo à partida, obrigando a Académica a adaptar-se. Em alguns momentos, também defendeu a campo inteiro e fez uso da defesa homem a homem, o que revela a panóplia de soluções da equipa para tentar parar o ataque adversário.

No ataque, os centímetros a mais que a equipa tem relativamente ao adversário foram bem explorados em alguns momentos. O CAB carregou dentro e levou vantagem nas áreas próximas do cesto. Foi uma paciente e conseguiu encontrar bons lançamentos para os seus jogadores. No final, a equipa pode ter-se ressentido do banco pouco profundo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Gameiro (8)

Mikkel Kolstad (7)

Davon Clare (6)

Arvydas Gydra (5)

Robertas Grabauskas (6)

SUBS UTILIZADOS

AJ Cheeseman (5)

Rui Nery (4)

FC Porto| Objetivo cumprido, agora resta sonhar na Liga dos Campeões

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Terminou mais uma frase de grupos da Liga dos Campeões, referente à temporada 2021/2021, onde o FC Porto foi o único clube a representar Portugal na mais importante competições a nível europeu de clubes.

Num período, em que os azuis e brancos vivem tempos conturbados financeiros, esta fase da prova rainha do futebol é crucial para dar uma “lufada de ar fresco”, já que os prémios monetários, consequentes de uma vitória ou de um passo em frente na competição são muito vantajosos. Algo que os dragões cumpriram com distinção, uma vez que terminaram o seu grupo no 2º lugar, só atrás do Manchester City FC, com 4 vitórias, frente aos seus opositores pelo segundo posto, ou seja, contra o Olympique Marseille e o PAE Olympiacos Piraeus.

Por conseguinte, não só os cofres da sad portista agradeceram, pois já contabilizam mais de 60 milhões de euros, ajudou Portugal a manter o 6º lugar no ranking de clubes, o que significa que há mais vagas de acesso à Liga dos Campeões e por último, o FC Porto alcançou o número de vitórias do SL Benfica na competição, o que ajuda a reforçar cada vez mais o seu estatuto a nível europeu.

Atendendo, ao panorama do futebol, há uma clara diferença das equipas da big-5 para todos os outros campeonatos, fruto da competitividade dessas mesmas provas internas, assim como o poder financeiro que os maiores clubes dessas ligas possuem. Deste modo, atualmente, o mínimo que se pode pedir a uma formação portuguesa, que participe na Liga dos Campeões, é alcançar os oitavos-finais, algo que o FC Porto cumpriu com distinção, como tem sido apanágio, já que é a 16º vez que os portistas, desde a viragem do século.

Agora, é momento de assistir ao sorteio no sofá e ver qual é a fava que calha, porque os possíveis adversários são de um grau de elevada dificuldade. Só para dá a entender bem a potência dos denominados “cabeça de série”, apenas aqueles que possam calhar ao FC Porto, pertencem a esse grupo o Bayern Munique FC, Real Madrid CF, Liverpool FC, Chelsea FC,V. Dortmund, Juventus FC e Paris Saint Germain FC.

 Na verdade, as probabilidades da equipa portuguesa avançar em frente na Liga dos Campeões são muito diminutas, há que ser realistas. Só duas noites muito boas do FC Porto é que podem dar o bilhete de passagem aos quartos-finais, é preciso de realçar que os dragões são a formação com menor valor de mercado de todos os participantes, nesta fase mais avançada. Ainda assim, podemos dividir o elenco da “cabeça de série” em dois, ou seja, nas equipas extremamente proibidas e por outro lado, nos conjuntos que são mais “favoráveis”. Com isto, equipas como o Bayern Munique FC, Liverpool FC, Paris Saint Germain FC e Juventus FC são de evitar de qualquer maneira, não só pela valia coletiva, mas acima de tudo pelas individualidades que compõem os seus planteis e temos aqui dos candidatos mais sérios a vencer a competição.

No outro lado da parelha, coloca-se o Chelsea FC, B. Dortmund e Real Madrid CF. Neste âmbito, pode parecer estranho colocar aqui o colosso espanhol, mas a verdade é que a formação orientada por Zidane, desde a saída de Cristiano Ronaldo, ainda não parece ter-se encontrado verdadeiramente, oscilando entre bons e maus momentos, como a fase de grupos demonstrou, pelo que os portistas poderão vencer cara a eliminatória.

Por fim, o FC Porto já fez a sua parte e agora é momento de desfrutar da qualidade do embate que irá ter. Porém, o “ADN portista” fará com que os portistas deem o máximo e, até ao presente, sonhar ainda não paga imposto, por isso o sonho continua e em fevereiro a história continuará.

Académico de Viseu FC 3-0 Académica OAF: “Chuva de golos” apura viseenses

O RESCALDO: JOGO DE SENTIDO ÚNICO COM VENCEDOR JUSTO

Uma tarde chuvosa em Viseu foi palco de um duelo entre emblemas da zona centro na Taça de Portugal. O Académico de Viseu FC recebeu a Académica OAF em jogo a contar para a quarta eliminatória da “Prova Rainha”, defrontando-se o pior ataque (o dos viseenses) e a melhor defesa (a dos conimbricenses) da Segunda Liga.

O jogo começou equilibrado, com um ligeiro ascendente para o lado dos homens de Coimbra, mas sem que conseguissem criar oportunidades de grande perigo para a baliza adversária. Quem criou perigo e concretizou de pronto foram mesmo os homens da casa: na sequência de um pontapé de canto, cobrado por Yuri Araújo, Pica surgiu isolado ao primeiro poste e bateu Daniel Azevedo com um cabeceamento potente. Estava feito o 1-0 ao minuto 21.

Os viseenses não abrandaram e, apenas dois minutos depois, Paul Ayongo aumentou a vantagem dos homens da casa, colocando o resultado em 2-0 na sequência de uma carambola à entrada da área da Académica. Os pupilos de Rui Borges passavam por uma fase de grande nervosismo e qualquer investida do Académico de Viseu dava origem a um lance de perigo.

Já na segunda parte, e com o relvado muito pesado e com cada vez mais falhas na relva, o jogo tornou-se ainda mais direto e com recurso a passes longos, em detrimento do jogo rasteiro e curto. Todavia, foi através de uma bela jogada de construção que os viseenses fizeram o terceiro na partida: Luisinho lançou Jorge Miguel, que cruzou rasteiro para a entrada da área, onde apareceu Paul Ayongo para rematar forte e sem hipótese para Daniel Azevedo. Estava feito o “bis” do avançado academista, ao minuto 65.

Num jogo de sentido único, o Académico de Viseu conseguiu vencer o “derby” da zona centro e segue assim para os oitavos de final da Taça de Portugal. Já do lado da Académica, a exibição terá deixado Rui Borges desagradado e, acima de tudo, apreensivo, uma vez que os seus pupilos mostraram imensas fragilidades, sobretudo defensivas.

 

A FIGURA

Publicado por Académico de Viseu Futebol Clube em Domingo, 22 de novembro de 2020

 

João Pica – O capitão da equipa viseense esteve imperial durante todo o encontro, sobretudo no jogo aéreo. Para além do golo inaugural, não deu qualquer hipótese aos homens do ataque adversário, amealhando cortes fulcrais e dando segurança a toda a equipa. Um verdadeiro líder.

O FORA DE JOGO

Académica OAF – Um jogo muito pobre dos “estudantes”. A desconcentração foi a palavra de ordem na defesa da “Briosa”, enquanto que o momento ofensivo foi sempre bastante errático e com clara falta de ideias. Um dos candidatos à subida de divisão cai com estrondo na quarta eliminatória da Taça de Portugal.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Alternando entre 4-4-2, a defender, e 4-3-3, a atacar, os viseenses criaram muito perigo junto da baliza adversária, sobretudo durante o primeiro tempo. Aproveitando o nervosismo e aparente desconcentração dos jogadores da Académica, a linha avançada composta por Yuri (substituído por Luisinho, devido a lesão), João Vasco e Paul Ayongo foi constantemente chamada a explorar as costas da defesa adversária. Mais atrás, destaque para a sólida exibição da dupla de centrais dos academistas: João Pica e Félix Mathaus. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Fernandes (6)

Tiago Mesquita (6)

João Pica (7)

Félix Mathaus (6)

Jorge Miguel (6)

Kelvin Medina (6)

Paná (6)

Fernando Ferreira (6)

João Vasco (6)

Yuri Araújo (6)

Paul Ayongo (7)

SUBS UTILIZADOS

Luisinho (6)

Diogo Santos (5)

André Carvalhas (5)

Anthony Carter (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Dispostos no habitual 4-3-3 de Rui Borges, a “Briosa” não entrou no jogo com o discernimento que lhe tem sido tão característico nesta temporada. Com uma linha recuada muito alterada, por força de uma onda de lesões, os conimbricenses “tremeram” muito nesse setor e permitiram a criação das oportunidades adversárias. A atacar, a falta de ideias foi evidente, justificando a falta de golos dos “estudantes”. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Azevedo (5)

Fabiano (5)

Rafael Vieira (4)

Ricardo Dias (5)

Fábio Vianna (4)

Ricardo Guima (5)

Fabinho (5)

Mimito Biai (6)

João Traquina (5)

João Mário (5)

Mohamed Bouldini (5)

SUBS UTILIZADOS

Leandro Sanca (5)

Mike (5)

Filipe Chaby (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICO DE VISEU FC

BnR: João Vasco teve uma ótima exibição hoje, apesar de não estar a atuar numa posição que lhe é 100% natural. Pretende continuar a apostar nele e a colocá-lo na ala?

Pedro Duarte: O João Vasco tem feito um trabalho que nos tem agradado. Ele pode jogar em qualquer posição do ataque, tem vindo a responder bem e, por isso, tem tido mais oportunidades. Contudo, quem ganha e merece as oportunidades são os jogadores, fruto do trabalho deles.

ACADÉMICA OAF

BnR: Ricardo Dias apareceu fora de posição. Sente que o meio-campo ficou mais fragilizado por isso e, por outro lado, os outros homens do meio não se sentiram tão confortáveis no durante o jogo?

Rui Borges: O Mimito ou o Guima não têm as características do Dias. Mas penso que não é muito por aí, porque o Académico de Viseu não nos criou perigo. Foi mais falta de competência nossa, sobretudo nas bolas paradas. As situações de jogo onde falhámos estão identificadas, vamos trabalhar e seguir o nosso bom trajeto no campeonato.

O Ténis Português em 2020

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Há já algum tempo que a principal, e muitas vezes única, bandeira do ténis português a nível mundial tem sido João Sousa que teve uma época para esquecer. Em contraciclo, Pedro Sousa teve uma época de clara afirmação no panorama mundial onde chegou, pela primeira, a uma final ATP. A nível ITF, Nuno Borges foi o principal destaque com exibições e resultados de encher o olho.

Esta temporada de 2020, por estas razões, acabou por ter um sentimento agridoce para o ténis português. Foi bom termos visto bastantes jovens, e não tão jovens, a jogar bom ténis e a tentar cimentar as suas posições no ranking, correndo o risco de ser injusto, jogadores como Pedro Sousa, Nuno Borges, Frederico Silva, Gastão Elias e, até, Pedro Araújo abriram-nos, decerto, o apetite para os ver jogar em 2021.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

Sporting CP x FC Paços de Ferreira | Os 3 melhores confrontos

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Na próxima sexta-feira, o Sporting CP recebe o FC Paços de Ferreira, em jogo a contar para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Leões e castores já se defrontaram por 47 vezes, com o clube de Alvalade a somar 31 vitórias, sete empates e duas derrotas.

A PROVA RAINHA VOLTA COM UM EMBATE ENTRE LEÕES E CASTORES. QUEM VAI CONTINUAR A SONHAR COM O JAMOR? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Na Taça de Portugal, a listada verde e branca apenas por uma ocasião defrontou o FC Paços de Ferreira, na temporada 2010/2011, vencendo por 1-0 com o golo a ser apontado por Yannick Djaló. Na Taça da Liga, os leões venceram os castores, nos três jogos disputados.

A Taça de Portugal é um dos objetivos da presente temporada. A equipa leonina terá de vencer os pacenses para poder continuar a sua caminhada, rumo ao Jamor.