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WWE Payback: E no final o caminho mais fácil

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Kickoff Matches

Baron Corbin vs Dolph Ziggler

Fonte: WWE
Fonte: WWE

A WWE decidiu à última da hora colocar este combate no Kickoff do “Payback”, o que acabou por se revelar uma decisão tanto boa como má. Boa porque o combate foi bastante divertido de se ver. Corbin e Ziggler têm uma ótima química e a diferença de estilos de ambos dá uma dinâmica interessante aos seus combates. No entanto, o facto de este ter estado no Kickoff e não no cartaz principal é um erro, dada a push que a WWE estava a dar a Baron Corbin e o investimento que fez na história entre ele e Ziggler. Corbin é um ótimo heel, tem mostrado grandes melhorias no ringue – tanto a nível técnico como de postura e relacionamento com o público –  e tem todo o potencial para ser uma das principais figuras da companhia no futuro.

O final do combate deixou algo a desejar mas não é muito preocupante. Apesar de Ziggler ter ganho, isto não abranda em muito o ímpeto de Corbin, visto que dominou a grande maioria do combate e perdeu por um roll-up. Embora ache que Corbin devesse ter ganho e seguido em frente para uma feud com, por exemplo, Kalisto, também acho que a continuação de uma feud com Ziggler pode ser bastante benéfica para Corbin. Ziggler é um dos, se não o melhor seller da WWE, algo que combina perfeitamente com o estilo de Baron Corbin.

GP Rússia: Com Putin à mistura, Rosberg ganhou outra vez

Cabeçalho modalidadesNo dia em que se assinala a morte de Ayrton Senna, Nico Rosberg continuou a inesgotável vaga de vitórias e conquistou o Grande Prémio da Rússia. O alemão, que nunca tinha vencido em Sochi, deu bom uso à pole-position e coleccionou a sétima vitória consecutiva.

Lewis Hamilton voltou a ser perseguido pelo azar na qualificação desta semana. Um problema no motor, que, aparentemente, é o mesmo que prejudicou o piloto na China, impediu-o de conseguir melhor do que a décima posição da grelha. Este ano, parece que a sorte está confinada ao outro lado da garagem da Mercedes.

Sebastian Vettel, que até tinha conseguido o segundo melhor tempo, foi penalizado em cinco lugares devido a uma mudança imprevista da caixa de velocidades e saiu de uma modesta sétima posição. Assim, Valtteri Bottas garantiu o segundo lugar no grid, seguido de Kimi Raikkonen.

No arranque, Rosberg segurou a liderança e fugiu aos perseguidores. Já Vettel não passou da segunda curva. Dois toques de Daniil Kvyat – um na primeira curva, outro na segunda – estragaram aquela que seria uma corrida de recuperação do alemão. O piloto da Ferrari mostrou-se indignado com o colega da Red Bull, que não soube apresentar justificações; tudo o que Kvyat disse foi: “Não te vi, Seb”. Algo vai mal na Fórmula 1 quando um incidente como estes não é analisado. Mas era o GP da Rússia, Kvyat é russo e Vladimir Putin estava na tribuna.

Lewis Hamilton é exímio a galgar posições em tempo recorde e demonstrou-o uma vez mais em Sochi. À 25.ª volta, o inglês estava já a 12 segundos de Rosberg. Mas, quando a diferença já se situava abaixo dos sete segundos, a Mercedes alertou Hamilton para problemas na pressão de água. A partir de aqui, Lewis limitou-se à segunda posição do pódio e não voltou a atacar o colega de equipa. Estará a Mercedes a querer compensar Rosberg pela época passada? Apesar do ímpeto vitorioso do alemão, as qualificações e as consequentes corridas estão a ser claramente orientadas a seu favor.

Numa corrida que não correu bem a Sebastian Vettel, Raikkonen garantiu o pódio para a Ferrari
Numa corrida que não correu bem a Sebastian Vettel, Raikkonen garantiu o pódio para a Ferrari
Fonte: Scuderia Ferrari

Até ao fim, pouco mais a contar. Rosberg controlou calmamente a corrida, Hamilton segurou a dobradinha da Mercedes e Raikkonen garantiu o pódio para a Ferrari. Assim sendo, os momentos mais emocionantes do GP passavam-se na luta pelos pontos. Magnussen liderava um grupo de combate que tinha Grosjean, Perez, Sainz e Button.

Nota positiva para a McLaren, que conquistou os primeiros pontos da temporada – logo com os dois carros nos dez primeiros. Alonso garantiu um fantástico sexto lugar e Jenson Button ficou com a última posição pontuável, depois de uma autêntica batalha com Ricciardo e Sainz. Na antevisão desta época, falei numa possível temporada surpresa da McLaren, com o talento individual dos pilotos a vir ao de cima. O GP deste fim-de-semana mostrou que esta premissa ainda não está completamente derrotada.

Nota negativa para Daniil Kvyat, que arruinou a corrida de Sebastian Vettel. O russo da Red Bull tocou por duas vezes no Ferrari do alemão, por trás, e não soube apresentar justificações plausíveis. Numa F1 cada vez mais dominada por penalizações aos pilotos, é estranho que Kvyat não tenha sido admoestado.

Nico Rosberg venceu mais uma vez e é cada vez mais líder; está já com 33 pontos de avanço em relação a Lewis Hamilton. A Fórmula 1 sai mal desde Grande Prémio: a proximidade de Bernie Ecclestone e Vladimir Putin deixou os fãs da modalidade indignados. Senna não estaria orgulhoso. A F1 volta no fim-de-semana de 13 a 15 de Maio, com o GP de Espanha.

Foto de Capa: Mercedes AMG Petronas

Taça CERS: Uma prova com história portuguesa

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Fonte: bigslam.pt
Fonte: bigslam.pt

1980-81: GD Sesimbra

José Adrião, José Pedro, Carlos Pereira, Carlos Garrancho, Guedes, Silveira, Fernando António e Carlos Cunha, sob a batuta de Ernesto Meireles.  São estes os nomes que conquistaram a primeira Taça CERS. A vila de Sesimbra, com grandes tradições no hóquei português, viu o seu clube fazer história. Numa caminhada onde ficaram para trás o Gujan, da França, os espanhois do Noia e o Lodi, da Itália e onde, por duas vezes, os portugueses realizaram grandes remontadas em casa, o Sesimbra acabou por derrotar na final os holandeses do Lichstad (uma equipa holandesa numa final, um cenário improvável nos dias de hoje por 4-1 em casa e 2-0 fora, conquistando assim a primeira Taça CERS.

Portugal vem abaixo!

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Este fim de semana voltou a ser de emoções muito fortes no campeonato português. Depois do Benfica conseguir mais uma vitória com algum sofrimento, frente a um Vitória de Guimarães bem orientado por Sérgio Conceição, o Sporting deu mais uma demonstração de força em pleno Estádio do Dragão, quase uma década depois da última vitória naquele terreno para a Liga.

A expressão “Portugal vem abaixo!”, que serve de título a este texto, foi, para mim, a mais marcante do fim de semana. Primeiro, porque foi a expressão utilizada por Sérgio Conceição após o jogo na Luz. O Vitória terminou o jogo com metade da equipa amarelada e o técnico foi expulso ainda na primeira parte por Bruno Paixão, de forma um pouco incompreensível.

Slimani foi novamente decisivo no jogo frente ao FC Porto Fonte: Sporting CP
Slimani foi novamente decisivo no jogo frente ao FC Porto
Fonte: Sporting CP

O responsável da equipa vimaranense disse que os seus jogadores estavam a bater o pé ao Benfica e que pode resultar daí a sua expulsão. Parece que não é só Bruno de Carvalho a denunciar favorecimentos ao atual líder da tabela classificativa. Depois do jogo do Dragão, foi Pinto da Costa a admitir que o Sporting seria um justo campeão. Mais uma vez, parece que as “alarvidades” que Bruno de Carvalho e Jorge Jesus dizem vão sendo corroboradas por mais algumas das altas figuras do futebol português.

Portugal também virá abaixo, positivamente falando, caso o Sporting seja campeão. O jogo de ontem foi mais um espetáculo de alto gabarito proporcionado pelos ases de Jorge Jesus. Apesar da fraca qualidade de José Ángel, Chidozie e Martins Indi, tenho de relevar as exibições de João Mário e Slimani. Ambos tiveram uma oportunidade desperdiçada de forma clamorosa na cara de Casillas, é certo.

Mas o argelino, pelos seus dois golos e a forma como destruiu o eixo defensivo dos “dragões”, e o português, pela inteligência bem acima da média que demonstrou, mais uma vez, durante os 90 minutos, foram os grandes dínamos do futebol leonino. Ambos merecem uma vénia, pelo recital de bola que proporcionaram.

WWE Payback: Um novo paradigma?

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Cabeçalho modalidades

Um mês depois de uma Wrestlemania que dividiu opiniões e que não agradou de todo, a WWE apresenta o Payback com um produto bem melhor do que se fazia esperar face aos últimos tempos, com boas histórias, com tempo para quase todas elas.

Num mês tivemos Raws capazes de serem candidatas a melhores do ano, tivemos uma boa construção de histórias e capaz de entreter e cativar o público. Se durante muito tempo, a equipa criativa da WWE foi muito criticada (e com razão), neste momento parecem ter encontrado um rumo, o que faz os fãs perguntar se é tão difícil manterem-se assim durante o resto do ano.

Kalisto (c) vs Ryback (WWE United States Championship)

Fonte: WWE
Fonte: WWE

No pre-show teremos Kalisto a defender o seu título dos Estados Unidos contra Ryback, num rematch da Wrestlemania. Apesar dos elogios de que já falei à equipa criativa, nem tudo é perfeito e este combate e a sua construção é um exemplo disso. O que disse na Wrestlemania sobre este combate aplica-se perfeitamente aqui. Há um ano, o título era um dos pontos de atracção do Card. John Cena e Rusev proporcionavam uma boa “feud”, bons combates e o titulo voltava a ser importante. Um ano depois tudo mudou. Kalisto raramente aparece na Raw ou Smackdown e quando aparece é para perder. Tanto o lutador como o titulo foram desaparecendo dos programas semanais, perdendo importância e colocados em programas como o Superstar ou Main-Event.  A culpa não é do lutador, pois Kalisto tem qualidade para ser um bom mid-card e tem a capacidade de atrair um público mais jovem por ser um mascarado, mas sim da WWE que pareceu ter desistido do mexicano aos poucos. A própria construção do combate resume-se a uma vitória de Ryback sobre Kalisto numa Smackdown e o anúncio do combate na Raw a seguir, sem direito a promos ou frente-a-frente entre os dois.

Quanto ao resultado, acredito na vitória de Ryback. Muito se tem falado de uma possível derrota como castigo por uma entrevista em que o “Big Guy” afirmou que merecia mais na WWE e que se a companhia não o valorizasse, ele iria para outra companhia de wrestling, mas se a WWE quisesse castiga-lo não voltava a coloca-lo na rota do titulo. Até porque o reinado de Kalisto estagnou e não vejo volta a dar, portanto com Ryback a ser campeão, este podia ser um campeão de transição para um reinado de Apollo Crews ou mesmo um novo reinado de John Cena, quando este voltar de lesão.

O (próximo) golo de Saúl Ñiguez

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Cabeçalho Liga Espanhola

Há golos que ficam na história do futebol. Uns devido à importância que tiveram num determinado resultado, outros devido ao lado estético e à dificuldade da sua execução.

Entre os primeiros há muitos exemplos. Lembra-se do golo de Costinha em Old Trafford que deixou o Manchester eliminado? Tim Howard não conseguiu segurar o remate de McCarthy e Costinha encostou para a baliza na recarga. Não se pode dizer que tenha sido um golo bonito, mas deu origem àquela famosa corrida de José Mourinho ao longo da linha lateral e foi um passo decisivo para a conquista da Liga dos Campeões nessa época. Impossível de esquecer. Assim como o de Miguel Garcia, em Alkmaar, já em tempo de descontos. Canto batido ao primeiro poste e desvio de cabeça para a baliza. Um golo igual a tantos outros e, ao mesmo tempo, único. Já passaram mais de dez anos sobre estes golos e todos nos lembramos deles.

Saúl marca ao Real Madrid, de pontapé de bicicleta Fonte: Club Atlético de Madrid
Saúl marca ao Real Madrid, de pontapé de bicicleta
Fonte: Club Atlético de Madrid

Há também os golos que ficam na memória pelo seu lado estético. Messi, em 2007, pegou na bola na linha de meio campo, fintou meia equipa adversária, passou pelo guarda-redes e marcou. O golo foi memorável, mesmo que já poucos se lembrem de que o adversário era o Getafe e que era um jogo da Taça do Rei. Mais recentemente, tivemos, por exemplo, o pontapé de bicicleta de Ibrahimovic, ainda bem de fora da área, contra a seleção inglesa. Nem o facto de ter sido um jogo amigável nos deixa esquecer aquela acrobacia do sueco.

CF ‘Os Belenenses’ 0-2 FC Paços de Ferreira: A Europa aqui ao lado

Cabeçalho Futebol Nacional

O caminho para a Europa passava pelo Restelo. Paços de Ferreira ainda tinha a esperança de alcançar as provas europeias e tinha uma prova difícil frente a um Belenenses que já não tinha objectivos concretos.

Determinados, os castores entraram fortes e bastaram 6 minutos para assustar o Belenenses por duas vezes. O Belenenses recuperou do susto e também podia ter causado estragos. André Sousa, ao poste, e Juanto assustaram Defendi. O jogo estava animado, as duas equipas lutavam pela vitória e o tempo estava agradável. As condições eram propicias para um bom espectáculo.

No entanto as equipas encaixaram uma na outra e o jogo desceu de nível. O Paços mostrava-se mais organizado tanto ofensivamente e como defensivamente, enquanto o Belenenses tinha vontade e bola mas pecava em termos de ideias de ataque. Não foi surpresa quando os homens de Jorge Simão chegaram ao golo. Barnes desmarcou-se e fez o primeiro. A organização pacense levava a melhor sobre o Belenenses.

Até ao intervalo, o Paços jogou confortável com a vantagem aproveitando que o Belenenses corria atrás do prejuízo, mas sempre com mais vontade do que propriamente com ideias.

A segunda parte começa quase com o segundo golo do Paços. Minhoca pela direita assiste Pelé, que aos 50 minutos matou o jogo.

Ao intervalo entrou Carlos Martins no Belenenses, e o número 22 da equipa do Restelo foi o único que causou algum perigo para a defesa dos castores, com dois lances de algum perigo. Mas a segunda parte foi fraca e com pouco para contar, valeu apenas pelo golo, apesar de alguns lances de possível golo mais por demérito defensivo que por mérito ofensivo das duas equipas. Como disse Julio Velasquez “foi um jogo horroroso.”

O apoio dos adeptos do Paços de Ferreira foi incansável
O apoio dos adeptos do Paços de Ferreira foi incansável

Sala de Imprensa:

BnR: Faltam dois jogos para o final do campeonato e o Belenenses já garantiu a manutenção e já não luta pela europa. O que pode ainda alcançar o Belenenses nestes 2 jogos?

Julio Velázquez: Queremos lutar pelos 3 pontos e honrar o clube. Temos tido algumas dificuldades com lesões e como não temos equipa B torna-se mais dificil. Agora há que honrar a camisola.

BnR: Com esta vitória o Paços de Ferreira passa para a frente do Rio Ave, tendo em conta o calendário acha que a tarefa está mais fácil?

Jorge Simão: Faltam duas jornadas e estamos dependestes só de nós. A Liga Europa é aquilo que nos move a partir deste momento.

BnR: Qual o segredo para esta temporada do Paços de Ferreira?

Pelé: Estamos unidos em conquistar um objetivo, os 48 pontos. Hoje conseguimos este objetivo e vamos agora lutar por voos maiores, a Europa.

A Figura:

Minhoca – O avançando açoriano mexeu o ataque, fez duas assistências, mas saiu tocado do jogo.

O Fora de jogo:

Defesa do Belenenses. – Muitos buracos defensivos dos azuis do Restelo que só não resultaram em mais golos por ineficácia.

Reportagem de André Conde e Rodrigo Fernandes 

FC Porto 1-3 Sporting CP: Classe de João Mário decide Clássico

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No último clássico da temporada, o Sporting conseguiu vencer em casa de um dos seus maiores rivais e continua vivo na luta pelo Campeonato Nacional.

Os leões entravam em campo pressionados pela vitória dos rivais de Lisboa. Já o FC Porto tinha uma honra a ser defendida, após uma época cheia de precalços, casos e poucos momentos “à Porto”.

Jesus apresentava o seu onze habitual, já Peseiro voltava a remeter o talentoso Rúben Neves para o banco de suplentes, voltando Danilo a uma posição mais adiantada no terreno de jogo.

A partida no Dragão até começou de forma algo equilibrada, com Aboubakar e restante ataque portista a conseguirem travar o ímpeto dos jogadores do Sporting.

A primeira jogada de perigo para uma das balizas pertenceu mesmo à equipa de José Peseiro, com a bola a ir embater no poste da baliza de Rui Patrício, após um remate de Herrera. O calafrio acabou por despertar os jogadores leoninos, que partiram à procura do golo e do resultado que lhes permitisse continuar a sonhar com a conquista do título.

Aproveitando as dificuldades defensivas de José Ángel, os leões começaram a instalar-se no meio campo dos dragões, atacando muitas das vezes pelo lado direito.

Sem grande demora, o primeiro golo nasceu fruto de uma boa jogada individual de João Mário. Após fazer um túnel ao lateral esquerdo do FC Porto, o melhor jogador jovem da Liga assiste Islam Slimani para o primeiro golo da partida. Neste lance falharam também os centrais “azuis e brancos”, que permitiram que o avançado argelino batesse de forma fácil um desamparado Iker Casillas.

Slimani voltou a bater Casillas por duas vezes, tal como já tinha acontecido em Alvalade Fonte: Sporting CP
Slimani voltou a bater Casillas por duas vezes, tal como já tinha acontecido em Alvalade
Fonte: Sporting CP

Os portistas continuaram a ser uma equipa com poucas ideias para fazer um jogo organizado, tentando apostar em contra-ataques e no talento de Corona e Brahimi. Ainda assim, o capitão Herrera era quem mostrava mais vontade de anular a desvantagem, o que acabava por ser curto perante William e Adrien.

Sérgio Oliveira estava uns furos abaixo do seu colega e capitão, enquanto que do lado sportinguista, João Mário era o motor ofensivo da equipa. O número 17 dos leões conseguiu recriar o momento de magia do primeiro golo, mas desta vez Slimani não conseguiu bater Casillas.

Num lançamento longo do lado direito do ataque portista, a bola acaba por ir parar a Brahimi, o médio argelino passa por Coates mas acaba por cair – sem grande arte – na área do Sporting. Artur Soares Dias relutantemente assinala grande penalidade. Herrera assumiu a responsabilidade e não tremeu, empatando a partida no Estádio do Dragão.

O empate da equipa da casa intranquilizou a equipa de Jesus, que momentaneamente perderam o Norte e o controlo da partida para os dragões. Algo que mudou no último minuto da primeira parte, quando um brilhante cabeceamento de Slimani devolveu a vantagem e o sonho aos Sportinguistas.

A primeira parte terminou com a vantagem miníma do Sporting, e podemos dizer que foi bem disputada. A um maior domínio dos leões durante grande parte do jogo, o FC Porto respondeu com um jogo focado em contra-ataques rápidos e magia dos seus criativos. Slimani voltava a ser decisivo, assim como a qualidade de João Mário.

SC Braga 3-2 Vitória FC: Aplausos para o Braga e assobios para a actuação de Piscarreta… O atirador de cartões…

Cabeçalho Futebol Nacional

Até ao fim… Independentemente do «senhor de preto», como disse Fernando Oliveira, o Braga continua a lutar. Estou certo de que continuará a fazê-lo já na próxima segunda-feira, frente ao Benfica, para a meia final da Taça da Liga, apesar de todos os contratempos que hoje caem pelas suas costas…

Sou levado a acreditar que, se a nomeação da arbitragem recai sobre um critério circense, estas coisas acontecem. Aliás, quando no futebol a denominada «Luz branca» aponta para o juiz de jogo, algo está mal. Vamos lá deixar jogar à bola que é para isso que as pessoas vão ao futebol. Tirando todos os casos, casas, carros, fruta e afins, a verdade é que quem foi superior no decorrer da partida foi mesmo o Braga. Sempre à procura de mais.

Apesar de termos visto um V. Setúbal aguerrido e com vontade de disputar a partida, a sorte acabou por sorrir aos arsenalistas. O destaque, no que toca a futebol, vai para Rafa, que desenhou, coloriu e ofereceu felicidade a todos os Braguistas, e em particular a todos. Porquê? Porque tanto o Rafa como o Braga mostraram, cada um à sua escala, pequenos gestos que fazem o mundo sorrir. Deixo aqui uma palavra enorme para o clube, que mostra através destas iniciativas solidárias para que serve de facto o desporto. Levar a felicidade a quem dela precisa e a recebe de braços abertos. Um sorriso: foi isso que o Braga deu ao mundo. Gostámos de continuar a dar o exemplo solidário.

Rafa brilhou ao serviço do SC Braga Fonte: SC Braga
Rafa brilhou ao serviço do SC Braga
Fonte: SC Braga

No futebol praticado, fica o resultado favorável ao Braga, onde é premiada essencialmente a crença e a atitude dos jogadores no que diz respeito a segurar os três pontos, jogando com nove unidades já numa fase final. Ao longo dos 90 minutos jogados, foram do Braga as oportunidades declaradas de golo. Josué e Hassan ainda tentaram. O primeiro até facturou a grande penalidade e ia surpreendendo Ricardo com uma bomba de livre directo. O segundo não desistiu. Do lado sadino, Vasco Costa e Costinha, marcadores dos golos, foram dos mais inconformados. Destaque ainda para Makuszewski, que lutou até não poder mais… Cinco golos ao todo. 3-2 no final das contas.

Algo de estranho se passou no jogo desta noite no Estádio Municipal de Braga. E parece que toda a gente percebeu o que correu mal… Paulo Fonseca e Quim Machado acham ter encontrado o denominador comum. Os adeptos também. Fernando Oliveira também. Eu também. Sérgio Piscarreta provavelmente…

A Figura:

Rafa – Mostrou hoje o porquê de ser um dos seleccionáveis.

O Fora-de-Jogo:

Sérgio Piscarreta – Piscou os olhos sempre que não devia…

Conferência de Imprensa:

Pedro Nuno Sousa (BnR): O que podemos esperar deste Braga até ao final da época?

Paulo Fonseca: Sempre os três pontos em todos os jogos, independentemente do adversário.

Declarações de Fernando Oliveira na zona mista: 

«O Penálti foi o lance que decidiu o jogo.» / «O Vitória esta época foi constantemente prejudicado.» /«Arbitragem deplorável.»

SL Benfica 1-0 Vitória SC: Voltaram a cumprir

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O jogo com o Vitória SC começou como todos os outros que o Benfica disputou nos últimos tempos – com o adversário remetido ao seu meio-campo. Com um bloco recuado, o Vitória entregou as despesas do jogo à turma de Rui Vitória, que precisava de vencer para continuar no topo da tabela classificativa. A jogar no erro do adversário, os forasteiros esperavam uma escorregadela do Benfica para sair rapidamente em contra-ataque. Missão falhada: praticamente não chegaram à baliza de Ederson durante os primeiros 45 minutos.

Durante todo o primeiro tempo, a equipa encarnada foi a única a procurar o golo. Com cerca de 70% de posse de bola, o Benfica esteve sempre por cima mas não conseguiu materializar essa superioridade em golos. Mitroglou teve nos pés a melhor oportunidade para adiantar o Benfica no marcador: o ponta-de-lança grego acabou por desperdiçar e rematar ao lado da baliza da equipa orientada por Sérgio Conceição.

Jardel resolveu uma partida muito difícil Fonte: SL Benfica
Jardel resolveu uma partida muito difícil
Fonte: SL Benfica

Com uma entrada forte no regresso dos balneários, o Benfica chegou ao golo logo aos 47′ por intermédio de Jardel. O central brasileiro abriu as hostilidades com um grande cabeceamento, na sequência de um livre de Nico Gaitán. Com a vantagem do lado dos encarnados tudo ficou mais fácil. A correr atrás do prejuízo, o Vitória abriu-se mais, o que facilitou a tarefa ao Benfica. Sem grande orientação, os Conquistadores só conseguiram criar perigo uma vez durante toda a segunda parte. Depois de uma falha defensiva, André Almeida tirou em cima da linha.

O Benfica ainda teve oportunidades para dilatar a vantagem – a melhor oportunidade para chegar ao 2-0 esteve nos pés de Raul Jiménez, que atirou à barra – mas acabou por somar os três pontos pela margem mínima. Com este triunfo, a equipa de Rui Vitória mantém a liderança do campeonato e coloca pressão no Sporting, que amanhã defronta o FC Porto sabendo que se perder pontos dirá provavelmente adeus ao título.

Mais uma vez, sentiu-se a empatia e a união entre os adeptos presentes na Luz e a equipa! É tão bom sentir esta entrega e esta vontade, é tão bom sentir que cada vez estamos mais próximos de um dos títulos mais “importantes” da nossa história…

A Figura:

Jardel – O defesa-central brasileiro voltou a ser decisivo ao marcar o golo da vitória encarnada. Depois de marcar o único golo no último jogo em casa contra o Vitória de Setubal, voltou a dar a vitória aos encarnados diante do Vitória de Guimarães.

O Fora-de-Jogo:

Vitória SC: A equipa de Sérgio Conceição jogou como uma equipa pequena. Perdeu tempo sempre que pode e realizou uma exibição fraquíssima. Já são 12 jogos sem ganhar…

Foto de capa: SL Benfica