O jovem formado na Academia de Alcochete, Gonçalo Inácio estrou-se a marcar com a camisola da equipa principal, na vitória do Sporting por 7-1 diante do Sacavenense, em jogo a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal.
O defesa-central representa o Sporting há 9 temporadas, tendo chegado aos escalões de formação em 2012, proveniente do Almada. Na última época, Gonçalo Inácio somou 23 jogos e um golo ao serviço da equipa sub-19 e ainda, três partidas disputadas nos sub-23, na Liga Revelação. O defesa leonino é internacional sub-20 por Portugal, somando 27 internacionalizações entre os sub-17 e os sub-20.
As boas prestações de Gonçalo Inácio nos escalões de formação leoninos, valeram-lhe a promoção à equipa principal. Neste arranque de temporada, o número 52 dos leões soma três jogos para o campeonato e ainda 90 minutos na Taça de Portugal, sendo uma alternativa para o trio de defesas-centrais, no modelo 3X4X3, sobretudo alinhando pela esquerda.
O defesa-central canhoto é um jogador forte os duelos individuais, com boa qualidade de passe na primeira fase de construção, veloz e com bom sentido de posicionamento. Sendo ainda um jovem com enorme margem de progressão, poderá evoluir e melhorar nos duelos aéreos e nas bolas paradas ofensivas.
O jovem leão prolongou recentemente o seu vínculo com o Sporting Clube de Portugal até 2025, com uma cláusula de rescisão fixada nos 45 milhões.
Gonçalo Inácio é mais um dos jovens que têm merecido a confiança de Rúben Amorim. No entanto, o jovem central tem a oposição de Feddal enquanto habitual titular, como defesa-central pela esquerda. Por isso, tem de continuar a lutar pelo lugar, continuar a evoluir e aproveitar todos os minutos de competição que lhe forem concedidos. É, sem dúvida, um jogador que se prevê com futuro e que pode ajudar o Sporting a conquistar vitórias e títulos.
A CRÓNICA: FC PAÇOS DE FERREIRA CARIMBA A ÚLTIMA VAGA NA TAÇA DA LIGA FRENTE AO MOREIRENSE FC
Foi numa noite fria em Moreira de Cónegos que se decidiu o clube que ficava com a última vaga na Taça da Liga. O Moreirense FC e o FC Paços de Ferreira disputavam finalmente forças, após o jogo ter sido adiado no passado dia sete de novembro devido a um surto de covid-19 na equipa da casa.
Os pacenses contam com uma vantagem logo no início da partida, apenas necessitando de um mero empate para assegurar a sua passagem. Do outro, o Moreirense necessita de vencer por dois golos para conseguir a qualificação.
Um jogo nervoso desde o segundo em que Hugo Malheiro assinalou o início da partida. Os pacenses vêm a sua vantagem aumentar (ainda mais) quando Oleg corre por toda a grande área, desviando-se dos perigos da equipa adversária que tenta impedir o jogador, e procura pelo colega de equipa, Douglas Tanque, no segundo poste que coloca a bola na baliza de Pasinato. Estava feito o primeiro golo em Moreira de Cónegos.
A única ameaça real da equipa da casa surge aos 32’ com um remate isolado por parte do médio Franco para uma defesa fácil de Jordi.
Na segunda parte do jogo, o Moreirense amplia as suas oportunidades de golo, mas ainda assim, o maior perigo continua a corresponder à equipa de Paços de Ferreira. Um jogo intenso por parte da equipa de César Peixoto, que tenta a todo o custo chegar à baliza de Jordi, mas sem grande sucesso.
Os últimos minutos são de total desespero de qualquer forma de chegar à igualdade por parte da equipa da casa e de melhorar a qualidade de jogo, que melhorou de forma significativa. Um resultado injusto perante ao que se assistiu em Moreira de Cónegos, no entanto, não restam dúvidas: O FC Paços de Ferreira está na Taça da Liga e ocupa assim a última vaga na competição.
A equipa de Pepa consegue ainda arrancar um quinto lugar na tabela classificativa com este resultado, ultrapassando o Vitória SC.
Oleg – Importantíssimo a nível tático na equipa de Pepa. Em algum momento, condenou a equipa e foi o elemento com mais destaque no golo. Não pecou por erros individuais e auxiliou sempre a equipa, tanto em construção como na defesa.
Meio-campo da equipa do Moreirense FC – Mal organizados, condenados por erros individuais e cruciais no resultado do jogo que beneficiou a equipa visitante. O meio campo do Moreirense FC beneficiou com as substituições efetuadas por César Peixoto, mas pecou (e de forma impensável) na primeira parte e em alguns momentos da segunda.
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
César Peixoto opta por escolher um 4-4-2 à semelhança do último jogo frente ao Sporting CP. Steven Vitória fica fora das opções do técnico português, dando lugar a Ferraresi. A nível tático, Franco recua para o meio campo da equipa de Moreira de Cónegos, deixando Walterson e André Luís como os homens mais avançados.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pasinato (6)
D’Alberto (6)
Rosic (4)
Ferraresi (5)
Pacheco (5)
Pires (5)
André Luís (5)
Afonso Figueiredo (6)
Alex Soares (4)
Walterson (5)
Franco (6)
SUBS UTILIZADOS
Filipe S (5)
Derik (5)
Ibrahima (6)
Galego (5)
Tavares (6)
ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA
Por um outro lado, Pepa mantém o mesmo onze inicial do último jogo frente ao FC Famalicão, onde venceu por uma diferença de duas bolas a zero. Apenas altera os extremos, deixando Bruno Costa no meio campo, enquanto que Eustáquio assegura o lado direito da equipa pacense. O 4-2-2 continua a ser a opção eleita pelo técnico português.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Jordi (9)
Marco Baixinho (6)
Oleg 9)
Helder (6)
Bruno Costa (5)
Luther (5)
Luiz Carlos (4)
Fernando (6)
Marcelo (5)
Eustáquio (6)
Tanque (8)
SUBS UTILIZADOS
Diaby (7)
Ze Uilton (5)
João Amaral (5)
João Pedro (-)
BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Moreirense FC
BnR: Boa noite. A equipa perdeu e consequentemente fica de fora da Taça da Liga. Acha que isso irá influenciar de forma negativa a moral da equipa nos próximos jogos?
César Peixoto: Não, sinceramente não. A equipa está frustrada e era um objetivo. Seria bonito, era a cereja em cima do bolo. Agora é levantar a equipa e mostrar que ainda há mais oportunidades, mais jogos, mais treinos e um campeonato ainda para ser jogador. É necessária uma vitória, para levantar a moral à equipa. Porque é mais fácil trabalhar sobre vitórias do que sobre derrotas, mas havemos de lá chegar. A taça da liga fica pelo caminho mas não é algo de todo preocupante.
FC Paços de Ferreira
BnR: Boa noite. Neste momento encontra-se no topo superior da tabela. Quais são as ambições do Paços? Existe aspiração às competições europeias?
Pepa: Boa noite. Quero começar por recordar, como comecei na flash, a história de Vítor Oliveira no clube. Escreveu duas páginas muito bonitas na história do clube e é isso que também estávamos hoje a tentar fazer. Fez a primeira subida da equipa da história e a última de todas agora em 2018/19. Quero sempre recordar o grande Homem que foi dentro e fora de campo, e o bem e a história que representa para este clube que é o Paços de Ferreira. As ambições não entram aqui, não existem, só queremos ir para cima e ver onde o caminho nos leva. Somos realistas e não existe aspiração (relativamente às competições europeias), isso não entra no balneário e trabalhamos sempre para ir até ao topo, o resto não importa, não entra aqui. Entendo a pergunta, mas não.
A CRÓNICA: PARA QUEM PRECISAVA DE GANHAR, ERA PRECISO MAIS NESTE CLUB ATLÉTICO DE MADRID X FC BAYERN DE MUNIQUE
Espanhóis e alemães tinham encontro marcado no Wanda Metropolitano, na fase decisiva da passagem para a próxima fase da Liga dos Campeões, pelo menos para alguns. A turma de Munique já estava apurada e com o primeiro lugar garantido e por isso este seria um jogo para cumprir calendário. Já a equipa caseira precisava de uma vitória para não deixar para a última partida do grupo todas as decisões em relação à passagem aos oitavos de final. Assim sendo de um lado tínhamos um Club Atlético de Madrid forte e pressionado pelos acontecimentos e do outro um FC Bayern de Munique com bastantes alterações e jogadores menos rotinados.
O jogo começou equilibrado com criação de parte a parte, ainda que sem grandes oportunidades de golo. No entanto a equipa caseira tinha de querer mais e de ser mais ambiciosa, e foi isso que aconteceu ao minuto 26 quando João Félix inaugurou o marcador depois de um cruzamento rasteiro de Llorente. Os espanhóis estavam em vantagem e ainda que o resultado fosse favorável, contra uma equipa como a dinâmica do FC Bayern de Munique nunca se pode relaxar, muito menos com uma vantagem tão magra.
A equipa de Madrid pôs-se a jeito e foi, à medida que o encontro foi decorrendo, recuando no campo, procurando essencialmente situações de contra-ataque. Os alemães não gostam de perder nem a feijões e foram para cima do adversário até que chegaram ao golo do empate através de uma grande penalidade cobrada por Muller, que tinha entrado 25 minutos antes.
Não houve tempo para muitas mais situações e o empate acabou por se manter até ao apito final. Um jogo algo aborrecido tendo em conta a qualidade das duas equipas, mas previsível face à situação dos alemães cuja ambição não tinha de ser a maior.
No último jogo os alemães vão voltar a cumprir calendário, desta vez frente aos russos do FK Lokomotiv e o Club Atlético de Madrid não poderá perder em casa do RB Salzburgo para poder seguir em frente na Liga Milionária onde todos querem estar.
João Félix – O português voltou a estar em destaque na equipa madrilena e acabou por marcar o seu terceiro golo nesta edição da Liga dos Campeões. Sempre com grande qualidade técnica nas suas ações, é por ele que passam as melhores jogadas da equipa e foi por ele que mais uma vez desbloquearam o encontro. Parece estar cada vez mais encaixado no sistema tático de Diego Simeone e promete dar muitas alegrias aos adeptos do clube.
O FORA DE JOGO
Diego ‘El Cholo’ Simeone está próximo de completar 9 anos no @Atleti. Neste período, conquistou títulos como La Liga (1x), Liga Europa (2x) e Copa do Rey (1x). Na atual temporada, volta a brigar pelo título nacional — onde tem 7 vitórias e 2 empates em 9 jogos.
Diego Simeone – Num jogo onde só a vitória interessava e onde a equipa alemã estava com tantas baixas, o treinador argentino deveria ter adotado uma postura mais ofensiva, essencialmente depois do golo marcado. As indicações pareceram ser de esperar que o jogo acabasse e o FC Bayern de Munique não fizesse golo, algo que acabou por acontecer nos últimos dez minutos da partida. A equipa estava confiante depois de vitórias importantes no campeonato e por isso pedia-se outro tipo de abordagem na segunda parte, apesar de algumas oportunidades criadas.
ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID
Diego Simeone fez duas alterações em relação à última partida contra o Valência CF a contar para a Liga Espanhola, promovendo as entradas de João Félix e de Ferreira Carrasco para os lugares de Lemar e Renan Lodi. Ainda assim, o habitual 4-4-2 esteve bem desenhado dentro das quatro linhas e o Club Atlético de Madrid pouco ou nada surpreendeu o adversário. A linha mais recuada com quatro elementos, sucedida por outra linha de quatro com Koke e Saúl Niguez no meio e Carrasco e Llorente nas linhas. À frente os criativos Angel Correa e João Félix, responsáveis pela mobilidade e grande parte do processo ofensivo da equipa. Durante todo o jogo a equipa foi igual a si mesma, com posições muito bem ocupadas por todas as peças, o que acabou por se refletir essencialmente no momento defensivo – apenas um golo sofrido, e de grande penalidade. A maior falha esteve no momento ofensivo, onde se pedia mais a quem precisava de ganhar.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Oblak (6)
Trippier (6)
Savic (6)
Gimenez (6)
Hermosob(5)
Llorente (6)
Saúl (5)
Koke (5)
Ferreira Carrasco (6)
Correa (6)
João Félix (7)
SUBS UTILIZADOS
Felipe (5)
Herrera (5)
Renan Lodi (-)
Lemar (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN DE MUNIQUE
Devido às circunstâncias favoráveis à equipa alemã, o técnico promoveu muitas alterações e deu tempo de jogo a jogadores menos utilizados. As grandes figuras acabaram por ficar de fora e isso refletiu-se durante a partida. Hans Flick dispôs a equipa num 3-4-3 pouco utilizado durante a temporada, ainda que, na ideia de jogo do treinador alemão a tática seja meramente indicativa devido às enormes dinâmicas criadas pelas peças do xadrez. Na linha de três mais recuada apareceu Sule, Alaba e Hernandez, com Javi Martinez a ocupar uma posição à frente dos defesas. A percorrer todas as alas apareceram Sarr e o menino de apenas 17 anos Arrey-Mbi. Na linha da frente Sane e Douglas Costa com Choupo-Moting no meio, apoiado por Musiala que com apenas 17 anos mostrou que pode ser uma opção de futuro para aquela posição. Com a entrada de Muller a equipa ganhou outra vida e o jogo ofensivo tornou-se mais evidente. Foi também através do alemão que a equipa marcou o único golo da partida, tendo ele ganho e marcado a grande penalidade.
FC Porto e Manchester City encontraram-se no Estádio do Dragão para disputar o jogo referente à quinta jornada do grupo C da Liga dos Campeões. Os dragões tinham uma missão clara: fazer, pelo menos, um ponto, para garantir a qualificação para os oitavos de final, fase da prova milionária em que os comandados de Pep Guardiola já se encontravam.
À semelhança do jogo em Manchester, o FC Porto definiu, como estratégia principal, manter um bloco coeso atrás, de forma a controlar os danos que as individualidades do City poderiam causar. Assim que tinham a bola em sua posse, os dragões procuravam esticar o jogo de forma rápida para apanhar o City, naturalmente balanceado para a frente, desorganizado, mas não conseguiram definir bem a transição ofensiva.
Tudo isto resume uma primeira parte dominada pelos citizens, mas sem muitos lances de perigo para a baliza de Marchesín. Curiosamente, os lances mais perigosos foram repartidos: um remate de Sterling que Zaidu tirou em cima da linha de golo para o lado do City e uma cabeçada, após o habitual lançamento lateral para a área, de Diogo Leite, que obrigou a uma defesa atenta de Ederson.
A segunda parte e o consequente cansaço dos atletas trouxeram mais oportunidades para o jogo, mais concretamente para o Manchester City. Com a mesma toada de jogo, os lances de maior perigo começaram aos 58′. Foden desmarcou Sterling que, na cara de Marchesín, não conseguiu ultrapassar o guarda-redes portista. Aos 68′, os homens de Pep Guardiola tiveram a melhor oportunidade do jogo, com Sterling, mais uma vezz, a não conseguir passar por Marchesín e a bola a sobrar para Rúben Dias que, a escassos metros da baliza, lembrou todos os que assistiam que era defesa central, e tirou a bola da baliza no que era um lance de golo muito provável.
Aos 75′, Bernardo Silva entrou, com mais fulgor, na partida, e pôs à prova Marchesín, que respondeu afirmativamente. Este duelo que se viria a repetir aos 79′, com Bernardo em posição privilegiada a atirar para uma defesa espantosa de Marchesín, muito rápido no reflexo.
O City procurou incessantemente o golo e aos 80′ chegou mesmo, mas foi invalidado pelo Vídeo-árbitro. Gabriel Jesus cabeceou para mais uma grande defesa de Marchesín, mas ficou com a recarga e empurrou para o fundo das redes. Com tudo de volta à estaca zero, Eric García, já perto do final, desviou com perigo uma bola cruzada a partir do corredor direito.
No final dos 90 minutos, o FC Porto conseguiu manter o nulo no marcador e somar assim o ponto que faltava para carimbar a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Marchesín – O guarda-redes argentino do FC Porto agigantou-se na baliza dos azuis e brancos e anulou todas as ofensivas inglesas que passaram no último terço portista. O guardião totalizou 5 defesas, algumas delas de enormíssima qualidade.
Ferran Torres – O avançado espanhol passou completamente ao lado do jogo, muito por culpa da boa coesão defensiva do FC Porto.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
O FC Porto apresentou-se com três defesas centrais (Diogo Leite como defesa mais central), formando uma defesa a cinco. Com Otávio, Uribe e Sérgio Oliveira no setor intermédio, sobraram Marega e Corona para tentar causar estragos nas transições ofensivas.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marchesín (9)
Mbemba (6)
Diogo Leite (7)
Sarr (6)
Manafá (6)
Uribe (6)
Sérgio Oliveira (6)
Zaidu (6)
Otávio (6)
Corona (6)
Marega (6)
SUBS UTILIZADOS
Luis Díaz (6)
Evanilson (6)
Nanu (6)
Fábio Vieira (-)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
O Manchester City, desde cedo, balanceou-se para a frente e ocupou, em posse, o meio-campo portista. Com Eric García como pêndulo defensivo, os citizens procuraram balancear a defesa portista e criar vantagens no bloco azul e branco.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ederson (6)
João Cancelo (6)
Eric García (6)
Rúben Dias (5)
Zinchenko (6)
Rodri (6)
Fernandinho (5)
Foden (6)
Bernardo Silva (6)
Sterling (7)
Ferran Torres (4)
SUBS UTILIZADOS
Gabriel Jesus (7)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Porto
Bola na Rede: Diogo Leite entrou no onze e cumpriu durante os 90 minutos. O que é que o Sérgio tem a dizer da exibição do jovem central no jogo de hoje?
Sérgio Conceição: O Diogo tem uma concentração competitiva acima da média, ele assimilou bem no pouco tempo que tivemos para trabalhar. Ele esteve bem dentro daquilo que lhe foi pedido. A atuação de todos os jogadores no processo defensivo foi mais alta que no processo ofensivo, mas tem que ver com o poderio do adversário.
Manchester City FC
Bola na Rede: No final dos 90 minutos, acha que a opção pela utilização de Fernandinho e Rodri se revelou demasiado defensiva para o que foi o jogo?
Pep Guardiola: Não importa como jogamos em termos táticos. Jogamos incrivelmente bem, não sofremos um único ataque. Eles são uma das melhores equipas em Portugal, têm muita qualidade. Viemos aqui para terminar em primeiro. Muitos parabéns à minha equipa por esta fase de grupos. Jogamos com personalidade, com coragem. Não é fácil com oito jogadores dentro da área. Eles são muito fortes e os laterais são muito rápidos. Mesmo com isso, criamos chances. Isso é o mais importante.
A CRÓNICA: JÁ CHEIRA A FISH AND CHIPS, MAS AINDA FALTA UM POQUINHO
Como diria alguém que foi importante para o futebol português: “É feriado hoje, ca*alho”. E de facto é, mas não por um mero simbolismo de se ter ganho algo, mas sim porque o calendário assim o dita. Foi neste dia 1 de dezembro (em 1640) que se restaurou a independência de Portugal. Além disso, as portuguesas iam a campo e queriam já dar novo passo importante rumo ao Europeu de 2022.
A seleção portuguesa começou mandona no jogo e com intenção de resolver rápido o mesmo para que não acontecesse a mesma dose da última vez contra a Escócia. Contudo, uma Albânia coesa mostrava que a tarefa não ia ser assim tão fácil, como o selecionador Francisco Neto já tinha perspetivado.
O jogo estava equilibrado e o nulo resistiu até ao final da primeira parte. O problema é que Portugal teve oportunidades para marcar por diversas vezes, mas ou acabava por sair para fora ou Viona Rexhepi estava atenta e com grandes reflexos conseguia parar tudo o que vinha para a sua baliza.
Parecíamos caminhar para algo monótono novamente tal como já tinha acontecido em episódios anteriores, como quem diz na sexta-feira frente à Escócia. Mas a monotonia foi quebrada pela entrada de Diana Silva, que deu mais velocidade e também mais critério no último terço da seleção portuguesa. E foi dos pés da número 16, aos 57 minutos, que surgiu o cruzamento para a cabeça de Ana Capeta fazer o primeiro da partida!
As oportunidades continuaram a surgir para as portuguesas, mas a bola não queria entrar mais. E assim no final dos 90 minutos? Um suspiro, muita alegria e o mais especial: três pontos (muito muito importantes). Portugal soma agora 16 pontos e as jogadoras ficam sentadas no sofá à espera do resultado que vai sair do Escócia x Finlândia que pode ser decisivo para as contas do grupo.
A FIGURA
Good luck to Diana Silva, who could feature in Portugal’s #WEURO2022 qualifier versus Cyprus this evening!
Diana Silva – Foi quem conseguiu desequilibrar o jogo que parecia estar preso por detalhes – ou melhor dizendo preso por causa da guarda-redes albanesa. As oportunidades iam acontecendo, mas faltava sempre algo mais e talvez esse algo mais fosse “critério”. A atleta que, atualmente, joga no Aston Villa FC fez o cruzamento teleguiado para a cabeça de Ana Capeta. Na altura de pressionar, lá estava ela. Uma grande entrada de uma jogadora que já tinha estado bem no jogo contra a Escócia.
Carolina Mendes – Não se sentiu muito a presença da avançada leonina durante esta partida. Era permanentemente chamada à atenção por Francisco Neto, que, certamente, não estava a gostar daquilo que via da jogadora e principalmente do seu posicionamento enquanto avançada. Contudo, este não seria um jogo fácil, pois teria sempre muitas jogadoras a marcá-la.
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
Francisco Neto apresentou o mesmo esquema tático que já tinha subido a relvado no jogo anterior, ou seja, a aposta continuou num 4-3-3. Porém, houve alterações a registar e as mais significativas foram na frente de ataque. Carolina Mendes assumiu a posição mais avançada do terreno e Ana Capeta ficou ocupou o lado esquerdo das três mais avançadas. Houve ainda a mudança de Fátima Pinto para o banco e no seu lugar ficou para a capitã: Cláudia Neto.
As portuguesas queriam tomar conta do jogo e controlavam a posse de bola, desenrolando-se o jogo muito mais no campo adversário do que no lado português. A grande questão que se colocava aqui era como é que iam ultrapassar a defesa coesa albanesa, que mais parecia uma muralha. A vitória esteve na velocidade e no aproveitamento do espaço nas costas da defesa albanesa.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Patrícia Morais (5)
Mónica Mendes (5)
Sílvia Rebelo (5)
Carole Costa (5)
Joana Marchão (6)
Dolores Silva (7)
Cláudia Neto (6)
Tatiana Pinto (5)
Ana Borges (6)
Ana Capeta (6)
Carolina Mendes (4)
SUBS UTILIZADAS
Diana Silva (8)
Andreia Norton (6)
Mélissa Gomes (5)
ANÁLISE TÁTICA – ALBÂNIA
As albanesas vêm de uma vitória saborosa frente a Chipre por 4-0 e a seleção apresentou-se no Restelo sem grandes mudanças para defrontar as portuguesas. O treinador Armir Grimaj apostou num 4-3-3 com três alterações para a entrada de Hamidi, Curraj e Levenaj. Em momentos defensivos podemos verificar também um 4-2-3-1, muito na procura de condicionar a circulação de bola portuguesa e também o meio campo de Dolores, Tatiana e Cláudia.
As albanesas vinham a Lisboa para conseguir retirar algo de bom – nem que fosse simplesmente um ponto. A ideia seria jogar no erro das adversárias e também jogar no contra-ataque rápido que tinha de sair de uma recuperação de bola em zona avançada, por exemplo, no meio campo. Houve ainda algum atrevimento – dado muito pela seleção portuguesa -, mas as oportunidades não chegaram a assustar Patrícia Morais.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Viona Rexhepi (7)
Lucie Gjini (5)
Alma Hila (5)
Albina Rrahamni (5)
Sara Maliqi (5)
Arbetina Curraj (5)
Endrina Elezaj (5)
Vanesa Levenaj (5)
Mimoza Hamidi (4)
Megi Doci (6)
Zylfije Bajaramaj (5)
SUBS UTILIZADAS
Qendresa Krasniqui (5)
Kristina Maksuti (-)
Suada Jashari (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
PORTUGAL
BnR: Durante a primeira parte foram constantes as reprimendas que ia dando a nível posicional às jogadoras. O que disse ao intervalo às suas jogadoras e, sobretudo, à Diana Silva, que entrou para a segunda parte, para que melhorasse no jogo que estava preso por detalhes?
Francisco Neto: A grande questão é que a Albânia estava com uma referência individual e nós estávamos a jogar muito de costas. Aquilo que estava a pedir às jogadoras é que procurassem mais a bola no espaço e tivemos muitas vantagens na profundidade, mas acabava por não sair nada depois. Por isso, pedia muito para as jogadoras darem mais largura no espaço no jogo e se tivessem oportunidade conseguirem ganhar a profundidade. E disse à Diana [Silva] para fazer o mesmo que as outras estavam a fazer. Como a Albânia estava no bloco intermédio/baixo e estava a pedir sempre para serem um bocado mais fortes a nível posicional, pois foi isso que tivemos alguma dificuldade em conseguir durante todo o jogo.
Ana Capeta – Melhores declarações
«Conquistámos os nossos três pontos frente à Albânia. Foi um golo especial, mas não foi só por ter sido o golo da vitória, porque todos os meus golos são especiais e é assim que sinto todos eles».
«Já tivemos mais longe de conseguir o apuramento, mas ainda nos faltam três pontos e é nisso que estamos concentradas e é isso que vamos trabalhar. Porque acredito que vamos lá estar».
«Foi um bom cruzamento da Diana [Silva]. Eu fiz o meu trabalho que era aparecer naquela zona e fiz o golo».
O futebol é feito de boas jogadas, dribles fantásticos, combates táticos, lances capazes de levantar um estádio por completo, mas não só. O que mais faz os adeptos vibrarem são os golos, independentemente se for uma grande obra de arte, ou um mero acaso que terminou no fundo das redes. Falemos de golos caricatos.
As jogadas de golo enumeradas nesta lista são todas do presente século, e ficaram conhecidas pelo caráter cómico e caricato que apresentam. Uns golos tiveram mais importância do que outros, quer pelo efeito que tiveram na partida ou pela competição em que se sucederam, mas é certo que todos foram bizarros.
No regresso da Primeira Liga, pudemos contar com uma jornada com poucos golos (apenas dois dos nove encontros tiveram mais do que dois golos), no entanto uma jornada com história, quiçá, pelos piores motivos: a perda de um dos maiores treinadores do nosso futebol.
Elencámos, portanto, cinco exibições individuais de destaque da oitava ronda do campeonato nacional.
Menções Honrosas: Valenzuela (FC Famalicão), Luis Díaz (FC Porto), Lucas Mineiro (Gil Vicente FC) e Sequeira (SC Braga).
Uma das propostas para o mandato de 2020-2024 de Luís Filipe Vieira foram as mudanças na estrutura da comunicação do SL Benfica. E aí está a primeira: Pedro Pinto terá “a responsabilidade de liderar transversalmente toda a comunicação do Benfica”.
No dia 4 de Novembro, os encarnados anunciaram a saída de Luís Bernardo da estrutura do clube, uma saída que se deve a responsabilidades empresariais e a um projecto internacional. Luís Bernardo havia chegado a Diretor de Comunicação do Benfica depois de ter dirigido a agência que tratava da comunicação do Sporting CP e para substituir João Gabriel.
O antigo director de comunicação, apesar do seu estilo polémico, era uma figura de benfiquismo reconhecido e admirado pelos adeptos encarnados. Por outro lado, Luís Bernardo tornou-se numa das figuras mais contestadas pelos adeptos benfiquistas, pelo seu estilo amorfo e sensaborão.
Luís Bernardo foi uma das figuras mais criticadas do universo benfiquista Fonte: SL Benfica
Para a chefia da comunicação do Benfica, o benfiquismo é uma característica importante, porque um benfiquista consegue expressar melhor aquilo que os adeptos sentem. Por outro lado, uma comunicação que não é dirigida por um benfiquista é uma comunicação sem sal.
Quem irá substituir Luís Bernardo em 2021 será então Pedro Pinto, jornalista que integrava a TVI desde 1998, tendo chegado a desempenhar interinamente o cargo de Director de Informação da TVI. Pedro Pinto é uma figura de benfiquismo e competência reconhecidos, sendo visto pelo clube como o homem certo para transformar a comunicação do Benfica.
Sendo a comunicação um dos aspectos onde se tem verificado mais falhas no clube, caberá a Pedro Pinto encontrar uma solução para estas, bem como liderar uma estratégia para transformar a comunicação do Benfica e estabelecer uma ligação mais directa com os sócios.
A CRÓNICA: VISEU TEVE VITÓRIA NA MÃO, FUNDÃO MAIS PERDULÁRIO
A equipa sensação do início do campeonato, o Viseu 2001, recebeu um dos destaques da competição de Portugal nos últimos anos, o AD Fundão. À partida, os dois clubes encontravam-se ambas no quarto lugar, com 22 pontos (Fundão com menos um jogo).
Nos primeiros minutos, as equipas estavam mais preocupadas em não sofrer do que em encontrar caminhos para o golo. Contudo, à medida que os minutos foram passando, os jogadores soltaram-se e houve várias oportunidades para os dois lados abrirem o marcador.
Destaque para os da casa para a jogada individual de Russo, que passou por dois adversários e isolado perante o guarda-redes do Fundão atirou para defesa em mancha de Luan. Dos forasteiros, o desperdício não era menor. Num canto cobrado de forma rasteira por Mário Freitas, Meira à boca da baliza, só com Bruno Felipe pela frente, fez o mais difícil e atirou para fora.
As equipas cometeram vários erros na posse de bola a originarem contra-ataques perigosos do adversário e foi assim que surgiu o primeiro da partida. A 30 segundos do intervalo, Lucas Amparo aproveitou uma perda de bola de Pedro Senra que tentou ultrapassar um adversário e assistiu Russo que da direita não facilitou e pôs os viseenses em vantagem.
Na segunda parte, o Fundão entrou com vontade de mandar o jogo de chegar rapidamente ao empate, mas sem conseguir criar oportunidades. O Viseu 2001 aproveitava os contra-ataques rápidos para respirar e levar perigo à baliza de Luan. A equipa da casa chegou mesmo ao segundo, numa jogada em que a defesa do Fundão ficou a ver navios. Luan soltou-se de marcação e, perante o guarda redes adiantado, fez passar-lhe a bola por debaixo das pernas com Kiko junto ao poste esquerdo a parar o remate do colega e com calma ser ele a fazer o desvio final para a baliza. Os visitantes acabariam por reduzir a desvantagem, através de um canto marcado de forma rasteira pelo capitão Mário Freitas para Jair a não falhar no coração da área.
O golo do Fundão desestabilizou os viseenses que passaram a ficar remetidos na defesa e a cometerem falhas na posse de bola. Os visitantes acabariam por chegar ao empate através de uma falha na defesa dos da casa. Jair conseguiu intercetar o passe nas imediações da grande área dos da casa e só com o guarda-redes pela frente, bisou na partida.
Ritmo alucinante na partida com Rafa Stocker à beira do meio da segunda parte a aproveitar uma boa transição rápida do Viseu 2001 para colocar os viseenses na frente, com um remate rasteiro da esquerda, de fora da área. No entanto, não houve tempo para o marcador descansar, pois Meira restabeleceu a igualdade com um remate potente de fora de área, no minuto seguinte.
O Fundão estava lançado no ataque, com várias oportunidades para passar para a frente do marcador, mas foi o Viseu 2001 a chegar novamente à vantagem. Transição rápida da equipa da casa com Rafa Stocker a combinar com Daniel Ramos e este da esquerda a disparar rasteiro de fora de área para o 4-3.
Com a equipa viseense compacta na defesa e sem conseguir chegar ao empate, o Fundão apostou no último minuto e meio no guarda-redes avançado, com Mário Freitas a assumir a posição. A igualdade chegaria mesmo poucos segundos depois com Nem a aproveitar o mau alívio de Rafa Stocker dentro da área para fazer o 4-4.
O resultado acabaria por não se alterar, apesar das duas equipas terem tido oportunidade no último minuto para conseguirem ganhar a partida. O empate acaba por ser justo pela eficácia das transições do Viseu 2001 e pelo maior domínio do Fundão, mais na segunda parte.
Jair (AD Fundão) – Foi um dos dinamizadores do ataque organizado e de muitas das oportunidades do Fundão. Conseguiu marcar um golo e fazer uma assistência, mas podia ainda ter feito mais.
Rafa Stocker (Viseu 2001) – Num jogo tão bem disputado, é difícil atribuir esta distinção. Rafa Stocker até fez um golo e uma assistência, mas foi ele que num mau domínio de bola permitiu ao Fundão empatar a partida no final de jogo. Não devia ter sido desatento, dentro da sua área defensiva.
ANÁLISE TÁTICA – VISEU 2001
Paulo Fernandes começou por apresentar o guarda-redes adiantado nas reposições de bola. Sem eficácia, corrigiu. Em vantagem, aproveitou através de contra-ataques para chegar à baliza do Fundão.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Bruno Felipe (7)
Pedro Peixoto (6)
Matheus (7)
Kiko (7)
Rafa Stocker (6)
SUBS UTILIZADOS
Russo (8)
Lucas Otanha (6)
Caio Santos (-)
Fábio Neves (-)
Ezequiel Reis (-)
Lucas Amparo (6)
Daniel Ramos (7)
Lukinhas (6)
ANÁLISE TÁTICA – AD FUNDÃO
João Nuno tentou através de combinações e de ataque apoiado chegar à baliza adversário. No entanto, com uma estrutura defensiva viseense suficientemente, teve de abusar da meia distância e dos desequilíbrios individuais para criar perigo na baliza adversária, mas com riscos para a própria defesa.
Está a chegar uma época que há muitos anos tem sido, para o Sporting CP, sinónimo de afastamento de qualquer objetivo a que se tivesse proposto.
Apesar de o Natal ser uma época festiva, em que se festeja algo bom, se juntam famílias e se partilham presentes, para o Sporting CP, em termos desportivos, tem tido o significado de fim nas esperanças em lutar pelo campeonato de futebol. Não terá sido exactamente assim todos os anos, mas, na maioria, por esta altura, costumamos estar já arredados da luta pelo primeiro lugar. Pelo menos foi esse estigma que se foi implementando nas hostes leoninas.
Este ano, no entanto, ainda que nos corressem mal os próximos três jogos a disputar até à “malfadada” data (FC Famalicão fora, FC Paços de Ferreira (para a Taça de Portugal) e Belenenses SAD em casa), nunca ficaríamos afastados da luta pelo primeiro lugar (ficaríamos, no máximo, a cinco pontos do topo da tabela. Será que finalmente conseguiremos a cura para este “mal” que se implantou na cabeça dos Sportinguistas?
Temos bons jogadores, bom treinador, mas noutros anos também os tivemos, e não foi por isso que deixamos de perder o comboio do título. Assim sendo, porque estamos melhores este ano?
Será que a pandemia infetou o tão falado sistema? Esta alteração da rotina a que o futebol português estava habituado terá sofrido mutações suficientes para distrair as redes de influência, que permitam ao Sporting CP ter liberdade de lutar de igual para igual no campo? Com certeza, os contactos diminuíram. Ainda que as tecnologias facilitem muitas coisas, para determinados “encontros”, não poderão ser usadas, ainda mais com “Ruis Pintos” a ajudar em investigações – e os almoços também tiveram por imposições sanitárias, que ser menos frequentes.
Terá então um vírus paralisado outro que há tanto tempo está a tornar o futebol português como seu hospedeiro?
Tem sido esta uma das imagens de marca do Sporting CP 2020/2021: Pedro Gonçalves, rodeado pelos colegas de equipa, a festejar mais um tento Carlos Silva / Bola na Rede
Tudo isto são apenas suposições que poderão ter, ou não, alguma ponta de verdade, mas uma coisa eu sei: O Sporting CP tem uma vacina que tem mantido a equipa mais “saudável” que os adversários – Denominação: Pote(zicilina).
Apesar de termos uma equipa a jogar bom futebol, só os nove golos em oito jogos de Pedro Gonçalves nos permitem estar de forma tão folgada na frente do campeonato. Ou seja, um jogador tem mais de quarenta por cento dos golos da equipa.
Precisamos, portanto, de começar a procurar outras formas de tratamento alternativos para o caso desta acabar, ou se tornar em stock limitado.
Não somos uma equipa perfeita, e temos muitas limitações, principalmente em alternativa a quem joga com mais regularidade e, por isso, se quisermos manter-nos na luta pelo primeiro lugar teremos de ter alternativas válidas no eixo defensivo (central e médio), e na zona de finalização, pelo menos. Porque apesar de ser uma visão bonita e romântica, não podermos ambicionar lutar de igual para igual com equipar com orçamentos bem maiores que o nosso apenas com jovens da academia. A ideia já por demais debatida e que considero certa é haver um equilíbrio entre experiência e juventude, para além de alternativas de qualidade no banco para todas as posições, o que ainda não é o caso.
Para já, e enquanto houver Pote, estamos a conseguir ultrapassar as dificuldades que nos vão surgindo.
Poderia também referir Adán seguro e experiente na baliza, Coates a comandar a defesa, Palhinha a equilibrar defensivamente, Nuno Santos, Porro, Nuno Mendes. Contudo, um jogador que marca quase metade dos golos de uma equipa tem de ter rótulo de “A Solução”. Pedro Gonçalves tem feito a diferença e espero que continue a fazer. Se deixar de ter tanta influência, que seja apenas porque outros, dentro da equipa, o superaram.
Juntando esta “vacina” aos anti-corpos criados pela pandemia no sistema que controla o futebol português, criou-se o ambiente perfeito para o Sporting CP crescer. Agora é aproveitar esse espaço para se tornar mais forte e ganhar espaço, antes que toda a engrenagem se restabeleça.