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FC Porto 27-25 SL Benfica: Dragões voam nas asas de Martins

A CRÓNICA: APESAR DO SUSTO NOS MINUTOS FINAIS, OS DRAGÕES MANTÊM A INVENCIBILIDADE

Duas equipas invictas, FC Porto e SL Benfica, encontraram-se no Dragão Arena para descobrir quem continuaria com o registo 100% vitorioso.

Vindo de um ciclo difícil que incluiu dois jogos frente ao campeão francês Paris Saint Germain e ainda uma dura batalha frente ao Sporting CP no Pavilhão João Rocha, o Futebol Clube do Porto sabia que uma vitória lhe daria um aditivo importante na luta pelo título. Por outro lado, o Sport Lisboa e Benfica queria assumir a liderança do campeonato e ser a primeira equipa a vencer os dragões esta época para competições oficiais internas.

Com um 6:0 muito coeso, os comandados de Chema Rodriguez surpreenderam a equipa da casa e assumiram a liderança do marcador. Com o bombardeiro Petar Djordjic em dia sim, o Benfica estava bem no encontro e conseguiu uma vantagem de três golos que obrigou Magnus Andersson a pedir um tempo técnico para acalmar a sua equipa.

A paragem teve o efeito desejado, e minutos depois os azuis-e-brancos empataram o jogo a oito. O Porto introduziu o seu característico ataque 7×6 e o caminho para o golo começou a aparecer com maior facilidade. A defesa benfiquista não conseguia tapar o espaço que os dois pivots portistas criavam, e foi com naturalidade que a equipa da casa vencia por 15-14 ao intervalo.

No segundo tempo os lisboetas conseguiram chegar novamente à igualdade, em muito graças à excelente exibição de Sergey Hernandez, que jogo após jogo mostra ser peça fundamental para o sucesso da equipa, mas o 7×6 portista continuava a fazer mossa, e a defesa benfiquista começou a acusar o cansaço e a receber exclusões de dois minutos.

Com uma vantagem de quatro golos a menos de cinco minutos do fim o jogo parecia ter terminado, mas uma série de três livres de sete metros falhados/defendidos por parte do conjunto da casa, permitiram ao Benfica voltar à luta pela vitória. No entanto, nos momentos decisivos, Miguel Martins mostrou ter cabeça e sangue frio, e conseguiu colocar um ponto final nas aspirações encarnadas de roubarem pontos no Dragão Arena.

O Porto conseguiu assim mais uma vitória e é agora a única equipa invicta no Campeonato Andebol 1.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Miguel Martins: O central portista é cada vez mais preponderante para o sucesso da sua equipa. Com seis golos marcados, Miguel Martins foi o melhor marcador do Porto e não teve medo de assumir nos momentos em que o Porto precisava. O seu remate de anca é cada vez mais uma arma no seu arsenal que as defesas têm de arranjar forma de contrariar.

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Porto Sports

André Gomes: O lateral-esquerdo do FC Porto voltou a ter uma exibição muito abaixo do esperado e foi um dos preteridos por Magnus Andersson quando o técnico decidiu mudar o esquema a equipa. Apesar de ser um dos maiores talentos do clube, André Gomes tem sido muito inconstante e este encontro foi mais um exemplo.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto teve uma entrada um pouco atribulada, mas o seu 7×6 foi a chave do jogo. Com Daymaro Salina e Victor Iturriza junto aos seis metros, a primeira-linha portista conseguiu arranjar espaço, tanto para entradas aos seis metros, como para remates exteriores.

Defensivamente, o seu 6:0 teve alguma dificuldade em contrariar o poder de remate de Petar Djordjic, mas Alfredo Quintana conseguiu uma série de defesas frente a Arnau Garcia que foram essenciais para o triunfo azul-e-branco.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (8)

António Areia (6)

Djibril Mbengue (6)

Rui Silva (7)

André Gomes (5)

Leonel Fernandes (7)

Victor Iturriza (7)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Ivan Sliskovic (6)

Miguel Martins (8)

Fábio Magalhães (8)

Daymaro Salina (7)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica conseguiu causar muitos problemas ao Porto durante grande parte do jogo com uma defesa 6:0 muito forte e que colocava muita pressão no portador da bola. Com Matic Suholeznic no centro da defesa, os encarnados foram capazes de parar o 6×6, mas tiveram muitos problemas para conter o 7×6 azul-e-branco.

Ofensivamente, a equipa de Chema Rodriguez apostou em constantes entradas do ponta-direita a segundo pivot de forma a ganhar vantagens no setor central. No entanto, quando essa opção não funcionava, o Benfica tinha dificuldades em ultrapassar a defesa portista.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Sergey Hernandez (8)

Arnau Garcia (7)

Petar Djordjic (8)

Lazar Kukic (7)

Belone Moreira (6)

Ole Rahmel (7)

Paulo Moreno (5)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Matic Suholeznic (7)

Kevynn Nyokas (6)

João Pais (7)

Académica OAF 2-1 SC Covilhã: Briosa rouba o Capucho ao Covilhã

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARA UNS, A SEGUNDA PARA OUTROS

Académica OAF vence na receção ao SC Covilhã e ascende provisoriamente ao segundo lugar. Os estudantes dão, assim, continuidade à boa época que estão a realizar, enquanto os beirões registam a primeira derrota na Liga sob o comando de Nuno Capucho.

Entrada positiva da Académica OAF na partida; tão positiva, aliás, que os estudantes chegam mesmo ao golo da vantagem aos 14 minutos, sendo este o primeiro tento alcançado pela Briosa nos primeiros 15 minutos de qualquer partida na presente edição da Segunda Liga.

A subida de Bruno Teles pela ala esquerda culmina com um cruzamento rasteiro que encontra, numa primeira instância, a luva esquerda de Léo Navacchio e, na sobra, o pé direito de Traquina, que fulmina as redes da baliza sul do Cidade de Coimbra.

O primeiro impacto pós-golo é de difícil digestão para os beirões, mas a resposta sequente incomoda a Académica OAF ao ponto de a fazer recolher linhas para bem junto da sua área. Apesar do incómodo causado, apenas por uma vez – e de fora da área – consegue a turma de Nuno Capucho assustar verdadeiramente os anfitriões.

O remate de meia distância é também o meio pelo qual os da casa, à passagem do minuto 35, tentam sacudir a pressão beirã e pôr cobro ao bom momento do SC Covilhã na partida. Em ambas as situações, nem o ligeiro sopro de vento provocado pela passagem da bola faz tremer qualquer dos guarda-redes.

A partida ameniza-se e equilibra-se nos cinco minutos seguintes. Até Traquina abrir o manual técnico e fazer o esférico atravessar o Túnel da Serra da Estrela ainda no seu meio-campo, dando início a uma jogada bem delineada pelos estudantes que o próprio tenta finalizar após passe de Bruno Teles – de novo -, sem sucesso. No entanto, a bola saída da “rosca” de Traquina encontra Bouldini, que, com toda a calma e categoria, dilata a vantagem caseira.

Dobra o sino do apito de João Gonçalves a sinalizar o intervalo. Os estudantes caminham alegres para os balneários, em claro contraste com o ar sisudo e agastado de Nuno Capucho. Ordem natural das coisas, já que se regista um 2-0 para os da casa ao cabo dos 45 minutos primeiros.

Regresso da partida com repartição bastante semelhante da posse de bola e da vontade, imaterializada, de chegar ao golo – a Académica ao terceiro, o SC Covilhã ao da aproximação. Contudo, por muita vontade que houvesse de parte a parte, apenas aos 60 minutos se escuta o burburinho fantasma de um Cidade de Coimbra vazio, que quase assistia ao tento da redução.

Gleison remata às portas da grande área academista, com o esférico a viajar pouco por cima da trave da baliza à guarda de Mika. Para desolação dos alviverdes, nem essa ameaça faz caducar a calma da Briosa, que prossegue em controlo do encontro, investindo ofensivamente “aqui e ali”.

O espetro do 3-0 paira por sobre o Calhabé. A indefinição junto e dentro da área beirã por parte dos academistas inviabiliza a dilatação do resultado. Traquina, Bouldini e João Mário desperdiçam as suas oportunidades e impedem o marcador de atingir números desagradáveis para um SC Covilhã amorfo e “macio” em excesso.

Em simultâneo, impelem os beirões a procurar outro resultado. Encontram-no já em tempo de descontos – não fosse mês de Black Friday -, com Areias a encostar para a baliza sul (a única que conheceu o sabor da bola) na sequência de uma bola parada.

 

A FIGURA

✍️🤝A Associação Académica de Coimbra/OAF assegurou a contratação de Bruno Teles, lateral-esquerdo de 34 anos que representava o Paços de Ferreira.

➡️ https://t.co/s9Zu4aY6vW

Bem-vindo a Coimbra e à mágica Briosa, Bruno Teles! pic.twitter.com/jT674oRxqv

— Académica / OAF (@academicaoaf) August 10, 2020

Bruno Teles – somou uma assistência e foi também dele a incursão que originou o segundo golo. Muito seguro defensivamente, mesmo quando, de maneira constante, o Covilhã tentou explorar as suas costas. Bateu-se sempre bem com Enoh e com Léo Cá, os extremos que lhe apareceram pela frente. Teve ainda uma oportunidade de fazer o gosto ao pé, mas o remate de fora de área acabou por sair um pouco por cima.

 

O FORA DE JOGO

Daffe – foi um corpo ausente na frente de ataque. Poucas vezes lhe chegou a bola, diga-se, mas ele também pouco a procurou. A equipa precisava de uma referência para colocara a Académica em sentido, o que Daffe não conseguiu ser. Por isso, saiu a meio da segunda parte, entrando Deivison para o seu lugar que fez bem melhor no pouco tempo que teve de jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Se há coisa que a Académica tem sido é consistente e as poucas mudanças que Rui Borges tem feito no onze da equipa refletem isso. No entanto, a boa exibição de Sanca na Taça de Portugal valeu-lhe o passe para nova titularidade. Mimito foi a outra novidade, desta feita, para o meio-campo. Mesmo com as alterações, a estrutura não se alterou. O treinado da Académica voltou a apresentar um 4-2-3-1. Mika guardou a baliza. Fabiano na lateral direita a fazer o flanco de cima a baixo, Bruno Teles na lateral esquerda mais comedido e Rafael Vieira e Silvério, no eixo central, formaram a defesa. À frente deste, Ricardo Dias, um jogador de grande importância tática pelas compensações que dá aos seus colegas, e Mimito, um oito box-to-box, bem acompanhados pelo criativo Fabinho. Na frente, as alas ficaram para Sanca e Traquina, enquanto Bouldini se encarregou da posição de ponta-de-lança.

A equipa, dotada de alguma matreirice, soube esperar pelos seus momentos. Ficaram na rotina as boas combinações pela esquerda entre Sanca e Bruno Teles e as incursões pelo corredor direito de Fabiano. Sempre com a equipa compactos, não concederam espaços que o Covilhã pudesse explorar.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (6)

Fabiano (7)

Rafael Vieira (6)

Silvério (6)

Bruno Teles (7)

Ricardo Dias (6)

Mimito (6)

Fabinho (6)

Traquina (7)

Leandro Sanca (6)

Bouldini (7)

SUBS UTILIZADOS

João Mário (5)

Guima (5)

Rafael Furtado (-)

Chaby (-)

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

4-2-3-1 contra 4-2-3-1. O Covilhã alinhou com uma estrutura semelhante à da Académica, mas com jogadores de características diferentes. Léo Navacchio foi o guarda-redes. Jean Felipe, André Almeida, Joel Vital e Tiago Moreira (destro a jogar sobre a esquerda), formaram o quarteto defensivo. No meio-campo surgem as maiores diferenças entre as equipas. Lamine ocupou a posição de trinco e Gilberto jogou ao seu lado e, sem grandes correrias, pautou todo o jogo da equipa. Gui Inters, um jogador com características de extremo, atuou nas costas do avançado Daffe. Pelos corredores, Enoh e o maior destaque da equipa em termo técnicos, Gleison. Ao intervalo, Capucho fez entrar Filipe Cardoso para o lugar de Lamine e adiantou Gilberto no terreno para o lado de Gui, passando alinhar em 4-3-3.

Em termos de dinâmico ofensiva, a aposta dos leões da serra passou muito pelo ataque às costas da defesa da Briosa. Sofreram quando tentaram aumentar o pendor ofensivo, ficando expostos atrás.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (4)

Tiago Moreira (6)

André Almeida (5)

Joel Vital (5)

Jean Felipe (5)

N’Dao Lamine (5)

Gilberto (6)

Gui Inters (5)

Gleison (7)

Lewis Enoh (4)

Daffe (4)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Cardoso (5)

Deivison (5)

Léo Cá (5)

Rui Areias (4)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

Bola na Rede: A que se deveu a instabilidade entre o primeiro e o segundo golo? Faltou discernimento para chegar ao terceiro golo?

Rui Borges: (Apresentação dos pêsames à família de Vítor Oliveira e elogio ao falecido treinador) Entrámos bem. Depois do golo, tivemos 20minutos menos bons. Entrámos num relaxamento que não sei a que se deveu. Equilibrámos nos últimos 10 minutos, conseguimos um golo que nos deu tranquilidade. Não me lembro de uma jogada mesmo perigosa na nossa baliza. Na segunda parte, entrámos mal. Crescemos outra vez depois, melhorámos. Falhámos o 3-0, o 4-0… Temos que ser muito mais claros. Mas não deixámos criar perigo, acabámos por sofrer um golo numa bola parada algo duvidosa e acabámos por ganhar ali no grito nos últimos minutos. Mas também jogámos frente a uma grande equipa.

SC Covilhã

Bola na Rede: Apostar nas costas da defesa da Académica era uma estratégia delineada ou foram circunstâncias do jogo?

Nuno Capucho: Nós temos que explorar os pontos negativos do adversário. Eles normalmente jogam com a linha subida e tentámos procurar o espaço nas costas. É uma estratégia que queremos utilizar, mas temos que saber utilizá-la. E temos que deixar de ter medo no último terço do campo.

Vlachodimos vs Helton vs Svilar: Ameaça tripla para ver quem fica

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Odysseas Vlachodimos, Helton Leite e Mile Svilar. Estes são os nomes das três opções que o SL Benfica tem ao seu dispor para a salvaguarda das suas redes. Três nomes distintos, três nacionalidades diferentes e três atletas com muitas diferenças.

Convergem, na minha opinião, num ponto sobejamente importante: nenhum é, neste momento no tempo e no espaço, guarda-redes para um SL Benfica dominador em Portugal e minimamente competente na Europa. Note-se que estas palavras não significam que qualquer um deles seja responsável pelo paupérrimo momento da equipa.

Vlachodimos é o habitual titular da equipa encarnada
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Significam – ou intentam significar – que a construção (a verdadeira construção!) de um SL Benfica à medida do que se pretende terá que começar pela posição mais recuada e implicará, inevitável e invariavelmente, que as águias garantam que têm como escolhas para a posição um guarda-redes de nível (indiscutivelmente) mundial.

Vlachodimos não o é, nem creio que possa atingir tal patamar – pese embora a muita qualidade entre postes que demonstra. Helton Leite, de quem particularmente não desgosto, não é de topo mundial e, a virar a esquina dos 30, não é plausível que venha a ser.

Resta Svilar. Dos três, o único, pela idade e qualidade, o único que ainda pode almejar vir a ser um guarda-redes da classe que o clube da Luz procura recuperar. Todavia, esse porvir está por vir e, como tal, Svilar não é, de momento, a melhor opção para os encarnados.

Mile Svilar é o mais novo e o menos preponderante dos três guarda-redes em análise
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O ideal seria, então, para o clube e para o jovem belga, um empréstimo interno ou a um clube belga, tal qual estava planeado acontecer na última janela de transferências, sendo o negócio final gorado pela contração por parte de Svilar do novo coronavírus.

Um empréstimo de dois anos não seria de descartar, uma vez que possibilitava ao belga instalar-se, agarrar a titularidade e crescer nesse papel. Naturalmente, a escolha do clube arrendatário teria que ser bem ponderada e a manutenção de uma opção de resgate do jogador e a exclusão de uma cláusula de opção de compra teriam que ser partes integrantes do negócio.

Helton Leite ficaria no plantel, não pela maior ou menor qualidade, mas pelo carácter intermédio do brasileiro ex-Boavista FC. Não é novo o suficiente para ser emprestado, nem velho o suficiente para ser dispensado; não tem valor de mercado para ser vendido, mas é demasiado valioso para sair por uma bagatela; não é de classe mundial para ser titular, mas é bom o suficiente para estar no plantel.

Helton Leite tem dois jogos de águia ao peito, um para a Taça de Portugal e outro para a Liga Europa
Fonte: SL Benfica

 Vlachodimos seria vendido já em janeiro, num – ou no meu – cenário idílico, com o intuito de rentabilizar financeiramente enquanto é tempo o desempenho desportivo do internacional grego e para financiar a contratação de jogadores que preencham as (ainda muitas) lacunas do plantel encarnado, incluindo a de um guarda-redes, claro está.

Um.. ou dois. Um certamente. Um com experiência – que não é sinónimo de idade avançada, por mais que essa associação se vulgarize de forma constante -, um com bom jogo de pés, um com segurança para dar e vender (ou, neste caso, emprestar à linha defensiva das águias), um que corresponda à dimensão (à verdadeira dimensão!) do Sport Lisboa e Benfica.

Um… que não seja Vlachodimos, Helton ou Svilar. Um… Entretanto, são estes os que há. É o que há… É o que vai ter que ser. Até um dia… Um…

Podcast BnR T1/EP13: As 5 equipas-revelação desta época

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No décimo-terceiro episódio do podcast falamos sobre as equipas-revelação desta temporada. Olhamos para as formações que pouco protagonismo tinham e que hoje estão em destaque nos principais campeonatos europeus.

Vem daí para este programa com a moderação de Pedro Pinto Diniz e com os comentários de Afonso Santos, Diogo Soares Loureiro e Rui Pedro Cipriano.

Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Antevisão | Challenger da Maia

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Partimos para o último torneio Challenger do circuito mundial que vai ser disputado em Portugal, no Complexo Municipal de Ténis da Maia. Depois de, no ano passado, ter voltado a fazer parte do calendário tenístico, este ano a prova da Maia volta para a segunda edição.

Este foi um ano atribulado para o ténis português, mas que até começou bastante bem com Pedro Sousa a alcançar a sua primeira final ATP da carreira. No entanto, este acabou por ser um ano de várias desilusões, nomeadamente com João Sousa, que acaba o ano no seu pior ranking desde 2013.

O Challenger da Maia aparece como a segunda e última hipótese para vermos um tenista português levantar um troféu desta categoria, em Portugal, neste ano de 2020. No momento em que escrevo, Frederico Silva acabou de se qualificar, mas ainda não disputou a final do Challenger de São Paulo, por isso ainda existe a possibilidade de acabarmos 2020 com dois títulos portugueses nesta que é a “segunda divisão” do ténis mundial.

 

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Uma publicação partilhada por Frederico Silva (@fredsilva95)

No que diz respeito ao elenco português, o torneio contará, garantidamente, com a presença de seis no Quadro Principal. Pedro Sousa, segundo cabeça-de-série, João Domingues, Frederico Silva, Nuno Borges, Gastão Elias e Gonçalo Oliveira são os representantes nacionais, sendo que os últimos três beneficiaram de wlid card para ter acesso a este quadro.

A estes seis elementos poderá ainda juntar-se Luís Faria que joga este domingo a última ronda de qualificação. De toda a armada lusa, Pedro Sousa é o favorito a chegar mais longe no Quadro, mas Frederico Silva também tem jogado a um bom nível com bons resultados, inclusive joga hoje a final do Challenger de São Paulo, no Brasil.

No que toca ao elenco, como um todo, Pedro Martínez é o primeiro cabeça-de-série e principal favorito a vencer este torneio. O espanhol vem de duas finais seguidas neste nível de torneios, na última das quais venceu Jaume Munar, um nome bem conhecido do ténis mundial e que venceu o Challenger de Lisboa há não muito tempo. Em Roland Garros, Pedro Martínez chegou à 3.ª Ronda do torneio o que consolida, ainda mais, a sua posição de favorito neste torneio.

Foto de capa: Complexo Municipal de Ténis da Maia

Sporting CP 2-1 Moreirense FC: Um leão com garras menos afiadas, mas que acabou por vencer

A CRÓNICA: UM INÍCIO QUE PROMETEU, MAS QUE NÃO CUMPRIU

O silêncio apoderou-se das bancadas do Estádio de Alvalade mesmo antes do apito inicial. , não, não estou a falar de estádios vazios. Em causa, estava uma das semanas mais tristes para os amantes do futebol. Porque são, nada mais, nada menos do que três nomes que nos deixam: Reinaldo Teles, Diego Maradona e Vítor Oliveira.

Quanto ao jogo, o duelo entre Sporting CP e o Moreirense FC começa bem animado e contra todas as probabilidades. Logo aos três minutos, a equipa de Moreira de Cónegos põe o pé no acelerador. E atenção que o excesso de velocidade de D’Alberto não deu em multa, mas sim em auto-golo de Luís Neto. O Moreirense é feliz na primeira oportunidade da partida, mas os leões não acusam a pressão do golo prematuro.

Cinco minutos depois, eis que surge a reposta do Sporting e, claro está, na mesma moeda: Nuno Santos arranca a toda a velocidade pelo flanco esquerdo e faz um grande cruzamento para o coração da área. Depois, confusão entre Pedro Gonçalves e Fábio Pacheco que acaba por dar no 1-1 em Alvalade. Uma boa resposta por parte do Sporting que não tremeu com o golo e consegue, assim, repor a igualdade depois de um cruzamento venenoso para a pequena área.

O resto da primeira parte continuou com o domínio dos de verde e branco. O Sporting vacilou nos primeiros momentos da partida, dando a ideia de que a estratégia de César Peixoto deixou surpresas inicialmente. Ainda assim, o conjunto de Rúben Amorim acabou por se impor no jogo. Aos 22 minutos, mais uma cruzamento teleguiado de Nuno Santos, Sporar cabeceia, mas a bola vai parar à trave. No mesmo lance, ainda há oportunidade de golo, mas valeu a intuição de Pasinato, com uma palmada, a conseguir afastar a bola da sua baliza. Nos minutos finais da primeira parte, ainda houve investidas por parte do Moreirense, mas sem a mesma felicidade do que no começo do primeiro tempo.

A segunda parte foi francamente muito pobre. Mas por parte de ambos os conjuntos. Tanto Sporting como Moreirense vieram adormecidos do balneário e quem é que pagou por isso? Pois é, o espetáculo de futebol. Falta de ritmo, falta de emoção, falta de oportunidades. Foi muito isto durante grande parte do segundo tempo. Só aos 69′ é que a tendência se inverte: Pote tenta a sua sorte através de um chapéu daqueles, mas a bola acaba por ir à trave. Estava guardado para mais tarde o momento de felicidade porque, seis minutos depois, o mesmo suspeito atirou em jeito e em bomba para o segundo golo dos leões esta noite numa lance em que Pasinato fica muito mal na fotografia.

Este Sporting x Moreirense não foi um jogo fantástico em que o Sporting menos convincente dos últimos tempos foi, ainda assim, feliz à boleia de Pedro Gonçalves.

 

 

A FIGURA

Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves – Terá o Sporting encontrado outro protagonista como era Bruno Fernandes? Ainda é cedo para o dizer, mas o que é certo é que Pedro Gonçalves tem sido o talismã na equipa leonina. Até começou este duelo, mais apagado do que o habitual, mas o que é certo é que neste jogo, foram dois golos, muita irreverência e um golo de se tirar o chapéu (futebolisticamente falando) que acabou por não acontecer.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Dupla Neto e Feddal – De facto pede-se mais a dois centrais de um clube como o Sporting. Falta critério e falta sobretudo confiança a esta dupla mais recuada da equipa de Rúben Amorim. Expuseram demasiado a equipa leonina em terrenos proibidos e nem sequer falo do golo prematuro da equipa de Moreira de Cónegos logo aos três minutos.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting apresentou-se esta noite em 3-4-3. A equipa de Rúben Amorim, a certa altura, parecia uma equipa algo partida. Muito principalmente por ter tido de se adaptar à estratégia de César Peixoto. Ainda assim, ao longo dos minutos os leões iam conseguindo impedir que o Moreirense impusesse a velocidade que se viu no primeiro golo da partida e evitar esses mesmos momentos de transição.

O conjunto de Rúben Amorim conseguiu também começar a tirar proveito de algumas debilidades da última linha defensiva do Moreirense. O que faltava ao Sporting era, de facto, critério na finalização. Porque, de resto, na maioria da primeira parte, os leões estavam a conseguir superiorizar-se face ao adversário.

Na primeira parte, foi um Sporting muito mais intenso, a não dar espaço ao portador da bola e que, com essa pressão, conseguiu por inúmeras vezes recuperar rapidamente a posse de bola. Com um Moreirense muito compacto e com as suas linhas muito juntas, houve também uma estratégia por parte do Sporting para aproveitar os espaços do adversário. E sempre que o conjunto leonino conseguia ultrapassar um jogador ou uma linha de pressão, o Sporting conseguia ter ainda mais espaço para explorar as jogadas. Já na segunda parte, foi um Sporting muito mais passivo, mas que acabou por ter a “estrelinha” dos três pontes.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Neto (4)

Coates (5)

Feddal (3)

Pedro Porro (5)

Palhinha (6)

João Mário (4)

Nuno Mendes (5)

Pedro Gonçalves (7)

Nuno Santos (7)

Sporar (6)

SUBS UTILIZADOS

Jovane Cabral (6)

Tiago Tomás (-)

Matheus Nunes (-)

Antunes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

César Peixoto apresentou-se esta noite em Alvalade num 5-2-3, num bloco muito compacto. Um esquema inovador, comparado com a estratégia de Ricardo Soares que certamente surpreendeu a equipa de Rúben Amorim.

Foi m Moreirense que se desdobrou entre os momentos em que tinha a bola e quando não a tinha. Uma equipa a fazer muita pressão ao portador da bola e, para isso, contou com dois homens muito pressionantes na frente. Ainda assim, quando esta primeira barreira era ultrapassada, houve também muito apoio por parte dos laterais de Moreira de Cónegos.

Na segunda parte, César Pexoto tenta refrescar uma peça em cada setor e aposta num 5-4-1 com um bloco ainda mais recuado.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato (4)

Rosic (6)

D’ Alberto (7)

Steven Vitória (5)

Afonso Figueiredo (5)

Felipe Pires (5)

Alexandre Soares (6)

Fábio Pacheco (6)

Walterson (5)

André Luís (6)

Gonçalo Franco (5)

SUBS UTILIZADOS

Matheus Silva (5)

Derik Lacerda (5)

David Tavares (5)

Jefferson (-)

Ibrahima Camará (-)

 

CD Santa Clara 0-1 FC Porto: Os Três Pontos da Nortada

A CRÓNICA: LUIS DÍAZ BRILHOU NO MEIO DA INTEMPÉRIE

Mais uma tarde de futebol no estádio de S. Miguel num dia frio e triste de Novembro. Numa semana em que se perdeu grandes nomes do futebol nacional e internacional, CD Santa Clara e FC Porto iriam defrontar-se para a oitava jornada da Primeira Liga.

Após a pausa no campeonato, os jogos retomaram com a Taça de Portugal onde o CD Santa Clara conquistou uma vitória frente ao SC Beira-Mar. O FC Porto vem igualmente duma vitória, frente ao Olympique de Marseille, na fase de grupos da Liga dos Campeões. A novidade principal no onze do mister Daniel Ramos seria Júlio Romão, enquanto Sérgio Conceição, relativamente ao último jogo, altera Sarr e Marega no seu onze.

A partida começou com as duas equipas bem organizadas e focados no jogo. O FC Porto procurar pressionar mais a equipa da casa e, por conseguinte, acabaria por conseguir chegar mais perto da baliza da equipa açoriana. Apesar do esforço contínuo dos azuis e brancos, o Santa Clara manteve-se calmo e não deixou a pressão tomar conta do jogo.

Essa calma viria a ser perturbada por Luis Díaz que, já no tempo complementar, vem surpreender tudo e todos através de um golo monumental, de bicicleta, assistido por Manafá, que deixou o guardião Marco Pereira no chão sem conseguir defender.

A segunda parte veio trazer uma maior movimentação para dentro das quatros linhas. O jogo mostrou-se mais partido, com ambas as equipas a conseguirem criar mais linhas de passe de forma a haver mais jogo. A equipa da casa acabaria por se mostrar mais determinada chegar mais perto da baliza da equipa visitante, no entanto sem conseguir colocar a redondilha no fundo das redes da baliza de Marchesín.

Esta foi uma partida exigente para ambas as equipas, uma vez que o tempo meteorológico não foi era o mais favorável. Fica o registo de duas equipas que se mostraram bem preparadas para o desafio. No entanto, o FC Porto acabaria por levar os três pontos para o norte.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz – O avançado dos azuis e brancos foi determinante na partida uma vez que marcou o primeiro e único golo de grande dificuldade e recorte técnico da partida.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: CD Santa Clara

Diogo Salomão – Esteve apagado da partida e não trouxe grande novidade para o jogo. Isso acabaria por se traduzir na sua substituição aos 65 minutos.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

O CD Santa Clara apresentou-se com o esquema tático 4-3-3. Que se traduz em: Rafa, Fábio e Mikel, Mansur; Rashid, Romão e Costinha; Salomão, Carlos e Santana.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (4)

Rafael Ramos (5)

Mikel V. (5)

Fábio Cardoso (5)

Mansur (5)

Osama Rashid (4)

Júlio Romão (5)

Costinha (5)

Carlos Jr (5)

Santana (4)

Salomão (3)

SUBS UTILIZADOS

Lincoln (4)

Jean Patrick (4)

Ukra (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O Mister Sérgio Conceição optou por utilizar o esquema tático de 4-3-3. Com este esquema utilizou: Zaidu, Sarr e Mbemba, Manafá; Grujic, Sérgio e Otávio; Diaz, Corona e Taremi. Fazendo apenas duas alterações (Sarr e Marega) no seu onze inicial relativamente ao último jogo.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (5)

Manafá (4)

Sarr (4)

Mbemba (5)

Zaidu (5)

Sérgio Oliveira (5)

Grujic (5)

Otávio (4)

Luis Díaz (6)

Tecatito (5)

Taremi (5) 

SUBS UTILIZADOS

Marega (4)

Uribe (4)

Fábio Vieira (-)

João Mário (-)

Diogo Leite (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD SANTA CLARA

BnR: Acha que os detalhes fizeram a diferença no jogo?

Daniel Ramos: Sim. Houve poucas oportunidade e a oportunidade que deu origem ao golo foi muito bem aproveitada. Se virmos bem o golo, um grande golo, com boa execução. Uma das equipas aproveitou e conseguiu chegar a vantagem. O lado individual faz toda a diferença e isso notou-se.

Outras declarações:

“Fomos um Santa Clara personalizado. Ultrapassamos a pressão do Porto até nos conseguirmos aproximar da baliza, sem abanar, sem fugir dos nossos comportamentos habituais. Algo que faltou no último terço foi a tranquilidade. Faltou mais agressividade melhor decisão de passe, melhor 2 contra 2”.

FC PORTO

BnR: Quão determinante foi a eficácia para alcançar a vitória de hoje?

Sérgio Conceição: É sempre. Temos demonstrado eficácia ofensiva e defensiva e isso é demonstrado pela nossa consistência defensiva, ou seja, não sofremos golos e ofensivamente fizemos golos que é fundamental para ganhar os jogos.

Outras declarações: “As condições com que jogamos o vento, o terreno pesados e o pouco tempo de recuperação veio complicar, mas fomos uma equipa coesa”.

CD Cova da Piedade 0-0 CD Feirense: Feirense voltam a deslizar

A CRÓNICA: EM TARDE DE TEMPORAL, FALTARAM OS GOLOS PARA AQUECER O JOGO

Foi numa tarde muito chuvosa que Clube Desportivo Cova da Piedade e Clube Desportivo Feirense se encontraram para a 10ª jornada da Segunda Liga. Depois de um minuto de silêncio em honra de Reinaldo Teles, Diego Maradona e Vítor Oliveira, as duas equipas posicionaram-se, e o árbitro Iancu Vasilica deu início ao jogo.

Com os dois conjuntos a alinharam em 4-2-3-1, a primeira parte foi marcada pelo equilíbrio. O Feirense ia dominando a posse de bola, mas os primeiros lances de perigo apenas apareceram à passagem do minuto 20. Fábio Espinho ia assumindo o papel de maestro no meio-campo visitante, e o Cova da Piedade remetia-se a defender.

Aos 23 minutos, Adriano Facchini protagonizou a defesa da tarde ao defender um livre marcado por Fábio Espinho, um remate direcionado para o canto superior da baliza piedense, que o guardião conseguiu desviar.

Pouco tempo depois, aos 34 minutos a equipa da casa foi obrigada a substituir o central Bruno Bernardo, mas Simão Jr entrou e não comprometeu, com as duas equipas a recolherem aos balneários com uma igualdade a zero.

No segundo tempo o Cova da Piedade entrou melhor. A apostar num jogo mais apoiado, João Vieira esteve perto de marcar, mas Brígido defendeu e manteve o nulo. No entanto, com o passar dos minutos o Feirense voltou a crescer e a controlar a posse de bola. Com um meio campo mais composto, os visitantes iam circulando a bola, mas também não conseguiam criar verdadeiras ocasiões de perigo.

A sete minutos dos 90, a equipa da casa ficou reduzida a dez elementos, depois de Cele receber ordem de expulsão por acumulação de cartões amarelos, o que acentuou ainda mais o domínio do Feirense, que continuava a empurrar o seu adversário para perto da grade área.

Tavares ainda ameaçou de fora da área, já no período de compensação, mas o remate do médio saiu ao lado e o tempo terminou.

Depois da derrota frente ao Arouca, o Feirense volta a perder pontos, e pode atrasar-se na corrida pelo pódio, enquanto que o Cova da Piedade coloca um ponto final num ciclo infernal de três jogos em pouco mais de uma semana.

 

A FIGURA

Fonte: CD Cova da Piedade

Pepo – O médio do Cova da Piedade foi o cérebro e o pulmão da equipa durante os 90 minutos. Tanto a atacar como a defender, Pepo acrescentou qualidade e critério, mesmo com um relvado pesado e que limitava a ação de jogadores mais técnicos.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: CD Cova da Piedade

Cele – Para além da expulsão, Cele revê um jogo fraco e marcado por várias quedas e escorregões ao longo do encontro. Mais ainda, muitas vezes obrigou Patrão a esforços redobrados e coberturas devido a mau posicionamento.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

Sem Zarabi, o Cova da Piedade foi obrigado a regressar ao 4-2-3-1, mas a equipa conseguiu manter-se coesa e deu muitos problemas a um dos candidatos à subida. No terceiro jogo em pouco mais de uma semana, a equipa da casa condicionou muito a criatividade do meio-campo adversário, com Patrão e Pepo a serem os principais responsáveis. Com Miguel Rosa a assumir o papel de quinto defesa no processo defensivo, o Cova da Piedade praticamente não deu espaço a Fati e Feliz para desequilibrarem.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (7)

Gonçalo Maria (7)

Bruno Bernardo (6)

João Meira (7)

João Amorim (7)

Cele (5)

Pepo (8)

Patrão (7)

Miguel Rosa (7)

João Vieira (6)

Arnold (7)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Simão Jr, (7)

João Oliveira (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE

Apoiados num 4-2-3-1, o Feirense teve em Mica e Fábio Espinho as suas figuras mais influentes. Mica compensava a zona intermédia do campo e fazia a ligação entre o momento defensivo e o ofensivo, com Fábio Espinho a acrescentar a criatividade no momento de decidir. Fati e Feliz tentaram fugir das laterais de forma a terem espaço para criar o desequilíbrio, mas o jogo interior foi sempre condicionado pelos homens da casa.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Brígido (7)

Diga (7)

Gui Ramos (7)

Ícaro Silva (6)

Zé Ricardo (6)

Tavares (7)

Feliz (7)

Fábio Espinho (8)

Mica (7)

Fati (7)

Fabrício (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Latyr (6)

Marcus (7)

João Victor (6)

Edson Farias (7)

Agdon (6)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Feirense

Depois das derrotas frente a Arouca e Amora, o Feirense volta a deslizar na Piedade, o que faltou à equipa para sair com a vitória?

Filipe Rocha – Estou aqui para analisar este jogo, portanto, em relação ao jogo. Nós entrámos, com entramos em todos os jogos: determinados a ganhar ou a disputar os três pontos. Foi isso que apresentámos, uma equipa que veio aqui para conquistar os três pontos, que assumiu o jogo do início ao fim, que foi criando algumas situações de finalização que o guarda-redes do Cova da Piedade impediu de inaugurar o marcador, contra uma equipa que tinha uma estratégia que era dar a iniciativa de jogo ao adversário. Jogar um pouco num erro que pudéssemos cometer na primeira fase de construção, e jogar em contra-ataque para tentar criar perigo.

Na segunda parte entrámos outra vez a tentar impor o nosso jogo, mas esses primeiros 15 minutos penso que não estivemos muito bem, e só a partir das substituições é que a equipa ganhou outro fulgor. Começamos a acercar-nos com perigo da baliza do Cova da Piedade, que tudo fez para tentar segurar o resultado. Penso que a minha equipa e os meus atletas mereciam mais deste jogo.

CD Cova da Piedade

Não foram colocadas questões ao técnico do CD Cova da Piedade, Toni Pereira

 

Olheiro BnR: Tiago Araújo

Desde a paragem para os jogos de seleções, Jorge Jesus tem chamado vários jovens dos escalões de formação do SL Benfica, para trabalhar com a equipa principal. Tiago Araújo tem sido um deles. O jovem português já teve até oportunidade de se estrear na equipa principal das águias, frente ao USC Paredes, e tem sido convocado com alguma regularidade. Mas, afinal, quem é Tiago Araújo?

Para quem acompanha mais regularmente as equipas de formação da equipa da Luz, Tiago Araújo é já um nome conhecido. Tiago começou a destacar-se nas equipas de juvenis e juniores, onde alinhava sempre como extremo esquerdo e tinha alguma propensão para fazer abanar as redes. Na época passada, o jovem natural de Vila do Conde desceu no terreno e começou a alinhar, muitas vezes, como defesa esquerdo na equipa de sub-23 das águias.

Primeiro com Jorge Maciel e depois com Luís Castro (não é o que estão a pensar), Tiago Araújo começou a mostra qualidade numa equipa que, apesar de não ter atingido objetivos desportivos, era riquíssima em talento.

Esta descida no terreno acabou por surgir mais por uma questão de necessidade posicional do que propriamente por poder potenciar as capacidades do jogador.

Na minha opinião, para tirar melhor proveito de todas as suas qualidades, Tiago Araújo deve jogar sempre a extremo esquerdo. Se é verdade que fez uma época competente a lateral esquerdo, também é verdade que 90% dos seus melhores momentos surgiram em produção ofensiva.

Defensivamente, Tiago é ainda um jogador muito verde. Fisicamente não é um jogador potente, o que o pode prejudicar nos duelos. Posicionalmente tem também alguns defeitos. A sua velocidade e o facto do SL Benfica jogar quase sempre balanceado para o ataque mascarou, muitas vezes, estas debilidades.

Não obstante, é no ataque que o internacional sub-20 português mais brilha. Tiago Araújo é um extremo clássico muito vertical. A sua velocidade é uma das suas grandes armas. Ultrapassa facilmente os defesas. Embalado é um jogador dificílimo de travar.

Esta velocidade e a sua excelente capacidade de drible permitem-lhe adquirir espaço para efetuar aquilo que é outro dos seus fortes: o cruzamento. Do pé esquerdo de Tiago Araújo, a bola parece sair sempre teleguiada. Sempre de cabeça levantada, consegue colocar a esférico em zona de finalização de forma soberba.

Tiago Araújo faz lembrar Gareth Bale, ainda bem nos primeiros passos ao serviço do Tottenham Hotspur FC, mas sem a mesma potência física. Comparações à parte, Tiago Araújo é ainda um jogador em desenvolvimento, mas tem demonstrado uma evolução muito positiva.

Esta tendência mais vertical pode prejudicar o jogador na chegada à equipa A. Jorge Jesus tende a pedir aos seus extremos que realizem movimentos mais interiores. Se é verdade que Tiago o poderia fazer à direita, onde até podia demonstrar mais a sua boa qualidade de remate, não acredito que fosse a posição ideal do jogador.

Numa altura em que se discute muito um eventual esquema de três centrais, a posição de lateral ofensivo à esquerda podia ser uma boa opção para Tiago Araújo. Com mais um elemento no centro da defesa, não necessitaria de ter tantas preocupações do ponto de vista defensivo.

Os movimentos interiores de Everton (expectável que jogasse à sua frente) deixaria muito espaço no flanco para Tiago explorar e aproveitar as suas qualidades. Neste capítulo, até acho que desempenharia melhor a função do que Grimaldo, que deriva muito mais para o meio do que o português.

O que é certo é que Jorge Jesus parece pelo menos estar atento ao desenvolvimento de Tiago Araújo. O jovem continuará a evoluir dividindo-se entre equipa principal e equipa B. Tem muito potencial.

Antevisão GP Bahrain: Campeonato ganho, mas Mercedes não pára

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A ANTEVISÃO: OUTRO DIA NO ESCRITÓRIO DE LEWIS HAMILTON

Quem ouvisse a transmissão de rádio após mais uma pole position de Lewis Hamilton (Mercedes), acharia que o homem estava deprimido, mas não, é apenas a reacção a algo que já se tornou rotineiro. A Mercedes, apesar de uma aparente proximidade da Red Bull, que inclusive conseguiu liderar o TL3, são, mais uma vez, os ponta de lança da grelha, com Hamilton na frente, e Valtteri Bottas ao seu lado.

O fim-de-semana está tão tranquilo para a Mercedes, que ao contrário das restantes equipas, dedicaram a maioria dos treinos livres ao estudo dos pneus da Pirelli para a época de 2021, estes que chegarão com uma nova construção. Mesmo perante esta diferença muito significativa, foram eles que lideraram as duas primeiras sessões de treinos.

Max Verstappen aparentava trazer um excelente ritmo para este fim-de-semana, mostrando as garras no TL3, contudo, na qualificação, o máximo que conseguiu foi  intrometer-se entre os Mercedes na Q2. Nem tudo está longe para Verstappen na corrida, a primeira volta no Bahrain tem por hábito ser bastante interessante, e um bom arranque pode mudar o rumo da corrida. O seu colega de equipa, Alexander Albon, apesar de estar a uns distantes seis décimos de distância, igualou a sua melhor qualificação da temporada, começando em quarto. O piloto da Red Bull teve um violento acidente no TL2, conseguindo sair ileso, mas necessitando de um novo chassis, que não aparenta ter prejudicado o ritmo para a qualificação. Tal como Max, um bom arranque pode ditar a corrida.

Em quinto lugar, começa o homem de que todos falam, Sergio Perez (Racing Point). Mais uma vez a mostrar o quão injusto é o mexicano não ter uma equipa para 2021. Quem lhe pegar, tem um piloto muito experiente, muito rápido, no seu auge, Red Bull, mexam-se. O mexicano não terá tarefa fácil no que toca a segurar posição, está rodeado de alguns dos maiores rivais na luta pelo terceiro lugar do campeonato de construtores. A Renault segue em quinto, a 18 pontos da Racing Point, e com Daniel Ricciardo e Esteban Ocon em sexto e sétimo respectivamente, podem aproximar drasticamente essa margem, tendo em conta que tanto a Racing Point como a McLaren, as outras duas equipas a lutar pelo pódio, apenas tem um piloto cada no top 10.

A oitava posição fica reservada para um verdadeiro fã de Sakhir, Pierre Gasly (Alpha Tauri). Os treinos prometeram um pouco mais, mas o ritmo está lá, e tanto ele como Daniil Kvyat (em décimo) podem ser emplastros que podem incomodar a luta das outras equipas pelo terceiro lugar.

Em nono, está Lando Norris (McLaren), que não aparenta estar muito confortável no circuito do Bahrain. Em todas as sessões, o seu colega de equipa, Carlos Sainz, levava a melhor, lutando por um lugar no top 5, porém, Lando nunca pareceu a esse nível. É imperioso que o britânico consiga intrometer-se na luta entre a Racing Point e a Renault, se não quiser ficar para trás no comboio do terceiro lugar.

Fora do top 10 temos ambos os Ferrari, como esperado, tendo em conta a dependência de potência que este circuito possui (algo que os favoreceu no ano passado), contudo, a surpresa está em Sebastian Vettel à frente de Charles Leclerc. As duas últimas corridas do alemão, mostram um à vontade e motivação como há muito não se via dele, e pode ser que o asmático motor da Ferrari não tenha tanta influência no domingo.

As duas grandes surpresas fora do top 10 são Carlos Sainz, com problemas mecânicos na Q2, quando mostrava um excelente ritmo, e Lance Stroll (Racing Point), que após a fabulosa pole position na última corrida, terá de se aplicar nas ultrapassagens se quiser ajudar a equipa.

As maiores questões para a corrida são estratégicas, os pneus macios pura e simplesmente não aguentam muitas voltas, daí a maioria dos pilotos começar de médios. As temperaturas são inferiores ao normal, devido a uma corrida em novembro, ao contrário do normal março/abril, o que provavelmente está a impactar o comportamento dos pneus. Isto pode significar uma corrida bastante positiva para os melhores pilotos a gerir pneus, como Hamilton, Perez, Ricciardo e Vettel. Recomendo muita atenção, na luta pelo terceiro lugar de construtores entre a Racing Point, Renault e McLaren.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1