Vem do futebol dinamarquês o tão ansiado concorrente a Islam Slimani no ataque do Sporting, mais concretamente o jovem Lukas Spalvis, futebolista de 21 anos que vai evoluindo no Aalborg e que foi recentemente anunciado como reforço leonino, num acordo que estará em vigor a partir do próximo Verão.
Trata-se de um futebolista nascido a 27 de Julho de 1994 em Vilnius, Lituânia, e que começou a sua carreira nas camadas jovens de dois emblemas alemães, nomeadamente o SV Weil 1910 e o SC Freiburg, clubes que antecederam a sua transição para o Aalborg.
Aliás, foi precisamente no emblema dinamarquês que Lukas Spalvis se estreou no futebol sénior, mais concretamente em 2013/14, temporada onde mostrou logo ao que vinha, somando um total de 11 golos em 24 jogos oficiais, isto apesar de, nessa altura, contar com apenas 19 anos.
Ascensão travada por grave lesão
A época de 2014/15 estaria assim destinada a ser a da explosão do internacional lituano, contudo, Lukas Spalvis acabou por ser traído por uma gravíssima lesão, mais concretamente uma rotura dos ligamentos do joelho, algo que fez com que apenas somasse oito jogos oficiais nessa campanha.
A verdade, contudo, é que essa lesão apenas terá atrasado a ascensão do ponta de lança, uma vez que o jovem de 21 anos regressou em força já na actual temporada de 2015/16, onde se tem assumido como o principal homem-golo do Aalborg.
O internacional lituano tem 10 jogos e dois golos pela seleção
Afinal, como a principal referência ofensiva dos dinamarqueses, Lukas Spalvis já acumula 15 golos em 18 jogos oficiais da actual temporada, números que, aliados à qualidade inata do ponta de lança e à sua margem de progressão, terão convencido o Sporting a fazer tudo pela sua contratação.
Alto, mas nada tosco
Quando olhamos para a dimensão de Lukas Spalvis, com os seus 189 cm e 80 quilos, pensamos imediatamente na possibilidade de se tratar de um ponta de lança com grande presença na área, forte de cabeça, mas invariavelmente tosco com os pés, contudo, isso não poderia estar mais longe da realidade.
É que o internacional lituano, apesar de ser efectivamente uma verdadeira referência ofensiva e de ser também bastante forte no jogo aéreo, consegue apresentar excelentes recursos técnicos com os pés, sendo especialmente forte com o pé esquerdo, que é verdadeiramente dotado, e também bastante competente com o direito, que não servirá apenas para “subir ao autocarro”.
Não sendo rápido, trata-se de um jogador que actua de forma muito inteligente sobre a linha do fora de jogo, finalizando depois de forma letal, nomeadamente de cabeça e com a sua talentosa canhota. Para além disso, sabe procurar constantemente o espaço e combinar de forma muito inteligente com os colegas, estando longe de se limitar à função de “target man”.
Em suma, e sabendo-se que se trata de um futebolista de 21 anos, não tenho quaisquer dúvidas que Lukas Spalvis será um excelente reforço para o Sporting, até porque, em primeira instância, dará aos leões uma verdadeira alternativa a Islam Slimani e, depois, abrirá espaço para a sucessão do internacional argelino, até porque o lituano tem todas as condições para vir a ser muito superior a “Super-Slim”.
De Espanha, todo o mundo fala do Barcelona. É legítimo, como habitual está de fato fortíssimo com Messi, Suarez, Neymar e companhia. São os globettroters da imprensa desportiva mundial, tudo o que é notícia de destaque os blaugrana marcam presença. Se não for sobre o Barça, é sobre Messi vs Ronaldo ou então sobre a consistência do Atlético de Madrid, ou sobre o insucesso do Valência. Até o Sevilha e o Celta de Vigo já deram que falar. Só que poucos ouvem falar do 4º classificado!
De Inglaterra, as capas dos jornais comentam a sensacional época do Leicester City. É merecido, qualquer um fica estupefato tentando perceber como Claudio Ranieri, após o seu fraquíssimo registo de apenas 4 jogos pela Grécia no Apuramento para o Europeu com 3 derrotas em 3 jogos em casa, tem sido capaz de manter o foco competitivo dos seus ’lads’no 1º lugar da Premier League desde a 13ª jornada. Hoje, há quem já tenha ouvido falar de Mahrez, Vardy e Okazaki. Só que poucos ouvem falar do 2º classificado!
De Itália, os fanáticos que acompanham o Calcio só falam da grande cavalgada da Juventus. Mérito incontestável, são 15 jogos consecutivos a vencer, 45 pontos alcançados. Há três meses e meio atrás, na 10ª jornada, estavam na 12ª posição só com 12 pontos conquistados em 30 possíveis, apenas 30% de vitórias e praticamente arredados do pentacampeonato. Em tudo paralelo ao que se passava com o Chelsea de José Mourinho, só que não foi preciso trocar Massimiliano Allegri para que hoje estejam com mais 1 ponto do que o 2º classificado Nápoles. Só que poucos ouvem falar do 3º classificado!
De França, parece não haver muito que escrever nos jornais, pois mesmo quem não acompanhe o futebol francês sabe que o PSG pertence a um outro tipo de campeonato que não este. O campeonato é extremamente competitivo sem o PSG, mas são já 24 pontos de distância do 2º para o 1º e em 4 jornadas o líder tornar-se-á campeão! Haverá mais alguma coisa a assinalar para uma equipa que ainda não perdeu em 26 jogos? Poderíamos falar do Monaco, só que poucos ouvem falar do 3º classificado!
Da Bélgica, nunca se lê muito. Afinal o que importa falar do campeonato daquela que hoje ocupa o 1º posto do ranking da FIFA? São muitos os jogadores novos e bons que este país, ao fim de uma quinzena de anos, vem formando. Nós sem notícias continuamos achando que o título é eternamente entre Brugge, Anderlech ou Standard. Será que alguém já percebeu que uma cidade universitária belga continua surpreendendo as previsões? Ou será que alguém já ouviu falar do técnico belga que, com dois anos de clube, caminha para o seu terceiro troféu? É mesmo. Poucos ouvem falar do 1º classificado!
Assim, o que há tão interessante em nunca ter ouvido falar destas equipas? As equipas que caminham de mansinho entre os colossos europeus com investimentos financeiros ou orçamentos de altíssimo porte. Estas são os ‘pezinhos de lã’ da Europa porque a imprensa mundial desportiva silencia seus feitos! Acredito que por debaixo da manta estejam os grandes obreiros desta caminhada silenciosa. Destaco cinco equipas que estão sensacionalmente correspondendo acima das expectativas nos seus campeonatos mas que permanecem no anonimato da imprensa. São elas:
Villareal: o submarino amarelo não está naufragado
Marcelino Toral é quem comanda o Villarreal Fonte: Villarreal CF
Quem achava que o Villareal estava adormecido, engane-se, ele está só imergido e poucos são aqueles que o vêem passar! Quem estará por detrás deste sucesso, além das figuras da equipa – Soldado, Bakambu e Soriano? O técnico espanhol Marcelino Toral. Este já vai na sua quarta época no ‘submarino amarelo’ e o seu desempenho tem sido crescente no clube, tanto a nível qualitativo de jogo, como quantitativo de resultados. Para quem não conhece M. Toral, o seu historial não mente. Aqui fica o seu cartão de visita: em 2007/08, foi o responsável pelo excelente 6ª lugar do Racing Santander na La Liga, com apuramento direto para a Liga Europa; em 2008/09, foi convidado pelo Zaragoza para subir a equipa para a 1ª divisão e a subida foi alcançada; em 2012/13 foi o responsável também pela subida do Villareal para a 1ª Divisão, conseguindo nas duas épocas seguintes dois sensacionais 6º lugares. O rendimento este ano está ainda melhor, com apenas 4 derrotas em 24 jogos do campeonato o confortável 4º lugar demonstra a qualidade e competência que existe neste grupo de trabalho. Vão em 11 jogos consecutivos sem derrota no campeonato espanhol, juntando-se uma percentagem de 83% de jogos sem perder e uma média de 63 ataques por jogo, não muito longe dos 73 e 72 do Barcelona e Real Madrid, respetivamente.
Tottenham: a sedução despercebida do tango argentino
Pochettino e os seus rapazes estão a fazer uma grande liga Fonte: Tottenham Hotspur
Maurício Pochettino está a tornar-se para o Tottenham aquilo que o Diego Simeone se tornou para o Atlético de Madrid. Um treinador de classe e de respeito pela diferença positiva que está produzindo. O que faz do Tottenham ser uma das minhas equipas de eleição este ano é o fato de estar ainda em três frentes: Premier League, FA Cup e Liga Europa. E virem de 7 vitórias seguidas, que se não tivessem perdido para o líder em casa (0-1) seriam sensacionamente 13 jogos sem perder internamente e estariam na liderança. No entando, a 2ª posição na Premier League apenas a 2 pontos do, também, surpreendente líder Leicester City justifica-se pelos 71 ataques em média por jogo e a sua excelente capacidade defensiva. Com apenas 20 golos sofridos (menos de 1 golo por jogo) é a defesa menos batida do campeonato. Sabemos que ótimos ataques vencem finais, mas defesas coesas vencem campeonatos! Qualquer equipa no mundo que tenha uma boa organização defensiva, deve certamente esse fato à competência e qualidade do treinador.Pochettino sabe o que anda a fazer! Claro que não podemos esquecer as figuras do ataque como Kane, Chadli, Alli, Eriksen e Lamela, e o precioso papel defensivo de Lloris, Walker, Dier (ex-Sporting) e os belgas Alderweireld, Vertonghen e Dembélé. Pochettino depois de época e meia de grande nível no recém promovido Southampton, destacando a qualidade de jogadores como Luke Shaw e Schneiderlin (atualmente no Man. Utd) e Lallana (hoje no Liverpool) está a mostrar no Tottenham a mesma capacidade de revelar e valorizar jogadores. Os 51 pontos já conquistados estão a apenas 13 dos alcançados época passada. Parecem curtos e alcançáveis para os ainda 36 pontos em disputa! Nada me surpreenderá se este Tottenham espantar o futebol británico.
Fiorentina: o novo berço do renascimento do Futebol
Paulo Sousa continua a mostrar as suas qualidades Fonte: Paulo MCD Sousa
O destaque da Fiorentina este ano coincide com a entrada de Paulo Sousa como treinador da equipa italiana. Porém, eu não acredito em coincidências e creio haver uma justificação da presumível coincidência. Paulo Sousa não é um técnico qualquer! É só reparar que na sua curta carreira enquanto treinador já foi campeão em Israel, na Suiça e venceu troféus na Hungria. Paulo mostra adaptabilidade, competência, competitividade e qualidade em montar equipas vencedoras. Em pouco tempo perspectivo-o no topo, representando um grande Europeu. Em menor escala, poderíamos comparar o seu trajeto com o de Guardiola. Ambos foram jogadores cerebrais do meio campo, de confiança para os seus treinadores e que fizeram parte de equipas campeãs europeias (no caso de Paulo: Juventus em 96 e Dortmund em 97). Atualmente, ver a Fiorentina no 3º lugar da Série A faz-me lembrar os tempos áureos de Francesco Toldo, Rui Costa e Gabriel Batistuta. Este ano vão com 85% dos jogos sem perder no campeonato, é a equipa que mais ataques faz no campeonato italiano com uma impressionante média de 82 ataques por jogo. As figuras têm sido Astori, Rodríguez, Ilicic, Vecino, Bernardeschi, Valero e Kalinic. Não se tratam de nomes sonantes, o que torna ainda mais vistoso o desempenho desta Fiorentina. Curioso é que ela irá defrontar outra equipa em destaque, precisamente o Tottenham, para a Liga Europa. Prevejo grandíssima eliminatória entre duas equipas sensação. Positivo é que uma delas se manterá no palco europeu!
Nice: na costa azul do mediterrâneo mora uma raposa francesa
Claude Puel é o homem do leme no Nice Fonte: Nice
Independentemente do PSG estar com mais 26 pontos que o 2º classificado Monaco, e mais 30 que o Nice, não podemos negar que o campeonato francês é extremamente competitivo. A prova disso são os 6 pontos que separam o 3º classificado do 12º. O Nice não está a fazer um campeonato sensacional, no entanto, não está a meio ou na cauda dessa cadeia, mas precisamente no topo dela. Quando penso em Nice, penso em férias, praia e no belíssimo mar da costa azul mediterrânea! Não imaginaria que pudesse estar a lutar por um lugar de acesso à Champions League. Analisando historicamente o campeonato Francês era inesperado ver o Nice no 3º lugar com adversários como Lyon, Saint-Étienne, Bourdeaux, Marseille, Lille, Nantes e Montpellier. Embora tenha uma média de ataques por jogo abaixo das outras equipas do top6, o Nice é o 2º melhor ataque da prova. Além das figuras da equipa Ben Arfa, Valère Germain e Mendy, creio que Claude Puel é o grande obreiro desta equipa revelação. Puel é um técnico experiente que já representou Monaco (onde foi campeão francês na virada do Milénio), Lyon no pós heptacampeonato e foi ele quem tentou infortunadamente com o Lille quebrar a hegemonia do heptacampeão Lyon entre 2002 e 2008. É um treinador com provas dadas em França. Encontra-se na quarta época no comando técnico do Nice e já conseguiu um fabuloso 4º lugar, logo no ano de estreia. Caminhando em pezinhos de lã, passa despercebido à imprensa desportiva internacional.
Gent: do anonimato ao… ainda anonimato no futebol
Hein Vanhaezebrouck comanda o sonho dos belgas Fonte: KAA Gent
Quando este ano se viu o sorteio do grupo H da Champions League, acho que muitos pensaram que o Gent seria o “bombo da festa”. Zenit, Valência e Lyon faziam as contas a três! Só que o Gent, em ano de estreia na Liga dos Campeões, fez 10 pontos e despachou Valência e Lyon da próxima fase. Contudo, a maior proeza do Gent foi vencer na época passada a Jupiler Pro League Belga. Nas duas épocas retrasadas o Gent não havia terminado no top 6, porém em outras épocas recentes conseguiu alguns 2º e 3º lugares. Seria um aviso para o que acabou acontecendo época passada! Eu estudei e morei na belíssima e simpática cidade de Gent, entre Setembro de 2003 e Junho de 2004, e só para se ter uma ideia o Gent nesse ano terminou a época no meio da tabela a 41 pontos do líder Anderlecht! Tem sido uma escalada que não deveria ter deixado os apaixonados pelo futebol fora da Bélgica incrédulos. Um dos responsáveis para este recente protagonismo? Certamente o seu treinador: Hein Vanhaezebrouck! Já alguém ouviu falar? Foi campeão pelo Gent logo no seu ano de estreia. Em 2015/16 continua em 1º lugar, nos oitavos de final da Champions no seu ano de estreia e venceu a Supertaça Belga na sua estreuta. Depois de ter passado alguns anos no Kortrijk, onde conseguiu chegar a uma final da Taça Belga e ser campeão da 2ª Divisão, revelou-se uma espécie de treinador da nova geração. Já havia sido também campeão da 3ª Divisão. É um técnico ofensivo. Em dois anos de Gent sumou apenas 15 derrotas em 84 jogos. Esta época só perdeu apenas 11% dos jogos no campeonato. Recentemente, a Bélgica tem mostrado os resultados extremamente positivos da sua exaustiva reformulação do futebol de base/formação. Atualmente, os seus melhores jogadores representam as grandes equipas Europeias e colocaram a seleção nas bocas do mundo com o 1º lugar no ranking da FIFA durante meses. Gent revelerá inexperiência em competições internacionais, mas penso que deveríamos mostrar mais atenção ao campeonato Belga e às suas equipas ‘desconhecidas’.
Por trás de todos estes projetos “pezinhos de lã”, penso que há uma semelhança primordial. Todos os clubes têm à frente um treinador competente que, dentro das suas realidades, acredito que farão parte das próximas gerações de técnicos vencedores.
Após uma época para esquecer em Manchester, tanto a nível pessoal como coletivo, Ángel Di María está de regresso à ribalta do futebol e voltou, mais uma vez, a atingir o elevado nível futebolístico que havia praticado no Real Madrid e que muito contribuiu para a conquista da décima Liga dos Campeões do clube espanhol. Agora com as cores do Paris Saint-Germain, o atacante argentino tem tido um papel preponderante no autêntico “passeio” que o tricampeão tem concretizado esta época pela Liga Francesa, liderando a tabela com uma ampla vantagem de 24 pontos para o segundo classificado.
Transferido do Real Madrid para o Manchester United no verão de 2014, num negócio que deixou muito a desejar por parte do conjunto madrileno, principalmente pela produtividade que Angelito estava a demonstrar de camisola blanca ao peito, Di María não conseguiu espelhar a magia do seu futebol por Terras de Sua Majestade. Embora tenha até apresentado números razoáveis para a primeira época em solo inglês, era visível aos olhos do comum adepto que o argentino estava em campo sem a alegria e o brilho habitual a que já nos tinha acostumado, tanto nos merengues como no SL Benfica. Assim sendo, esta época trocou Old Trafford pelo Parque dos Príncipes, numa transferência que custou 63 milhões de euros ao Paris Saint-Germain.
Di María já leva nove golos e dez assistências em 20 jogos na Liga Francesa Fonte: Facebook Oficial Paris Saint-Germain
A mudança de país e clube funcionou de forma perfeita para Di María, pois encontrou no PSG o lugar ideal para explodir novamente no mundo do futebol e para demonstrar tudo aquilo que faz de si um dos melhores jogadores do mundo. Atuando na maioria da vezes sobre o corredor direito atacante dos parisienses, contrariamente à posição mais central em que jogou no seu último ano em Madrid, o internacional argentino tem sido um dos principais destaques do tricampeão francês esta época. Os seus números não mentem: em 20 partidas na Liga Francesa, conta nove golos marcados e dez assistências para golo, dados que fazem dele um dos jogadores mais influentes na manobra ofensiva do Paris Saint-Germain e também do campeonato.
Não só em termos de números Di María merece destaque, mas também pelas qualidades que tem evidenciado dentro das quatro linhas e que têm contribuído para o estrondoso sucesso que o PSG tem tido na presente temporada. Angelito tem demonstrado a excelente nível a sua capacidade técnica e rápida execução de movimentos com e sem bola nos pés para dar um brilho especial ao ataque do conjunto de Laurent Blanc e também para decidir jogos de cariz fulcral para a equipa, tal como, a título de exemplo, o golo que deu a vitória no clássico contra o Marselha.
Renasceu, então, a magia do futebol de Ángel Di María no Paris Saint-Germain, clube que com esta excelente contratação, aliada a outros dos seus jogadores de topo, como Ibrahimovic, Cavani, Verratti, Pastore, Matuidi, ou Thiago Silva, tem nesta época a oportunidade ideal para realizar uma campanha de sonho na Liga dos Campeões e chegar à tão desejada final em Milão. O próximo adversário dos parisienses será o Chelsea, nos oitavos de final da competição, o primeiro obstáculo na caminhada para a aspiração europeia do Paris Saint-Germain.
Foto de Capa: Facebook Oficial Paris Saint-Germain
Com o passado recente do Braga na Liga Europa a colocar a equipa num patamar respeitado, há que fazer o possível para continuar a assegurar esse mesmo respeito por essa Europa fora. Com as coisas a correrem bem por cá, tanto no campeonato como na Taça de Portugal, o Braga tinha todas as condições para viajar confiante para a Suíça e com a determinação necessária para poder controlar a eliminatória. O primeiro quarto de hora da partida confirmou isso mesmo.
Os Minhotos entraram em campo, como se diz na gíria táctica, com uma equipa longa, onde as famosas linhas do modelo organizacional tendem a jogar muito separadas. O Braga conseguiu trocar a bola e ter a sua posse em várias zonas do terreno, assumindo o domínio nesta fase preponderante do jogo. Tal como sempre na estratégia do Braga, a primeira fase do jogo permitiu perceber que os médios-alas, Rafa e Alan, seriam elementos chave no modelo ofensivo do Braga, ora esticando o jogo na procura das bolas longas que partem da defesa, ora moldando com os movimentos rápidos a organização dos ataques. Mas como acontece nas equipas que não jogam muito juntas, as chamadas “equipas curtas”, aumenta a probabilidade de aproveitamento de espaço entre linhas, aumentando também a possibilidade de os adversários criarem situações de perigo.
Foi precisamente nestes momentos de ruptura na posse de bola que o Braga sentiu mais dificuldades. O Sion apareceu em jogo com um meio campo denso, que muitas vezes conseguiu impor-se perante a pressão de Vuckvic e Luiz Carlos. Assim sendo, tanto aproveitando a perda da bola como saindo em ataque organizado, o Sion acabou por ter muitas vezes o espaço suficiente no meio-campo do Braga para causar perigo.
Embora o primeiro quarto de hora da partida tenha sido fulcral, aparecendo, inclusive, o esperado golo do Braga, o restante tempo da primeira parte caracterizou-se por algum equilíbrio na organização de ataques, que destoa do concreto domínio do Braga na gestão da posse. E este ponto explica-se com as perdas de bola do Braga ou, em alguns casos, de alguma falta de organização nas saídas, durante as quais a equipa não se superou em relação ao bloco pressionante do adversário que estava responsável pelo bloqueio organizativo que teve como figura determinante o suiço Salatic, numa operação que facilitou a vida, por exemplo, ao português Carlitos, que com rapidez reconstruia situações de ataque. Os Minhotos acabavam a primeira parte encostados às cordas.
O 0-1 ao Intervalo fez suspeitar um Braga mais tranquilo na segunda parte, acabando por se suceder o inverso. O Sion entrou melhor, mais convicto e assumindo as rédeas do jogo. O que havia acontecido nos primeiros quinze minutos da primeira parte verificou-se de novo no começo da segunda, mas com a outra equipa. O golo aconteceu durante uma consecutiva toada ofensiva do Sion, com um bom trabalho de um jogador interessante, Konaté.
Rafa foi determinante na vitória Fonte: SC Braga
A confiança que a igualdade poderia dar à equipa da casa não se consumou. Parece que o Sion não soube assumir de vez a partida, e embora haja mérito essencialmente do meio-campo do Braga, sabendo Paulo Fonseca que deveria colocar os centristas nas zonas altas do terreno, fomentando as oportunidades de golo e evitando construções do Sion, honra seja feita a um rapaz que tantas vezes quer, e sabe, chamar o protagonismo para junto de si. Estes pormenores que alguns teóricos associam aos jogadores experientes, Rafa já os detém. Ter técnica enche a vistas dos adeptos, mas conjuga-la com a inteligência táctica é de mestre. Sendo certo que a entrada de Josué ajudou para fazer tremer o jogo, foi Rafa que de destacou durante o processo desigualdade, tanto pelo bom golo que marcou, como pelo banho táctico que voltou a impor a um adversário. Tudo isto me faz crer que o Braga já não sabe viver sem Rafa, mas que num curto espaço de tempo terá que se habituar.
Com um jogo que poderia ter sido mais fácil, e que em muitos momentos só não o foi por culpa própria – ainda que o Sion também tenha o seu mérito, sendo uma equipa ainda com pouco ritmo mas com ideias e jogadores esclarecidos -, o Braga deixou claro que tem condições para dominar a segunda mão na Pedreira e carimbar a passagem para a próxima fase.
A Figura:
Rafa – Claramente. Além de teimar em aparecer com classe em vários jogos, tal como fez neste, revela uma maturidade fantástica durante o jogo. Sabe jogar sabendo estar, no momento certo, onde a equipa e a bola pedem.
O Fora de Jogo:
Willy Boly – Em alguns momentos o Central do Braga pareceu-me pouco esclarecido, tendo hesitando em lances que poderiam ter sido letais, tal como sucedido com o primeiro golo, de Konaté, onde Boly fez o que pôde.
O Sporting perdeu hoje por 1-0 em casa perante o Bayer Leverkusen, na primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa. Os leões estiveram numa noite bastante desinspirada e não foram capazes de bater uns alemães que também num nível de qualidade muito elevado.
Jorge Jesus decidiu, como já se esperava, fazer poupanças na equipa habitual, tendo deixado Islam Slimani e Adrien Silva sentados no banco de suplentes, substituídos por Teo Gutiérrez e Aquilani. Jefferson e Carlos Mané formaram a ala esquerda, nos lugares de Zeegelaar e Bruno César, que foram titulares na Choupana mas estavam indisponíveis para este encontro.
Os leões entraram razoavelmente em no encontro, com Carlos Mané e Bryan Ruiz em constantes trocas posicionais. Algumas iniciativas individuais destes dois jogadores e de João Mário foram o melhor que o Sporting fez na primeira parte, mas com apenas um remate perigoso de Jefferson, para uma boa defesa de Leno. De resto, as jogadas foram sempre traídas por um último passe deficiente ou por manifesta incapacidade do ponta de lança.
Teo Gutiérrez não conseguiu ganhar nenhuma jogada em velocidade e muito menos pelo ar. O colombiano continua fora de forma, sem acrescentar qualidade ao ataque leonino. Numa altura em que já não há Montero e Barcos ainda está em fase de preparação, os sportinguistas rezam para que não haja nenhuma lesão de Slimani e para que o seu castigo não seja para já…
Dificilmente Teo voltará a ter o apoio das bancadas e a ser tão feliz de leão ao peito Fonte: Sporting CP
A ausência do avançado argelino foi a mais notada, mas, como já referi, não foi a única. Adrien também esteve no banco e a diferença foi notória, principalmente a nível ofensivo. Aquilani e William jogaram muito a par, um ao lado do outro, o que complicou a tarefa ofensiva dos “verdes e brancos”. Aquilani deveria ter subido mais no terreno, quando a equipa estava com a posse de bola.
A nível defensivo, a única falha gritante resultou no golo. Jedvaj teve demasiado espaço para cruzar e Bellarabi apareceu sozinho ao segundo poste para faturar, à passagem dos 24 minutos. De resto, Coates esteve imperial, compensando algum nervosismo inicial de Ruben Semedo.
Na segunda parte, manteve-se tudo igual, até ao culminar do primeiro quarto de hora, quando entraram Adrien e Slimani para os lugares de Aquilani e Teo, com este último a ser assobiado pela falta de empenho que vem demonstrando quando é chamado para dentro das quatro linhas.
A equipa leonina continuou, porém, sem criar grandes dificuldades à defesa alemã e os problemas portugueses aumentaram com a substituição de Coates por Ewerton e a expulsão de Ruben Semedo, por acumulação de cartões amarelos. William teve de baixar para fazer dupla de centrais com o recém-entrado Ewerton e o Sporting não conseguiu pressionar o último reduto germânico. Até ao final da partida, as únicas chances de golo foram do Leverkusen, inclusivamente uma bola que bateu no poste esquerdo da baliza de Rui Patrício.
Foi um jogo enfadonho e sem grande chama por parte do Sporting, talvez em poupança de forças para a batalha de segunda feira, na receção ao Boavista. Os leões mantêm o campeonato nacional como o único foco esta época. É certo que ainda haverá uma segunda mão para disputar na Alemanha, de hoje a oito dias. Contudo, após esse jogo, os verde e brancos têm jogo em Guimarães para a Liga NOS e será sempre esse o jogo mais importante.
A Figura:
Sebastián Coates – Patrão. O central uruguaio é o melhor reforço contratado neste mercado de inverno e é entusiasmante vê-lo jogar. Impetuoso nos cortes perante os avançados contrários, extremamente atento e sem inventar nos momentos de maior aperto, o central sul-americano esteve muito bem.
O Fora de Jogo: Teo Gutiérrez –Uma miséria. Não ganhou lances pelo ar, não ganhou pelo chão, nem em jogadas de 1×1 foi melhor que os centrais alemães. Oxalá Barcos esteja pronto rapidamente.
Jogo de “Liga dos Campeões” no Signal Iduna Park. O Futebol Clube do Porto deslocou-se à Alemanha para a primeira partida dos 16 avos da Liga Europa. Apesar de a equipa vir de uma moralizante vitória frente ao Benfica, este não prometia ser um jogo fácil, já que o 11 inicial estava “remendado” devido às muitas ausências, principalmente na defesa. Os dragões alinharam com Casillas, José Angel a lateral esquerdo, Layún e Indi a centrais e Varela a lateral direito. No meio-campo Rúben Neves, Herrera e Sérgio Oliveira, e no ataque Brahimi, Marega e Aboubakar.
O jogo começou com o Borussia num grande ímpeto ofensivo que nem o canto a favorecer o Porto aos dois minutos conseguiu quebrar. Do outro lado também um canto deu vantagem madrugadora aos alemães e deixava adivinhar uma primeira parte muito difícil. O Porto jogou com as linhas muito recuadas e deu resultado a nível defensivo, visto que não houve assim tantos calafrios ao longo da primeira metade, mas o reverso da medalha foi a fraca prestação ofensiva portista. Por estratégia, falta de capacidade ou falta de rotinas (perfeitamente normal) a verdade é que nunca o Porto foi incomodativo. Excepção feita a um remate aos 35’ de Sérgio Oliveira.
Este Borussia não é o mesmo da era Klopp e portanto joga com mais cabeça do que coração: tudo parece ter o seu lugar e o seu timing. Esta paciência talvez tenha dado aos portugueses algum fôlego e o meio-campo (Rúben Neves esteve muito macio) foi conseguindo ter mais bola mas nunca se instalou no meio-campo ofensivo. Ao intervalo, no entanto, havia a sensação de que os Dragões podiam dar um ar da sua graça na segunda parte.
O B. Dortmund foi mais feliz Fonte: Borussia Dortmund
O segundo tempo começou com um Porto mais corajoso, com menos medo de ter a bola no pé. Tentou sair com passes curtos e controlados mas esta forma de jogar exige rotinas, e a equipa apresentada era um remendo de uma equipa que ainda busca assimilar rotinas de jogo. Como se deve perceber o Porto deixou-se sempre envolver na teia alemã. Aos 59’ saiu Aboubakar, que esteve muito apagado, e entrou André para o seu lugar, mas o momento de forma do português não é o melhor e o facto de ter jogado pela ala também não ajudou à sua performance.
A partir dos 60’ o submarino amarelo voltou a ter um ascendente sobre os azuis e brancos que se materializou no segundo tento alemão, depois de um desvio de Indi (a sorte não quer nada connosco!). Até ao final do jogo é de destacar a defesa de Casillas e as entradas com vontade mas infrutíferas de Evandro e Suk. O coreano teve mesmo perto do golo aos 90’ mas Burki garantiu a vantagem dos da casa.
Foi um jogo diferente, foi uma equipa retalhada que se apresentou organizada a defender mas sem uma estratégia corajosa para o ataque, um pouco de antítese do que é Peseiro. Cada um adaptou-se à sua maneira mas o que é certo é que este resultado é pouco encorajador, embora no Dragão tudo seja possível. Só uma noite perfeita fará o Porto dar a volta à eliminatória.
A Figura:
Layún – Jogou adaptado e cumpriu. É como um canivete suíço; faz tudo e continuou a cobrar cantos.
O Fora-de-Jogo:
Brahimi – Passou ao lado do jogo mas a verdade é que não foi bem apoiado. Rúben Neves, por ter sido macio, e Marega, por acumular passes errados, também mereciam.
A final da Taça Hugo dos Santos ficou marcada pelo último lance: o Benfica perdia por três pontos nos instantes finais quando o extremo Carlos Andrade lançou e marcou, ficando a dúvida sobre se seriam de considerar dois ou três pontos. Se fosse triplo dava empate e o respectivo prolongamento.
O banco do Benfica pedia naturalmente a atribuição de um triplo mas Andrade estava a ultrapassar a linha e o resultado final seria de 68-69, para os Dragões.
Com dúvidas, o árbitro internacional Sérgio Silva, para surpresa de muitos, resolveu consultar a TV, dando cumprimento ao regulamento no art.º 46.12, que diz:
“Estar autorizado a aprovar antes do jogo e a utilizar, se disponível, equipamento técnico Instant Replay System (IRS)
… Em qualquer momento do jogo:
– Se o lançamento de campo for convertido deve contar 2 ou 3 pontos”.
As imagens são elucidativas: o último lançamento do Benfica foi de apenas dois pontos
Triunfo para o colectivo de Moncho Lopez, que volta a ganhar ao Benfica e promete luta na decisão da Liga. Com cinco estrangeiros de qualidade média, consegue gastar provavelmente pouco mas tem uma equipa organizada e disciplinada, o que justifica este triunfo frente a um Benfica que normalmente ganhava tudo.
NBA: outro Mundo…
Se o recurso ao visionamento de imagens no basquetebol nacional, não sendo original, causou alguma surpresa e motivou alguma satisfação para a comunidade basquetebolística, dado o atraso das outras modalidades, na NBA quando se trata do uso das tecnologias estamos a falar de uma escala inatingível.
Em 2002 a NBA já usava o método de consulta no local para reproduzir casos de dúvida nos lançamentos e nas faltas nos últimos segundos do jogo.
Contudo, tal método, na opinião dos espectadores, levava muito tempo e quebrava o ritmo dos jogos. E, como a NBA é um negócio, também aqui o cliente tem sempre razão. O que os espectadores querem é acção e ritmo no jogo e não que o mesmo esteja sempre a ser parado porque os árbitros têm dúvidas e necessitam de ver as repetições na televisão.
Ciente deste problema, a NBA tomou medidas para tornar o processo de visionamento por parte dos árbitros mais rápido e eficaz. Para isso, na época 2014-15 abriu o “NBA Replay Center” em Secaucus, N.J.
NBA Replay Center Fonte: NBA
Levou dois anos a implementar a estrutura, gastou mais de 15 milhões de dólares, e o NBA Replay Center está directamente ligado a todos os 29 Pavilhões da NBA.
Com a ajuda suplementar do Centro os árbitros estão agora mais tranquilos ao apitarem as jogadas difíceis e não necessitam de interromper constantemente a dinâmica do jogo.
O Centro está equipado com 20 estações de repetição, 94 monitores de televisão e uma rede de fibra óptica subjacente que fornece toda a informação necessária às dúvidas dos árbitros.
Cada estação de repetição é constituída por uma configuração de três monitores, onde os operadores podem editar, melhorar e compartilhar clipes rapidamente com o recurso a ecrãs sensíveis ao toque e a um botão rotativo.
O edifício é majestoso. Tem escritórios em forma de diamante e o primeiro andar é acessível através de um longo corredor onde as paredes estão revestidas com uma excelente colecção de cartazes de basquetebol dos anos 70 e 80. Através das portas de vidro duplo é possível ver os ecrãs de alta definição que projectam simultaneamente imagens de todos os jogos da competição, mostrando múltiplos ângulos.
O árbitro veterano Joe Borgia trabalha no Centro, e é hoje uma figura importante, que disse:
“O meu pai, antigo árbitro, daria uma volta na sepultura se pudesse ver o Centro de Replay da NBA e tudo aquilo que estamos aqui a fazer. Temos de acompanhar os tempos. Se não melhorarmos, ficamos velhos e ultrapassados”.
Para tornar o sistema perfeito, o mesmo foi testado com o recurso a jogos da temporada passada: 15 jogos, e os jogos das final da NBA. Durante esses jogos, reproduziram imagens solicitadas aos operadores de televisão pelos árbitros no local, à moda antiga. Enquanto isso a Liga testava o novo software.
“Testámos o timing, os melhores ângulos para filmar, e conseguimos elaborar um protocolo de comunicação direito. Cada um dos jogos testados tornou-se uma sessão de projecto do software para o nosso grupo de operações”, disse o Vice-Presidente Executivo de Operações e Tecnologia, Steve Hellmuth.
Agora, em poucos segundos, ficam disponíveis imagens de vídeo que são reenviadas para o Pavilhão para imediato visionamento dos árbitros de forma a esclarecer as dúvidas.
Para ajudarem os árbitros na tomada de decisões mais difíceis dezenas de operadores de vídeo, em Secaucus, sinalizam e editam imagens rapidamente. Em muitos casos é mesmo possível ter disponíveis imagens de vários ângulos, em formato de mosaico e com possibilidade de ampliar as mesmas, que chegam à mesa do jogo antes mesmo dos árbitros.
Um monitor mostra em exibição lado a lado todos os ângulos de câmara disponíveis do jogo. Tocando nele seleccionam uma ou mais imagens para trabalhar posteriormente. O monitor central tem uma vista de ecrã completo e o operador usa o multi-toque para cortar e ampliar uma secção de vídeo. Podem também criar instantaneamente várias caixas em mosaico sincronizadas com o tempo código.
Um outro monitor mostra aquilo a que o árbitro no terreno vai ter acesso…
O novo sistema ainda usa imagens dos operadores locais de TV. No entanto, essas imagens entram agora directamente no Centro da NBA, não sendo agora necessário recorrer ao tradicional método do “Play by Play”.
Ao ampliar o número de situações-problema, tornou-se demasiado o trabalho para a mesa local, o que justifica claramente a implementação de um sistema centralizado.
A rede de transmissão de dados é impressionante em termos de velocidade e simplicidade, permite a transmissão de quase 30TB de vídeo entre os Pavilhões da NBA e o Centro de Secaucus.
O papel dos árbitros…
As tarefas dos árbitros no campo e no Centro estão bem limitadas Fonte: NBA
Os árbitros no Replay Center decidem:
1. Lançamentos de 2 Pontos/3 Pontos (cesto convertido ou falta)
2. Cesto convertido – final de período
3. Fora dos limites do campo
4. Violação do tempo de jogo (Cesto campo convertido)
5. Interferência da trajectória da bola (cesto)
6. A situação de falha no relógio (não marca faltas ou não marca envolvidos na violação)
7. 24 segundos .
8. Número de jogadores em campo
Os árbitros em campo Fonte: NBA
Os árbitros de campo decidem:
1. Falta Flagrante
2. Falta sobre adversário isolado
3. Falta sem bola
4. Altercação entre jogadores
5. Falta no final de período
6. Violação “Shot Clock” (envolvendo falta assinalada )
7. Corrigir o lançador de lances livres
8. Falha no relógio (falta ou violação envolvidos)
9. Área Restritiva
Esta temporada
A época 2015-16 dá início ao novo processo de reprodução instantânea para jogos. Além dos normais três árbitros em cada jogo, a NBA tem árbitros no Centro de Repetição que tomam decisões que facilitam a vida aos árbitros na análise de outras situações.
Uma vez analisada, a sinalizada decisão final será dos árbitros do centro de reprodução e em seguida comunicada de volta ao árbitro principal do campo.
Com recurso ao Centro de Reprodução o número de situações a analisar aumentou para 15.
Quando uma acção é escolhida, ficam imediatamente disponíveis imagens de vários ângulos de câmara no centro de reprodução da NBA, que as envia rapidamente aos árbitros de campo. Se necessário, a NBA poderá ainda fornecer mais imagens com outros ângulos de câmara.
“Muitos casos das 15 situações-tipos são muito simples de resolver e não necessitam do envolvimento dos árbitros do campo para determinar com precisão o resultado”, disse o Vice-presidente Executivo de Operações de basquetebol Kiki VanDeWeghe, NBA. “O importante é o ritmo e o fluxo de jogo. Queremos um jogo mais rápido, e que os nossos jogadores e treinadores voltem à acção”.
Desde que a temporada começou, em Novembro, 435 jogadas já foram revistas pelo centro de reprodução e 50 das decisões foram alteradas.
O centro de reprodução não foi desenvolvido apenas a pensar nos árbitros: também foi criado como uma forma de melhorar as experiências dos espectadores. Em casa os amantes da modalidade podem ver o mesmo que os árbitros estão a procurar no centro de reprodução e os adeptos no Pavilhão podem também ver as várias repetições no Ecrã Gigante. E, mesmo se não estão à frente de uma televisão, uma conta no Twitter dá para rever as jogadas.
A NBA espera rever mais de 31.000 horas de vídeo esta temporada. Após a conclusão dos jogos, os adeptos podem consultar o site NBA.com, onde os vídeos ficam disponíveis e arquivados numa livraria digital com uma explicação completa da acção dos árbitros.
A NBA já tinha inovado com a implementação de lâmpadas LED nas tabelas Fonte: YouTube
O Futuro…
Steve Hellmuth é o grande responsável pelas inovações tecnológicas na NBA. Durante a época de 2002-2003, implementou o uso das lâmpadas LED nas tabelas para ajudarem os árbitros na validação ou não dos cestos nos últimos segundos. Também supervisionou a execução do programa de estatística STATS LLC SportVU em todos os Pavilhões da NBA.
A NBA não pára de inovar, e Steve Hellmuth já diz mesmo: “Gostaria muito de ter uma nova metodologia para o reconhecimento da pressão dos jogadores sobre a linha dos três pontos. Não importa se temos ou não boas câmaras. A sua eficácia está totalmente dependente do ângulo a partir do qual filmamos”.
Para esse fim, Hellmuth tem discutido com o Dr. Paul Hawkins, o célebre inventor do “ Hawk-Eye”, sistema utilizado na liga profissional de ténis e na Liga de Futebol Inlglesa, a possibilidade do uso de um sensor na linha dos três pontos.
1.ª Jornada da 2.ª Fase Zona Sul Série Primeiros e 1.ª vitória!
Foi uma semana complicada…
Devido às férias do Carnaval os treinos não puderam realizar-se nos mesmos dias, nos mesmos horários, nem inclusive nos mesmos locais. Terminámos a semana com menos uma unidade de treino do que aquilo a que estamos habituados e tínhamos também algumas jogadoras ausentes….
A juntar a esta perturbação tínhamos o facto de irmos jogar a 1.ª de dez finais contra um adversário que estava ferido no seu orgulho depois do resultado em nossa casa. Sabíamos que pairava a ideia de que este, sim, seria “a doer”. Sentíamo-nos preparados mas estávamos…. Alerta! Não estávamos na máxima força e o adversário estaria muito motivado…
Foi um jogo duro, onde, devido ao facto de ser um encontro de duas equipas que servem muito bem e também pelo imenso frio que se sentia no pavilhão, o serviço desempenhou um papel fundamental.
Foram 27 (!!!) ases em quatro sets e, à exceção do segundo set, houve um domínio total da equipa do Carnide.
Na segunda saída mais difícil desta fase, o Carnide mostrou que vai ser preciso muito para quebrar esta equipa. Como acontece sempre em Alverca houve um bom jogo e, apesar de o Carnide ter agarrado o jogo desde o 1.º set, o segundo parcial foi a prova de que não há jogos fáceis nesta fase e de que o Alverca é uma grande equipa.
Mas o Carnide passou este teste porque, à parte a maturidade competitiva que vai impondo, a capacidade de sofrimento, e o talento notório das suas individualidades, é neste momento uma equipa numa missão. Uma agressividade competitiva imensa desde o 1.º ponto, querendo mostrar desde cedo que a equipa sabia ao que vinha e o que tinha de fazer.
Foi daquelas coisas que não se explicam, o fruto de um estado mental fortíssimo, que às vezes parece pôr a vitória a salvo incondicionalmente.
Impressionou muito, esta postura!
Margarida Domingues em ação
No fim falámos um bocadinho com Margarida Domingues, líbero da equipa:
– O que achou do jogo?
MD – Para este jogo mais do que as dificuldades que certamente o Alverca nos iria impor era importante controlar a nossa prestação, níveis de ansiedade, e nervosismo associado ao 1.º jogo desta fase. Sabemos da importância desta fase e que jogamos sempre para ganhar. O jogo foi reflexo desta nossa postura e, à exceção do 2.º set, acho que não ficou qualquer dúvida sobre quem é a melhor equipa e qual o justo vencedor do jogo.
– Sente que a equipa está no seu melhor momento da época?
MD – É sempre difícil fazer essas avaliações… O que posso dizer é que a equipa está bem, vem em crescendo, tem trabalhado bem e atravessa uma fase muito positiva. O grupo está no seu 1.º ano enquanto conjunto e mesmo no mercado de Inverno tivemos duas entradas importantes. Importa consolidar ligações e a união do grupo, algo que temos conseguido a cada momento que vamos passando juntos. Somos uma equipa forte que quer aproveitar todas as oportunidades para se consolidar cada vez mais.
– O que significa esta vitória, aqui em Alverca, no início desta fase?
MD – Em primeiro lugar foi importante para desde já começarmos a somar pontos tendo em consideração o nosso objectivo principal. É importante também porque consolida o trabalho e valida o nosso momento. Estas coisas dão confiança e é sempre bom ganhar. Ser aqui em Alverca teve o bónus de deixar claro que a vitória no Campeonato Regional não foi por acaso e que somos, de facto, uma melhor equipa.
– O que espera do jogo do próximo sábado com o Aveiro?
MD – Não posso esperar outra coisa que não seja ganhar! Este grupo como disse acima joga sempre para ganhar e para conquistar todos os jogos em que participa. Sabemos também que enfrentaremos o nosso maior rival nos objectivos que nos propomos cumprir e certamente teremos de estar ao nosso melhor nível para conseguirmos impor o nosso jogo frente a uma equipa do Aveiro muito competitiva.
Quando somos miúdos, temos sempre uma posição em campo que é a nossa predilecta. Corremos e reivindicamos aquele lugar que é nosso por direito. Não aceitamos jogar se não for naquele sítio. Eu sempre fui médio-centro. E nessa altura, quando interpretamos personagens e cada um corresponde a um jogador – cada um joga nos pés do seu ídolo -, eu era sempre Paul Scholes.
Scholes fez toda a sua carreira no Manchester United. Recusou sempre representar outros clubes e jurou fidelidade a Old Trafford e a Sir Alex. Faz parte de uma geração de ouro dos reds que contou com Ryan Giggs, Nicky Butt, Gary Neville e o irmão Phil. Mais tarde, foi o mentor de Cristiano Ronaldo na chegada ao clube.
Inglês de gema, nasceu em Salford e foi criado em Langley. Assim sendo, começou a jogar críquete antes de desvendar os encantos do desporto rei. Mas depois de ser encontrado por um olheiro, ainda no ensino básico, Scholes arrasou no primeiro treino – havia descoberto a sua casa.
Paul Scholes foi um dos médios mais completos que pisaram os relvados: altamente técnico, reconhecido pela excelente qualidade de passe, com uma visão de jogo incomparável e um potente remate de meia distância. A baixa estatura tornava-o mais aguerrido, mais apaixonado. Era um perfeito box-to-box player;a sua versatilidade permitia-lhe exercer com excelência qualquer posição no meio-campo.
A elaborada capacidade de playmaker, aliada à energia que parecia nunca terminar, era determinante na criação dos contra-ataques que tantas vezes terminaram em golo. Depois de ganhar a bola “na raça”, como nós portugueses gostamos tanto de dizer, percorria mais de metade do campo com o esférico perfeitamente controlado, a cabeça levantada, e servia o ponta-de-lança, rumo ao sucesso. Que o diga Van Nistelrooy.
Apesar de muitas vezes criticado pela excessiva agressividade – ainda detém o recorde de jogador com mais cartões amarelos na história da Liga dos Campeões -, Scholes era admirado pelos fãs, bem como pelos seus pares. Xavi achava-o o melhor médio dos últimos 20 anos; Henry considerava-o o melhor jogador da história da Premier League; Sócrates, a lenda brasileira, disse que adorava ver Paul jogar, “o rapaz com o cabelo vermelho e a camisola vermelha”.
Além da vermelha, a única camisola que também defendeu foi a da Selecção Inglesa. E, aí, o fulgor era exactamente o mesmo. Scholes dedicava-se inteiramente às fases finais dos Campeonatos do Mundo e da Europa, e tentou sempre levar a sua Inglaterra a voos mais altos.
Em 2014, um ano depois de pendurar as chuteiras, Scholes anunciou que se tinha juntado aos amigos do United (Giggs, Butt e os irmãos Neville) na aquisição do Salford City, a equipa da sua terra natal. Apesar disto, o inglês continua a esforçar-se para alcançar aquilo que sempre procurou durante a sua carreira: o quase anonimato. Tímido, nunca quis ser uma estrela. Foi um acaso. Ainda assim, desempenhou a função com brio.
Paul Scholes tem no currículo 11 Premier Leagues, três Taças de Inglaterra, duas Champions, uma Taça Intercontinental e um Mundial de Clubes. Mais do que isso, Paul tem no currículo o estatuto de lenda, de exemplo, de objectivo.
Bem, agora é definitivo. Continuamos em primeiro na tabela classificativa, não é verdade? Não é verdade só para a FPF, que, ao que parece, conseguiu colocar o Sporting em segundo lugar, mesmo com mais pontos que a equipa que estava colocada em primeiro. Bom, mas isso são fait divers a que não vale a pena dar importância. Estão na linha de tudo o que tem acontecido e tem sido dito sobre o Sporting. Já não temos de nos admirar com isso.
Mas a verdade é que o Sporting, e a sua campanha deste ano no campeonato Português, deve estar a tornar-se um caso sério a ponto de começar a incomodar alguns que têm andado semana após semana a tentar menorizar o mérito do nosso clube.
E como concluí isso? Simples.
Quando vi que até alguns altos dirigentes de clubes rivais, que sempre tentam manter a pose de superioridade perante tudo o que não seja a sua cor, começam a vangloriar-se com as conquistas passadas. (As dos últimos anos não devem contar, porque foram ganhas com um treinador que foi apagado dos registos da história do seu clube – admito que os títulos também o tenham sido).
Quando eles começam com a história: “Ah, mas nós é que ganhámos títulos a rodos, naquela época em que”… Começa-me a parecer que se começa a esmorecer aquela fé inabalável que se verificava há poucos dias atrás, em que ganhavam (esmagando e humilhando) a quem quer que lhes aparecesse pelo caminho.
A FPF tem de ter mais cuidado com os bugs informáticos Fonte: Facebook Vamos a Alvalade
Reparei também que uma conta de Facebook afecta a um dos nossos rivais, daqueles que uma vez ou outra se lembram de mandar umas meias verdades, só para ganhar likes e visualizações, na falta de uma vitória do seu clube, decidiu esperar que acabasse um jogo de hóquei (onde manifestamente têm melhor equipa, não há volta a dar) para vir dizer que o Sporting não publica os resultados que se expressam em derrotas. Mais uma meia verdade, porque o Sporting tem publicado resultados menos bons, o que pode não ter acontecido neste último caso de uma forma tão célere como esse senhor desejaria, mas ainda assim publicou. Este senhor vive e sonha com o Sporting.
Penso que terá sido mais uma estratégia para desviar as atenções dos seus seguidores da derrota conseguida no dia anterior. Não sei. A verdade é que só ele saberá porque gosta tanto de inventar inverdades daquela forma. Acho que há uma doença para esse tipo de comportamento (devo dizer que não sigo nenhum destes senhores no Facebook ou em qualquer outra rede social. O problema é que tenho quem insista em vir-me mostrar estas coisas, que eu dispenso).
(Abro aqui um parêntesis para dizer que me refiro a estes dois casos, de rivais, porque os mesmos se referem ao nosso clube de forma pejorativa – poderiam vangloriar-se das suas conquistas sem nos meter ao barulho, digo eu)
Dito isto, devo dizer também que não entendo por que razão esses rivais se começam a sentir tão em baixo, até porque ainda há muitos jogos para jogar, e o Sporting ainda tem confrontos com os rivais directos na luta pelo título.
E por isso, como não entrei em euforias quando estávamos a sete pontos, e não entrei em depressão quando ficámos em igualdade pontual, também agora não ficarei eufórico. Fico, sim, feliz por mais uma vitória, que pode restabelecer os índices de confiança dos jogadores (para ajudar, as transferências já terminaram nos principais mercados). Festejo como quem quer ver a sua equipa ganhar todos os jogos, simplesmente isso. Se, no fim, as contas nos permitirem estar em primeiro, aí, sim, ficarei eufórico, porque só aí teremos garantido alguma coisa.
Sporting insiste em manter os seus sócios e adeptos constantemente informados, seja nas vitórias ou nas derrotas Fonte: Sporting CP
Podem dizer-me que é falta de fé, mas por vezes não basta ser a melhor equipa para se ganhar campeonatos. E não, agora não estou a falar de jogadas de bastidores, que também podem interferir. Estou a falar do simples facto de por vezes a bola não entrar, ou de um guarda-redes estar em dia inspirado, encontrar uma equipa que tenha mais sorte ou seja mais eficaz em lances capitais, ou porque pode haver uma fase de muitas lesões em jogadores importantes, etc., etc., etc..
É humanamente impossível prever e controlar tudo o que pode interferir com o rendimento de uma equipa de futebol. Pode-se tentar menorizar os impactos dessas interferências, e tentar precaver algumas situações previsíveis, mas nunca será possível ter total controlo.
Se fosse possível, não seria futebol; seria adivinhação, astrologia, o que quiserem. E por não ser possível é que o futebol tem piada, tem emoção, paixão, e outras coisas mais acabadas em “ão”, ou não.
Assim, espero continuar a ver o Sporting jogar bem, com personalidade e entrega, para que esteja sempre mais perto de ganhar que os outros. É só isso que lhes peço. E nós cá estaremos para festejar as vitórias, e apoiar nas derrotas (espero ver poucas).
Façam com que nos vangloriemos das vitórias do presente. As do passado estão guardadas no nosso museu, nas nossas memórias, fazem parte da nossa história, mas são só isso. Vamos então continuar a juntar capítulos a essa história com as vitórias de hoje.
Porque o adepto sportinguista é o melhor adepto do mundo, disso tenho a certeza. Não digo isto porque ganhámos uma votação no site da Eurosport, mas porque para um adepto do Sporting não faria sentido dizer outra coisa, e porque efectivamente vivemos intensamente o clube, seja nas vitórias ou não.
Somos os melhores adeptos, com ou sem concursos da Eurosport Fonte: Sporting CP
Relativamente à qualidade dos adeptos, veio alguém dizer, há uns dias, que os melhores adeptos são os que enchem estádios. Ora isto só vem reforçar como somos sem dúvida os melhores, ou não fôssemos nós a encher estádios mesmo em tempos de menos conquistas. Seja onde for, estamos lá…
Já agora, ainda quanto à votação no site da Eurosport, não vou valorizar o resultado por nos classificar como os melhores adeptos da Europa (até porque a votação foi feita por Sportinguistas), mas por demonstrar o tipo de mobilização que este clube gera na sua massa adepta. E já agora, na minha opinião, não somos os melhores adeptos da Europa; somos os melhores adeptos do Mundo e do próprio Universo. Para mim, como Sportinguista, não poderia ser de outra forma.
Porque o Sporting Clube de Portugal (e não Sporting Lisbon) é o melhor clube do Universo e mais além.