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Carta Aberta a: Jorge Jesus

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Caro Mister,

Estamos em semana de dérbi, frente ao nosso rival eterno, frente ao clube que também nos faz maiores desde sempre. O Benfica não seria tão grande sem o Sporting, e vice-versa. Sábado será um dia decisivo, um dia que vai parar Lisboa, onde as pessoas que vão trabalhar vão estar sempre com a cabeça, não na lua, mas em Alvalade.

O que eu e a esmagadora maioria dos sportinguistas esperamos é que os “verde e brancos” vençam, se possível com um futebol à imagem daquilo que têm apresentado esta temporada: um Rui Patrício digno de equipa gigante, com concentração e autoridade na defesa, com os patrões Paulo Oliveira ou Coates, com um William como o que jogou em Guimarães, um Adrien sublime , Bryan Ruiz e João Mário a abrirem o livro a cada toque que dão na redondinha e Slimani a cerrar os dentes e a marcar golos decisivos, por entre confrontos com todos os defesas centrais que enfrenta, em todas as jogadas possíveis e imaginárias.

Para isso, Jorge, preciso de que o senhor esteja totalmente focado neste jogo, motivando os seus jogadores da forma mais intensa que conheça. Este é o jogo mais importante da época, é um jogo que, em caso de vitória, vai deixar os sportinguistas eufóricos, mais perto de reviver o que se passou no início deste século. Concordo a cem por cento com a sua grande decisão desta temporada: a opção de foco total no campeonato; depois da eliminação na Liga dos Campeões, foi fulcral esta estratégia para vermos o Sporting na posição onde está atualmente. Não somos campeões há catorze anos, infelizmente, e este título é fundamental, é nuclear para o projeto desportivo da presidência de Bruno de Carvalho.

Jorge Jesus trouxe para o Sporting um futebol rendilhado, com muitas tentativas de entrada na área adversária com a bola controlada, nalgumas vezes até demais, em lances onde o remate seria a escolha mais acertada. Mas é este o estilo de jogo predileto do técnico, onde Adrien, João Mário e Bryan Ruiz são os seus trunfos favoritos. Sábado é absolutamente imperativo que estes jogadores estejam no máximo das suas capacidades, assim como William Carvalho. Este último tem sido um pau de dois bicos em alguns períodos da temporada. Houve jogos em que os “leões” estiveram mal na primeira parte e melhoraram com a saída do número 14, mas também houve outras partidas, como a de Guimarães, em que o subcapitão leonino foi um dos melhores em campo. Esperava-se que William explodisse definitivamente com JJ, mas isso ainda não aconteceu. Oxalá o jogo no D. Afonso Henriques tenha sido o ponto de partida para uma reta final a encher as medidas dos adeptos. Penso que será no meio campo que poderemos ganhar a vantagem decisiva neste jogo, com o Duelo William-Adrien contra Samaris e Renato Sanches.

É esta a imagem que todos queremos repetida no sábado: o leão a rugir mais alto! Fonte: Sporting CP
É esta a imagem que todos queremos repetida no sábado: o leão a rugir mais alto!
Fonte: Sporting CP

Contudo, mister, há uma questão onde não estamos de acordo: Teo Gutiérrez. Basta olhar para textos antigos para ver que não simpatizo muito, ou quase nada, com o avançado colombiano, mas ele tem sido opção várias vezes. É o Jorge que treina com ele todos os dias, compreendo isso. Porém, sinto-me no direito de contestar esta opção, pelos bons apontamentos que Barcos demonstrou em Guimarães, mas sobretudo pelas saudades enormes que tenho de “El Avioncito” Montero.

Aguardo uma equipa guerreira, a lutar por todas as bolas, por todos os lances, como se este fosse o último jogo das suas carreiras. Por isso, acho que João Pereira será melhor opção que Schelotto e que Bryan Ruiz será, com toda a certeza, muito melhor escolha que Teo. Temos de alinhar com jogadores que tenham cérebro e garra para lutar pelo clube, que o conheçam e que estejam dispostos a tudo por ele. Quanto a si, mister, espero vê-lo a cantar “O Mundo Sabe Que” no início do jogo, espero vê-lo a andar quilómetros na sua área técnica, a esbracejar como se fosse o Michael Phelps, fazer com que a sua equipa, a nossa equipa, me levem também a festejar golos como se fosse, por uns segundos, um Diego Simeone ou Jürgen Klopp. Tudo isto porque este será um dos jogos das nossas vidas.

Carta Aberta a: Rui Vitória

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Que a laringe, a faringe e o esófago estejam preparados. Que o seu coração esteja saudável. Que o nó da sua gravata esteja solto e o botão da camisa junto ao pescoço desabotoado. Sábado é O dérbi, e você, meu caro Rui Vitória, vai ter gritar com todo o ar que tiver nos pulmões. Vai ter de gritar por cada cachecol encarnado que naquele dia, seja no estádio ou em casa, seja de sócios ou adeptos, seja em Portugal ou no Haiti, estiver ao pescoço de milhões de pessoas. Vai ter de voar mais alto que a nossa águia, vai ter de orientar a equipa com o nome de Eusébio nas costas, com a sabedoria de Coluna na cabeça e com a emoção daquele miúdo que, na primeira fila, vai chorar, independentemente do resultado.

No dia 5 vai ter de dar pólvora ao nosso Jonas Pistolas, ir ao registo civil mudar a terminologia do nome do Mitroglou para Mitrogolo. Vai ter de dar aço no pequeno almoço ao Lindelof e ao Jardel. Vai ter de soltar o Renato Sanches e o Gaitán e deixá-los imaginar, criar e vencer. Vai ter de mostrar o que nós somos, o porquê de todos os seus ex-alunos com quem me cruzo me dizerem que sempre confiaram em que chegaria a esta posição vencedora, em que apenas dependemos de nós próprios, mesmo depois daquele arranque desastroso.

Sábado é o seu último clássico desta época em Portugal e temos de o vencer. Eu não quero saber se já perdemos três vezes. Dói-me, mas já passou. O crescimento da equipa suplantou a mágoa, e o bom desempenho na Europa eleva-me o ego benfiquista. Mas agora abstraia-se da Europa, abstraia-se da ‘Taça da Cerveja’ e diga a todos os seus jogadores, de pulmão bem cheio: “Vamos para cima deles!”

“Vai ter de gritar por cada cachecol encarnado que naquele dia, (…), estiver ao pescoço de milhões de pessoas.” Fonte: SL Benfica
“Vai ter de gritar por cada cachecol encarnado que naquele dia, (…), estiver ao pescoço de milhões de pessoas.”
Fonte: SL Benfica

Ataquem, fintem e dominem como sabem fazer melhor. Este já não é o Benfica de Jesus, isto já não é o início da época. Ele já não nos conhece. Agora ele tem de nos estudar, e jogadores como Renato, Gaitan ou Jonas não se estudam: defrontam-se. E no ‘mano a mano’ ou no ‘mata-mata’ quem manda somos nós. Quem tem a chama, quem veste o manto sagrado somos nós.

Diga ao Júlio César que nunca deixou de ser imperador, porque é verdade. Diga ao Salvio e ao Paulo Lopes que, mesmo não jogando este tempo todo, os adeptos não esquecem o quanto eles amam o clube e o quão importantes eles são num balneário campeão. Diga a todos que são o Benfica e que os adeptos estão sedentos deste título.

O campeonato não é impossível. Os berbicachos que inundam as redes sociais não passam disso, vozes amadoras que tomam como certa a derrota do Benfica. Não. Agora as coisas serão diferentes, agora vamos dar o litro e vamos ganhar. Por favor, berre, grite, gesticule, dê pontapés no banco, atire a gravata para o chão… Faça o que quiser, mas mexa-se, mas fale, ralhe e congratule. Não fique impávido e sereno à espera do próximo movimento da esfera. São onze de cada lado, e a bola é redonda. As duas equipas são fantásticas, e é por isso que os dérbis não se ganham com técnica mas sim com raça, com amor.

Diga aos jogadores para sentirem a camisola como se fosse a própria pele, para eles sentirem as costuras do emblema junto ao peito, junto ao coração. A onda vermelha irá cantar o vosso nome e serão eternos.

Meu caro Rui, não quer ser eterno? Afinal de contas, o que todo o ser humano teme é a morte, o Benfica oferece-lhe a imortalidade. Venha, vença e conquiste. A Segunda Circular está preparada para o terramoto. Faça abanar o relvado, rasgue as redes. Dê-nos o 35.º campeonato. Seja grande. Até sábado.

Saudações benfiquistas,

Tomás Gomes

O melhor de sempre?

cab desportos motorizados

A temporada 2016 tem tudo para ser melhor que a de 2015, com mais carros de topo e mais nomes conhecidos. Tudo parece correr bem, tirando a divulgação.

A prova começa hoje, dia 4, mas só a 29 saiu uma lista de inscritos ainda não ordenada, apenas os nomes, o que não se compreende, apesar de o problema não ser só do Demoporto – organizador do Serras de Fafe, que abre a temporada – mas também da FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting), que foi prolongando o prazo de inscrições no Campeonato Nacional de Ralis (CNR), o que considero uma falta de respeito para aqueles que se inscreveram a tempo.

Mas a nível de divulgação a coisa não anda muito famosa; não haver uma lista de inscritos não ajuda, mas os próprios organizadores das provas, assim como a FPAK, deixam algo a desejar, talvez devido ao contrato com a Movielight, que faz uns resumos de TV que passam tarde, por vezes mais de um mês depois do fim da prova. No entanto, este ano as imagens vão chegar mais longe, uma vez que a Motors TV vai dar resumos das provas com comentários em inglês. Quanto à rádio, a RFM tem a função da divulgação mas não existem os diretos a acompanhar a prova, algo básico e que continua a não acontecer ao longo do ano.

José Pedro Fontes vai tentar defender o seu título Fonte: André Oliveira
José Pedro Fontes vai tentar defender o seu título
Fonte: André Oliveira

Passando aos carros e pilotos, os R5 chegaram para durar em Portugal (e um pouco por todo o lado) e em Fafe vão estar 14 carros desta categoria, a segunda no mundo dos ralis. José Pedro Fontes continua com o DS3 R5 – com o apoio da Citroen Portugal -, mas um novo, tendo o carro campeão passado para Carlos Martins, que assim trocou o seu Skoda Fabia S2000 por um mais competitivo R5. Ainda com um carro da marca gaulesa vai estar presente Carlos Vieira, piloto que deu boas indicações no final do ano passado.

O Skoda Fabia R5 também vai estar bastante presente em Fafe, desde logo por Pedro Meireles. O campeão nacional de 2014, que fez uma época a meio gás em 2015, regressa a tempo inteiro com o objetivo de ser campeão. Quem também vai estar com o carro da marca checa é Miguel Barbosa. O campeão nacional de Todo o Terreno vai participar no CNR com um carro da marca checa no que será um ano para ganhar experiência, segundo o próprio. Miguel Campos volta a fazer a primeira prova, desta vez de Fabia em vez do 208 T16 da temporada passada, e continua a tentar arranjar apoios para o restante da temporada. Quem também volta para fazer a primeira prova da temporada é o irmão de Pedro Meireles, que o ano passado participou de Fiesta.

Miguel Barbosa pode ser uma das surpresas Fonte: Miguel Barbosa
Miguel Barbosa pode ser uma das surpresas
Fonte: Miguel Barbosa

Para finalizar a família R5, os Ford Fiesta estão em força sendo os mais representados, apesar de ainda algo incerta. Ricardo Moura diz que ainda só tem o Serras de Fafe confirmado, João Barros quer ver o seu andamento antes de confirmar se faz a temporada ou não, fazendo para já apenas as duas primeiras provas. Quem também só tem as duas primeiras provas confirmadas é Ricardo Teodósio, mas neste caso por falta de orçamento – para já – para o ano inteiro, depois de um crowdfunding falhado. Diogo Salvi vai a Fafe com um Fiesta, mas vai mudar para um Fabia provavelmente já na próxima prova, o Rali de Castelo Branco. Elias Barros conduz mais para se divertir do que para os resultados, mas mesmo assim nota-se uma clara evolução no seu ritmo com o Fiesta; ainda da oval azul vai estar Joaquim Alves, apesar de o piloto de Aveiro ir fazer o CNR de Fabia S2000. Para finalizar os pilotos que vão estar de Fiesta R5 falta falar de Fernando Peres, que volta ao escalão máximo depois de alguns anos afastado e a competir em campeonatos secundários.

Da família R5 ficam de fora o Peugeot 208 T16 e o Hyundai i20 R5, ainda que por motivos diferentes. No caso da marca gaulesa nenhum piloto apostou no carro, já no caso da marca coreana o carro ainda não está disponível e a marca já informou que não pretende ter nenhuma equipa oficial em Portugal, ao contrário de outros campeonatos nacionais por esta Europa fora. O facto de só haver uma equipa semi oficial em Portugal prejudica um pouco o campeonato, apesar de não ser essencial esta presença. Se voltasse a existir uma Peugeot Sport Portugal, uma Ford oficial, um assumir da Citroen Portugal, como existia no início deste século, traria logo mais interesse por parte de todos, incluindo das empresas. Este é outro ponto que gostava de destacar: em Espanha vemos a Repsol a patrocinar tudo o que mexe em desportos motorizados; em Portugal, a Galp – com lucros astronómicos em 2015 – quase ignora o desporto automóvel, o que é pena, pois os seus serviços são para carros/motos e não para o futebol, onde apostam mais.

O regresso de Peres vai trazer ainda mais gente às estradas Fonte: André Oliveira
O regresso de Peres vai trazer ainda mais gente às estradas
Fonte: André Oliveira

Voltando a Fafe, a minha aposta para a vitória vai para Ricardo Moura. A lutar pelas duas restantes posições do pódio coloco três nomes: José Pedro Fontes, Fernando Peres e Miguel Campos. Pedro Meireles e João Barros podem meter-se nesta luta, mas caso todos estes pilotos estejam nos seus dias, e os carros também, não deverão conseguir melhor do que lutar pelo quinto lugar. Quanto ao campeonato em si, e tendo em conta os pilotos confirmados para o ano todo, o título tem de ir para José Pedro Fontes, sendo Pedro Meireles e Fernando Peres os seus maiores opositores.

Respondendo à pergunta do título, 2016 tem tudo para ter o melhor CNR de sempre. Esperemos que tal venha mesmo a acontecer; este é o meu desejo: que 2016 seja ainda melhor do que 2015, ou seja, que se tenha de esperar até ao último troço para se saber quem vai ser o campeão nacional e que não existam polémicas com furos e pó como na temporada passada.

Foto de capa: Sports&you

“A Caminhada: Passo 4” Carnide – Ginásio CP 3-1

cab Voleibol

A lenda da época do Carnide 2015/16 cresce todos os dias.

Domingo, depois de uma semana em que o azar tentou tudo e em que jogávamos depois de uma derrota, o Carnide mostrou que vai ser preciso muito para quebrar esta equipa. Como acontece sempre no “Bairro” a entrada foi intensa, avassaladora e sintomática sobre ao que esta equipa vinha. 25-13! Contra uma equipa competitiva como é o Ginásio. Foi um jogo competitivo principalmente nos inícios dos sets, sofremos pela pressão de ter sempre que ganhar mas á excepção da desconcentração no segundo set fomos sempre melhor equipa e a qualidade individual e colectiva da melhor equipa veio, naturalmente, ao de cima. Os sets foram: 25-13/14-25/25-17/25-16.

Passamos mais um teste, numa altura sensível contra um adversário que este ano tinha ganho ao Alverca e feito 2-3 com Carnide e Sesimbra. Não há jogos fáceis na série dos primeiros e só pelo querer, atitude e grande mentalidade competitiva ganhamos hoje como ganhamos. No fim de contas é a nós próprios, às nossas expectativas que devemos tudo! O caminho é longo mas estamos mais perto!

carnide clube
A união está bem presente

Com o triunfo, mantivemos os 2 pontos para o CV Aveiro numa jornada em que os favoritos cumpriram…

Próximo sábado teremos uma batalha duríssima em Sesimbra contra talvez a segunda melhor equipa de Lisboa no momento… A pressão é a de sempre, a de Campeões Regionais que somos e que nunca têm borlas de ninguém…

Pudemos garantir sábado que mantemos a pressão sob a liderança e afastamos de vez um adversário complicado.

Ganharemos porque somos mais forte e queremos mais!!!

Conferência – Direito Desportivo e Comunicação: Um Diálogo necessário

cab reportagem bola na rede

A Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) acolheu ontem a conferência “Direito Desportivo e Comunicação: um diálogo necessário”, em parceria com a Associação Portuguesa de Direito Desportivo (APDD), onde se analisaram vários temas que relacionam o desporto, o Direito e a comunicação. O árbitro João Capela, o jornalista Manuel Queiroz ou o comentador/consultor José Marinho foram alguns dos nomes mais sonantes presentes no evento.

Esta iniciativa, como contou ao Bola na Rede o diretor de comunicação da Associação Portuguesa de Direito Desportivo (APDD), Diogo Nabais, cumpre a missão da APPD de divulgar e esclarecer tudo aquilo que no direito desportivo tenha interesse público. Falou-nos da escassez de juristas especializados nesta área nos clubes e nas federações, da dificuldade que os meios de comunicação social têm em entender determinados aspectos jurídicos relacionados com o desporto e da importância que a APDD tem para mudar esta realidade, designadamente através de formações a jornalistas e conferências como esta em escolas e Universidades.

Vamos, então à conferência propriamente dita?

O primeiro combate a sério para os portugueses

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Cabec¦ºalho ciclismo

Foi ontem apresentado o 8º GP Liberty Seguros de ciclismo prova que reune as equipas portuguesas com nove equipas do mesmo nível mas estrangeiras, equipas estas que vêm um pouco de todo o lado num total de 20 países representados através de ciclistas.

A prova que vai decorrer no Algarve nos dias 12 e 13 de março vai ser a primeira real oportunidade das equipas portuguesas brilharem este ano, sendo o destaque para a luta Sporting-Porto. As equipas portuguesas vão poder controlar a prova e liderar o combate como quiserem, pelo menos é o que se espera.

Serão dois dias de prova em que os sprinters terão hipóteses de ganhar, apesar de no segundo dia terem de enfrentar algumas dificuldades montanhosas que pode afastar logo os sprinters mais puros mesmo que fiquem a faltar ainda mais de 40 KM para o fim da segunda etapa que tem início e fim em Lagoa.

Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo e que recentemente deu uma entrevista ao Bola na Rede, afirmou que “estas provas pretendem mostrar que em Portugal se trabalha bem o ciclismo e que é um bom destino para o início de época devido ao bom tempo”. Este é um mercado que Portugal deve e tem de apostar, o do turismo desportivo. Receber as equipas das mais variadas modalidades que param os seus campeonatos devido ao tempo ser demasiado frio é uma excelente oportunidade de negócio para combater as épocas baixas, nós que temos a sorte de ter um tempo bom ao longo de todo o ano.

Ruben Guerreiro vencedor da temporada passada vai tentar defender o seu título na prova algarvia. O ciclista de 21 anos corre na equipa norte americana Axeon Hagens Berman, mas não terá tarefa fácil na renovação do título, até porque a prova tem uma particularidade, nunca nenhum ciclista conseguiu ganhar a prova duas vezes, será o Ruben o primeiro?

FC Porto 2-0 Gil Vicente: A confirmação do Jamor

fc porto cabeçalho 2A segunda mão da meia-final da Taça de Portugal disputou-se num estádio despido de gente e num jogo despido de esperança para o Gil Vicente. As menos de cinco mil almas que assistiram ao jogo viram uma espécie de jogo-treino em que saltaram à vista os pormenores individuais e que serviu para alguns jogadores se mostrarem. O FC Porto jogou no 4-3-3 habitual e alinhou com Helton, Victor Garcia, Layún, Chidozie, José Ángel, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Marega, Evandro, Varela e Aboubakar.

A batuta do encontro ficou a cargo de Sérgio Oliveira, contando com o apoio de Rúben Neves; os dois portugueses mostraram em campo a qualidade que têm e, sem a pressão que um jogo “normal” traz, sobraram os pormenores, principalmente a Sérgio Oliveira, que desde o início do jogo se quis mostrar.

O primeiro tento foi marcado aos 11 minutos por Chidozie, mas já antes o FC Porto se podia ter adiantado por duas vezes no marcador. Assim foi a primeira parte do encontro, com pormenores e pressão alta do lado dos Dragões e uma grande inconsequência atacante do lado dos Gilistas. Merecem também destaque Ángel e especialmente Victor Garcia, que esteve muito bem nas subidas – aliás, o lado direito foi sempre o mais perigoso da primeira parte. A nível defensivo, salvo uma oportunidade depois de um erro de Layún, nada mais há a dizer. Rúben Neves esteve bem nas coberturas contando com a preciosa ajuda de Evandro, que acabou por sair lesionado aos 43 minutos.

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Rúben Neves voltou a fazer um bom jogo
Fonte: FC Porto

O segundo tempo pouca história teve; o Porto controlou o jogo e foi dando ao trio atacante e a Aboubakar oportunidades que o atacante desperdiçou. Duas bolas do camaronês na barra e ainda um falhanço incrível juntamente com Bueno poderiam resumir o que se passou, mas Marega aos 81 minutos acrescentou mais um golo ao jogo. O extremo portista, a cada jogo que passa, mais confirma que as suas qualidades são sobretudo físicas e não propriamente ao nível da forma como trata a bola. Há pormenores de toque, passe, finta que chegam até a ser confrangedores, embora do outro lado houvesse um Varela que não estava com muita vontade de jogar. Afinal, quarta-feira às 21h00 por um jogo mais do que decidido seria pedir muito ao extremo português que tem dificuldade em motivar-se para os mais variados jogos.

Do jogo fica na retina o preço abusivo dos bilhetes (oito euros para sócio) para um encontro de uma eliminatória, já decidida, às 21 horas de uma quarta-feira. Se o anterior recorde negativo de assistência estava em mais de 10 mil adeptos, a direcção bem que poderia ter colocado os preços dos bilhetes a preços decentes, principalmente para sócios. Falta de visão e de sensibilidade, principalmente em mais um ano em que os portistas não têm razões para andar felizes. O mais importante, claro, é que no último jogo da época lá estaremos no Jamor para levar de vencido o Braga, que mais uma vez está na final!

A Figura:

Sérgio Oliveira – Espalhou o talento que tem no relvado com pormenores de encher o olho e com grande visão de jogo.

O Fora-de-Jogo:

Silvestre Varela – Mais uma vez pouco se viu do extremo português. Voltou a não fazer a diferença no último terço do terreno.

Os desenvolvimentos no seio da SAD do Sporting que originarão problemas em toda a estrutura

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sporting cp cabeçalho 2

Segundo apurou esta redacção junto de fontes próximas a vários processos que decorrem em Alvalade, dentro de pouco tempo teremos oficialização de alguns temas que deixarão todos os quadrantes de futebol português muito mais descansados e optimistas quanto ao futuro deste desporto nacional.

Poderemos adiantar já alguns pormenores que chegaram à nossa mesa de trabalho, e que aqui deixamos.

Segundo se apurou, o treinador Jorge Jesus já avisou a estrutura do Sporting que abandonará o cargo no final da temporada, uma vez que não lhe estão a ser dadas todas as condições que ele esperava. O treinador sente-se enganado por não haver aposta na formação como há noutras paragens, também não lhe deram condições para poder ganhar o campeonato com avanço de 20 pontos do segundo classificado, e porque também não lhe foram garantidas as condições ideais para orientar a equipa a partir do banco de suplentes.

Apurou-se também que a equipa de futebol do Sporting vai ser toda remodelada, uma vez que os jogadores do plantel vão ser dispensados por não apresentarem qualidade suficiente para representarem o clube. Assim, vão ser colocados a leilão em que serão vendidos pela melhor oferta.

Posto isto, Bruno de Carvalho diz que não quer ficar atrás e também vai deixar o lugar à disposição uma vez que não se revê no papel que um presidente do Sporting deverá ter no futebol nacional. O ainda presidente do Sporting não sente ter perfil para ter que aceitar ordens de outros clubes, ou ter de ouvir e calar, ou mesmo ver o seu clube ser maltratado e continuar com sorriso nos lábios e aceitar convites para almoços e jantares com pessoas que querem mal ao seu clube.

E assim, a partir da próxima época de futebol, tudo voltará ao paraíso que se havia tornado o futebol português, antes deste Sporting se ter sequer atrevido a querer ter voz e decisão em qualquer quadrante.

Finalmente o Sporting voltará aos tempos áureos em que lutava para ir à Liga Europa, e em último caso ainda conseguia um 7º lugar muito honroso.

O sétimo lugar de 2012-2013 nunca poderá ser esquecido Fonte: Sporting CP
O sétimo lugar de 2012-2013 nunca poderá ser esquecido
Fonte: Sporting CP

(Juro que até aqui nenhuma informação foi retirada de nenhum jornal ou respectiva televisão “sensacionalista” português.)

Quero por isso, deixar os meus parabéns aos que querem o futebol Português como sempre esteve, com as manias e manhas, os tiques que o caracterizam e tornam único no mundo.

Parabenizar os que constantemente declamam Confúcio, com o celebre pensamento “Quando o sábio aponta para a Lua, o idiota olha para o dedo.”, pensamento que quererá servir para rotular de idiotas a quem eles se dirigem, e que olham para aquele seus, tão sábios, dedos que apontam para tudo e todos a tentar desviar atenções de assuntos que não lhes interessa discutir.

Mas quem deve ficar bastante feliz são aqueles que se dizem do Sporting, e que se sentiam felizes com participações honrosas, em que nos classificávamos com categoria entre o 3º e 7º lugares, e ficavam resignados pensando que o próximo ano poderia ser melhor. Esses sim poderão achar que o que foi acima descrito será o seu mundo ideal.

Eu entendo que hoje em dia se estão a criar gerações que têm tudo o que querem sem sequer se preocuparem e esforçar para terem alguma coisa. Chegam, dizem que querem, e têm, simples.

O problema é que estas gerações, quando chegarem ao mundo real, vão querer e não vão ter. Ou se quiserem ter, terão que se esforçar, que se sacrificar, lutar, para poderem ter só a possibilidade de vir a conseguir o que querem. Normalmente é assim que funciona.

Vejo miúdos que se dizem os maiores Sportinguistas jamais inventados, e que não aceitam um não como resposta, ou que criticam todos os que não lhes dão o que eles idealizaram como seu gosto e vontade.

Esses Sportinguistas chegam, e exigem que o seu clube seja o maior, o mais forte, que vai certamente ganhar o próximo jogo, deixando sempre no final da frase uma alusão ao aparelho sexual masculino. Isto não é amor ao clube, e fé no mesmo. É querer impor a sua vontade, e se não lha conseguirem dar vir fazer birra de seguida.

É que, se o seu clube, que ele mandou ganhar por si, pelo seu ego, e porque se quer pavonear para os outros com as glorias de jogadores que se esforçaram no campo de futebol, não conseguir ganhar, aparece logo com a birra de que a culpa é dos jogadores que não se esforçaram, dos jogadores que não são suficientemente bons para representar o clube que ele apoia. No fundo, que todos são maus. E no final sempre deixa uma nova alusão ao aparelho sexual masculino. São tiques.

Estes tipos que acreditam que antes do jogo aquela equipa pode ganhar até ao Barcelona, e no fim acha que aqueles jogadores nem ao Damaiense ganhavam, não são adeptos de nada. São só adeptos de si mesmos, e das suas vontades.

E no último jogo que o Sporting empatou vi um dos capitães da equipa a ter que ir pedir calma aos adeptos, e ter que os lembrar que continuam em primeiros. Isto deixa-me confiante porque vejo que os jogadores continuam a acreditar no seu valor. Mas estes mesmos jogadores, já em casa, vão pensar que viram desconfiança na cara e nas atitudes da sua massa adepta, e poderão pensar que se calhar não vale tanto a pena representar um clube que não os apoia nos momentos menos bons.

Fonte: Bola na Rede
A massa adepta deste clube não tem rival em Portugal
Fonte: Bola na Rede

Podem dizer que eles têm é que correr porque lhes pagam. Pagam, mas talvez haja alguém que paga mais, ou até o mesmo, e os apoie mais. E por muito que sejas profissional e te esforces por fazer bem o teu trabalho, se não estiveres motivado e feliz, de pouco te adianta o profissionalismo. E não me venham com a conversa do amor à camisola que isso facilmente se esfuma ao lado dos milhões que circulam no mundo do futebol. Mas se mesmo assim quiserem agarrar-se ao amor à camisola, apoiem quem lá está que sempre se torna mais fácil alimentar esse propalado amor. Não se esqueçam que entre amor e ódio está uma linha muito ténue.

Se os Sportinguistas se acham os melhores adeptos do mundo, demonstrem-no agora e não a votar em concursos online. Ou então demonstrem-no das duas formas, votando mas principalmente apoiando.

Que dizer se não estivéssemos em primeiro lugar? Se calhar talvez não criticassem tanto a equipa, não sei.

Mas tenho a certeza que estes mesmos adeptos, mantendo o seu perfil de bipolaridade, festejarão e elevarão a equipa ao altar mais alto nas vitórias e colocá-la-ão no buraco mais fundo em caso de insucesso. Por isso, caso esta equipa tenha o sucesso que todos desejamos, lá nos encontraremos todos a festejar.

E chamem-me iludido, mas vou acreditar até ao fim, mesmo que até tenhamos que passar pelo segundo lugar em alguma jornada. Se quem está em segundo e em terceiro acredita, porque não acreditar quem está em primeiro?

Para nota final: Quem ouve muitos dos nossos rivais, como o do Confúcio e um dos amantes exacerbados do vinho que ultimamente tem estado muito em voga, até parece que só o sporting está na eminência de perder pontos. Podem perder, mas aposto que os adversários também os perderão, até porque não jogamos muito menos que eles, jogamos? “Ah, o Sporting vai ter jogos difíceis”… E os outros não têm jogos difíceis? Podem ser menos difíceis, mas são difíceis. E espero que não os tornem menos difíceis do que o esperado. Just Saying

Foto de Capa: Bola na Rede

Rio Ave FC 0-0 SC Braga: Outra vez – O Jamor é já ali

futebol nacional cabeçalho

Eis que chegou um dos jogos mais importantes para as duas equipas que sucedem ao pódio na tabela da Liga e que, fazendo jus ao facto, melhor praticam futebol por cá. Com o passaporte para o Jamor em jogo e com o Braga a partir em vantagem com a vitória garantida pela margem mínima na primeira mão da eliminatória, foi a equipa da casa a assumir o jogo durante os primeiros quinze minutos, demonstrando mais ímpeto ofensivo e vontade de assumir o controlo inicial, muito em proveito das boas iniciativas atacantes, destacando-se o trabalho do Brasileiro Bressan.

O começo forte do Rio Ave, desde já habitual na equipa de Pedro Martins, acabou por se atenuar com a intrusão táctica da equipa do Braga, que, mais lentamente, demorou a perceber aquilo que o desafio exigia. Digamos que, de uma forma concisa, os Minhotos foram obrigados a controlar a posse para desacelerar os movimentos do adversário, impondo um domínio suficientemente constante e que se prolongaria durante o restante tempo da primeira parte, o que provocou, aos poucos, o aumento claro da profundidade do jogo do Rio Ave, que, apesar da boa organização dos seus blocos na pressão, sentia dificuldades no aproveitamento dos espaços e na construção de ataques. Foi, por isso, ao Braga que pertenceram as melhores hipóteses para finalizar, com especial foco para o remate ao poste de Pedro Santos, revelando-se uma equipa mais ansiosa pela resolução da eliminatória do que o Rio Ave, que se encontrava em desvantagem.

Rafa é a principal peça deste Sporting de Braga Fonte: SC Braga
Rafa é a principal peça deste Sporting de Braga
Fonte: SC Braga

A correr atrás do prejuízo, cabia aos Vila Condenses a aposta mais forte para a segunda parte. A espectável entrada de uma peça mais criativa para quebrar o jogo consumou-se com a chegada de Heldon, logo após o intervalo. Os primeiros minutos, bastante repartidos, trouxeram oportunidades para ambas as partes, mas muito por culpa da contensão defensiva do Braga; com Vuckevic a colar na linha defensiva e a abdicar da presença em terrenos mais altos, o jogo tornou-se mais dividido e a disputa pela posse aumentou. A entrada de Postiga e de Guedes para a frente do ataque do Rio Ave não abriu grandes alternativas, até porque, no outro lado, era incomparável a evidente capacidade de fazer chegar a bola com perigo através do trabalho de dois homens: Rafa e Pedro Santos. Bem sei que tudo o que se torna repetitivo cansa, mas mais uma vez é de anotar a qualidade deste rapaz, que tanto oferece a esta equipa do Braga, tanto pelo que faz quando está perto da área como pela inteligência que incute no estilo de jogo de uma equipa que, se sabe jogar muito bem futebol, em parte o deve a ele. Em muitos momentos em que o Rio Ave se encontrava por si, era Rafa que, num meio campo com menor expressão ofensiva, tinha as iniciativas que ajudaram a equilibrar os fluxos da partida.

Um golo bastava para empatar a eliminatória, mas, apesar dos bons momentos que registou no jogo, acabando, inclusive, perto de conseguir marcar, o Rio Ave não foi capaz de facturar uma única vez. No somatório total, o Braga foi mais forte. Teve um percurso interessante ao longo da prova e fez o esperável numa eliminatória promissora. E, muito embora aprecie a coragem de Pedro Martins em todos os jogos que disputa, o Braga provou ser uma equipa mais experiente nos momentos em que é necessário sê-lo.

A Figura:

Vuckevic – Gosto deste médio. Creio que a sua maior valia se encontra na capacidade de pisar diversas partes do meio-campo. Ataca bem e defende de igual forma – apesar de não ser esse o seu papel principal. Hoje provou-se isso.

O Fora-de-Jogo:

Pedro Martins – Continuo a ser um admirador do treinador do Rio Ave, mas continua a ter lacunas nos jogos preponderantes. Pedia-se uma equipa mais esclarecida ofensivamente e, de preferência, com vocação ofensiva durante toda a partida. Se assim não foi por alguns momentos, isso deve-se ao demérito próprio. Podiam ter ganho o jogo. O facto de o meio campo ser coesão, o facto de haver profundidade a mais… Percebo a ideia, mas perdeu qualidade táctica com as substituições.

Foto de capa: SC Braga

Cerca de 15 anos depois, a história pode-se repetir…

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É importante recordar o passado, para poder projectar o futuro!

A época de 1999/2000 começa com o Porto como grande candidato ao título, o Benfica com uma enorme crise financeira e o Sporting a ressacar por um título de campeão nacional…

Nos primeiros jogos da época, percebe-se claramente que Giuseppe Materazzi não consegue levar a turma leonina ao topo da tabela e a sua passagem em Alvalade culmina com uma humilhação na Europa, onde os leões tombam frente aos “semi-profissionais” noruegueses, “os Vikings”.

Augusto Inácio entra para o comando da operação “ataque ao título”, que poucos acreditavam ser possível… Mas o grande ponto de viragem dá-se em Janeiro, quando Mbo Mpenza, César Prates e André Cruz são contratados como reforços de Inverno. Nesta altura, o Sporting estava um ponto atrás do Porto na luta pelo título.

E eis que a magia acontece em Alvalade: a equipa passa a jogar à bola e a ter um patrão que sabe e comanda as operações dentro de campo, de seu nome André Alves da Cruz.

O Porto estava a perder gás e quando defrontou os leões no Estádio de Alvalade, se perdesse, perderia também a liderança… O jogo estava empatado a zero e Beto Acosta sofre falta à entrada da área. André Cruz, bem ao estilo dos seus tempos áureos no Milan, coloca a bola no relvado e só tem olhos para a redondinha e para a baliza… Parte para a bola e PAU! Bola na gaveta… Vítor Baía nem esboça reacção e a bola entra ao ângulo superior direito da baliza dos dragões… Era o primeiro de quinze golos do jogador brasileiro pelas cores leoninas em duas épocas e meia. O Sporting acabou por ganhar 2-0.

Os golos de livre do brasileiro que ajudaram o Sporting a acabar com um jejum que já durava há 18 anos Fonte: www.andrecruz50.blogspot.com
Os golos de livre do Brasileiro que ajudaram o Sporting a acabar com um jejum que já durava há 18 anos
Fonte: andrecruz50.blogspot.com

André Cruz, defesa-central, foi adquirido ao Torino, tendo realizado nessa época 23 jogos onde apontou 5 golos…

E se, à Baliza, o Sporting tinha o “monstro” Schmeichel, na frente dele tinha um “patrão” que pouco trabalho permitia ao “grande dinamarquês”.

De cada livre que o Sporting tinha a seu favor, das duas, uma: ou dava golo marcado pelo brasileiro ou era de grande perigo. Cada falta que o Sporting sofria perto da área para o pé esquerdo do brasileiro era meio-golo. Já desde o tempo de Krassimir Balakov que o Sporting não tinha um exímio marcador de livres… E André Cruz foi talvez o último grande mestre dessa arte em Alvalade… Desde então ninguém conseguiu fazer esquecer esse grande senhor.

No Sporting, em dois anos e meio, venceu dois campeonatos, duas Supertaças e uma Taça de Portugal. Isto para um clube que em 18 anos pouco, ou quase nada, ganhou. Deixou o clube português em 2002; contudo, o seu nome ficará para sempre na história do clube pelos seus livres directos que tantas felicidades deram aos adeptos.

E, cerca de 15 anos depois, a história pode-se repetir… Diferentes intervenientes, mas a história repete-se. O Sporting está claramente a ressacar por um título de campeão nacional. Bruno Carvalho, Jorge Jesus, Adrien Silva, William Carvalho, Rui Patrício, Slimani e tantos outros estão prontos para neste sábado se libertarem da proximidade de rivais e partirem rumo ao título de campeão nacional.

Foi num jogo grande que o Sporting deu a volta à malapata… E este ano está provado que com as equipas grandes somos fortes!

Quando ninguém acreditava ser possível, o Sporting deu um pontapé na crise e aliou uma rigorosa direcção a uma equipa técnica vencedora e uma equipa fantástica a uma curva belíssima.

Sim, hoje e até sábado “estamos em primeiro”! E lá vamos continuar…

Foto de Capa: leaodaestrela.blogspot.com