Depois de uma prestação francamente desapontante no campeonato da Europa de futsal em Belgrado, o sorteio para o play-off de acesso ao Campeonato do Mundo da Colômbia ditou um reencontro com a equipa Sérvia nesta eliminatória, a disputar dia 22 de Março em solo sérvio e a 2.ª e decisiva partida a ser jogada no dia 12 de Abril em Portugal. Vai ser um encontro de extrema dificuldade para os lusitanos, especialmente na Arena de Belgrado, pois ainda estão bem presentes nas nossas memórias as dificuldades impostas no jogo referente à fase de grupos, na qual os sérvios lograram vencer por 3-1.
É sabido que o ambiente fervoroso vindo das bancadas ajuda bastante, mas no caso da derrota portuguesa no Euro 2016 perante a equipa balcânica tal também se deveu a alguma sobranceria na hora de abordar o jogo por parte do selecionador Jorge Braz. Ele pensou que os rasgos individuais de Ricardinho seriam suficientes para garantir a vitória, cometendo aqui um erro capital que ditou o 2.º lugar no agrupamento e por conseguinte o encontro com a equipa espanhola nos quartos-de-final.
Face ao argumento que apresentei aqui em cima, a estratégia para a eliminatória terá obrigatoriamente de ser diferente, apesar de todos conhecermos o enorme diferencial de qualidade entre o melhor do mundo e os outros elementos. Nos próximos dois jogos já contaremos com Cardinal, pois ele no Euro esteve suspenso até ao jogo com a Espanha, e esperemos que esteja na plenitude das suas capacidades, pois é mesmo necessário que esteja se queremos levar de vencido este obstáculo final no caminho para o Mundial, a disputar nos meses de Setembro e Outubro deste ano.
Cardinal terá de mostrar toda a sua influência na manobra ofensiva da seleção Fonte: UEFA
Basicamente, aquilo que eu quero dizer é que o jogo em equipa e a valorização do coletivo em vez do individual são peças-chave para alcançar o sucesso, sendo importante também de vez em quando deixar o mágico soltar o seu génio, mas não tão frequentemente como aquilo que vimos no Europeu. Uma seleção do nível da de Portugal não pode ficar dependente de apenas um só jogador; caso ele não esteja numa tarde/noite inspirada tem de haver um plano B, e foi claramente aquilo que falhou na equipa das quinas, tendo de mudar para o duplo encontro com a Sérvia, sob pena de sofrermos um enorme dissabor. A chave desta eliminatória reside em fazer um bom resultado em Belgrado, e temos equipa mais que suficiente para contornar este adversário, desde que o treinador mude a forma de abordar este play-off.
Jonathan Tah é uma verdadeira força da natureza que aterrou no Bayer Leverkusen no início da temporada, pela módica quantia de 6 milhões de euros. A sua altura assusta, a força faz tremer qualquer ponta-de-lança de elite e a maturidade com que olha para o jogo desde tenra de idade – foi o jogador mais novo de sempre a jogar pelo Hamburgo – impressiona . Muito semelhante a Jerome Boateng, o central alemão distingue-se pela junção da sua africanidade – é oriundo da Costa do Marfim – com a frieza da escola alemã. O Sporting já sentiu a sua presença na eliminatória da Liga Europa e a selecção germânica também estará pronta para receber outro central para uma posição que até tem outro talento a prosperar por Dortmund: Matthias Ginter.
… Se o jogo acabasse assim, o Sporting estaria eliminado!
Era a segunda mão da terceira pré eliminatória da Liga dos Campeões de 2009/2010 e o treinador ainda era Paulo Bento.
O Sporting empata na primeira mão em Alvalade contra o Twente da Holanda, a zero.
E a partida em Grolsch Veste, casa dos holandeses, começa mal… Logo ao segundo minuto o Twente inaugurou o marcador e o Sporting estava eliminado! O Sporting jogava mal e a partida parecia condenada… Nada corria bem.
Aos 94 minutos o árbitro assinalou um canto a favorecer os leões. Em desespero, Rui Patrício sobe à área adversária e após o centro acerta com o ombro na bola, que se dirige para a baliza. O defesa do Twente, Peter Wisgerhof, corta a bola para dentro da baliza e… GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLO!
Apesar de ter sido atribuído auto-golo ao defesa, a verdade é que o guarda-redes leonino foi determinante no golo!
São já vários os heróis leoninos que originaram reviravoltas inesquecíveis ou vitórias memoráveis. Amanhã, o Sporting prepara-se para tentar escrever mais uma página de sonho na sua história Fonte: Sporting CP
Foi este empate a uma bola que permitiu ao Sporting seguir em frente pelo golo marcado fora (resultado nas duas mãos: 1-1).
Podia também contar a história de Miguel Garcia em Alkmaar ou Xandão em Manchester, mas decidi contar a história do (sempre) nosso S. Patrício.
O Sporting Clube de Portugal vai à Alemanha com o registo de (até agora) nenhuma vitória naquele país, mas este ano já mostrámos que somos ossos duros de roer. Já nos tinham eliminado da Liga Europa e conseguimos mostrar a nossa fibra. Jesus não gosta de perder nem a feijões e com certeza não vai desvalorizar este jogo importante!
“Nós acreditamos em vocês” e o jogo contra o Bayer 04 Leverkusen poderá ser apenas mais um daqueles que ficam para a história… Está tudo nas vossas mãos, ou, neste caso, pés!
Terminou mais uma prova daquela que poderá ser considerada a corrida com mais prestígio internacional, em Portugal. Geraint Thomas, ciclista britânico da Sky, pelo segundo ano consecutivo, venceu a prova algarvia, sendo que o alemão Marcel Kittel foi o “rei dos sprints” e venceu as duas etapas dedicadas a essa “categoria”. O espanhol Alberto Contador, no seu último ano como ciclista, conseguiu, além da vitória na última etapa de montanha, chegar ao pódio desta Volta ao Algarve, devido, igualmente, à tal vitória na subida ao Malhão.
Previa-se que a primeira etapa, com uma típica chegada ao sprint, em Albufeira, fosse tranquila e sem grandes incidentes. Ainda assim, na parte final, duas quedas acabaram por intranquilizar o pelotão, mas não impediram o favorito Marcel Kittel de vencer mais uma etapa, juntando às quatro que já tinha e à conquista da classificação geral no Dubai, mantendo este início muito forte da sua parte e perspetivando realmente uma grande época. Nem a concorrência de Andre Greipel, o ciclista mais regular em 2015, “cortou” as ambições de Kittel. Jasper Stuyven, homem da Trek, fechou o pódio nesta etapa.
A segunda etapa trouxe a primeira dificuldade montanhosa da prova. A terminar em Fóia, o final de etapa foi realmente muito bem disputado e Luis Leon Sanchez “tirou” uma vitória quase certa ao bicampeão desta prova Geraint Thomas, que ficou em segundo. A completar o pódio, uma das grandes surpresas desta prova (terminou esta volta no 5.º lugar, à frente de homens como Gallopin, Zakarin, Pantano ou Aru): Primoz Roglic, ciclista da Lotto NL-Jumbo, que, curiosamente, passou de ser um saltador de esqui para o ciclismo. Nesta Volta ao Algarve, mostrou ser um ciclista de qualidade, consistente na montanha, mas com algumas arestas por limar no contrarrelógio. De qualquer das formas, é alguém para ir acompanhando; vamos ver o que o futuro lhe traz.
Kittel consegue a sua primeira de duas vitórias ao sprint nesta Volta ao Algarve Fonte: Volta ao Algarve
Ciclistas como Izaguirre (“medalha de prata” no final desta Volta ao Algarve), o português Tiago Machado – que também fez uma boa prova, apesar de que eu esperava um pouco dele – ou Thibaut Pinot seguiram-se ao esloveno. Mas, talvez a maior surpresa e o grande destaque português desta prova, Amaro Antunes também fez uma grande classificação e terminou em 7.º na etapa. Mais para a frente, destacarei melhor a maior sensação da Volta ao Algarve deste ano.
Infelizmente, durante o contrarrelógio da terceira etapa, Leon Sanchez, que partia com a camisola amarela devido à vitória no dia anterior, numa parte do percurso, cortou demasiado na curva, passou por uma zona de gravilha e caiu. Acabou mesmo por abandonar, para mal do espetáculo desta prova, até porque o espanhol estava a ter um muito bom início de temporada e, se tudo tivesse corrido bem neste dia, provavelmente teria sido um dos candidatos a vencer esta prova, visto que também é um ciclista que demonstra qualidade no CR e que, na última etapa, acredito que voltasse a fazer mais uma boa “exibição” na montanha.
Passando para os resultados nessa etapa, como previsto, Fabian Cancellara e Tony Martin tiveram uma grande disputa pelo primeiro lugar, com o alemão a fazer melhor tempo intermédio, mas vemos o suíço, no final, a recuperar bem o tempo perdido e a bater finalmente Tony Martin, algo que pouco tem acontecido nos últimos anos. O ciclista da Trek, no seu último ano em competição, parece focado em fazer um grande ano e as clássicas estão quase aí para vermos o “Spartacus” a tentar terminar da melhor forma uma excelente carreira. Geraint Thomas, como era expetável, foi o melhor dos restantes elementos do pelotão. Há que destacar a prova da Movistar, que teve quatro ciclistas entre os sete primeiros do contrarrelógio (Izaguirre, Castroviejo, Dowsett e o português Nelson Oliveira, que fez mais uma boa prova).
Cancellara venceu mais um contrarrelógio na sua já longa e excelente carreira, que terminará esta época Fonte: Volta ao Algarve
Na quarta etapa, mais uma chegada ao sprint, mais uma vitória para Marcel Kittel. Desta vez, devido a problemas para Greipel, sem a concorrência do seu maior adversário. Ainda assim, boa réplica de Wouter Wippert, sprinter da Cannondale, e do “substituto” de Greipel para o final desta etapa, Jens Debusschere. Boa etapa também para Samuel Caldeira, ciclista da W52-FC Porto, que ficou em 9.º lugar.
Chegada a última e decisiva quinta etapa, Tony Martin partia com a camisola amarela e previa-se uma grande luta entre os candidatos a vencer, sendo que se esperava que o próprio alemão pudesse intrometer-se nessa mesma luta, visto que, apesar de ser um excelente contrarrelogista, também sabe “trepar” e já fez grandes etapas assim. Apesar disso, não foi o dia do alemão e acabou por perder mais de 18 minutos para o vencedor da etapa. Vencedor esse que foi o espanhol Alberto Contador, vencedor de múltiplas Grandes Voltas e ciclista que também se irá retirar nesta época, para infelicidade de muitos adeptos do ciclismo.
Alguns dos favoritos para esta etapa deixaram escapar um dos seus grandes adversários, neste caso, Contador, sendo que o espanhol da Tinkoff aproveitou isso e não desperdiçou a hipótese de vencer esta etapa e, dependendo do tempo de Geraint Thomas, até podia mesmo ter vencido a geral individual. Mas o ciclista britânico vinha a controlar bem os acontecimentos e não deixou escapar a segunda vitória seguida na Volta ao Algarve, com 5.º lugar na etapa a 28 segundos de Contador. O pódio foi para três dos melhores ciclistas da atualidade, principalmente em Grandes Voltas: o já referido Alberto Contador, o segundo lugar para Fabio Aru, ciclista que irá “inverter os papéis” com Nibali e enfrentar a dura concorrência do Tour, e o terceiro lugar para o francês Thibaut Pinot.
Contador teve a merecida vitória no alto do Malhão Fonte: bttlobo.com
Mas a maior surpresa do dia estava reservada para o quarto classificado da etapa: Manuel Amaro Antunes, português da LA Alumínios-Antarte. Foi quarto classificado na etapa, à frente do vencedor desta Volta ao Algarve e com o mesmo tempo de Aru e Pinot. Excelente etapa e Volta ao Algarve para um ciclista que está a demonstrar que pode ir para “outros voos”… Foi realmente a grande sensação da prova (talvez a par de Primoz Roglic ou com o esloveno um pouco atrás do português no que a esse aspeto diz respeito) e o melhor representante do pelotão português, terminando no 10.º lugar da classificação geral. Com uma prestação notável, poderá até mesmo, quem sabe, ter assegurado um contrato numa equipa Pro-Continental ou World Tour, em 2017.
O top’15 desta Volta ao Algarve contou com quatro portugueses: o já referido Amaro Antunes, em 10.º, Tiago Machado, em 11.º, Nelson Oliveira, 13.º, e Ricardo Vilela, com o 15.º lugar. Nem o Tiago Machado nem o Nelson Oliveira conseguiram ter uma posição no top’10 (dos portugueses, eram aqueles que se previa que pudessem fazer um melhor resultado), mas, mesmo assim, fizeram uma boa prova. Curiosamente, foi o próprio Amaro o único português a conseguir terminar nos dez melhores, o que diz muito da grande prova que realizou, e deixou realmente boas expetativas para o futuro.
Em relação às participações do Sporting-Tavira e da W52-FC Porto, é de destacar o facto de a equipa do Sporting ter sido a melhor equipa portuguesa em prova, sendo que Rinaldo Nocentini, como se previa, foi mesmo o melhor da equipa, terminando a prova no 29.º lugar. De la Fuente também se foi mostrando, não só na primeira etapa, ao sprint, mas também em tentativas de fugas. A equipa do Porto mostrou-se pouco (ainda assim, conseguiu um bom resultado numa das etapas ao sprint, com Samuel Caldeira, tal como foi referenciado) e acabou a Volta ao Algarve como a segunda pior equipa em termos de tempo. Rui Vinhas foi o melhor classificado da equipa, na 31.ª posição.
O pódio desta Volta ao Algarve: Thomas, Izaguirre e Contador Fonte: Volta ao Algarve
Tivemos, assim, uma Volta ao Algarve em grande nível, com alguns dos melhores ciclistas da atualidade, com a participação de dois dos melhores ciclistas, provavelmente, de sempre, e ambos irão retirar-se da modalidade neste ano, sendo que as participações das equipas portuguesas ficaram um pouco aquém, apesar de termos tido um português de uma equipa portuguesa como a maior sensação ou a maior surpresa da prova, e de termos expetativas mais elevadas para o futuro de um ciclista que já tinha mostrado qualidade, mas não a este nível. Sem dúvida, foi realmente uma decisão infeliz, a da não transmissão desta prova, por imensas razões, algumas delas já explanadas, outras que se percebem por tudo o que fui escrevendo ao longo deste artigo.
Queria só terminar por acrescentar que o primeiro BnR Modalidades, o podcast para as modalidades do Bola na Rede, irá sair brevemente; desde já é de destacar que o ciclismo foi a primeira modalidade a ter a sua presença neste programa e a Volta ao Algarve, como é normal, foi um dos temas dominantes, mas também abordámos mais alguns assuntos (poucos, ainda assim, devido ao tempo disponível). E, apesar de ter sido a primeira vez, existe, para mim, um sentimento mais confortável e seguro com a escrita e não tanto a falar para a rádio, portanto, existem algumas brechas, que, com a experiência, espero eu, possam ficar melhores e tenham cada vez mais e melhor qualidade, para que todos vocês, os nossos leitores, mais propriamente, neste caso, os de ciclismo, possam ter melhores programas ao longo dos mais variados podcasts que irão ser feitos. Desde já, se ainda não ouviram, ouçam realmente o primeiro podcast do Bola na Rede dedicado às Modalidades.
No decorrer dos últimos meses, Islam Slimani tem mostrado a grande mais-valia que está a ser para o Sporting CP (a mim, inclusive, está-me a fazer esquecer um tal de André Carrillo). A capacidade de decisão do argelino é fundamental em muitos dos triunfos dos leões sendo agraciado por bastantes adeptos. Mas está o Sporting a tornar-se “Slimanicêntrico”?
Com a decisão do castigo próxima de se saber, é inevitável pensar se Slimani é mesmo o centro da equipa leonina. Começa-se a pensar se estará disponível para o encontro contra os rivais da segunda circular, ou se lhe “perdoam” esse jogo para ficar castigado nos próximos. Muitos depositam no avançado as esperanças de arrecadar um título que nos foge há muito, centrando assim atenções num jogador que nos tem dado muitas alegrias.
Quais são então as soluções de Jesus no que respeita a este caso?
Comecemos pelo mais novo, Matheus Pereira. Apesar da sua tenra idade, o jovem brasileiro já mostrou que tem estofo para pertencer à equipa principal dos leões. Com a sua velocidade e teimosia, é capaz de ajudar nos ataques, bem como conseguir descer ao meio campo para recuperar a bola. No entanto, a sua idade também é decisiva, visto que por vezes mostra alguma imaturidade na hora de decidir.
De seguida, temos três jogadores que não convencem muito (nesta listagem já não incluo nem o Gelson Martins nem o Bryan Ruiz, por considerar que são duas peças fundamentais titulares vincados no onze dos leões): Carlos Mané, Hernán Barcos e Teo Gutiérrez.
Na minha opinião, apesar de descer alguns furos no que diz respeito a qualidade e a regularidade, creio que Carlos Mané deveria ser o escolhido para substituir Slimani no trio atacante do Sporting. Hernán Barcos mostrou que vem com uma falta de ritmo gigante e, com o campeonato tão apertado como está- afinal, só levamos três pontos de vantagem sobre o segundo classificado-, qualquer deslize poderá ser fatal para a conquista do título de campeão nacional.
É difícil, e para os jogos que agora temos, singrar, tendo em conta que o jogador chegou no mercado de inverno e sem ter tempo para se inteirar de todas as tácticas e formas de jogar dos seus companheiros. Se continuar a trabalhar bem nos treinos, poderá ser uma aposta ganha. No entanto, ainda não me convenceu em termos de merecer lugar no onze.
Slimani é o melhor marcador do Sporting, no entanto é necessário pensar que não ficará para sempre no clube Fonte: Sporting CP
Por outro lado, Téo Gutiérrez desiludiu muito esta época. Deixou-se ultrapassar por alguns reforços e, neste momento, não consigo perceber a atitude de Jesus ao deixar que ele comece de início. É lento, demora na tomada de decisão e prejudica o Sporting no momento do ataque, passando o jogo inteiro muito apagado e, aparentemente, sem motivação para influenciar no resultado do jogo. Apesar de achar que teria muito para oferecer aos leões, acabo por ter que admitir que o melhor seria a sua venda, em vez de Montero.
Este último jogador, apesar de já não jogar por nós ( e com alguma surpresa pelo caminho), seria para mim o substituto ideal para o argelino. Sempre mostrou que tinha potencial a ser desenvolvido por Jorge Jesus, que infelizmente preferiu substituí-lo por outros que, na minha opinião, tinham menos a dar. Outra coisa importante sobre o Fredy é o gosto que mostrou sobre a sua passagem nos leões, na vontade sincera que mostrava cada vez que entrava em campo e a ligação que continua a demonstrar ao clube e ao desejo de ser campeão.
Já que se está a falar de jogadores que já não estão no clube, creio que Tanaka iria acabar também por cumprir o seu trabalho caso fosse chamado para a posição. Apesar de este ano não ter jogado muito, mostrou que tinha argumentos que podiam deixar os adversários em problemas, procurando sempre o golo com a mesma vontade de Slimani (e por vezes a refilar menos que este).
Com o japonês, fecho assim o top 3 de substitutos de Slimani: Fredy Montero, Tanaka ou Carlos Mané. Por fim, Barcos e Teo. Acabámos por deixar sair os que mais se assemelhavam ao argelino, ficando assim com alguns apuros para a ausência do mesmo.
Assim, apesar de a nossa força estar nas alas, é importante começar a treinar os jogadores para substituir Slimani, tanto caso aconteçam castigos, bem como para a sua possível saída, porque convenhamos, infelizmente não acredito que fique no Sporting durante muito mais tempo. Estamos a ser “slimanicêntricos”, é certo, porque este acabou por nos habituar a exibições muito boas, mas vamos a tempo de mudar e resolver de uma vez por todas os problemas do nosso ataque porque acabamos por ter um meio campo que demonstra classe e segurança e a defesa menos batida do campeonato.
É com agrado que vejo o Benfica de boa saúde, mas em todo o corpo saudável há uma suspeita de doença ou um sintoma que levante suspeitas. No caso dos encarnados é um problema extremo e que fica do lado direito: temos extremos para dar e vender. Salvio, Pizzi, Carcela e Gonçalo Guedes. Estes são os nomes dos jogadores que formam a asa direita do Benfica, uma asa claramente sobrelotada, uma vez que só tem um lugar e que ainda falta chegar Carrillo. E agora? Tanto pedimos Salvio que ele finalmente voltou (ainda longe de ser o nosso Salvio, como era de esperar), mas na pior altura. No momento da época em que se descobriu que o Pizzi nunca seria um 8 na sua vida e que o seu lugar era a extremo-direito. E que muito que me tem surpreendido!
Este não podia ter sido o momento mais inoportuno para Pizzi ter explodido. Gonçalo Guedes estava a crescer e a melhorar de jogo para jogo e agora ‘puf’, não sai do banco. Salvio regressou completamente tapado e Carcela não consegue ser sólido e influente o suficiente para tirar o lugar a Pizzi.
Rui Vitória terá uma bela dor de cabeça com a quantidade e qualidade dos extremos à sua disposição; Fonte: #SLBenfica
Com toda a razão que vocês, meus caros leitores, poderão argumentar que quaisquer uns dos nomes acima enunciados poderão ser adaptados à asa esquerda. E podem, com toda a certeza, mas não seria, de longe, a mesma coisa. Salvio é um extremo colado à linha e bom no cruzamento, colocá-lo na esquerda seria um desperdício tremendo. Perder-se-ia qualidade de cruzamento e o seu remate a longa distância não é bom o suficiente para se lhe exigir um papel de extremo que joga a entrar na área e a rematar forte. Com Carcela sucede exactamente o contrário. Perder-se-ia o seu poder de explosão que lhe permite fintar dois ou três adversários e aparecercer solto à entrada da área para rematar. Com Gonçalo Guedes não consigo arranjar tão boa explicação. De todos talvez seja o que menos perde quando é colocado na outra extremidade do campo, mas ainda assim não é o mesmo.
Sendo assim, o que vamos fazer com tanto extremo? Irá algum destes ser aliciado pelos milhões da China? Será Gonçalo Guedes o primeiro a deixar a fornada de Rui Vitória para um grande da Europa? Não sei. Só sei que para o ano chega Carrillo e passamos a cinco extremos-direitos. Pior: cinco grandes extremos-direitos e só com lugar para um. Porquê Pizzi? Porquê só agora? Viraste as contas todas ao Rui Vitória, sentaste craques e jovens promessas. Porquê, Pizzi? Porquê só agora?
O Sporting precisava de vencer para continuar na liderança isolada e foi o que fez ao ganhar por 2-0 ao Boavista. Na antevisão do jogo Erwin Sánchez disse que não queria vir jogar com o autocarro e os primeiros 20 minutos mostraram isto. A “pantera” mostrou as garras e esteve maioritariamente no meio campo leonino apesar de nunca ter criado real perigo para a baliza de Rui Patrício, sendo que alguns atrasos para Patrício criaram mais dificuldades do que os avançados axadrezados.
O ataque leonino só funcionava através de ataques rápidos, sendo Schelotto uma agradável surpresa nesta fase de jogo. O primeiro lance de real perigo aconteceu apenas aos 18 minutos por parte de Teo, que sozinho na área não conseguiu marcar, acabando por falhar um golo aparentemente fácil. Ewerton, pelos 30 minutos, apareceu por duas vezes isolado na área mas na primeira vez teve medo de rematar e na segunda mostrou o porquê de ter tido medo, ao fazer um péssimo remate que acabou por ir na direção da linha lateral.
O Sporting nesta altura já dominava o jogo e criava perigo de todas as formas em ataques sucessivos tendo conseguido finalmente abrir o marcador aos 37 minutos. Ewerton mostrou que é melhor com a cabeça que com os pés e cabeceou após canto de Bryan Ruíz. O ritmo do jogo acalmou com o golo mas o Sporting continuava a dominar e fez ainda o segundo golo pelo costa-riquenho na marcação de um livre, onde contou com um desvio da barreira axadrezada para bater um desamparado Mika.
Ewerton inaugurou o marcador no regresso dos leões à liderança Fonte: FPF
O ritmo na segunda parte baixou imenso graças ao controlo de bola dos leões, que nunca deixaram de procurar o 3-0 mas que tinham como prioridade não sofrer para não dar novo alento ao Boavista.
Foi mesmo a equipa da cidade do Porto a ter mais oportunidades de golo perigosas nesta segunda parte, logo no início Afonso Figueiredo mandou a bola ao poste e aos 59 minutos foi Iberri a testar a atenção de Rui Patrício. O Sporting reagiu primeiro por Slimani, que não conseguiu superar Mika após uma excelente desmarcação de Carlos Mané e depois foi João Mário a rematar com perigo ao lado da baliza dos axadrezados.
Aos 79, Anderson Carvalho proporciona mais uma excelente defesa a Rui Patrício, mas a defesa da noite acabou por ir mesmo para o guarda redes axadrezado; primeiro foi Slimani a rematar para defesa apertada e na recarga Mika teve excelentes reflexos para evitar com um remate à queima roupa o golo a Mané.
Vitória justa do Sporting, que assim continua na liderança isolada do campeonato, como pediam os adeptos numa tarja “Só mais 11”.
Conferencia de imprensa
Confrontado com a pergunta do BnR sobre se Sanchez estaria satisfeito com os jogadores apesar da derrota, o treinador axadrezado mostrou-se satisfeito com a entrega dos jogadores apesar do resultado, mas deixou o recado que alguns jogadores ainda não terem dado o que se pede. Quanto a Jorge Jesus não foi possível fazer perguntas.
A Figura:
Bryan Ruiz – Está nos dois golos do Sporting, assistindo para o golo inaugural de Ewerton e marcando o segundo, na transformação – algo fortuita – de um livre directo. Destaque também para Schelotto que fez um muito bom jogo.
O Fora de Jogo:
Téo Gutiérrez – O colombiano nada acrescentou ao jogo, deslocando das zonas de ação, quase dando a entender que se escondia de disputar os lances e com muita displicência à mistura. Continua uma sombra do jogador que já mostrou ser com a camisola verde e branca apesar dos elogios de JJ.
Fazendo jus à verdade, deve-se afirmar que o nome deste Avançado entra nas órbitas do conhecimento futebolístico apenas com o golo inesperado que ditou o empate do Tondela frente ao Sporting. No entanto um pormenor se levanta: este foi o único golo que Chamorro marcou durante a sua passagem por Portugal. Apesar de ser um avançado com um percurso interessante, acabou por se despedir de Tondela para voltar à sua terra e assinar pelo Barcelona…B.
O dérbi do Minho não defraudou as expetativas, traduzindo-se num jogo espetacular, com um empate a três golos no final. O resultado ajusta-se ao que ambas as equipas fizeram em campo, num duelo que pôs frente a frente dois dos melhores treinadores do nosso campeonato: Paulo Fonseca e Sérgio Conceição. É por jogos como este que eu sou um espetador assíduo dos confrontos estas duas equipas.
Enquanto Paulo Fonseca fez algumas mudanças em relação à equipa-tipo do Braga, deixando jogadores como Luiz Carlos, Rafa ou Alan no banco, Conceição montou um Vitória à sua imagem, aguerrido e com Otávio a pegar na batuta e a fabricar o jogo ofensivo da equipa. Contudo, o início foi negro para os vimaranenses.
Aos 20 minutos, a equipa da casa já vencia por 2-0, tendo marcado nos dois primeiros ataques perigosos que fez à baliza de Miguel Silva. Em ambos os golos, dois cruzamentos milimétricos de Josué para o segundo poste, onde apareceram soltos de marcação Pedro Santos, no primeiro, e Rui Fonte no segundo, a rematarem sem hipóteses para o desamparado guardião da equipa visitante. Destaque para a qualidade das assistências de Josué e para todo o setor defensivo dos Conquistadores, que tremeu como varas verdes nos lances dos golos, algo que o Sporting terá de explorar no duelo da próxima semana. Porém, como já referi acima, o Braga marcou nos dois primeiros ataques que desenhou com qualidade. O jogo estava equilibrado, e Sérgio Conceição, com a garra que o caracteriza, berrou para a equipa e conseguiu que os seus atletas chegassem ao empate ainda na primeira metade. Em ambos os tentos, emergiu o talento e o génio de Otávio. Se no primeiro golo driblou quatro adversários, antes de cruzar atrasado para o golo de Licá, no segundo teve a frieza de pôr gelo num contra-ataque da sua equipa, ficou olhos nos olhos com Pedro Santos, foi à linha e cruzou para uma cabeçada letal de Henrique Dourado. Pouco depois chegou, infelizmente, o intervalo que terminou com 45 minutos dos melhores que já vimos em Portugal esta época. Otávio e Josué puxaram da bandeja e Özil deve ter ficado orgulhoso destes dois jogadores, caso tenha visto este jogo a partir de Londres.
Otávio esteve em todos os golos do Vitória nesta partida. Fonte: Vitória Sport Clube
A segunda metade começou com duas grandes defesas de Miguel Silva e Marafona, antes do Braga chegar ao 3-2, quando estavam decorridos 56 minutos. Após um mau alívio do jovem guarda redes vitoriano, Hassan aproveitou um ressalto na pequena área para recolocar a sua equipa na frente do marcador. No minuto seguinte, porém, veio a mancha da arbitragem neste jogo. Numa jornada marcada por mergulhos premiados, tivemos mais um no Minho. Otávio estava a ultrapassar André Pinto, quando se deve ter lembrado do mergulho de Jonas e fez o mesmo. Atirou-se para o relvado e viu o árbitro assinalar penálti, com a agravante de ter mostrado o cartão vermelho, injustamente, ao central e capitão dos arsenalistas. Foi a segunda arbitragem com influência no resultado de Fábio Veríssimo em Braga durante esta temporada, depois do encontro da Taça de Portugal em que os bracarenses eliminaram o Sporting.
Otávio concretizou a grande penalidade e esperava-se que o Vitória carregasse em cima do Braga, em busca do quarto golo, mas nunca foi suficientemente capaz de criar uma jogada com cabeça, tronco e membros que alvejasse a baliza de Marafona legalmente. E digo “legalmente” porque Bouba Saré fez hoje um “hat-trick” de golos anulados, todos bem anulados por fora de jogo do médio defensivo nestes lances.
Até ao fim, S.Conceição introduziu Hurtado e Victor Andrade em campo, com a expetativa de mexer com o jogo, mas nenhum destes elementos teve a lucidez necessária para ter influência no desenrolar da partida.
Foi um grande jogo em Braga, que deixa em aberto dois grandes confrontos a envolver estas equipas nas próximas semanas: o Vitória de Guimarães recebe o Sporting na próxima segunda feira, enquanto o Sporting de Braga recebe o FC Porto dentro de duas semanas, na mesma data do Sporting-Benfica. Temos campeonato!
A Figura:
Otávio – Jogaço do jovem médio brasileiro, emprestado pelo FC Porto ao Vit. Guimarães. Duas assistências após jogadas fenomenais na primeira parte, e frieza no penálti que redundou no 3-3. O único aspeto negativo da sua exibição foi o mergulho que enganou o árbitro no lance da grande penalidade.
O Fora de Jogo:
Equipa de arbitragem – O jogo estava a correr bem até ao minuto 57, em que Otávio mergulhou e ganhou um penálti. Se Fábio Veríssimo esteve mal ao assinalar, pior ainda esteve o seu assistente que estava a poucos metros do lance, sem ninguém a tapar a sua visão, e não conseguiu ver um lance tão descarado. Devido ao erro, surgiu um golo e uma expulsão.
Que jogo de loucos se jogou hoje no Estádio do Dragão! O FC Porto regressa às vitórias em casa ao vencer por três bolas a duas um atrevido Moreirense. Um encontro que fica marcado pela má entrada dos dragões no jogo, mas o mais importante a referir é que finalmente o Porto joga à Porto ao acreditar até ao fim que a vitória estava ao seu alcance. Destaque para a estreia de Chidozie a titular no Dragão, para o regresso de Marcano e para as ausências de Bruno Martins Indi e Aboubakar. Do lado do Moreirense o grande foco passou pela ausência do goleador Rafael Martins.
O FC Porto entrou em campo com: Casillas, Maxi, Chidozie, Marcano, Layun, Danilo, André, Herrera, Corona, Brahimi e Suk. Já a equipa de Miguel Leal inicia a partida com: Stefanovic, Sagna, Micael, Danielson, Evaldo, Palhinha, Vitor Gomes, Iuri Medeiros, Fábio Espinho, Boateng e Petrolina.
A equipa portista inicia o jogo de forma muito apática, com as habituais desnecessárias perdas de bola em zona atacante, que acabaram por se traduzir em dois golos madrugadores. O primeiro com Evaldo a trabalhar muito bem, ao subir no terreno com autoridade, e a largar um passe para Boateng que permite uma boa defesa a Casillas, mas na recarga o habitual “carrasco” dos grandes, Iuri Medeiros, faz um golo típico da sua forma de finalizar. Se o rumo dos acontecimentos não estava de forma alguma a favor do FC Porto, pior ainda ficou quando o mesmo Medeiros executou um excelente passe a rasgar a defensiva portista, que apanhada em contra-pé deixou Fábio Espinho isolado na cara de Casillas e este traduziu de forma subtil a grande jogada da equipa visitante em golo. Em menos de meia hora de jogo o Moreirense bateu várias marcas interessantes. O FC Porto não sofria dois golos na primeira parte em casa desde Março de 2010; pela primeira vez na história o Moreirense saía em vantagem no Estádio do Dragão e, para completar, o Moreirense já não marcava no Dragão desde 2003.
Suk justificou a aposta Fonte: FC Porto
Este abalo impressionante acabou por despertar a equipa portista. Miguel Layun reduz a desvantagem ao apontar uma grande penalidade, que Maxi tinha sofrido. Mas, como tem sido habitual esta época, inúmeras oportunidades foram desperdiçadas, sendo as mais flagrantes o cabeceamento à trave do inconformado Suk e o falhanço de André André perante uma grande intervenção do ex-portista Stefanovic.
O segundo tempo começa como o primeiro, os verdes axadrezados mas perigosos, com Iuri Medeiros e Petrolina a obrigarem Casillas a duas excelentes intervenções. A partir da entrada de Marega só FC Porto. O reforço de inverno trouxe outro andamento ao ataque portista, que não estava a conseguir produzir as ocasiões que pretendia. Os portistas pressionavam cada vez mais até que, a partir de um canto de Layún, Suk volta a devolver a igualdade num lance idêntico ao da primeira parte mas desta vez mais sobre o primeiro poste. Nem cinco minutos passavam e já o FC Porto se punha em vantagem no marcador numa grande jogada coletiva, Layún centra ao segundo poste, onde aparece o “mal-amado” Herrera a fazer um estupendo passe, que chega à cabeça de Evandro, que tinha entrado ao intervalo para o lugar de Corona, e remata com o jogo. Até ao final do encontro não houve qualquer sinal de grandes ocasiões; cada vez com mais ascendente na partida, o único lance de destaque vai para um livre de Brahimi.
Vitória muito sofrida dos dragões! O FC Porto esteve a perder por 0-2 mas operou uma grande reviravolta ao vencer por 3-2. É o quarto jogo consecutivo para a Liga a sofrer golos para os azuis e brancos e esta é a terceira reviravolta da era de José Peseiro. O FC Porto vai tremendo, mas, por outro lado, proporcionou aos seus adeptos um tremendo jogo de futebol.
A Figura:
Miguel Layún – Todos os melhores lances do Futebol Clube do Porto passam pelos seus pés. Acaba por fazer um golo e uma assistência neste jogo de loucos e também demonstrou uma disponibilidade física impressionante, já que tem jogado todos os jogos e por vezes em muitas posições diferentes. Acabou o jogo a correr mais que todos os outros e sai herói neste encontro, onde demonstrou todo o seu grande profissionalismo.
O Fora-de-Jogo:
Brahimi – Uma completa desilusão. O jogador argelino continua a acentuar a sua série de más exibições com a camisola portista esta temporada. Tem muitas dificuldades no que toca à perceção de jogo e a sua qualidade de passe deixa muito a desejar. O seu individualismo excessivo prejudica, e de que maneira, toda a manobra ofensiva do FC Porto, e hoje não foi exceção. Perde muitas bolas no setor ofensivo, e tem sérias limitações em recuperá-las.