O Sporting venceu tranquilamente o União da Madeira em Alvalade, regressando de forma provisória à liderança do campeonato. Os “leões” resolveram facilmente o encontro com dois golos nos primeiros vinte minutos, frente a uma equipa que raramente ameaçou a baliza de Rui Patrício.
A entrada de Bruno César para o descanso de Bryan Ruiz foi a única novidade em relação à partida de Moreira de Cónegos. Os “verde e brancos” entraram bem no jogo, resolvendo o assunto rapidamente. Logo aos sete minutos, Teo Gutiérrez finalizou de cabeça após um cruzamento de Zeegelaar, tranquilizando os quase 45.000 adeptos que criaram mais um ambiente fantástico em Alvalade. O colombiano voltou a mostrar que está em forma nesta fase final da temporada, dado que, além do golo, evidenciou grande pedalada nas combinações ofensivas com os jogadores do meio campo. Cerca de dez minutos depois, foi João Mário a mexer o marcador. O internacional português apareceu no coração da área para desviar mais um centro de Zeegelaar e dar uma vantagem confortável aos “leões”. É de realçar também neste lance a segunda assistência do lateral holandês no encontro. Ao longo da primeira parte, a equipa da casa continuou a jogar com a dinâmica e os processos habituais, mas pecando sempre no último passe ou na finalização. Daí não terem ocorrido muitas ocasiões de golo junto da baliza de Gudiño.
Na segunda metade, o Sporting manteve a toada, perante um União que defendeu de forma consistente mas que nunca ameaçou de forma real a baliza do guarda-redes titular da seleção nacional. Jorge Jesus acabou por rodar um pouco a equipa, com a entrada de Bryan Ruiz para o lugar de João Mário a meia hora do fim e também a entrada de Barcos para o lugar de Slimani nos últimos dez minutos. O argelino, que estava em perigo de exclusão para o clássico da próxima semana caso visse um cartão amarelo, acabou por passar incólume e está pronto para a batalha de sábado, no Estádio do Dragão.
Teo Gutiérrez voltou a marcar, tendo inaugurado o marcador com um golpe de cabeça Fonte: Sporting Clube de Portugal
O FC Porto assegurou, em Coimbra, o playoff da Liga dos Campeões do próximo ano ao vencer a Académica por 2-1. Um resultado algo lisonjeador para a formação portista, conseguido numa tarde em que Helton regressou à guarda da baliza portista e em que o apoio portista esteve em falta (estiveram pouco mais de 5000 espectadores nas bancadas menos de um quinto da assistência registada com o Benfica).
O FC Porto, como favorito para esta partida, entrou a dominá-la, assumindo a responsabilidade de ter a bola, porém, nem sempre soube bem o que fazer com ela, fosse pelo posicionamento dos estudantes, fosse pelo medo de falhar que pareceu assolar os jogadores da Invicta (face ao mau momento que atravessa).
Ou seja, os portistas dominavam, mas não conseguiam dar efeitos práticos a esse domínio, atacando apenas pela certa e criando, apenas no início da partida, ocasiões de golo (Rúben Neves, de longe, no ressalto de um canto aos 2 minutos, Maxi, isolado, aos 12, e Varela, sozinho, aos 18, a falhar o encosto que o cruzamento de Herrera pedia), dando algum alento à Académica, que até se apresentou menos fechada, que, por exemplo, no jogo com o Benfica, há duas semanas atrás não deixando de arriscar saídas em ataque continuado.
Seria, porém, o jogo directo a patrocinar o primeiro golo dos estudantes, com a Rabiola a ser lançado pela defensiva, ganhando em velocidade a Maxi, que fez falta à entrada da área. Na cobrança do livre, Pedro Nuno inaugurou o marcador, beneficiando de uma jogada estudada, em que três companheiros de equipa formaram uma barreira secundária, condicionando a visão de Helton.
O golo não mexeu com o estado de alma do Porto. Não se foi abaixo nem acelerou os processos. Manteve-se o marasmo, que só um forte pontapé poderia resolver. Foi o de Ruben Neves, fora da área. Estava reposta a igualdade, o 1-1 com que ambas as equipas foram para os balneários.
O SL Benfica perdeu hoje à tarde o seu jogo alusivo às meias-finais contra os russos do Ugra Yugorzk. Foi um jogo sempre pautado pelo grande equilíbrio entre as duas formações e por alguns erros defensivos dos encarnados, que minaram quaisquer hipóteses de poder ganhar o jogo antes do imprevisível desempate da marca de seis metros, na qual apenas Rafael Hemni desperdiçou a respetiva conversão, pese embora a defesa do guardião suplente, que vestiu assim a pele de herói após a expulsão do guarda-redes principal, no tempo regulamentar, por mão fora da área.
O Benfica fez uma primeira parte muito personalizada. Esteve muito bem no processo defensivo e a contra-atacar sempre com qualidade e critério, conforme se viu no único golo do encontro na primeira metade: um lance resultante de uma bela jogada, superiormente finalizada por Chaguinha. Chegávamos assim ao intervalo com um parcial favorável às águias de 1-0, num jogo bem disputado e onde a vantagem portuguesa parecia adequar-se ao que se observava no encontro. Na segunda parte, porém, tudo mudou, com uma entrada mais condizente com o valor do forte conjunto do Leste Europeu e em simultâneo com um relativo abaixamento da equipa orientada por Joel Rocha, mostrando alguma displicência e os já citados erros e desatenções a nível defensivo, começando logo bem cedo com o golo do empate nos segundos iniciais.
Com o resultado empatado, o SL Benfica teve uma oportunidade de ouro para ganhar de novo vantagem no marcador, com o cartão vermelho direto mostrado ao guarda-redes do Ugra Kupatadze e consequentes dois minutos em superioridade numérica, onde infelizmente só há uma situação de verdadeiro perigo a registar, curiosamente a favor dos russos. Pouco depois, uma desatenção enorme da defensiva benfiquista permitiu a Signev aparecer completamente solto para dar a vantagem e consumar a reviravolta no marcador. Alessandro Patias empatou pouco depois na marcação de um livre direto, empate esse que não durou praticamente tempo nenhum, pois logo na jogada seguinte Afanasyev voltou a dar vantagem ao conjunto russo.
Patias foi o grande destaque do jogo do lado das águias ao apontar um bis Fonte: UEFA
Como os encarnados não são equipa de desistir à primeira contrariedade, Jefferson conseguiu empatar a cerca de dois minutos e meio do fim do tempo regulamentar e logrou levar o jogo a prolongamento. Nesse momento, o conjunto lisboeta começou a ganhar vantagem com um tiro indefensável de Patias para fazer o seu segundo no encontro nos primeiros segundos mas, pouco depois, o Ugra marcou o seu quarto golo e levou o encontro para a decisão pela marca das grandes penalidades, onde o conjunto estreante nesta competição foi mais forte e mereceu ganhar, para no domingo ir defrontar o Inter Movistar na final, que derrotou o Pescara por 4-2 na outra meia-final.
Quanto ao Benfica, resta-lhe a disputa pelos terceiro e quarto lugares com os italianos do Pescara, para ainda poder discutir a medalha de bronze. Apesar de a motivação já não ser a mesma que era aquando da discussão deste jogo, este tem de ser encarado com a máxima seriedade e com a ambição de sempre.
A segunda edição do Millennium Estoril Open arranca já este sábado. Rui Machado e João Domingues, ambos convidados pela organização para jogarem a fase de qualificação, serão os primeiros portugueses a entrar em campo no clube de ténis do Estoril. O quadro principal, que contará com a presença de João Sousa, Gastão Elias, Frederico Silva e Pedro Sousa, começa na próxima segunda-feira.
Domingues e Machado tentam surpreender
Rui Machado, que na edição transata eliminou João Sousa na primeira ronda do torneio português, não teve a melhor das sortes. Elias Ymer, terceiro cabeça-de-série da fase de qualificação, será o adversário do algarvio. O sueco, número 123 da hierarquia mundial, venceu Gastão Elias há pouco mais de uma semana pelos parciais de 4-6, 6-3 e 6-4. Todavia, a maior experiência e o facto de atuar frente ao seu público poderão jogar a favor de Rui Machado.
Rui Machado e João Domingues tentarão surpreender e chegar ao quadro principal Fonte: Estoril Open
Por sua vez, João Domingues terá pela frente o croata Franko Skugor. Atualmente na 146.ª posição do ranking ATP, Skugor parte com largo favoritismo para este encontro. O português, que este ano apresenta como melhores resultados duas meias-finais no circuito “Future”, terá de se superar para sair vencedor deste embate.
Em caso de vitória, Rui Machado e João Domingues discutirão entre si uma vaga para o quadro do Millennium Estoril Open.
Bicampeão do torneio português em acão
Albert Montanes será, sem dúvida, outro dos jogadores a ter em atenção no dia de amanhã. O bicampeão do torneio português, que esta semana já venceu João Sousa em Barcelona, é o primeiro cabeça-de-série da fase de qualificação e terá pela frente Salvatore Caruso.
Sorteio do quadro principal neste sábado às 15:00
Albert Montanes, bicampeão do torneio português, é um dos jogadores a ter em foco na fase de qualificação Fonte: Estoril Open
O sorteio do quadro principal do Millennium Estoril Open é já neste sábado. Serão quatro os portugueses que marcarão presença no clube de ténis do Estoril durante a próxima semana: João Sousa, Gastão Elias, Frederico Silva e Pedro Sousa. O vimaranense tentará melhorar as prestações menos positivas dos últimos dois anos. Contudo, convenhamos, e como o próprio já afirmou, pior será difícil. Por sua vez, Gastão Elias chega num bom momento de forma ao torneio português. Caso tenha um bom sorteio, o sintrense, que está ainda em competição nas meias-finais de um challenger em Itália, poderá dar continuidade à excelente temporada que está a realizar. Em teoria, Pedro Sousa e Frederico Silva terão a vida mais complicada.
Podes acompanhar todas as incidências do Millennium Estoril Open no nosso site (Bolanarede.pt), no Twitter (@BolaNaRedePT) e ainda no Instagram (Bolanarede.pt).
Que os sportinguistas não se iludam porque o fim está realmente próximo. Deus, omnipresente e omnipotente, observa e não gosta do que vê, pronto a castigar-nos. A profecia diz que as dez Pragas de Deus estão prontas a abater-se sobre o clube e um Deus irado é o que todos nós vamos conhecer daqui para a frente. Andámos feitos hereges e agora não temos volta a dar. Estava escrito e nós não sabíamos ou não quisemos saber e agora:
1 – O relvado do estádio de Alvalade vai tornar-se em terra batida;
2 – Bruno Paixão vai arbitrar todos os jogos daqui para a frente;
3 – Piolhos vão alojar-se no couro cabeludo do Slimani e ele não marcará de cabeça de novo;
4 – Uma praga de moscas irá distrair os jogadores por estarem só a enxotá-las;
5 – Fortes, graves e crónicos problemas intestinais acontecerão àqueles que ousarem jogar bem;
6 – Os jogadores terão cirrose porque a partir daqui serão todos uns bêbados;
7 – O Sporting jogará sempre debaixo de forte granizo, e os adversários dum sol agradável;
8 – A típica praga de gafanhotos. Desta Deus não abdica;
9 – Os holofotes do estádio deixarão de funcionar para sempre;
10 – O Sporting CP passará por fim a ser um clube das divisões amadoras.
Esta é a profecia e nós devemos temer e revoltar-nos contra o único culpado e responsável por este mal que se abateu sobre o Sporting e os sportinguistas. Aponto o dedo a Bruno de Carvalho, ele, que está dedicado a arruinar o Sporting com todas as suas forças; esse judeu, muçulmano, católico, mórmon, amish, hindu, budista, anabatista, protestante, satânico, ou o que quer que ele seja, só pode ser um herege em quem nós confiámos. Três anos depois o clube parece estar muito melhor mas é uma capa imposta por esse capeta para nos cegar.
Saindo do registo de profeta da desgraça, creio que já deixei claro o meu apoio ao trabalho que está a ser realizado pelo Presidente BdC, mas não posso deixar de achar algo cómico quando já ouvi mais que uma vez, também por sportinguistas, mas principalmente por adeptos de clubes adversários, que Bruno de Carvalho vai ser a desgraça do Sporting.
A futurologia prevê dias terríveis para este estádio ao comando de Bruno de Carvalho Fonte: Sporting CP
Ao que parece, Bruno de Carvalho mais cedo ou mais tarde revelar-se-á como o tirano que é, e virá tudo à tona e uma grande desgraça irá abater-se sobre o Sporting. Mas digo-vos eu que pior que a desgraça Godinho Lopes já não poderemos ter, por isso nós já rastejámos na lama e voltámos, com um principal responsável no processo, o nosso Moisés, que libertou o clube de todos esses dirigentes oportunistas e voltou a torná-lo num clube competitivo. Por isso não sei qual é a razão de todo esse alarido, mas uma coisa eu sei, já disse e repito.
Quando são os adversários que não o querem lá, então é o homem certo para lá estar. Porque, caríssimos benfiquistas e portistas, devo admitir que também preferia que os vossos respectivos clubes tivessem presidentes menos competentes do que aqueles que têm, incapazes de fazerem as coisas bem feitas, de tomarem decisões acertadas e de defenderem o clube que presidem e representam, como é a sua responsabilidade. Tornariam as coisas muito mais fáceis para que o Sporting acabasse com o jejum de campeonatos.
Minto, porque a verdade é que não preferia. Como adepto incondicional de futebol, reconheço apesar de tudo que o futebol não faz a minha vida e o que eu quero mesmo é um Sporting forte e competitivo numa liga portuguesa forte e competitiva. E para que isso aconteça é preciso competência no Sporting, nos clubes adversários e em todos os atores que participam no mundo do futebol, como, por exemplo, árbitros e dirigentes das instituições.
Reconheço que o futebol é uma das minhas paixões mas que é muito mais interessante se for realmente competitivo, e aqui reforço uma vez mais o meu apoio ao Presidente Bruno de Carvalho, que a meu ver, apesar de não o conhecer pessoalmente, quer o melhor para o Sporting CP e está a fazer por isso; e eu ficaria muito surpreendido e desiludido se realmente se viesse a provar o contrário: que é apenas mais um dirigente corrupto e oportunista. Acho no entanto que por vários factores, talvez mais emocionais do que racionais, ou quem sabe sejam apenas jogos mentais fora das quatro linhas, a troca de palavras e as ofensas atingiram níveis que não dignificam o desporto.
A comunicação social tem aqui uma tremenda culpa. O jornalismo, que é suposto ser imparcial ética e deontologicamente, nem sempre o é, e por vezes os meios de comunicação social dão tempo de antena e azo a estas guerras e metem palavras na boca de pessoas como o Pedro Guerra e outros semelhantes, e inflamam e opõem as pessoas entre si em nome do clubismo fanático. Acho que chegou a altura, talvez até já venha tarde, de cada um se preocupar com o seu próprio clube e de todos lutarmos pela qualidade do futebol português. Isso só é atingível com pessoas competentes.
Este Domingo defrontam-se pela última vez esta época a equipa do Clube Carnaxide Cultura e Desporto (CCCD) e a equipa do Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos (CRCQL).
O combate ao longo da época entre estas equipas tem sido de longe o mais espetacular de seguir, não só pelo nível das equipas (ambas lutam pelo acesso à final da CorfLiga) como pelo equilíbrio extremo nos jogos já efetuados.
Dos anteriores três jogos entre as equipas dois resultaram em empate (13-13 e 20-20 em Carnaxide) e apenas um numa vitória, mas apenas pela margem mínima (19-18 em Carcavelos).
Outro fator apelativo do confronto destas duas grandes instituições do Corfebol português é a diferença de estilo de jogo ofensivo e a forma de encarar o jogo.
A equipa da Quinta dos Lombos Fonte: Corfebol CRCQL Quinta dos Lombos
O CRCQL apresenta um Corfebol mais fluído e veloz, procurando situações de lançamento confortável e perto do cesto, dando prioridade a lançamentos com maior percentagem de concretização do que propriamente com a capacidade de dar continuidade ao jogo (Ressalto ofensivo). Para isso necessita de que os quatro jogadores em cada ataque sejam ofensivos e uma ameaça para a defesa, sendo normalmente a distribuição dos golos da equipa mais dividida por todos os jogadores.
O CCCD por seu lado apresenta um Corfebol mais seguro e clássico, privilegiando a continuidade do ataque, correndo menos riscos e organizando-se em função de explorar ao máximo as suas armas ofensivas mais fortes.
Conhecido pela agressividade coletiva que coloca em cada lance do jogo, o CCCD explora muito isso também na defesa, em que por vários momentos consegue dificultar em muito a vida aos adversários não só a nível individual mas também pelo coletivo, com uma defesa forte pela frente e muita pressão nos principais atacantes adversários.
Estamos entrando na fase final da Liga dos Campeões da Europa. Já há quatro semi-finalistas, mas do outro lado do oceano atlântico há, também, uma outra Liga dos Campeões prestes a terminar. Com menor mediatismo, com certeza, mas igualmente com história a merecer destaque.
No dia 21 de Abril, temos a final da Champions League da CONCACAF. Uma dura ‘guerra’ que há anos põe frente-a-frente mexicanos e norte-americanos. Esta Liga dos Campeões das Américas continua a ser um osso duro de roer para os Norte Americanos. Tudo por culpa do vizinho México.
No momento em que a China, através de contratações sensacionalistas, quebrou aquele que se pensava ser o ano da revolução do Futebol na América, com as contratações mediáticas a que nos foram habituando, os EUA enfrentam outro empecilho ao crescimento do seu campeonato: México.
A inimizade entre EUA e México é um panorama recorrente. Está bem para além do futebol. Reflete-se em termos sociais, políticos e culturais. É demasiado evidente o controlo excessivo nas fronteiras entre os dois países e a animosidade sustentada na maciça imigração dos “chicanos” ou “gringos” (como são conhecidos os mexicanos nos EUA).
Se por um lado os mexicanos procuram emigrar para os Estados Unidos em busca de qualidade de vida, segurança e saúde financeira, onde de fato existe para melhor do outro lado da fronteira, o mesmo não se pode dizer quando a procura é a qualidade do jogo. O sentido deveria ser inverso! Certo que qualquer jogador do mundo, inclusive o mexicano, sabe que nas terras do ‘Tio Sam’ encontra estruturas de futebol mais sustentadas, organizadas, ricas e seguras. Mas, ao que parece, a qualidade do jogo, o nível competitivo e o sucesso desportivo não acompanham na mesma medida.
Lógico que sabemos que o Futebol no México é o desporto-rei, ao contrário dos EUA. Só que na mesma moeda sabemos que os Estados Unidos não entram em nada para perder e muito menos com o México. No entanto, a história de confrontos tem provado o contrário!
A pequena batalha: Gold Cup, o equilíbrio das nações.
No confronto entre as nações, desde a virada do milénio, o México e os EUA venceram por quatro vezes, cada, a Gold Cup. Das vezes que se enfrentaram nas finais, o México venceu duas (em 2009 e 2011) e o EUA apenas uma (em 2007). Ainda assim, a supremacia do México verificou-se nos resultados. Se em 2009 atropelou os EUA com um esclarecedor 5-0, em 2011 conseguiu uma virada histórica vencendo por 4-2, depois de estar a perder por 2 golos. O curioso desta competição é que o sorteio parece sempre acontecer de forma a que as equipas nunca se encontrem nas meias finais. Desde 2000 que nunca aconteceu, ou seja há já 9 edições. Aumenta ainda mais a adrenalina e a rivalidade entre estes dois países.
A Batalha das Batalhas: Champions League, onde o terror mexicano se faz sentir.
Quando o confronto é entre equipas, como é o caso da Champions League da Concacaf, a história é outra, sempre com tendência para a supremacia mexicana.
Num cenário onde os doláres americanos tinham tudo para reforçar a diferença, percebemos que o dinheiro não é necessariamente o mandante no que toca à qualidade e competitividade do jogo. O peso mexicano consegue demonstrar o peso da relatividade quando se fala do jogo jogado.
Desde o ano de 2000 o histórico de vencedores nos refere que o México venceu esta competição por 12 vezes e o EUA apenas 1! Este padrão de 12/1 significa algo mais do que o acaso. Quanto aos maiores vencedores, o Pachuca lidera com 4 vitórias, o Monterrey vem logo de seguida com 3 conquistas e o América aparece na 3ª posição com 2 troféus.
Estádio Saputo, casa do Montreal Impact: palco da final da Champions League CONCACAF de 2015 Fonte: Wikipedia
Assim, desde que a Champions League adoptou o novo formato – em 2008/09 – estes dois países protagonizaram variados confrontos. Essencialmente, logo após a fase de grupos, ou seja, nas quartas-de-final da competição.
Não é fácil ser jogadora de futebol em Portugal, ainda para mais quando a própria modalidade não é profissionalizada nos escalões femininos. Para se dedicar a vida ao jogo dentro das quatro linhas, é necessário enveredar por uma carreira no estrangeiro, mas esse não é o objetivo de todas as atletas; por vezes, a estabilidade profissional fala mais alto e assume-se como um fator decisivo na hora de escolher que rumo dar ao seu percurso futebolístico.
Joana Flores, por exemplo, jogadora do Clube Futebol Benfica, campeão nacional em título, nunca jogou fora de Portugal e, mesmo que tivesse essa oportunidade, admite que teria de pensar duas vezes antes de tomar uma decisão. A atleta açoriana esteve à conversa com o Bola na Rede e falou-nos não só da sua experiência enquanto futebolista, como também da forma como vê a evolução do futebol feminino no nosso país e o que é necessário para fazer crescer a modalidade.
Bola na Rede: Como começou a tua paixão pelo futebol?
Joana Flores: A minha paixão pelo futebol começou desde que comecei a dar os primeiros passos. Ia com o meu irmão e com os amigos dele jogar, embora ele não gostasse muito que eu fosse…
BnR: Onde e quando é que começaste a jogar?
JF: Comecei a jogar em novembro de 2012 pelo Clube Futebol Benfica, no qual me mantenho desde essa data. Antes disso, fazia atletismo e conciliava-o com o futsal. Não havendo, na altura, a possibilidade de jogar futebol de 11, comecei por experimentar o futsal, na ilha Terceira, modalidade onde estive durante cinco anos.
BnR: Encaras a possibilidade de um dia te tornares profissional e de jogares no estrangeiro?
JF: De momento não descarto a possibilidade, mas com a minha estabilidade profissional não sei se se justificava. No entanto, seria o realizar de mais um objetivo.
BnR: Já recebeste alguma proposta nesse sentido?
JF: Até ao momento não tive nenhuma abordagem nesse sentido.
BnR: Foste recentemente convocada pela primeira vez para a seleção nacional. O que significa para ti poder defender as cores de Portugal?
JF: Foi o concretizar de um sonho. Embora não tenha tido a oportunidade de jogar, tive o privilégio de integrar o grupo e vou continuar a lutar para conseguir a minha primeira internacionalização.
BnR: O Clube Futebol Benfica continua na luta pelo campeonato e pela Taça de Portugal. Acreditas ser possível repetir o feito da época passada e conquistar a dobradinha?
JF: Eu acredito que é possível revalidar os títulos alcançados na época transata, temos trabalhado e lutado nesse sentido e é o nosso grande objetivo.
Joana Flores conhece bem o sabor de marcar golos pela equipa feminina do Clube Futebol Benfica Fonte: Facebook de Joana Flores
BnR: Atualmente achas que é concebível uma equipa portuguesa chegar longe ou até mesmo conquistar a Liga dos Campeões?
JF: Infelizmente, penso que é muito difícil disputarmos o jogo olhos nos olhos com equipas de top europeu. A falta de equipas semiprofissionais e profissionais em Portugal reflete-se nos resultados menos bem conseguidos a nível europeu, mas não quer dizer que não haja evolução, muito pelo contrário, pois já tivemos o Ouriense a passar a fase de grupos e com algum mérito, representando bem o nosso país e deixando uma imagem muito positiva.
Imaginem que na mesma sala se conseguem juntar Presidentes de Clubes de Futebol, Secretários de Estado da Juventude e do Desporto, Directores de Operações de Federações Nacionais de Futebol, Directores de Performance de Árbitros de Federações Nacionais de Rugby, Advogados, Sociólogos, Ex-Jogadores de Futebol, Jornalistas, Ex-Ministros, Representantes da Arbitragem…
E imaginem que temos representados o Sporting Clube de Portugal, o Barcelona, o Atlético de Madrid, a FIFA, a UEFA, a FPF, a Liga de Futebol, a Federação Holandesa de Futebol, a Federação Irlandesa de Rugby e a sua arbitragem, o Jornal “A Marca”, a Associação de Jogadores Profissionais do Gana, a MLS…
E se se falasse de temas como a Inovação do Futebol, as Relações com os Media, novos (e velhos) fluxos de receita para clubes e os Mercados Emergentes? Ainda assim se diria que o Sporting não procura transparência no futebol?
Ángel Maria Villar, Vice Presidente da FIFA, será uma das muitas figuras que irão marcar presença num congresso que de certeza irá dar que falar no mundo do futebol mundial Fonte: sportsnet.ca
Nos dias 20 e 21 de Abril discute-se em Alvalade o futuro do futebol no “Congresso Internacional: The Future of Football”, que contará com a presença de grandes figuras mundiais do futebol e não só. Discutir-se-á sobre qual o caminho que se deve seguir no “desporto-rei”, e mais uma vez o Sporting Clube de Portugal dá o pontapé de saída e o exemplo daquilo que se deve debater e de quem deve ter voz no debate…
A arbitragem, as receitas e o Direito Desportivo terão grande enfoque neste congresso, mas espera-se que novos caminhos se abram no desenvolvimento e na transparência do Futebol Mundial… Porque, no fundo, o que queremos é que o futebol trilhe caminhos de sucesso e consiga ser ainda mais “rei” do que já é actualmente! E parabéns ao meu Sporting Clube de Portugal por querer ter voz no “Futuro do Futebol”!
O processo de “regresso à Terra” após o brilhantismo europeu é similar ao processo da travessia de um penoso dia de trabalho após um jantar bem regado com amigos, que se estendeu pela noite dentro e ocorreu a uma quinta-feira à noite. Pensamos que a semana tem apenas mais um dia, o expediente será levezinho, ainda temos idade para aguentar essa labuta e que daí a pouco são 18 horas. Mas a realidade é outra: o dia tem o mesmo comprimento que os demais, ou seja, é enorme; o expediente complica-se, estamos a ficar velhos e o relógio parou… Na segunda-feira, o Vitória de Setúbal foi a nossa sexta-feira: parecia leve, mas foi de uma dureza enorme. Porquê? É uma equipa difícil? Não, apenas estávamos de ressaca. E íamos pagando o peso da nossa irresponsabilidade ao irmos beber a um dia de semana. O que nos salvou foi um Guronsan brasileiro vestido de amarelo. Obrigado, Ederson. Por mim, não descalças até ao fim!
Neste intróito lancei um dos temas deste texto, que serão dois, mas lá chegaremos. Agora, em termos de ressaca, pego noutra vertente: no que fica de futuro desta magnífica Champions League 2015/16. A nossa participação deste ano não pode nunca ser um fim em si, mas sim o estabelecimento de metas ambiciosas. E aumenta as responsabilidades. Em primeiro lugar, as metas. Um clube que “limpa” mais de 30M€, num mercado como o nosso, está “obrigado” a olhar para o futuro de uma outra perspectiva. Se o saneamento do passivo é garantido pelos contratos de publicidade, temos de olhar para estas verbas como um maná para garantirmos jogadores de uma outra qualidade. Temos de, aliados a um investimento forte no “Seixal”, ser selectivos, mas ambiciosos nos jogadores que compramos. Prefiro gastar 8/10M€ num jogador de qualidade insuspeita que a mesma verba em 2/3 jogadores que são uma incógnita. A ver se “colam”…
Ou seja, temos de aproveitar este dinheiro fresco para alimentar uma ambição crescente para que pelo menos consigamos, anualmente, verbas da mesma ordem. E para que internamente possamos estabelecer uma efectiva hegemonia. Entroncadas nisto, as responsabilidades europeias. O futebol é momento, ninguém duvida disso. E, se hoje o Benfica está bem visto por essa Europa fora, na próxima época voltaremos a zeros. E ninguém se lembrará de nós se ficarmos pela fase de grupos. E é isso que temos de evitar: temos de ser habitués nas fases adiantadas da prova.
Esse é o preço. Senão esta campanha foi apenas um acaso. Sobretudo se não soubermos aplicar os fundos ganhos em 2016! Iremos perder prestígio e deitar dinheiro fora em jogadores de qualidade dúbia. E isso é um retrocesso. Este é o preço de uma Champions League como a deste ano. Evitar que seja um mero acaso… Como? Investindo! Ganhando mais dinheiro e investindo. Consecutivamente. E pode ser que um dia cheguemos ao trono! E esta é uma ressaca boa, de uma responsabilidade que não podemos abandonar! Temos de acabar de vez com “o campeonato é que interessa”! O campeonato é para ganhar e a Europa é para ganhar também. Dinheiro, pelo menos. Muito!
Jonas voltou a facturar Fonte: SL Benfica
Voltando à intro. Sinceramente, pouco mais do Benfica esperava ante o Setúbal. Além do dinheiro fresco que rolava por fora, consubstanciado pelo choro compulsivo de Arnold, os sadinos querem dar um chuto na crise. O Benfica vinha de duas semanas intensíssimas e desgastantes ao nível físico e, sobretudo, psicológico. Andávamos com a cabeça nas nuvens. Nas bocas da Europa, com elogios de todos os quadrantes, e temos de apanhar com este frete tipo Setúbal?! E quando assim é, e isto acontece com todas as equipas, as exibições são sempre mazinhas!
E às vezes há castigo. A vitória foi justa, peca por escassa, sobretudo porque fomos fustigados por um golo no 1.º minuto e até ao intervalo podíamos ter feito três ou quatro golos! Mas ao não resolvermos a contenda ficámos a jeito! E depois os “chocos” cresceram, pois perceberam o frete que o Benfica andava a fazer. A displicência com que abordámos o jogo, concretizado por dois lances de Pizzi, deixou-nos à mercê de uma violenta estocada! Mas é normal. O que não pode suceder é a impavidez de Vitória, que não conseguiu ler o jogo e virá-lo, ao preferir o conservadorismo das substituições costumeiras. Sinceramente, preferia ter apanhado já o Rio Ave, pois obrigava a uma concentração maior do que aquela necessária com este adversário e se calhar os erros seriam menores.
Nos últimos quatro jogos, tivemos sérias dificuldades em vencer três. Mais importante que tudo foi sobrevivermos a esta provação sem que a liderança fosse beliscada. Prova de carácter. Todavia, a quatro jogos do fim e com apenas dois pontos de avanço, muito pode acontecer. E passada que está a euforia da Champions League é tempo de beber uma Água das Pedras, um bom café, e voltar às boas e convincentes exibições. É que a vida não começou em Munique nem acabou na Luz na passada quarta-feira. E Vila do Conde é um bom teste à nossa candidatura ao título. Armadilhas, mais que muitas. E já vimos um Sporting disposto a tudo para ser campeão. O nosso carácter está em teste. Resta-nos, depois de um penoso caminho percorrido, estar à altura!
P.S.: Sobre os propalados 200 mil euros e a história de Heldon: não duvido disso. E não sou inocente; o Benfica no passado terá feito o mesmo. Agora, nunca com um desespero tão público, com espuma de raiva na boca e com tanta manobra para denegrir tudo e todos… Nunca com uma beligerância tão profunda, com tanto ódio à mistura. O Benfica, ao nível comunicacional, cometeu erros. João Gabriel, I’m lookin’ at you. Mas… O SCP deve reflectir nas tácticas 80’s que tem utilizado. E nas potenciais consequências… Não pode valer tudo.