📲 Segue o Bola na Rede nos canais oficiais:
Início Site Página 9864

Mais uma final, desta vez no Bessa

0

sl benfica cabeçalho 1

Mais uma semana, mais uma final. Domingo, o Sport Lisboa e Benfica enfrenta um novo desafio no caminho da possível revalidação do título de campeão nacional. Como adversário, a turma encarnada terá o Boavista, clube histórico do futebol português. Apesar de não ser a equipa de outros tempos, a turma do Bessa dificulta sempre a vida a qualquer equipa que visite o seu estádio, principalmente aos três grandes.

Com uma raça tremenda, e com o apoio dos seus adeptos, a equipa orientada por Erwin Sánchez faz de tudo para ganhar pontos na sua casa. O Benfica vai então encontrar uma equipa muito compacta, com um bloco muito baixo, à espera do erro adversário para sair no contra-ataque.

Vai ser necessário ter calma, ter discernimento na altura do último passe e acima de tudo é preciso ter muita concentração em todos os momentos do jogo. Para ganharmos este jogo, temos de saber desequilibrar, temos de ter um Raúl Jiménez muito trabalhador e focado para conseguir abrir espaços no eixo da defesa, um Jonas com faro de golo e um colectivo “trabalhador” durante todo o jogo.

Lisandro é a novidade para a deslocação ao Bessa. Depois de uma paragem de um mês, o jogador volta a ser opção para Rui Vitória Fonte: SL Benfica
Lisandro é a novidade para a deslocação ao Bessa. Depois de uma paragem de um mês, o jogador volta a ser opção para Rui Vitória
Fonte: SL Benfica

Com um Boavista provavelmente a entregar as despesas do jogo ao Benfica, a turma de Rui Vitória terá de ter a inteligência e a calma necessária para saber “desmontar” a muralha defensiva dos axadrezados e marcar golo o mais rápido possível. Deste modo, a estratégia do treinador do Boavista terá de se adaptar ao resultado desfavorável, o que implicaria um futebol mais atacante, abrindo-se assim mais espaços, que ajudariam os jogadores do Benfica a desequilibrar com mais facilidade.

Neste desafio já poderemos contar com Lisandro e Renato Sanches, um regressado de lesão e outro de castigo; ambos jogadores importantes, que dão ao Benfica coesão no meio-campo e na defesa encarnada, pois Lisandro terá de ocupar o lugar de Jardel, que está castigado, e Renato voltará ao onze depois de ter cumprido castigo relativamente ao 5º amarelo que recebeu no encontro com o Sporting.

Espero, então, uma equipa com aquela “gana” de vencer, um Benfica com uma atitude de campeão. Temos de encarar este jogo, e todos os outros que disputaremos com humildade, porque “campeões precipitados”, por vezes acabam por não o ser.

Foto de capa: SL Benfica

Sporting CP 5-1 FC Arouca: Golear? Parece fácil

sporting cp cabeçalho 1

Assistindo ao primeiro quarto de hora da partida talvez ninguém dissesse que a equipa de Lito Vidigal iria quebrar hoje a boa série de jogos sem sofrer golos – pelo menos com tanta facilidade. O FC Arouca entrou com iniciativa ofensiva no jogo, cabendo-lhe as primeiras aproximações à baliza contrária, tendo sido comum assistir à tentativa de controlo da posse de bola na zona central do terreno e à vontade de estender o jogo.

Neste processo, e tal como tem sido comum nos adversários da equipa do Sporting CP, foi essencial o trabalho de Nuno Valente no bloqueio dos movimentos de William Carvalho, condicionando a primeira fase de construção leonina. Apesar da existência de uma boa oportunidade para o Sporting durante os primeiros 15 minutos, a mais flagrante pertenceu ao Arouca, que, se registou uma considerável propensão ofensiva neste período, deve agradecer ao esforço de Lucas Lima pelo flanco esquerdo.

Mas os minutos restantes da primeira parte vieram provar que a história seria outra. O Sporting entra em campo com o tradicional 4x4x2, porém, com especial parêntesis para a entrada de Bruno César para o lado esquerdo da defesa. Acabou por ser um pontapé de canto a desbloquear o marcador. Uma defesa à zona por parte do Arouca cedeu ao permitir a existência de espaço, permitindo o término ao jejum de Teo Gutierrez.

Depois disso, a produtividade do Sporting aumentou, tendo sido João Mário o principal protagonista da primeira parte. Este jogador, e é importante dizê-lo, somente tem pecado pelos momentos de menor produtividade. Mas até neste parâmetro se esmerou. Golos com teor técnico, embora com espaço, e a agressividade fantástica na recuperação e na construção de ataques tornam cada vez mais pertinente a invenção de um cognome que apelide a qualidade deste atleta.

Sendo certa a facilidade que o Arouca ofereceu ao Sporting, tanto no excesso de espaços como na falta de rigor defensivo, é importante realçar a capacidade dos jogadores do Sporting no momento de progredir no terreno em construção de raiz e nas saídas em transição, parecendo-me justo realçar o papel de Teo, não só pelos golos que marcou, como pela inteligência de movimentos, caindo para o lado esquerdo e libertando Bryan, tal como no segundo golo da partida. A primeira parte foi verde e branca, com o intervalo a chegar já com goleada.

Foi precisamente o resultado que possibilitou à equipa leonina uma nova gestão do jogo na segunda parte, que começou, como na primeira, com alguma iniciativa do Arouca no controlo da posse, claramente na pretensão de evitar um forte fluxo inicial do Sporting. Mas foi a equipa de Jorge Jesus que acabou por voltar a marcar, desta vez com um golo de Bryan Ruiz, num lance paradigmático do trabalho táctico do Sporting. De novo um movimento lateral de Slimani, a aparecer no lado esquerdo do ataque convidando o segundo bloco leonino a penetrar na área. E aqui volta a ser necessário frisar o trabalho de João Mário: a forma como coloca a bola ao dispor de Bryan Ruiz para a finalização em classe, impossibilitando o corte da assistência medindo a intensidade do passe, é de mestre.

Numa altura em que Sporting sentenciava o jogo e iniciava a sua fase de gestão com as saídas de peças fulcrais – Adrien e Slimani, e a entrada de jogadores similares nas posição, Aquilani e Barcos -, e um pouco contra a corrente, o Arouca chega ao golo através de uma execução de Gégé, conseguindo intrometer-se no marcador e dar alguma instabilidade à postura leonina, chegando nos minutos que se seguiram com alguma facilidade à baliza de Patrício. Embora um golo sofrido, mesmo em goleada, abale sempre qualquer equipa, este Sporting continua a não registar a capacidade de reacção certa após sofrer um golo, como na jornada passada, e permitiu ao Arouca chegar ameaçadoramente às zonas de maior perigo.

Teo
Teo “Guterres” finalmente voltou aos golos com a camisola leonina
Fonte: FPF

A segunda parte voltaria a ser dominada pelo Sporting, cuja intensidade se revelou menor num jogo já controlado na tática e no marcador. Há, no entanto, algo importante a referir: a adaptação de Bruno César foi aposta ganha por Jorge Jesus. Foi ao brasileiro que coube a tarefa da marcação de Mateus, o exímio velocista do Arouca nos arranques do contra-ataque. Embora o treinador do Sporting pudesse apostar em Esgaio, habituado à posição, preferiu arriscar ganhando a qualidade visível no lado esquerdo, onde Bruno César, capaz de se fixar nas zonas altas, libertava Bryan Ruiz para a assessoria na zona central – onde não deixa de ser menos mestre do que na ala. Parece que Jorge Jesus continua a manter o estatuto de especialista no tratamento da zona lateral da defesa, à imagem daquilo que tem feito ao longo da sua carreira.

Uma fase final menos agressiva, embora com alguns apontamentos ofensivos interessantes no ataque, confirmou aos poucos a gestão que o Sporting quis fazer, e com pleno direito. Um forte comportamento na primeira parte chegou para a equipa leonina resolver a partida, ficando, porém, a ideia de que na segunda parte, e caso Jorge Jesus o quisesse, uma mão poderia não chegar para contar os golos. Golear parece fácil.

 

A Figura:

João Mário – Creio que estamos perante um caso raro. Apesar de jovem, João Mário é um jogador tremendo, não só pela técnica que detém, mas também por ser um jogador completo e preponderante na manobra táctica do Sporting. Defende bem, ataca ainda melhor e, vejam, também marca.
O Fora-de-Jogo:

Lito Vidigal –  O Arouca está a fazer uma boa época, e o seu treinador tem mérito nisso. Mas, após uma boa série de jogos sem sofrer golos, acabar a primeira parte com quatro golos sofridos tem de ter alguma tradução. Muito espaço e pouco rigor defensivo. O Arouca, e Lito Vidigal, pagaram caro o demérito pouco habitual.

Foto de Capa: Bola na Rede

Sporting CP 2-1 SL Benfica: Mais um espetáculo entre duas grandes equipas

0

cab futsal

Mais uma épica batalha entre Sporting e Benfica, com os Leões a conseguirem vencer por 2-1, apanhando assim o Benfica na liderança com menos um jogo, que as águias anteciparam em virtude da sua participação na UEFA Futsal Cup.

O Sporting entrou mais afoito no encontro, perante um conjunto encarnado mais na expetativa, algo que se comprova pelas estatísticas do encontro, que ao intervalo mostravam enorme superioridade leonina. O coroar dessa superioridade aconteceu com o golo de Cavinato, dando após o terminus da primeira metade uma vantagem justíssima ao Sporting. Na segunda metade, o Benfica tentou encostar o leão um pouco mais às cordas, aparecendo mais predisposto para assumir as despesas do encontro, como era evidente tendo em conta o resultado desfavorável. Um lance de contra-ataque rápido iniciado no guarda-redes espanhol Juanjo, que assistiu Patias para um remate desviado pelo defesa, permitiu a Rafael Hemni empatar assim a partida à boca da baliza. O momento alto da partida deu-se pouco depois, com uma assistência fabulosa do guarda-redes Marcão para Fortino, com uma precisão tal que parecia um passe teleguiado, direitinho para a cabeça do italiano, que voltou a dar vantagem à equipa da casa, algo que incendiou autenticamente as bancadas do pavilhão, cuja maioria era obviamente afeta à equipa verde e branca.

Fortino, grande contratação do Verão a valer mais um triunfo Fonte: Sporting CP
Fortino, grande contratação do Verão a valer mais um triunfo
Fonte: Sporting CP

Já perto do fim, quando o (ainda) líder do campeonato tentava recuperar o défice no marcador, eis que Jefferson cai junto à área do Sporting e, já amarelado, protesta veementemente na direção do árbitro. Não vou estar aqui a discutir sobre se, de facto, era ou não uma falta passível de ser assinalada, mas, sim, a falta de controlo emocional do jogador encarnado. Bem sei que as emoções num dérbi são bastante complicadas de controlar, mas Jefferson tem que saber guardar as emoções para si e nunca discutir daquela maneira com a autoridade máxima do jogo, ainda para mais tendo já um amarelo na sua conta pessoal, arriscando a expulsão e assim prejudicando imenso a sua equipa.

Olhando para o jogo na sua totalidade, a vitória dos Leões acaba por não sofrer qualquer contestação, pois o Sporting foi sempre a equipa que procurou mais ativamente a vitória, salvo quando estava na frente do marcador, em que a preocupação maior foi manter a (escassa) vantagem até ao fim. Com a vitória de hoje, passa a haver novo líder na Liga Sport Zone, embora o Sporting tenha um jogo em atraso em relação ao Benfica. Não é uma vantagem que garanta alguma coisa no que diz respeito ao campeão nacional mas, das últimas 11 edições do campeonato português, em nove delas o primeiro classificado na fase regular acabou por ser campeão no fim da época. É uma percentagem alta (cerca de 82%), e pode querer dizer alguma coisa…

Foto de Capa: Sporting CP

Carne para Canhão

0

sporting cp cabeçalho 2

Sempre me avisaram de que conforme a idade avança menos paciência se tem para lidar com pessoas que são apenas um enorme desperdício de tempo. É um facto. Quanto mais anos de vida acumulo menos paciência tenho para os chamados “Zequinhas” (roubei a expressão ao Nuno Duarte, mais conhecido por Jel). Ora, quem são esses Zequinhas?

Trocando por linguagem corrente e moderna, são os “Haters”. A única coisa que sabem fazer é criticar destrutivamente e rebaixar aqueles que têm a coragem de fazer alguma coisa. Sim, porque para se fazer, criar, expor as suas criações, sejam elas de que natureza forem, é preciso coragem.

Esta é a coragem que tem de caracterizar aqueles que ocupam os cargos de liderança e que dão a cara pelo projecto que têm em mãos. Qualquer pessoa que se aproveite da sua própria inércia para que o único esforço despendido seja em críticas destrutivas a quem ocupa estes cargos de liderança não é merecedor de qualquer tipo de atenção nem credibilidade. Com a velocidade e a disseminação de informação hoje em dia, cada vez mais as pessoas que ocupam estes cargos de liderança em que têm de tomar decisões são expostos à energia negativa daqueles que não fazem nada. Isto acontece em todas as áreas e o desporto não é excepção.

Quando Bruno de Carvalho foi eleito presidente do Sporting Clube de Portugal, o clube estava a passar pela pior fase de sempre, causada pelo acumular de anos de má gestão. Parece que muitos se esqueceram disso mas foi só há três anos atrás que Bruno de Carvalho chegou ao cargo de maior responsabilidade no clube e começou logo a fazer a diferença no primeiro ano de trabalho. Não é preciso uma análise muito meticulosa ou profunda; basta termos em conta o rendimento de Adrien para compreendermos a influência e o trabalho positivo de BdC. Após, emprestado ao Académica de Coimbra, ter sido um dos protagonistas do clube, ajudando-o a vencer a taça de Portugal numa final frente ao Sporting, Adrien travou uma guerra com a direcção de Godinho Lopes para renovar o contrato com o clube. Levou a sua avante, teve um tremendo aumento de ordenado e uma valorização que não se refletiu de maneira nenhuma nos relvados, sendo para mim uma das maiores desilusões da altura, tendo em conta as expectativas que tinha nele.

Um dos muitos exemplos das estratégias dos indolentes. Fonte: Sporting CP
Um dos muitos exemplos das estratégias dos indolentes
Fonte: Sporting CP

A verdade é que o crescimento e o rendimento de Adrien como jogador e a sua importância indiscutível para o Sporting começam com a posse de BdC como presidente e Leonardo Jardim como treinador, num percurso que o tornou hoje no capitão de equipa, admirado por qualquer adepto do clube, ou de futebol. Adrien é apenas um exemplo duma análise muito supérflua ao bom trabalho e à influência positiva que, de uma forma geral, Bruno de Carvalho tem feito no Sporting CP.

É indiscutível que durante estes anos tem sido um presidente dedicado a defender o clube que representa e as suas convicções, por vezes fazendo-o de forma demasiado emotiva e pouco racional (minha opinião), tomando algumas decisões aparentemente arriscadas, com o objectivo de devolver ao Sporting a grandeza que definitivamente caracteriza e deve caracterizar o clube.

Shakhtar Donetsk: Venham os ucranianos

internacional cabeçalho

Numa semana irregular em que começa com uma goleada sofrida em Belém e em que acaba de marcar pela segunda vez na sua história, e presença nos quartos-de-final da segunda grande competição europeia, o Sporting Clube de Braga volta a fazer história e irá agora defrontar os ucranianos de Donetsk, o FC Shakhtar.

Num sorteio que acabou por ser satisfatório, dadas as presenças de equipas como o Borussia Dortmund, o Liverpool e o atual bicampeão Sevilha, o atual segundo classificado do campeonato ucraniano, a três pontos do líder Dínamo, não será tarefa fácil de todo, e a prova disso é o facto de ter eliminado o Schalke 04 e o RSC Anderlecht.

O FC Shakhtar dispensa apresentações e, apesar de ser presença regular na Liga dos Campeões, procura repetir a sua única conquista europeia em 2008/09, em que foi campeão, vencendo o Werder Bremen F.C. na final por duas bolas a uma.

O clube liderado por Mircea Lucescu conta com 23 vitórias, quatro empates e sete derrotas, marcando 79 golos e sofrendo 34 vitórias. Note-se que cinco destas derrotas, com 16 golos sofridos, foram concedidas na fase de grupos da Liga dos Campeões, onde teve que medir forças com duas superpotências europeias, o PSG e o Real Madrid.

Dentinho faz parte da significativa "armada" brasileira do Shakhtar Fonte: FC Shakhtar
Dentinho faz parte da significativa “armada” brasileira do Shakhtar
Fonte: FC Shakhtar Donetsk

À imagem do seu treinador, o F.C. Shakhtar continua a apresentar um futebol de cariz ofensivo com muitos golos e, apesar de ter perdido o seu melhor marcador e um dos melhores marcadores da Europa para os chineses do Jiangsu Suning, continua a ser uma equipa que marca bastantes golos e apresenta movimentações ofensivas e objetivas idênticas àquelas que nos habituámos a observar nos últimos anos.

Com a instabilidade vivida na Ucrânia, a dificuldade em contratar jogadores aliou-se à venda, de certa forma forçada, de peças fundamentais como Mkhitaryan, Willian, Fernandinho, Douglas Costa, Luiz Adriano e, neste mercado de inverno, Alex Teixeira.

Gerou assim receitas na ordem dos 174 milhões de euros apenas com estes seis jogadores, possibilitando a compra de jogadores como Bernard, Fred, Taison (peças fundamentais do clube ucraniano) e muitos outros jogadores, maioritariamente sul-americanos como Dentinho, Wellington Nem, Facundo Ferreyra, Fernando, Ismaily, entre muitos outros.

Ángel, a grande nódoa do plantel

0

fc porto cabeçalho

Depois de um longo interregno de escrita (por motivos universitários e desportivos) eis que volto “à carga” no BnR, desta feita com um assunto que desde o ano passado me tem deixado com a “pulga atrás da orelha”: José Ángel.

Quando o lateral esquerdo chegou ao Dragão, com um percurso imaculado pelas seleções jovens da poderosa máquina espanhola e passagens por clubes como Roma ou Real Sociedad, vi nele uma boa opção para a possível ausência de Alex Sandro, lateral de luxo que estaria em vias de sair.

Pois bem, grande foi a minha expetativa, grande foi a minha desilusão. Parafraseando o rapper português Valete numa música em alusão ao Sporting de Paulo Bento e concretamente sobre Pereirinha, Ángel é um “lateral vegetal: mal ataca, mal defende”… Contam-se pelos dedos de uma mão os cruzamentos que o espanhol consegue fazer chegar à área, e não existem mãos nem dedos que cheguem para contar os cruzamentos falhados, para fora ou intercetados muito antes sequer de entrar na área.

Erros atrás de erros. Por exemplo, os golos sofridos frente ao Borussia em casa, os dois golos sofridos com o Moreirense e os golos recentes do Arouca tiveram um denominador comum: mau posicionamento defensivo de Ángel. É incrível a facilidade com que o número 14 dos Dragões é ultrapassado pelos adversários e, pior, é o típico jogador que só vê a bola, deixando as costas livres para, se necessário, ir cortar um cruzamento à lateral oposta, deixando o seu lado completamente livre e sem ninguém, o que tem custado muitos golos. E poderíamos falar de muitas mais coisas negativas do jogador, que foi, de longe, a “prendinha” mais envenenada que Lopetegui deixou para Peseiro.

Ainda assim, penso que o atual timoneiro azul-e-branco (digo atual, pois a conferência de Villas-Boas no final do Zenit-Benfica, fazendo alusão ao seu portismo, foi o “assinar” de um contrato verbal com os Dragões, e assim o espero!), José Peseiro, depois de mostrar uma enorme coragem ao lançar Chidozie na equipa principal, tem agora medo de lançar o jovem Verdasca quando se vê limitado de centrais, desposicionando o melhor lateral da liga para o centro (Layun) e vendo-se obrigado a jogar com Ángel, que quanto a mim não tem lugar em 90% das equipas da primeira liga. Pior que tudo, o jovem Victor Garcia, que é de longe o melhor lateral da segunda liga portuguesa e tem feito excelentes jogos sempre que chamado ao plantel principal, pode perfeitamente jogar na ala esquerda! Enfim.

José Ángel nunca convenceu desde que chegou ao FC Porto Fonte: FC Porto
José Ángel nunca convenceu desde que chegou ao FC Porto
Fonte: FC Porto

Custa-me dizer mas… Este pobre (em termos futebolísticos) lateral esquerdo recorda-me flops como Sankaya, Areias, Stepanov, João Paulo, Ezequias ou Mário Silva, com a diferença de que todos (ou quase todos) os nomes que referenciei foram campeões, certamente não pelo fraco contributo que os mesmos deram…

Que saudades tenho do “bad boy” Fucile, do “loco” Álvaro Pereira ou do “certinho” Sapunaru… Até de Marek Cech! Isto para não falar dos enormes Danilo ou Alex Sandro, que tão criticado fui quando escrevi que bastaria saírem do Porto para Dunga olhar para eles e irem para a seleção canarinha ocupar os lugares dos velhotes Dani Alves e Marcelo… Quem diria, ein?

Sendo que este campeonato (mais uma vez liderado pelas vergonhosas arbitragens que constantemente puxam o mesmo clube para cima e afundam quem querem e convém) está praticamente decidido, é hora de começar a arrumar de vez a casa em péssimo estado deixada por Lopetegui e mandar embora jogadores como Casillas, Maicon, Indi, Marega, Varela e Evandro e perceber até que ponto compensa manter o “não larga a bola e só joga bem na Europa” Brahimi, Aboubakar ou Maxi Pereira… O plantel precisa de uma lavagem urgente, tão urgentemente quanto necessita de títulos…

Felizmente, o pesadelo “Ángel no Dragão” parece estar a chegar ao fim, pois tenho a informação (não revelarei fonte nem dou 100% de certezas) de que o lateral, sendo um pedido expresso de Lopetegui, será “despachado” no final da corrente temporada e o jovem Rafa, entretanto cedido à Académica, fará parte do plantel 16/17.

Vamos lá, presidente; é nestas alturas que a sua palavra é chave!

Foto de Capa: FC Porto

“A Caminhada – Passo 6” Carnide Clube – Lousã V.C. 3-2

cab Voleibol

Com sorte, até ao fim da época, teremos o prazer de assistir a 3 ou 4 jogos como o CC-Lousã.

Independentemente de tudo o que esta época ainda tenha para nos contar mora em Carnide uma das melhores equipas do País na sua divisão e a jogar um voleibol com uma qualidade que só é superada pela garra e atitude que demonstra.

Jogamos contra, não haja a mínima duvida, uma equipa belíssima e cheia de talento. Este LVC é extremamente organizado e tem na central nº8 uma jogadora de eleição.

O último set é uma descarga de adrenalina sem preço num hino ao voleibol. Teve tudo! Mas o destaque vai para a emoção que trouxe… e, no que a nós diz respeito, aquela última sequência feita daquela maneira com a saída da Bia do banco nem nos melhores dramas do cinema seria tão bem escrita. Foi uma prova de grupo, foi épico e foi imensamente merecido personificado na pessoa ideal!

Houve notável noção da maratona que seria o jogo por parte do LVC, que o abordou muito bem, soube mudar cedo e acima de tudo teve a calma para resistir ao impacto dos 2 primeiros sets. Os 2 seguintes foi libertar um pendor incrível de disponibilidade física e qualidade, não fosse este um jogo imprevisível e que muda a qualquer momento e, contra outra equipa qualquer essa recuperação tinha-lhes dado a vitória. Mas não ali, não contra o CC, não contra este grupo! Encaramos a negra com a seriedade possível e fomos buscar ao talento individual e a profundidade do plantel o que nos faltou. Depois é a alma de toda uma equipa a correr a mil a hora, é o saber que isto no fundo é mais emoção que outra coisa qualquer e que se acreditarmos o suficiente, tivermos coragem e estivermos juntos ninguém nos roubará o sonho!

Nestes jogos, o voleibol é outra coisa qualquer, com vida e vontade própria.

A Lousã que não tente perceber o que aconteceu. Fez tudo o que qualquer equipa podia para ganhar o jogo.

Nem tudo é Farinha do mesmo saco

0

sporting cp cabeçalho 2

Vou escrever este texto como sportinguista que está cansado de tanta (des)informação no futebol português.

Mas comecemos pelo início, que deveria ser onde tudo começa (desculpem a redundância) …

Neste mundo, onde se dá total liberdade e condições para que um auto denominado “estado islâmico” prolifere e semeie pânico e terror a seu bel-prazer conseguindo cada vez mais seguidores, onde um dos mais fortes candidatos à presidência de um país que se auto denomina como o baluarte da democracia e país de oportunidades é alguém que defende uma limpeza étnica e defende o uso massivo de armas, onde alguém é aceite para um alto cargo político de forma a não poder ser julgado por determinados crimes, só pode ser um mundo de loucos.

Todas as entidades acima referidas, para conseguirem estar na situação em que estão, usaram a mensagem certa para o público a que se dirigiam. Ou seja, a informação que se dá não tem que ser a certa, tem que ser a que o público quer ouvir.

Assim sendo, e porque é verdade que nos tempos actuais a comunicação tem muita força, as entidades só têm que ter uma comunicação eficaz e eficiente, de forma a encontrar a mensagem certa para quem a vai consumir.

Inventar problemas entre BdC e Jesus é um dos hobbies favoritos dos amigos de João Gabriel Fonte: Artista do Dia
Inventar problemas entre BdC e Jesus é um dos hobbies favoritos dos amigos de João Gabriel
Fonte: Artista do Dia

Se a mensagem se dirigir a uma “população” com determinados gostos, interesses, e com motivações geradas por determinados temas, então terá que se usar uma mensagem que chame a atenção através de um tema para o qual esse universo está mais predisposto.

Ora, reflectindo isto para o universo do futebol português da actualidade, os órgãos de comunicação encontraram uma “mina” (não das usadas em armamento bélico, mas daquelas onde se encontram pedras e metais preciosos – sendo que os dois casos geram riqueza.), uma vez que podem usar interesses opostos para criar uma guerra entre dois universos com interesses e gostos opostos.

Evitar (todos) os erros

0

sl benfica cabeçalho 1

Faltam oito finais e nenhuma pode ser negligenciada. O jogo do ano (ou do título) será sempre, a partir daqui, aquele que se segue, disputado em casa ou fora, qualquer que seja o adversário. O Benfica depende apenas de si para manter o 1.º lugar; para chegar ao tricampeonato 29 anos depois. Porém, qualquer erro, qualquer desconcentração ou qualquer relaxamento podem alterar, por completo e de imediato, esta situação, esbanjando a equipa uma vantagem que conquistou com todo o mérito e toda a justiça – e já agora: no sítio e na hora certas.

Quando Mitroglou – o avançado relegado pelos rivais e com que o Benfica se tem vindo a contentar (até ao momento autor de 19 golos nesta época) –, festejando mais um golo, mais uma vitória e mais uma goleada, despiu a sua camisola aconteceu exactamente, num resumo dum segundo imperfeito, tudo aquilo que nesta fase não pode acontecer ou que, no mínimo, deve ser evitado: um erro, uma desconcentração e um relaxamento. Pouco me importam as suas razões, se o acto foi ou não intencional, instintivo ou reflectido, se foi estratégia ou, simplesmente, uma explosão de alegria.

Numa ou noutra justificação, a resposta peca sempre por desvirtuar a forma de ser, de estar, desta equipa (e do seu treinador) e que tão bem explica (a todos os defensores da verdade desportiva) a sua actual posição, quer em Portugal quer na Europa dos oito. Ao grego faltou concentração ou, como alternativa, consideração pelo próximo adversário. Pelo sim, pelo não, escolho acreditar na primeira hipótese – cometer um erro acontece a todos e Mitroglou, na verdade, já conquistou crédito para, desta vez, ser perdoado.

Estratégia ou esquecimento? Um erro. Fonte: SL Benfica
Estratégia ou esquecimento? Um erro
Fonte: SL Benfica

Trabalho e humildade

O Benfica desloca-se ao Bessa. O Boavista está longe dos seus tempos áureos; no entanto, o seu recinto sempre foi, e continua a ser, sinónimo de grandes dificuldades. Apesar da confiança – que se sente no relvado e se propaga no apoio de milhões –, a base para esta vitória terá sempre de passar pela receita de sucesso demonstrada, semanalmente, em cada lance e em cada jogo: muito trabalho e muita humildade. É fundamental respeitar o adversário e jogar, do primeiro ao último minuto, como se tudo se resolvesse aqui e agora, de preferência, usando do talento colectivo e individual de que dispomos.

Sonhemos

0

cab premier league liga inglesa

No final do ano passado, no dia seguinte ao Boxing Day, referente à jornada 18 da Premier League, assinei um artigo cuja ideia principal incidia sobre a alta probabilidade de Leicester e Watford (na altura, duas grandes sensações) virem a cair. Não pela falta de qualidade, mas pelos índices físicos que o futebol inglês exige e pela simplicidade dos seus processos poder ser facilmente anulável não só pelo conhecimento das respectivas manobras, mas também pelo maior investimento de outros emblemas nos respectivos plantéis, já para não falar da fortíssima hipótese de, sobretudo o Leicester, poder ver-se privado de referências como Vardy ou Mahrez.

Na altura, o Leicester era líder, com 2 pontos de vantagem para o Arsenal e com 3 para o City, enquanto que o Watford ameaçava o 6º lugar, de acesso à Europa, na altura ocupado pelo Manchester United, com quem divida o posto.

Passados 2 meses e meio e 12 jornadas da Liga inglesa, e apesar de estar em boa posição de discutir presença nas meias-finais da FA Cup, os comandados por Quique Flores caíram muito, tanto a nível exibicional como pontual, dando sentido à lei insensível e imperdoável dos números e das probabilidades: seu jogo passou a ser mais facilmente manietado, resultando em apenas 9 pontos somados em 36 possíveis.

Okazaki festeja o 1-0 ante o Newcastle. Um golo de mais uma vitória rumo ao sonho Fonte: Leicester City
Okazaki festeja o 1-0 ante o Newcastle. Um golo de mais uma vitória rumo ao sonho
Fonte: Leicester City

Já o Leicester manteve-se no topo da tabela classificativa.  Desde aí, tremeu um pouco, somando 5 partidas sem vencer em 6 jogos disputados em todas as competições (incluindo FA Cup, portanto), mas não deu a liderança de bandeja a ninguém, recusou-se a ceder e, de seguida, venceu três jogos consecutivos, dois deles contra equipas com objectivos de maior responsabilidade (Liverpool e Manchester City). É certo que foi tropeçando depois disto, mas também contou com o atípicos deslizes da concorrência, que agora se encontra a uma distância considerável. O principal perseguidor passou a ser o Tottenham, que está a 5 pontos; o Arsenal já está a 11 e o City a 12 (ambos com o jogo a menos).