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Obrigado, Rei das Subidas

Algumas sensações são bastante difíceis de explicar. Quando perdemos o maior orador que conhecemos, é doloroso. Quando perdemos um verdadeiro mestre do ofício que adoramos, é doloroso. Quando perdemos um ser humano incrível, é doloroso. Quando perdemos uma das figuras que mais admiramos e respeitamos, é doloroso. Perder Vítor Oliveira, que reúne todas estas características, nem sei bem o que é.

No fundo, parece que alguém com quem nunca tive a felicidade de conversar era para mim, simultaneamente, uma das pessoas mais próximas. E isto nem se trata de futebol. Falar de recordes de subidas, falar de qualidades táticas, falar de currículos nem sequer é relevante. Trata-se verdadeiramente de uma grande perda para o país.

Se aprecio tanto isto do futebol, é porque há pessoas como Vítor Oliveira que trabalharam uma vida inteira para fazer do futebol algo melhor. E se Portugal é tão ligado ao futebol, então é seguro dizer que Vítor Oliveira trabalhou uma vida inteira para fazer bem a Portugal. Hoje é seguro afirmar que temos um país mais pobre.

Independentemente das preferências clubísticas, ou até sequer do gosto por futebol de cada cidadão, era humanamente impossível prestar atenção a um discurso de Vítor Oliveira e não admitir que existem figuras dotadas de genialidade, e que deambulam no meio de nós. Se calhar não lhe foi dado o destaque que obviamente merecia, mas também, e num momento destes, quero mesmo acreditar que era feliz assim.

Costuma-se dizer que o futebol é imprevisível. Porra, ao pé de uma situação destas, qualquer resultado é facílimo de prever, porque isto sim é imprevisibilidade. Ver um herói em carne e osso partir surpreendentemente a meio de um passeio matinal é algo que apanha toda a gente de surpresa, e é daquelas surpresas que aleijam e muito.

Vou deixar aqui um obrigado, mas, quer dizer, é insignificante ao pé da grandeza de um herói como Vítor Oliveira. Não queria mesmo vê-lo descansar, porque era quando ele trabalhava que nos presenteava com toda a sua excelência. Ainda assim, trata-se mesmo de um adeus.

Até sempre, mestre Vítor Oliveira.

Muito obrigado.

Académico de Viseu FC 0-0 FC Penafiel: Jogo longe das balizas

A CRÓNICA: RESULTADO ILUSTRA IDEIAS PARA CHEGAR À BALIZA

O penúltimo classificado, o Académico de Viseu FC, recebia o sétimo classificado da Segunda Liga, o FC Penafiel.

O jogo começou numa toada interessante, com as duas equipas a construírem jogadas bem pensadas, com boas trocas de bola. No entanto, À medida que o tempo foi pensando rapidamente desvaneceu-se. As equipas passaram a tentar explorar mais bolas longas, para ter chegar à baliza adversária, com um ligeiro ascendente dos viseenses.

Contudo, o intervalo acabou por chegar sem uma oportunidade, nem sequer nenhum remate digno de registo. A única situação digna de registo foi o cartão amarelado admoestado a Carter, por entrada dura sobre Vasco Braga.

A segunda parte começou como a primeira: as equipas a quererem contruir jogo através de combinações, a partir de atrás. Contudo, só aos 58 minutos surgiria o primeiro remate do jogo, no início dos dois/três minutos mais alucinantes do jogo. Ronaldo cabeceou, em bola posição na área, à figura de Ricardo Fernandes. Na jogada a seguir, André Carvalhas chegou atrasado ao cruzamento de Jorge Miguel e em bola posição para rematar apenas conseguiu desviar a bola para a linha de fundo. Logo de seguida, os visitantes responderam novamente por Ronaldo. À entrada da grande área, o avançado tentou picar a bola por cima do guardião academista, que estava adiantado, mas Ricardo Fernandes fez bem a mancha. A bola sobrou para Wagner, que já fora da área, rematou muito por cima.

A seguir voltou-se à mesma toada da primeira parte, com os técnicos a aproveitarem para mexerem nos onzes.

Aos 75 minutos, Ayongo à entrada da área fez remate acrobático por cima da baliza de Luís Ribeiro. Logo de seguida, o recém-entrado Gustavo Henrique rematou, de fora de área, perto do poste direito da baliza dos da casa, e obrigou Ricardo Fernandes a esticar-se para uma defesa mais vistosa do que difícil.

O Académico de Viseu FC acabaria por estar perto de marcar, na sequência de um canto do lado direito, num lance confuso, com muitos ressaltos, em que o capitão Capela afastou a bola, já quase em cima da linha de golo.

Académico de Viseu x Penafiel
Fonte: Bola na Rede

Nos minutos finais, foi a equipa da casa que acabou por estar mais perto da baliza adversária, com vários remates efetuados, contudo, sem a melhor direção.

Empate final aceita-se, que demostra a falta de ideias das equipas, na maioria do tempo do jogo. Como disse o lançador Marcos Fortes, nos Jogos Olímpicos de Pequim, “De manhã, só estou bem na caminha”. É o que devem ter pensado todos os que assistiram a esta partida.

 

A FIGURA

 

Bruninho – Jogou só 20 minutos, mas bastou para se destacar. Dinamizou o lado direito do ataque viseense, como não se viu no resto do jogo. Fez vários cruzamentos e teve várias combinações com colegas, que podiam ter sido melhor aproveitados.

 

O FORA DE JOGO

O jogador Bruno César foi emprestado ao FC Penafiel pelo CR Vasco da Gama até ao final da época. Bem-vindo Bruno César! #penafielemmarcha pic.twitter.com/sH6fDLN5nc

— FC Penafiel (@fcpenafiel) October 5, 2020

Bruno CésarDe um jogador com a experiência e ainda com a qualidade do jogador brasileiro, esperava-se muito mais. Esteve desinspirado e sem dar nenhuma contribuição ao jogo. Não se viu em campo, até aos 62 minutos, altura em que foi substituído. 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Pedro Duarte apostou num 4-4-2, que se transformava, por vezes, em 4-2-4, em momento ofensivo. Explorou os corredores, em especial, o direito com Yuri Araújo. Carter era a referência atacante, para conseguir segurar a bola, em direção à área. A equipa da casa tentou exercer pressão alta sobre o Penafiel, em especial quando estivessem a trocar a bola, nas imediações da sua grande área, mas sem eficácia. André Carvalhas funcionava como apoio ao ponta de lança. para as alas do meio-campo/ataque. Zimbabwe e Paná faziam a dupla no meio campo. Na altura de arriscar, o treinador retirou Paná e meteu mais unidade ofensiva, Bruninho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Fernandes (6)

Jorge Miguel (7)

Mathaus (7)

João Pica (7)

Mesquita (7)

Zimbabwe (6)

Paná (6)

Luisinho (6)

André Carvalhas (5)

Yuri Araújo (6)

Carter (5)

SUBS UTILIZADOS

Jeremias Push (5)

Ayongo (6)

Bruninho (7)

João Vasco (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL

Pedro Ribeiro apostou num 4-4-2, com Wagner e Ronaldo na frente do ataque. A nível ofensivo, o Penafiel explorou mais a ala esquerda, aproveitando a velocidade de Simão. A defender, o esquema tático alterava-se para um 5-2-2, com o recuo de Simão para a lateral esquerda e Paulo Henrique a juntar-se à dupla de centrais, David Santos e Vini, no centro da defesa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Ribeiro (6)

Vini (7)

David Santos (7)

Paulo Henrique (7)

Simão (6)

Capela (6)

João Amorim (6)

Bruno César (5)

Vasco Braga (6)

Wagner (5)

Ronaldo (6)

SUBS UTILIZADOS

Coronas (6)

Ludovic (6)

Franco (6)

Gustavo Henrique (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Bola na Rede: Inicialmente no jogo, o objetivo do Penafiel era ter o domínio de jogo ou deixar o Académico de Viseu FC tomar as rédeas da partida para explorar o espaço vazio?

Pedro Ribeiro: O Penafiel tem uma ideia de jogo muito clara e quem nos analisa sabe perfeitamente como nós jogamos e quem nos analisa entende perfeitamente como nós jogamos. No futebol não há segredos e as equipas com ideias claras como é o caso do adversário, qualquer adversário sabe perfeitamente o que vai acontecer. A equipa que esperou pelo jogo não foi a equipa do Penafiel. A equipa do Penafiel procurou durante todo o jogo chegar à vitória. A estratégia do Académico que eu respeito e que eventualmente poderá dar os frutos que a equipa pretende, foi de esperar pelo jogo, ver o que jogo daria em situações de contra-ataque fundamentalmente. A nossa equipa teve sempre muito mais bola, pressionou, tentou condicionar e levar o jogo para onde nos interessava. Nós não tivemos a inspiração a que estamos habituados, mas trabalhámos muito, fomos uma equipa compacta, uma equipa com querer. Vamos procurar os três pontos no próximo jogo.

Bola na Rede: As substituições feitas foram no sentido de ganhar a partida? Vamos ver um Académico mais ofensivo, nos próximos jogos, à semelhança dos últimos minutos deste duelo?

Pedro Duarte: Nós queríamos a vitória. E, nós, treinadores, quando queremos a vitória, temos de dar sinais aos jogadores que a queremos. O jogo estava 0-0 e as substituições foram nesse sentido. Satisfeito com os atletas que entraram acabaram por fazer o que nós pedimos e acrescentaram qualidade à equipa, mantendo a equipa bem organizada e competitiva. Mas acho que o treinador, equipa técnica, tem também o papel importante, a fazer sentir à equipa que está 0-0, mas que temos condições para ganhar. O caminho é longo, o trabalho vai ser duro, mas estamos satisfeitos com o que os jogadores têm feito. Obviamente, temos de traduzir em mais vitórias e vamos consegui-lo, pela forma como os jogadores se entregam, pelo crescimento que a equipa tem tido. Tenho a convicção que vamos conseguir os nossos objetivos.

NBA | Quem reinou a «free agency»?

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Com o início da temporada 2020/2021 a aproximar-se, os plantéis da maioria dos franchises da NBA começam a ver o seu desenho final. Entre todas as equipas, decidimos discernir os principais vencedores e quem merece destaque pelo trabalho executado nesta off-season.

A coroa mantém-se do lado do King

Após uma free agency muito positiva na época transata (obtenção de Anthony Davis), a equipa liderada por «King James», não se deitou na sombra da bananeira e investiu em procurar novo campeonato. Entre as principais contratações, de sublinhar a chegada do alemão Dennis Schröder e do “instigante” Montrezl Harrell. Para além disso, a contratação do experiente Marc Gasol e a manutenção de peças como Morris e KCP também será fulcral nas ambições da «turma» de LA. Para além dos nomes atirados em cima, importante ressalvar que todos acabam por ser substitutos de nível muito superior aos antecessores.

Todavia, a importância de Rondo nos playoffs, em Orlando, Dennis é um claro upgrade pela consistência e versatilidade ofensiva que impõe no seu jogo. Depois, Harrell vem colmatar a saída de Howard, que diga-se fez uma época regular, contudo não se compara ao que Harrell atualmente é capaz de executar. Para além disso, o ex-Clippers vem de uma época fantástica, transportando consigo um prémio de 6º homem na bagagem. Por fim, para além do facto de ser um autêntico roubo para o rival da cidade (Clippers), é um dos jogadores que faz falta a qualquer equipa, não só pelo aspeto físico como também mental, sendo um altruísta e um daqueles que faz tudo pelo coletivo.

Para concluir, Marc Gasol vem para o lugar de Javale McGee, sendo que aqui, sem desvalorizar o valor de Javale, não há qualquer dúvidas da proeminência do espanhol perante o norte americano.

Em paradoxo com os Lakers, os Clippers não conseguiram a melhor free agency. Todavia tenham conseguido contratar Sergi Ibaka, deixaram escapar Harrell para o concorrente direto e JaMychal Green para os Denver Nuggets.

Foto de capa: LA Lakers

ANTEVISÃO | 5 golos do Sporting CP frente ao Moreirense FC

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O Sporting CP recebe neste Sábado em Alvalade a formação do Moreirense FC em jogo a contar para a 8.ª jornada do campeonato.

Os Leões partem para este confronto após uma vitória categórica por 7-1 sobre a equipa do SG Sacavenense que carimbou o seu apuramento para a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal. Na retoma do campeonato, a turma de Rúben Amorim pretende dar continuidade à senda de vitórias combinadas com grandes exibições recheadas de golos.

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De facto, o Sporting CP tem atravessado uma excelente forma como há muito não se via, tendo marcado um total de 15 golos nas últimas três partidas. A equipa leonina desconhece ainda o sabor da derrota no campeonato e Rúben Amorim já superou o melhor arranque na prova do anterior treinador do Sporting CP.

Com efeito, a formação leonina tem até ao momento não só o melhor ataque da liga (com 19 golos carimbados) mas também a melhor defesa (apenas quatro golos concedidos).

Em termos individuais, Pedro “Pote” Santos apresenta-se como o melhor marcador da equipa e da própria liga com sete golos marcados: marcou nos quatros últimos jogos, com dois “bis” nos dois últimos encontros. Por seu turno, Nuno Santos marcou e/ou assistiu nos quatro últimos jogos da prova (dois golos e cinco assistências).

No que concerne ao histórico de confrontos no campeonato entre Leões e Cónegos em Alvalade, os primeiros apresentam um saldo muito positivo: em dez jogos realizados, os Leões venceram nove, empataram um e marcaram 22 golos contra seis golos sofridos.

Na senda do que tem vindo a ser este Leão de Rúben amorim, indomável e com fome de golos, recordo cinco golos carimbados pelo Sporting CP frente ao Moreirense FC.

5.

Gelson Martins, Sporting CP 1-0 Moreirense FC (2017/2018) – Num jogo que manteve o nulo no marcador até ao minuto 90+2 foi Gelson Martins quem resolveu o jogo, assistido por Rafael Leão que foi até ao meio-campo fazer uma recuperação de bola. Um golo que ficou célebre não pelo bom remate de Gelson, mas pela célebre dedicatória a Rúben Semedo que lhe valeu um segundo amarelo.

Sporting CP 3-3 SL Benfica: Melhor derby do Mundo deu empate!

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A CRÓNICA: JOGO LOUCO ACABOU EMPATADO

 

Jogo grande pela liderança no pavilhão João Rocha, entre Sporting CP e SL Benfica – as melhores equipas portuguesas – naquele que é considerado o melhor derby do mundo em futsal, jogo no qual se prevê muito equilíbrio e intensidade, pese embora a ausência de público.

O Benfica entrou melhor, marcando num lance de bola parada em que o árbitro considerou que o guardião leonino Gonçalo Portugal defendeu tocou com a mão na bola fora dos limites da área, cabendo a Robinho a marcação do livre à entrada da área, sendo este marcado com total sucesso pelo internacional russo, quando o marcador registava pouco mais de um minuto decorrido.

A intensidade do encontro notava-se sobretudo pelo elevado número de faltas nos minutos iniciais, um total de cinco nos primeiros quatro minutos, três para o Sporting e duas para o Benfica.

O jogo estava um pouco “amarrado”, ou seja, como a equipa verde e branca não estava a conseguir impor a sua qualidade reconhecida nas bolas paradas e só um rasgo individual iria conseguir fazer a diferença neste encontro. Aí apareceu Taynan, marcando um golo de belo efeito a empatar o encontro, com dez minutos disputados. Aquele pé esquerdo maravilha, a não dar hipóteses de defesa a Diego Roncaglio.

Na sequência de uma reposição lateral, Arthur mostrou a sua enorme valia, disferindo um míssil que só parou no fundo das redes sportinguistas, mais um golo de belo efeito do reforço vindo do Barcelona e 1-2 no marcador.

O Benfica ficou “tapado” por faltas nos derradeiros minutos, não podendo cometer mais faltas sob pena de ser assinalado um livre de dez metros contra si.

A menos de dois minutos do intervalo, um “disparate” de Roncaglio acabou por custar bem caro aos encarnados, o guarda-redes brasileiro quis sair a jogar, num lance de contra-ataque e superioridade numérica mas não contava com um corte de bola brilhante e limpo de Pauleta, originando o contra golpe rápido e sem guardião na baliza das águias, levando a um toque no braço de Ivan Chishkala. Após consulta com o árbitro assistente, o árbitro principal decidiu punir o jogador russo com um cartão vermelho direto.

Sporting CP SL Benfica Futsal
Chishkala acabou expulso, num lance que começa com um erro de Diego Roncaglio.
Fonte: SL Benfica

Na sequência do livre, Cardinal acertou em cheio na trave e o resultado manteve-se até ao interregno, sendo que as águias ainda têm alguns segundos para cumprir em inferioridade numérica.

Os segundos iniciais ficaram marcados pela exímia qualidade do Benfica a defender, mesmo em inferioridade numérica. Pauleta também viu um remate seu embater no poste, após um contra-ataque rápido, muito menos comuns que o habitual, dado que Nuno Dias e Joel Rocha se conhecem bastante bem, já são muitos anos e muitos jogos entre os dois treinadores históricos.

A agressividade defensiva manteve-se, com quatro faltas para cada lado na primeira metade da segunda parte. A nove minutos do fim, o Sporting confirmou a sua grande qualidade nas bolas paradas, culminando num ótimo remate de João Matos a empatar novamente o marcador (2-2). Hossein Tayebi conseguiu novamente desequilibrar através de um remate potente com uma colocação cirúrgica no canto da baliza, mais um rasgo individual do internacional iraniano levando o Benfica à liderança pela terceira vez neste encontro, numa altura em que os leões já tinham cinco faltas.

Os últimos três minutos foram marcados pelo guarda-redes avançado do Sporting, tarefa que coube a Alex Merlim. Já no último minuto do encontro, a equipa do leão rampante conseguiu empatar, através de um desvio oportuno de João Matos após remate de Cavinato.

Empate a três bolas que se aceita, dada a enorme valia e o equilíbrio que se verificou no jogo, apesar de os encarnados terem estado em vantagem durante parte do encontro e de nunca terem estado em desvantagem ao longo do encontro.

Assim sendo, os dois grandes continuam empatados no cimo da tabela ao cabo de 11 jogos, com dez vitórias e este empate.

A FIGURA:
Sporting CP SL Benfica Futsal
Fonte: Sporting CP

Intensidade da partida – Mesmo num pavilhão deserto, as duas equipas não acusaram e deram tudo para poder ganhar. Este derby ficará para sempre recordado pelas bancadas totalmente desertas, mas o nível foi o mesmo de sempre e não desiludiu em nada.

 

O FORA-DE-JOGO:
Sporting CP SL Benfica Futsal
Fonte: SL Benfica

Diego Roncaglio – A sua exibição entre os postes foi muito positiva e não seria, por si só, suficiente para figurar aqui. Mas o jogador oscilou entre esses grandes momentos e erros clamorosos, perdas de bola infantis que originaram a expulsão e outros lances perigosos que poderiam ter desequilibrado o jogo a favor do Sporting.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES SPORTING CP
GONÇALO PORTUGAL^(6)
JOÃO MATOS (C) (8)
PAULETA (7)
ALEX MERLIM (7)
CARDINAL (6)

SUBS UTILIZADAS E PONTUAÇÕES

TOMÁS PAÇÓ (6)
ERICK MENDONÇA (6)
DIEGO CAVINATO (7)
PANY VARELA (6)
TAYNAN DA SILVA (8)
ROCHA (7)

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES SL BENFICA

BENFICA
DIEGO RONCAGLIO (6)
AFONSO JESUS (7)
IVAN CHISHKALA (4)
ROBINHO (C) (8)
HOSSEIN TAYEBI (8)

SUBS UTILIZADAS E PONTUAÇÕES

NÍLSON MIGUEL (6)
FÁBIO CECÍLIO (6)
TIAGO BRITO (6)
ARTHUR (7)
RAFAEL HENMI (6)
JACARÉ (7)

CD Santa Clara x FC Porto | 5 dados estatísticos do encontro

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De volta à Liga Portuguesa, depois dos triunfos na Taça e na Liga dos Campeões, o FC Porto faz a viagem até aos Açores para defrontar o Santa Clara à oitava jornada. Já com duas derrotas a contar para o campeonato, os Dragões não se podem dar ao luxo de perder mais pontos nesta fase tão embrionária da época.

Enquanto que a temporada dos açorianos não está a ser extraordinário, têm conseguido manter a consistência apresentada nas últimas épocas. Já com três vitórias em sete jogos, o Santa Clara está só a três pontos dos dragões.

OS DRAGÕES DESLOCAM-SE AOS AÇORES PARA UM JOGO SEMPRE COMPLICADO DIANTE DO CD SANTA CLARA. EM QUE RESULTADO ARRISCAS? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Ao fazer a antevisão de um jogo no estádio da ilha de São Miguel, é sempre preciso ter em conta o estado do relvado. É dos piores atualmente na Primeira Liga e traz sempre alguma vantagem à equipa do Santa Clara. Para melhor tentar perceber qual o possível rumo do encontro, apresento aqui 5 dados estatísticos em relação à partida.

Portugal 1-0 Escócia: O golo solitário e a vitória saborosa

A CRÓNICA: VITÓRIA EM BELÉM A PENSAR NO EMBARQUE PARA A INGLATERRA

Foi com vista privilegiada para o Rio Tejo e para Belém que a seleção feminina portuguesa gostaria de somar mais três marujos (pontos), para serem mais alguns a entrar no barquinho que quer seguir de Portugal rumo a Terras de Sua Majestade, já em 2022. O problema é que de lá tinham vindo escocesas, que para além de terem de fazer o caminho para casa, tinham a mesma intenção.

O Estádio do Restelo parece não ter sido propositado: vista para o Padrão dos Descobrimentos, a cruz de cristo na bancada – a mesma que ia nas nossas caravelas… Estava tudo preparado para começar nova aventura marítima. Ah, desculpa! Aventura futebolística. As portuguesas apresentaram-se cautelosas e as escocesas mandonas. Contudo, nem umas nem outras criavam o perigo que é preciso. Por isso, acabámos a ver um nulo na 1.ª parte.

A segunda parte parecia que ia tomar o mesmo rumo como a primeira. Bola lá, bola cá, e iam faltando os lances de perigo. Foi preciso esperar mais de uma hora de jogo e uns nove minuto para ver alegria em pleno Restelo. Tatiana Pinto fez uma grande assistência e Ana Borges, com intenção e com muita sorte à mistura, deu o toquezito importante para o 1-0.

Até ao fim, foi sofrer à bom português. Porque depois do golo pouco ou nada foi feito pela seleção das Quinas. Só as escocesas procuraram marcar para conseguir, pelo menos, um marujo (pontos), mas até esse parecia que queria ficar cá em Portugal.

Moral da história: ganha quem marca mais golos e aí as portuguesas fizeram o trabalho na perfeição. As portuguesas somam a quarta vitória nesta qualificação e continuam a sonhar com o apuramento. As escocesas somam a segunda derrota consecutiva e ficam com os mesmos nove pontos.

 

A FIGURA

Fátima Pinto – A jogadora do Sporting CP foi uma das jogadoras mais ativas durante todo o jogo e foi um dos grande elos de ligação entre a defesa e o ataque. Tinha definição no passe para as suas colegas e mostrava segurança na hora de se manter coesa com as restantes companheiras de meio campo, Tatiana Pinto e Dolores Silva. Acabou por ser substituída, contudo, foi uma peça importante.

O FORA DE JOGO

A eficácia escocesa – Se em Portugal acabaram por perder foi por culpa própria, pois oportunidades não faltaram e também tiveram sempre por cima, grande parte do jogo, a questão é a eficácia. Não se ganham jogos sem golos e também o problema foi o facto de as jogadores escocesas não conseguirem rematar à baliza. Já se sabe que assim fica complicado.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Portugal a apresentar-se num 4-3-3 com Dolores Silva a ser a terceira média mais recuada para que conseguisse também construir jogo. Estavam responsáveis pela frente de ataque Ana Borges, Diana Silva e Cláudia Neto e esta última ia funcionando como uma falsa nove, variando sempre a sua posição no momento defensivo visto que recuava muito para também ajudar na construção.

As comandadas de Francisco Neto a mostrar muita dificuldade em construir devido à intensa pressão alta que as escocesas iam fazendo. A solução passava por sair rápido na zona do meio campo, mas foi complicado ligar a primeira linha de três com as três mais da frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Patrícia Morais (6)

Mónica Mendes (5)

Sílvia Rebelo (5)

Carole Costa (5)

Joana Marchão (6)

Tatiana Pinto (7)

Dolores Silva (6)

Fátima Pinto (8)

Ana Borges (6)

Cláudia Neto (6)

Diana Silva (7)

SUBS UTILIZADAS

Andreia Faria (4)

Andreia Norton (5)

Vanessa Marques (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESCÓCIA

As escocesas vieram com intenção de sair de Lisboa com os três pontos numa qualificação que está a ser complicada para as mesmas. Apresentaram-se num 4-2-3-1 em que começava a construir a partir da defesa e as laterais Rachael Boyle e Emma Mitchell acabavam por participar muito no processo ofensivo. No momento defensivo o destaque fica para a pressão alta e que não deixava que as portuguesas construíssem à vontade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lee Alexander (5)

Rachael Boyle (6)

Rachel Corsie (5)

Jennifer Beattie (5)

Emma Mitchell (6)

Caroline Weir (5)

Leanne Critchon (5)

Kim Little (5)

Lisa Evans (5)

Kirsty Hanson (5)

Erin Cuthbert (6)

SUBS UTILIZADAS

Nicola Docherty (5)

Martha Thomas (6)

Elizabeth Arnot (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Não foi possível fazer perguntas ao selecionador nacional, Francisco Neto.

Ana Borges: Melhores Declarações

«É um sentimento de alegria enorme e um trabalho de toda a equipa durante a semana toda».

«Sabíamos que a Escócia era uma equipa forte, mas o mais importante foi a entreajuda que a equipa teve ao longo do jogo e também a força que nos chegava de fora».

«Nós pensamos jogo a jogo. Entramos em qualquer jogo para ganhar e para ficar com os três pontos. No entanto, pensamos primeiro no próximo jogo que é contra a Albânia e que vai ser complicado».

Os 3 sucessores de Joachim Löw

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Os tempos da Alemanha goleadora e dominante de Löw parecem terminados. Na verdade, olhando para a seleção alemã desde a conquista do Campeonato do Mundo de 2014, a trajetória tem sido descendente, com uma quebra ainda maior desde o fracasso completo no Campeonato do Mundo de 2018.

Como em qualquer equipa ou seleção no mundo do desporto coletivo, quando os resultados não são satisfatórios, o primeiro culpado é sempre o treinador. Ora, neste caso não é diferente: há um par de anos, pelo menos, que a contestação a Joachim Löw subiu de tom, pedindo-se a saída do selecionador germânico do comando da Mannschaft.

Assim, apresentamos, na lista seguinte, três possíveis candidatos ao lugar de selecionador alemão de futebol.

Cláudio Ramos | A exceção à regra no meio dos jogadores utilizados

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O FC Porto entrou com o pé direito na edição 2020/2021 da Taça de Portugal. Para além da vitória frente ao GD Fabril, outro motivo de destaque foi que os jogadores do plantel portista que ainda não tinham minutos tiveram a sua estreia de azul e branco. Contudo, houve uma exceção. Cláudio Ramos é, neste momento, e a par de jogadores que estão a recuperar de lesão como Marcano, o único jogador que ainda não foi utilizado esta época. Como os jogadores lesionados não podem jogar seja de que forma for, Cláudio Ramos é, até agora, a exceção no meio dos utilizados, sendo que quando somar o primeiro minuto será também a estreia de azul e branco.

Se calhar muitos se questionam, mas creio que não é motivo de preocupação esta ausência de minutos de Cláudio Ramos. Em primeiro lugar porque se trata de um guarda-redes que é uma posição ocupada por um único jogador e tem sempre uma hierarquia bem definida para o campeonato e para as taças. Em segundo lugar existe um Marchesín que é intocável e aquele que é visto como o sucessor de Vítor Baía: Diogo Costa. O normal será o campeonato ficar para o guardião argentino e a Taça de Portugal para o jovem da formação portista. A preocupação apenas deverá surgir se Cláudio Ramos não for utilizado na Taça da Liga e isso leva-nos a questionar se a sua contratação foi mesmo a pensar num reforço ou em mais uma oportunidade de negócio a pensar numa mão cheia de nada…

 Cláudio Ramos não é um guarda-redes qualquer, é internacional A por Portugal e foi durante vários anos a principal figura do CD Tondela. Defendia tudo e mais alguma coisa e nos jogos contra os grandes do futebol nacional mostrava-se sempre em grande plano. Já era um jogador para outras andanças há muito tempo. Na conferência de antevisão do encontro entre o CD Tondela e o FC Paços de Ferreira da época passada, Natxo González, técnico da equipa beirã na altura, afirmou ao Bola na Rede que o Cláudio Ramos era o melhor guarda-redes da Liga. Uma mostra de confiança de alguém que trabalhava muito de perto com o atual número 14 dos dragões.

No momento atual e numa comparação direta com Diogo Costa, creio que Cláudio Ramos não fica atrás do internacional sub-21 português. Chega para ser titular? Não, porque há um internacional argentino com qualidade à frente, mas tem capacidade para somar muitos minutos ao longo da época. Se chegarmos ao fim da época e não virmos alguns jogos nas pernas de Cláudio Ramos (exceto por questões físicas), então é mais um fator preocupante para a gestão portista nos últimos anos. A Taça da Liga tem de ser, pelo menos, o palco para o guarda-redes de 29 anos.

Julian Weigl é alemão para “mal aproveitado”

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Foram 20 os milhões despendidos pelo SL Benfica para contratar Julian Weigl ao BVB Dortmund, no mercado de inverno de 2020. Foram 21 as presenças de Weigl em partidas pelos encarnados na meia temporada de estreia. Por outras palavras: chegou para ser opção. No entanto, a opção pela utilização de Weigl nunca foi totalmente pacífica – nem diga-se totalmente correspondida.

O médio alemão aterrou em Lisboa atravessavam as águias áureos tempos – mais ou menos, vá -, com o miolo do terreno geralmente entregue a Gabriel e Taarabt. A coisa dava-se. E dava-se bem. Mas chegou Weigl. E chegou por 20 milhões de euros. E chegou da Bundesliga. E chegou do Dortmund. E isso parece ter pesado. Não devia.

Para bem da equipa e do jogador. O entrosamento com os colegas era nulo, o conhecimento do treinador e das suas ideias era inexistente e a integração na nova realidade era embrionária quando Weigl agarrou uma titularidade que – então – não merecia e à qual não podia corresponder. Foi fácil pegar na máquina de fazer rótulos – sempre tão à mão – e aplicar o de “flop” ao internacional alemão.

Não o é. Weigl é um jogador de imensa classe e que equilibra com facilidade uma equipa. Não vai fazer crescer uma equipa que está de rastos – nenhum jogador o faz sozinho; mas quando a equipa está bem, estará sempre melhor com Weigl. Então, ´bora aproveitá-lo, ?

Julian Weigl já vestiu oficialmente o Manto Sagrado 31 vezes; nem todas a titular
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depende. De Jesus. Depende do que o atual treinador do Benfica, que não foi quem ratificou a contratação do alemão, pretende para o seu meio-campo – se ele mesmo o já souber.

Não obstante a muita qualidade posicional e com bola de Weigl, o porte menos possante que comporta e a pouca capacidade de choque e recuperação da posse da bola que apresenta são passíveis de fazer JJ instigar com insistência a administração encarnada a avançar para a contratação de um médio mais “à medida” – e com as medidas – do treinador português.

Naturalmente, perante a parca utilização do médio, circulam já rumores de que a sua saída em definitivo pode ser o desfecho da relação que estabeleceu há menos de um ano com o clube da Luz. O preço estipulado, dizem, é de 25 milhões de euros. O preço estipulado, digo eu, é curto. A eventual saída, continuo, é um erro.

Weigl ainda pode dar muito ao SL Benfica. Mesmo com JJ. Mesmo com concorrência. Pode convergir em campo com vários jogadores do plantel – Florentino, se e quando regressado, seria talvez o parceiro ideal para formar uma dupla de muita, muita classe, tanto na destruição como na construção.

Embora partilhe a opinião vastamente disseminada de que é premente reforçar o meio-campo encarnado, discordo por completo da ideia de que uma remodelação do miolo tenha de envolver a saída de Julian Weigl.