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Seja bem-vindo, King William!

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O Sporting venceu neste sábado o Estoril na Amoreira, regressando assim, provisoriamente, à liderança do campeonato. Os “verde e brancos” reagiram bem à derrota no dérbi e colocam alguma pressão sobre o Benfica, antes do jogo destes contra o Tondela.

Frente aos “canarinhos”, Jorge Jesus fez algumas mudanças surpreendentes no onze inicial. Os regressos de Rúben Semedo e Zeegelaar já eram esperados, devido à falta de ritmo de Paulo Oliveira e à ausência forçada de Jefferson. Contudo, Schelotto e Teo Gutiérrez foram, para mim, titularidades surpreendentes. O lateral ítalo-argentino continua sem me convencer, tanto a nível defensivo como a nível ofensivo. Alguns cruzamentos e até remates despropositados, aliados àquele corte “kamikaze” no último lance da partida, que só não deu golo devido a Rui Patrício, comprovam que é um jogador demasiado inconstante para alinhar num esquema defensivo alto e arriscado como o do Sporting.

Mostra muita raça e garra, mas isso por si só não chega. É preciso mais e, neste momento, penso que João Pereira tem mais capacidade para tal. Já no que toca ao avançado “cafetero”, não vou bater muito mais no “ceguinho”. Apenas desejo que JJ comece a preferir Barcos em relação a Teo, devido à falta de compromisso do colombiano para com a equipa.

Contudo, este último jogo trouxe várias coisas boas. Slimani quebrou o jejum, bisando na partida (o primeiro golo é de uma classe cada vez mais vista no argelino); Coates e Rúben Semedo voltaram a estar muito bem na partida (as dificuldades que um jogador da qualidade de Paulo Oliveira está a ter para regressar ao onze são prova disso); Rui Patrício voltou a dizer “presente”, sendo fundamental para segurar mais três pontos; e, por fim, a última grande novidade: William Carvalho.

William Carvalho tem sido cada vez mais preponderante nos "leões". Fonte: Sporting CP
William Carvalho tem sido cada vez mais preponderante nos “leões”
Fonte: Sporting CP

O número 14 leonino, depois de um início de época afastado das opções por lesão e de alguns meses com uma qualidade exibicional longe do que já vimos dele, tem estado a realizar bons jogos, o que é uma ótima notícia, tendo em conta que estamos na reta decisiva da Liga e cada vez mais próximos do Europeu. Frente a Vitória de Guimarães, Benfica e Estoril, ou seja, nos últimos três jogos do campeonato, o médio defensivo leonino foi sempre dos melhores da equipa, sendo muito influente na recuperação de bolas e na segurança que ajuda a transmitir ao quarteto defensivo.

Também por aí se diz que o Vitória e o Benfica tiveram apenas uma ocasião de golo frente aos “leões”, tendo sido o Estoril aquele que mais incomodou Rui Patrício. Infelizmente, o setor ofensivo não esteve tão forte nas duas partidas anteriores, tendo a equipa amealhado resultados negativos. Contudo, isso não apaga o rendimento do subcapitão “verde e branco”. A sua passada larga no meio campo voltou a superiorizar-se à dos médios e avançados contrários; tem jogado com a cabeça cada vez mais levantada e a braçadeira de capitão, que utiliza nas ausências de Adrien, tem-lhe assentado muito bem. William parece estar cada vez mais sereno e a assimilar melhor as ideias pretendidas por JJ para as suas funções dentro das quatro linhas.

Promete uma luta intensa com Danilo Pereira pela titularidade na equipa das quinas, o que é uma ótima dor de cabeça para Fernando Santos. Finalmente, temos William!

Espero que o número 14 dê seguimento a esta forma recente e continue em grande plano até ao final da temporada, ajudando o Sporting a cumprir o sonho de ser campeão em maio.

Uma última nota para os panfletos que foram espalhados na última sexta feira, em algumas estações de metro da capital portuguesa. Encontrei uma dessas “relíquias”, já ao final da tarde, e ri-me. Ri-me bastante enquanto lia as coisas que lá estavam escritas, lembrando-me de sete ou oito “pessoas” que já as disseram publicamente. É fácil imaginar quem são os cobardes que criticam Bruno de Carvalho, utilizando panfletos porque têm medo de o confrontar publicamente. Pois eu, como sportinguista,  só tenho uma coisa a dizer: tenho muito orgulho em dizer que sou adepto do clube que tem Bruno de Carvalho como presidente.

Pode falar demais no Facebook, pode dizer demasiadas verdades aos árbitros, verdades que eles não gostam de ouvir, mas ao menos luta, de forma clara, por valores nobres como a verdade desportiva, pela elevação e pelo regresso à ribalta do Sporting Clube de Portugal, ao contrário de presidentes e candidatos a presidentes que almoçam com os Mr.Burns desta vida ou de presidentes que fizeram negócios ruinosos como a venda de Eric Dier por cinco milhões de euros, em épocas em que nem sequer participámos nas competições europeias.

Bruno, faça o favor de continuar sempre com o pé no acelerador na defesa dos interesses do Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Sporting CP

 

Magomed Ozdoev – Os novos voos da águia inguche

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Em Dezembro de 2015, aquando da visita do Liverpool FC ao terreno do FC Rubin Kazan em jogo a contar para a fase de grupos da Liga Europa (UEFA Europa League), o carismático treinador dos Reds, Jürgen Klopp, terá alegadamente estado à conversa durante cerca de quinze minutos com aquele que é talvez um dos mais promissores médios do futebol russo e um elemento de elevada importância na manobra ofensiva do emblema do Tartaristão: Magomed Ozdoev.

O teor da conversa entre ambos é desconhecido, mas sabendo-se da capacidade de persuasão do técnico alemão, será, talvez, legítimo dizer-se que terá conseguido deixar o jovem Ozdoev a pensar em como seria a sua vida em Anfield Road. Segundo o empresário do talentoso médio russo, existem actualmente diversas equipas interessadas em negociar a transferência de Ozdoev com o FC Rubin Kazan, que terá fixado para o efeito uma cláusula de cerca de seis milhões de euros. Equipas alemãs, mas também inglesas, estarão na frente da corrida para garantir os serviços do médio russo para a próxima temporada, mas também o Spartak Moscovo de Dmitry Alenichev terá manifestado interesse em contar com o jovem atleta a partir do próximo Verão.

Ozdoev é oriundo de uma localidade rural e pobre com um nome verdadeiramente impronunciável, Ordzhonikidzevskaya, na República da Inguchétia no norte do Cáucaso, e surgiu no mundo do futebol num clube modesto da região chamado FC Angusht Nazran. As qualidades futebolísticas que já se conseguiam antever aos 16 anos de idade fizeram com que se mudasse de armas e bagagens para os escalões mais jovens do FC Terek Grozny, um clube com outro arcaboiço, que lhe proporcionou, primeiro, uma breve passagem pela segunda equipa do FC Dynamo Kyiv e, mais tarde, fixar-se em definitivo no FC Lokomotiv Moscovo. Foi no emblema moscovita que, em 2010 e com apenas 18 anos de idade, começou a dar conta de si e foi aos poucos procurando o seu espaço no meio-campo da equipa.

Magomed Ozdoev ao serviço do FC Lokomotiv Moscovo a fazer um jovem adepto ganhar o dia após ter recebido a sua camisola Fonte: sportri.ru
Magomed Ozdoev ao serviço do FC Lokomotiv Moscovo a fazer um jovem adepto ganhar o dia após ter recebido a sua camisola
Fonte: sportri.ru

As oportunidades, contudo, tardaram em chegar e uma média de 12 a 15 jogos por época, eram pouco condizentes com a sua enorme qualidade e potencial. Na temporada passada, talvez cansado de esperar, Ozdoev procurou outras paragens e saiu por empréstimo para o FC Rubin Kazan, o emblema de maior destaque da República do  Tartaristão. Com Rinat Bilyaletdinov, pai do antigo internacional russo e jogador do Everton FC, ao leme da equipa, Ozdoev rapidamente conquistou o seu espaço no meio-campo encaixando na perfeição na função de organizador de jogo em zonas mais recuadas e elemento de ligação entre a defesa e a linha intermédia. Rinat Bilyaletdinov é um técnico conhecido pela sua capacidade em trabalhar e desenvolver jovens jogadores e com Magomed as coisas não foram diferentes.

Ozdoev participou em 32 jogos na temporada passada, cerca de 2500 minutos de jogo, e foi da maior importância para a boa época realizada pelo FC Rubin Kazan. O jovem médio inguche joga e faz jogar e nem mesmo a turbulência vivida pela equipa na primeira metade desta temporada, que espoletou a saída de Rinat Bilyaletdinov, fez esmorecer todo o talento de Ozdoev. A mudança de técnico não abalou minimamente o antigo jogador do FC Lokomotiv Moscovo e Valeriy Chaly, antigo adjunto de Bilyaletdinov, tem conseguido retirar o melhor do talentoso médio.

As exibições consistentes ao serviço do FC Rubin Kazan, que no passado Verão comprou o seu passe em definitivo, não lhe valeram, contudo, de forma algo incompreensível, o regresso à selecção, que já representou nos tempos de Fabio Capello, mas uma possível mudança para um grande clube do velho continente no final da temporada poderá fazer com que Leonid Slutsky mude de ideias.

Ozdoev é um médio versátil que desempenha variadíssimas funções no centro do terreno,  podendo actuar como armador de jogo mais recuado ou um pouco mais à frente como apoio aos avançados. O seu bom posicionamento em campo permite-lhe também desempenhar funções de cariz mais defensivo caso assim seja necessário. Magomed é um médio russo clássico, dotado de uma capacidade de passe de calibre elevado e de um sentido de jogo absolutamente notável. Os seus movimentos em campo mostram-nos um jogador com uma inteligência tremenda dentro do terreno, capaz de arcar com as responsabilidades de carregar a equipa nos momentos mais complicados.

Ozdoev ao lado de Denis Glushakov numa das suas passagens pela equipa nacional do seu país Fonte: rfpl.org
Ozdoev ao lado de Denis Glushakov numa das suas passagens pela equipa nacional do seu país
Fonte: rfpl.org

Numa altura em que o FC Rubin Kazan parece estar a voltar a crescer, como deixou transparecer a exibição da Jornada 19 da Liga Russa perante o FC Kuban Krasnodar, Ozdoev volta a assumir-se como o patrão do meio-campo da equipa, mas conta agora com a preciosa ajuda do talentoso médio croata Mijo Caktas, que chegou à formação tártara na passada janela de transferências, proveniente do HNK Hajduk Split.

Ozdoev já marcou um golo esta temporada, curiosamente contra o FC Terek Grozny, clube que representou na sua juventude, mas, ainda mais importante, é que já contribuiu com uma mão cheia de assistências para golo, tanto na Liga Europa como na Liga Russa.

Magomed tem tudo para ser um caso sério de sucesso, mas as decisões que tem a tomar quanto ao seu futuro nos próximos anos ditarão seguramente o nível que poderá, eventualmente, atingir. Ozdoev é o “herdeiro” de uma geração de futebolistas russos que, apesar de terem prometido bastante, ficaram claramente aquém das expectativas muito por causa da manifesta falta de ambição que revelaram. Esta nova fornada de jovens jogadores, na qual Ozdoev se insere, parece porém diferente daquela que a antecedeu, deixando prever um futuro muito risonho para um futebol que parece mergulhado num esmorecimento constante, como é o caso do futebol russo.

Foto de Capa: news.sportbox.ru

FC Porto 3-2 CF União: Mais do mesmo

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Após mais um resultado negativo para a turma de Peseiro, o FC Porto recebeu no Dragão um União da Madeira pressionado e a precisar de ganhar pontos. Os azuis e brancos alinharam novamente com uma defesa remodelada com a inclusão de Chidozie e de José Angel, estando Layún a ocupar a zona central da defesa ao lado do jovem nigeriano. Do lado dos Dragões, destaque também para a titularidade de Aboubakar e de Sérgio Oliveira. Na equipa insular, Norton de Matos também promoveu várias alterações no seu onze inicial face ao último jogo contra o Belenenses, nomeadamente a inclusão de Ricardo Campos, Diego Galo, Tiago Ferreira, Toni Silva e Miguel Cardoso.

O FC Porto entrou muito forte no início do jogo e tentou dar uma boa amostra ao pouco público que afluiu ao Dragão. O conjunto de Peseiro investiu muito numa troca de bola rápida e numa ligação forte entre o seu jogo interior e as suas alas. Já a equipa da Madeira tentou defender bem nos minutos iniciais e tentou aproveitar a velocidade dos seus avançados de maneira a procurar alguma descompensação da defesa portista. O FC Porto assumiu-se como dono e senhor do jogo desce cedo, pressionando bem e recuperando a bola depressa, mas não conseguiu criar um único lance de verdadeiro perigo. Depois de chegar várias vezes à área do União FC sem concretizar, os Dragões adiantaram-se no marcador aos 25´. Grande passe de Sérgio Oliveira a desmarcar Maxi e o uruguaio em esforço serviu Aboubakar para o primeiro golo da noite.

Aboubakar após ter inaugurado o marcador Fonte: FC Porto
Aboubakar após ter inaugurado o marcador
Fonte: FC Porto

O União tentou responder e chegou pela primeira vez à baliza de Casillas aos 34´, com um remate forte em arco defendido pelo guardião espanhol. Depois dessa oportunidade, o FC Porto procurou chegar ao 2-0 através da procura constante de desmarcações que descompensavam a equipa insular. Foi numa dessas desmarcações que proporcionaram uma grande oportunidade a Aboubakar, aos 36´. O camaronês esteve muito mal na finalização ao tentar fazer um chapéu que saiu horrível e acabou nas mãos de Ricardo Campos. Ao acabar a primeira parte o guarda-redes do União FC fez outras duas boas intervenções que negaram o segundo golo dos Dragões: a primeira a um cabeceamento de Herrera e a segunda a um remate de longe de Rúben Neves. Já no último minuto da primeira parte, a defesa azul e branca voltou a tremer como tantas vezes neste campeonato e Miguel Cardoso teve o empate nos pés, mas exagerou com fintas e acabou por perder a bola.

O resultado no final da primeira colocava os Dragões na liderança de forma justa, mas também colocava pressão em cima da equipa para o segundo tempo. O União FC teria que se aventurar mais na segunda parte para chegar ao empate e sair com algum ponto da cidade do Porto.

A segunda parte começou de forma idêntica à primeira. O FC Porto entrou forte e com vontade de ter o controlo do jogo através da posse de bola e só foram precisos seis minutos para se gritar golo no Estádio do Dragão. Herrera recebeu a bola já dentro da grande área do União FC, tirou um adversário da frente e fez um remate em arco que só parou no fundo das redes da equipa insular.

Norton de Matos quis mudar o rumo dos acontecimentos e fez entrar dois jogadores ofensivos nos primeiros quinze minutos: o goleador máximo da equipa Danilo Dias e o jovem venezuelano Cádiz. Já a equipa azul e branca não queria ficar por aqui e continuou a encostar o União FC à sua área. Para isso, a grande qualidade na troca da bola que os Dragões apresentaram foi crucial.  Mas a defesa do Porto continuou a mostrar as suas debilidades ao permitir que um cruzamento de Cádiz oferecesse mais um golo no campeonato a Danilo Dias. Estava feito o primeiro golo do conjunto de Norton de Matos que colocava muita pressão em cima dos jogadores do FC Porto e muitos nervos nos adeptos.

Herrera quis responder de imediato ao golo sofrido aos 62´ e num lance rápido de contra-ataque desperdiçou uma grande oportunidade que dava outra tranquilidade aos Dragões. O jogo tornou-se mais aberto na última meia hora de jogo uma vez que o União FC procurava o empate e a equipa da Invicta ambicionava o terceiro golo. Foi a equipa da Madeira que chegou ao empate apenas cinco minutos depois de ter reduzido a desvantagem. Cádiz aproveitou mais uma descompensação da defesa azul e branca e apesar de ter feito um remate torto, a bola sobrou para Danilo Dias que, mesmo em cima da linha de golo, empatou o jogo provocando uma grande revolta no público do Dragão.

Peseiro apostou na entrada de Suk para tentar chegar novamente à liderança do marcador e, nos últimos vinte minutos do jogo, o FC Porto encostou mais uma vez a equipa insular à sua grande área. Enquanto que os assobios e a onda de negativismo do costume assombravam as bancadas do Dragão, Corona rematou fortíssimo para o fundo da baliza de Ricardo Campos, dando vantagem à equipa do Porto aos 87´. Já em cima dos 90´, Brahimi teve nos pés a hipótese de matar o jogo com um remate forte de fora de área que foi defendido pelo guarda-redes da equipa visitante. No tempo de compensação, Marega entrou e Francisco Ramos estreou-se com a camisola principal do FC Porto, ajudando a equipa a defender um resultado que foi mais difícil de alcançar do que aquilo que se esperava.

A equipa de arbitragem liderada por Manuel Oliveira teve bem durante o jogo e só foi alvo de críticas num lançamento dado aos Dragões, uma vez que esse lançamento devia ter sido dado ao União FC. Na sequência do lance, o FC Porto fez o terceiro golo.

A Figura:

Norton de Matos –  Apesar do resultado, o treinador lisboeta fez com que o União FC jogasse bom futebol e conseguisse discutir o resultado até ao fim depois de ter estado a perder por dois golos. Acertou em cheio nas substituições que vieram a dar o empate à equipa Insular.

O Fora-de-Jogo:

A Defesa do FC Porto – Layún não é central, José Angel não é um jogador com nível para jogar no FC Porto e Chidozie ainda está muito verde para ser uma aposta credível. Mais uma vez a defesa dos Dragões voltou a tremer e a errar. Mas engane-se quem diz que a culpa é só da defesa. Muita falta de planeamento e muitas más decisões na gestão são os verdadeiros responsáveis por este fora-de-jogo semanal.

Foto de Capa: FC Porto

Estoril-Praia SAD 1-2 Sporting CP: Super & Mário

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Mais um jogo para a liga e nova revolução realizada por Jorge Jesus no onze dos leões. Tendo em conta o derby do passado sábado, foram cinco as alterações promovidas no Sporting. Coates foi o único a manter o seu lugar na equipa titular, tendo a companhia de Rúben Semedo no eixo defensivo. Zeegelaar e Schelotto assumiram as laterais e Teo voltou a fazer parelha com Slimani, relegando Ruiz para a posição de extremo.

Nas bancadas, hoje com o verde e branco como cores predominantes, ouvia-se a alto e bom som o apoio dos adeptos do Sporting ao seu clube e a tarja “A Guerra não se perde ao perder-se uma batalha” dava o mote para o acreditar leonino.

A resposta dos jogadores foi imediata e Slimani (quem mais poderia ser?) marcou o primeiro golo ainda antes do término dos primeiros cinco minutos, com um remate colocado. O lado direito dos leões,  Schelotto – que parece ser um extremo pela maneira como joga – principalmente, colocava Babanco em funções meramente defensivas; tentando os canarinhos surpreender através de Mattheus.

O jogo baixou em termos de intensidade, mas o Sporting nunca deixou de estar mais pressionante e de tentar procurar o segundo golo. Teo Gutierrez, por duas vezes, e Bryan Ruiz tiveram boas hipóteses para tal mas não conseguiram assustar Pawel Kieszek.

Já Coates e Semedo iam conseguindo anular a ameaça de Leo Bonatini e até por algumas vezes tentando sair a jogar; o central uruguaio é um verdadeiro patrão da defesa e é uma adição de qualidade a esta equipa de Jorge Jesus.

Ainda assim, o meio campo verde e branco ressentia-se da ausência de Adrien Silva; Aquilani não faz a mesma pressão sobre os adversários e não é tão lesto a sair a procurar linhas de passe como o capitão do Sporting. Ainda assim, estas lacunas não tiveram grande parte nesta primeira parte, uma vez que o jogo foi muito mais disputado nas zonas laterais.

Mesmo sobre o final do primeiro tempo surge o segundo golo dos leões. Um centro largo de Bryan Ruiz – onde Kieszek poderia ter feito mais e melhor – e Super-Sli faz o golo da tranquilidade.

Ao intervalo o resultado era justo e mostrava o que se passou realmente em campo. A equipa de Jesus continua a acreditar que pode quebrar o jejum e os adeptos continuam fiéis ao seu clube. Pela positiva destacavam-se Slimani, João Mário, Ruiz e Coates; no reverso da medalha encontrava-se o inevitável Teo Gutiérrez, que continua uma sombra do jogador que encantou na Copa América.

Slimani e João Mário foram os principais obreiros da vitória frente ao Estoril Fonte FPF
Slimani e João Mário foram os principais obreiros da vitória frente ao Estoril
Fonte FPF

A segunda parte começa com uma flagrante hipótese para o Estoril-Praia. Mendy, isolado perante Rui Patrício, tem tudo para fazer o golo estorilista, mas o guardião leonino faz uma enorme mancha e evita o tento da equipa da casa.

Rúben Semedo era o jogador mais em destaque nos primeiros 15 minutos, efectuando inúmeros desarmes providenciais e evidenciando a sua velocidade nas dobras, não permitindo aos comandados de Fabiano Soares criar grande perigo perto da área leonina.

Teo voltou a sair de jogo sem acrescentar nada aos leões, sendo por demais evidente que não é com o avançado cafetero que o Sporting poderá ter garantias de golos.

Com o desenrolar do segundo tempo o Sporting acabou por passar a controlar o jogo, baixando os níveis de pressão, o que levou a equipa da casa a acreditar. Aos 79′ Leo Bonatini reduz para a equipa da casa, na sequência de um pontapé de canto, colocando um interesse adicional na partida e aumentando o nervosismo nas bancadas.

Os últimos dez minutos foram assim disputados com um Sporting mais interventivo e a querer procurar o terceiro golo, sabendo que um golo do Estoril poderia ter repercussões graves na luta pelo título.

Os três minutos adicionais dados pela equipa de arbitragem trouxeram consigo o último fôlego da equipa passada, que subjugou os leões ao seu último reduto e obrigou Jesus a queimar tempo com a sua derradeira substituição, tirando João Mário para colocar Barcos.

Um final nada expectável perante o que as equipas mostraram em campo durante grande parte do encontro, mas o Sporting pode – e deve – continuar a acreditar.

 

A Figura:

João Mário – Critério e Classe. O médio leonino é o melhor jogador jovem do campeonato e é um prazer vê-lo jogar com a camisola verde e branca. Raramente falha um passe, raramente decide mal; é por demais evidente que tem que estar no Euro 2016.

O Fora-de-Jogo:

Teo Gutiérrez – O dia há de chegar em que o jogador colombiano não seja o jogador mais fraco em campo. Sem chama ou sem qualquer vontade de lutar pela disputa de bola, a teimosia (ou será acreditar?) de Jesus no número 19 dos leões acaba por parecer demasiado evidente.

 

Reportagem de Nuno Almeida e Vítor Miguel Gonçalves

Foto de Capa: Bola na Rede

Façam-nos felizes

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Benfiquistas, que fase que estamos a viver. Numa altura em que as competições se encaminham para o fim vemos um Benfica a liderar o campeonato e a depender apenas de si para ser campeão, um Benfica nas meias finais da taça da liga e nos quartos da Liga dos Campeões, coisa que já não acontecia há alguns anos. Depois de tanto sofrimento e de sermos tão rebaixados reerguemos-nos e voltamos ao lugar que temos ocupado nos últimos anos.
O inicio da nossa época em nada fazia prever esta enorme recuperação. Lembro-me de olhar para a nossa equipa e dizer para mim próprio que este ano seria para esquecer, seria um ano de transição, onde o mister teria de implementar o seu modelo de jogo e preencher as lacunas que o nosso plantel apresentava. Quem não se lembra da nossa pré época e do nosso arranque de época desastroso? O certo é que esse modelo foi assimilado mais rapidamente do que todos estávamos à espera e que aqueles que teriam de “nascer 10 vezes” se mostraram à altura para ir compensando as ausências inesperadas e para preencher os lugares onde tínhamos um défice de jogadores. Mesmo tendo sido criticado por tudo e todos, Rui Vitória conseguiu acabar com a brisa de descrédito que pairava sobre si e afirmou-se, não só nas competições nacionais mas também nas internacionais, o que torna esta época importante a nível de encaixes financeiros para o clube. Com um grande carácter, o mister vermelho e branco tem mostrado serviço de qualidade à frente da turma da Luz.
Rui Vitória ultrapassou todas as críticas e o 'seu' Benfica está em grande forma Fonte: #SL Benfica
Rui Vitória ultrapassou todas as críticas e o ‘seu’ Benfica está em grande forma
Fonte: #SL Benfica
A forma como “trabalhou” alguns jogadores da formação e os incorporou no onze e a veia goleadora que inseriu no Benfica são duas provas da excelente prestação que Rui Vitória tem tido, principalmente de Janeiro em diante. Apesar de por momentos termos duvidado, o certo é que a equipa não tremeu e conseguiu mostrar que união é a palavra que reina dentro do balneário encarnado. Com uma entrega enorme e com um espírito de sofrimento tremendo, o plantel encarnado tem ultrapassado os seus adversários sabendo jogar consoante os momentos do jogo e, acima de tudo, sabendo colmatar as suas lacunas.
Restam-nos nove finais, nove jogos onde os nossos corações vão palpitar desesperadamente, mas o futebol é isso mesmo, sem este nervosismo, sem esta incerteza não teria a mesma graça. Por isso, sem grandes euforias, vamos encarar todos os jogos com confiança e acreditar na nossa equipa, acreditar na vontade que eles têm de mostrar a tudo e a todos de que fibra são feitos os jogadores que carregam a águia ao peito.

Dois pesos e duas medidas também na defesa dos jornalistas

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“O SJ apela aos jornalistas que cobrem as actividades do FC Porto (…) para que continuem a desempenhar a sua missão com a maior coragem e a resistir à intimidação física ou psicológica”. Foi deste modo que o Sindicato dos Jornalistas (SJ) reagiu quando o jornalista Valdemar Duarte foi insultado por Pinto da Costa e agredido por vários seguranças em pleno Estádio do Dragão. Perante tal situação, a organização recomendou “coragem” e expressou “solidariedade”; já quando se trata do presidente do Sporting, Bruno de Carvalho (BdC), a denunciar o papel parcial de alguns jornalistas, coloca-se o governo ao barulho e aconselha-se os profissionais dos media “a procederem criminalmente”. Pequena nuance: quando, em 2009, o carro onde Pinto da Costa seguia atropelou um jornalista e seguiu viagem, o SJ foi menos audaz – na altura apenas disse apoiar a vítima “caso [esta] pretenda apresentar queixa”. Nada de conselhos, portanto.

Ainda esta temporada não acabou e o Sporting já teve um ministro (Pires de Lima) e uma deputada europeia (Ana Gomes) a tecer considerações sobre os seus destinos. Esta nota do SJ é, portanto, apenas mais um episódio deste exótico desfile de figuras de outros quadrantes da vida pública que só parecem querer meter a foice em seara alheia quando o assunto é o clube de Alvalade. Pela minha parte, não escondo que prezo muito a existência e o papel dos sindicatos – uma posição que, a propósito, não estou certo que seja muito popular nos dias que correm. É um facto que, sem eles, a nossa frágil democracia seria ainda mais de fachada, uma vez que a finalidade destes é equilibrar a balança patrões/trabalhadores dando voz aos que menos força têm.

Contudo, o desempenho de funções de responsabilidade, como é o caso do SJ, deve ser feita com equidistância, sob risco de se acabar a “bater” sempre nos mesmos. A este respeito, tenho pena de não ter guardado uma frase do jornalista Alexandre Santos, da RTP, escrita no Facebook a propósito de um episódio em que praticamente todos os jornalistas presentes numa conferência de imprensa do Sporting abandonaram a sala em protesto pelo atraso na apresentação de um jogador. Na altura, o referido jornalista era o único que não bradava slogans de peito cheio contra o Sporting, e aconselhou os colegas a não serem “fortes com os fracos e fracos com os fortes”. Quer se queira quer não, comparado com Porto e Benfica, o Sporting dos últimos anos era – e ainda é – muito mais frágil a todos os níveis. Desse modo, torna-se também um alvo mais apetecível para aqueles que querem “mostrar serviço”. No entanto, enquanto futuro jornalista, quero ser defendido de todos e não só daqueles contra quem é mais fácil engrossar a voz.

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Seria bom que o Sindicato se pronunciasse sobre este tipo de trabalhos pouco profissionais e a roçar a provocação

Consigo compreender que a chegada de BdC ao futebol português tenha subvertido a imagem de clube pacífico (e passivo) que muitos tinham do Sporting. Desta forma, e dito de forma simples, em vez de serem dois, agora são três a fazer barulho. Mas aí é que está: os outros dois não ensinam nada (nada mesmo!) tanto em matéria de inflamar as suas hostes como no que toca a boas relações com os media (aqui, contudo, é necessário fazer um parêntesis para esclarecer que as relações do Porto e, sobretudo, do Benfica com alguns meios de comunicação são até demasiado amistosas, e é justamente isso que o presidente do Sporting critica). Dito isto, apetece colocar algumas questões:

– onde estava o SJ quando Luís Filipe Vieira invadiu um estúdio da SIC em directo?

– não consta também que o SJ tenha tomado posição quando LFV apelidou, em 2005, vários jornalistas de “jagunços”, “lixo”, “porcaria” e os chamou de pessoas “sem valores de família”, acusando um profissional em concreto de “ser pago para dizer mal” através de “almoços, jantares e charutos” para depois escrever artigos “encomendados” (curioso constatar que, há uma década, Vieira era da opinião de que se podia corromper alguém através da oferta de refeições…). Por que motivo o SJ não actuou?

– onde estava o SJ quando o Benfica emitiu um comunicado a acusar, em tom irónico mas explícito, um jornalista do Correio da Manhã de fumar “substâncias proibidas”?

– onde estava o SJ quando Pinto da Costa empurrou um jornalista em directo?

– onde estava o SJ quando Pinto da Costa chamou “parolo” a um jornalista à frente das câmaras?

– onde estava o SJ quando (o mais do que reincidente) Pinto da Costa disse em directo que há jornalistas que “gostam de mexer no esterco”?

– onde estava o SJ quando Rui Cerqueira, ex-jornalista e depois funcionário do Porto, agrediu um antigo colega ao pontapé?

– onde está o SJ quando os jornais desportivos se dirigem, a um ritmo quase diário, a BdC como “Bruno”, e onde estava quando o jornalista d’A Bola, Fernando Guerra, escreveu um artigo intitulado “E agora, Bruno Miguel?”?

– onde estava o SJ quando um jornalista deturpou as palavras de Rui Vitória quando se dirigiu a Jorge Jesus, originando uma declaração evitável do treinador do Sporting?

– onde estava o SJ quando Alexandre Pais, à data director do Record, escreveu, em resposta a José Diogo Quintela, que a decisão de o jornal não investigar o Apito Dourado era deliberada porque os jornais desportivos não iriam “trair” o futebol. Eis as palavras exactas: “quando o futebol perder de todo a credibilidade – traído por aqueles a quem dá de comer – aos generalistas não faltarão outros temas para exibir barba rija. Mas, morto o futebol, o Record perderá a razão de existir. Que mexam no lixo que os tribunais largaram. Nós pertencemos a um circo que vive de emoções – de golos e de erros, títulos e de frustrações. E não temos vergonha disso.”

– Nuno Farinha, director-adjunto do Record que tem estado na linha da frente no que toca à divulgação da propaganda do Benfica (escrevendo, por exemplo, um artigo onde defende que Renato Sanches é o melhor jogador da liga), surgiu na gala dos encarnados ao lado de João Gabriel, director de comunicação do clube da Luz, que por sua vez foi recentemente surpreendido num restaurante enquanto almoçava com Octávio Ribeiro, o director do Correio da Manhã. Que comentário do SJ merece o comportamento de Farinha? Pelos vistos, nenhum.

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Onde estava o Sindicato dos Jornalistas quando Pinto da Costa empurrou um jornalista em directo?

Enquanto estudante de Jornalismo estou, como é óbvio, particularmente atento à classe profissional a que espero em breve vir a pertencer. Contudo, acontece que raras vezes oiço falar do SJ. Correndo o risco de poder estar a ser injusto para com pessoas que dispõem do seu tempo por acreditarem na necessidade de um jornalismo mais certeiro e independente, devo dizer que não vejo nesta organização a combatividade, a eficácia e a participação cívica que um sindicato por norma deve ter. Mesmo não querendo falar por mais gente, e estando consciente de que os tempos não estão para grandes sindicalismos, julgo que a maioria dos estudantes e jovens jornalistas que fui conhecendo também não vê no SJ um bastião incontornável no que toca à defesa da classe. E, de facto, há alguns motivos para isso. Uma vez que o SJ não é, como se sabe, um organismo orientado unicamente para o desporto, faz sentido alargar o leque de perguntas a outras áreas. Vejamos:

2016: O ano das Seleções – Parte 1

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cab corfebol

O ano de 2016 vai ser certamente muito atarefado para a Federação Portuguesa de Corfebol e os responsáveis das seleções. Estando quatro (!) competições de seleções previstas para este ano, todas com a participação da seleção portuguesa, e duas de enorme importância, este será um ano decisivo para confirmar, ou reavaliar, o ótimo percurso global dos últimos quatro anos feito pelas seleções nacionais.

Assim sendo, vamos analisar cada uma das competições em causa, sendo este artigo focado nas taças mundiais de sub-17 e sub-19.

Taça do Mundo Jovem Sub-17: Schijndel, Holanda, entre 18 e 20 março

Pela segunda vez na sua história, e segunda consecutiva, a seleção portuguesa estará presente no campeonato mundial de sub-17.

A afirmação da continuidade desta seleção é uma ótima novidade pois mostra a vitalidade da formação jovem em Portugal, para além de se tornar desde muito cedo um objetivo para todos os praticantes de Corfebol jovem em Portugal e um fator de motivação extraordinário para os mesmos.

Ainda recentemente Portugal não participava nem no escalão de sub-19 (durante alguns anos), o que demonstrou ser uma catástrofe ao nível da formação jovem e do número de jovens praticantes. Sendo a formação jovem uma das bandeiras da FPC, a participação consecutiva nos campeonatos sub-19, e agora a aposta também nos sub-17, mostra que o Corfebol jovem português está vivo e de boa saúde, e isso pode confirmar-se pelo número crescente de jovens praticantes selecionáveis para a mais jovem equipa.

A nível competitivo, esta seleção, precisamente por existir há pouco tempo, não deverá ambicionar lugares muito altos, sendo de esperar um resultado semelhante ao do campeonato anterior (sétimo lugar).

Os convocados pelas selecionadoras Irene Inácio (selecionadora) e Cláudia Fonseca (selecionadora-adjunta) são:

Ana Pesca (CCRAM), Carolina Dias (GDBD), Catarina Frade (CRAM), Charlei Jaló (NCB), Filipe Moreira (CRCQL), Frederico Noronha (CRCQL), Leandro Bernardino (NCB), Miguel Valadas (CCCD), Nadine Ribeiro (CCCD), Ricardo Santos (CRCQL), Rosário Escórcio (NCB) e Vasco Diniz (KlxP).

Fonte: FP Corfebol
Fonte: FP Corfebol

Realço que, destes atletas, Catarina Frade, Charlei Jaló, Rosário Escórcio, Filipe Moreira e Ricardo Santos irão representar a seleção nesta competição pela segunda vez. Todos os outros fazem a sua estreia a representar Portugal.

A este grupo juntar-se-á ainda Isabel Almeida, como Team Manager.

Taça do Mundo Jovem Sub-19: Holanda, de 26 a 28 de março

A participar pelo quinto ano consecutivo na competição, a seleção nacional sub-19 tem recentemente conseguido bons resultados. O quarto lugar de 2014 e o quinto lugar (com um empate histórico frente à Bélgica) em 2015 são disso mesmo prova.

Os comandados de Pedro Berjano (Selecionador) e Mário Almeida (Selecionador Adjunto) entram na competição, então, com legítimas aspirações a alcançar um bom resultado.

Dos convocados para a Taça Mundial destaca-se a participação de Sebastião Condado (KlxP), Rafael Moutinho (NCB), Hugo Fernandes (NCB), Maria Nunes (NCB) e Laura Wagenmaker (CRCQL), que irão representar Portugal nesta competição pelo quinto ano consecutivo.
Com grande importância na equipa nos dois últimos anos, João e Inês Freitas (CRCQL) não estarão presentes, assim como João Silva (CIF), que fez a sua estreia o ano passado, por excederem o limite de idade para o torneio.

De fora da convocatória ficou também David Penedo (CCCD), uma surpresa devido à sua boa prestação no ano passado.

As atletas Beatriz Guita (CIF ), Catarina Correia (NCB) e Cláudia Martins (NCB) permanecem na convocatória, onde existe também o regresso de Ana Carolina Costa (CCCD) depois de um ano de ausência.

São apostas dos selecionadores os atletas Guilherme Dias e Samuel Lima (GDBD), mas principalmente Tomás Lourenço (CCCD), que ainda é selecionável para os sub-17. Será a estreia na competição para todos eles.

Sendo um torneio onde a prioridade continua a ser a formação, a verdade é que o aspecto competitivo é relativamente mais importante do que nos sub-17, até pelo historial da equipa das Quinas.

Como de costume, os jogos do primeiro dia serão decisivos para o resultado final da seleção, principalmente o terceiro, frente à Catalunha, pelas 16h40. Boa sorte!

Um bebé chamado Modric. Outro chamado Ronaldo

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cab la liga espanha

Talvez o leitor nunca tenha ouvido falar de Javi Márquez. Médio centro que joga atualmente no Granada, tem uma carreira relativamente modesta e não é jogador que dê muito nas vistas. Nesta época, por exemplo, nem um golinho fez para amostra. No entanto, Javi Márquez tem, por estes dias, motivos de sobra para festejar: nasceu o seu filho… Modric Márquez!

É, o bebé chama-se Modric, como o jogador do Real Madrid. Não é algo habitual, mas não me parece mau critério. Há crianças que recebem o nome de algum familiar próximo e outras que são vítimas de modas como Martim, Rodrigo ou Santiago, que ocupam os lugares de topo na lista dos nomes mais escolhidos para bebés em Portugal. Mas dar o nome de alguém famoso também é bastante frequente.

No Mundial de 86, Maradona levou a Argentina até à final da competição e levou a um pico de bebés chamados Diego, não só no país das Pampas, mas também no Brasil (de acordo com dados publicados por investigadores do Facebook). Do Brasil, provavelmente, o Diego terá passado também para Portugal e hoje em dia já é quase tão popular como Diogo. No ano passado nasceram mais Diegos (584) do que Andrés (529), Antónios (499) ou Manueis (493), por exemplo.

Javi Márquez, pai de Modric, com a bola Fonte: Granada CF
Javi Márquez, pai de Modric, com a bola
Fonte: Granada CF

Movido pela curiosidade, percorri a lista de nomes próprios de todos os nossos compatriotas nascidos em 2015. Fiquei preocupado: só nasceu um Ronaldo em Portugal. Um! É verdade que nasceram 59 Cristianos, mas é fraco consolo. E o cenário torna-se mais desolador quando se sabe que só há um Ronaldo, mas nasceram dois Éder…

Mas também encontrei notícias mais animadoras. Apesar de o Pantera Negra nos ter deixado em 2014, nasceram três novos Eusébios em 2015. Chegaram também três Liedson e dois Jardel, pelo que não nos deverá faltar capacidade goleadora por alturas do Euro 2040. E também há novos portugueses com nomes de craques internacionais. Há um Neymar, um Zinedine, um Zidane e um Aimar, por exemplo. Para a baliza, nasceu um Iker, o que por estes dias não dá muita segurança, mas também nasceram cinco Patrícios, pelo que podemos estar descansados: os bebés portugueses darão conta do recado.

Agora, resta-nos esperar que os futuros papás em Portugal tenham a clarividência de Javi Márquez na hora de escolher o nome dos seus filhos.

Foto de Capa: Real Madrid CF

O Outro Lado do Limpinho Limpinho

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Eu sei que o dérbi já foi há uns dias, mas ainda não tive oportunidade de dizer algumas coisas que queria, por isso perdoem-me aqueles que já o ultrapassaram, porque a mim ainda me custa digeri-lo. Talvez seja o melão que está estragado.

Não é propriamente a derrota que me custa digerir, nem a estratégia de “equipa pequena”, porque curiosamente sou da mesma opinião de que o Jesus nesse campo. Mas como durante a época inteira, pelo menos todas as segundas partes de cada jogo, o Sporting joga contra uma muralha defensiva, também não é nada de novo. Se bem que também concordo com o Rui Vitória quando respondeu relativamente à época anterior. Na verdade, a mim o que faz mais confusão é a incoerência dos benfiquistas, que ora dizem que Jesus era um génio (quando era o treinador do seu clube) ora dizem que deixou de o ser, ora o Rui Vitória era uma besta, ora deixou de o ser, ora o Benfica não vai ser campeão, ora já vai ser, ora o Mitroglou era um cepo, ora já é o Mitrogolo, e, principalmente, a hipocrisia que existe no choradinho com os árbitros quando são “roubados”.

É estranho, um sportinguista a falar do choradinho do Benfica em relação aos árbitros, não é? Os queixinhas dos sportinguistas. A questão é que, nisso, o Sporting mantém-se coerente ao longo da época, porque tem factos para apresentar de situações mais do que reais em que foi bem prejudicado por más decisões dos árbitros. E aqui não estou a dizer que nunca foi beneficiado, porque há alguns erros de arbitragem que foram claramente favoráveis ao Sporting. Erros são naturais e humanos, mas o problema está no equilíbrio da balança, porque muito rapidamente consigo identificar erros gravíssimos que facilmente caíam no esquecimento, não fossem claro os queixinhas dos sportinguistas.

Gostem dele ou não, Bruno Carvalho levantou o Sporting e não deixa que o pisem Fonte: Sporting CP
Gostem dele ou não, Bruno Carvalho levantou o Sporting e não deixa que o pisem
Fonte: Sporting CP

Mas, antes de me alongar, queria apenas dar finalmente as boas vindas ao treinador Jorge Jesus, autor da célebre expressão “limpinho limpinho”, dita obviamente quando estava do lado limpo do campeonato. Bem vindo, mister, isto é o Sporting, o outro lado do limpinho, onde tem de correr duas vezes mais e suar duas vezes mais. É irónico ver como, desde que chegou ao Sporting, Jorge Jesus até já viu a sua expressão virar-se contra ele, ou ninguém se lembra da azia do Presidente do Braga quando perdeu 3-2 para o campeonato, indignado por um penálti que existiu – sim, eu sei que todos os benfiquistas dizem que é claramente fora – e a explicar que a vitória por 4-3 para a Taça foi “limpinho, limpinho”. Presidente António Salvador, limpinho, limpinho? Ou foi apenas pelo gosto de usar a expressão, ou então só pode ter falado a quente, porque só nesse jogo por duas vezes anularam mal o quarto golo ao Sporting. Um ao Slimani, que toda a gente viu e as televisões mostraram repetidamente, e um ao William Carvalho, mesmo a terminar o jogo, de que só os mais atentos lembrar-se-ão. Esse foi anulado por falta porque, ao que parece, se dois jogadores do Braga chocarem é falta contra o Sporting. Está na lei, ao lado daquela que diz que é permitido dar vouchers.

E toda esta conversa de queixinhas em quê é que tem a ver com o dérbi? Aqui não vou criticar a estratégia adoptada, porque é a arte da guerra, opções estratégicas para levar os três pontos, apesar de achar que revelou muito pouca glória para um clube que alega ser o glorioso. Também não foi o árbitro que falhou as oportunidades de golo que existiram, e por isso não vou dizer que o Sporting não marcou por causa do árbitro. Mas é inegável que, mais uma vez, houve um penálti claríssimo sobre o Adrien, em que Artur Soares Dias deu numa de Carlos Xistra e não marcou porque não quis, porque estava perfeitamente enquadrado com o lance, e houve ainda um outro sobre o Slimani, que também passou despercebido.

Quando a liga francesa tinha piada…

cab ligue 1 liga francesa

Decorridas 29 jornadas no principal escalão do futebol francês, já não há quem se questione sobre quem irá festejar o título no final da época. Ou, até antes, como parece ser o caso: o Paris Saint-Germain já leva 23 pontos de avanço para o segundo classificado, o AS Monaco de Leonardo Jardim, e, até agora, perdeu apenas por uma vez para o campeonato.

Na verdade, desde 2012/2013 que o PSG não dá grandes hipóteses à concorrência, que não tem argumentos para o clube da capital do país. O forte investimento financeiro de que beneficia o PSG, tricampeão em título, ameaça tornar a Ligue 1 numa competição monótona e muito previsível, o que não seria, de todo, uma situação muito normal. Aliás, se há alguma liga no seio do futebol europeu que, historicamente, não se pode queixar de ser totalmente monopolizada, essa liga é a francesa, seja pelo vasto número de campeões ao longo dos anos, seja pelo reduzido palmarés dos clubes que mais vezes ganharam o campeonato, Saint-Etiénne e Marseille, ambos com 10 títulos de campeão.

É complicado encontrar, na Ligue 1, longos períodos de tempo marcados pelo domínio de um determinado clube. O primeiro a conseguir fazê-lo foi, precisamente, o Saint-Etiénne, tetracampeão entre 1966/67 e 1969/70. Depois disso, apenas o Marseille, que conquistou cinco campeonatos consecutivos entre o final da década de 1980 e o início da de 1990, e o Olympique de Lyon, campeão por sete vezes consecutivas no início do século, conseguiram fazer algo parecido. No caso do Lyon, fica a curiosidade: foram os primeiros e únicos sete títulos de campeão nacional da história do clube.

Nos quatro anos que se seguiram à hegemonia do Lyon, quatro campeões diferentes em França. Primeiro o Bordeaux, em 2008/2009, exatamente 10 anos após o seu último título, e na temporada seguinte foi a vez do Marseille, que voltou a levantar o caneco 17 temporadas depois. Já em 2010/2011, o futebol francês teve de se render ao brilhantismo de Eden Hazard e companhia, que coroaram o Lille como campeão, apenas pela terceira vez na sua história, mas a maior surpresa foi na época que se seguiu: o Montpellier, que havia regressado à Ligue 1 poucos anos antes, reservou as faixas de campeão pela primeira vez desde que abriu portas. Desde então, o PSG ganhou os três campeonatos disputados, todos eles sem grande contestação. Antes, só havia ganhado a competição em duas ocasiões, a última das quais na já longínqua temporada de 1993/94.

Tarefa fácil para a turma de Laurent Blanc no campeonato francês Fonte: PSG
Tarefa fácil para a turma de Laurent Blanc no campeonato francês
Fonte: PSG

A imprevisibilidade quanto ao vencedor final é, pelo histórico de campeões da competição, uma imagem de marca da Ligue 1. Nem todos os países são como Portugal, onde existem três candidatos declarados à conquista do título, que não deixam grande margem de manobra para as restantes equipas, mas em França a lógica chega mesmo a ser posta em causa em algumas situações.

Porém, a atual diferença de qualidade e opções do plantel do PSG para os das restantes equipas do campeonato é abismal e serve para justificar as disparidades na performance dos clubes. Para já, nenhuma equipa aparenta conseguir vir a usufruir do poderio financeiro dos parisienses, pelo que será muito complicado fazer-lhes frente; o Monaco ainda “ameaçou”, com a compra de jogadores como Radamel Falcao, James Rodríguez ou João Moutinho, pelos quais teve de abrir os cordões à bolsa, mas a política do clube, que agora aposta mais em jovens talentos, rapidamente mudou.

Já que o campeonato não aparenta ser suficientemente desafiante para os pupilos de Laurent Blanc, resta-lhes lutar pela Liga dos Campeões, título que seria inédito para o PSG. Depois de eliminar o Chelsea, o clube encontra-se nos quartos de final de uma prova que lhe traria o tão ansiado prestígio internacional que ainda lhe falta conquistar.

Foto de Capa: PSG