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SL Benfica 5-1 SC Braga: Tornar fácil o que era difícil

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O mais difícil jogo para o Benfica até ao final do campeonato, duas das melhores equipas do campeonato e casa cheia. Os ingredientes estavam reunidos para um bom jogo de futebol, e assim foi.

Se este já era um jogo complicado à partida, desde cedo o Braga confirmou isso. Os bracarenses entraram muito bem na partida, conseguindo fugir à defesa encarnada. Wilson logo a abrir o jogo mandou a bola ao poste e Rafa fez um chapéu a Ederson. O Braga metia a Luz em sentido e o Benfica teve de se adaptar. Face a um adversário que vinha à Luz jogar o jogo pelo jogo, os encarnados tiveram de fazer pressão alta e matar desde a área bracarense os ataques dos minhotos. E foi num lance assim que nasceu o golo do Benfica. Perda de bola da defesa do Braga e Mitroglou, isolado, faz o primeiro.

Estava um início de jogo animado, como se esperava. O jogo continuou renhido até que,  aos 35 minutos, Renato Sanches conseguiu arrancar uma penalidade por mão na bola de André Pinto. Bem marcado, e Jonas, o aniversariante, fez mais um na luta pela bota de ouro. Ainda o Braga tentava assimilar o 2-0 e já o Benfica fazia o 3-0 num grande remate de Pizzi.

Pizzi foi um dos marcadores de serviço Fonte: SL Benfica
Pizzi foi um dos marcadores de serviço
Fonte: SL Benfica

Um jogo que parecia difícil ficou fácil. O Benfica aproveitou as oportunidades que teve e levava uma vantagem segura para o intervalo. Um resultado pesado para o Braga, que chegou a pôr a Luz em sentido.

Na segunda parte e com tudo resolvido as duas equipas não se inibiram, e mesmo com jogos a meio da semana continuaram a procurar o golo. O Braga teve um período de forte pressão na área do Benfica mas Ederson esteve sempre em bom plano. Quando não foi o guarda-redes brasileiro, foi o poste a negar o já merecido golo bracarense. Do outro lado, Matheus também foi chamado a intervir e conseguiu parar quase tudo. Menos o segundo golo de Mitroglou e uma bomba de Samaris. Já no fim Pedro Santos, de penálti, marcou o golo de honra para o Braga.

Com a goleada feita e os três pontos na mão foi apenas controlar o jogo. Uma exibição segura naquele que era em teoria o teste mais difícil. Ainda há muito pela frente mas há motivos para estar confiante. O espírito de união desta equipa é visível e vai contribuir para as finais que aí vêm. Uma palavra para o Braga, que não merecia de todo uma goleada. A equipa de Paulo Fonseca procurou sempre o golo, jogou olhos nos olhos com o Benfica, mas cometeu erros no início do jogo que lhe saíram caros.

Pergunta BnR: A equipa do Braga já não ganha fora há algum tempo. Isso deixa-o preocupado?

Paulo Fonseca: Não, já tivemos várias fases. Havia a fase em que não marcávamos golos e éramos questionados. É apenas uma fase; não estou preocupado. Quero é focar-me no próximo jogo.

A Figura:

Pizzi – marcou, foi dos mais activos na partida. Talvez a querer mostrar-se a Fernando Santos. Muito provavelmente não irá ao Euro, visto que não foi convocado para os amigáveis, mas merecia pela época que está a fazer. Mais do que Renato Sanches.

O Fora-de-Jogo:

Defesa bracarense – Dois erros que contribuíram, e muito, para a goleada numa altura em que o jogo ainda estava vivo.

O Indiscutível Sporting em Portugal

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Já em outros artigos esclareci a minha posição relativamente ao meu apoio incondicional às equipas portuguesas nas competições europeias e acho que todo o português devia fazê-lo. Fiquei feliz pelo apuramento do SC Braga e do SL Benfica, e espero que tanto o Shakhtar como o Bayern sejam as próximas vítimas. No entanto, após a grande vitória do SC Braga sobre o Fenerbahce, começaram a chover de novo as piadas clubísticas e o azedume da rivalidade.

Em vez de se aplaudir a equipa bracarense, pelo contrário, assobia-se àqueles que não jogaram. O problema é que quem leva este tipo de rivalidades ao extremo do irracional corre sempre o risco de parecer estúpido e de expor a sua própria ignorância.

Os quatro golos que ditaram a vitória do SC Braga sobre a equipa turca ditaram também uma das frases mais ignorantes do futebol português. “O único Sporting que representa Portugal é o Sporting de Braga”, afirmavam alguns adeptos benfiquistas nas redes sociais, adeptos esses que como se sabe são tremendamente simpatizantes do SC Braga. Pelo menos quando lhes convém. Ora aqui está toda a ignorância exposta em nome do clubismo, porque dizer que o Sporting CP é um clube que não representa o seu país é afirmar de facto toda a sua ignorância enquanto ser potencialmente racional. Basta olharmos para a selecção portuguesa.

Claro que o intuito da piada era relativo às competições europeias, tudo bem, mas a língua portuguesa não é feita para bons entendedores, e quando se diz que o Sporting CP não representa Portugal não se está a fazer apenas uma afirmação triste; está-se a menosprezar e desrespeitar o clube que forma os melhores jogadores nacionais e dos melhores do Mundo e que mais jogadores dá à selecção portuguesa. Porque, mesmo sendo uma piada, é uma mentira sem fundamento.

 O Sporting CP continuará a fornecer os melhores talentos para a selecção A, Tobias e Ruben são apenas dois de muitos Fonte: Sporting CP
O Sporting CP continuará a fornecer os melhores talentos para a selecção A. Tobias e Ruben são apenas dois de muitos
Fonte: Sporting CP

Os jogos de preparação contra a Bulgária e contra a Bélgica deixaram, penso eu, bem claro que não existe selecção de qualidade sem evidenciar os jogadores do Sporting. Se Paulo Bento já tinha dado tudo como seleccionador, também o futebol que a equipa praticava ao comando de Fernando Santos não me tinha convencido. No entanto, a primeira parte com a Bélgica foi composta pelos melhores 45 minutos que vi a selecção portuguesa fazer nos últimos tempos, e para isso bastou utilizar aqueles que têm de estar indiscutivelmente no meio campo titular, Adrien e João Mário. Dou o benefício da dúvida perante a opção entre William e Danilo porque são os dois muito equivalentes, mas o meio campo tem de ser sportinguista para conseguirmos ter uma selecção segura.

Isto porque na selecção portuguesa as características de Adrien só podem ser equiparadas às de Renato Sanches, mas o jovem talento benfiquista ainda vai ter de esperar, trabalhar, evoluir e amadurecer para conseguir dar ao jogo aquilo que Adrien dá. João Mário é simplesmente incomparável.

Álvaro Morata: muito para além dos golos

Cabeçalho Liga Italiana

Desde que saiu do Real Madrid, em 2014, Álvaro Morata ganhou uma nova vida e o seu nome começou a merecer maior atenção no panorama do futebol internacional. Tapado nos “merengues”, o avançado espanhol aceitou o desafio da Juventus e, hoje, é seguro dizer que deu o melhor rumo à sua carreira.

Em Turim, Morata afastou-se da sempre pesada responsabilidade que é representar o Real Madrid, mas, sobretudo, teve mais oportunidades para se afirmar como titular numa equipa, ainda assim, de topo europeu. Ainda muito jovem – neste momento tem apenas 23 anos de idade – tinha necessidade de jogar com regularidade, e Massimiliano Allegri deu-lhe essa oportunidade.

Na sua época de estreia na Juventus, e mesmo com a concorrência de jogadores mais experientes como Alessandro Matri, Fernando Llorente, Sebastian Giovinco ou Carlos Tévez, Morata cumpriu 46 jogos oficiais com a camisola do clube, nos quais marcou 15 golos, onde se incluem dois ao “seu” Real Madrid, na Liga dos Campeões. Em 2015/2016, já foram – até agora – mais 40 jogos e dez golos com a camisola do mais rotulado clube da história do futebol italiano.

Os números de Morata podem não impressionar, pelo menos no que diz respeito aos golos, já que estamos a falar de um avançado, mas, como se costuma dizer, a estatística “vale o que vale”. E a verdade é que, a julgar pelas informações veiculadas no estrangeiro pela comunicação social, até o Real Madrid já quer tê-lo de volta. E com razão, a meu ver.

Morata já fez 40 jogos pela Juventus esta época, nos quais marcou 10 golos Fonte: Juventus FC
Morata já fez 40 jogos pela Juventus esta época, nos quais marcou dez golos
Fonte: Juventus FC

É que Morata vale muito mais do que o número de bolas que coloca no fundo da baliza. Mesmo sem ser um verdadeiro “matador” de topo mundial, o ponta de lança espanhol é uma das referências ofensivas da Juventus pelo enorme papel que desempenha junto das áreas adversárias.

Normalmente, a Juventus joga num sistema tático que contempla a presença de dois avançados; foi assim na grande maioria das jornadas da Série A desta temporada. O jovem Paulo Dybala, melhor marcador da equipa no campeonato, tem sido o preferido de Allegri, com a segunda vaga do “onze” a ser disputada entre Morata e Mario Mandžukić. Apesar de o croata ter apenas menos um golo no total da época, e em menos jogos, sou de opinião que está a ter um rendimento um pouco mais discreto do que o do seu colega espanhol.

Acredito que Morata, embora não seja o tal goleador nato de que falei anteriormente, consegue oferecer mais qualidade ao jogo da Juventus, não só pelas jogadas de golo que cria para os colegas finalizarem – nesta época já fez oito assistências – como pela velocidade que oferece à equipa em diversos momentos. Inclusive em contra-ataque, como se viu na excelente jogada que construiu em Munique, frente ao Bayern, para a Liga dos Campeões, e que acabou no golo de Juan Cuadrado.

Em suma, e como já disse no título deste artigo e até no decorrer do mesmo, Morata vale muito mais do que os golos que marca. São as suas outras valências que o distinguem dos restantes avançados de topo da Europa, lote restrito do qual o espanhol merece, cada vez mais, fazer parte.

Foto de Capa: Juventus FC

Brasil: o pesadelo continua. Operação ‘lava-jato’ urgente

Cabeçalho Futebol InternacionalÉ URGENTE UMA OPERAÇÃO ‘LAVA-JATO’ NO FUTEBOL DO BRASIL. O PESADELO CONTINUA.

“Caros telespectadores, estamos nos aproximando do final do jogo, é a última oportunidade para o Brasil conseguir um resultado menos negativo do que a derrota… Brasil atacando. Willian toca a bola para dentro na direção de Dani Alves. Este segura, entra na área, tira o defesa da frente, chuta na direção do golo… mas Justo Villar pega essa bola fechando o gol e segurando a vitória’. Termina o jogo e o Paraguai vence. O Brasil está em 7º no apuramento da Conmebol, com um terço do campeonato realizado. Dunga estará perto da demissão!

Seria ótimo, só que não. Ao invés, Dunga suspira fundo de novo e solta o feijãozinho que teve preso entre duas partes traseiras do seu corpo durante os 90 minutos. Daniel Alves é o seu salvador, com o golo no último minuto, e prolonga Dunga no cargo por mais uns meses.

O Brasil, apesar de ser uma das grandes equipas do futebol internacional, segue na 6ª posição, fora dos lugares que asseguram a classificação direta para o Mundial 2018, na Rússia. Dunga consegue de novo, à semelhança do apuramento para o Mundial na África do Sul em 2010, estar fora dos quatro primeiros com seis jogos já realizados.

Certo que nada está perdido. O cenário teria sido bem pior caso o Brasil tivesse saído derrotado ontem. Estaria hoje na 7ª posição a 3 pontos do 4º lugar. Tudo previsível, venho referindo desde o início deste apuramento que será mais supresa para mim o Brasil se apurar do que não se apurar para o Mundial. Porém, o que é mais gritante neste Brasil não é a sua classificação atual, mas a contestável qualidade do seu jogo. Se dúvidas ainda existiam sobre a previsibilidade, a inofensividade e a ingenuidade do futebol praticado pelo Brasil de Dunga, creio que ontem elas ficaram dissipadas. É urgente um ‘lava-jato’ na carroçaria da máquina brasileira. Aprendi que se a qualidade da pintura não é boa, muda-se o pintor.

Caros amantes do jogo, quantos mais precisamos de ser para gritar que dá dó ver este Brasil jogar. É um futebol sem ideias, sem padrão de jogo e, sobretudo, sem a criatividade e imprevisibilidade ofensiva que durante décadas nos habituaram. Ver um meio campo brasileiro com Renato Augusto, Fernandinho e Luiz Gustavo é demasiado triste para ser verdade (sem pôr em causa o seu profissionalismo e amor à camisa). Inclusive ontem, Dunga foi abordado pela imprensa se ter acabado o jogo com o Paraguai sem ‘volantes’ (referência para trinco no Brasil) teria sido uma improvisação. Ao que ele respondeu que “não, foi criatividade” (!!!). Se Dunga tem consciência de que esta palavra existe no seu vocábulo porque demora tanto tempo a promovê-la no estilo de jogo que pratica?

"Willian é um dos criativos que Dunga tem à disposição" Fonte: Selección Paraguaya
“Willian é um dos criativos que Dunga tem à disposição”
Fonte: Selección Paraguaya

Este Brasil jogou frente ao Paraguai com dois ‘6’ e um ‘8’ e poderia ter jogado com dois ‘8’ e um ‘10’. Gente, o Brasil tem jogadores criativos sentados demasiado tempo no banco, como: Lucas Lima; Oscar e Philipe Coutinho. E ainda outros que nem chamados são para se sentarem no banco, são eles: Diego e Lucas Moura. O Willian seria também uma excelente opção para jogar nas costas do ‘velhinho’ Ricardo Oliveira, mas quando a seleção está presa às ideias casmurras do seu treinador em vez de o treinador adaptar as suas ideias ao perfil e qualidade dos seus jogadores dá nisto. Como mudou este Brasil! Não tem mais um ‘9’ matador de referência mundial e nem sequer um talentoso ‘10’ que deixe de ser apenas opção para passar a ser um titular indiscutível.

Candidatos que não o são

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Nos últimos tempos têm aparecido, não se sabe bem de onde, flyers e panfletos a criticar a política desportiva e financeira seguida pela actual direcção do Sporting.

Com tamanha campanha e de forma tão concertada, já se previa uma forte oposição para as próximas eleições, a acontecerem daqui a um ano.

Um dos únicos críticos que se dignou a mostrar a cara foi Rui Barreiro, desde logo apontado como um forte candidato a ir a eleições em oposição a Bruno de Carvalho, tendo o mesmo deixado essa possibilidade em aberto.

Com toda a crítica que se começou a ouvir, e ataques vindos sabe-se lá de onde, tornou-se impossível poder contra-atacar, porque é impossível atacar inimigos sem identidade ou Sede (quase com o tal estado islâmico – devem ser uma referencia para esta oposição invisível), tendo então Bruno de Carvalho decidido anunciar que se irá recandidatar, para, a meu ver, tentar que a tal oposição escondida se revele desde já.

As críticas começaram em Dezembro passado Fonte: ptjornal.com
As críticas começaram em Dezembro passado
Fonte: ptjornal.com

A verdade é que logo que o actual presidente anunciou a recandidatura, começaram a surgir nomes para possíveis candidatos da oposição, entre os quais surgiu o nome de Rui Barreiro, até aqui o único a vir opinar em praça pública.

Ora, o problema é que até esses (plural porque surgiu um outro nome), que apareciam de peito feito, à primeira oportunidade dizem que não estão interessados em apresentar-se como alternativa para a presidência do Sporting, mas que apoiarão um candidato forte que possa surgir.

Será do tipo: “Quem, eu? Eu não, mas se alguém quiser chegar-se à frente, lá estarei para as palmadinhas nas costas”. Parece quase como uma rábula que havia no Contra-Informação, em que o boneco de Paulo Tortas tinha sempre um “emplastro” a dizer “muito bem” a toda e qualquer afirmação do primeiro.

Toda esta conversa parece mais como aqueles cães (salvaguardando desde já a dignidade do referido animal por reagir unicamente por instinto) pequenos que muito ladram mas pouco ou nada mordem. E ladram quando estão bem longe, com uma distância de segurança bem grande.(até eles sabem quando não devem avançar, por não terem “argumentos”.)

(Pronto, parei com as comparações. Entusiasmei-me. É que dá para fazer tantos paralelismos… fica fácil.)

Uma alma gigante

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Escrevo este texto após assistir in loquo à vitória da equipa de andebol do Benfica sobre o FC Porto – hexacampeão e favoritíssimo ao título (pelo orçamento de que dispõe e pela sua qualidade individual e colectiva) – no segundo jogo das meias-finais do campeonato da modalidade. Esta eliminatória não é mais que uma nova versão adaptada ao desporto da luta desigual entre David e Golias e, neste momento, é o conjunto mais frágil, suportado em parte por miúdos da formação (atentem às qualidades de Hugo Lima e Pedro Moreno), que tem uma vantagem de 2-0.

Naquele jogo, a vitória não se fez apenas de valores técnicos ou tácticos; seria ridículo considerar que a alma, por si só, pode carregar um corpo inteiro fazendo-o superar os obstáculos teóricos e práticos. No entanto, ajuda (não duvidem). E muito! O pavilhão da Luz fez-se em Inferno, levando ao colo – que expressão tão bem engendrada – aquele grupo de jogadores transcendido, deixando tudo em campo. Neste momento, as modalidades colectivas do Benfica transpiram, em cada jogo e competição, a mística deste clube: garra, querer e ambição; e capacidade para vencer qualquer adversário – uma posição única, se bem que já experimentada, no panorama desportivo nacional, e que representa um imenso orgulho para todos os benfiquistas.

O caso do futebol é em tudo semelhante. Sobre o desporto-rei já se falou, e bem, do extraordinário trabalho de Rui Vitória; do esforço e da humildade que cada um e todos demonstram; do talento de Jonas e Gaitán; da liderança do capitão Luisão e de todos os outros capitães sem braçadeira, como Jardel ou Samaris; do rendimento de Eliseu; do meteórico “nascimento” de Renato Sanches; ou sobre como uma verdadeira onda vermelha carrega, em casa e fora, a equipa rumo à vitória. Este momento é, de facto, o melhor desde há muitos anos no que diz respeito à saúde desportiva do nosso clube – e nenhum Fulano ou Sicrano poderá plantar factores desestabilizadores da realidade, nas rádios, nas TVs ou nos jornais, por muita imaginação ou falta de seriedade e honestidade que possa ter.

A união é (um dos) segredo para o sucesso desportivo do Benfica Fonte: SL Benfica
A união é um dos segredos para o sucesso desportivo do Benfica
Fonte: SL Benfica

As dificuldades surgirão, como até aqui, oriundas de todos os quadrantes – umas já esperadas, outras nem tanto. Os adversários, uns com mais qualidade do que outros, farão o que puderem, dentro das quatro linhas, para contrariar aquela que, até ao momento, mais e melhor fez por estar no 1.º lugar do campeonato (e que, por coincidência e sem lirismos inúteis, está, de facto, em 1.º lugar no campeonato). As lesões, os castigos ou, como muitos descrevem, a sobrecarga de jogos devido à notável presença nos quartos-de-final da Liga dos Campeões podem causar mais e maiores dificuldades. Porém, não nos podemos esquecer de que todas estas situações surgem-nos – ou nem sequer nos largaram – desde o início da época; o Benfica já apresentou este ano o seu melhor “onze”? Resta fazer como até aqui: superar cada um dos obstáculos, passo a passo.

Segue-se um ciclo de elevado grau de dificuldade, que inclui a recepção ao Sporting de Braga (mais a eliminatória com o Bayern de Munique). Nesta fase, nada mais há para teorizar. Daqui para a frente, cada jogo deve ser encarado como uma final, pois, na verdade, cada jogo será decisivo para as contas finais do campeonato. Vencer é obrigatório; todavia, rejeito qualquer tipo de pressão adicional. Desde que isto começou, a equipa do Benfica sempre revelou, acima de tudo, consciência da sua missão, partilhando visivelmente a nossa vontade de festejar. Portanto, para além do futebol que nos levou até à liderança do campeonato, espero apenas constatar a costumada fórmula feita de garra, de querer e de ambição – para o resto, teremos a mística cantada por 65 mil almas.

Foto de Capa: SL Benfica

Adeus, Neville. Hoje foi o dia!

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Cabeçalho Liga Espanhola

Já está. Gary Neville já foi despedido do Valencia C.F. Era só uma questão de tempo, como parece ser com qualquer treinador do clube nos últimos anos.

Até os técnicos que tiveram mais sucesso ao longo da última década tiveram de ouvir o cântico que os valencianistas tanto gostam de dedicar aos seus treinadores. “Quique, vete ya!”, escutou Quique Flores; “Unai, vete ya!” ouviu Unai Emery; e, claro, Nuno Espírito Santo também teve direito a ouvir o Mestalla cantar-lhe o “Nuno, vete ya!”.

E estes foram os únicos três heróis que, durante a última década, aguentaram mais de uma época completa no cargo. Os restantes nem seis meses duraram, como foi o caso de Gary Neville, contratado no início de dezembro.

Quando o ambiente em redor de Nuno já era insuportável e o seu despedimento era iminente, aproveitei uma destas crónicas  para lhe deixar uma sugestão relativamente à sua conta do Twitter: na sua descrição, onde se lia “Perfil oficial de Nuno Espírito Santo, entrenador del Valencia CF”, deveria acrescentar “Por enquanto, por enquanto…”.

Gary Neville num dos últimos treinos do Valencia Fonte: Valencia CF
Gary Neville num dos últimos treinos do Valência
Fonte: Valencia CF

Ora, a sugestão parece-me válida para quem quer que seja que treine o Valencia – estás a ouvir, Pako Ayestarán? –, mas a atitude de Gary Neville também não me parece má. No seu perfil do Twitter tinha (e tem) uma simples frase, “Attack the day”, que é a melhor maneira de encarar aquele cargo, já que nunca se sabe qual será o último dia.

Todos sabíamos como iria acabar esta aventura de Neville, mas o dia exato do desfecho acabou por ser surpreendente. É que, apesar da paragem de duas semanas para jogos das seleções, o anúncio do despedimento foi feito a apenas três dias do próximo jogo do Valência, que se desloca ao terreno do Las Palmas no próximo sábado.

Tenho um palpite sobre o que terá precipitado a decisão. Quando foi contratado pelo Valência, ficou decidido que Neville continuaria a desempenhar funções na equipa técnica da seleção inglesa. Assim, apesar de ser treinador de uma equipa que está a atravessar uma época muito difícil e em que não falta trabalho para fazer, Neville passou esta última semana com a seleção, em vez de ter aproveitado a paragem para treinar com os seus jogadores.

Há uma velha máxima segundo a qual nunca se deve faltar ao trabalho, pois é aí que o patrão se pode aperceber de que não fazemos falta. Neville aprendeu-a da pior maneira.

Foto de Capa: Valencia CF

Rui Jorge e Fernando Santos: Está nas vossas mãos

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É certo e sabido que, desde que me entendo como gente, o Sporting Clube de Portugal sempre se apresentou como uma das melhores canteras e academias do mundo do futebol.

É certo e sabido que, nos últimos anos, os jovens que têm aparecido na ribalta de alguma forma passaram pela formação e equipa A da turma leonina…

Também é certo e sabido que alguns dos “grandes” jogadores que a equipa verde-e-branca formou só tinham talento no corpo, pois a mente em muitos momentos falhou, e não falo das “traições” de alguns jogadores. Falo do potencial futebolístico que alguns poderiam ter tido e que na prática nunca tiveram ou chegaram verdadeiramente a usar… Danis desta vida, Fábios Pains… E outros que tais…

Este é um ano de grandes competições internacionais ao nível futebolístico e Portugal, por uma das poucas vezes na história, vai estar presente em todas… E isto não se deve só aos jogadores que tem… deve-se também à competência dos treinadores actuais. Quer do “treinador olímpico” quer do treinador da Selecção A. Estas, para mim, não são as melhores gerações de sempre do futebol português, mas a verdade é que ambos os selecionadores nos têm colocado a sonhar e a acreditar que é possível… E no caso “Olímpico” acho que Rui Jorge vai conseguir um grande resultado…

Não aproveitar a equipa do Sporting nas diferentes seleções é um erro que se paga caro… já no passado recente temos tido provas disso. Fonte: Sporting CP
Não aproveitar a equipa do Sporting nas diferentes seleções é um erro que se paga caro… Já no passado recente temos tido provas disso
Fonte: Sporting CP

E, aqui, acho que entra o papel de ajuda do Sporting Clube de Portugal… A quantidade de “jovens” que o Sporting tem a jogar, quer na equipa A, quer na equipa B, e que estão espalhados por diversas equipas (mas que em algum momento já jogaram juntos) podem ser os ingredientes para a poção mágica do sucesso. Não estou com isto a dizer que só devem ir os jogadores do Sporting, mas deve-se respeitar o trabalho e o desempenho de cada um.

Não gostava de ver, como já vi no passado, jogadores que pouco ou nada jogaram ou pouco ou nada fizeram, que pelo mero interesse de empresários representaram as nossas cores e tiraram o lugar a quem lá deveria estar por mérito próprio. Aproveitem bem o que o Sporting Clube de Portugal tem feito, aproveitem as sinergias entre jogadores, o entrosamento, as qualidades técnicas e o coração dos jovens leoninos.

Rui Jorge e Fernando Santos, faço-vos um pedido: está nas vossas mãos não caírem na esparrela dos empresários e dos interesses e, citando Fernando Santos, “o que me faz confusão é irmos a um Europeu e acharmos que não vamos lá fazer nada. Isso é que eu acho estranho”… Estamos fartos de ser a seleção do quase.

“Até hoje, quase marcámos, quase ganhámos, quase fizemos… Mas porquê quase?… Passemos à próxima fase.”

Foto de Capa: Seleções de Portugal

 

Top 10: Atletas do desporto (amador) português

1. Rosa Mota

rosa mota

De figura frágil, estatura pequena e corpo franzino, muitos duvidariam da sua capacidade para alcançar as marcas que viria a atingir ao longo da sua carreira. Figura incontornável da cidade do Porto – representou FC Foz (1974-1977), FC Porto (1978-1980) e Clube de Atletismo do Porto (1981-1991) – espantou o Mundo dominando, durante uma década, os mais de 40 quilómetros da maratona. Campeã mundial (Roma, 1987) e Europeia (Atenas, 1982; Estugarda, 1986; Split, 1990) da especialidade, atingiu o auge conquistando bronze (Los Angeles, 1984) e ouro (Seul, 1988) nos Jogos Olímpicos. Neste período, venceu as maratonas de Roterdão (1983), Chicago (1983 e 1984), Tóquio (1986), Boston (1987, 1988 e 1990), Osaca, (1990) e Londres (1991) e é a recordista, com seis triunfos consecutivos (entre 1981 e 1986), da conceituada S. Silvestre de S. Paulo, no Brasil, tornando-se assim uma lenda do desporto português e mundial.

“A Caminhada – Passo 7” Carnide Clube – Alverca 3-0

Cabeçalho modalidades

“O Abismo a olhar para nós!”

Numa jornada em que reconquistámos o primeiro lugar (em igualdade pontual com o CVA) é impossível não dizer que nos pusemos “a jeito”.

Este resultado põe nos na liderança do grupo e, no fim do dia, é tudo o que interessa!

Mas ….

Quando olharmos para esta época com o distanciamento necessário vamos ver que este poderia ter sido o dia em que deitámos tudo a perder e por nossa responsabilidade.

Tivemos uma semana difícil de trabalho com um problema interno, não soubemos encontrar em nós a motivação certa que este jogo requeria e por fim a entrada em jogo.

Bem sei que por muito que se diga e que se alerte os níveis de motivação não são os mesmos em todos os jogos e como se tudo isto não bastasse duas das nossas jogadoras mais influentes estavam com sintomas febris/gripais.

Tudo isto aliado a irmos jogar contra uma equipa sem a mínima pressão e com a qualidade do Alverca fazia com que tivessem reunidas as condições para um possível tropeço.

E, neste campeonato, onde lutamos pelo título qualquer derrota pode hipotecar toda uma época….

Sabíamos que de nada adiantava estar “com o ouvido” no jogo Lousã-CVA se não fizéssemos a nossa parte.

Quanto ao jogo… Entramos mal, bastante irregulares no S/O e sem energia. O segundo tempo foi pedido aos 7-17!!!

Se é verdade que estivemos muito mal para chegar a esse placard também é verdade que soubemos reunir, ver que tínhamos que mudar a disposição mental e foco (acima de tudo), jogar um ponto de cada vez e usar da nossa experiência e maior qualidade. Estivemos muito bem na recuperação no nosso sistema defensivo e o nosso serviço esteve a níveis muito elevados. O Alverca tremeu com o aproximar no marcador e fechamos o set 27-25!

O segundo set foi mais tranquilo. Estivemos melhor desde o início e o Alverca sentiu o peso da derrota naquelas circunstâncias no 1º set. Fechamos com naturalidade 25-21.

2-0 Susto contornado (pensávamos nós) e voltamos a entrar apáticos e sem energia máxima no 3º set. Mais uma vez estivemos a perder por grande margem e ao nível do 1º set tivemos que fazer algo mais para ir buscar o set 25-23.

Resumindo por vários motivos estivemos abaixo, fica o aviso mas também a nota de que num jogo menos conseguido (acontece a todas as equipas) soubemos ter a calma e acima de tudo a qualidade colectiva de conquistar os 3 pontos.

Com o desaire do nosso adversário mais directo na Lousã a tabela classificativa encontra-se assim em vésperas do Aveiro-CC:

carnide

Impossível estar mais empatado!

O jogo do próximo domingo decidirá tudo! É um luxo que entrando no 8º mês da época estejamos em 1º com tudo na mão para sermos campeões!

É cruel que uma destas equipas tenha que ficar para trás mas não é altura para mexer com a história! Esta época terá tons de azul e amarelo e para a semana olharemos com emoção para esta crónica que relatará, certamente, um jogo emocionante e de grande qualidade.

O vencedor será o CARNIDE. Elas merecem! Até para a semana!