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Novembro de 2020 | A queda da mística argentina

Sem que nada o fizesse prever, o mês de novembro tornou-se um marco histórico para o futebol argentino. Com as suas devidas distâncias, porque obviamente os dois jogadores tiveram um peso e uma preponderância diferente e incomparável no futebol mundial, mas a verdade é que no espaço de cerca de 15 dias, a Argentina perde o seu líder físico e o seu líder espiritual.

Primeiro o internacional argentino Javier Mascherano confirmou o final da carreira de futebolista, aos 36 anos. O médio, que em vários momentos da carreira assumiu também funções como defesa, viveu os seus momentos áureos no FC Barcelona, entre 2010 e 2017 e na seleção Argentina. Nos catalães, venceu cinco ligas espanholas, cinco Taças do Rei, quatro Supertaças de Espanha, duas Ligas dos Campeões, duas Supertaças Europeias e dois Mundiais de Clubes.

O jogador que passou também pelo CA River Plate, SC Corinthians Paulista, West Ham United FC, Liverpool FC, Hebei Fortune e Club Estudiantes de la Plata, foi um verdadeiro líder da sua geração, reconhecido por colegas e adeptos como o grande capitão e líder responsável pelas finais atingidas pela seleção Argentina. Para muitos, foi inclusivamente o segundo melhor jogador da sua geração. Para mim foi. O médio pode até não ter sido o melhor tecnicamente, mas compensou com a sua ética, raça, liderança e intensidade. Um dos melhores exemplos do que é um profissional maduro, altruísta e dedicado.

El Jefecito, além de um ídolo visceral por todos os lugares onde passou, foi muito mais do que isso: Mascherano foi o líder físico da seleção de Messi, chegando ao ponto de na meia final do mundial de 2014 rasgar o ânus num carrinho para evitar um golo certo de Robben.

É difícil imaginar a equipa atual da Argentina sem o pequeno careca e a sua camisola “14”.

 

Mercado de Transferências NBA: Quais as “trades” mais importantes?

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Apesar de o mercado de transferências da NBA de 2020 ter tido o seu começo no dia 20 de Novembro, em pouco tempo tivemos uma liga virada do avesso! Desde jogadores importantes, como Chris Paul e Marc Gasol, a serem transferidos para outra equipa, até jogadores que vêm reforçar o banco de equipas candidatas a título como Montrezl Harrell e Dennis Schroeder, 2020 fica marcado pela surpresa, uma vez mais.

À semelhança do que aconteceu em 2019, muitos rumores têm surgido ao longo dos últimos dias em relação ao destino de certas super-estrelas como Russel Westbrook e James Harden. Fontes ligadas à ESPN sugerem que Harden terá pedido transferência para Brooklyn, mas esta tem vindo a ser negada.  A posição do Front-office de Houston aponta para uma repetição do ano anterior.

Começando pelas transferências mais impressionantes, ficam as aquisições e “partidas” dos atuais campeões Los Angeles Lakers. Dando continuidade na equipa à sua Super-Estrela em Anthony Davis e ao importante Kantavous Caldwell Pope, os Lakers não ficaram satisfeitos e foram ainda atrás de mais peças para a sua equipa.

Com a partida de Dwight Howard, rumo a Philadelphia, e de Javale McGee, rumo aos Cleveland Cavaliers, após trade efetuada pelos Lakers, estes necessitavam de uma referência no interior. Surge assim Marc Gasol, num contrato em saldos para os Lakers para a qualidade do jogador que contratam, dois anos a pouco mais de cinco milhões de dólares.

Ainda para reforçar o banco, e depois da partida de Rajon Rondo para os Atlanta Hawks, contrato que o veterano assina a dois anos por 15 milhões de dólares, conseguem via trade Dennis Schroeder, o candidato a 6º homem do ano que atuava pelos Oklahoma City Thunder. Não satisfeitos, os Lakers foram ainda atrás do atual 6º homem do ano em Montrezl Harrell, num contrato a dois anos por quase 19 milhões de dólares, algo um pouco excessivo mas que os Lakers viram como boa aquisição.

Para completar o plantel e reforçar ainda os atiradores na equipa, depois de Danny Green ter sido trocado para Oklahoma como parte da aquisição de Schroeder, os Lakers assinaram Wesley Mathews. Este é um jogador conhecido pela sua precisão de tiro exterior e que se espera que possa contribuir nos dois lados do campo para a equipa da cidade dos Anjos.

Já a outra equipa de LA, os Clippers, com a saída do seu 6º homem em Montrezl Harell, conseguiram adicionar um jogador com experiência campeã em Serge Ibaka. Ibaka irá ser direcionado para se torna a presença interior, mas que também consegue espaçar o campo, que tanto faltou aos Clippers durante a série contra os Denver Nuggets. Ibaka é uma cara conhecida para Kawhi Leonard, depois de em 2019 terem ambos sido campeões ao serviço dos Toronto Raptors. Os Clippers mantiveram Marcus Morris, uma peça coesa do ataque, num contrato avultado de 64 milhões de dólares a 4 anos.

A equipa que mais ficou a planear para o futuro e dispensou peças chaves para o curto prazo foram os Oklahoma City Thunder. Os Thunder enviaram Chris Paul juntamente com Abdel Nader para os Phoenix Suns a troco de Kelly Oubre Jr., Ricky Rubio, Ty Jerome, Jaron Lecque e ainda uma pick para o NBA Draft de 2022 de primeira ronda. Também disseram adeus a Steven Adams, o poste da equipa desde 2013, enviando-o para os New Orleans Pelicans, numa troca a com quatro equipas, New Orleans Pelicans, Milwaukee Bucks, Denver Nuggets (e os Thunder).

Os Pelicans receberam o neo-zelandês Adams via-Oklahoma e o base Eric Bledsoe via-Milwaukee, bem como ainda duas picks de primeira ronda dos Bucks e ainda o direito de trocar mais duas picks com o adversário. Em troca, os Bucks receberam Jrue Holiday, um base mais experiente, que era talvez o que o MVP da liga, Giannis Antetokounmpo, estava a precisar. Além do base, também receberam os direitos do Draft 2020 para a escolha número 60 (Sam Merrill).

Os Denver Nuggets receberam R.J Hampton, a pick número 24 do Draft de 2020. E, em sentido contrário, os Oklahoma City Thunder recebem a próxima pick do draft dos Nuggets, o base George Hill via Milwaukee, Zylan Cheatham, Josh Gray, Darius Miller e Kenrich Williams via-New Orleans Pelicans e ainda duas picks de segunda ronda dos Pelicans para 2023 e 2024.

Viajando até ao estado da Carolina do Norte, os Charlotte Hornets decidiram que era boa ideia oferecer um contracto máximo a Gordon Hayward, de quatro anos com a garantia 120 milhões de dólares de salário. O extremo irá jogar ao lado de Terry Rozier e da mais recente aquisição via Draft, LaMelo Ball, o jovem base com aspirações a super-estrela da NBA.

Entre várias trocas, estas são talvez as que causaram mais impacto na Liga. De salientar o trabalho realizado pelos Phoenix Suns, para criar um bom arsenal à volta de Devin Booker para apontar para o top-8 da conferência. Mas também dos Atlanta Hawks, que depois de terem conseguido assinar o base Rajon Rondo para adicionar alguma força vinda do banco nas posições de base, colmatam também a defesa exterior com o base Kris Dunn, que até então atuava pelos Chicago Bulls, num contrato a dois anos por 10 milhões de dólares.

Desta forma, os Atlanta Hawks oferecem o apoio necessário a Trae Young para elevar o nível de jogo da equipa e também voltar aos Playoffs da NBA. Para acrescentar ainda mais força ofensiva exterior, assinaram o extremo-base Bogdan Bogdanovic, a 74 milhões por 4 anos. O internacional Sérvio irá ser uma forte adição ofensiva a equipa de Atlanta.

Outras transferências, de menos importante escala, mas de manter a atenção foram as de Moe Harkless para os Miami Heat e Austin Rivers para os New York Knicks, trades com pouca atenção, mas com algum sentido para ambas as partes. Christian Wood, o extremo poste atlético que fechou bem a temporada pelos Detroit Pistons, irá para Houston num contrato a três anos por 41 milhões de dólares. DJ Augustin é também uma das adições da equipa de Milwaukee, para reforçar o banco.

Ficam assim as trocas e transferências mais importantes do mercado da NBA de 2020, um período que foi bastante inesperado e com grandes nomes a irem para destinos bastante engraçados em termos de margem de progressão. Fica no ar a constante dúvida de quem é o vencedor de todas estas trocas e qual a equipa que apresentou a melhor estratégia com aquilo que o mercado tinha para oferecer. Mas, mais uma vez, e como é costume nas nossas análises aqui no Bola Na Rede, estas são questões que só o tempo nos dirá a resposta.

CS Marítimo x SL Benfica | 5 estatísticas do encontro na Madeira

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CS Marítimo e SL Benfica medem forças naquele que é o jogo que fecha a oitava ronda da Primeira Liga portuguesa. O jogo realiza-se na ilha da Madeira, no Estádio dos Barreiros, às 19h desta segunda-feira.

A DESLOCAÇÃO À MADEIRA COSTUMA IMPLICAR COMPLICAÇÕES PARA OS TRÊS GRANDES E O SL BENFICA NÃO FOGE À REGRA. SERÁ QUE AS ÁGUIAS VÃO ULTRAPASSAR ESTE TESTE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Ambas as equipas necessitam urgentemente de pontuar, uma vez que a equipa da casa, o Marítimo, se encontra abaixo da linha de água, enquanto o Benfica tem de vencer se almeja a conquista do campeonato.

Sporting CP | Uma breve análise aos emprestados para 2020/2021

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Não sendo opções para Rúben Amorim na presente época, o Sporting CP tentou vender ou emprestar alguns excedentários – sendo que não foi possível fazê-lo com todos, onde alguns ainda treinam à parte do plantel – para mais do que continuarem com ritmo competitivo, tentar de alguma forma valorizar para vender mais tarde e tentar recuperar o esforço financeiro feito anteriormente.

Nesta lista, olhamos para o que estão a fazer os emprestados e analisamos as suas performances.

SC Braga 1-0 SC Farense: Musrati injusticeiro ao cair do pano

A CRÓNICA: SC BRAGA POSSESSIVO, MAS POUCO EFETIVO NESTE DUELO FRENTE O SC FARENSE

Noite gelada na Pedreira e jogo a condizer, com os homens da casa, claramente favoritos à partida, a mostrarem dificuldades em aquecer o encontro.

A primeira metade viu um Braga mais dominador, com posse e algumas boas ocasiões para desfazer o nulo. Contudo, entre boas defesas de Defendi e intervenções a bom tempo do setor defensivo dos visitantes, os arsenalistas não foram capazes de chegar ao golo.

Por seu turno, o Farense também se aproximou da baliza contrária, ainda que com menos frequência. Aos 25’, Brian Mansilla introduziu o esférico na baliza à guarda de Matheus, mas este seria invalidado após consulta do VAR por fora de jogo de Gauld e, alguns minutos depois, o escocês atirou por cima a outra boa oportunidade dos algarvios.

O segundo tempo começou com tónica semelhante. O braga dominou, mas o maior perigo até surgiu para o Farense, que atirou com uma bola ao ferro. O cenário só mudou nos 20 minutos finais, em que, finalmente, o Braga acelerou e colocou mais pressão no adversário.

Aos 88’, numa jogada de insistência, a bola sobrou para Al Musrati que, à entrada da área, resolveu o encontro com um tiro bem enquadrado, garantindo três pontos que valem ao Braga a manutenção no segundo posto e condenam o Farense ao último lugar da Liga.

 

A FIGURA

Sérgio Vieira – Claramente com menos armas individuais, o Farense só poderia fazer frente ao Braga mostrando identidade, jogando sem medo e tendo a lição bem estudada. Tudo isto aconteceu e o culpa tem que ser atribuída ao seu treinador.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Esgaio – Uma das principais armas do Braga pela sua versatilidade, foi repetida e facilmente anulado pela defensiva de Faro, contribuindo com pouco de positivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Faltou criatividade. O conjunto da casa teve mais posse durante toda a duração da partida, mas, mesmo assim, teve dificuldades em criar oportunidades claras de golo. Para isso, muito contribuiu um meio-campo apático, incapaz de criar espaços e desequilíbrios. Valeram as substituições de  Carlos Carvalhal que, lançando três centro-campistas de uma assentada, deu renovada dinâmica à sua equipa.

Mais à frente, a situação não foi muito diferente. Paulinho e Ricardo Horta raramente se desfizeram da marcação direta e a pontaria não esteve afinada e nas alas o cenário repetiu-se. À falta de capacidade técnica, sobrou a velocidade de Galeno, a única forma que o Braga teve de constantemente ultrapassar a defensiva visitante.

Somente atrás não houve razões de queixa, com Matheus e os centrais a responderem positivamente sempre que foram chamados a intervir.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Esgaio (4)

David Carmo (6)

Bruno Viana (5)

Sequeira (5)

Fransérgio (5)

André Castro (6)

Iuri Medeiros (6)

Ricardo Horta (6)

Galeno (7)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Musrati (6)

André Horta (6)

Novais (5)

Schettine (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Muito bem organizado, o SC Farense mostrou do início ao fim do encontro uma excelente capacidade de se adaptar a tudo o que o Braga tentava para chegar ao golo. Defensivamente, o quarteto defensivo esteve impecável, sempre tempestivo e demonstrador de entreajuda, anulando quase todas as investidas arsenalistas, com exceção das conseguidas pela velocidade de Galeno.

Ofensivamente, houve menos possibilidades da equipa se mostrar, mas, ainda assim, os detalhes foram positivos, com várias jogadas estudadas e boa mobilidade na procura de espaços entre linhas.

Mesmo encostados às cordas durante grande parte do jogo, os algarvios nunca abdicaram de jogar em qualidade e de sair com bola, resistindo à tentação do alívio fácil e, assim, dificultando ao Braga a reconstrução atacante.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Defendi (7)

Alex Pinto (6)

César (8)

Abner (7)

Filipe Melo (8)

Falcão (6)

Ryan Gauld (6)

Amine (5)

Brian Mansilla (5)

Bilel (6)

Stojiljkovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Patrick (5)

Hugo Seco (5)

Bura (-)

Licá (-)

Madi Queta (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Farense

BnR: A equipa ainda não teve nenhum jogo sem sofrer golos, hoje esteve quase, mas acabou por falhar perto do fim. Pretende mudar alguma coisa ou é só uma questão de tempo?

Sérgio Vieira: É uma questão de tempo. São circunstâncias, de alguma estabilidade também no setor defensivo. Hoje, por exemplo, em relação aos jogadores que vinham a disputar essa posição, acabamos por não ter aqui o Eduardo Mancha, que também outro grande jogador, com potencial enorme infelizmente, por uma lesão, não pode dar o seu contributo.

Mas, temos que procurar soluções, como encontramos contra o Belenenses, por exemplo, adaptamos ali um jogador que não fazia aquela posição, o Falcão. Também vimos o César, que voltou agora, acabou o jogo já numa atitude de superação, já com algumas limitações físicas, esse também foi um dos aspectos que condicionou o nosso rendimento.

Como você disse, hoje poderia ser um jogo que a gente terminaria sem sofrer, mas não vamos ficar agarrados a esse aspetos e deixar de valorizar a nossa forma de estar em campo. Se tivermos que sofrer um golo e marcar dois ou três, como aconteceu com o Boavista, preferimos assim que não sofrer e ficar 0-0. Acho que não podemos é ficar agarrados a isso. Faz parte do futebol, temos de lutar para não acontecer.

SC Braga

Não foram colocadas questões ao treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Boavista FC 0-0 Belenenses SAD: Jogo morno acaba com empate

A CRÓNICA: MUITA PRESSÃO, POUCA BALIZA

Boavista FC e Belenenses SAD encontraram-se no Estádio do Bessa para a oitava jornada da Primeira Liga. Em comum, estas duas equipas tinham o facto de apenas terem vencido por uma vez nesta edição do campeonato.

Numa primeira parte onde a palavra de ordem foi “pressão”, houve duas ocasiões claras de golo. Primeiro, para os homens de Petit, com Miguel Cardoso a desmarcar-se nas costas da defensiva axadrezada e a atirar com estrondo ao poste direito da baliza de Léo Jardim.

Na resposta, após uma interceção de Cannon e uma arrancada com bola de Angel Gomes, o Boavista poderia ter chegado à vantagem por Benguche, mas o ponta de lança, já dentro da área, atirou para uma defesa de Kritciuk. Com poucos erros individuais, eis que o intervalo chegou com o mesmo resultado do apito inicial.

O discurso ao intervalo foi de clara intenção de alvejar as balizas adversárias e foi com esse mote que se iniciou o segundo tempo. Sauer e Cafu, um em cada baliza, testaram a atenção dos guarda-redes, mas o golo não surgiu. Aos 57′, quem surgiu desmarcado foi Cannon, após uma bola por cima da defesa de Show, mas o lateral americano não conseguiu acertar na baliza de Kritciuk.

A indecisão mantinha-se no marcador, mas Varela tentou contrariá-la com um remate potente fora da área, valeu Leo Jardim, com uma grande intervenção. Gustavo Sauer ainda testou Kritciuk por um par de vezes, mas as balizas mantiveram-se invioladas até final. Boavista e Belenenses SAD empatam num encontro onde houve muita pressão e pouca baliza.

A FIGURA

Sauer e Cafu, um em cada baliza, testaram a atenção dos guarda-redes, mas o golo não surgiu.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Gustavo Sauer – O extremo brasileiro foi o jogador que mais perigo criou. Com o caraterístico movimento de puxar para dentro e chutar, pôs à prova Kritciuk por várias vezes.

O FORA DE JOGO

Sauer e Cafu, um em cada baliza, testaram a atenção dos guarda-redes, mas o golo não surgiu.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Benguche – Não conseguiu ser a referência ofensiva que se pretendia e andou, quase sempre, escondido no meio da defesa adversária. Na única ocasião de golo que dispôs, não conseguiu dar vantagem à sua equipa.

ANÁLISE TÁTICA – Boavista FC

O Boavista FC apresentou-se em 4-2-3-1, com Angel Gomes a jogar por dentro, mais perto do ponta de lança, Benguche. Com Nuno Santos e Sauer em terrenos mais interiores, a linha ficou reservada para Cannon e Mangas subirem e apoiarem o ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)
Cannon (6)
Rami (6)
Chidozie (6)
Mangas (6)
Angel Gomes (6)
Show (6)
Javi García (6)
Sauer (7)
Benguche (5)
Nuno Santos (5)

SUBS UTILIZADOS

Nathan (6)
Di Santos (-)
Juwara (-)

ANÁLISE TÁTICA – Belenenses SAD

O Belenenses SAD, ao contrário do que a ficha de jogo indicava, apresentou-se em 3-4-2-1, com Cafu a fazer de terceiro central. Tiago Esgaio e Rúben Lima projetaram-se para o ataque, com Afonso Sousa e Varela em terrenos mais interiores a apoiar a referência ofensiva, Miguel Cardoso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (6)
Tiago Esgaio (6)
Henrique (6)
Tomás Ribeiro (6)
Rúben Lima (6)
Cauê (5)
Bruno Ramires (6)
Cafu (6)
Afonso Sousa (6)
Varela (6)
Miguel Cardoso (6)

SUBS UTILIZADOS

Yaya (6)
Richard (-)
Cassierra (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

Bola na Rede: Faltou mais preponderância ofensiva à equipa?

Vasco Seabra:  Fizemos um jogo melhor do ponto de vista ofensivo. Na primeira parte, foi um jogo equilibrado, mas tivemos melhores ocasiões. Na segunda, tivemos um entrada muito forte com várias chegadas à baliza, com uma transição defensiva forte também. Tivemos um período de dez minutos, em que não conseguimos manter o ritmo e nos últimos 15 minutos estivemos por cima, faltou fazer o golo mesmo.

Belenenses SAD

Bola na Rede: O Afonso Sousa tem vindo a desenvolver-se sob o seu comando. Como tem visto a progressão dele?

Petit: É um miúdo que conheço há muito tempo, teve alguma dificuldade na pré- época, foi-se adaptando ao que nos queríamos, é um jogador que está a crescer, é um miúdo com muito futuro.

Fórmula 1 | GP Bahrain: Falemos de Heróis…

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Desde que acompanho Fórmula 1, esporadicamente durante a década de 2000 e “a sério” desde 2017, nunca tive uma corrida que me esgotasse tanto psicologicamente como esta. Com certeza que quem lê este artigo, sabe precisamente o que aconteceu na primeira volta. Romain Grosjean (HAAS) teve um dos piores acidentes que já vi na Fórmula 1. Felizmente, saiu relativamente ileso, com algumas queimaduras, e a suspeita de costelas fracturadas, praticamente um milagre, depois do impacto visto.

O facto de ele estar bem, deve-se a todos os avanços tecnológicos e de segurança que a Fórmula 1 e a FIA implementaram, e ainda pela fenomenal equipa do carro médico, que teve o sangue frio de não hesitar, e literalmente lançar-se às chamas para ajudar um homem. Esses heróis merecem nomes, e são o piloto do carro médico Alan van der Merwe e o delegado médico da Fórmula 1, o Doutor Ian Roberts. Em nome de toda a comunidade de Fórmula 1, penso que é seguro dizer que vos agradecemos, por evitarem o pior.

Hoje foi um dos dias em que a comunidade da Fórmula 1 gritou em uníssono, e como tal, este artigo não poderia ser apenas “meu”, e por isso deixo aqui também as palavras do David Pacheco, colaborador do Bola na Rede:

“Hoje, a Fórmula 1 parecia voltar aos anos 70, mas, serve este acidente de Grosjean para perceber o quão longe já chegou a segurança no desporto motorizado. Mas, nunca esquecer, continua a ser um desporto de risco.”

A CORRIDA: A LUTA PELO TERCEIRO LUGAR É UM FILME DO HITCHCOCK

Desviando as nossas atenções para a corrida em si, esta recomeçou vários minutos depois, enquanto foram reparadas as barreiras onde embateu Romain Grosjean. Não foi propriamente aí que regressamos a uma corrida, porque numa embrulhada com Daniil Kvyat (Alpha Tauri), o Racing Point de Lance Stroll ficou de rodas para o ar, o que obrigou a um safety car, enquanto este carro era retirado.

A partir deste ponto as coisas acalmaram, a corrida regressou, e Lewis Hamilton foi, como costume, o primeiro a atravessar a linha de chegada, controlando a corrida de início ao fim, contudo, desta feita, com Max Verstappen (Red Bull) constantemente a morder-lhe os calcanhares. O piloto da Red Bull acaba por ser prejudicado por uma rara paragem lenta da equipa, que lhe poderia ter dado uma oportunidade para lutar pela vitória.

A corrida terminou atrás do safety car, e este foi causado pelo tremendo azar de Sergio Perez. Se já custa saber que um dos melhores da grelha ainda não tem equipa para o ano, ainda custa mais quando este vai para um excelente pódio, e a poucas voltas do fim, o motor Mercedes desiste. Foi doloroso ver um pódio fugir desta forma ao mexicano, que mesmo apesar deste problema, tem 63 pontos nas últimas sete corridas, para apenas dois de Lance Stroll. Alguma coisa não faz sentido aqui, mas deixo essa decisão para vocês.

O sortudo no meio disto tudo, foi Alexander Albon, que teve provavelmente a sua corrida mais silenciosa da temporada, mas que chegou para o pódio. Ainda muito atrás do seu colega de equipa, desta vez não tropeçou nele próprio, e aproveitou as oportunidades quando estas surgiram e conseguiu o seu segundo pódio da temporada.

Se ontem sugeri que a Mclaren era a equipa a observar, e que precisariam de uma cartada de génio para manter acesa a luta pelo terceiro lugar do campeonato, eles fizeram isso, e ainda tiveram o bónus de nenhum Racing Point terminar a corrida. O fantástico quarto lugar de Lando Norris e o quinto de Carlos Sainz, foram quase o melhor cenário possível para a equipa britânica. Particular destaque para Sainz que fez uma corrida fabulosa desde 15º na grelha, com um fenomenal período nos macios que toda a gente dizia que não duravam, talvez em mãos menos habilidosas isso fosse verdade.

Pierre Gasly (Alpha Tauri) foi o homem em sexto, com mais uma performance fabulosa, que pode ter sido salva pelo safety car no final da corrida, numa fase onde estava a perder imenso tempo em pneus antigos. Daniel Ricciardo ( Renault), acabou por ficar em sétimo, após várias disputas com o seu colega de equipa, Esteban Ocon que terminou em nono. Valtteri Bottas, ficou entre os dois Renault, em oitavo, após um furo no recomeço da corrida o obrigar a recuperar posições perdidas. Mais uma prova que o Mercedes tem sérias dificuldades quando não começa desde a frente.

Charles Leclerc parecia ter uma boa dose de pontos na mão, após um fabuloso arranque depois da bandeira vermelha, contudo, foi ficando para trás, segurando apenas um ponto para a sua equipa.

Fora do top 10 não houve nenhuma surpresa em particular, com Daniil Kvyat a atrair demasiada atenção, após estar envolvido (sem culpa em ambos) nos acidentes de Grosjean e Stroll.

Foi uma corrida difícil, após o acidente de Grosjean, a vontade de a ver era muito pouca, mas depois pensei como estariam mentalmente estes pilotos. Eu achava difícil de ver a corrida, mas estes homens estavam dispostos a voltar para a pista depois de ver um colega a safar-se por pouco, e isso, é coragem, é determinação. O risco nunca deixará de estar lá, mas o facto de que Romain Grosjean ter sobrevivido a isto, prova que a procura pela segurança, deve sempre ser uma prioridade. Agora Romain, quando puderes abraça a tua família com toda a força, e se sentires que não queres voltar, é perfeitamente compreensível, és um herói, e obrigado por tudo.

Foto de capa: Haas F1 Team

Chelsea FC 0-0 Tottenham Hotspur FC: Dérbi londrino morno e sem pimenta

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A CRÓNICA: SPURS FALHAM A LIDERANÇA ISOLADA

O Tottenham Hotspur FC deslocava-se a Stamford Bridge procurando isolar-se na liderança da Premier League, mas o nulo no marcador diante do Chelsea FC (0-0) não permitiu que tal acontecesse – isto num dérbi londrino que merecia bem mais ocasiões de golo do que aquelas que teve.

Num primeiro tempo globalmente morno e equilibrado, a formação de José Mourinho deu a iniciativa ao adversário e apostou em lances de contra-ataque, de tal modo que Bergwijn e Aurier foram os únicos a estar perto de finalizar duas dessas jogadas. Já na turma de Frank Lampard, Werner e Mount foram os únicos a visar a baliza de Lloris – o primeiro ainda atirou para o fundo das redes, mas o lance seria anulado por fora de jogo. Tudo isto nos primeiros 20 minutos, de resto nada mais se passou e o jogo foi para o intervalo com um nulo no marcador.

No segundo tempo, o Chelsea não só voltou a ter mais bola, como foi praticamente a única equipa a tentar criar lances junto da baliza de Lloris para chegar ao golo. Ainda assim, as únicas duas ocasiões de perigo apareceram apenas nos últimos dez minutos, com novo remate de Mount para defesa do guardião francês e com uma tentativa do recém-entrado Giroud em aproveitar uma falha defensiva já nos descontos.

Com este resultado, os spurs juntam-se ao Liverpool na liderança da Premier Legaue, com 21 pontos, ao passo que os blues somam agora 19 pontos no terceiro lugar da tabela classificativa. José Mourinho continua sem vencer o Chelsea desde que assumiu os comandos do Tottenham.

A FIGURA


Pierre-Emile Hojbjerg – Foi imperial no meio-campo da equipa de José Mourinho, principalmente no processo defensivo ao recuperar a bola por diversas ocasiões. Além disso, Hojbjerg foi sempre a unidade mais recuada no meio-campo na construção a partir de trás, tendo desatado vários nós nas transições ofensivas da equipa, embora sem a devida continuidade lá na frente. 

O FORA DE JOGO


Son – É surpreendente, mas Son terá sido mesmo a unidade mais apagada do dérbi londrino. Habituado a protagonizar grandes exibições e a ser um dos melhores jogadores deste Tottenham, o avançado coreano não esteve ao melhor nível diante do Chelsea e praticamente não sobressaiu em nenhuma das (poucas) jogadas de ataque dos spurs.

 ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA

Frank Lampard manteve a estrutura-base que tem vindo a colher frutos para os blues num 4-3-3 sem alterações significativas – tendo utilizado exatamente o mesmo “onze” que goleou o Sheffield United FC no último duelo caseiro.

Os blues apoderaram-se da posse de bola desde início, mas sentiram imensas dificuldades em furar a defensiva adversária e qualquer perda de bola no meio-campo era sinónimo de contra-golpe perigoso do Tottenham. Já no segundo tempo, a equipa de Lampard demonstrou ser capaz de conter as investidas do Tottenham e raras vezes o meio-campo cedeu perante a pressão adversária, embora isso não tenha sido suficiente para significar muito mais perigo lá na frente. Boa parte dos lances perigosos chegaram a partir de momentos individuais.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (6)

Bem Chilwell (7)

Thiago Silva (6)

Kurt Zouma (5)

Reece James (6)

Mason Mount (7)

N’Golo Kanté (6)

Mateo Kovacic (7)

Timo Werner (6)

Hakim Ziyech (7)

Tammy Abraham (6)

SUBS UTILIZADOS

Christian Pulisic (5)

Olivier Giroud (5)

Kai Havertz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM

Agradado com o que tem visto em campo, José Mourinho decidiu apostar na mesma equipa que derrotou o Manchester City FC na jornada anterior, apenas com uma troca forçada no eixo da defesa com a entrada de Rodon para o lugar do lesionado Alderweireld.

Fiel ao 4-2-3-1 com o duplo pivô no meio-campo constituído por Sissoko e Hojbjerg, o Tottenham apresentou-se em campo mais na expetativa e sempre pronto a causar mossa na exploração do contra-ataque, tanto que as oportunidades perigosas no primeiro tempo nasceram a partir disso mesmo. Na segunda metade, os spurs sentiram mais dificuldades em chegar lá à frente e as substituições ofensivas para que isso pudesse ser corrigido nem chegaram a acontecer, sem que fosse possível alterar o rumo dos acontecimentos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (6)

Sergio Reguilón (6)

Eric Dier (6)

Joe Rodon (6)

Serge Aurier (7)

Pierre-Emile Hojbjerg (7)

Moussa Sissoko (6)

Steven Bergwijn (7)

Tanguy Ndombélé (5)

Heung-Min Son (5)

Harry Kane (6)

SUBS UTILIZADOS

Giovani Lo Celso (5)

Bem Davies (-)

Lucas Moura (-)

Romário Baró | Onde está a confiança?

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A temporada era 2019/20, Romário Baró, começara aquela que, seria a estreia de sonho para qualquer jovem proveniente da equipa B. Chegou e ganhou de imediato a confiança de Sérgio Conceição, metendo-o logo em ação em jogos de importância extrema para o FC Porto no momento inicial da época.

Tudo corria na perfeição para o jovem português até que, com grande infortúnio, começou a ser assombrado pelas lesões, a mais grave das três que sofreria, fez com que perdesse grande parte da época, um total de 15 jogos da primeira metade da temporada corrente. Desde então, o internacional sub-21 nunca mais foi o mesmo dentro das quatro linhas.

Ainda assim, à altura do seu regresso, continuou a ser aposta e a somar minutos de jogo, em contrapartida, o rendimento não correspondia. O Romário Baró que outrora enfrentava o adversário e “puxava” a equipar a frente com a sua energia, ficou diferente sempre com cariz baixo perante o oponente.

Deixou de ser opção e com a consequente maturidade e dinâmicas ganhas entre equipa, passou ser a segunda ou terceira escolha no meio campo e o rendimento já não era o mesmo de outrora. Se em certa altura víamos um jogador destemido com a bola nos pés, com um drible objetivo, sempre de cabeça levantada, passamos a ver um jogador com medo de errar e ser crucificado pelo mesmo, sempre a jogador “pelo seguro” sem assumir a bola no pé. A mudança deve-se a, evidente, falta de confiança no seu jogo.

O médio tem o espírito, querer e vontade para se tornar um indiscutível na equipa principal, apesar disso, a ausência de segurança nas suas capacidades está a atrasar o seu destino.

Neste momento, Romário Baró está a tornar-se, de novo, opção para o treinador, nos (poucos) minutos dentro de campo que são entregues demonstra grandes rasgos de “predestinado”, no entanto, precisa de tempo para crescer dentro de campo, cometer erros e desenvolver a sua personalidade futebolística, algo a que Sérgio Conceição, compreensivamente, não parece estar disposto.

A qualidade e potencial não se podem ser negados, aos 20 anos e com as oportunidades certas, ainda resta muito tempo para provar todo o potencial que lhe é conhecido e ser capaz de agarrar a titularidade no 11 inicial, algo que, neste momento, parece ser uma tarefa muito trabalhosa devido à subida de rendimento do já habitual trio no centro do terreno: Sérgio Oliveira, Uribe e Otávio.

Zouhair Feddal | Uma Entrevista que Revela Personalidade

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Na sequência das ótimas campanhas de marketing que já elogiei noutros artigos, o Sporting CP presenteou os adeptos e sócios com mais uma entrevista. Desta vez, o entrevistado foi Zouhair Feddal, defesa central que, desde que chegou, tem sido um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino.

Nesta época conta com 782 minutos jogados e, acima de tudo, é um jogador que cumpre bem a sua posição e não compromete. Estas características fazem dele um jogador importante no plantel e a sua experiência, tal como a de João Mário ou de Coates são muito positivas para o desenvolvimento dos jovens da formação. Passemos à entrevista!

 

Adaptação e Balneário

É notório que Feddal está feliz por ter escolhido o Sporting CP tanto que considera que foi um passo à frente na carreira. Gostei de ver a normal ambição num jogador do clube de Alvalade e, acima de tudo, gosto de ver que o espírito de grupo é algo fundamental para o sucesso da equipa. Em campo, consigo notar que a equipa está unida como uma família e nas entrevistas ou vídeos de treinos, percebe-se ainda mais este espírito de grupo que, sem dúvida alguma, pode catapultar a equipa para outro nível, nível este que todos queremos ver!

 “O Sporting CP tem que ter como base um bom balneário”.

Rúben Amorim

Já não é a primeira vez que um jogador fala bem do jovem treinador dos leões. Recordo que o próprio João Mário já o havia feito e, curiosamente, tanto o médio português como Zouhair Feddal abordaram o ponto das metodologias modernas de Rúben Amorim. Os elogios de Feddal passaram pela mentalidade vencedora e pelo facto de saber motivar os jogadores.

A verdade é que Rúben Amorim aparenta ter o plantel consigo e, atualmente, no futebol, esta união é algo que os treinadores têm de conseguir alcançar: o treinador já não serve só para treinar e para decidir a tática; atualmente, tem de conseguir ser um líder reconhecido no seio dos jogadores e Rúben Amorim tem conseguido ser um grande líder: tanto nas conferências de imprensa como nos jogos, o técnico mostra que sabe liderar um grupo. Há carisma e confiança no trabalho que está a ser desenvolvido misturado com um discurso realista que todos nós devemos adotar.

“Sobre Rúben Amorim só posso falar bem”.

Liderança e Resultados

O defesa central de 31 anos considera que a equipa está a pensar jogo a jogo, final a final. Considero que é esta que tem de ser a mentalidade! Reconhece que está a ser feito um bom trabalho “tanto dentro do campo como fora dele” mas não descarta o facto de que ainda podem melhorar ou aprender, destacando que ninguém pode relaxar ou pensar que já conquistou algo visto que, até à data, os resultados ainda não cumpriram os objetivos do clube para a presente época.

Pessoalmente, compreendo este discurso e acho que os adeptos têm de seguir o mesmo caminho: não criar ilusões desmedidas. Mas, a verdade é que à medida que as jornadas vão passando e o Sporting CP continua em primeiro, as pessoas vão acreditando e é precisamente isto que vai ser um teste de fogo ao estofo da equipa. Refiro-me a lidar com as expectativas, obviamente. Estas, no início, eram muito pequenas e, atualmente, são cada vez maiores.

“Sinceramente, eu não gosto de olhar para a classificação”.

Jovens e Veteranos no Plantel

Zouhair Feddal destaca que não há distinções no plantel: “os melhores jogam”. Não importa se são veteranos ou jovens. No entanto, procura sempre ajudar os jovens a crescer e destaca a entreajuda que reina no plantel leonino: os próprios jovens ajudam Feddal a crescer enquanto jogador ao mesmo tempo que o defesa central marroquino os procura ajudar. A verdade é que os jovens formados no Sporting CP se estão a adaptar muito bem ao ritmo da Primeira Liga: nota-se que a equipa lhes proporciona esta adaptação na medida em que eu nunca tinha visto uma equipa tão jovem no clube a jogar um futebol desta qualidade. Parece que os jovens estão a crescer a olhos vistos e a ajuda dos veteranos é fundamental neste aspeto.

“Ouvir e dar conselhos humildemente é algo importante para poder crescer”.

Considerações Finais

Feddal ainda aborda a dificuldade (não esperada) da Liga Portuguesa e espera que os adeptos possam voltar aos estádios o mais rapidamente possível ao estádio para apoiar a equipa. Na minha opinião, nenhuma equipa do Sporting CP é mais forte sem adeptos mas os adeptos também têm de perceber que, quando voltarem, têm de apoiar! Em jeito de conclusão, gostei das declarações de Zouhair Feddal.

Considero que demonstraram personalidade e comprometimento com o projeto sendo que ele acaba por afirmar que vai com o Sporting até à morte! Mais uma vez, é de louvar que o Sporting CP tenha estas ações para aproximar os jogadores dos adeptos numa altura em que o distanciamento é o novo normal. As campanhas de marketing do Sporting CP, durante a presente época, têm estado ao nível dos resultados e espero que ambos continuem, tanto os resultados como o marketing!