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Jornada muito importante!

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Caminhamos a passos largos para o mês de Março, e, com esta caminhada, também se aproxima a fase mais importante do nosso campeonato, a fase onde cada escorregadela pode ser mais cara do que nunca.

Este fim-de-semana joga-se a 24.ª jornada do campeonato português, onde o Benfica terá como adversário o União da Madeira, equipa que conseguiu “roubar” dois pontos à turma encarnada na primeira volta.

Depois do desaire com o Porto, o emblema encarnado voltou a entrar no caminho das vitórias ao derrotar o Zenit para a liga dos campeões e o Paços de Ferreira para o campeonato.

Com a confiança em altas, a equipa orientada por Rui Vitória irá defrontar no Estádio da Luz um União da Madeira que prima pelo seu bloco muito recuado. Sem grandes “armas”, a equipa orientada por Norton de Matos não tem outra solução senão “estacionar o autocarro” em frente à sua baliza, esperando o erro da equipa adversária para sair rápido para o contra ataque, apanhando assim o seu opositor descompensado.

Com este estilo de jogo, o Benfica terá de ser um conjunto com paciência. Apesar de o Benfica ser a equipa que naturalmente assumirá as despesas do encontro, a turma encarnada tem de “desmontar” a equipa madeirense com trocas de bola rápidas e com jogadas pouco denunciadas.

Pizzi terá muito trabalho neste jogo Fonte: SL Benfica
Pizzi terá muito trabalho neste jogo
Fonte: SL Benfica

Para quem tem boa memória, basta recordar a forma como esta equipa jogou perante o Benfica e o Sporting na primeira volta. Para que tais erros não se voltem a cometer, é preciso, acima de tudo, que haja calma e discernimento na cabeça dos jogadores encarnados; é preciso atenção e, acima de tudo, é imperioso que haja requinte no último passe.

Outro factor muito importante para desequilibrar a equipa insular serão as alas. Num jogo onde o espaço vai ser reduzido, é importante que exista um bom trabalho nas laterais, o que fará com que haja mais espaço no corredor central para que os jogadores encarnados consigam chegar à baliza adversária com mais facilidade.

Relembro que este teste é bastante importante, porque na próxima semana defrontamos o nosso arquirrival, o Sporting. Para mantermos as aspirações de rumarmos a “Tri” intactas, temos de vencer no domingo.

Outro dado importante desta jornada é a deslocação do Sporting à cidade berço. Com um jogo bastante complicado, e ao que tudo indica sem contar com o seu capitão, que é um dos seus jogadores mais influentes, não se afigura vida fácil para a turma de Alvalade.

Resta-nos assim esperar que o nosso Benfica vença para que possamos ver o nosso rival confortavelmente sentados no sofá.

Foto de Capa: SL Benfica

Olheiro BnR – Charly Musonda

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A temporada de 2015/2016 do campeonato espanhol tinha, à partida, muitos jovens com potencial para acompanhar, mesmo nas equipas com menos ambições. Nos clubes que subiram, por exemplo, estão nomes como Dani Ceballos (Betis) ou Alen Halilovic (Sporting Gijón), cujo talento não passa despercebido, e convém não esquecer revelações como Adalberto Peñaranda (Granada) ou Mikel Oyarzabal, que tem sentado Bruma na Real Sociedad. A meio da época, chegou mais um jogador com margem de progressão suficiente para se tornar num craque de nível mundial. Charly Musonda, extremo belga que fez parte da super equipa do Chelsea que venceu a UEFA Youth League, está no Betis por empréstimo dos londrinos e promete ser uma das figuras da segunda volta.

A qualidade de Musonda valeu-lhe desde logo a titularidade na equipa sevilhana, que durante a primeira metade da temporada sentiu a falta de um jogador com a capacidade de desequilíbrio que o belga pode oferecer. Nos primeiros encontros que efectuou com a camisola verdiblanca, o jovem de 19 anos foi sempre um dos melhores em campo e está a ter um impacto imediato no conjunto orientado por Juan Merino. O belga foi uma das apostas para tentar escapar à despromoção, bem como Leandro Damião, e para já vai correspondendo às expectativas.

Charly Musonda já treina pelo Bétis Fonte: Real Bétis
Charly Musonda já treina pelo Bétis
Fonte: Real Bétis

A actuar sobre o lado direito, embora possa ocupar qualquer posição no apoio ao ponta-de-lança, Musonda acrescenta muita velocidade e imprevisibilidade ao futebol ofensivo do Betis, que tem estado dependente de Rúben Castro. O habilidoso belga tem uma capacidade de desequilíbrio impressionante e é fortíssimo em acções de condução no último terço. Ágil e muito dotado tecnicamente, consegue evitar o choque (algo que procura invariavelmente, tendo em conta a sua fragilidade física), serpenteando entre adversários, e define com qualidade. Apesar de ser um jogador com um estilo de jogo irreverente, o que o faz correr riscos no 1×1, demonstra uma maturidade assinalável no capítulo da decisão, sendo de destacar a inteligência na procura do espaço central sempre que possível. Se evoluir de forma natural – e a passagem para o futebol sénior oferece-lhe novos desafios -, podemos estar perante uma das referências do futebol mundial nos próximos anos.

Nos últimos anos, o Chelsea investiu muito no recrutamento de jogadores para as camadas jovens, colocando-se como um dos clubes mais fortes ao nível da formação. Charly Musonda, de origens zambianas mas internacional sub-21 pela Bélgica, foi contratado ao Anderlecht em 2012, juntamente com os irmãos Tika e Lamisha, tendo rapidamente justificado a aposta dos londrinos. O protagonismo que ganhou fez crescer as esperanças dos blues, mas ainda não teve oportunidades na equipa principal e este empréstimo será decisivo para as conseguir na próxima temporada. No entanto, se olharmos ao passado recente, percebemos que não têm sido muitos os jovens da formação que ganham o seu espaço – Kenedy e Loftus-Cheek são dos poucos que vão contrariando essa tendência. As probabilidades de Musonda regressar a Stamford Bridge não são assim tão elevadas, analisando realisticamente. Cabe ao próximo treinador do Chelsea não desperdiçar o diamante que terá em mãos.

Foto de capa: Real Bétis

Somos um país de Medrosos

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Somos um país de medrosos; este era o título da entrevista de António Coimbra de Matos ao jornal Público lançada no passado domingo. Confesso que ao ler pela primeira vez troquei a ordem de duas consoantes da palavra “medrosos”, mas de ambas as formas a afirmação do mais prestigiado psicanalista português se encontra correcta.

Somos um país de medrosos onde quem tem coragem para se insurgir é escorraçado e visto de forma inferior, mas somos um país de consoantes trocadas porque permitimos desde sempre a implementação de poderes paralelos e de esquemas que acabam por favorecer sempre os mesmos. Basicamente, somos um país onde os Ótavios – hoje deu-me para trocar consoantes – acabam sempre por morrer na praia.

Esta estranha forma de vida aplica-se a tudo na vida de um português comum; desde negócios à política, passando pela justiça e terminando no desporto, tudo é experienciado com a sensação de que, no final, acabam sempre por ganhar os mesmos. Pior é que estes quatro temas se misturam constantemente, como pode ser visto nos casos Apito Dourado, Freeport, Vistos Gold ou LFV e BES. Não menciono aqui o caso de Paulo Pereira Cristóvão, uma vez que esse senhor se encontra em prisão preventiva; e, a ser provado o que fez, espero que seja punido de forma exemplar, porque o nome do Sporting Clube de Portugal nunca deve estar associado a corrupção.

Desde o erro no nome do árbitro até à imagem de BdC numa notícia sobre os Super Dragões, tudo vale em Portugal Fonte: Artista do Dia
Desde o erro no nome do árbitro até à imagem de BdC numa notícia sobre os Super Dragões, tudo vale em Portugal
Fonte: Artista do Dia

Vivemos num país de medrosos quando um treinador muda a sua postura consoante o clube adversário, vivemos num país de medrosos quando não se diz o que se sabe com medo de represálias; mais importante do que um jogador, presidente ou até clube está a integridade do desporto que todos nós amamos.

Vivemos num país de consoantes trocadas quando confundimos verdade desportiva e competição com vencer a todo o custo, vivemos na porcaria de um país de consoantes trocadas quando todas as pequenas provas das jogadas de bastidores são reveladas e ainda assim abafadas e ridicularizadas por uma orquestra bem montada e oleada em jantares em Campo de Ourique e almoços em Setúbal ou nos Amoreiras.

Vivemos num país de Ótavios quando a maioria das pessoas que se queixam das atitudes de Bruno de Carvalho parece esquecer-se de que antes de Bruno de Carvalho já existia um João Gabriel que criticava incessantemente a arbitragem. Antes de haver um Bruno de Carvalho já havia um Rui Gomes da Silva a dizer que só havia dois clubes em Portugal: O SL Benfica e o “Anti-SL Benfica”; antes de haver um Bruno de Carvalho já havia um Sílvio Cervan. Três pessoas que têm ou tiveram cargos no clube da Luz e que sempre tiveram atitudes reprováveis ao serviço do mesmo.

Vivemos num país de Otávios quando se vandalizam talhos, quando se ameaçam familiares ou se partem dentes a árbitros em plenos Centros Comerciais.

Vivemos num país de medrosos quando se invadem campos para agredir fiscais de linha e tudo passa com uma leveza impressionante

Vivemos num país de medrosos quando muita gente sabe o que se passa e não fala, vivemos num país de consoantes trocadas quando se prefere ser rico a manter um clube na primeira divisão.

Vivemos num país de Otávios quando se simulam very-lights para relembrar a morte de adeptos de futebol assim como vivemos num país de Otávios quando se incendeiam estádios de futebol.

As atitudes de João Gabriel e o apoio dos suspeitos do costume Fonte: Artista do dia.
As atitudes de João Gabriel e o apoio dos suspeitos do costume
Fonte: Artista do Dia

Vivemos num país de consoantes trocadas quando a arbitragem é posta em causa diariamente; onde erros, nomeações, intrigas e observadores são uma constante; onde o árbitro nomeado para a Final da Taça de Portugal – jogo a eliminar mais importante do Futebol Português – é despromovido poucas semanas depois.

Vivemos num país de consoantes trocadas quando um clube grande proíbe a entrada dos adeptos do clube rival num jogo de hóquei em patins, “gracinha” retribuída pelo Sporting na recepção ao Benfica.

Vivemos num país em que clubes históricos perdem – com médios ofensivos a central – para terem alguma espécie de retorno, tornando assim os seus adeptos e quem sofre com o clube em Otávios.

Vivemos num país em que o Assessor de Imprensa não quer mais perguntas sobre arbitragem mas tanto estações televisivas como alguém que apela à verdade desportiva afirmam que sim, informando e moldando opiniões a bel-prazer, fazendo passar o público por Otávios.

Vivemos num país de consoantes trocadas quando um treinador é escorraçado de um clube, toda a gente percebe o que realmente se passou e ainda assim esse clube faz do treinador um criminoso quando se apercebe de que esse mesmo treinador vai para o rival.

Vivemos num país de Otávios quando milhares de pessoas acreditam em alguém que utiliza o nome de um clube para ganhar dinheiro, recorrendo a mentiras, difamações, na tentativa de relativizar o que realmente se passa nos podres do futebol.

Volto a dizer o que disse em textos passados: Bruno de Carvalho não é exemplar, tem até tido uma postura demasiado agressiva e repetitiva. Cada vez mais se distancia do presidente que elegi em Março de 2013 e se torna em alguém demasiado fustigado e cansado com tudo o que se passa no futebol português. Ainda assim é de louvar que seja alguém que lute a bem do futebol, que lute pela verdade no desporto e que tente introduzir formas de tornar o futebol mais justo, como é por exemplo o caso da vídeo-arbitragem.

A todos aqueles que rejubilam com o facto de não serem Inácios, cuidado, porque podem muito bem ser Otávios.

O SC Braga de Paulo Fonseca

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Nos últimos 10 anos, o Sporting de Braga de António Salvador tem sido um dos clubes com maior evolução e, época após época, consolida o seu estatuto de quarto grande do futebol português com presenças constantes nas competições europeias, nomeadamente com participações nas fases finais da Liga Europa.

Ao analisarmos os treinadores que passaram por Braga nos últimos tempos, não podemos deixar de reparar que o clube minhoto serviu de rampa de lançamento para os três grandes, face à forte estrutura implementada aliada a um crescimento e solidificação da massa associativa e das fortes relações com aquele que é atualmente o melhor agente do mundo do Futebol, Jorge Mendes.

Com isto, nos últimos seis anos, o Sporting de Braga conta com um segundo e um terceiro lugar no campeonato português, uma final europeia, uma conquista da Taça da Liga e também com uma final da Taça de Portugal, reforçando assim a sua influência no panorama nacional e, cada vez mais, internacional.

Após uma passagem menos boa pelo Futebol Clube do Porto, culpa também de uma “falta” de apoio da SAD e da falta de paciência da massa associativa para com um treinador jovem e inexperiente, o Braga voltou a erguer Paulo Fonseca, onde, mais uma vez, foi protagonista de uma ótima época pelos castores, Paços de Ferreira.

Um dos maiores entendidos do futebol português em atividade no território nacional e fã confesso de Jorge Jesus, Paulo Fonseca demonstrou sempre perceber a realidade da cultura portuguesa do desporto rei e a sua organização defensiva, com bloco médio baixo e com saídas recorrendo a dois e três médios, a fim de lançar rápidos contra-ataques, nunca passou despercebida, de tal forma que foi sempre tarefa difícil para todos os treinadores que enfrentou.

Este ano, com uma maturidade bem maior e diferente daquela que apresentava no FC Porto, tem surpreendido todos os que não reconheciam a sua cultura e organização tática e tem reforçado as qualidades que muitos já lhe atribuíam. Mas como? Colocando a jogar o Braga como um grande. Mas quem disse que só os três grandes podem jogar com dois avançados? Paulo Fonseca discorda e, numa das edições mais competitivas dos últimos tempos, o Braga ocupa a quarta posição, acaba de seguir em frente na Liga Europa e apresenta um futebol vistoso com um bloco médio alto, de posse e com identidade própria, percebendo o plantel que tem ao seu dispor e conhecendo os pontos fortes e fracos das equipas que enfrenta.

Paulo Fonseca está diferente, completamente diferente. Com defesa alta e com um número de oportunidades de golo bastante grande por jogo, parece um assíduo adepto da escola “marcar mais golos que o adversário” e, apesar de registar nos últimos jogos bem mais golos sofridos do que aquilo a que nos habituou, o futebol que apresenta é bastante mais vistoso e diferente de todo aquele futebol físico e direto que estamos habituados a observar na Liga Portuguesa.

A nova vida de Paulo Fonseca Fonte: SC Braga
A nova vida de Paulo Fonseca
Fonte: SC Braga

O plantel minhoto esta época é jovem e imponente fisicamente, como de costume; contudo, apresenta uma maturidade enorme com jogadores que já se conhecem e que possuem entre si um entrosamento defensivo e ofensivo bastante interessante, permitindo uma qualidade de transições que permitem fazer frente a bastantes clubes que militam na Liga Europa. Com um estilo de jogo bastante aberto e com uma subida constante dos laterais até ao último terço do campo, o que permite a Rafa, Alan ou Pedro Santos descair várias vezes para o meio, decompondo sistematicamente a defesa contrária, esta época vemos constantemente o Braga instalado no meio campo adversário, onde jogadores com grande visão de jogo e qualidade de passe, como é o caso do Josué e de Felipe Augusto, é frequente ver esta equipa a explorar a bola nas costas da defesa contrária ou a encontrar espaço na área que possibilite exponenciar o jogo forte de cabeça de Hassan e Stojiljkovic, fazendo lembrar o Benfica de Cardozo ou o atual Sporting de Slimani.

Aos poucos, o futebol do Braga vai ganhando mais identidade e espera-se que ainda tenha uma palavra a dizer nesta Liga Europa, dependendo, claro, do quão simpáticos forem os próximos sorteios. A verdade é que o Braga está bem encaminhado para repetir mais uma final no Jamor e, quem sabe, da Taça da Liga, sendo assim o clube em mais frentes no contexto nacional.

Resta esperar para ver até onde os “Guerreiros” podem ir esta época e, independentemente disso, resta esperar que Paulo Fonseca continue na próxima época com o máximo de condições que António Salvador lhe possa oferecer e veremos, certamente, um Braga ainda mais forte e mais deslumbrante do que temos observado esta época.

Foto de capa: SC Braga

“A Caminhada: Passo 3” Carnide – C.V. Aveiro 1-3

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Segunda jornada da Segunda Fase da Zona Sul, Série Primeiros e… primeira derrota!

Curtas… como se de um soco no estômago se tratasse:

– Embate entre as duas equipas que realmente podem ganhar isto, e perdemos!

– Depois das lesões de uma distribuidora e central, que jogaram condicionadas, perder a nossa capitã desta forma abala qualquer equipa;

– Estamos a dois pontos do primeiro lugar e faltam oito finais, e a equipa que foi Campeã Regional continuamos a ser nós;

– No próximo jogo não há outro caminho que não seja a vitória!

Quanto ao jogo, importa dizer que o C.V. Aveiro entrou muito forte no serviço e, de uma forma transversal, foi sempre nesse capítulo que fez a diferença. Foi mais forte em termos competitivos e na experiência posta em campo (o 19-19 do segundo set foi decisivo para o desfecho final) e esteve também acima fisicamente. É uma equipa organizada e muito competitiva. Equilibrámos no segundo e terceiro set… No segundo, deveríamos ter fechado e, no terceiro, fomos superiores. Resultado final: 1-3 (16-25/21-25/25-21/11-25).

Há que limpar a cabeça, recuperar as lesionadas e dar a resposta que se exige já no próximo fim de semana.

O estado da Sara
O estado da Sara

No fim, falámos um bocadinho com Carolina Amaral, atacante da equipa:

O que achou do jogo?

CA – O jogo fica marcado pela lesão, ainda no aquecimento, da nossa capitã! Querendo ou não, uma lesão com a gravidade que foi afecta sempre a equipa. Acho que ficámos algo desorientadas/desconcentradas, principalmente no início do jogo. Acrescentando a isto tínhamos algumas jogadoras com lesões incomodativas e que não permitiram que estivéssemos ao melhor nível. Não querendo arranjar desculpas, certamente este conjunto de lesões deixou a equipa debilitada. À parte disso, foi um jogo de emoções em que acabámos por errar mais e, nesta altura do campeonato, em jogos entre equipas tão fortes, os erros pagam-se caro. Infelizmente não conseguimos ganhar

O que significa esta derrota para a moral do grupo e seus objectivos?

CA – Tal como todas as derrotas, naturalmente, afecta sempre! No entanto, nós somos uma equipa forte, que saberá dar a resposta adequada já no próximo fim-de-semana e continuar na luta pelos nossos objectivos, que passam, necessariamente, por sermos campeões.

Acha que esta derrota vai influenciar o jogo do próximo fim-de-semana?

CA – Creio que sim! Querendo ou não, a derrota pesa sempre. Fará certamente com que entremos no próximo jogo com a mentalidade de que jogamos uma “final”, que é ganhar ou ganhar. Foi contra esta mesma equipa (GCP) que jogámos aquando da nossa única derrota no Campeonato Regional. Foi duro, como será certamente no domingo, mas mostrámos a nossa união, ganhámos e partimos para a conquista do título Regional.

Considera que o Aveiro é o maior candidato depois deste fim-de-semana? Quais são os objectivos do grupo para o futuro?

CA – Sem dúvida que o Aveiro é um forte candidato mas, não tendo jogado ainda contra todas, parece-me prematuro fazer essa avaliação. O que posso dizer é que somos um grande grupo, que cometeu um deslize mas que ainda tem muito para jogar, e os nossos objectivos mantêm-se inalterados. Aliás, este grupo entra sempre para todos os jogos e competições para ganhar! Somos Campeões Regionais e lutaremos pelo título nacional!

Mourinho, Wenger e o Teatro Catalão

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Finalmente alguém conseguiu juntar José Mourinho e Arsène Wenger! O treinador português foi com o francês ao teatro em Londres. Tiveram apenas um pequeno desencontro de dez anos.

A 21 de fevereiro de 2006, em Stamford Bridge, o Chelsea perdia em casa frente ao Barcelona, num jogo em que Asier Del Horno viu o vermelho direto ainda durante a primeira parte por falta sobre um jovem Messi. A entrada é algo violenta, mas as voltas que o argentino deu enquanto estava no chão também ajudaram à decisão do árbitro. No final, Mourinho dizia: “A Catalunha é um país de cultura, vocês sabem perfeitamente o que é teatro e do bom. Fui ao teatro muitas vezes lá e há teatro de qualidade”. E, desde esse dia, sempre que defronta o Barça no Camp Nou, Mourinho ouve a bancada cantar: “Mourinho vete al teatro!”

Dez anos mais tarde, a 23 de fevereiro de 2016, também em Londres, mas no Emirates, foi a vez de Wenger ir ao teatro. Nenhum jogador do Arsenal foi expulso e o penálti para o Barcelona é bem assinalado, mas as cambalhotas de Daniel Alves ou a simulação de Jordi Alba não deixaram de impressionar o técnico francês: “Sempre que caem, gritam. Nunca caem em silêncio e isso influencia o árbitro. Não há um que caia sem gritar”, disse na conferência de imprensa após o jogo.

Jordi Alba no chão, será falta ou simulação? Fonte: FC Barcelona
Jordi Alba no chão, será falta ou simulação?
Fonte: FC Barcelona

Mourinho e Wenger não costumam ter posições coincidentes. O ano passado aconteceu uma vez, mas foi uma coincidência de posição a nível físico, quando o treinador do Arsenal entrou na área técnica do Chelsea. Coincidiram momentaneamente no mesmo espaço, algo que Wenger resolveu rapidamente com um empurrão. Coincidirem em termos de opinião será ainda mais raro (mesmo que tenha sido com dez anos de diferença) e deveria levar a reflexão na Catalunha. O Barcelona é a equipa que, na última década, tem proporcionado melhores espetáculos de futebol em todo o mundo, mas há que saber distinguir o bom do mau teatro.

Deixo um exemplo, que espero que seja esclarecedor. O ano passado, na meia-final da Liga dos Campeões, vimos como Messi pegou na bola, passou por Boateng e bateu Neuer. Nessa jogada, Boateng caiu no chão sem que ninguém lhe tocasse. Isso, usando as palavras de Mourinho, é “teatro y del bueno”. Quando é Jordi Alba a cair sem que ninguém lhe toque, agarrando-se à cara, o sentimento é ligeiramente diferente. Alguém que lhe explique isso!

Foto de Capa: FC Barcelona

Sporting “State of Mind”

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Parece de mau gosto. Portugal e a Alemanha definitivamente não combinam, e, de forma geral, os alemães tornaram-se numa espécie de carrasco para aqueles que carregam a bandeira lusitana. Dirão os mais políticos que esse facto não se espelha só no futebol, mas isso são outras conversas.

Por motivos profissionais não tive oportunidade de ver a 2.ª mão do Sporting contra o Leverkusen, e fica sempre aquele desgosto para quem gosta de acompanhar todos os jogos da equipa. Deste modo, não posso ter grande opinião formada sobre o jogo e também não corro o risco de opinar com base em resumos, mas creio que o resultado não deixa dúvidas. Contudo, a primeira coisa que me foi dita sobre o jogo foi que Teo praticamente não se viu, e esse começa a ser um problema que muitos sportinguistas têm referido e em relação ao qual têm mostrado o seu descontentamento.

E não estou aqui a duvidar da qualidade de um jogador que é titular na frente de ataque da selecção colombiana, onde disputa o lugar com jogadores como Jackson Martinez, Carlos Bacca ou Ibarbo. Um jogador que é opção prioritária quando essa é a concorrência tem de ter essa referida qualidade. Não me posso basear neste jogo porque, volto a repetir, não o vi; mas, nos outros em que Teo tem participado, o melhor que ele tem conseguido é deixar imensas saudades de Fredy Montero, e arrisco-me a dizer que é por culpa própria.

Se o Sporting se quer assumir como uma equipa capaz de lutar em várias frentes do futebol europeu não se pode dar ao luxo de optar por jogadores com falta de entrega. A entrega e a garra em campo fazem 80% do jogador que é Slimani, motivo pelo qual nenhum sportinguista o quer ver longe de Alvalade. E é nesse campo que o Sporting começa a ficar mal servido, porque se toda a frente de ataque está reservada a duas opções, e se só uma dessas opções é que se destaca e é realmente relevante, então o Sporting torna-se naquilo que não pode ser: dependente de um jogador, dependente de Islam Slimani.

Eu compreendo Teo Gutiérrez, porque quando vou à praia também fico preguiçoso. Mas as praias colombianas devem criar uma moleza tal que ainda hoje está a tentar recuperar forças. Se, sempre que ele joga a titular, o Sporting parece que joga com menos um, então a opção tem de vir de outro lado. Mas o que mais me desalenta é ver os rasgos de vontade para que as coisas lhe saiam bem, ver uma garra quase transformada em agressividade quando disputa alguns lances, e, porém, parece ser tudo momentâneo, desaparecendo imediatamente de seguida.

Slimani e João Mário, dois dos jogadores que melhor representam a garra leonina.  Fonte: Sporting CP
Slimani e João Mário, dois dos jogadores que melhor representam a garra leonina
Fonte: Sporting CP

Parece-me que essa garra advém da frustração e não de um “state of mind”, uma auto-motivação, um estado de espírito em campo, demonstrado por quase todos os colegas, realçando os óbvios Adrien e Slimani, e outros como, na minha opinião, João Mário, Zeegelaar, Gelson Martins, Naldo e Schelotto.

Aqui não falo da qualidade individual ou potencial dos jogadores, mas sim daqueles que em campo dão tudo, que correm até à exaustão. Certamente estarei a ser injusto para com outros jogadores a que não fiz referência mas que a merecem, como Jefferson ou Bryan Ruiz e muitos outros; no entanto, o meu ponto principal é esse mesmo.

O Sporting tem de ser uma equipa lutadora no seu todo, em que todos têm de dar o máximo, porque vestir e representar as cores do Sporting é um privilégio para o jogador e não o contrário. Como se diz, o que é demais enjoa, e se Teo Gutiérrez não começar a justificar os milhões que valeu – porque oportunidades não lhe faltaram – e se não tiver a capacidade pessoal de se auto-motivar, focar-se no jogo e nos objectivos, outra solução tem de ser encontrada, nem que seja resgatar o Betinho à equipa B dos leões.

Eu, cá, gosto muito daqueles jogadores mágicos, aqueles que fazem coisas que ninguém espera, mas prefiro aqueles jogadores que até relva comem se for preciso.

Outra solução poderá ser aquele por quem eu e possivelmente a maior parte dos adeptos aguardamos expectantes. Falo de Hernán Barcos. Tenho a impressão de que, quando entrar no ritmo competitivo, fisicamente preparado e rotinado com a equipa, vai dar que falar na liga portuguesa. Espero não me enganar.

Foto de Capa: Sporting CP

FC Porto 0-1 Borussia Dortmund: Não quisemos e não soubemos mais

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O Futebol Clube do Porto recebeu em casa o Borussia de Dortmund para jogar a 2.ª mão da eliminatória da Liga Europa e foi sem esforço ou luta que se deixou perder como se fosse algo natural.

A tarefa não se avizinhava nada fácil mas o público esperava algo mais do que este marasmo e aborrecimento a que assistiu. O 11 inicial de Peseiro já deixava antever um jogo bastante desnivelado e a confirmação chegou cedo. Casillas, Maxi, Layún, Marcano, Jose Ángel, Danilo, Rúben Neves, Evandro, Marega, Varela, e Aboubakar nunca conseguiram fazer um bom jogo colectivo e talvez nem estivessem preparados para tal. Tacticamente o Porto foi uma equipa disposta num 4-3-3 em que o meio-campo comunicou mal com o ataque e em que os alas estiveram sempre muito sozinhos. Esta “solidão” só veio expor a fraca capacidade técnica que Varela e Marega apresentam; não dá para muito mais do que isto contra uma equipa como o BVB.

Por estratégia ou não, o certo é que o Porto, que precisava de ganhar, foi uma equipa pragmática à espera do adversário. Os três da frente por vezes pressionavam, por vezes não. Assim também se demonstrava a falta de crer já que quando a equipa começava a pressionar em bloco logo que os alemães iam para o ataque os portistas ganhavam várias disputas de bola. O problema vinha depois: o que fazer com a bola ganha?

Dortmund foi um justo vencedor da eliminatória Fonte: BVB
Dortmund foi um justo vencedor da eliminatória
Fonte: BVB

O Borussia foi sempre mais perigoso, tendo tido várias jogadas de perigo, surgindo o golo aos 23’ num fora-de-jogo nítido que Mark Clattenburg não viu. Do Porto ficam na retina os últimos cinco minutos da primeira parte, em que soltou um pouco do medo que trazia, mas Burki esteve sempre à altura.

Na segunda parte viram-se os azuis e brancos com mais atrevimento, e prova disso foi o lance aos 55’, em que Aboubakar (muito longe do que era no início da época) ia marcando de calcanhar. Seguiram-se várias tentativas de penetração na área alemã, mas falta magia a este Porto. Danilo esteve muito bem mais uma vez, um verdadeiro comandante em campo, e Rúben Neves melhorou em relação ao primeiro jogo (não o suficiente), mas o que fazer quando o resto da equipa trata mal a bola?!

A partir dos 70 minutos os de Dortmund passaram a controlar a posse de bola e nem a entrada do enérgico Suk e do talentoso Brahimi (muito acima dos seus companheiros de ataque) conseguiu mudar a toada do jogo. Aos 87’ assinala-se ainda uma bola à trave de Brahimi, um oásis no deserto de ideias portista… Mas saímos da Liga Europa sem um golo marcado na eliminatória.

Não houve muita vontade; ninguém acreditava. José Peseiro mostrou isso mesmo no 11 inicial mas o sentimento já estava lá desde o dia do sorteio. Uma equipa com falta de talento, magia e rotinas; longe dos grandes palcos europeus está uma sombra de si. Não adianta mudar de treinador se não houver uma limpeza no plantel.

A Figura:

Danilo – O comandante do meio-campo defendeu, atacou, passou… Merece o Euro’2016!

O Fora-de-Jogo:

Marega – Simplesmente não tem qualidade suficiente para jogar no Porto.

Foto de Capa: FC Porto

Bayer 04 Leverkusen 3-1 Sporting CP: A simples e infalível eficácia alemã

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Antes do apito inicial deste jogo em solo alemão, as probabilidades estavam todas contra a equipa portuguesa: Sporting nunca tinha vencido na Alemanha, os seus dirigentes e equipa técnica pouco apostavam na Liga Europa, o Bayer já iniciava o jogo com a vantagem de um golo e o árbitro era francês.

Vou começar desde já pelo árbitro, até porque não o vou usar como desculpa para o resultado final. O senhor, apesar de francês, e porque sabemos como eles são avessos às equipas portuguesas ou mesmo à selecção, mostrou-se sempre com o intuito de querer deixar jogar, e não foi muito interventivo. Aliás, deixou jogar em duas situações que dariam expulsão em muitos campos. Primeiro, Wendell deveria ter sido expulso por agressão. E já na segunda parte Jefferson deveria ter também sido expulso por ter puxado o braço de Chicharito Hernandez quando este se ia isolar rumo à baliza de Patrício.

Relativamente ao jogo jogado pelas equipas, e olhando, desde logo, para a constituição da equipa do Sporting, podíamos perceber que Jorge Jesus ia apresentar uma equipa que, à partida, daria todas as garantias, estando todos os elementos em forma.

Apesar disso poderíamos também perceber que a dupla de centrais era composta pelo menos forte dos centrais do Sporting e que o outro bom central que vinha para o jogo sem ritmo competitivo ia ter como tarefa manter Chicharito debaixo de olho.

O meio campo era composto por excelentes médios, mas William está em franco sub-rendimento e Aquilani não dá a intensidade de Adrien, apesar de ser incontestável a sua qualidade técnica.

Ao começar a rolar a bola, percebeu-se que os alemães não vinham com ideias de pressionar como fizeram em Alvalade, e até davam algum espaço ao meio campo leonino, que com processos simples e rápidos facilmente conseguiria chegar à área germânica.

O problema é que a equipa do Sporting, apesar de até ter jogado bem, não tinha intensidade no meio campo, aquela intensidade que só Adrien consegue dar aos leões, e, como tal, os processos deixavam de se poder definir assim logo que a bola chegava aos pés de Mané.

Entendo que Jesus tivesse apostado em Mané para usar a rapidez para passar pelos “matulões” pesados do Bayer, mas para isso é preciso também ter técnica no domínio da bola e não só a técnica de correr com a bola. E como Mané foi trapalhão, especialmente em situações de franca vantagem em frente à baliza de Leno, não permitiu que a equipa leonina fosse para o intervalo já em vantagem.

Jesus errou no tipo de rapidez que quis colocar no jogo. Ou seja, colocar jogadores rápidos não é sinónimo de ter um processo de jogo rápido, e este jogo foi prova disso mesmo; o meio campo não trocava a bola com rapidez ou com boa definição no passe e quase sempre apostava em lançar a bola longa para os avançados. Isso apenas acontecia quando a bola chegava a João Mário, que infelizmente não chegava para tudo.

João Mário fez um jogo à imagem da sua época, onde a sua inteligência foi uma constante Fonte: Sporting CP
João Mário fez um jogo à imagem da sua época, onde a sua inteligência foi uma constante
Fonte: Sporting CP

Foi por não ter havido muito mais que João Mário que o Sporting não soube aproveitar a menor pressão imposta pelo Bayer no jogo, uma vez que ter Mané a jogar no meio e João Mário a cair para os corredores também não foi a melhor estratégia. Seria talvez mais produtivo o contrário, apesar de Mané também não ser grande “cruzador”.

Com Gelson ou Mateus no lugar de Mané e a jogarem na ala, colocando João Mário no meio a distribuir jogo, talvez tivessem sido feitos muitos mais estragos na rígida defesa alemã. Coloco estes nomes em cima da mesa para seguir o raciocínio de rotatividade do treinador leonino, ou eventualmente poderia escolher nomes como o de Bryan Ruiz.

Apesar de tudo, e olhando para as estatísticas do jogo, o Sporting foi mais forte em todos os aspectos menos no mais importante: a eficácia. E, até ao minuto 65, o Sporting era a melhor equipa no terreno de jogo; contudo, sem conseguir efeitos práticos. A partir daí, e com João Mário a ter que baixar o ritmo, não conseguimos incomodar verdadeiramente a baliza alemã.

No fundo, e para resumir este jogo, poderei dizer que o Bayer entrou no jogo para o controlar, sem grande pressão, e o Sporting não foi capaz de jogar rápido como tem feito no campeonato português; com processos simples e rápidos mas sem ter muito transporte de bola. Contudo, a verdade é que não existem dois “Adriens” no plantel, o que é pena.

Só para terminar, uma palavra para Teo, que não podia fazer muito mais contra centrais fortes, com quem tinha de disputar lances aéreos de bola lançados pela defesa leonina. Lutou, e é o que se pede.

Quero só deixar referência ao facto de achar que o Sporting ganha mais do que perde com esta derrota na Liga Europa. O Sporting é uma excelente equipa, mesmo melhor que este Bayer, mas teria poucas probabilidades de ganhar esta competição. E agora aumentou as probabilidades de poder lutar até ao fim pelo campeonato nacional.

 

A Figura:

João Mário – O médio leonino não sabe jogar mal e foi o jogador mais esclarecido do Sporting em Leverkusen. Hoje sem a parceira de Adrien, o jovem assumiu a batuta e tentou remar contra o dique alemão, sem sucesso.

O Fora-de-Jogo:

Lentidão Leonina – Ter jogadores velozes nem sempre é sinónimo de rapidez de processos. Mané nunca foi lesto ou esclarecido e acabou por desperdiçar algumas oportunidades que poderiam ter dado outro tipo de esperança ao Sporting.

Foto de Capa: Sporting CP

‘Podcast’ – BnR Modalidades, Ep.1

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O Bola na Rede volta a inovar e lança agora o BnR Modalidades!

Neste primeiro episódio do nosso podcast de modalidades analisamos a Volta ao Algarve’16, o regresso de Sporting CP e FC Porto ao ciclismo e a última temporada de Alberto Contador e Fabian Cancellara.

A moderação é do Rodrigo Fernandes e os comentários são do Nuno Raimundo e do João Nuno.

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