Académica OAF 3-0 CD Cova da Piedade: Para ti, Bernas

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Já se sabia que este não seria um jogo fácil para a Académica. Uma baixa de peso marcava-o. Não era uma baixa no onze inicial, nem no plantel, ou no staff técnico. Era uma baixa nas bancadas, onde já não estava Bernas, um dos que mais apoiava a Briosa e que, aos 20 anos, viu serem-lhe retirados, num acidente de carro, sonhos, ambições e desejos. Um deles seria, certamente, a vitória da sua Briosa frente ao Cova da Piedade, que se concretizou.

A Académica, à semelhança do que tem conseguido fazer nas últimas semanas, conseguiu impor-se no terreno de jogo e empurrou o adversário para o seu terço defensivo. Mesmo privada de uma baixa nas bancadas (atenuada com muita alma da Mancha Negra, refira-se) e de outra no campo (a lesão de Brendon obrigou João Alves a utilizar Traquina como lateral-direito), a Briosa ditou as leis no primeiro tempo.

Ricardo Dias era a base sólida de um meio-campo que, a espaços, conseguia abrir espaço para a velocidade de Romário Baldé e Júnior Sena, os mais desequilibradores. Foi o último, inclusive, que assistiu o golo inaugural, conseguido aos 22 minutos – canto batido ao segundo poste, onde apareceu Hugo Almeida a finalizar… à ponta de lança.

O golo teve o condão de sossegar o jogo. A Académica tratou de impor um ritmo mais lento e o Cova da Piedade não conseguiu reagir até ao intervalo.

O Cidade de Coimbra exultou com nova vitória
Fonte: Bola na Rede

O regresso dos balneários não trouxe nada de novo. O Cova da Piedade, reforçado no ataque pela entrada de Ronaldo Tavares, falhava na conexão meio-campo – ataque e a Académica, segura no seu meio-campo, explorava os espaços que o adversário deixava nas costas. Foi desta forma que, numa primeira instância, Hugo Almeida esteve perto de bisar e que, depois, Júnior Sena ampliou a vantagem. 55 minutos de jogo, 2-0 para a Briosa.

O segundo golo dos estudantes teve outra vez efeitos no jogo, mas desta vez favoráveis ao seu adversário, que passou a abordar os lances com maior agressividade, aproximando-se assim com critério da baliza adversária. Miguel Rosa esteve em destaque e ficou perto do golo em duas ocasiões. Valeu à Académica um corte de Zé Castro sobre a linha de golo e, mais tarde, uma grande defesa de Peçanha, em resposta a um livre direto do ex-SL Benfica.

A reação do Cova, porém, foi sol de pouca dura e a superioridade tática dos estudantes materializou-se… em mais um golo. Júnior Sena (outra vez) descobriu Romário Baldé solto na direita, e este, isolado, não desperdiçou. Na sequência do lance, Rafael Amorim foi expulso e, aos 70 minutos, o jogo… terminou. A Académica controlou os instantes finais a seu bel-prazer, e só Miguel Rosa (outra vez) conseguiu causar alguma intranquilidade.

O jogo foi caminhando para o seu final, com números pesados, mas tão justos quanto naturais. Bernas terá sorrido.

Onzes iniciais

ACADÉMICA OAF:  Peçanha, Traquina, Yuri, Zé Castro, Mike; Ricardo Dias, Guima (Ki 78’), Reko, Júnior Sena; Romário Baldé (Marinho 82’) e Hugo Almeida (Djoussé 74’).

CD COVA DA PIEDADE: Moreira, Coronas (Rodrigo 27’), Amorim, Mané, Evaldo; Chen (Maria 82’), Cele, Pereirinha (Ronaldo Tavares 45’), Ballack, Miguel Rosa; Firmino.

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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