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Mais do que uma equipa

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O Benfica chegou ao 1.º lugar com a tranquilidade e a naturalidade que a razão e a justiça conferem. Apenas os mais distraídos (ou os ingénuos e/ou aldrabados) podem estar surpreendidos com a actual ordenação da classificação. No entanto, apesar da justificada satisfação (e mesmo de algum alívio) é indispensável manter os pés bem assentes no chão: o caminho foi longo e sinuoso e na mente de todos nós, benfiquistas, deverá estar sempre presente, daqui e até ao final, que esta realidade chegou a parecer a determinada altura impossível de concretizar. Os erros cometidos no planeamento e preparação desta época obrigaram Rui Vitória e o seu grupo a percorrerem o dobro do caminho tendo em vista a liderança – o mérito da vitória em Alvalade e da posição que ocupamos é, principalmente, dos técnicos e jogadores.

O investimento alheio – que aumentou a qualidade dos nossos adversários directos – foi acautelado desastradamente pela direcção do Benfica, levando a um início de época aos solavancos, desprotegendo o novo treinador (com menos e piores recursos que o seu antecessor) e restante plantel. Rui Vitória aceitou o desafio com coragem e após o fazerem compreender que teria de abdicar, em parte, da sua forma de ser e de estar na vida e no desporto – no que terá sido, muito provavelmente, o último serviço prestado por Jorge Jesus ao nosso clube (obrigado, Mestre da Táctica!) – superou-se, arrastando consigo jogadores e adeptos: construiu um grupo notável de talentosos futebolistas e guerreiros capazes de demonstrar a cada lance, em todos os jogos e competições, garra, querer e ambição.

Vivo muito de memórias; mas não me recordo de uma equipa que representasse tão bem a mística que sustenta o Benfica: uma simbiose única e perfeita entre talento e vontade. São muitos os capitães; todos são benfiquistas. Talvez, por isso, nenhum outro grupo tenha despertado tanto afecto e confiança junto das bancadas. Ao vê-los no relvado, da nossa à outra baliza, todos estão conscientes e convictos da sua responsabilidade e da sua missão. Pessoalmente, nunca me senti tão tranquilo, pois, pela primeira vez, sinto todos os jogadores comprometidos, sentindo o Benfica como eu (o adepto) o sinto, com a mesma vontade de o fazer vencer e festejar. Os famosos idiomatismos futebolísticos – ao género “até eu fazia melhor” ou “até eu corria mais” – não cabem, desta vez, no vocabulário do Estádio da Luz.

Uma família que representa (e bem) milhões espalhados pelo mundo Fonte: SL Benfica
Uma família que representa (e bem) milhões espalhados pelo mundo
Fonte: SL Benfica

Não somos invencíveis – alguma equipa é? Porém, somos os únicos que só dependem de si mesmos. Sabemos o que fazer nas (nove) finais que restam. E, acredito, estamos todos, dentro e fora do campo, preparados para o concretizar. Com a mesma atitude de sempre: trabalho e humildade.

Carta aberta a: Iker Casillas

cartaaberta

A posição de guarda-redes é provavelmente a mais ingrata no mundo do futebol. É aquela posição em que não podes falhar porque podes deitar tudo a perder. Enquanto os outros podem perder a bola imensas vezes, o guarda-redes não pode deixar escapar uma. E se erra… A probabilidade de ser golo é grande. E momentos infelizes acontecem até aos melhores do mundo!

“Vivemos de mãos dadas com o erro e a ingratidão” – Vítor Baía

E, depois do jogo de Braga, todos voltaram a apontar-te o dedo por causa daquele terceiro golo que confirmou a vitória da equipa da casa. Um golo que não teve influência no desfecho do encontro mas que acaba por servir de fundamento para inúmeras críticas e gozos. Porque, como já é hábito no futebol, um dia estás no céu e no dia seguinte voltas a cair para o inferno. E, confesso-te, Iker… Esse golo foi uma patetice, algo que não pode voltar a acontecer apesar de eu compreender o desespero que te levou ao erro.

Iker, quero que saibas que continuo a confiar plenamente nas tuas capacidades. Tens feito um esforço sobre-humano para manter a baliza inviolada mas nenhum guarda-redes consegue fazer milagres sem uma equipa sólida pela frente. Não te posso desculpar o segundo golo que sofreste contra o Dínamo Kiev, que acabou por derrotar animicamente o FC Porto. Ou, mais recentemente, o golo sofrido frente ao Vitória de Guimarães… Mas onde estaria o FC Porto sem as tuas grandes defesas em muitos outros jogos? Recordo-me, por exemplo, dos jogos contra o Benfica, tanto no Dragão como na Luz. Recordo-me da grande penalidade que defendeste contra o Tondela, numa infantilidade de Maicon. E ainda tenho presentes os últimos jogos que tens disputado com a camisola do FC Porto! Contra o Dortmund, contra o Belenenses, contra o Arouca…

Fonte: Iker Casillas
O 12.º jogador vai estar sempre a apoiar
Fonte: Instagram de Iker Casillas

Há quem diga que a nível desportivo não vieste trazer nada de mais. Que ter um Helton ou um Fabiano seria a mesma coisa. E que, tendo em conta o que custaste, deverias render muito mais. Mas o que é render muito mais? E até que ponto é que podemos afirmar que eles fariam melhor figura? É tudo baseado em suposições e tu tens provado em vários jogos que és capaz de muito. Infelizmente, não és um super-homem, algo de que o FC Porto bem precisa neste momento. Há culpados bem maiores e para os quais nem se aponta o dedo. É tão relativo dizer que estás a jogar bem ou a jogar mal porque tens sofrido tantos golos… E é também bastante injusto tendo em conta que não jogas sozinho.

Quero ainda dizer-te que já ganhaste a minha admiração. Não pelo jogador que sempre foste mas pela pessoa que descobri que és. Alguém humilde e dedicado. Alguém que preza e respeita a instituição que representa, os próprios adeptos e adversários. Há uns tempos, foste o único que deu a cara e que pediu desculpa aos adeptos. Uma atitude destas, de um jogador que ainda nem tem um ano de casa, é de louvar.

Iker, temos dez finais pela frente. Ninguém atira a toalha ao chão! Eu olho para ti e vejo-te como um exemplo. Levanta-me esse balneário e berra com eles! Ainda vais conhecer a festa que se faz nos Aliados. Eu acredito!

Foto de Capa: Instagram de Iker Casillas

“A Caminhada – Passo 5” G. D. Sesimbra – Carnide 0-3

cab Voleibol

A frieza dos números diz quase tudo! 3-0, pouco mais de uma hora e 25-10 a fechar no último parcial.

Este era o jogo do tudo ou nada para o Sesimbra! Em casa e encostado as cordas pela pontuação tinham que ganhar. Nós, com a consciência que era uma deslocação duríssima, fomos sabendo que jogando bem e com a nossa atitude tudo era possível.

O jogo começou algo nervoso e o Sesimbra entrou melhor estando a ganhar por 2/3 pontos até aos 10 no primeiro set. Sabíamos que tínhamos que “acalmar” o jogo mantendo o nosso ritmo e o Sesimbra, naturalmente, quebraria. Desde que passámos para a frente aos 10-6 controlámos sempre o set e chegamos a 22-18. Algumas decisões mais precipitadas e a ansia de fechar tornaram o set mais emocionante dando a ideia de um equilíbrio que não existiu. Nessa troca de vantagens fomos mais lúcidos e fechámos por 24-26

No segundo set entrámos a perder 0-6! Tempo técnico e mais uma vez relembrar o que devíamos fazer e que não podemos dar espaço a nenhuma equipa na Série dos Primeiros. Encostamos no marcador, passamos para a frente e acabamos o set a ganhar com vantagem, 21-25.

O 3º parcial é simplesmente o “baixar de braços” do Sesimbra aliado ao nosso nunca “levantar o pé”, “rodar”, etc.

25-10! 3-0 Onde nem o líder tinha conseguido.

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O Carnide foi uma equipa unida, muito séria na abordagem ao jogo mas, acima de tudo, muito confiante em si própria e no que pode fazer.

Aliado a isso a surpresa da jornada foi a derrota do Lousã VC em casa com o GCP.

Num grupo tão equilibrado estas coisas acontecem sempre que o favorito se “distrai”.

Com estes resultados o Carnide irá com 1 ponto de vantagem para o CC-LVC da última jornada desta 1ª volta.

Será um embate duríssimo mas onde uma vitória do CC pode significar um passo de gigante na obtenção de um dos dois primeiros lugares do grupo.

Realçar mais uma vez o espirito, garra e atitude destas atletas que souberam estar antes e durante o jogo!

Seriedade foi a palavra-chave!

Venha o LVC!

O “Bairro” estará cheio para apoiar o Carnide porque nada fará parar estas Atletas e os seus objectivos.

FK Zenit 1-2 SL Benfica: enorme Benfica regressa aos ‘quartos’

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O treinador do Benfica tinha ficado sem Luisão, depois viu Lisandro lesionar-se e, finalmente, perdeu Jardel e André Almeida para este jogo por castigo. Uma linha defensiva desfeita. A solução para reduzir ao mínimo os estragos provocados por tudo isto foi fazer baixar Samaris para central, ao lado do já consistente Lindelof, e colocar Nélson Semedo na direita. Mas depois havia uma perda irreparável: a ausência de Júlio César – mesmo que Ederson tenha feito um bom jogo em Alvalade, percebe-se que não dá a mesma segurança.

Rui Vitória gosta de começar o jogo a todo o gás, como já tínhamos visto no sábado. E assim foi hoje. O Benfica pegou no jogo, subiu o bloco, conseguiu fazer a bola circular de um flanco ao outro e, assim, tirou a iniciativa aos russos, impedindo-os de marcar cedo (o que poderia enervar a equipa portuguesa e desequilibrar a eliminatória). Jonas ameaçou marcar logo a abrir, de livre direto mas o guarda-redes russo respondeu com uma boa defesa. O Zenit respondeu com um lance muito perigoso, quando Dzyuba apareceu isolado com Ederson mas não conseguiu faturar. Numa primeira parte de parada e resposta, Jonas voltou a criar perigo e Renato Sanches quase fazia golo num remate rasteiro forte aos 20 minutos. Depois foi Nélson Semedo a rematar para defesa de Lodigin, o guardião do Zenit.

Os encarnados conseguiam aproveitar, através de rápidos contra-ataques, a descompensação no meio campo russo, já que a equipa de Villas Boas estava balanceada para a frente. Mas o golo acabou por não surgir no bom período que o Benfica atravessou no jogo e o Zenit foi aumentando a pressão à medida que o primeiro tempo se ia esgotando, em busca de um golo que acabou por não surgir. Viu-se uma equipa do Benfica personalizada na primeira parte, sem medo de ter iniciativa e que conseguiu quase sempre manter um bloco relativamente subido, o que afastou o perigo de perto da sua área (ao contrário do que tinha acontecido sábado, quando Rui Vitória mandou recuar a equipa em demasia e só conseguiu levar os três pontos com uma boa dose de sorte).

O Benfica regressa aos 'quartos' da Champions 4 anos depois Fonte: #SL Benfica
O Benfica regressa aos ‘quartos’ da Champions 4 anos depois
Fonte: SL Benfica

À procura de uma presença inédita nos quartos da Champions, os russos entraram para a segunda parte mais fortes e com licença para chutar. A formação portuguesa baixou as linhas e já se adivinhava um segundo tempo de sofrimento para os benfiquistas, pela segunda vez em cinco dias. Dzyuba teve uma boa oportunidade por volta da hora de jogo mas, já dentro da área, atirou por cima. Pouco depois, Jonas desmarcou-se no momento certo pelo flanco esquerdo, ficou isolado diante de Lodigin mas não conseguir fazer golo. Quando o Benfica parecia ter o jogo controlado, o árbitro húngaro Viktor Kassai decidiu desequilibrar a partida. Ficou por marcar uma falta evidente de Zhirkov sobre Nélson Semedo. O jogador russo aproveitou a autoestrada aberta, foi à linha de fundo e cruzou para o golo fácil de Hulk.

A partir do golo, o Benfica voltou a melhorar e podia ter empatado logo a seguir num cabeceamento de Lindelof. É verdade que Dzyuba também teve uma grande oportunidade para fazer o 2-0 mas o jogo tinha mudado e percebia-se que os encarnados poderiam nem sequer precisar de prolongamento para resolver a questão. Primeiro Eliseu fez um aviso e depois Jiménez encheu-se de fé e rematou, de primeira, de fora da área. A bola tinha selo de golo. Lodigin ainda a conseguiu desviar para o poste mas Gaitán levou-a até ao seu último destino, o fundo das redes. Estávamos a cinco minutos dos 90´ e rebentava a festa entre os adeptos benfiquistas no estádio Petrovsky.

O Zenit desorientou-se, arriscou tudo e o improvável Talisca ainda teve tempo para dar a primeira vitória ao Benfica em São Petesburgo na história (1-2). Confirma-se que os encarnados raramente deixam escapar uma vantagem trazida da primeira mão. A passagem aos quartos é inteiramente justa. Se na próxima fase nos apresentarmos com esta vontade, esta qualidade de jogo e um pouco de sorte, porque não poderemos ser nós a comer um tubarão? Eu acredito.

A Figura
Samaris: Grande exibição numa posição que não é a sua. Fez cortes decisivos, impôs o seu físico no meio dos também possantes jogadores do Zenit e por isso foi essencial. Excelente jogo de Eliseu também.

O Fora de Jogo
Nélson Semedo: Ninguém põe em causa as suas qualidades mas a verdade é que ainda não recuperou totalmente da grave lesão que sofreu. Fez muitos passes errados em zonas críticas, faltou-lhe muitas vezes confiança para ganhar duelos no corpo a corpo. Precisa de mais ritmo.

A culpa é do Bruno, do Jorge e dos jogadores

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E cá estamos nós, agora sim em segundo lugar isolados. Como eu gostei de passar todos estes meses em primeiro. Bem, não eu mas a equipa de futebol, os que correram e treinaram para ganhar os jogos.

Já sinto falta disso, e ainda agora de lá saímos. Mas ainda lhe sinto o cheiro. Ainda não está assim tão longe. E neste momento um empate para os da frente é tão mau como um empate para a nossa equipa. Assim sendo, e tendo a real noção de que é bem melhor estar na frente, continuo a acreditar, porque já se provou que somos a melhor equipa.

Mas a verdade é que não estamos onde queremos estar. E de quem é a culpa? Sim, porque temos que culpar alguém. A culpa não pode morrer solteira.

Eu culpo desde já o presidente. Ele é o principal responsável deste clube, e por isso tem que ser responsabilizado em primeira instância.

Culpo-o por não se conseguir conter na defesa do seu clube, o que também acontece porque ainda não teve tempo de montar uma “estrutura” que venha responder por si.

De todos os defeitos que BdC tem, para muitos o pior deles é a capacidade de colocar o Sporting a lutar por títulos Fonte: Sporting CP
De todos os defeitos que BdC tem, para muitos o pior deles é a capacidade de colocar o Sporting a lutar por títulos
Fonte: Sporting CP

É também culpado por só em determinados momentos ir aplaudir os adeptos (a maior parte das vezes), e outras ficar de tal forma desiludido que não os consegue encarar, seguindo directamente para os balneários. Neste último jogo, ao que parece, esperou a equipa no balneário para os motivar, o que considero ter sido bem mais útil e oportuno do que ir agradecer aos adeptos. A equipa agradeceu, foram eles que receberam o apoio durante o jogo.

Bruno de Carvalho é culpado por termos um clube, antes moribundo, a incomodar muitos poderes instalados e a lutar pelo campeonato até às últimas jornadas. E, como é impossível prometer com certeza absoluta que vão ganhar o campeonato, está a cumprir o que é possível prometer, que é lutar até ao fim.

E é um dos culpados pela recuperação financeira do clube. Digo um dos, porque já vi muitos meninos incomodados a dizer que a reestruturação já estava alinhavada. Nunca saberemos se o final seria tão bom se não fosse o “puto reguila” e cheio de defeitos.

 

O pesadelo que está a virar sonho

cab serie a liga italiana

O que a Juventus está a fazer nesta edição da Serie A pode muito bem ser descrito como um autêntico golpe de teatro. A turma de Massimiliano Allegri teve um péssimo início de campeonato – a primeira vitória só surgiu à quarta jornada – e a revalidação do título chegou a ser considerada uma simples miragem, inclusive para muitos dos adeptos bianconeri. Afinal, para se encostar aos primeiros classificados da liga, o tetracampeão italiano teria não só de estabilizar, mas também de perfumar o seu futebol, muito aquém daquele que havia praticado nas últimas temporadas.

Não é normal a melhor equipa de um campeonato sentir tantas dificuldades para impor o seu jogo, ainda para mais quando a diferença para os rivais é por demais evidente, pelo menos em teoria. Apesar da perda de elementos importantes no final da última época – Arturo Vidal ingressou no Bayern, Andrea Pirlo foi viver o “sonho americano” e Carlos Tévez voltou ao seu país para representar o Boca Juniors –, a Juventus tem, indubitavelmente, o melhor conjunto de jogadores da Serie A.

Contudo, à décima jornada a Vecchia Signora ocupava a 12ª posição da tabela com doze pontos, resultado da conquista de apenas três vitórias e outros tantos empates. O cenário continuava bastante negro para os homens de Turim, que ainda não sabiam que o derby da cidade, disputado na jornada seguinte, marcaria o início de uma série incrível de triunfos e jogos sem perder para o campeonato.

Depois da vitória diante do Torino, no final de outubro do ano passado, a Juventus não voltou a perder em jogos a contar para a Serie A. Os pupilos de Massimiliano Allegri renasceram das cinzas e venceram dezassete dos dezoito jogos disputados desde então, quinze dos quais de forma consecutiva. Só à 26ª jornada, quase quatro meses após o último deslize, voltariam a ser travados. Na altura, já a Juventus tinha tomado de assalto o primeiro lugar da liga, depois de ter batido o Napoli, antigo comandante da Serie A, na jornada anterior. E nem mesmo o empate diante do Bologna fez cair por terra as aspirações do clube bianconero, que aproveitou a divisão de pontos entre os napolitanos e o AC Milan para continuar no topo da tabela, de onde não voltou a sair.

Os jogadores da Juventus FC acreditam no título Fonte: Juventus FC
Os jogadores da Juventus FC acreditam no título
Fonte: Juventus FC

No meio disto tudo, não sei se o mais surpreendente foi o mau arranque da Juventus no campeonato ou a fantástica recuperação que se seguiu. E fica complicado apontar razões concretas para tamanha disparidade nos resultados e na qualidade exibicional, mas há um fator determinante que salta à vista nesta equipa: a coesão defensiva. Mesmo líder, a Juventus possui apenas o terceiro melhor ataque do campeonato, atrás de Napoli e Roma, mas faz-se valer da sua defesa, essa sim, a melhor da Serie A: somente quinze golos sofridos em vinte e oito jornadas. O que mais me impressiona, porém, é o facto de a equipa de Massimiliano Allegri não sofrer golos há nove partidas consecutivas. A última equipa a marcar à Juventus para o campeonato foi a Sampdoria, no dia 10 de janeiro, em jogo a contar para a 19.ª jornada da liga italiana. Desde então, a baliza defendida por Gianluigi Buffon tem-se mantido inviolável, mesmo diante de adversários de peso como Roma, Napoli ou Inter.

Em suma, a Juventus, numa questão de meses, voltou a colocar-se no topo da Serie A, assumindo-se como o principal candidato à conquista da competição. Os rivais não aproveitaram o desastroso início da equipa comandada por Massimiliano Allegri e, agora, estão a pagar a fatura. Atualmente, existem poucas equipas capazes de fazer frente a esta revigorada Juventus, que lidera a Serie A com 64 pontos, mas o mínimo deslize poderá ser fatal, uma vez que o Napoli está a apenas uma vitória de distância. Parece-me, contudo, que o mais difícil já foi feito.

 Foto de Capa: Juventus FC

O grande erro de Sharapova

cab ténis

Muitas especulações surgiram sobre a conferência de imprensa pré-anunciada por Maria Sharapova, em diversas redes sociais, e uma delas foi a sua retirada do circuito profissional feminino. Contudo, o seu anuncio transmitido em direto pelo seu canal no Youtube e no seu site oficial fez parar o mundo do ténis.

A russa, de 28 anos, anunciou, esta segunda-feira em Los Angels, ter acusado positivo num teste de controlo antidopping. A substância em questão chama-se “Meldonium” e passou a ser considerada proibida pela ITF desde o inicio do presente ano.

A número sete do mundo afirma tomar esta substância, até então legal, durante os últimos 10 anos, recomendada pelo médico de família para tratar alguns problemas de família ligados à diabetes. Contudo, algumas substâncias foram banidas pela ITF a partir de 1 de Janeiro, e “Meldonium” foi uma delas.

A russa, de 28 anos, assume ter cometido um erro, ao desiludir os seus fãs, mas principalmente o desporto. Sharapova admite amar o ténis e por joga desde os quatro anos. “Jogo desde os quatro anos e amo tanto isto. Sei que isto tem consequências. Não quero terminar a minha carreira desta forma e espero ter outra oportunidade de jogar este desporto”, acrescenta a jogadora, mostrando a sua tristeza.

Sharapova confirma ter recebido um email no dia 22 de Dezembro com a lista das substâncias banidas, contudo admite não ter lido. “O corpo é meu e assumo inteira responsabilidade. É muito importante ter um boa equipa contigo mas no fim do dia tudo tem a ver comigo mesma”, conclui.

Neste momento a número sete do mundo encontra-se suspensa do circuito feminino e à espera da sua sanção por parte da Federação Internacional de Ténis (ITF), que pode resultar numa suspensão de quatro anos. O seu advogado, John Haggerty, disse estar a tentar encontrar um meio de entendimento com a ITF, de forma a reduzir a sanção. “Circunstâncias atenuantes podem levar à dissolução do castigo por completo. Ainda estamos a determinar que pedido vamos fazer”, afirma Haggerty.

Três “peixinhos” num lago de tubarões

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cab futsal

Este fim-de-semana disputaram-se os encontros relativos aos oitavos-de-final da Taça de Portugal, segunda prova de maior importância no âmbito do quadro competitivo no nosso país, logo a seguir à Liga Sport Zone, e aquilo que eu pretendo realçar é a qualificação de três equipas do segundo escalão para a “final 8” da prova, algo que já era esperado aquando da realização do sorteio, pois ficou marcado um igual número de jogos entre equipas de escalões inferiores, não podendo nós por isso menosprezar aquilo que Viseu 2001, Unidos Pinheirense e Futsal Azeméis têm feito esta época na Taça.

É que todas as três equipas em questão estão na fase de apuramento de campeão na Zona Norte da segunda divisão do campeonato, que começa somente na próxima semana, provando assim a boa época que vão realizando. A cereja no topo do bolo é a sua campanha na taça, onde Viseu 2001 e Unidos Pinheirense já afastaram equipas do principal campeonato na quarta eliminatória, respetivamente Gualtar e Boavista, e a equipa de Azeméis ainda não fez qualquer “brilharete” do mesmo género, por causa do sorteio, pois ainda não se deparou com nenhum obstáculo da principal divisão, mas tem vindo a fazer uma grande época, estando apurado para discutir o apuramento de campeão, conforme já referi anteriormente.

Com isto pretendo dizer que é com todo o mérito que estas equipas se juntaram aos restantes 5 apurados para a fase final da competição, nomeadamente o Sporting CP, o SL Benfica, o SL Olivais, o Modicus-Sandim e os Leões de Porto Salvo. O local onde se irá realizar esta fase final ainda não está definido, sendo designado em data ainda a confirmar por parte da FPF.

Daqui para a frente, e assumindo que em condições normais apenas o Sporting e o Benfica são adversários que me parecem de um nível diferente do todos os outros, o caminho está aberto para, sobretudo, o Unidos Pinheirense, que esta temporada conta com 22 vitórias em outros tantos jogos, incluindo taça (4) e campeonato (18), poderem fazer um brilharete e chegar, porventura, até às meias-finais, pelo menos, pois esta equipa de Gondomar aparenta resultados que justificam claramente ser uma equipa estruturada para atuar na primeira divisão.

E já vão 22 vitórias seguidas! Até quando durará esta incrível série? Fonte: Futsal Global
E já vão 22 vitórias seguidas! Até quando durará esta incrível série?
Fonte: Futsal Global

Quanto aos outros dois candidatos, é bastante mais complicado poder sonhar com muito mais que aquilo que já alcançaram esta época (que já não é pouco, importa sublinhar), embora tudo dependa do sorteio e do respetivo alinhamento das equipas. Eu, como apoiante e adepto das equipas menos abonadas em termos financeiros, vou estar a torcer por todos vocês. Mas lembrem-se de que, apesar do que possa suceder, a vossa caminhada até aqui já merece todos os elogios e mais alguns. Por isso, força, Unidos, Viseu e Azeméis!

Foto de Capa: Futsal Global

Um caso sério de nome Lindelof

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Numa época em que o Sport Lisboa e Benfica parecia escassear de centrais, a tarefa tornou-se ainda mais preocupante com a lesão do patrão da defesa encarnada na última época, Luisão. As lesões foram-se propagando por todos os sectores e, numa altura em que Lisandro mostrava ser uma excelente aposta para a presente época, também este não ficou indiferente e acabou por se lesionar.

Lindelof, o quarto central do clube da Luz nas últimas duas épocas e uma terceira opção para a ala direita defensiva, apenas era recorrente opção na equipa B e, depois da estupenda participação no passado Mundial sub-21 na República-Checa, onde, para além de ter sido vencedor do Europeu, ainda fez parte do onze ideal (jogou como lateral direito nesta competição e estavam bem presentes as suas qualidades sólidas de defesa central), o que justificou uma participação mais regular na equipa principal do Benfica para esta época.

A história começa aqui. Com Luisão e Lisandro López lesionados, Lindelof teve a sua oportunidade de agarrar a titularidade naquela que é a sua posição base e, mais uma vez, voltou a mostrar o seu valor. Embora se apresentasse um bocado nervoso e com medo de arriscar nas saídas de bola, notava-se claramente uma imposição nas bolas aéreas e um sentido posicional com bastante maturidade, levando Rui Vitória a crer que este jogador encaixa que nem uma luva no bloco defensivo das águias.

Verdade seja dita, a defesa do Benfica já se conhece nos últimos dois anos e as movimentações defensivas são trabalhadas desde a primeira época de Jorge Jesus, em 2009-2010, e poucas equipas desde então se podem dar ao luxo de dizer que conseguiram “desfazer” a defesa do atual campeão português. As ideologias defensivas de Jorge Jesus, exímio na arte do fora de jogo, do espaço permitido ao ataque adversário e também das subidas e descidas dum bloco que parece mover-se como um só, continuam presentes nesta época, sendo agora Jardel o ponto de referência do eixo defensivo.

Diferentes defesas acompanham o percurso de Jardel e a maioria com participações bastantes satisfatórias mas, na verdade, Lindelof é muito mais que isso.

Podemos cair, mas não assim

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O Futebol Clube do Porto disse adeus às mínimas esperanças que tinha de vencer o campeonato nacional. Derrota nada justa e bastante pesada para os pupilos de José Peseiro, que não mereciam ficar afastados dos lugares cimeiros daquela forma.

Este encontro, que opôs os próximos finalistas da Taça de Portugal, acaba por cimentar e consolidar as principais causalidades contraproducentes que resumem esta liga: a péssima gestão do plantel portista por parte da direção, a desastrosa leitura que os jogadores fazem aos jogos e, por último, a miserável e a calamitosa falta de eficiência e de competências dos árbitros em Portugal.
Desde o início do mês de fevereiro que existe uma pergunta ainda por responder dentro do que é o universo da família portista. É este tipo de plantel que ainda pode ganhar o campeonato?

Nós, portistas, logicamente aceitámos, já que confiamos plenamente na capacidade de administração da SAD, mas se esmiuçarmos realmente o que se anda a passar conseguimos ver que não existe qualquer sentido no que toca às entradas e saídas de jogadores do clube. Não bastava já no mercado de Verão terem saído sete titulares importantíssimos, quanto mais agora ainda saírem Tello, Lichnovski, Maicon, Imbula e Osvaldo. Isto só desestabiliza ainda mais o grupo de trabalho, e a qualidade dos reforços encontrados não tem contribuído em nada para a obtenção de melhores resultados. Ou seja, a SAD enriquece, mas o plantel começa a ficar cheio de “sucata”, e isso é tudo menos boa gestão.

Os adeptos portistas em geral muitas vezes se queixavam, e com razão, da falta de ambição que Lopetegui impunha nos jogadores relativamente aos jogos mais decisivos. Isto já não se vê com José Peseiro, pois o plantel está mais agressivo e concentra mais jogadores em zona de ataque, mas o que anda a faltar agora é a concentração na transição defensiva da equipa. O FC Porto, na altura da temporada em que tinha de cometer menos erros defensivos, já vai na sexta jornada seguida a sofrer golos, e já vai em sete golos concedidos fora de portas em oito jogos, coisa que era impensável há menos de um mês, quando os dragões tinham a muralha menos batida. Por vezes as fragilidades defensivas saem caras, e agora só um milagre pode salvar a equipa de mais uma temporada desastrosa em termos de aspirações e conquistas.

Há que rever certos pergaminhos porque a mística portista vai caindo de ano para ano. O FC Porto dá-se ao luxo de ter jogadores como Brahimi, que recebe sempre a bola de costas para a baliza adversária e protagoniza inúmeras perdas de bola por jogo, e um Iker Casillas muito inconstante ao longo da temporada que ridiculariza todo o seu prestígio e qualidade como guarda-redes, para não falar da desinspiração dos homens da frente, onde o melhor marcador contabiliza apenas 16 golos em 35 jogos. Atletas como Danilo, Maxi, Layun ou Herrera vão ganhando destaque mas a qualidade dos demais infelizmente não tem acompanhado as boas exibições destas exceções.

Brahimi ainda sem se afirmar no Dragão Fonte: FC Porto
Brahimi ainda sem se afirmar no Dragão
Fonte: FC Porto

Lamentavelmente, há que admitir e interiorizar que mais uma vez o FC Porto está afastado do título de campeão nacional e em risco eminente de não se qualificar diretamente para a Champions League. Não esteve à altura. Mais um ano onde a equipa se encontrou bastante permeável, face a um grande investimento feito no plantel.

O que é ainda mais lamentável é o facto de a Liga permitir que Carlos Xistra apite um jogo da exigência do do Braga-Porto. É do conhecimento público a sua prestação num jogo vergonhoso em Guimarães, onde o SL Benfica saiu vitorioso depois de muitos “casos” e no final ainda insultou o treinador vimaranense. Dizem-se profissionais, estes senhores que condicionam campeonatos. Podia descrever neste artigo várias decisões anormais, mas basta ir logo aos dez segundos de jogo de ontem para ver realmente as suas majestosas competências.

É muito triste ver o FC Porto ficar retirado desta discussão a três por estes fatores. Os jogadores e adeptos que realmente sentem o clube e o tentam levar para a frente jogo a jogo não merecem este tratamento. Se era para ficar de fora dos grandes palcos, que não fosse desta forma, nem por estes motivos.

Foto de Capa: FC Porto