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SC Braga 1-2 FK Shakhtar: Ficamos Shakhteados! Para mineiros escavaram muito pouco…

Ficamos Shakhteados! Ficamos porque não merecemos este resultado!

Jogo sem grandes surpresas nos onzes iniciais. De parte a parte. Boly na dupla com Ricardo Ferreira e André Pinto no banco será o maior destaque para o Braga. Do lado do Shakhtar, um banco recheado de valores como Bernard ou Eduardo. Ismaily, sê bem vindo, mas para a próxima prefiro ver-te do lado de cá.

Superior desde o início ao fim da primeira parte, o Braga não desistiu e foi sempre à luta. Muitos ataques, muita bola nos pés, mais remates. Os números demonstram a superioridade. Menos no resultado. 44 minutos, bola parada, e golo para o Shakhtar. Sem grande escavação as minas encheram os cofres ucranianos. Para operários mineiros a escavação pareceu curta. Mas o pragmatismo e a eficácia ucraniana opuseram-se à beleza de jogar futebol e ao encanto e coragem da equipa bracarense. È mesmo assim. Intervalo na pedreira numa escavação sem plano nem projecto…

Começou a segunda parte da pior forma para o Braga. Algo nervoso, ansioso e reticente. Lá foi dando as mãos e protegendo o seu terreno. E, já que na semana anterior baptizei um poste, esta semana tenho o prazer de vos apresentar, a vós, leitores, a “travadinha”! De tal forma foi o jogo ucraniano que o sono se apoderou do Braga, e quando foi lá, bem à frente, Rafa, sonhando com o Golo, pum!! em cheio na travadinha…! Que bem nos sabia este momento se a bola tivesse entrado. Segue o sonho até à próxima semana! Mas focando mais no jogo e fugindo aos baptismos que ingenuamente se opõem ao trabalho de um verdadeiro guerreiro operário, o Braga insistiu. Carregou sem perdoar, até que alguém se esqueceu da picareta dentro da área do Shakhtar e pôs a mão no caminho. Já vi ser assinalado por menos. Lance rápido e de difícil análise visto ser muito perto do corpo. Rafa, Pedro Santos e Luiz Carlos incansaveis; e Matheus, que em duas ocasiões foi fundamental no caminho da fé do Braga. Quando aos 74 minutos de jogo, sai Stoilkovic para entrar Wilson Eduardo, Paulo Fonseca, e bem, reforça no disparo e imprevisibilidade para desatar o jogo no Minho.

Hassan não esteve nos melhores dias Fonte: SC Braga
Hassan não esteve nos melhores dias
Fonte: SC Braga

Mas… num lance muito rápido e inteligente o Shakhtar eleva o marcador para 2-0… Lucescu deu aulinha de ataque rápido e disse: – «Olha que aos 74 minutos o Goiano vai antecipar-se mal à bola e vai sobrar para ti! Corre, passa para o meio e golo…» Dito e feito. Paulo, são muitos anos de bola… Um dia vais lá chegar, tenho a certeza! És enorme! Mas, a velha raposa piscou o olho e lançou o Shakhtar para o segundo. Segue-se mais um pouco do enredo mexicano… Braga em cima, à esquerda, à direita, ao centro, menos lá dentro… Tudo isto intercalado com um desfile de substituições por parte do Shakhtar e uma para os Arsenalistas. E como só vê o desfile quem paga, Wilson no centro da área e golo do Braga! É certo que foi tarde mas veio. Merecido, importante, bonito e acima de tudo honrado. 2-1 no fim… Injusto. Mas foi assim que aconteceu.

Ainda nos vão dar muitas alegrias, estou certo disso. Estamos sempre juntos! Braga, para a semana há mais e não me obriguem a mais baptismos porque não escolhi reflectir sobre o jogo. Prefiro senti-lo através de vós! Força, Braga!

A figura:

Rafa e Wilson – O primeiro, pela constante entrega e influência na manobra ofensiva bracarense, e o segundo pela boa entrada em campo e pelo golo que pode ser essencial no desenrolar da eliminatória.

O Fora de Jogo:

Hassan – Esperava-se mais um bocadinho deste belíssimo jogador, que tendo uma equipa permeável nas bolas aéreas pela frente, deveria ter feito mais. Certo que não abundaram as oportunidades, mas não deixaram de existir.

Foto de capa: Uefa Europa League

Construímos recordações inesquecíveis

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O passado é, essencialmente, feito de sensações. É assim que guardamos a maioria das nossas memórias: as imagens esbatem-se com o tempo (alguns factos perdem-se ou misturam-se) e apenas as sensações se mantêm inalteradas, tal como à altura e para sempre. Se perguntarem a qualquer benfiquista como recorda, por exemplo, a época 2012/2013, ele muito provavelmente vos dirá, com um aperto no peito, que não sabe do que falam ou, como alternativa, recomendar-vos-á de imediato uma viagem de ida a certo sítio desagradável. Alguns recordar-se-ão de que, nesses anos e já como hoje, o Benfica praticava o melhor futebol no país, detinha um plantel de qualidade inegável – parte dele, pouco mais tarde, espalhado por essa Europa milionária –, e chegou, com naturalidade, às fases decisivas de todas competições em posição privilegiada para as vencer. No entanto, por uma ou outra razão, algumas difíceis de explicar e de compreender, o Benfica nada ganhou, desperdiçando em apenas um mês e de forma incrível e inaceitável o campeonato, a Taça de Portugal e a Liga Europa.

Actualmente, todos nós, benfiquistas, estamos muitíssimo satisfeitos com o grupo de técnicos e jogadores que representa o nosso clube. Com a evolução e a qualidade demonstradas, com os resultados alcançados e, sobretudo, com a atitude colectiva patenteada em campo, seja qual for a competição ou o adversário. Esta receita, feita de trabalho e humildade, alterou a ordem que em Agosto último se parecia desenhar inevitavelmente – perto do fim, é o Benfica que se encontra em posição privilegiada para festejar; o mesmo Benfica que foi a Munique olhar nos olhos do poderoso Bayern, perdendo somente por razões que o mundo inteiro testemunhou e que já nem sequer o espantam. Neste momento, o universo benfiquista vive de sensações de satisfação e orgulho e com uma imensa confiança no futuro imediato.

A união em torno dos valores do Benfica é o verdadeiro segredo do nosso sucesso. Fonte: #SLBenfica
A união em torno dos valores do Benfica é o verdadeiro segredo do nosso sucesso
Fonte: #SLBenfica

Porém, importa recordar que só as sensações do passado se entranham e perduram. As actuais são em tudo semelhantes às sentidas em Abril de 2013, quando a glória reservada foi, pouco depois, forçosamente adiada por uma infeliz incompetência própria. As excelentes exibições com Sporting de Braga e Bayern de Munique voltaram a comprovar as qualidades individuais e colectivas dos nossos jogadores, tornando alguns argumentos alheios ainda mais ridículos. Importa, todavia, não perder o foco daquilo que é, objectivamente, o nosso principal objectivo e essencial de conquistar: o campeonato.

Nesta recta final, e quando a luta está reduzida a dois, as dificuldades irão acentuar-se. O discurso com o objectivo de pressionar ilegitimamente as equipas de arbitragem nomeadas para os nossos jogos, protagonizado pela direcção do Sporting, repete-se semanalmente com total impunidade. A retórica demagógica e populista, proferida do topo às bases deste clube, continua a fazer furor pelas redes sociais e na comunicação social, merecendo a já habitual amplificação de quem encontra conforto para frustrações e complexos no ataque ao Benfica – pessoalmente, a insistência parece-me de certa forma louvável, tendo em consideração a mediocridade dos resultados obtidos.

Para ser campeão, basta ao Benfica ser e fazer como sempre: alhear-se desta estratégia rasteira e impotente que, um dia, envergonhará todos aqueles que agora a aplaudem; agindo pelos seus direitos (e pelos dos seus) apenas e só na hora e nos locais apropriados. No resto, basta-nos o trabalho e a vontade constantes de ser superior ao adversário em cada lance, em cada jogo e competição; com honestidade e seriedade, jamais relaxando, evitando os excessos de confiança e de entusiasmo. Até ao fim, temos de nos manter unidos em torno da missão que a todos nós – dirigentes, técnicos, jogadores e adeptos – cabe fazer cumprir; juntos somos invencíveis, sem rival neste nosso Portugal. Esta é a verdadeira diferença: as memórias do nosso clube são feitas de amor e de outras boas sensações.

Foto de Capa: SL Benfica

Festa Algarvia

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Cabeçalho modalidades

Acabaram em clima de Festa, em Albufeira, os Campeonatos Inter Seleções Masculinas e Femininas de Sub-14 e Sub-16 que constituem o ponto alto mais significativo das provas nacionais.

Lisboa, com nove pontos (ranking), esteve em particular destaque, seguida de perto por Setúbal e Porto, com dez pontos.

No sector feminino a Associação de Lisboa conquistou os títulos em disputa. Nos Sub-16 derrotaram Setúbal, por 48-40, e justificaram o favoritismo. A moçambicana Chanaya Pinto confirmou, com 11 pontos e dez ressaltos, ser a melhor jogadora do Torneio, revelando capacidades físicas e técnicas muito acima da média. Em Sub-14 o adversário de Lisboa foi o mesmo, com nova vitória: 50-39.

As quatro seleções vencedoras Fonte: FBP
As quatro seleções vencedoras
Fonte: FBP

Em contrapartida, no sector Masculino dominou nos títulos a Associação do Porto.

Nos Sub-16 um cesto marcado nos segundos finais deu o triunfo ao Porto, que acreditou sempre que seria possível inverter a marcha do marcador – chegou a ter dez pontos de desvantagem. Destaque para Gustavo Teixeira, com 16 pontos, enquanto no sul Lamine Banora marcou 14 pontos e conquistou dez ressaltos.

Na final de Sub-14, Porto e Aveiro reeditaram o desafio do ano anterior com nova vitória do Porto: 46-41. Em termos de pontos marcados o destaque vai para Luís Bandeira (Porto), com dez pontos, e para os atletas de Aveiro Guilherme Almeida e André Rodrigues, com nove pontos.

Ser grande entre os maiores

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A direcção do Sporting tem tomado medidas muito importantes para o futuro do clube, mas durante esse processo cometeu também muitos erros, como é normal em qualquer planeamento organizativo.

O segredo, nestes casos, será conseguir minimizar os estragos que os erros possam causar nos objectivos finais planeados.

Para quem tem por hábito ler os meus textos facilmente perceberá que apoio a actual direcção do meu clube; no entanto, não considero que tudo o que a mesma decide seja o mais acertado ou o mais eficaz para o bem do mesmo.

Considerar que se consegue gerir uma sociedade, uma empresa, ou o que quer que seja, sem errar, é ser utópico, por ser algo impossível de acontecer. O segredo será aprender com essas falhas, fazer melhor nas medidas futuras, e – não menos importante – tentar corrigir, em tempo útil, os erros cometidos.

Muitos desses erros acontecem sem que o público em geral se aperceba, por serem situações de foro interno da sociedade e do clube, ou por serem muito técnicas, ou simplesmente porque não são relevantes para o que interessa aos adeptos, que é ganhar jogos. Se tudo tivesse de ser discutido em praça pública, então nessa altura é que Bruno de Carvalho não poderia sair do Facebook. E sem dúvida de que prefiro vê-lo a tomar medidas de gestão ou operacionais em vez de o ver a responder a provocações.

Depois de dois anos de aprendizagem, Bruno poderá agora mudar a postura que tem à frente do clube Fonte: Sporting CP
Depois de dois anos de aprendizagem, Bruno poderá agora mudar a postura que tem à frente do clube
Fonte: Sporting CP

Isto leva-me a falar da medida tomada pela actual direcção de colocar nas mãos da justiça a decisão de condenar, ou não, medidas de anteriores dirigentes. Ninguém condenou ninguém, e só foram colocadas à apreciação situações que surgiram de uma auditoria prometida.

A auditoria foi feita, o que relevo, e decidiu-se levar à apreciação da justiça a questão sobre se há matéria para condenar ou não.

Neste caso só condeno o facto, segundo se sabe, de não se terem discutido as situações com os seus autores.

Outra questão que quero aqui referir é facto de o Sporting, ou a actual direcção, ter decidido responder a todas as provocações que surgem dos seus rivais, seja directa ou indirectamente, o que me parece necessário apesar de muitas vezes ser excessivo (pelo número de respostas que se dá). Considero que muitas das provocações não merecem resposta, por serem ridículas, ou pela credibilidade dos seus autores. Porque respondendo a estas situações corremos o risco de também nós cairmos no ridículo.

Deve-se escolher o que realmente é necessário esclarecer, e deixar o restante lixo para entupir redes sociais e comunicação social.

Por isto considero também que foi uma má decisão promover um programa, no canal do clube, que serve unicamente para satirizar um clube rival. Acho que não é útil ter um programa, nem que seja de um minuto, a falar exclusivamente de um clube rival. Aceitaria, se esse mesmo programa satirizasse todos os outros clubes e órgãos que gerem o futebol. Assim é dar importância a quem não a tem, pelo menos para o Sporting e a maioria dos Sportinguistas.

Teste (cada vez mais) complicado para estes estudantes

Cabeçalho Futebol Nacional

A Associação Académica de Coimbra é um clube com um passado respeitável em Portugal, fruto da sua presença assídua, principalmente nos últimos anos, no principal escalão do futebol do nosso país; desde 2002/2003, depois de terem ficado no segundo lugar da segunda divisão, que os “estudantes” jogam a primeira liga de forma consecutiva.

Não é fácil, tendo em conta a realidade do futebol português, dominado por três clubes claramente superiores aos restantes, ficar entre os grandes, e quase nenhum outro clube está a salvo da descida. É, por isso, de destacar o trabalho realizado no emblema de Coimbra, apesar das prestações sofríveis no campeonato – a Académica costuma ficar poucos lugares acima da chamada linha de água, sendo as grandes exceções as temporadas 2008/2009 (7.º lugar) e 2013/2014 (8.º), com Domingos Paciência e Sérgio Conceição, respetivamente, no comando técnico do clube.

O sonho da Académica pode, porém, estar perto do seu fim. Neste momento, a equipa ocupa a penúltima posição da Liga NOS, com apenas 23 pontos em 28 jornadas. A seis jogos do final do campeonato, o medo de não alcançar a permanência torna-se cada vez mais real para o conjunto de Coimbra, que perdeu os últimos dois jogos a contar para a liga e ganhou apenas um nos últimos 11.

Hoje, é fácil acusar a direção da Académica de ter causado a instabilidade do plantel com o despedimento de José Viterbo, mas a verdade é que o treinador não ganhou nenhum dos primeiros seis jogos da presente temporada ao serviço dos “estudantes”, agora liderados por Filipe Gouveia.

O principal problema do clube, a meu ver, já deveria ter sido identificado no início da época ou, pelo menos, corrigido em janeiro: a falta de um verdadeiro “homem golo”, capaz de resolver jogos quando a equipa estiver em situações de desvantagem, como tem sido normal esta época.

Os “estudantes” têm dificuldades em fazer golos, fruto da falta de uma referência na área Fonte: Académica OAF
Os “estudantes” têm dificuldades em fazer golos, fruto da falta de uma referência na área
Fonte: Académica OAF

O plantel dos “estudantes”, que costumam jogar com apenas um avançado declarado na frente de ataque, é composto por três pontas de lança, mas nenhum deles se tem revelado suficientemente decisivo para evitar a complicada situação da Académica no principal escalão do futebol português. Rabiola tem apenas dois golos nos 20 jogos oficiais que disputou e Gonçalo Paciência somente quatro em 26 partidas; dois registos abaixo do de Rafael Lopes, que, ainda assim, só fez balançar as redes das balizas adversárias em cinco ocasiões, num total de 25 jogos.

Com tão poucos golos provenientes dos jogadores que são, em teoria, responsáveis por fazê-los, torna-se complicado para qualquer equipa vencer com regularidade. A Académica só venceu por cinco vezes em 28 jornadas – pior só mesmo o último classificado, Tondela – razão pela qual está abaixo da linha de água, a dois pontos do Boavista.

Até ao final, a turma de Coimbra ainda recebe Benfica, Porto e Braga, além de ir aos terrenos de Belenenses, União da Madeira e Tondela, na derradeira jornada. Tudo pode acontecer, mas a missão da Académica é, no mínimo, bicuda.

Foto de Capa: Académica OAF

O mundo do futebol e os Panama Papers

cab reportagem bola na rede

Panama Papers. É este o nome de que mais temos ouvido falar nos últimos dias. O futebol, como era de esperar, não é exceção.

  • Mas, afinal, o que é Panama Papers?

O Panama Papers é uma enorme investigação jornalística, que conta com a colaboração de mais de 100 orgãos de comunicação social de todo o mundo. Uma fuga de 11,5 milhões de documentos demonstra como algumas das figuras mais influentes do mundo escondem os seus rendimentos em contas offshore.

  • O intermediário: Mossack Fonseca

No meio de tudo isto, há sempre um denominador comum: Mossack Fonseca. Alegadamente, a empresa de advogados, com sede no Panamá, era responsável por criar empresas fantasma onde, posteriormente, os envolvidos colocariam o seu dinheiro. Todo este processo pretende dificultar ao máximo o seguimento do dinheiro por parte das autoridades policiais. É importante salientar que nem sempre a colocação de dinheiro em paraísos fiscais é crime. Os offshore são por inúmeras vezes apenas a exploração de vazios na lei .

Neste artigo, irei abordar os casos de Lionel Messi; Gianni Infantino e Michael Platini.

  • Lionel Messi: suspeitas antigas, mas novas informações.

Em Espanha, as suspeitas já existiam. Recordo que o astro argentino esta já  indiciado pelas autoridades espanholas de, juntamente com o seu pai, fugir ao fisco. Alegadamente, o argentino utiliza empresas offshore no Belize e no Uruguai de modo a fugir ao pagamento de impostos em Espanha. Todavia, e de acordo com informação pública pelo semanário Expresso, há agora novas informações. De acordo com o que tem sido vinculado pelos órgãos de comunicação social por todo o mundo, Lionel Messi e o seu pai detêm também a Mega Star Enterprises.

Lionel Messi é um dos implicados no processo Fonte: Facebook Oficial de Lionel Messi
Lionel Messi é o desportista mais mediático envolvido na investigação ‘Panama Papers’
Fonte: Facebook Oficial de Lionel Messi
  • O que é esta empresa e qual o problema da existência da mesma?

Dia 13 de junho de 2013, é a primeira vez que a Mega Star Enterprises é referida nos documentos da Mossack Fonseca. É importante referir que no dia anterior as autoridades espanholas tinham, pela primeira vez, acusado Lionel Messi e o seu pai de fraude fiscal. No dia 23 de Junho de 2013, é feita a primeira referência a Lionel Messi. O jogador do Barcelona e o seu pai seriam, desta forma, os reais detentores da Mega Star Enterprises.

O argentino, por intermédio do seu pai, veio já negar todas estas acusações. Segundo o jornal británico Daily Mirror, Messi terá também intenções de processar o jornal espanhol El Confidencial pelas acusações que lhe têm sido feitas.

Não foi orgulho o que sentimos em Munique…

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sl benfica cabeçalho 1

Uma derrota do Benfica nunca pode ser motivo do nosso regozijo. No Benfica, a vitória moral, ainda tão cara hoje em dia graças a vários anos de erros e péssima gestão, tem de começar a ser expurgada de vez. Tem-no sido ao longo dos últimos quatro anos. Daí ter considerado a nossa campanha europeia do ano passado insultuosa para a nossa história. O nosso passado merece tanto noites como a de Vigo como uma derrota por um a zerinho, fechadinhos cá atrás, ante um adversário poderoso.

E por isso também o escrevi e afirmei de viva voz: ser eliminado pelo Zenit não seria escandaloso, mas também não seria de acordo com o Benfica de sempre. Um lendário 14 da Holanda said it best: um saco de dinheiro não marca golos. E a História também pesa. Mais que não seja na escolha dos elencos que sobem à relva, bem como a seriedade com que encaram a camisola, que tem de ser maior que qualquer novo-rico. Depois o resto, logo se vê… Mas com este Zenit, nunca!

Porém, há derrotas e derrotas. Perder por um em Munique não é o mesmo que perder por um em Moscovo, Leverkusen ou Istambul. Existem derrotas onde se perde de pé, com honra. Sem deslustrar toda uma história. E nem se fala só em números, mas também em coragem e classe. Que foi o que faltou, recentemente, a outros (mas também ao nosso Benfica num passado não tão recente…). E depois falamos no Bayern de Munique, que não tem apenas um conjunto de grandes jogadores, como outros, mas sim uma grande equipa. E é orientado por um dos maiores estrategas de sempre do futebol europeu, Josep Guardiola.

Um clube, um treinador e uma gigante e fervorosa massa de adeptos sequiosos de vencer a Champions League. E no meio deste turbilhão de classe, devoção e qualidade, o Sport Lisboa e Benfica (e cinco mil bravos). Com este cenário, a derrota por 1-0, onde também tivemos as nossas chances, parece bem diferente!

Jonas foi um dos melhores em campo no jogo de Munique Fonte SL Benfica
Jonas foi um dos melhores em campo no jogo de Munique
Fonte SL Benfica

Num “cemitério” onde já pereceram amargamente grandes equipas (e outras não tão grandes), perder de olhos nos olhos como ontem com o Bayern de Munique tem de ser encarado não como uma vitória moral, mas sim como um atestado de grandeza. Da nossa e do Bayern. Dois titãs da história europeia, não apenas um, como quiseram fazer passar. É que o Sport Lisboa e Benfica não se fez de derrotas, não. Nem tão pouco de vitórias morais. Fez-se sim de grandes noites europeias. De finais e meias-finais. A bater-se com gigantes. Com mais dinheiro, mais recursos, mais de tudo. Ou quase tudo… A alma pelo menos tinha de ser a nossa. Umas vezes ganhou, outras nem por isso.

Mas o que se exige a um clube assim como o nosso é apenas isso: a oportunidade de se bater com (outros) gigantes. E olhá-los de frente. E o que se festejou ontem foi isso, o reconhecimento de nos termos batido com gigantes.

E é a afirmação que do outro lado estava um clube grande demais para podermos exigir mais do que vimos. E o que vimos não foi pouco… Não se fez a festa moral, mas sim a de tributo a um grupo de atletas que souberam dignificar a nossa camisola. A nossa História. E festejou-se a sensação de que na próxima quarta-feira podemos estar prestes a viver uma epopeia. E até lá vai-se sentir esse calor. Da hipótese de mais uma noite à antiga. Eusébio, ante o Real Madrid em 1962, sabia que um jogador espanhol ganhava mais do que o plantel do SLB. Mas não interessava: ele queria ganhar. Que, pelas 19h30, mais coisa menos coisa, essas palavras do Rei ecoem no balneário… Poderemos exigir mais na segunda mão? Não sei… Mas podemos, sem dúvida, sonhar com mais. Podemos, justamente, querer mais do que tivemos ontem.

Consubstanciando este texto, li muita vez a palavra orgulho no durante e pós jogo. Permitam-me que vos corrija a todos: o que eu senti foi normalidade. A normalidade de mais de 100 anos de história feita de grandes embates. Na Europa, o que ganhou foi ante gigantes! E o que perdeu, contra gigantes foi! O que vimos foi meramente o Benfica a cumprir-se: um velho senhor europeu num duelo contra outro. O que vimos foi o concretizar daquela foto onde o capitão do AC Milan baixa a cabeça para Coluna. Foi isso que viram. Foi isso que sentiram… “Só”.

Foto de Capa: SL Benfica

É hora de acreditar

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Durante quase 30 anos, apenas festejei contigo duas vezes um título nacional de Futebol; em três décadas de vida, vi outros clubes nacionais atingirem a glória europeia e até mundial, e o teu maior rival ser campeão o dobro das vezes em que tu foste.

Vi derrotas inexplicáveis, vi épocas vergonhosas e episódios de bastidores saídos de uma peça de Samuel Beckett. Vi momentos em que não foste o Sporting CP que aprendi a amar, vi momentos em que parecias sofrer de esquizofrenia e gostar de infligir dor a ti próprio. Mas nunca, em momento algum, deixaste de ser o “meu” Sporting.

Não é o primeiro ou o sétimo lugar que me faz acreditar em ti; não são as conquistas que me dão orgulho do teu feitio. Tu, apenas por seres tu, apaixonas-me.

Luís Mateus tem um espaço em que diz que era capaz de viver na Bombonera, e eu entendo-o como ninguém. Eu também era capaz de viver no José de Alvalade, festejando contigo as vitórias e procurando-te nas derrotas; sempre a teu lado e a dizer que tenho orgulho em ti.

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     Estes são aqueles que sempre te irão dar o valor que tu mereces e que nunca te vão faltar

 Fonte: Sporting Clube de Portugal

Tenho orgulho do passado de que o meu pai tanto me falou: de Damas a Yazalde, de Agostinho a Livramento, ou até de Fernando Mendes a Manuel Fernandes. Não vivi os teus gloriosos anos, mas quero estar contigo nos teus futuros anos de glória.

Durante mais de 15 anos privaram-me de ti. Quiseram roubar-te dos muitos que verdadeiramente te amam para benefício de poucos que só te queriam explorar. Durante 15 anos, vi o meu pai afastar-se lentamente de Alvalade e da bancada de pedra gélida para ver jogos no sofá ou deitado no quarto a acompanhar pelo rádio. Durante esse tempo, perdi a minha primeira companhia para “ir à bola”, mas nunca a vontade de te apoiar.

Hoje, tenho o meu grupo de amigos “da bola”. Fora de Alvalade, podemos ver o mundo em cores opostas, podemos ter discussões sobre tudo e mais alguma coisa… Mas ali, perto de ti, tudo se torna simples. A união que temos só se entende por quem te ama, por quem te vive, por quem sabe o que tu verdadeiramente significas.

FC Bayern de Munique 1-0 SL Benfica: Vivos e com muita esperança

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Hope it is the only thing stronger than fear.” A frase dita pelo Presidente Snow no filme Hunger Games descrevia na perfeição o jogo de hoje. O Bayern, o colosso europeu que faz o que quer de qualquer equipa que pisa o relvado, impunha respeito e metia medo. Mas do lado de cá a esperança, aqueles 1% de hipóteses a que todos nós nos agarrávamos, mesmo sabendo que a missão era muito, mas muito, difícil. Mas como disse Rui Vitória “se fosse fácil não era para nós.”

No entanto, a missão parecia tornar-se ainda mais difícil logo nos minutos iniciais. Havia muita curiosidade sobre como o Benfica ia aparecer em campo e a verdade é que os homens de Rui Vitória apareceram muito subidos pressionando o Bayern ainda no seu meio-campo, explorando aquela que é a fraqueza dos alemães, a saída de bola. Mas ainda se analisava o comportamento das águias em campo e já o Bayern marcava. Uma falha de marcação na defesa encarnada e Arturo Vidal marcou o primeiro. A ameaça da goleada de que se falou pairava no ar, principalmente tendo em conta os resultados de Porto e Sporting quando visitaram o Bayern. E os 15 minutos a seguir foram complicados, o Bayern fazia o que queria com a bola, chegava com a maior facilidade à área benfiquistas. Um autêntico carrossel. Mas na baliza, Ederson mostrava-se. O brasileiro foi, em varias ocasiões, o guardião da esperança benfiquista com um punhado de belas defesas. Com o passar do tempo, o Benfica foi se libertando das garras germânicas, foi subindo no terreno, viu um penalty serem negado(e que diferença podia fazer), foi cruzando e aparecendo na área do Bayern e acima de tudo, foi acreditando que era possível. Um prenúncio do que vinha ai na segunda parte.

Arturo Vidal marcou mas a esperança continua viva Fonte: UEFA Champions League
Arturo Vidal marcou mas a esperança continua viva
Fonte: UEFA Champions League

E a verdade é que na segunda parte o Benfica cresceu. Discutiu o jogo com o Bayern, não se preocupou apenas em defender e evitar golos que podiam matar a eliminatória já. Por várias vezes causou calafrios aos alemães e viu Neuer a ter de se aplicar. Guiados pelo fantástico apoio vindo das bancadas, o Benfica realizou uma segunda parte bastante competente, no ataque, mas principalmente na defesa. Uma fantástica exibição do quarteto defensivo e de Ederson (mais uma vez), a conseguir fechar os caminhos aos poderosos alemães, tanto quando o jogo estava partido e os encarnados encontravam-se subidos no terreno, como quando, na recta final, o Bayern fez o pressing para chegar ao segundo golo.

A esperança, de que o Presidente Snow falava, está viva. Uma das melhores exibições da temporada, tendo em conta adversário, colocando o Bayern nervoso e a justificar o empate, que não era de todo injusto. Se antes havia aquele 1% de hipóteses, agora é possível acreditar. Mesmo sem Jonas, na próxima quarta-feira será altura de fazer o jogo das nossas vidas porque o sonho está vivo. Porque não acreditar?

A Figura:

Ederson – Incrível exibição do guarda-redes, principalmente no período após o golo, onde o Bayern podia ter resolvido a eliminatória. Alias, a sua exibição nessa altura é a chave para o Benfica fazer o jogo que fez e continuar a discutir a eliminatória. A segurança e a frieza demonstradas são incríveis e Júlio César não terá vida fácil quando regressar.

O Fora-de-jogo:

Szymon Marciniak – Algumas decisões duvidosas e, principalmente, um penalty a favor do Benfica que não foi marcado e que faria a diferença na eliminatória.

O João “Dário” de Alvalade

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Numa semana em que a vitória expressiva ditou mais uma vez a grandeza dentro de campo, eu venho falar de algo que aconteceu durante a primeira parte do Arouca e que criou um enigma durante todo o tempo – a campanha anticontrafação.

Como estudante de comunicação e apreciadora de qualquer boa estratégia no desporto, esta chamou-me a atenção. Enquanto estava a ver o jogo com uns amigos, interrogávamo-nos sobre a origem desta situação. Uns acreditavam que, por ser dia do pai, seria uma estratégia para incluir a letra do respetivo parente. Acabámos por perceber que não era esse o motivo e, entre umas piadas sobre a forma de falar de Jesus e a sua peculiar forma de pronunciar o nome dos jogadores, lembrei-me de fazer uma pequena pesquisa na Internet. NADA, absolutamente nada, sobre o facto de haver um “João Dário” no onze dos leões.

Tentei outra vez, desta feita no site, no Facebook e nas redes sociais do Sporting. O resultado foi o mesmo. Acabei então por assistir ao jogo até ao intervalo (e que gozo me deu!); ao intervalo, sim, apareceu a desejada resposta: isto tudo foi uma campanha contra a contrafação de camisolas dos jogadores. E eu pensei: «Que génio!». É fácil contar o número de campanhas que poderão não resultar, ainda por cima tendo sido feita de forma tão pública como foi; no entanto, volto a repetir: foi uma jogada de génio!

Deu-me bastante gozo ver jornais completamente ‘às escuras’ sobre o tema de que se poderia tratar e a criar um burburinho por toda a gente, adepta e não-adepta; todos a quererem saber o porquê de ser Patríssio e não Patrício, Eslimani e não Slimani. Com um pequeno gesto, tornou-se viral uma ação que prejudica não só o Sporting mas todos os clubes em geral.

Três dos jogadores que viram os nomes alterados: Guterres, Eslimani e Brian, respetivamente Fonte: Sporting CP
Três dos jogadores que viram os nomes alterados: Guterres, Eslimani e Brian, respetivamente
Fonte: Sporting CP

Assim, acho que, em termos de campanhas, estamos ao nível do topo europeu, fazendo chegar as nossas crenças mais longe. De repente, lembro-me de uma campanha do Bayern Munique que, apesar de ser de carácter humanitário, se parece bastante com esta, devido à mensagem simples. Essa esteve relacionada com as vagas de refugiados que começavam a aparecer na Europa. Outra, mais relacionada com a vertente do marketing, é a do FC Barcelona, em conjunto com a Qatar Airlines, no anúncio da parceria da companhia aérea com o clube, numa viagem para a ilha do FC Barcelona. Outra, da mesma equipa, é a que faz por aproximar o clube às pessoas da cidade, fazendo uma paragem de autocarro com uma parte que simula o banco de suplentes, para que todos apanhem ‘o autocarro do FC Barcelona’.

Em termos de criatividade, estamos lá! Estamos junto dos grandes! E não é só dentro de campo que precisamos de mostrar a nossa grandeza. É também com as atitudes fora dele! Assim, o Sporting é um clube que se dá ao respeito, em termos de comunicação, e, apesar de isso não fazer com que ganhemos títulos, orgulho-me de pertencer a um clube que defende não só os seus interesses mas também os dos seus adeptos.

Por isso, em Alvalade e em qualquer outra parte do mundo onde envergamos as cores do Sporting, dizemos: “Não à contrafação”.

Foto de Capa: Sporting CP