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CF “Os Belenenses” 2-5 Sporting CP: Leão de pé quente em noite fria

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Primeira Parte – Pedro Miguel Silva

Noite fria no Restelo, mas os jogadores leoninos quiseram rapidamente aquecer os adeptos incansáveis que enchiam Belém de verde-e-branco. Adeptos esses que, tal como a equipa leonina, fizeram uma primeira parte de luxo e nunca cessaram no apoio à equipa de Jorge Jesus.

Logo a abrir, Slimani disse o que estava ali para fazer. Decorria ainda o primeiro minuto de jogo e já Ventura havia sido testado, num remate forte mas à figura. Até ao minuto 22 foi assim, entre escorregadelas de “Sir” William e perdidas de Teo, os jogadores leoninos falharam clamorosamente alguns golos fáceis, perante uma equipa do Belenenses que pouca luta dava ao leão.

Mas ao minuto 22… Quem mais? Islam Slimani acabou por alcançar os seus intentos para a deslocação ao Restelo, ou seja, marcar golos! Uma assistência genial do capitão Adrien e o avançado argelino faz o primeiro, contornando um adversário e colocando a bola no canto inferior esquerdo da baliza de Ventura.

O apoio dos cerca de 5 mil adeptos leoninos levou a equipa para uma exibição de luxo Fonte: Bola na Rede
O apoio dos cerca de 5 mil adeptos leoninos levou a equipa para uma exibição de luxo
Fonte: Bola na Rede

O Sporting queria mais e continuava a toada atacante, pressionando alto e não permitindo que a equipa do Belenenses subisse no terreno. Oito minutos após o golo inaugural, Ruiz espalha magia e é carregado dentro da área,  Tiago Martins não tem dúvidas e assinala penalty para o Sporting.

Teo também queria marcar golos e agarrou-se à bola, foi necessário o capitão Adrien Silva ir colocar ordem na casa e dizer que a bola era para Slimani. Na transformação do castigo máximo, mais um golo para Super Sli, que estava de pé quente nesta noite fria no Restelo.

Interessante o facto de ser Slimania bater a grande penalidade e não Adrien Silva. O motivo é a perseguição que o argelino continua a fazer a Jonas na luta pelo trono dos goleadores da Liga.

Foi preciso esperar até aos 41′ para ver um esboço de reacção da equipa de Julio Velázquez, e Carlos Martins tentou assustar “São Patrício”, mas a bola saiu por cima da trave. Mesmo antes do término da primeira parte, o guardião do Sporting teve oportunidade de aquecer com uma boa defesa, após remate de Miguel Rosa.

A Troika deles

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Chamem-me sonhador, chamem-me o que quiserem. Digam que não percebo nada de futebol, digam que que tenho palas nos olhos. Gritem colinho, façam piadas da Merkel e voltem a chamar-me ignorante. Eu não me importo. Porque tudo o que vocês disserem, disseram-no com mais força e num tom de gozo insuportável no início da época. As coisas mudaram. Nem eu acreditava… Se chegámos até aqui… Que mal há em continuar a acreditar?

Trocámos a pré-temporada por milhões. Os primeiros jogos foram horríveis. Não parecia sequer uma equipa. O Benfica, o bicampeão, tão conotado à garra e à união parecia partido. Em vez de uma equipa era onze jogadores despejados para um relvado. Não havia fio de jogo, a linha defensiva era fraca, desorganizada e penetrável. O meio campo era desnorteado e não sabia compensar a defesa nas subidas dos alas. O Gaitán jogava sozinho… A ala direita era uma incerteza, os golos não entravam… O mais fácil foi cair em cima do treinador. Claro. Também eu o fiz. Quem? Aquele homem não tem pedal para um grande! Dizia-se. E ele acreditou. Lentamente foi recuperando os resultados. Primeiro em casa e depois lá fora. Fomos andando e crescendo de rendimento. Fez-se uma equipa.

Chegámos onde chegámos por mérito próprio. Ninguém me tira da cabeça que podemos marcar na Alemanha. Um rasgo de génio do Gaitán, uma bomba do Eliseu, uma cabeçada certeira do Jardel ou Mitroglou… Qualquer coisa. O importante é jogarmos de olhos nos olhos do adversário e aproveitar o excesso de confiança que se vai disfarçando nas conferências antes dos jogos em que os alemães deixam elogios rasgados ao Benfica.

Esperemos que o Gaitán esteja nos seus dias de sonho Fonte: #SLBenfica
Esperemos que o Gaitán esteja nos seus dias de sonho
Fonte: #SLBenfica

O favoritismo não é nosso, mas nós somos o Benfica. Estamos entre os maiores do mundo e já há muitos anos que devíamos estar a competir a este nível. Há um simbolismo enorme nesta eliminatória e que pode marcar o regresso dos encarnados a este nível, a estas fases decisivas. Eles não são invencíveis, têm lacunas. Temos uma defesa capaz e um pragmatismo reconhecido. É uma oportunidade de fazer história. Que Rui Vitória, Jonas e Gaitán sejam a Troika deles, que Jardel, Ederson e Lindelof sejam a austeridade dos alemães, que Eliseu seja o nosso bombardeiro.

Crescemos tanto que sonhar só pode (e tem de) ser legítimo!

FC Porto 0-1 CD Tondela: Tragicomédia em azul e branco

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Acabou. Seis jogos para o fim, nove pontos de desvantagem para o líder Benfica. É oficial: acabou. Se a derrota em Braga, há três jornadas atrás, praticamente deitou por terra as esperanças azuis e brancas de lutar pelo título, o desaire desta segunda-feira frente ao Tondela foi a machadada final nas aspirações portistas.

E não se pode dizer que a vitória dos visitantes tenha sido injusta. De todo. Ainda que o FC Porto tenha tido a iniciativa do jogo – como seria de esperar – e tenha disposto de várias oportunidades de golo, os comandados de Petit também souberam criar calafrios junto da baliza de Casillas.

A primeira parte foi praticamente de sentido único, com o FC Porto a assumir desde cedo as despesas do jogo e à procura de um golo madrugador: Danilo aos sete minutos, Aboubakar aos 11 e aos 20, e Herrera aos 18 colocaram Cláudio Ramos em sentido. O Tondela só deu sinal de si aos 24 minutos, através de um pontapé de Luís Alberto de fora da área, que passou perto do poste de Casillas.

Luís Alberto gelou o Dragão Fonte: CD Tondela
Luís Alberto gelou o Dragão
Fonte: CD Tondela

Mas na segunda parte o jogo mudou de paradigma. O FC Porto voltou a entrar melhor, procurando acelerar o jogo, mas a primeira oportunidade pertenceu aos visitantes. Depois de um desenho ofensivo muito bem conseguido pelo Tondela, Nathan Júnior, completamente sozinho à entrada da área, atirou a bola por cima da barra da baliza portista. Este lance do Tondela, aos 49 minutos, era um aviso para o que estava prestes a acontecer aos 59: o golo dos visitantes. E que golo, este! Luís Alberto, à entrada da área portista, teve todo o tempo do mundo para preparar o remate e colocar a bola no ângulo, sem dar hipóteses a Casillas.

A última meia hora é fácil de contar. O FC Porto, em contra-relógio, desatou numa corrida desenfreada em busca do empate, e o Tondela foi aproveitando as saídas rápidas para assustar os da casa, mas o resultado não havia de sofrer alterações.

Um prémio justo para a raça demonstrada pelos homens de Petit, que souberam anular o desfile de vedetas do lado contrário. A falta de ambição dos jogadores azuis e brancos voltou a ser gritante e o jogo só podia ter terminado com uma vaia monumental dos poucos adeptos que se deslocaram ao Dragão.

Quanto a esta época pouco há a fazer a não ser ganhar a taça que nos sobra. É tempo de sarar as feridas e planear a época que se avizinha. Este campeonato está entregue; venha o próximo.

A Figura:

Danilo – Como diria Cristiano Ronaldo, se todos estivessem ao teu nível… Mais uma grande exibição do 22 portista, que, praticamente a solo, foi agitando as águas no miolo azul e branco. É uma pena ver um jogador com tanta qualidade numa equipa tão inconsequente.
O Fora-de-Jogo:

 Brahimi – Novamente, muito abaixo do que é exigível.

Foto de Capa: FC Porto

WWE Wrestlemania 32: Não foi a maior WM de sempre

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Cabeçalho modalidadesPre-Show

Ryback vs Kalisto

É incrível como um combate pelo titulo dos Estados Unidos, que o ano passado teve uma boa construção, uma personagem emergente e um dos maiores nomes da WWE a lutarem por ele, foi colocado no kick-off, quando o estádio estaria provavelmente a meio da lotação ainda. O combate contou a historia de um pequeno lutador que ao inicio não conseguia derrubar o gigante mas foi fraco comparado com outros que ambos já tiveram. Alguns bons spots por parte de Kalisto, mas ficou aquém do esperado. Valeu pelo resultado. A vitória para Kalisto cimenta-o como USA champion e foi a melhor decisão. Ryback há anos que está estagnado e nem este heel-turn mudou a sua personagem, já Kalisto é uma personagem que bem construída pode cimentar-se no midcard e ser o ídolo de uma audiência mais jovem e latina. Esperemos que comece a ganhar credito enquanto campeão.

Kalisto conseguiu sair vitorioso Fonte: WWE
Kalisto conseguiu sair vitorioso com o US Championship
Fonte: WWE

Divas Tag Team Match

Um combate cuja curiosidade era ver como seria Lana no ringue, mas a verdade é que a lutadora pouco mostrou para além de uns bons pontapés. No entanto notou-se que a WWE quis protege-la e poucos foram os golpes que sofreu. O combate serviu para as lutadoras mostrarem-se e a vitória sorriu à equipa de Brie Bella, com esta a conseguir a manobra de submissão. É uma vitória que faz sentido. Brie deverá sair da WWE para passar mais tempo com o seu marido, Daniel Bryan, e este foi o seu ultimo momento de glória. Quanto a Lana, acredito que continuará a ser trabalhada.

Usos vs Dudleys

Um combate que podia ter tido uma melhor construção. Os Dudleys estavam estagnados e o heel-turn foi a melhor opção e o facto de terem tido rivalidades com o pai dos Usos foi pouco aproveitado. Por estar no pre-show, o combate teve pouco tempo e ficou bastante aquém do que as duas equipas podem mostrar. A vitória surgiu para os faces, Usos, como seria de esperar por parte da WWE. Uma vitória dos Dudley cimentava-os como heels e poderiam ser os novos candidatos ao título de Tag Team.

GP Bahrein: Um passeio para Rosberg

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No podcast de antevisão da temporada que a Mariana Fernandes e eu fizemos antes da época comentámos que era bom para a modalidade que dentro do domínio esperado fosse Nico Rosberg a ser campeão e não Lewis Hamilton, e ao fim de duas provas a coisa está melhor para o alemão do que para o inglês.

Esta segunda prova começou da melhor maneira para Rosberg; ainda na volta de aquecimento Vettel ficou fora de prova com problemas de motor e logo na primeira curva Hamilton perdeu alguma posições depois de um toque de Bottas no seu carro.

Com a pista toda para si Rosberg apenas teve de controlar até ao final e conseguiu a sua segunda vitória da temporada, e vai em cinco vitórias seguidas na competição. A fechar o pódio ficaram Raikkonen e Hamilton, que recuperou de males maiores durante a corrida. São já 17 pontos entre os dois homens da Mercedes. Esta diferença de pontos não quer dizer nada mas aumenta, e muito, a confiança do alemão.

Grosjean foi o melhor piloto em pista Fonte: F1
Grosjean foi o melhor piloto em pista
Fonte: F1

Quanto ao resto da corrida gostaria de destacar Romain Grosjean, o homem da Haas. Depois do sexto lugar da Austrália conseguiu um quinto lugar nesta segunda prova da equipa americana que se estreou este ano na F1. Nos últimos anos tem acontecido que as equipas novas que aparecem não conseguem sair dos últimos lugares; a Haas parece ser um pouco diferente, apesar de só Grosjean ter conseguido acabar corridas ainda.

É de destacar ainda Stoffel Vandoorne, que se estreou hoje na Fórmula 1 com um 10.º lugar. O belga ocupou o lugar de Fernando Alonso na McLaren-Honda e deu o primeiro ponto da temporada à equipa inglesa numa equipa que continua a render o que se esperava, numa aposta que parece destinada ao fracasso dos motores Honda.

Segue-se a China a 17 deste mês. Irá Rosberg para a sua terceira vitória seguida?

Foto de Capa: F1

WWE Wrestlemania 32: Será mesmo a maior de sempre?

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A Wrestlemania é um daqueles espetáculos absolutamente imperdíveis para quem é ou já foi fã de Wrestling, e a edição deste ano tem vindo a ser apresentada como a maior de sempre. No entanto, lesões, histórias algo desleixadas e a incapacidade de corresponder às expectativas dos fãs têm vindo a comprometer o “Granddaddy of ‘em All”. Apesar disso, a WWE conseguiu montar um cartaz com bastante talento jovem, que fará de tudo para deixar os fãs no AT&T Stadium e em casa satisfeitos.

O combate que tem causado mais intriga tem certamente sido o de Shane McMahon contra The Undertaker. É sabido que John Cena era o primeiro da fila para lutar contra o “Deadman” e dar-lhe um combate digno de reforma no Texas, seu estado natal. No entanto, a lesão de Cena fez com que a equipa criativa tivesse de sacar Shane da cartola.

Numa fase inicial, o embate pareceu arranjado aos três pontapés (talvez porque o tenha sido), mas a equipa criativa da WWE – que tanto tem sido criticada este ano – conseguiu dar bem a volta com as estipulações que adicionou ao combate. O controlo do Raw versus a carreira de Undertaker na Wrestlemania, tudo isto dentro de “Hell in a Cell”. Peguem no legado de ‘Taker em combates dentro da jaula e adicionem o estilo frenético e insano de Shane McMahon e terão um combate que, embora não vá ser o melhor da noite em termos técnicos e de Wrestling puro, será certamente de cortar a respiração e irá, com certeza, fechar a noite.

Shane McMahon promete dar tudo dentro do AT&T Stadium, no Texas Fonte: WWE
Shane McMahon promete dar tudo dentro do AT&T Stadium, no Texas
Fonte: WWE

A abrir a noite deverá estar ou o combate pelo título Intercontinental ou pelo título dos Estados Unidos. São, a meu ver, combates que, à partida, poderiam ter muito mais para dar mas que, graças à equipa criativa da WWE, vão ficar aquém. Comecemos pelo do título Intercontinental.

João Mário ou João Mago? Eis a questão…

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Muitas vezes, as homenagens que são feitas no futebol a quem as merece são tardias. Geralmente, só são feitas quando os ídolos morrem, quando terminam as carreiras ou quando saem para outros clubes.

Como eu não sou fã dessa política e considero que o mérito tem de ser reconhecido sempre que a pessoa o tem, este texto é uma forma, simples, de homenagem a um mago, a um artista. Não custa nada enaltecermos alguém que joga a um nível elevadíssimo durante toda a época. Por isso, João Mário merece uma vénia de todos os sportinguistas esta temporada.

Penso que a primeira vez que o vi jogar foi num Sporting 0 – Inter de Milão 1 da Next Generation Series em 2012. Nessa equipa jogavam outros craques ainda ligados ao Sporting, como por exemplo Iuri Medeiros, Carlos Mané ou Ricardo Esgaio. Os “leões” perderam esse encontro mas João Mário foi, para mim, o jogador em destaque. Depois disso, esteve uma época e meia na equipa B, saindo depois para Setúbal, onde começou a sua explosão. Inclusivamente, esteve nos 30 pré-convocados de Paulo Bento para o Mundial 2014. O jogador, natural do Porto, voltou a Alvalade e está a completar uma segunda temporada fantástica com a camisola verde e branca. O irmão de Wilson Eduardo começou a temporada passada, com Marco Silva, a disputar a titularidade com André Martins, mas, a partir do momento em que se adaptou definitivamente aos métodos do técnico, não mais largou a titularidade, formando um trio enorme com Adrien e William Carvalho. Neste momento, tentar comparar João Mário com André Martins é só ridículo…

João Mário, um dos melhores produtos de sempre da formação leonina Fonte: Sporting CP
João Mário, um dos melhores produtos de sempre da formação leonina
Fonte: Sporting CP

O grande “boom” do médio deu-se esta época. Após um Europeu Sub-21 de grande qualidade, iniciou a temporada a fazer dupla de meio campo com Adrien Silva, devido à lesão de William, e depois passou para a ala direita do terreno, com a suspensão interna de André Carrillo e o regresso de William Carvalho. Algumas pessoas, eu incluído, desconfiaram desta opção do técnico, devido às características do jogador, como por exemplo a sua velocidade. Contudo, João Mário abre o livro imensas vezes por jogo, está a ser um dos melhores jogadores da equipa, do campeonato nacional, e é, na minha opinião, um dos jogadores a ter mais em conta no próximo Campeonato da Europa.

A partir da ala direita, é capaz de uma multiplicidade inacreditável de movimentos: combinações ofensivas com o lateral, diagonais em progressão com bola, diagonais para aparecer na área a finalizar, como vimos frente ao Arouca, noutras vezes vem para o centro do terreno, juntando-se a Adrien e William, para a equipa ganhar superioridade numérica nessa zona do campo, entre muitas outras movimentações. O médio leonino é dos melhores do campeonato a ler o jogo e em termos de capacidade técnica, podendo, por isso, jogar também como segundo avançado nas costas de uma referência ofensiva.

FC Barcelona 1–2 Real Madrid CF: Gràcies, Johan. Obrigado, Ronaldo

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Cabeçalho Liga Espanhola

A noite era de homenagem a Johan Cruyff e tudo foi organizado à altura da ocasião. Já depois de se terem emocionado com o vídeo que passou no estádio, os quase 100 mil adeptos fizeram um mosaico com uma camisola n.º 14 e um “Gràcies Johan”, agradecimento que os jogadores levavam estampado no peito.

Só não foi tudo perfeito porque, no meio de tanta gente, houve quem não soubesse respeitar o minuto de silêncio. Nesse momento, vimos Ronaldo acenar com a cabeça em sinal de reprovação, naquele que foi o primeiro detalhe da sua grande noite. Se Cruyff seria sempre a grande figura do dia, cá em baixo, foi Ronaldo quem teve o protagonismo. Partindo da ala esquerda, onde devia jogar sempre, recebeu muitas vezes a bola de frente para o ataque e com espaço para correr, que é como é mais perigoso. Além disso, revelou um espírito de sacrifício maior que o habitual, tanto que chegámos a vê-lo vir até à sua própria área a acompanhar o lateral contrário. Além de um remate forte que Bravo defendeu para a frente e de um livre que rematou por cima da trave ainda durante a primeira parte, Ronaldo fez a assistência para o golo que foi anulado a Bale, atirou uma bola à barra e acabou mesmo por fazer o golo da vitória, o seu décimo no Camp Nou. Nada mal para quem é acusado de desaparecer nos jogos grandes.

Mas não se pense que foi um jogo fácil para o Real Madrid. O Barcelona esteve claramente por cima durante os primeiros vinte minutos e controlou a maior parte do encontro, exceção feita já a dez minutos do fim, que culminaram no tal golo de Ronaldo. O problema é que Suárez cedo demonstrou que estava em noite de desacerto, Neymar nunca chegou a aparecer verdadeiramente no jogo, e Messi, apesar de ter feito um remate em jeito que obrigou Navas à defesa da noite, também pouco apareceu. O golo chegou apenas de bola parada, num bom cabeceamento de Piqué, que se antecipou a Pepe.

Ronaldo volta a deixar marca no Camp Nou Fonte: Real Madrid C.F.
Ronaldo volta a deixar marca no Camp Nou
Fonte: Real Madrid C.F.

Do outro lado, a tripla atacante teve uma noite bem mais inspirada, já que, além de Ronaldo, também Benzema marcou, após grande jogada de Marcelo, e o golo de Bale só não contou porque o árbitro não quis. No Real, é justo destacar também o papel importante de Casemiro. É o patinho feio da equipa, mas tem de jogar nos jogos grandes, à falta de outro jogador com as suas características. Foi na sua ausência que começou o 0-4 da primeira volta. Pela negativa, Sergio Ramos foi expulso mais uma vez e até pode agradecer ao árbitro por não ter saído de campo ainda mais cedo.

Além de Ronaldo, o grande vencedor da noite foi Zinedine Zidane. Não teve problemas em deixar Isco e James no banco e a sua estratégia resultou perfeitamente. O campeonato já está perdido, mas, assim, o Real tem legítimas aspirações a vencer a Liga dos Campeões.

Foto de Capa: FC Barcelona

Continuem com o espírito de Vitória

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Mais um jogo, mais uma alegria. Apesar de o início do jogo com o SC Braga não fazer parecer que o SL Benfica iria ter uma tarefa fácil, a turma encarnada entrou nos eixos e presenteou os espectadores presentes no Estádio da Luz com uma enorme demonstração de raça.

A jogar contra uma das equipas que melhor futebol praticam em Portugal, os pupilos da Luz conseguiram um resultado expressivo. É de relembrar que o Braga venceu esta época o Sporting CP para a Taça de Portugal e o FC Porto para o campeonato, feitos que demonstram o valor e a qualidade desta equipa.

Com a época a caminhar a passos largos para o fim, faltando apenas seis jogos para acabar a competição, todos os embates são uma final. Levando o Braga como vencido, a turma encarnada realizou a partida mais difícil que tinha até ao fim da prova, isto na minha opinião.

Com este duelo ganho, a confiança dos encarnados vai elevada para o jogo na Alemanha. Na terça-feira, os jogadores encarnados jogarão uma prova de fogo e enfrentarão o “gigante” Bayern de Munique.

A contar para os quartos-de-final da liga milionária, a equipa de Rui vitória tem uma tarefa muito difícil pela frente. A equipa orientada por Pep Guardiola é conhecida por massacrar os seus oponentes, como todos sabem. Quem não se lembra do segundo jogo com o Porto na época passada?

Pela frente, a turma vermelha e branca encontrará um colectivo fortíssimo, que pratica um futebol sufocante, que desgasta fisicamente e psicologicamente os adversários. Para conseguir um resultado positivo, o Benfica tem de jogar com os níveis de concentração elevadíssimos, tem de acertar marcações, passes e posicionamentos sempre, porque perante equipas como o Bayern o mínimo erro pode ser fatal.

Esta dupla tem causado estragos à maior parte das defesas das equipas da Liga Fonte: SL Benfica
Esta dupla tem causado estragos à maior parte das defesas das equipas da Liga
Fonte: SL Benfica

Apesar de ser uma super equipa e de estar a lutar para vencer a Champions, a bola é redonda e o Benfica poderá ter uma palavra a dizer. Por isso, vamos acreditar e apoiar a nossa equipa, porque esta época poucos pensavam que poderíamos chegar onde chegámos quer no campeonato, quer na Liga dos Campeões, mas o certo é que chegámos, por isso nada de baixar a cabeça, nada de pensar que já está perdido, porque não são essas as características dos Benfiquistas.

Terça-feira serão apenas três mil na Allianz Arena, mas seremos milhões a vibrar, milhões a fazer figas e milhões a torcer por esta grande instituição que dá pelo nome de Sport Lisboa e Benfica.

O poste pinóquio

Cabeçalho Futebol Nacional

Nem sempre as coisas correm bem. Ontem foi assim mesmo. Em vez de uma alegria tivemos uma boa dose de tristeza. Já passou, e o que interessa é olhar em frente e não baixar os braços. Foi só um susto, traduzindo para os miúdos. Uma derrota é uma derrota. Se alguém me perguntar pelo jogo, direi que foi uma perfeita mentira. Sem querer retirar mérito ao adversário, porque o merece, acho o resultado pesado tendo em conta o comportamento das equipas em campo. Reconheço alguma superioridade ao Benfica em várias fases do jogo. Porquê só em algumas? Porque de facto, não jogando como um pequeno, o Braguinha promoveu-se a Bragão e encheu-se de peito para enfrentar o Benfica olhos nos olhos. Não correu bem. Mas ao menos não regressamos de orgulho desfeito. Ferido, sim, mas nunca desistente.

Como bom adepto que sou, vou falar-vos também dos casos do jogo. Alguém reparou na forma como o poste pinóquio mentiu de tal maneira que cresceu e se aproximou da bola do Wilson? Que maldade… Da forma como os 7,5 metros se reduziram a cinco quando o Rafa fez o chapéu ao Ederson? Lance ilegal! E já na segunda parte como o poste cortou a bola do Hassan? Bem, vamos lá com calma porque isto teve influência directa no resultado! E mais não digo!

Como bom bracarense que sou, tenho algo a dizer-lhe que vai interessá-lo. Fomos uns idiotas. E porquê? Com um pensamento de Brecht se descreve esta actuação braguista. Jogámos bem, repletos de ideias, coragem e presença. Mas, de facto, fomos um pouco idiotas. Tudo certo, mas a sorte do jogo não esteve mesmo com o Braga… Enfim… Espero que esta nos acompanhe quinta-feira.

Wilson Eduardo teve a primeira oportunidade do jogo Fonte: SC Braga
Wilson Eduardo teve a primeira oportunidade do jogo
Fonte: SC Braga

Entenda que os números que os arsenalistas levam para casa não são em nada reveladores da verdade do jogo. Parabéns ao vencido. Não pela derrota mas pela atitude guerreira. Antes que me esqueça, pergunto-lhe: quem foi a equipa que conseguiu interromper a série de jogos consecutivos do Benfica sem ter um penálti contra? Quem foi? Quem? O Braga. Continuamos a bater todos os recordes. E continuamos também no quarto lugar, ali no purgatório. Na final do Jamor e nos quartos de final da Liga Europa e… Temos uma meia-final da Taça da Liga marcada! Vamos lá ver se nesse dia, seja ele qual for, a verdade entra na baliza certa.

Despeço-me agora, desejando as melhores das melhores sortes ao Braga e ao Benfica para esta jornada europeia que se avizinha. Força, Portugal! Quero ver de que são capazes os vermelhos!

Nem sempre alegres, nem sempre tristes. Levantar a cabeça, os braços e as pernas, que a vida é mesmo assim. E o desporto, então… Hoje ganha-se. Amanhã perde-se. Até aqui tudo bem. Agora, aquelas duas perdidas no início do jogo… Ai, ai, Braga! Quem quer ganhar não falha assim.

Força, SC Braga!

Foto de Capa: SC Braga