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Messi, Neymar e o emplastro

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Há um emplastro em Barcelona. É bastante diferente daquele tipo com a verruga, que aparece atrás das pessoas em qualquer direto que seja feito na cidade do Porto ou arredores, mas este também gosta de aparecer na fotografia quando não é chamado: Luís Suárez.

Todos os fins de semana, Messi e Neymar vão competindo entre si, a ver quem faz mais genialidades: Messi faz um túnel, Neymar faz um cabrito, Messi faz um passe teleguiado, Neymar recebe-o de letra. A rivalidade entre Brasil e Argentina nunca foi tão bonita. O público aplaude-os, as crianças olham-nos e imaginam-se a si mesmas, a bola sorri e agradece. Mas Suárez, ao contrário de nós, comuns mortais, não se dá por satisfeito como mero espetador e teima em aparecer no meio deste bailado futebolístico.

O uruguaio é um avançado formidável, sem dúvida, mas não é do mesmo material dos outros dois. Messi e Neymar são classe pura. Suárez, não os podendo comparar nessa dimensão, vai disfarçando com raça e fossanguice, qualidades muito apreciáveis num avançado, claro, mas que são de outro campeonato.

Suárez colocando-se entre Messi e Neymar  Fonte: FC Barcelona
Suárez colocando-se entre Messi e Neymar
Fonte: FC Barcelona

Foi isso que aconteceu, mais uma vez, no último domingo, na vitória do Barcelona frente ao Celta. Messi e Neymar, atual e futuro Bolas de Ouro (mesmo que não no futuro imediato) decidiram replicar o penálti de Cruyff. Não pode ser considerado uma genialidade, porque tecnicamente não é difícil de executar e nem sequer é algo original, mas é um daqueles momentos tão pouco comuns que acabam por ter um cantinho reservado na História.

Messi e Neymar preparavam-se, portanto, para construir um bocadinho de História. “Tínhamos treinado, eu e o Leo, e era para mim o penálti”, confessou o brasileiro na flash-interview logo após o jogo. Messi correu para a bola e fez o passe para o lado, como combinado. Neymar arrancou e já se imaginava a rematar para o golo quando, de repente, Suárez decidiu que queria ser ele a aparecer na fotografia e surgiu ali, convenientemente, a encostar para a baliza. Suárez fez ainda pior que o emplastro, esse coloca-se atrás das pessoas, em segundo plano, Suárez colocou-se à frente, tapando Neymar…

Imagino-me daqui a 10 anos a falar com o meu filho. “Pai, quem são estes três tipos na foto?”. O da esquerda é o Messi, que ganhou seis ou sete Bolas de Ouro. O do centro é o Neymar, ganhou duas ou três Bolas de Ouro. O da direita… bem, o da direita deu duas ou três dentadas em adversários e, sim, marcava imensos golos.

Foto de Capa: FC Barcelona

Sporting volta a rasgar o alcatrão

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(Sim, porque a vida – e o Sporting – não é só futebol!)

E, 31 anos depois, o Sporting Clube de Portugal volta às estradas do Algarve e assim está de regresso o ciclismo!

Em 1985, os leões foram dominadores na prova, tendo conseguido todas as camisolas da Volta ao Algarve: amarela, montanha, metas volantes, metas volantes/turismo e geral por equipas.

Na prova que hoje começa, não se avizinha um feito tão fácil de conseguir porque desta vez as coisas serão bem diferentes…

  • Serão 190 corredores, em representação de 24 equipas, 12 das quais de primeira divisão mundial;
  • Estarão 27 nacionalidades representadas no pelotão;
  • Quatro dos ciclistas presentes são do top 10 internacional: Joaquim Rodríguez (Katusha), segundo; Fabio Aru (Astana), quinto; Alberto Contador (Tinkoff), sétimo; e Thibaut Pinot (FDJ), décimo;
  • 25 corredores terminaram 2015 no top 100 do mundo;
  • Nove elementos do pelotão são campeões nacionais em título;
  • Três dos presentes já venceram a Volta ao Algarve: Alberto Contador (2009 e 2010), Geraint Thomas (2015) e Tony Martin (2011 e 2013).

E, se estes ingredientes não bastassem, vem também o confronto entre dois eternos rivais no relvado aquecer a prova: os leões, denominados Sporting-Tavira, vêm defrontar os rivais do norte, W52-Porto, que também estão de regresso.

Um volte face nas negociações e nas intenções do Sporting Clube de Portugal cancelaram o acordo com a equipa W52, que no dia seguinte assinou pelos dragões. A rivalidade não se resume aos relvados.~ Fonte: Sporting CP
Um volte-face nas negociações e nas intenções do Sporting Clube de Portugal cancelaram o acordo com a equipa W52, que no dia seguinte assinou pelos dragões. A rivalidade não se resume apenas aos relvados
Fonte: Sporting CP

Esta luta na estrada é a continuação da luta pelo regresso ao ciclismo. Nos inícios de Dezembro do ano passado, o Sporting Clube de Portugal tinha chegado a acordo com a W52, que tinha vencido as últimas três edições na geral por equipas da Volta a Portugal. No dia seguinte a esse anúncio, a W52 veio a público anunciar o acordo com o Futebol Clube do Porto, o que causou algum mal-estar nos adeptos leoninos visto que desejavam ardentemente o regresso desta mítica modalidade. A direção do Sporting veio a público explicar que umas suspeitas de doping na (agora) equipa azul-e-branca vieram a inviabilizar o negócio. Agora, está consumado o regresso através da equipa de Tavira.

As aspirações do Sporting não se resumem apenas à geral por equipas (onde oito atletas vão defender as cores do clube), mas o italiano Rinaldo Nocentini, com um vasto palmarés e experiência (sendo o seu maior feito o ter sido camisola amarela no Tour durante oito etapas em 2009) também poderá ter uma palavra a dizer na vitória geral.

Que bom é ver o verde-e-branco a rasgar o alcatrão. Esperemos que no próximo domingo os leões juntem ainda mais títulos aos 150 já conseguidos na modalidade.

Foto de Capa: Fórum SCP

 

Volta ao Algarve 2016: Prestígio, Referência e Qualidade!

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A Volta ao Algarve, que começa hoje e termina no dia 21 de fevereiro, continua a afirmar-se como uma corrida de referência internacional, mostrando imensa qualidade e granjeando cada vez mais prestígio, sendo que não é fácil encontrar, fora do circuito WorldTour, um pelotão com a qualidade daquele que vai pedalar no sul do nosso país.

Esta corrida costuma também ser a grande oportunidade para as equipas nacionais se encontrarem com as grandes estrelas internacionais da modalidade. Iremos realmente assistir a uma “parada de estrelas”, entre as quais se encontram 26 ciclistas dos primeiros 100 do ranking mundial – e quatro desses ciclistas estão presentes no top10 mundial: 2.º – Joaquim Rodríguez (Katusha); 5.º –Fabio Aru (Astana); 7.º – Alberto Contador (Tinkoff); e 10.º – Thibaut Pinot (FDJ). Além disso, o palmarés somado dos 192 inscritos (em 24 equipas e com 30 países envolvidos) contabiliza, entre muitos outros feitos (como, por exemplo, vários vencedores de clássicas), duas vitórias na Volta a França, quatro vitórias na Volta a Espanha e outras duas na Volta a Itália, juntando às nove vitórias em Mundiais e uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos.

Aos quatro ciclistas acima enunciados juntam-se outras grandes figuras do pelotão mundial, tais como: Fabian Cancellara (Trek-Segafredo), Tom Boonen, Marcel Kittel ou Tony Martin, todos da Etixx-QuickStep, Rigoberto Uran (Cannondale), André Greipel (Lotto-Soudal), Robert Gesink (Lotto NL-Jumbo), Jon Izaguirre (Movistar) e, claro, o último vencedor, Geraint Thomas (Sky). Michal Kwiatkowski, vencedor em 2014, também foi dado como inscrito na prova, mas ontem acabou por sair da lista de inscritos da equipa da Sky devido a uma doença. Todos estes nomes apresentam-se como candidatos a conquistar ou etapas ou mesmo a volta em si, tal como o português Tiago Machado (Katusha).

A juntar-se ao português da Katusha, em termos de ciclistas nacionais em equipas internacionais, iremos ter André Cardoso (Cannondale), Nelson Oliveira (Movistar), Bruno Pires (Roth), José Mendes (Bora-Argon 18), Ricardo Vilela (Caja Rural-Seguros RGA) e o bem conhecido e experiente Sérgio Paulinho (Tinkoff).

Em termos de equipas portuguesas, há enorme curiosidade em saber como é que Sporting e Porto irão encarar este primeiro grande desafio da temporada. O Sporting Clube de Portugal/Tavira irá apresentar no seu elenco os seguintes elementos: Rinaldo Nocentini (corredor de qualidade, com vasta experiência internacional e chefe de fila da equipa verde e branca), David de la Fuente, Válter Pereira, Mário Gonzalez, Jesús Ezquerra, Luís Fernandes, Óscar Gonzalez e David Livramento. Do lado da W52-FC Porto-Porto Canal, teremos: Samuel Caldeira, António Carvalho, Raúl Alarcon, Rafael Reis, João Rodrigues, Joaquim Silva, Rui Vinhas e Ricardo Mestre, que, na ausência de Gustavo Veloso, vencedor das últimas duas edições da Volta a Portugal, se prevê que seja o líder da equipa.

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Geraint Thomas, vencedor da última edição da Volta ao Algarve, é um dos favoritos a ganhar a prova
Fonte: cyclingnews.com

Todos os ciclistas irão ter pela frente um percurso de cerca de 743,2 quilómetros, distribuídos por duas etapas planas (situadas na primeira e na quarta etapas), um contrarrelógio individual, com 18 quilómetros (na terceira etapa), e duas chegadas em alto (segunda e quinta etapas). Tal como é possível confirmar pela planificação do percurso, este ano voltará a vencer, provavelmente, alguém muito completo e que reúna capacidades não só em terrenos “ligeiros”, mas também que saiba ser rápido contra o relógio e tenha as faculdades adquiridas em termos de ser um “trepador” capaz para ultrapassar as grandes dificuldades nas etapas de alta/média montanha. A Volta ao Algarve arranca em Lagos e termina, no domingo, no alto do Malhão (Loulé).

Uma das grandes novidades desta edição será a atribuição do “Prémio Prestígio”, que iria ser entregue antes do arranque da prova a um ciclista que, pelo seu palmarés e historial no pelotão, prestigia a corrida com a sua presença. A organização optou por desvendar o vencedor no dia de ontem, sendo que decidiram partilhar o “prémio” entre três das maiores figuras nesta edição: Alberto Contador, vencedor de sete Grand Tours (ou Grandes Voltas) e desta prova portuguesa em 2009 e 2010, e Tom Boonen e Fabian Cancellara, dois dos maiores especialistas em clássicas do pelotão internacional e já com um palmarés recheado de conquistas.

Nesta Volta ao Algarve, a qualidade, o mediatismo, a variedade, as estreias de Sporting e Porto, o “brilho” das mais variadas estrelas presentes e a quantidade dos participantes faz desta uma corrida a seguir, não só em Portugal (quão bom seria que isto tivesse tido a atenção que merece e fosse transmitido em direito por algum dos canais de televisão portugueses…), mas também no mundo todo, algo que acaba por colocar realmente o Algarve na “agenda” da comunicação social portuguesa e internacional.

Que haja espetáculo para todos, muita competitividade, diversão, emoção e um grande rendimento, principalmente por parte de todos os portugueses presentes. Também esperamos que não existam casos de doping, quedas ou lesões. A partir de hoje, é desfrutar, durante cinco dias, um pouco do melhor que o ciclismo nacional e internacional tem para nos oferecer!

 Foto de Capa: voltaaoalgarve.com

SL Benfica 1-0 FK Zenit: Jonas derrete o gelo russo

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Foi com uma mistura de sentimentos que Benfica e Zenit se encontravam nesta noite gelada na capital portuguesa. Se por um lado, a última eliminatória da Liga dos Campeões que opôs as duas equipas foi favorável ao Benfica – há já quatro anos – e o Zenit estava sem ritmo competitivo, por outro os russos venceram na última visita que fizeram à Luz e Villas Boas tinha três vitórias em quatro visitas ao estádio encarnado. Os dados estavam lançados, as hipóteses repartidas e o jogo prometia ser um grande espetáculo.

Contudo, a primeira parte foi pobre em oportunidades de golo. O Benfica entrou forte, a assumir as despesas do jogo (era muito importante marcar cedo) e a pressionar alto. Os russos vieram a Lisboa encolhidos, com a estratégia de dar a iniciativa aos encarnados – também para evitar as perigosas transições rápidas do Benfica – e apostar no contra ataque. Apesar do domínio e da fluidez da troca de bola em alguns momentos, a produção ofensiva do Benfica não refletia a superioridade em campo. Apenas dois remates ao longo dos primeiros 45 minutos: o primeiro aos dezoito minutos de Pizzi, que praticamente ofereceu a bola a Lodigin, o guardião do Zenit, quando estava em excelente posição para inaugurar o marcador e ainda, à passagem da meia hora, um grande remate de Jonas de fora da área a rasar o poste. E pouco mais se viu porque os russos conseguiram sempre fechar todas as portas da sua baliza. Num primeiro tempo algo fraco, ficou na retina um roubo de bola de nota artística de Renato Sanches a Hulk, no meio campo, e ainda o único remate dos visitantes, num livre de Hulk, ao lado.

Os mais de 40 mil que estiveram na luz empurraram a equipa para a vitória Fonte: SL Benfica
Os mais de 40 mil que estiveram na luz empurraram a equipa para a vitória
Fonte: SL Benfica

À primeira vista o Zenit tinha regressado do intervalo com outra atitude e atrevimento. Dois remates perigosos do bem conhecido Witsel deixavam a indicação de uma mudança para uma estratégia mais ofensiva. Pura ilusão. O Benfica voltou a tomar conta do jogo e até acentuou o domínio. Não fosse a lentidão de Mitroglou a soltar/conduzir a bola e em contra ataque os encarnados poderiam ter marcado. Depois, foi a vez de Gaitán ameaçar com um remate ao lado. Os russos recuavam cada vez mais, condicionados também pela falta de ritmo competitivo, o que levou a uma já esperada quebra física. Aos 70 minutos, Gaitán voltou a tentar marcar mas encontrou no guarda-redes do Zenit um duro opositor. A partir daqui as oportunidades sucediam-se: remate de Jardel em boa posição ao lado e outro de Eliseu, já nos derradeiros dez minutos, defendido por Lodigin.

Quando também a equipa começava a perder as forças em busca do golo, os adeptos – estes sim os melhores da Europa – deram o empurrão que faltava. Quando já tudo apontava que o jogo acabaria como tinha começado, e já depois da expulsão de Criscito por acumulação de amarelos, Jonas cabeceou para o 1-0 nos descontos. Um golo muito importante para levar uma vantagem, ainda que magra, para a Rússia. Destaque para mais um excelente jogo de André Almeida na direita (Nélson Semedo deverá jogar na segunda mão mas não é por aí que haverá grande sobressalto), para a solidez de Lindelof (fará dupla com Lisandro na Rússia, espero ) e de Pizzi. No início de Março, o jogo vai ser diferente, o Zenit vai apresentar-se com alguma certeza mais forte mas acredito no apuramento. É fundamental marcar fora e bloquear Hulk, como aconteceu hoje. Aí Sanches será determinante.

A Figura:

Jonas – Marcou o golo da vitória nos descontos. Correu quilómetros para ajudar Renato Sanches a levar a equipa para a frente quando era tão importante ganhar. Merece.

O Fora de jogo:

Mitroglou – Pode ser, como é, um matador, um exímio finalizador mas isso não chega. A falta de rapidez com que trata a bola e a fraca qualidade técnica em alguns momentos notaram-se demasiado na sexta-feira e também hoje. Jiménez está à espreita

Top 10: Jogos a não perder nesta ronda europeia

[tps_title]10.º FC Sion x SC Braga (Liga Europa, 16 avos de final)[/tps_title]

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Encontro muito importante e teste de fogo para as ambições bracarenses na Liga Europa esta temporada. O conjunto de Paulo Fonseca realizou uma excelente campanha na fase de grupos da competição, alcançando o primeiro lugar do seu grupo, e encontra agora o sexto classificado do campeonato suíço na primeira eliminatória da fase a eliminar. A primeira mão será disputada em solo suíço, o que poderá abonar a favor dos guerreiros do Minho, não obstante o facto do clube que conta com o português Carlitos ter demonstrado exibições consistentes e bons resultados em jogos caseiros. O excelente momento de forma de Rafa poderá ser fulcral para manter a equipa portuguesa em prova.

Sporting, o clube que mais quer defender os árbitros

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Oliveira do Hospital, 14 de Fevereiro. Jogam-se os últimos segundos da final da Taça Hugo dos Santos, de basquetebol, e o Porto vai vencendo o Benfica por 69-66. Poucos instantes antes da partida terminar, o extremo benfiquista Carlos Andrade concretiza um lançamento no limite da linha de três pontos. Os responsáveis da sua equipa dizem que o cesto foi triplo – se for esse o caso, o jogo fica empatado 69-69 e vai a prolongamento – mas a comitiva portista garante que não. Os árbitros conferenciaram e tiraram as dúvidas recorrendo às imagens televisivas, que confirmaram a versão portista. Desta forma o cesto contou apenas como dois pontos, e os dragões levaram a taça.

Se algo semelhante se passasse no futebol, a probabilidade de o lance ser mal decidido era muito maior, tendo o clube beneficiado (não interessa aqui se era o Benfica ou se deixava de ser) a hipótese de ganhar uma competição de forma irregular. Tem razão Bruno de Carvalho quando diz que um pormenor mal ajuizado pode ter consequências de milhões. Foi assim com o Sporting na pré-eliminatória deste ano da Liga dos Campeões contra o CSKA, para não ir mais longe. E quem diz milhões diz títulos – porque, no fundo, é para os conquistar que os clubes existem.

O presidente do Sporting, aliás, tem a convicção de que, apesar de ainda haver algum “medo”, “as tecnologias vão acabar por impor-se”, tal como já acontece nas mais variada profissões, como “os médicos, os controladores aéreos, os professores”. Com efeito, o International Board deu recentemente o primeiro passo com vista à implementação do vídeo-árbitro, algo que já é apoiado pela liga norte-americana, pela liga holandesa e agora, ao que parece, pela própria FPF . Também os árbitros portugueses concordam com o uso das novas tecnologias. Este último é um ponto muito importante, uma vez que prova que as propostas leoninas têm receptividade entre a classe que iria usufruir desses novos meios.

É linear: se houver recurso a vídeo-árbitro no futebol, haverá menos decisões erradas; havendo menos decisões erradas, existirá obviamente menos polémica. Que o episódio da final da Taça Hugo dos Santos de basquetebol sirva de exemplo para demonstrar uma vez mais que o Sporting não está em pé de guerra com os árbitros; pelo contrário, é o clube grande que mais os defende, por muito que isso doa a alguns.

[ot-video type=”youtube” url=”https://www.youtube.com/watch?v=zJWr6Qq6SF8″]

propostas
Ver aqui um excelente artigo do Maisfutebol com o desenvolvimento das propostas e os comentários do ex-árbitro Pedro Henriques: http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/liga/as-propostas-para-a-arbitragem-vistas-por-pedro-henriques

 

Bocas despropositadas

Jorge Couto, treinador adjunto do Boavista, foi expulso do banco no jogo com a Académica. O que é que Erwin Sánchez, treinador axadrezado, se lembra de dizer? “Nunca me vou desculpar com arbitragens, mas por falar nisso parece-me que o Sporting tem tido formas negativas de comentar a arbitragem”. O prémio da declaração mais a despropósito da história recente do futebol português pertence, portanto, ao técnico boliviano, que passou pelo Benfica enquanto jogador. Será a voz do dono a falar, numa altura da época em que as coisas apertam, ou será apenas estupidez do treinador boavisteiro, em vésperas de se deslocar a Alvalade? Só ele saberá responder. Contudo, o facto é que, desde Manuel Machado a mostrar um vídeo de um lance no seu telemóvel até o professor Neca a dizer que “quem semeia ventos tira vantagens”, passando por esta intervenção estapafúrdia de Sánchez, contra o Sporting todos parecem gostar muito de mostrar as suas garras.

 

Na Europa para gerir

Desde 2004/05 que o Sporting não chegava a Fevereiro na liderança do campeonato; desde 2001/02, o último ano em que foi campeão, que o emblema leonino não estava em 1º isolado nesta altura do ano; desde a já longínqua temporada de 1981/82, outro ano do título, que os verde-e-brancos não tinham, à entrada para Março, uma vantagem de 3 ou mais pontos sobre o 2º classificado, como aquela de que dispõem nesta época.

Estas estatísticas dão um respaldo factual a algo que sinto: nesta altura, já só o campeonato importa. Está demasiado em jogo e os Sportinguistas estão ávidos de conquistas. Neste momento, a Liga Europa tem potencial para fazer mais mal do que bem à equipa do Sporting – se os leões forem eliminados, não é nada que não tenha acontecido noutras épocas; se seguirem em frente, chegam apenas aos oitavos-de-final e continuarão na companhia de grandes clubes, muitos deles com mais hipóteses de ganhar a competição do que a equipa de Jorge Jesus.

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Aquilani é um dos jogadores que devem ser titulares nos jogos com o Leverkusen, em nome da gestão do plantel para o que mais importa
Fonte: Facebook oficial do Sporting CP

O que se faz aqui não é, obviamente, uma apologia da derrota e da falta de ambição. Quem não gostaria de ganhar a Liga Europa? A questão, no entanto, é outra. Estamos numa altura fulcral da época e, chegados até aqui, convém que o Sporting não dê borlas aos adversários no campeonato. Já foram conseguidas demasiadas coisas para agora se arriscar deitar algo a perder com contratempos como lesões – como se os afastamentos de Paulo Oliveira, Naldo, Ewerton, Jefferson e Bruno César não chegassem já… – desgaste e menor hipótese de preparação para os jogos da liga.

A Europa é importante para um clube grande como o Sporting? É. Mas este é também um ano atípico, em que ser campeão representa muito mais do que qualquer eliminatória europeia (inserida numa competição que nem sequer se destaca por uma vertente financeira apelativa). O apuramento na fase de grupos era uma obrigação para o Sporting, a passagem aos oitavos já não. Não este ano, pelo menos. Mesmo estando consciente do prestígio europeu, atribuo muito mais importância ao jogo com o Boavista do que à eliminatória com o Leverkusen. Na Europa, tudo o que se pede é um comportamento digno. É por isso que defendo que Jorge Jesus rode um pouco a equipa, dando hipótese a jogadores como Aquilani, Gelson, Esgaio, Mané e Teo e, sobretudo, fazendo descansar Adrien, João Mário, Bryan Ruiz e Slimani. Poucos dias depois da ida à Alemanha, há uma difícil deslocação a Guimarães. Que a vontade de ir longe na Liga Europa não comprometa o campeonato, porque estão demasiadas coisas em jogo.

 

Foto de capa: Facebook oficial de Bruno de Carvalho, presidente do Sporting CP

Rescaldo NBA All-Star Weekend 2016

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O fim-de-semana mais aguardado de toda a NBA chegou, viu e venceu! A 65.ª edição, a primeira fora dos Estados Unidos da América, ocorreu em Toronto, no Canadá, e deixou todos a querer ainda mais, tal foi o espetáculo proporcionado ao longo destes três dias.

Primeiro Dia

Depois de todas as clássicas apresentações e tudo o mais, chegou a altura do primeiro evento de destaque deste All-Star Weekend: o Jogo das Celebridades. O bem conhecido Drake era o treinador da Team Canada e o ator e comediante Kevin Hart (famoso nestas andanças do All-Star), quatro vezes MVP deste jogo, foi o treinador da Team USA – e, bem ao seu estilo, até chegou a entrar dentro de campo como jogador. A Team Canada venceu por 74-64 e Win Butler, vocalista dos Arcade Fire, com 15 pontos e 14 ressaltos, foi considerado o MVP do encontro.

Depois deste jogo, seguiu-se o BBVA Rising Stars Challenge, que junta rookies (jogadores de primeiro ano) e sophomores (jogadores de segundo ano) numa partida entre a Team USA, liderada por Larry Drew, e a Team World, liderada por Ettore Messina. A equipa norte-americana bateu a equipa com elementos do resto do mundo por 157-154. O MVP do encontro, tal como no ano passado, voltou a pertencer a alguém dos Minnesota Timberwolves: neste caso, Zach LaVine foi o eleito (no ano anterior, tinha sido Andrew Wiggins – neste ano, também foi um dos elementos em destaque, com 29 pontos marcados), com 30 pontos, sete ressaltos, quatro assistências e vários afundanços espetaculares, como uma espécie de “aquecimento” para o concurso de afundanços.

Em tudo o que seja um jogo rápido, com pouca ou nenhuma oposição defensiva, repleta de espaço e com várias oportunidades para a “diversão”, LaVine irá, provavelmente, brilhar (jogadores como Mario Hejonza, que terminou com 19 pontos, dez ressaltos e sete assistências, ou Devin Booker, que acabou com 23 pontos, sendo que cinco foram triplos e veio à última da hora para substituir Nerlens Noel, que se lesionou, também acabam por beneficiar muito deste tipo de jogo e mostraram que a NBA poderá contar com eles para o seu futuro).

Zach LaVine foi eleito o MVP e mostrou alguns “vislumbres” do que se poderia esperar dele para o Slam Dunk Contest  Fonte: espn
Zach LaVine foi eleito o MVP e mostrou alguns “vislumbres” do que se poderia esperar dele no Slam Dunk Contest
Fonte: espn

Foram 311 pontos, 34 triplos convertidos, imensa capacidade atlética mostrada pelos mais variados intervenientes e o facto de que, por muito inexperiente que a maioria ainda possa ser, a qualidade técnica está lá e o futuro risonho também, sendo que ainda mais alguns jogadores promissores tiveram de ficar de fora. A qualidade e o futuro da NBA vêem-se um pouco neste jogo, que realmente não desiludiu em nada. Os 157 pontos convertidos pela equipa vencedora foram a segunda melhor marca de sempre, enquanto que os 154 pontos da equipa vencida foram a melhor marca para uma equipa “não vencedora”.

Outros destaques individuais: do lado do Resto do Mundo, Kristaps Porzingis fez 30 pontos, cinco triplos, com cinco ressaltos e quatro assistências, Emmanuel Mudiay fez também 30 pontos, cinco triplos e contribuiu com dez assistências; do lado da equipa dos EUA, para além do MVP LaVine, Jordan Clarkson contribuiu com 25 pontos, cinco triplos, com cinco ressaltos e cinco assistências, e Karl-Anthony Towns fez 18 pontos, sete ressaltos e quatro assistências. Para além de Hejonza e Mudiay, só houve mais um elemento a fazer um duplo-duplo: Dwight Powell, que, em apenas 16 minutos, fez 12 pontos, 11 ressaltos e ainda conseguiu dois roubos de bola. Não posso deixar de acrescentar ainda que Kristen Ledlow, conhecida jornalista, foi outro dos destaques desse dia na NBA. Foi realmente muito bom, este jogo. Foi um jogo de grande qualidade, e veremos o que estes jogadores nos trarão no futuro.

Segundo Dia

Antes do Skills Challenge, primeiro desafio de três nessa noite, houve lugar para um jogo entre “D-Leaguers” (jogadores da liga “abaixo” da NBA). Venceu a equipa do Este por 128-124 frente à equipa do Oeste. Jimmer Fredette, com 35 pontos, foi considerado o MVP da partida.

O Skills Challenge, um concurso que costuma ser feito apenas por bases, este ano teve a particularidade de ter quatro bases e quatro “bigs”, a primeira vez que tal acontece. A final foi disputada entre um base (Isaiah Thomas, dos Boston Celtics) e um “big” (Karl-Anthony Towns, dos Minnesota Timberwolves). O “poste” dos Wolves surpreendeu tudo e todos e conquistou este prémio. Algumas das eliminatórias poderiam ter sido melhores, pedia-se até mesmo mais empenho para alguns jogadores, mas a final foi muito boa e foi decidida, como de costume, no triplo final.

É de notar a enorme qualidade deste Towns e o brilhante futuro que terá pela frente. Um “big” que, com a idade que tem (20 anos), já ganha Skills Challenge, um desafio mais próprio para um base. Isaiah esteve quase a vencer, mas a grande diferença talvez tenha estado no facto de que o Center dos Wolves acertou no passe à primeira, essa que seria a maior vantagem para o Isaiah (que também acertou à primeira, como seria de esperar). Depois, foi tudo uma questão de acertar com o cesto no triplo final e o Towns, como um dos atletas mais promissores da atualidade, até já tem o lançamento de três pontos no seu “arsenal” e conseguiu assim vencer este Skills Challenge num duelo interessante com Isaiah.

Karl-Anthony Towns ganhou o troféu pelos  “bigs”, dando uma nova “chama” a este concurso, com esta “rivalidade” entre bases e “bigs” Fonte: hoopeduponline
Karl-Anthony Towns ganhou o troféu pelos “bigs”, dando uma nova “chama” a este concurso, com esta “rivalidade” entre bases e “bigs”
Fonte: hoopeduponline

Depois do primeiro grande prémio da noite, veio um momento muito interessante e algo cómico entre Draymond Green (jogador dos Golden State Warriors) e Kevin Hart, o famoso ator/comediante. Como uma forma de anteceder o concurso de triplos, houve um desafio, entre ambos, realizado dessa forma. Hart, com um triplo ao “som da buzina”, empatou frente a Green, mas provavelmente já estava tudo combinado para dar o prémio ao PF/SF dos Warriors e então a vitória foi atribuída a um dos “bigs” dos líderes da Conferência Oeste e da NBA. Um bom momento para descontrair antes do concurso seguinte.

Concurso seguinte que foi o concurso de triplos. Stephen Curry, vencedor do ano passado, partia novamente como o favorito a vencer. Ainda assim, nas eliminatórias, não começou bem e só devido a 11 lançamentos seguidos concretizados e à última bola ter entrado no último segundo é que o MVP conseguiu passar à final, juntamente com o seu colega de equipa Klay Thompson. O outro finalista teve de ser decidido num desempate, visto que Devin Booker, James Harden e JJ Redick fizeram os mesmos pontos. Surpreendentemente (ou não), o jovem dos Phoenix Suns bateu os 2 jogadores mais experientes para conseguir o seu lugar na final deste concurso.

Na final, Devin Booker, como esperado, ficou em terceiro lugar (com 16 pontos) e Klay Thompson, com 27 pontos, bateu os 23 de Curry e sagrou-se o novo vencedor deste troféu, sucedendo assim ao seu colega de equipa nos Warriors (primeira vez que existe um vencedor diferente, em 2 anos consecutivos, da mesma equipa). Prémio justo para um lançador exímio da linha de três e com uma técnica de lançamento muito apurada, tal como Curry tem. Com os 27 pontos, igualou o seu companheiro, que também fez 27 pontos na final do ano passado. Os “Splash Brothers” continuam a “mandar” neste concurso.

Klay Thompso “roubou” o Three Point Contest ao vencedor do ano passado, seu colega de equipa e atual MVP, Stephen Curry Fonte: espn.go.com
Klay Thompso “roubou” o Three Point Contest ao vencedor do ano passado, seu colega de equipa e atual MVP, Stephen Curry
Fonte: espn.go.com

Por fim, talvez o evento mais esperado da noite: o Slam Dunk Contest (ou o concurso de afundanços). Eram 4 os candidatos – Andre Drummond, Will Barton, Aaron Gordon e Zach LaVine. Os dois primeiros, como esperado, não acrescentaram muito ao concurso. Mas o jogador dos Orlando Magic e o jogador dos Minnesota Timberwolves protagonizaram uma das melhores finais de sempre! Um duelo que ficará para a história, entre 2 jovens com 20 anos, e que tem sido equiparado ao duelo entre Michael Jordan e Dominique Wilkins, em 1988, considerado por muitos o melhor de sempre. Um concurso que nos trouxe, provavelmente, um dos melhores dunks (ou afundanços), senão mesmo o melhor, a que o público assistiu, da parte de Aaron Gordon. Ambas as prestações também estão a ser comparadas com as conhecidas prestações de Vince Carter, um dos melhores “dunkers” de sempre.

Uma final onde os dois afundanços de cada um foram pontuados com 10 de cada jurado, dando o total de 50 pontos. Só ao terceiro é que LaVine conseguiu superar Gordon e, pelo segundo ano consecutivo, levar para casa este prémio. Aaron Gordon surpreendeu ainda mais do que se esperava e deu muita luta ao “favorito” Zach LaVine. Apesar de ter tido dunks muito bons e de ter tido aquele que provavelmente ficará como um dos melhores de sempre, o homem dos Wolves quase que “banalizou” o salto da linha de lance livre, executando um “à Michael Jordan”, outro com “windmill” e, por fim, um “entre as pernas”, 3 dunks que meteram os seus colegas de profissão ao rubro.

Algumas palavras para essa situação das reações de alguns jogadores da NBA: Houve muito boa disposição, mas também houve alguma ausência de “imparcialidade” na 1.ª fila – onde estavam alguns dos melhores jogadores da NBA na atualidade – que, pelo “histerismo” nos dunks do LaVine e pelas poucas reações e/ou correrias desenfreadas dos atletas para com o Gordon, mostrou certos pormenores que poderiam ter tornado o espetáculo ainda melhor, até porque aquele dunk do Gordon merecia quase uma invasão de campo.

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Ainda em relação ao brilhante momento protagonizado pelo Aaron Gordon, há que dizer que foi algo muito exigente, mas ao mesmo tempo espetacular e realmente inacreditável. Há poucos adjetivos que descrevem o que se viu nessa altura (e na própria final em si) e a minha – e a da maioria das pessoas, acredito – incredulidade perante um salto daqueles foi algo por demais. Acrescem algumas dúvidas sobre se o jogador dos Magic poderá ter sido prejudicado pela regularidade de LaVine e pelo jogador dos Wolves ser uma espécie de “judges and fans favourite” – fica a ideia de que 2 dos dunks que ele fez deveriam ter rebentado a escala, sem qualquer dúvida.

Mesmo assim, foi realmente um dos momentos altos deste All-Star Weekend, tenho a certeza disso.

Ainda assim, foi Zach LaVine a vencer pelo segundo ano consecutivo, algo que não acontecia desde as duas vitórias seguidas de Nate Robinson (2009 e 2010). Na minha opinião, deveriam ter dado o prémio aos dois, ambos mereciam, sem qualquer tipo de dúvida. Até porque chegou uma altura em que eles já não tinham muito mais ideias para concretizar e eles próprios iam pedindo conselhos em quem estava mais perto deles e mesmo dos outros 2 concorrentes, que já tinham sido eliminados.

Mesmo assim, não se pode dizer que o LaVine (de elogiar o seu discurso no final, onde o próprio admitiu, entre outras coisas, que deveriam partilhar o troféu) tenha sido um injusto vencedor. Acho que nenhum deles seria. Esperava que o Gordon pudesse surpreender, mas nunca esperei que fosse assim tanto. Para mim, volto a afirmar, das melhores finais de sempre (não digo o concurso em si, porque o Barton e o Drummond estiveram longe do nível destes 2 jovens). Acrescentar, por fim, que aquela que costuma ser a melhor noite do All-Star voltou a não desiludir!

Terceiro Dia

Este All-Star Game irá ficar também marcado como o último em que a lenda Kobe Bryant participou Fonte: latimes
Este All-Star Game irá ficar também marcado como o último em que a lenda Kobe Bryant participou
Fonte: latimes

Chegou o dia mais aguardado, para muitos, do All-Star Weekend: o jogo das “estrelas”. Oeste (treinado por Gregg Popovich) vs Este (treinado por Tyronn Lue), os melhores de cada conferência a garantirem muito espetáculo, enormes dunks, imensos triplos e os mais variados truques para darem a todos os adeptos um espetáculo merecido.

Antes do jogo em si, houve lugar para a mais do que merecida homenagem a Kobe Bryant, neste seu último All-Star Game. Foi o último jogador a ser apresentado e foi o grande protagonista da noite, sem dúvida alguma. “An 18-time Western Conference All-Star! A 4-time All-Star Game MVP! The league’s MVP in 2008! A 2-time Finals MVP and a 5-time NBA Champion! With the Los Angeles Lakers, Kobe Bryyyyyyyant!”, foram estas as palavras do “speaker” da arena para com a lenda dos Lakers e da NBA, aquando da sua entrada, nesta sua última participação no fim de semana All-Star. Depois, houve a oportunidade de se ver um vídeo em tributo dele, com os seus melhores momentos, com algumas palavras suas, de outros jogadores e de treinadores de toda a NBA.

As suas 18 participações no All-Star Game (15 como titular, o que é um recorde) deixam-no no segundo lugar dos que mais vezes participaram, apenas atrás de outra lenda: Kareem Abdul-Jabbar, com 19 participações. Sendo que os seus 290 pontos deixam-no apenas atrás de Lebron James (291) como aquele com mais pontuação neste jogo. Por curiosidade, um de alguns recordes que Kobe detém deste All-Star Weekend advém do Slam Dunk Contest, em que ainda continua a ser o vencedor mais jovem de sempre a vencê-lo (18 anos e 169 dias).

Em relação ao jogo em si, no final, a equipa do Oeste (de Kobe e companhia) venceu a equipa do Este por 196-173. O Oeste bateu o recorde de pontos e conseguiu o segundo triunfo consecutivo e o quinto nos últimos seis anos. O MVP do encontro voltou a ser Russell Westbrook (desde 1958-59 que ninguém vencia o MVP de forma consecutiva, que terminou o jogo com 31 pontos, 7 triplos, 8 ressaltos, 5 assistências e 5 roubos de bola. Curry, Davis, Durant, Harden ou Paul (o único a fazer um duplo-duplo do lado do Oeste, com 14 pontos e 16 assistências) foram outros dos destaques desta equipa.

Russell Westbrook venceu, pelo segundo ano consecutivo, o MVP do All-Star Game Fonte: bleacherreport
Russell Westbrook venceu, pelo segundo ano consecutivo, o MVP do All-Star Game
Fonte: bleacherreport

Do lado do Este, o melhor jogador foi sem dúvida alguma Paul George, que terminou o jogo com 41 pontos – ficou a apenas 1 ponto do recorde de Wilt Chamberlain – e marcou 9 triplos, um recorde em termos de All-Star Game. O recorde de total de pontos acabou por não ser batido de forma caricata, visto que, no último minuto, a equipa de Oeste apertou a sua defesa nele e não o deixou marcar mais pontos (a decisão também parece ter tido influência do “Coach Pop”). Drummond, Wall ou Lowry foram alguns outros destaques desta equipa, sendo que Lebron James, de todos os titulares, foi o que jogou menos tempo (20 minutos) e acabou apenas com 13 pontos (juntando a isso 7 assistências e 4 ressaltos). Nesta noite, também foram batidos mais alguns outros recordes em termos coletivos.

O Kobe, do lado do Oeste, terminou a partida com 10 pontos, 7 assistências, 6 ressaltos e um roubo de bola, em 26 minutos de jogo. Durante alguns momentos do encontro, pareceu-me que ele quis deixar os seus colegas “brilhar”. Ficou um pouco “resguardado” na defesa, em alguns ataques nem ia lá à frente, mas, pela sua expressão, estava realmente a desfrutar deste último All-Star Game e isso é o mais importante. Foi mesmo uma grande despedida do Kobe (alegria “contagiante” em muitos momentos e, tal como disse, notou-se que ele desfrutou ao máximo disto tudo). O melhor momento da noite foi quando ele foi pela última vez substituído e teve uma merecida “standing ovation” por parte do público e de todos os colegas, treinadores, staff, entre outros. Cumprimentou cada jogador individualmente e saiu, pela última vez, de um jogo do All-Star. Mais um capítulo que terminou na vida de um dos melhores jogadores de sempre.

Destacar ainda algo que aconteceu num dos intervalos do jogo: Jordan Kilganon, uma das sensações do YouTube e “dunker profissional”, mostrou a todos realmente o porquê de ser considerado uma sensação e de ser mesmo um profissional naquilo que faz. Foi realmente chegar, ver e vencer. Os próprios comentadores destacaram o facto de ele estar de calças. Mas isso não o impediu de fazer, provavelmente, o melhor dunk da noite e, para alguns, até mesmo do fim-de-semana! Vejam por vocês mesmos:

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Para terminar, há que dizer que foi realmente um All-Star Weekend muito forte, intenso, comovente, histórico, original, barulhento, estratosférico, lendário (até Michael Jordan apareceu) e muito, muito mais! Já estamos em contagem decrescente para o próximo ano do All-Star Weekend, desta vez irá ser em Charlotte. Até para o ano, ASW…

Foto de Capa: NBA

O regresso às origens

futebol nacional cabeçalho

Antes de desenvolver a opinião possível sobre a recente contratação de Hélder Postiga, há algo que devo confessar. Gosto, ao ponto de sentir alguma admiração, do estilo técnico que Pedro Martins incute nas suas equipas. O Rio Ave alcançou, aos poucos e com o natural custo, o sólido patamar das habituais equipas de meia tabela que gostam de causar problemas aos apelidados “grandes”. Nesta temporada cujo o campeonato tem assumido um considerável equilíbrio entre as equipas, o Rio Ave permanece na luta pela Europa, soma pontos com regularidade em vários jogos e, embora passe despercebido. tem o hábito de impor o controlo dos mesmo nas primeiras metades – o que não deixa de ser sintomático nas equipas com ânimo ofensivo.

Posto a síntese pessoal sobre a equipa, aborde-se o jogador. Antes do presente, o passado: entre os anos de 2001 e 2003 não era fácil assumir posição na equipa do Futebol Clube do Porto, principalmente no ataque. Neste período, um Futebol fulminante valeu a conquista da Taça UEFA em 2003, ano em que Hélder Postiga carimbava o passaporte para a primeira experiência lá fora. Regressaria ao mesmo clube pouco tempo depois e estaria presente na dolorosa final da selecção Portuguesa de 2004. Também sou um daqueles que acha que, quanto àquilo que respeita ao Hélder Postiga, existem dois tipos de pessoas: aqueles que dele gostam e aqueles que não gostam.

O regresso de Hélder Postiga a Portugal Fonte: Rio Ave
O regresso de Hélder Postiga a Portugal
Fonte: Rio Ave

A verdade é que a expressão “avançado-centro” faz todo o sentido. Embora existam avançados bastante mais estáticos, Hélder Postiga nunca fora o jogador ofensivo que prima pelo excesso de movimento e que faz brilharetes mesmo passando um jogo sem marcar. Por norma, este tipo de jogadores paga cara a factura, pois entre trabalhar muito para a equipa e ser um autêntico “matador”, a preferência dos adeptos tende a recair para a primeira opção. Mas em Hélder Postiga há outra verdade cujo valor é e sempre será discutido e discutível. A carreira de Hélder Postiga conta com alguns pormenores de luxo, golos fora de série que sobrevivem até à posteridade. Dirão que um golo de classe não vale mais do que um golo fácil, mas são os primeiros que têm o estranho hábito de, de vez em quando, resolverem as partidas. Quando falam de Hélder Postiga, por exemplo, lembro-me sempre do penálti do Europeu. Marcar à “Panenka”, sob o ponto de vista técnico, pode estar ao alcance de muitos, contudo, para a sua execução, é imprescindível a coragem e o sangue-frio do momento.

O ditado Popular assim o exige. O bom filho lá irá voltar a casa, não propriamente à equipa do Rio Ave, mas a Vila do Conde, local que viu nascer Hélder Postiga. E as coisas podem correr bem. Depois de uma aventura mais económica do que desportiva, Hélder Postiga pode ser um bom apedrejo para a restante segunda volta da época, em que o Rio Ave terá muito a dizer tanto no campeonato como na Taça de Portugal. E sendo certo que um avançado tem por missão marcar golos, também está mais do que estudada a tese de que excesso de experiência nunca fez mal a nenhuma equipa. Continuando o Rio Ave a assumir o seu estilo de jogo e a lutar pelos legítimos objectivos, não duvido de que a contratação de Hélder Postiga seja uma aposta que poderá dar frutos na produção ofensiva e que redobre as alternativas tácticas de Pedro Martins nesta zona do terreno. E como este campeonato deixa adivinha uma luta jogo-a-jogo pelos lugares que procedem ao pódio, um golo de classe de Hélder Postiga ou, até, outro penálti à “Panenka” podem muito bem ser a chave.

Foto de capa: Rio Ave

Um inferno cantado

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sl benfica cabeçalho 1

O Benfica-Porto da semana passada acabou de forma indesejada. O confronto com o Zenit no inferno da Luz é amanhã e todos os jornais continuam a falar do clássico: “Benfica nunca venceu o campeonato perdendo três clássicos” ou “Benfica ainda fragilizado sem Fejsa e Lisandro”. Para mim aquele assunto está encerrado. A Liga dos Campeões é uma competição totalmente diferente e há uma motivação extra e muito concreta para este jogo, e essa motivação não se abala com uma derrota. Para mim o que devia neste momento ser capa de jornais é a sanção que o Benfica poderá sofrer com o mau comportamento dos adeptos.

Escrevo este texto numa altura em que a claque do Sporting foi eleita a melhor de Portugal. Aproveito também para lhes dar os parabéns, acho que foi uma distinção merecida. Os adeptos do Benfica não são os melhores do mundo nem de Portugal. Só por sermos mais não quer dizer que sejamos melhores; aliás ainda estamos longe disso. O Benfica desde o jogo com o Atlético de Madrid que anda com a garganta apertada por causa dos seus adeptos, ou melhor, por causa de alguns dos seus adeptos que continuam, de forma teimosa, a utilizar materiais pirotécnicos e a colocar em risco o jogo, a instituição do Benfica e a vida e segurança de milhares de pessoas.

Adeptos do benfica com os cachecóis no ar no famoso inferno da luz
Troquem os petardos pelos cachecóis e façam-se ouvir;
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

O inferno da Luz está demasiado quente?

Ainda há duas semanas atrás fui fazer o rescaldo do jogo do Belenenses – Benfica e não queria acreditar no que estava a ver… Petardos lançados antes do jogo, junto às roulottes de alimentação, e durante o jogo; algumas vezes sem pretexto algum. O que é mais incrível é que o Presidente do Benfica já veio inúmeras vezes apelar à consciência desses adeptos e estes continuam a ignorá-lo. Para mim, estes não são adeptos. Se o fumo vermelho fica bem? Fica, sem dúvida. Mas não são instrumento imprescindível para apoiar o Benfica, de longe. Proponho o seguinte exercício: olhem para a Juve Leo durante 90 minutos e olhem para qualquer uma das claques do Benfica durante 90 minutos. Os adeptos leoninos não se calam um segundo. Já dos do Benfica não se pode dizer o mesmo. Eles também usam tochas e petardos, mas não da mesma forma, abusiva e irresponsável, que os adeptos do Benfica. Chega a atingir a falta de respeito pelo emblema que dizem defender.

Os jogadores não querem ouvir explosivos. Eles querem é ouvir os cânticos, os apelos. Querem ver tarjas que lhes dão força, querem ver os cachecóis no ar e as invocações líricas a Eusébio e Coluna. Por favor, amanhã e sempre, não utilizem nada que ponha em causa a integridade e a vida das pessoas, assim como a reputação e a instituição do Benfica. Façam da Luz um inferno sem fogo, um inferno em que quem chegue saiba qual é o maior de Portugal, um inferno audível nas sete colinas de Lisboas. Porque se não fizermos da Luz um inferno sem fogo a UEFA fará do Benfica um clube de estádio vazio e isso é imperdoável. Seria imperdoável ver um Benfica sem a força dos adeptos, sem a garra deles. Deixem os petardos em casa e tragam as músicas bem ensaiadas para que possamos mostrar aos russos que no Inferno a Ópera canta-se bem afinada.

Capitão sem brio

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fc porto cabeçalho 2Nenhum adepto portista fica indiferente ao imensurável número de jogos que nestes últimos dois anos o FC Porto tem apresentado falta de mística vencedora, mas tudo se torna ainda pior quando essa má imagem é refletida num dos principais líderes do grupo. Maicon Roque é o sinónimo do insucesso que se alastra ao longo deste passado recente nas hostes portistas.

O defesa de 27 anos começou muito bem a temporada, as suas exibições convenciam e ia apontando golos decisivos tanto no campeonato como na Champions (Moreirense, Estoril e Chelsea). Mas uma lesão atirou Maicon para fora das quatro linhas, sendo que a partir desse momento as suas performances e reputação caem abruptamente.

Maicon esteve ligado à derrota frente ao Sporting CP para o campeonato, às derrotas na Taça da Liga e, com a paciência dos sócios a esgotar-se, o “capitão” portista acabou a protagonizar um dos casos mais insólitos do ano até ao momento. O central esteve diretamente ligado ao segundo golo do Arouca no Estádio do Dragão, lance decisivo para a derrota azul e branca.

maicon
Ato do capitão gerou polémica
Fonte: dominiodebola.com

Neste episódio inacreditável, Maicon perde a bola em zona proibída na zona defensiva e para espanto de todos fica de joelhos no relvado queixando-se de uma eventual lesão, pedindo substituição. Como é possível que um dos jogadores mais premiados do futebol português, com títulos internacionais inclusive, possa passar esta imagem de mau profissionalismo como capitão de equipa? E ainda como se não bastasse, a sua própria família coloca em causa a profissão do departamento clínico do clube. Se não dava para jogar não jogava, agora desculpas de mau pagador é que não. Neste clube um capitão não pode dar 100, tem de dar 200 por cento.

Várias vozes importantes ligadas ao FC Porto manifestaram o seu desagrado perante o sucedido, sendo o testemunho mais gritante o de Rodolfo Reis. O antigo capitão dos dragões, no programa Playoff da SIC Notícias, admitiu que não entendia a atitude de Maicon em deixar o campo antes de ser sequer substituído. Para a posteridade fica a seguinte declaração: “Sei que ele estava perturbado, mas ele é o capitão. Não aceito, não admito. Como capitão, ainda é pior. Ele não pode jogar nem deve jogar mais no FC Porto. Se eu fosse colega do Maicon, eu não admitia nunca mais que ele jogasse comigo.” 

Com estes aparatos todos, nos últimos dias tem-se falado que José Peseiro já não vai mais contar com Maicon para o que resta da época, uma vez que a situação assumiu um carácter irreversível. O jornal O JOGO adiantou este domingo, que o defesa central poderá estar a caminho do São Paulo e terá um contrato válido até 30 de Junho.

É muito triste ver um jogador com tamanho potencial sair do FC Porto pela porta pequena. É bom recordar que Maicon esteve presente em muitas alegrias e em muitos títulos do FC Porto, marcando inclusive um golo decisivo para as contas de um campeonato nacional em pleno Estádio da Luz aos 87 minutos. Maicon será sempre recordado como o central das bolas paradas e como o menino que chegou ao dragão e gelou a Luz ao “dar” mais um campeonato, mas infelizmente estes últimos acontecimentos não dão espaço de manobra. O preocupante é o problema central que os dragões terão de resolver com Chidozie no campeonato e com Verdasca na Liga Europa, uma vez que Marcano também está lesionado.